Sábado será de sol em todo o Rio Grande do Sul

 Dia começa com temperatura amena mas calor deve chegar a tarde

Ingresso de ar mais quente no território gaúcho favorece maior elevação da temperatura neste sábado e a tarde será de calor 

O sábado no Rio Grande do Sul terá a presença do sol em todas as regiões do estado com tempo muito aberto na maioria das localidades. Nuvens esparsas se formam à medida que a atmosfera aquece durante o dia. Segue a possibilidade de chuva de verão extremamente isolada à tarde, especialmente na Serra. O dia começa com temperatura agradável, já que a escassa nebulosidade na madrugada favorece maior resfriamento. O ingresso de ar mais quente no território gaúcho favorece maior elevação da temperatura neste sábado e a tarde será de calor.

Os últimos dias de 2023 e os primeiros de 2024 no estado foram marcados por temperaturas abaixo a muito abaixo da média. Somou-se ainda a instabilidade nesta semana na costa com a umidade vinda do mar. O padrão nos últimos dias fugiu tanto ao normal desta época do ano que a virada se deu com frio no Rio Grande do Sul.

Em Porto Alegre, os primeiros dias do ano anotaram máximas de 30,5ºC; 30,3ºC; 28,7ºC; 27,8ºC e 29,8ºC. Assim, nenhum dia até agora no mês sequer alcançou a temperatura máxima média histórica de janeiro de 31,0ºC.

Veja as mínimas e máximas das cidades do Rio Grande do Sul:

Capão da Canoa 19°C / 27°C

Santa Rosa 20°C / 34°C

Pelotas 21°C / 30°C

São José dos Ausentes 13°C / 25°C

Chuí 21°C / 28°C

Correio do Povo

Governo de São Paulo criará regras para câmeras em fardas da PM

 


#OsPingosNosIs | Governo de São Paulo criará regras para câmeras em fardas da PM
Motta: “Outra forma de se abordar a segurança é olhar a realidade das ruas […] Isso é quase um insulto a nossa inteligência”

Azonasul deverá entrar na Justiça contra aumento no valor dos pedágios no Polo Rodoviário de Pelotas

 Associação que representa 24 cidades da região atingida pelos novos valores das tarifas, que foram reajustadas em quase 30% na última virada de ano.

,A Associação dos Municípios da Zona Sul (Azonasul) anunciou que a entidade irá entrar na justiça contra o mais recente aumento dos pedágios do Polo Rodoviário de Pelotas. A medida que aumentou as tarifas em 28,9% nas cinco praças de pedágio administradas pela Ecosul, nas BRs 116 e 392, está em vigor desde o último dia 1º.

As tratativas iniciaram em meados de dezembro, logo após o anúncio do reajuste. Com o respaldo de sua assessoria jurídica, a entidade está em fase avançada de elaboração dos procedimentos legais para contestar os valores aplicados nas praças de pedágios da região, controladas pela empresa concessionária Ecosul.

Segundo o representante legal da Azonasul, diretor da CDP Consultoria em Direito Público e advogado Gladimir Quiele, a iniciativa visa a suspensão temporária da cobrança, enquanto se avalia a conformidade desses aumentos com a legislação vigente. "Estamos empenhados em garantir que qualquer alteração nas tarifas de pedágio seja realizada dentro dos parâmetros legais e em benefício da comunidade. Nosso objetivo é garantir equidade e transparência nesse processo", afirmou.

O advogado destaca que pretende entrar com a ação após o término do plantão no poder judiciário, marcado para a próxima segunda-feira. "Queremos pegar uma situação de normalidade processual. É uma matéria de natureza contratual que a concessionária que se usa disso para reajustar, mas os custos operacionais não acompanham os índices de reajustamento contratual", ponderou.

Para ele, há descompasso em alguns pontos. "A situação é técnica e temos que fazer um documento que traduza esta complexidade. Temos que levantar todas as questões técnicas e vai levar um tempo pra isto, mas entraremos no menor espaço de tempo possível", garantiu. A Ecosul reafirmou, em nota, que segue à disposição para dialogar com as autoridades políticas sobre todas as melhorias possíveis no atual contrato de concessão.


Correio do Povo

Grêmio anuncia parceria com Hospital Moinhos de Vento

 Acordo prevê apoio na preparação dos atletas do clube no futebol masculino e no feminino

Parceria prevê a realização de exames da pré-temporada, testes do meio do ano e admissionais de novos jogadores 

O Grêmio anunciou na manhã desta quinta-feira, em evento na Arena, uma parceria inédita com o Hospital Moinhos de Vento, que prevê apoio na preparação dos atletas do clube. A instituição vai ser patrocinadora oficial do Departamento de Ciência, Saúde e Performance (DCSP) do time, e vai trabalhar com as equipes profissionais masculina e feminina.

“Tornar-se parceiro de uma instituição de peso como o Hospital Moinhos de Vento, além de ser de enorme satisfação para nós, auxiliará o Grêmio a resolver problemas importantes na área da saúde para que os atletas tenham disponibilidade e maior grau de competitividade”, disse o presidente Alberto Guerra.

O acordo prevê a realização de todos os exames da pré-temporada, além dos testes do meio da temporada e admissionais de novos jogadores. A primeira etapa inicia já neste domingo (7) e segunda-feira (8) para a realização dos testes de pré-temporada.

“Ainda em 2024, vamos criar um centro de excelência para atender atletas unindo a expertise do Hospital Moinhos de Vento e do Grêmio. A ideia é cuidar de toda a jornada do jogador, aos moldes do centro médico da Fifa de Dubai, que reúne diversas especialidades no local, aliando assistência e pesquisa em prol do esporte”, disse Mohamed Parrini, CEO do Hospital Moinhos de Vento.

Os jogadores do Grêmio também participarão de estudos de ponta pertinentes às áreas relacionadas ao esporte, por meio do fornecimento de dados.

Essa não será a primeira vez que o Hospital e o Grêmio atuam em conjunto. No ano passado, ambos promoveram o Simpósio de Cardiologia no Esporte, com o intuito de oportunizar e fortalecer a Medicina do Esporte no Estado. Além dessa ação, o Tricolor também apoia as campanhas sociais do Hospital Moinhos de vento, como por exemplo a “União Move Moinhos”.

Correio do Povo

Ditador comunista norte-coreano pede aumento na produção de lançadores de mísseis

 Coreia do Norte forneceu armamento à Rússia para ataques em solo ucraniano

Ditador comunista norte-coreano incentivou aumento na produção de mísseis 

O ditador comunista norte-coreano, Kim Jong Un, incentivou seu país a expandir a produção de lançadores de mísseis em preparação para um "confronto militar" com a Coreia do Sul e os Estados Unidos, conforme relatado pela imprensa estatal nesta sexta-feira (5).

A informação foi divulgada depois que a Casa Branca revelou que a Coreia do Norte forneceu à Rússia os mísseis balísticos usados nos recentes ataques contra cidades ucranianas.

A agência oficial KCNA mostrou imagens de Kim com sua filha Ju Ae em uma visita à fábrica que produz os lançadores móveis eretos (TEL, na sigla em inglês) usados para os mísseis balísticos intercontinentais do país, onde ele instou a "um esforço dinâmico para aumentar a produção" das armas.

Kim disse aos trabalhadores da fábrica que a produção de TEL é muito importante "dada a situação grave que requer que o país esteja mais firmemente preparado para um confronto militar com o inimigo", conforme publicado pela KCNA.

Na quinta-feira, o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Kirby, afirmou que "a Coreia do Norte recentemente forneceu à Rússia sistemas de lançamento de mísseis balísticos e vários mísseis balísticos", alguns dos quais foram usados em 30 de dezembro e 2 de janeiro em ataques contra a Ucrânia.

AFP e Correio do Povo

Nordestão e maré alta marcam a quinta-feira em Capão da Canoa

 Famílias se divertem na areia e movimento de pessoas é alto na orla

Vento e maré alta não afastaram movimento de banhistas na beira da praia 

A manhã desta quinta-feira foi nublada em Capão da Canoa. À tarde, o sol aparece tímido em meio às nuvens. O movimento de pessoas na areia é alto, com famílias brincando na areia junto às crianças. O mar estava limpo no começo do dia, a maré alta e soprava o vento Nordestão, porém nada que atrapalhasse o banho dos turistas e o movimento de veículos no entorno. A bandeira na guarita 76 na área central, foi amarela.

A agricultora Liana Vianini, moradora de Cotiporã, afirmou que há cinco anos não vinha ao litoral norte, por causa da pandemia, e agora estava com a mãe, o marido, a mãe e mais dois filhos do casal. “Estou feliz de estar aqui. Em um ano donos para Capão Novo, mas lá é praia pequena, e gostamos mesmo é do agito. Está muito bom, fora a sujeira, que está um pouco demais”, observou ela.

Já a administradora Priscila Colet estava acompanhada do marido, mais os dois filhos do casal, Davi, 4 anos, e Caio, 2. Os pequenos se divertiam fazendo casinhas na areia. A família é moradora de Canoas. “Estou vendo que agora tem uma presença maior de famílias, e aquele agito do ano novo passou. Isto é muito bom para nós é seguro para as crianças. Essa época é mais tranquila mesmo”, comentou ela.

Também os vendedores ambulantes se fizeram presentes na areia em grande número e, da mesma maneira, o fluxo de ciclistas e visitantes circulando de patinetes de aluguel foi intenso. Nos hotéis e pousadas do entorno, é possível ainda visualizar a circulação de pessoas de diversos locais do Rio Grande do Sul e de fora do estado.

Correio do Povo

COMEÇOU A MAIOR LIQUIDAÇÃO FANTÁSTICA DO BRASIL

 

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CGU constata que Petrobras vendeu refinaria abaixo do preço

 Fundo dos Emirados Árabes assumiu refinaria Landulpho Alves em 2021



A venda da Refinaria Landulpho Alves, na Bahia, em novembro de 2021, apresentou fragilidades, constatou auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU). O principal problema, apontou o relatório, foi a venda abaixo do preço de mercado, decorrente principalmente da escolha do momento do negócio - em plena pandemia de Covid-19 - numa época em que a cotação internacional do petróleo estava em baixa.

Rebatizado de Refinaria de Mataripe, o empreendimento foi vendido por US$ 1,65 bilhão (R$ 8,08 bilhões pelo câmbio atual) ao fundo Mubadala Capital, divisão de investimentos da Mubadala Investment Company, empresa de investimentos de Abu Dhabi e que pertence à família real dos Emirados Árabes Unidos.

O relatório não afirmou, de maneira categórica, que houve perda econômica com a venda da refinaria. O documento, no entanto, questionou o momento do negócio, argumentando que a Petrobras poderia ter esperado a recuperação do petróleo no mercado internacional.

A venda, ressaltou a CGU, ocorreu num cenário de “tempestade perfeita”, com a combinação de incerteza econômica e volatilidade trazida pela pandemia, premissas pessimistas para o crescimento da economia no fim de 2021 e alta sensibilidade das margens de lucro, o que resultou em maior perda de valor.

Outros problemas

A CGU constatou fragilidade na utilização de cenários como suporte à tomada de decisão, com destaque para a falta de medição de probabilidade realista em eventos futuros. O relatório também questionou a aplicação de metodologias não utilizadas, até então, para venda de estatais brasileiras.

O órgão de controle sugeriu que, em situações de grande incerteza, duas opções poderiam ter sido consideradas: aguardar a estabilização do cenário futuro ou fazer uma avaliação única, ajustando premissas operacionais e de preços.

Em sua manifestação, a Petrobras defendeu a utilização de cenários como uma prática comum e adequada, mesmo reconhecendo limitações. A estatal alegou que as projeções foram feitas com consistência e que a pandemia tornou a análise mais desafiadora. A empresa reconheceu desafios e concordou em avaliar melhorias sugeridas, como a inclusão de medição de probabilidade em futuras análises.

Joias

A divulgação do relatório reacendeu suspeitas em torno de presentes dados pelo governo dos Emirados Árabes Unidos ao ex-presidente Jair Bolsonaro em outubro de 2019 e novembro de 2021, justamente o mês da venda da refinaria. O ex-presidente devolveu à Caixa Econômica Federal um fuzil calibre 5,56 milímetros e uma pistola nove milímetros dados pelo governo dos Emirados, após uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU).

Além dos presentes devolvidos, a Política Federal investiga joias e esculturas dadas por autoridades públicas dos Emirados Árabes. Em duas viagens oficiais, uma em outubro de 2019 e outra em novembro de 2021, ele recebeu um relógio de mesa cravejado de diamantes, esmeraldas e rubis, um incensário em madeira dourada e três esculturas, das quais uma ornada com detalhes em ouro, prata e diamantes.

O ex-presidente também é investigado por três caixas de joias, orçadas em R$ 18 milhões, recebidas do governo da Arábia Saudita e devolvidas em março e abril do ano passado.

Repercussão

Por meio da rede social X (antigo Twitter) o ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, informou que uma possível conexão entre a venda da refinaria e o recebimento das joias merece ser investigado.

“Importante esclarecer se há alguma conexão com o episódio das joias, já sob investigação pela Polícia Federal. Na liderança da oposição no Senado [durante o governo passado], fizemos [os partidos de oposição] inúmeras denúncias das inconsistências dessa privatização em claro prejuízo ao patrimônio público e aos consumidores brasileiros”, escreveu Messias.

Também por meio da mesma rede social, o ministro da CGU, Vinicius Marques de Carvalho, informou que a auditoria sobre a venda da refinaria está com a Polícia Federal. “A PF já teve acesso ao relatório, que inclusive já está publicado na página da CGU”, ressaltou.

Em março do ano passado, quando começaram a circular as suspeitas de ligação entre a venda da refinaria e o recebimento de presentes dos Emirados Árabes, o ex-presidente Bolsonaro postou que a privatização foi aprovada pelo Tribunal de Contas da União (TCU). “O TCU acompanhou e aprovou a venda da refinaria da Bahia aos árabes”, escreveu na época.

Agência Brasil e Correio do Povo

Caso Cuca: Justiça da Suíça descobre que vítima de estupro morreu em 2002

 Descoberta aconteceu quando o Tribunal Regional de Berna-Mitteland tentou localizar a vítima para notificar sobre a revisão do processo

Caso aconteceu em Berna, na Suíça, durante uma excursão do Grêmio ao país europeu, em 1987 

A solicitação dos advogados de Cuca para a reabertura do processo que condenou o treinador por manter relação sexual sem consentimento com uma menina de 13 anos trouxe à tona uma informação até então inédita no caso. A Justiça da Suíça descobriu que a vítima não está mais viva há mais de duas décadas. Ela morreu em 2002, aos 28 anos, em circunstâncias não especificadas. A descoberta aconteceu quando o Tribunal Regional de Berna-Mitteland tentou localizar a vítima para notificar sobre a revisão do processo.

A juíza Bettina Bochsler então, decidiu pela anulação do caso. Um dos herdeiros foi consultado, mas não quis ser parte do processo. Em tese, cabe recurso, mas nenhuma das partes está disposta a recorrer. O caso aconteceu em Berna, na Suíça, durante uma excursão do Grêmio ao país europeu, em 1987.

À época, Cuca era jogador e defendia as cores do time gaúcho. Dois anos depois, ele e outros três atletas foram condenados, mas nunca cumpriram a pena estipulada para o crime.

No ano passado, Cuca contratou advogados para rever o caso após pedir demissão do Corinthians com apenas seis dias de trabalho após forte rejeição da torcida e da opinião pública.

À Justiça da Suíça, a defesa de Cuca argumentou que o treinador não contou com um representante legal e foi julgado à revelia. O pedido de um novo julgamento foi aceito em 22 de novembro, mas o Ministério Público alegou não ser possível realizá-lo pelo fato de o crime ter prescrito. O órgão, então, sugeriu a anulação da pena e o fim do processo.

A Justiça acatou a decisão do MP no dia 28 de dezembro e a extinção da sentença foi publicada nesta quarta-feira, dia 3. Foi determinado, ainda, uma indenização de 13 mil francos suíços (R$ 75 mil) - atualizado para 19,5 mil francos suíços (R$ 54,8 mil) após cumprimento de despesas.

CUCA FOI INOCENTADO?

Apesar da extinção da sentença, não se trata de uma mudança de veredito. Isso porque o mérito do caso não foi reavaliado pela Justiça da Suíça. Assim, é errado afirmar que Cuca foi inocentado. Com a anulação de sentença e prescrição do processo, não poderá haver novo julgamento.

Cuca recebeu propostas no ano passado, mas recusou porque, segundo o próprio técnico justificou à época, seu foco estava em provar que era inocente. Com o caso encerrado, ainda que o profissional não tenha sido inocentado, aumentam as chances de ele assumir algum clube em 2024.

Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Moradores narram horror da explosão em prédio no Rubem Berta e drama por lares destruídos em Porto Alegre

 Condôminos lamentam sonho da casa própria ruindo, alguns poucos meses após comprar apartamento

Família Venezuelana de prédio que sofreu explosão 

A madrugada desta quinta-feira transformou o ano que recém começa para os moradores de um condomínio do bairro Rubem Berta, na zona Norte de Porto Alegre. A explosão que atingiu uma das torres de edifício deixou nove feridos, mas também obrigou diversas famílias a deixarem seus lares. Para algumas, o sonho recente de ter a casa própria.

Sem ter para onde ir, uma das moradoras do bloco 10, Alba Rosa Cabello, vivenciou momentos de pânico. Ela passou a noite junto da família e de outros moradores no salão de festas do condomínio. “Por volta das 23h30 sentimos um cheiro muito forte de gás e o cheiro ficou no prédio inteiro. Depois, escutamos um escape de gás tremendo, que soava como uma panela de pressão. Meu genro começou a bater nas portas de todo mundo para saírem. Foi questão de segundos e o prédio explodiu. Foi horrível”, conta.

Alba precisou pegar o básico, e sair a tempo de não ser atingida pela explosão. A filha dela teve o apartamento destruído. “O apartamento da minha filha ficou todo queimado com a explosão de cima do terceiro andar”, lamenta.

O condomínio tinha pouco menos de sete meses desde sua inauguração. Emocionada, Alba relembra como foi a conquista da casa própria. Ela é venezuelana e mora há seis anos no Brasil. O sonho dela e da família era de comprar uma casa para a família poder viver com tranquilidade. “Íamos completar cinco meses de compra do apartamento. Com muito sacrifício minha família juntou o dinheiro para comprar o apartamento. Agora, o sonho se tornou um pesadelo. Perdemos tudo. A gente luta como pode, nesse momento. Não temos abrigo, não temos nada”, descreve, emocionada. Alba não pretende voltar a morar no condomínio depois da explosão. “Aqui se tornou um pesadelo. Início de ano de 2024, onde brindamos o melhor para todo mundo. Olha o que aconteceu.”

O genro e a filha de Alba, Carlos Alberto Guzman e a Dhary Placencio, contaram que enfrentaram inúmeros desafios para conseguir a moradia. “O processo foi bem difícil. Minha esposa fez um esforço grande também, entre nós, para conseguir comprar o apartamento. E a gente fez o esforço para poder pagar as parcelas, pegar as chaves. Depois que pegamos as chaves, estar aqui uns 5 ou 4 meses...”, desabafa Guzman.

Ele é morador do segundo andar, seu apartamento ficou destruído. “Eu estava com insônia na noite da explosão. Eu sentia um cheiro forte de gás. Fechei as janelas do apartamento, mas o cheiro estava ainda muito forte. Foi então que desci, comecei a gritar para mandar todo mundo sair, bati porta, tirei minha sogra, minha cunhada. Não passaram três segundos que explodiu tudo. Joguei minha esposa à frente para ela não ser atingida. Quando vi, meu apartamento estava destruído. Tirei a minha filha carregada, porque ela tinha uma ferida de vidro no pé. Foi horrível, se eu não acordasse o pessoal, a gente teria morrido”, relembra.

A moradora do bloco 12 Yenmar Elena Ramírez Marquez se viu impotente ao ver a casa destruída. Ela havia conquistado a compra da casa em agosto do ano passado. Yenmar foi acordada pelos gritos da filha no momento da explosão. “Quando acordei, eu vi que tudo estava pegando fogo, o apartamento cheio de vidro, foi horrível. A gente não tinha como caminhar por nenhuma parte, todas as janelas quebradas. As paredes estão todas furadas, como se fossem tiros”, descreve. “A pressão foi tão forte da explosão que os vidros cravaram na parede. Minha filha estava na janela e, nesse mesmo momento, ela foi ao banheiro, um segundo depois, entrou no banheiro e explodiu. Minha filha estava na janela e isso aconteceu muito forte. Mas graças a Deus, todos estamos bem. A casa está toda destruída. Porque a explosão foi justo na frente da janela do apartamento”, detalha.

A explosão

Defesa Civil liberou, na noite desta quinta-feira (4) o acesso de alguns blocos. Defesa Civil liberou, na noite desta quinta-feira (4) o acesso de alguns blocos. | Foto: Mauro Schaefer

Segundo o Corpo de Bombeiros Militar, a corporação foi acionada para atender o vazamento de GLP (gás liquefeito de petróleo). A ocorrência acabou evoluindo para uma explosão que derrubou parte da parede da residência atingida. O acidente deixou cerca de nove pessoas feridas.

Na parte da manhã, a Defesa Civil interditou as 22 torres do condomínio. Por volta das 20h30, a Defesa Civil liberou o acesso dos moradores das demais torres, com exceção das torres 9 e 10, que correm risco iminente de desabamento. Segundo o coordenador adjunto da Defesa Civil de Porto Alegre, Evandro Lucas, a Defesa Civil esteve no local durante o dia para fazer a inspeção em todos os apartamentos e prédios dos respectivos blocos do condomínio.

“Hoje foi concluído a vistoria, o IGP esteve pela manhã com uma equipe, a tarde com outra equipe, então o princípio agora é só esperar as análises. A empresa contratada pelo condomínio vai fazer a vistoria daqui a 24 horas. Fizemos a vistoria, se tinha alguma rachadura, tinha muitas janelas quebradas, então começamos a quebrar os vidros que sobraram, porque tinha risco de corte, ou de cair lá de cima e machucar alguém aqui embaixo.” Segundo ele, a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros realizaram a interdição de acessos do condomínio para algumas torres, om risco que algum vidro que não foi possível retirar na inspeção possa cair.

Segundo informações de moradores, os condôminos dos blocos 9 e 10 buscam alternativas de abrigo em casa de parentes, ou no salão do condomínio, onde estão sendo ofertadas marmitas prontas e doação de roupas e mantimentos.

Correio do Povo