Pacata, praia de Arroio Seco, em Arroio do Sal, é refúgio de tranquilidade no litoral norte

 Apesar de tranquila, região tem deficiência de guarda-vidas, afirma Prefeitura

Iisolamento, para os poucos que vão a este local, representa liberdade, e desde já há um contraste marcante com outras praias não tão distantes 

A praia do Arroio Seco, em Arroio do Sal, possui somente um acesso, via rodovia Interpraias, que corta grande parte do litoral norte. A pacata orla deste balneário é pouco frequentada pelos veranistas, que veem neste aspecto um importante trunfo. O isolamento, para os poucos que vão a este local, representa liberdade, e desde já há um contraste marcante com outras praias não tão distantes, porém muito mais apinhadas de pessoas, como Torres ou mesmo o perímetro urbano de Arroio do Sal.

Os guarda-vidas que trabalham na guarita 23, que fica nesta praia, afirmam que há certo trabalho no local, mesmo com o pouco fluxo de banhistas, e nada indica, por ora, que isto deva mudar em um futuro próximo. Nas casas de Arroio Seco, Praia Azul e Balneário Atlântico, praias que ficam uma ao lado da outra, o movimento de pessoas é moderado, e nas ruas, a sensação é de falta de infraestrutura. Predominantemente residencial, a região conta com poucos mercados e serviços em geral.

Arroio Seco: refúgio de tranquilidade no Litoral Norte Arroio Seco: refúgio de tranquilidade no Litoral Norte | Foto: Guilherme Almeida / CP

Moradores de Porto Alegre, a veterinária Sabrina Moriggi, natural do Rio de Janeiro, além dos primos Diego Mengue, engenheiro ambiental, e Leandro Fiabante, transportador, veraneiam há mais de 15 anos no Arroio Seco e, enquanto puderem, não trocarão de praia. Na tarde deste sábado, eles estavam juntos de Isadora, 10 anos, também parente. "Aqui é muito tranquilo e pacato. É verdade que faltam alguns estabelecimentos, a exemplo de quiosques, porém a tranquilidade compensa", comentou Mengue. "Não tem caixas de som ou pessoas fazendo bagunça", completou Fiabante.

Para o prefeito de Arroio do Sal, Affonso Flávio Angst, houve um recapeamento recente da Interpraias, facilitando o fluxo de motoristas aos balneários como estes. "Agora está em perfeitas condições. Acredito que as pessoas optam por estes locais pela tranquilidade mesmo. E acho que a maior deficiência mesmo é a falta de efetivo dos guarda-vidas, algo que batalhamos há bastante tempo. A próxima guarita é no centro de Arroio do Sal, a uns três quuilômetros. O Arroio Seco é muito especial e dentro do possível, estamos proporcionando uma estrutura adequada", afirmou ele.

Arroio Seco: refúgio de tranquilidade no Litoral Norte Arroio Seco: refúgio de tranquilidade no Litoral Norte | Foto:

Correio do Povo

Presidente da Petrobras defende exploração de petróleo na Bacia de Pelotas, no RS

 Jean Paul Prates classificou o projeto no Estado como uma nova fronteira de exploração

Transição energética prevê gradualidade, e não ruptura, disse Prates quando perguntado sobre não mais investir na exploração de petróleo 

O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, voltou a defender neste sábado, 6, a prospecção de petróleo em "novas fronteiras", incluindo a Bacia de Pelotas, como forma de garantir reservas futuras de petróleo para o País. Em postagem no X, antigo Twitter, Prates afirmou que a Petrobras está avançando com novos projetos de exploração e produção também nessas regiões. Prates também citou a Margem Equatorial, na Bacia da Foz do Amazonas.

"A Petrobras é uma empresa de petróleo em transição, que está promovendo uma maior integração energética e descarbonização das suas atividades enquanto mantém sua sustentabilidade financeira, garante novos investimentos e avança com novos projetos de exploração e produção, seja no pré-sal e em novas fronteiras como a Margem Equatorial e a Bacia de Pelotas", escreveu Prates.

A postagem foi acompanhada da publicação de um vídeo com trecho de uma entrevista que Prates concedeu à emissora de televisão GloboNews, no último dia 28 de dezembro. Na ocasião, Prates afirmou que tem relação de respeito com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), mas defendeu a prospecção de petróleo na Margem Equatorial e argumentou que a transição energética prevê gradualidade, e não ruptura.

Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Gilmar Mendes devolve presidência da CBF a Ednaldo Rodrigues

 



Fonte: https://www.youtube.com/shorts/OQADNGR1IjU

Trump inicia campanha eleitoral em Iowa

 O pequeno estado do centro-oeste americano fará assembleias eleitorais na próxima segunda

Trump lançou neste sábado sua campanha eleitoral em Iowa 

O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump lançou neste sábado sua campanha eleitoral em Iowa, com comícios nos quais prometeu 'vencer pela terceira vez', três anos depois de seus apoiadores terem invadido o Capitólio, em Washington.

O pequeno estado do centro-oeste americano fará assembleias eleitorais na próxima segunda-feira, o que dará início às primárias republicanas para as eleições de novembro.

O líder republicano busca retornar à Casa Branca em 20 de janeiro de 2025, apesar de enfrentar processos na justiça. Em discurso de duas horas para apoiadores na localidade de Newton, Trump não se aprofundou nos acontecimentos de 6 de janeiro de 2021, mas descreveu os presos por envolvimento nos fatos como 'reféns' e prometeu que, se for reeleito, concederá muitos indultos.

Trump debochou do atual presidente, Joe Biden, seu provável rival nas eleições de novembro, e disse que o democrata foi responsável pelo declínio econômico do país, alimentou o caos nas fronteiras e não conseguiu impedir a invasão russa à Ucrânia.

O ex-presidente republicano alertou para a Terceira Guerra Mundial se Biden for reeleito, acrescentando: 'Esta é a nossa última oportunidade de salvar os Estados Unidos. 'Sem nunca ter deixado de lado a narrativa de que venceu as eleições de 2020, Trump declarou que vencerá 'pela terceira vez' em novembro.

Biden, que criticou duramente Trump em discurso pronunciado ontem, não tem nenhum ato público programado para este fim de semana, segundo a Casa Branca.

Pesquisas favoráveis

Apesar de seus reveses nos tribunais e do risco de ser preso por suas tentativas de reverter os resultados das eleições presidenciais de novembro de 2020, as pesquisas atribuem a Trump 60% dos votos nas eleições internas republicanas, frente aos seus principais adversários.

O ex-presidente nega ter incitado seus apoiadores a atacar o Capitólio, embora ainda diga que as eleições de 2020 foram roubadas. Para determinar a responsabilidade e pressão que ele teria exercido para tentar reverter os resultados eleitorais, um julgamento criminal deve ter início em 4 de março, na capital americana.

AFP e Correio do Povo

Mais de 45 mil contribuintes já quitaram o IPTU 2024 em Porto Alegre

 De acordo com a Secretaria Municipal da Fazenda, com o valor pago até o momento, a prefeitura da capital já arrecadou mais de R$ 54,2 milhões

Prefeitura de Porto Alegre estima uma arrecadação de mais de R$ 1 bilhão com o IPTU 2024 

Os primeiros dias de pagamento do IPTU 2024 em Porto Alegre já renderam cerca de R$ 54,2 milhões para os cofres da Prefeitura, de acordo com dados divulgados pela Secretaria Municipal da Fazenda. Até o momento, foram 45.557 guias pagas, que representam 6,38% do total de 714.342 imóveis com guias de IPTU ou taxa de coleta de lixo lançadas.

Destas, cerca de 30% foram pagas através do Pix, modalidade oferecida neste ano que possui uma compensação mais rápida do que o tradicional código de barras. A previsão da pasta é de que a prefeitura arrecade mais de R$ 600 milhões até o dia 8 de fevereiro, quando encerra a primeira etapa de pagamento. Ao todo, a estimativa é de uma arrecadação de mais de R$ 1 bilhão com o IPTU 2024.

Dos mais de 710 mil imóveis, forma cerca de 350 mil guias digitais geradas desde que a prefeitura iniciou o recolhimento do tributo. “Este é o segundo ano do IPTU Digital, e percebemos que há muito menos procura pelo atendimento presencial que no ano anterior. As pessoas já estão mais confiantes nos serviços digitais, nossos canais são intuitivos e rápidos. Incentivamos ainda o uso do Pix, rápido e seguro”, citou o secretário da Fazenda Rodrigo Fantinel.

Descontos e prazos do IPTU 2024

A primeira etapa de pagamento do IPTU 2024 segue até o dia 8 de fevereiro. Até lá, os contribuintes podem quitar o tributo com descontos de até 11% ao todo. São 5% para o débito antecipado, mais 3% para quem manteve seus tributos em dias nos últimos e até outros 3% para quem inseriu o CPF nas notas fiscais de serviços. Além do Pix e código de barras, é possível o tributo pagar também no cartão de crédito.

Já o pagamento parcelado, sem desconto, inicia no dia 9 de fevereiro, com a primeira parcela vencendo no dia 8 de março. Em 2024, o IPTU poderá ser parcelado em até dez vezes, ou seja, com a quitação da última parcela prevista para dezembro. As guias digitais do imposto podem ser geradas através do WhatsApp, acionando a Prefeitura pelo número (51) 3433-0156 e clicando na opção 4, pelo site prefeitura.poa.br/iptu ou pelo aplicativo 156+POA ou nas subprefeituras e nas unidades do Tudo Fácil.

Ainda conforme a Secretaria Municipal da Fazenda, quem não pagou o IPTU 2023 ou de anos anteriores pode pagar normalmente o tributo de 2024. A regularização do pagamento dos anos anteriores pode ser feita pelo site parcelamentofazenda.portoalegre.rs.gov.br ou pelo WhatsApp (51) 3289-1540.

Correio do Povo

“Viemos em busca de oportunidade e acontece isso”, lamentam venezuelanos vítimas de explosão em condomínio de Porto Alegre

 Moradores relataram drama vivido após a explosão em apartamento causada por vazamento de gás em condomínio no bairro Rubem Berta

Explosão em apartamento da torre 10 após vazamento de gás resultou em danos em diversos outros apartamentos do condomínio Alto São Francisco 

Desde agosto de 2023, quando receberam as chaves do imóvel próprio, a família de Yenmar Elena Ramirez estava na paz de viver uma oportunidade única depois de saírem da Venezuela em busca de dignidade. Mas a madrugada da última quinta-feira mudou tudo isso. Ela e o esposo Luis Guevara residem em um apartamento localizado exatamente na frente do imóvel onde foi registrada a explosão causada pelo vazamento de gás na torre 10 do Condomínio Alto São Francisco, no bairro Rubem Berta, na zona Norte de Porto Alegre.

Eles relatam que, por sorte, estavam dormindo no momento da explosão. “Destruiu tudo dentro de casa, pois os vidros furaram as paredes. Os cacos de vidro pareciam balas. Se tivesse alguém de pé, teriam atingido e machucado”, relembrou Guevara. Ele, a esposa e os três filhos estão temporariamente vivendo no salão de festas do condomínio.

Yenmar contou que o imóvel foi adquirido por financiamento e que vivem em uma "luta atrás da outra”. “Estamos chocados. Só trabalhamos. Viemos em busca de oportunidade e acontece isso", lamentou a moradora. Ela citou ainda o receio de, caso a torre 10 venha a colapsar, possa cair sobre o apartamento deles.

Drama parecido vive o também venezuelano Moisés Guerra. Ele e a esposa Kevis possuem apartamento ao lado do imóvel onde ocorreu o vazamento. Com o acidente, ele conta que perdeu tudo e que presenciou o momento da explosão. “Um vizinho passou gritando que era para sair dos apartamentos. Quando desci e os bombeiros chegaram, ocorreu a explosão. Vi um deles (bombeiro) voar. A parede do apartamento do lado caiu sobre minhas coisas. Está tudo destruído”, contou o morador, que está hospedado na casa de um amigo.

A moradora Adriane Santos da Silva, sua mãe Daiane e uma irmã pequena também estão temporariamente abrigados no salão de festa do condomínio. Durante a explosão, ela foi atingida por estilhaços do vidro da janela da própria casa, fato que resultou em um corte no seu braço esquerdo. O temor por novos vazamentos de gás no condomínio também é sentido por outros moradores, principalmente os que residem em torres não interditadas. Uma moradora relata que ela e o filho deixaram malas prontas ao lado da porta em casa de nova evacuação.

Este drama não demonstra ter fim para os moradores do condomínio Alto São Francisco. Na noite desta sexta-feira, uma evacuação de emergência foi ordenada pela Defesa Civil Municipal após um suposto novo vazamento de gás. Desta vez, a explicação foi de que um equipamento da válvula de alívio do gás central esquentou durante o dia e liberou pressão, junto com o cheiro do gás.

Os moradores foram informados ainda de que isto não causaria riscos ou danos, pois tratava-se de um procedimento normal realizado durante dias quentes. Entretanto, a moradora Laura Antoni Martins relatou que, após a explicação de ser algo rotineiro, o botijão do gás central foi trocado. Ela citou ainda que os moradores não foram autorizados a acompanhar o procedimento.


MPRS, Defensoria Pública e Câmara de Vereadores visitaram o condomínio

Ainda na sexta-feira, representantes do Ministério Público do Rio Grande do Sul, da Defensoria Pública do Estado e da Câmara de Vereadores de Porto Alegre estiveram no Condomínio Alto São Francisco para acompanhar a situação das famílias que tiveram seus imóveis interditados após a explosão. Estiveram no local o promotor Cláudio Ari de Mello, coordenador do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Ordem Urbanística e Questões Fundiárias MPRS, o defensor público Rafael Magagnin e o vereador Giovane Byl.

Para o promotor Cláudio Ari de Mello, o mais importante é atender as demandas das pessoas que estão sem moradias, mas sem descuidar das etapas deste caso. “O MPRS vai atender as pessoas que foram vítimas e que estão desabrigadas. A primeira etapa é diagnosticar o que aconteceu. Entender o número de pessoas que se encontram, sem moradia e, então, traçar linhas de atuação, seja alcançar soluções consensuais com os responsáveis pelo empreendimento, seja no limite, se isso não for possível, ajuizar uma ação judicial. Sempre com o objetivo de, em primeiro lugar, obter novas moradias para as pessoas que estão desabrigadas até que se defina se é possível que elas retornem ou não para os blocos ou que se consiga novos empreendimentos”, falou.


Correio do Povo

ONU alerta que Gaza é um lugar “inabitável”

 Neste sábado, o Hezbollah libanês lançou a sua resposta inicial ao assassinato do número dois do Hamas, na terça-feira, em Beirute

"2024 será um ano de combates", alertou o seu porta-voz Daniel Hagari 

Israel bombardeou novamente o sul da Faixa de Gaza neste sábado, 6, depois de quase três meses de uma guerra com o Hamas que transformou o território palestino sitiado em um "lugar de morte" que é simplesmente "inabitável", segundo a ONU.

O conflito desencadeado pelo ataque sangrento do movimento islamista palestino Hamas em 7 de outubro, que deixou cerca de 1.140 mortos em Israel, segundo uma contagem da AFP baseada em dados israelenses, também ameaça se espalhar pela região.

Neste sábado, o Hezbollah libanês lançou a sua "resposta inicial" ao assassinato do número dois do Hamas, na terça-feira, em Beirute. Um responsável da defesa americano atribuiu o ataque a Israel, disparando dezenas de foguetes contra uma base militar em Meron, no norte do território israelense.

O Exército israelense confirmou que houve cerca de quarenta tiros disparados do Líbano e indicou que respondeu atacando uma "célula que participou dos lançamentos".

"2024 será um ano de combates", alertou o seu porta-voz Daniel Hagari na sexta-feira, relatando "um nível muito alto de preparação" das tropas na fronteira com o Líbano.

Em Gaza, jornalistas da AFP relataram ataques israelenses na manhã deste sábado em Rafah, uma cidade no extremo sul do território onde centenas de milhares de palestinos tentam se refugiar dos combates.

Lá, Abu Mohamed, um palestino de 60 anos que fugiu do campo de refugiados de Bureij (centro), disse à AFP que, à medida que a guerra entra no seu quarto mês, o futuro de Gaza parece "sombrio, obscuro e muito difícil".

"Lugar de morte e desesperança"

O governo do Hamas afirmou que 22 pessoas morreram em bombardeios em Khan Yunis.

"Mataram os nossos filhos, mataram os nossos entes queridos", lamentou uma mulher às portas do Hospital Europeu desta cidade do sul da Faixa, para onde foram transferidos os corpos dos palestinos mortos, segundo imagens da AFPTV.

A Faixa de Gaza tornou-se "simplesmente um lugar inabitável", "um lugar de morte e desesperança", e os seus habitantes "enfrentam ameaças diárias diante dos olhos do mundo", denunciou na sexta-feira o chefe das operações humanitárias da ONU, Martin Griffiths.

A ofensiva de Israel, que prometeu "destruir" o movimento islamista palestino, deixou pelo menos 22.722 mortos, a maioria civis, segundo o Ministério da Saúde do Hamas, no poder em Gaza.

Segundo Israel, cerca de 132 reféns dos 250 sequestrados em 7 de outubro pelo Hamas, grupo classificado pela União Europeia e pelos Estados Unidos como "terrorista", permanecem cativos no território palestino.

A Unicef alertou que os combates, a desnutrição e a situação sanitária criaram um "ciclo de morte que ameaça mais de 1,1 milhão de crianças" naquele território.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) indicou que a maioria dos 36 hospitais do território estavam fora de serviço devido aos combates e aqueles que continuam a funcionar enfrentam escassez.

Uma equipe da ONU entregou suprimentos médicos às autoridades de Gaza em Khan Yunis na sexta-feira. Foi "a primeira vez que conseguimos fazer esta entrega em cerca de 10 dias", disse Sean Casey, coordenador da OMS.

O Exército israelense declarou neste sábado que as suas forças "mataram vários terroristas (...) e destruíram algumas entradas de túneis" em Khan Yunis nas últimas 24 horas e que encontraram coletes militares "escondidos (...) em uma clínica médica" na cidade de Gaza.

Israel acusa o Hamas de utilizar infraestruturas civis, como escolas e hospitais, para esconder uma rede subterrânea.

Pressão diplomática

Na Síria e no Iraque, os ataques a bases militares dos Estados Unidos, principal aliado de Israel, dispararam nas últimas semanas.

No Iêmen, os rebeldes houthis apoiados pelo Irã – assim como o Hezbollah – multiplicaram os seus ataques a navios no mar Vermelho em "apoio" aos palestinos em Gaza.

Neste contexto, o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, manteve negociações no Líbano neste sábado, também na esperança de evitar uma conflagração regional.

"É absolutamente necessário evitar que o Líbano seja arrastado para um conflito regional", disse em coletiva de imprensa em Beirute.

Seu homólogo americano, Antony Blinken, se reuniu na Turquia com o chanceler turco e com o presidente Recep Tayyip Erdogan para falar sobre a guerra de Gaza.

Blinken também visitará vários Estados árabes antes de seguir para Israel e para a Cisjordânia ocupada na próxima semana.

O chefe do Hamas, Ismail Haniyeh, instou Blinken a se concentrar em acabar com a "agressão" israelense durante sua viagem ao Oriente Médio.

"Esperamos que o senhor Blinken tenha conseguido tirar conclusões dos últimos três meses e compreendido o grau de erro cometido pelos Estados Unidos com o seu apoio cego" a Israel, declarou em um vídeo publicado na noite de sexta-feira.

AFP e Correio do Povo

Gabinete do Ódio do PT

 



Fonte: https://www.facebook.com/reel/1596250584519130

Coreia do Norte dispara 60 projéteis perto de ilha sul-coreana

 Kim Jong Un ameaçou "aniquilar" a Coreia do Sul e os Estados Unidos

Novos projéteis foram disparados pela Coreia do Norte 

O Exército norte-coreano disparou mais de 60 projéteis perto da ilha sul-coreana de Yeonpyeong neste sábado (6), disse o Exército de Seul, um dia depois de Pyongyang lançar projéteis de artilharia na mesma região.

"As forças norte-coreanas dispararam mais de 60 projéteis da área noroeste da ilha de Yeonpyeong hoje, entre 16h e 17h (4h e 5h no horário de Brasília)", disse o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul em um comunicado, alertando à Coreia do Norte que ponha fim às suas ações.

Na sexta-feira, a Coreia do Norte disparou mais de 200 projéteis de artilharia perto de Yeonpyeong e Bangnyeong, duas ilhas sul-coreanas pouco povoadas localizadas perto de uma fronteira marítima entre os dois países. Yeonpyeong, que tem cerca de 2 mil habitantes, está localizada no mar Amarelo, cerca de 115 km a oeste de Seul e 12 km ao sul da costa da província de Hwanghae.

Baengyeong, também muito próxima da Coreia do Norte, tem 4.900 habitantes e fica a cerca de 210 km a oeste da capital sul-coreana. As autoridades ordenaram a evacuação dos civis como "medida preventiva" e as balsas foram suspensas devido à escalada militar, uma das mais graves registradas na península coreana desde 2010, quando o Norte bombardeou Yeonpyeong e matou dois militares e dois civis.

Nova escalada

Os disparos ocorrem após uma série de declarações belicosas do líder norte-coreano, Kim Jong Un, que nos últimos dias ameaçou "aniquilar" a Coreia do Sul e os Estados Unidos. Tanto na sexta-feira como neste sábado, projéteis norte-coreanos aterrissaram em uma zona tampão marítima criada sob um acordo de 2018 para diminuir as tensões, que se rompeu em novembro depois que a Coreia do Norte lançou um satélite espião.

O Exército sul-coreano declarou neste sábado que "os repetidos disparos de artilharia (...) representam uma ameaça à paz na península coreana e uma escalada de tensões". A força militar lançou "uma advertência firme" e instou Pyongyang a cessar as suas ações.

"A Coreia do Norte, após a sua declaração de anulação do ‘Acordo Militar de 19 de setembro’, continua ameaçando os nossos cidadãos com fogo de artilharia contínuo dentro da zona onde os atos hostis são proibidos", afirmou o Estado-Maior Conjunto. "Em resposta, o nosso exército tomará medidas adequadas para preservar a nossa nação", acrescentou.

Ameaça para a paz

O regime norte-coreano afirmou na sexta-feira que os seus disparos perto das duas ilhas foram uma "resposta natural" às manobras lançadas pela Coreia do Sul, segundo a agência oficial de notícias norte-coreana KCNA. "Eles nem sequer tiveram um impacto indireto nas ilhas", disse a KCNA.

Neste contexto, a China, que faz fronteira com a Coreia do Norte e é o principal apoio político e econômico daquele país asiático isolado, lançou um apelo à "moderação" a todas as partes. Os Estados Unidos pediram à Coreia do Norte "que se abstenha de quaisquer novas ações desestabilizadoras e provocativas e que retome a diplomacia".

No final de dezembro, Kim Jong Un ordenou que os preparativos militares fossem acelerados tendo em vista uma "guerra" que poderia "estourar a qualquer momento". No ano passado, o líder norte-coreano inscreveu na Constituição a vocação do país como potência nuclear e testou vários mísseis balísticos intercontinentais, violando resoluções da ONU. As duas Coreias ainda estão tecnicamente em guerra desde o fim do conflito de 1950-1953 na península, que terminou com um armistício em vez de um tratado de paz.

AFP e Correio do Povo

Sobe para 126 o número de mortos do terremoto no Japão

 Segundo as autoridades, número de mortos deve continuar subindo já que mais de 200 pessoas seguem desaparecidas

Em 2011, um terremoto subaquático de magnitude 9 desencadeou um tsunami que deixou cerca de 18.500 mortos ou desaparecidos 

As equipes de resgate japonesas vasculham os escombros neste sábado, 6, quase sem esperança de encontrar sobreviventes, cinco dias depois do terremoto que atingiu o centro do país no dia de Ano Novo e deixou pelo menos 126 mortos.

O número de mortos no terremoto de magnitude 7,5 que atingiu a província de Ishikawa na segunda-feira deve continuar aumentando, com mais de 200 pessoas desaparecidas, segundo as autoridades. O trabalho dos socorristas tem sido dificultado pelo mau tempo, que será agravado pela queda de neve prevista para domingo, e pelos danos nas estradas, que estão quase inutilizáveis. Duas idosas foram resgatadas com vida das ruínas de suas casas na quinta-feira, mas não houve novas notícias encorajadoras desde então.

Em Suzu, onde dezenas de casas ficaram em ruínas, um cão de resgate ajudou nos esforços de resgate. "Eles são treinados para latir quando detectam uma pessoa nos escombros", explicou Masayo Kikuchi, seu treinador, à AFP. As casas onde são encontrados os mortos são sinalizadas e os socorristas aguardam a chegada de um legista que poderá identificar o corpo junto com os familiares. No porto da cidade, barcos de pesca foram vistos afundados ou levados à costa pelas ondas do tsunami provocado pelo terremoto, que acredita-se ter arrastado pelo menos uma pessoa. Os danos também são extensos em Wajima e em outras partes da província de Ishikawa, localizada na costa do mar do Japão.

Fortes réplicas abalaram a região desde o devastador terremoto de segunda-feira, que causou deslizamentos de terra, um grande incêndio e um tsunami com ondas de mais de um metro de altura. "Eu estava relaxando no dia de Ano Novo quando o terremoto começou. Meus parentes estavam todos lá e nos divertíamos", disse Hiroyuki Hamatani, 53 anos, à AFP em meio a veículos queimados e postes caídos. "A casa ficou de pé mas não está habitável (...) não tenho espaço na cabeça para pensar no futuro", acrescentou.

Rezar pelos mortos

"Rezamos sinceramente pelo repouso das almas daqueles que morreram", disse o primeiro-ministro, Fumio Kishida, na rede social X. Quase 23.800 casas ficaram sem eletricidade na região de Ishikawa e mais de 66.400 estão sem água potável. Os cortes de água e energia também afetaram hospitais e instalações de cuidados para idosos e pessoas com deficiência.

Mais de 31.400 pessoas foram alojadas em 357 abrigos e muitas comunidades permanecem isoladas.

"Estamos fazendo o nosso melhor para realizar resgates em cidades isoladas (...). Contudo, a realidade é que o isolamento não foi resolvido na medida que gostaríamos", admitiu o governador regional, Hiroshi Hase, na sexta-feira.

O Japão registra centenas de terremotos todos os anos. A maioria não causa danos graças aos rigorosos regulamentos de construção em vigor há mais de quatro décadas.

Em 2011, um terremoto subaquático de magnitude 9 desencadeou um tsunami que deixou cerca de 18.500 mortos ou desaparecidos. O terremoto também causou danos à usina nuclear de Fukushima, causando um dos piores desastres nucleares da história.

AFP e Correio  do Povo