Hugo Just Different Hugo Boss Perfume Masculino Eau de Toilette

 


Hugo Just Different Hugo Boss Perfume Masculino Eau de Toilette

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Moraes diz que foi transformado em "vilão" pelo bolsonarismo: "dá ibope, é uma novela"

 Ministro é relator de investigações sensíveis que atingem o ex-presidente

Moraes afirmou que as redes sociais foram instrumentalizadas pela extrema-direita 

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta sexta-feira, 6, que foi transformado em ‘vilão’ pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e por seus aliados como parte de uma estratégia para mobilizar apoiadores em nome de um projeto autoritário.

"Você tem que achar dentro da instituição um inimigo, de carne e osso, porque aí você personifica. No caso do Brasil, foi carne, osso e sem cabelo", brincou o ministro em um evento no Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. "Você vai batendo, porque dá ibope. É uma novela. Não existe novela em que o vilão é uma instituição, o vilão tem que ser uma pessoa."

Moraes afirmou ainda que os ataques, dirigidos também aos colegas no STF, não se restringiram aos ministros e alcançaram seus familiares. O filho de Moraes, o advogado Alexandre Barci, foi hostilizado no aeroporto de Roma, na Itália, em julho.

O ministro é relator de investigações sensíveis que atingem o ex-presidente e foi alvo de pesados ataques do bolsonarismo ao longo do governo anterior. Bolsonaro ameaçou descumprir decisões judiciais e chegou a protocolar no Senado um pedido de impeachment contra Moraes.

Além de ministro do STF, Moraes também é presidente do Tribunal Superior Eleitoral e foi responsável por organizar as eleições de 2022. Ao longo da campanha, precisou lidar com narrativas infundadas difundidas pelo próprio Bolsonaro de que as urnas eletrônicas não eram confiáveis e podiam ser fraudadas.

Moraes afirmou que as redes sociais foram instrumentalizadas pela extrema-direita para transformar eleitores em ‘fanáticos’ e para espalhar fake news sobre o processo eleitoral.

"É uma verdadeira lavagem cerebral. O algoritmo percebe o viés de interesse e, partir disso, vai induzindo uma série de informações verdadeiras que constroem uma narrativa e uma conclusão falsas", afirmou o ministro. "Essas bolhas vão sendo alimentadas, conquistadas, fanatizadas e aí surge o retorno do discurso de ódio."

O ministro ironizou ainda o discurso popular entre apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro sobre o avanço do comunismo. "Você fala em comunismo, principalmente entre pessoas mais velhas, é um negócio. ‘Por que você é contra não sei o quê? Porque vão instalar o comunismo no Brasil’", ironizou. "É impressionante como o comunismo dá ibope. 99% das pessoas que falam nem sabem o que é comunismo."

A avaliação do ministro, no entanto, é que as instituições democráticas no Brasil foram capazes de garantir a democracia: "Às vezes as pessoas confundem estabilidade democrática com necessariamente um período de tranquilidade. E, das maiores democracias, a brasileira talvez seja a que mais sofreu ataques e teve problemas e superou esses problemas em virtude do fortalecimento que a Constituição deu às suas instituições."

Agência Estado e Correio do Povo

Justiça proíbe greve de controladores de voo na segunda e determina multa

 Caso ocorresse, a paralisação deveria afetar as decolagens em 23 aeroportos

Justiça estabeleceu multa diária de R$ 100 mil ao sindicato em caso de descumprimento da liminar 

A Justiça do Trabalho determinou nesta sexta-feira, 6, em decisão liminar, que sejam mantidos em serviço, na segunda-feira, 9, 100% dos empregados que atuam nas atividades de controle de tráfego aéreo no País. Na terça-feira, 3, os controladores ligados à estatal NAV Brasil representados pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores na Proteção ao Voo (SNTPV) haviam prometido entrar em greve por prazo indeterminado a partir da próxima segunda-feira.

Caso ocorresse, a paralisação deveria afetar as decolagens em 23 aeroportos, incluindo Guarulhos e Viracopos, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Demais aeroportos do País também teriam impactos da greve. A Justiça estabeleceu multa diária de R$ 100 mil ao sindicato em caso de descumprimento da liminar. O Estadão procurou a entidade para comentar a decisão, mas não obteve resposta.

O ministro José Godinho Delgado, do Tribunal Superior do Trabalho, determina ainda que sejam mantidos em serviço 90% dos empregados que atuam nas atividades de segurança e operação aéreas. No caso dos demais empregados, não ligados ao controle e às atividades de segurança de voo, a paralisação poderia atingir 40% do serviço.

Segundo o ministro, a duração do movimento não poderá durar por "prazo indeterminado", como anunciado, pela possibilidade de resultar em "prejuízos irreparáveis". O movimento dos trabalhadores liberados para a greve deve ocorrer apenas na segunda-feira, "respeitado o horário de menor risco às operações", diz a decisão.

A NAV Brasil havia pedido à Justiça que declarasse o movimento ilegal, o que foi negado. A estatal afirmou ter sido "surpreendida" com a convocação de seus empregados para a assembleia na qual foi aprovado o "estado de greve" pela categoria.

A empresa disse que a paralisação "compromete a segurança nacional e a segurança da navegação aérea e dos usuários" e alegou que o horário da greve "compreende os horários mais críticos para o tráfego aéreo nacional".

Em nota, a NAV Brasil afirmou que se mantém "aberta ao diálogo e permanentemente empenhando na busca da merecida valorização de seus empregados".

Na segunda-feira, os controladores planejavam suspender as atividades por uma hora, das 7h às 8h. Se, até o dia 16, não fosse fechado um acordo, a paralisação passaria a ser de duas horas por dia, das 7h às 8h e das 18h às 19h.

A NAV Brasil foi criada pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro no fim de 2020 a pedido dos militares, após a divisão da também estatal Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), que cuida da administração dos aeroportos não privatizados do País.

Segundo o SNTPV, aeronaves em voo seriam somente afetadas durante o período da paralisação se não houvesse espaço no pátio para pousos. A entidade alertou durante a semana que poderiam ocorrer atrasos e cancelamentos de voos por parte das companhias aéreas, ou a necessidade de pouso em outro aeroporto.

Os trabalhadores reivindicam reajuste salarial de 8,5%, correspondente à inflação desde o último acordo da categoria, melhores condições de auxílio à saúde e a realização de novos concursos para contratação de pessoal nos setores administrativo e operacional da estatal.

A empresa propôs aumento de reajuste de 4,83%. A proposta foi recusada por 64% dos 1.105 trabalhadores que participaram de assembleia online realizada na terça-feira, 3, e que na sequência decretaram a greve.

Agência Estado e Correio do Povo

Juventude faz gol no final, empata em 1 a 1 com o Tombense-MG e sobe para 2º lugar na Série B

 Matheus Vargas fez o gol da equipe da Serra aos 43 minutos do segundo tempo

Matheus Vargas e Nêne comemoram gol de empate do Ju 

Com um golaço de Matheus Vargas já no fim da partida, o Juventude empatou em 1 a 1 com o Tombense-MG, em jogo realizado nesta tarde de sábado no Estádio Antônio Guimarães de Almeida, em Tombos, Minas Gerais. Fernandão fez o gol dos mineiros.

Com o resultado, o time de Thiago Carpini chegou aos 54 pontos e sobe para a segunda posição da Série B do Campeonato Brasileiro. Na próxima rodada, o clube alviverde enfrenta o Sport, no Alfredo Jaconi. A partida será às 20h de segunda-feira, dia 16. 

A partida vale 6 pontos, já que o Sport tem, com um jogo a menos, o mesmo número de pontos do Juventude. 

Correio do Povo

Terremoto de magnitude 6,3 deixa ao menos 15 mortos no oeste do Afeganistão

 Número pode aumentar à medida que se registram deslizamentos de terras

Terremoto de magnitude 6,3 abalou o oeste do Afeganistão 

Pelo menos 15 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas devido a um terremoto de magnitude 6,3 que abalou o oeste do Afeganistão neste sábado (7), segundo um novo relatório das autoridades. O número pode aumentar à medida que se registram deslizamentos de terras e há vítimas debaixo dos escombros.

"Esses números são os das vítimas que até agora foram levadas ao hospital central, mas não é um balanço definitivo", disse à AFP o diretor de Saúde Pública da província de Herat, Mohamad Taleb Shahid.

"De acordo com as nossas informações, há pessoas soterradas sob os escombros", acrescentou.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) indicou que o epicentro do terremoto se localizou 40 quilômetros a noroeste da maior cidade da região, Herat. Depois houve sete réplicas com magnitudes entre 4,6 e 6,3.

Em Herat, moradores e comerciantes fugiram dos edifícios por volta das 11h, horário local (03h30 em Brasíla), quando os tremores começaram.

"Estávamos em nossos escritórios quando o prédio começou a tremer de repente e os revestimentos das paredes caíram. As paredes racharam e parte do prédio desabou", disse Bashir Ahmad, um homem de 45 anos, à AFP.

"Não consigo entrar em contato com minha família, as conexões e as redes não funcionam. Estou ansioso e com medo, tem sido assustador", acrescentou.

O USGS indicou em um relatório preliminar que poderia haver centenas de mortes.

"É provável que haja um número significativo de vítimas e que a catástrofe seja potencialmente extensa", afirmou o instituto.

O porta-voz da Autoridade Nacional de Gestão de Desastres, Mullah Jan Sayeq, disse à AFP que "houve deslizamentos de terra em áreas rurais e montanhosas".

Segundo ele, há cerca de 40 feridos em três províncias, segundo um balanço provisório.

Herat, 120 km ao leste da fronteira com o Irã, é a capital da província com o mesmo nome, onde vivem cerca de 1,9 milhão de pessoas, segundo dados do Banco Mundial de 2019.

AFP e Correio do Povo

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O valioso mel branco de Cambará do Sul

 Produzido pelas abelhas a partir do polén da planta nativa carne-de-vaca, variedade de mel deu destaque ao apiário dos Campos de Cima da Serra mantido há 40 anos pela família da apicultora Liane Castilhos


A exemplo do mel Kiawe do Havaí e do mel branco coletado na região montanhosa de Tigray, no norte da Etiópia – um dos mais caros do mundo –, o município de Cambará do Sul ganhou fama com um tipo raro de alimento, de tonalidade clara e pelo sabor suave. O Apiário Cambará é um dos negócios familiares que operam na produção e comercialização da iguaria, uma variedade monofloral elaborada a partir do pólen da planta nativa carne-de-vaca, conhecida pela cor avermelhada da madeira. Na última safra, o empreendimento coletou cerca de 3 mil quilos do produto, oferecido em embalagens de 210 gramas e um quilo, com preços de R$ 25 e R$ 50, respectivamente.

Por ser concentrada no mês de janeiro, a produção do mel branco é fortemente dependente do clima, diz a apicultora Liane Castilhos. “No verão do ano passado, ela (a árvore) só floresceu. Deu aquele calorão, não choveu, ela queimou. Havia umas três safras que a gente não tinha esse mel na quantidade e tonalidade que tivemos neste ano. Depois que ele cristaliza, fica branquinho”, explica Liane, que assumiu a gestão do apiário em 2018 e desde então passou a investir em análises polínicas para identificar as fontes de néctar predominantes no alimento. A família se dedica às abelhas há quatro décadas e em 2007 montou uma agroindústria para o envase do mel. 

Na última safra, Liane trabalhou com 300 colmeias de abelhas, espalhadas por diferentes pontos da região. A primavera marca o início do manejo dos enxames. “Nós estamos com poucas caixas, é o que eu consigo cuidar. Minha meta é não aumentar, porque não quero quantidade, e sim qualidade”, afirma. Na safra que se aproxima, o apiário planeja ampliar também a produção do chamado mel de melato de bracatinga – diferentemente do produto floral, esse tipo é feito pelas abelhas com o líquido excretado pelas cochonilhas, que se alimentam da seiva da bracatinga. Atualmente, 15 produtores do Rio Grande do Sul detêm a Denominação de Origem Planalto Sul Brasileiro para a variedade, concedida pelo Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (Inpi) em 2021. 

Para a apicultora, o mercado brasileiro hoje passa por uma mudança, impulsionada pelo maior interesse do consumidor por méis diferenciados e por investimentos dos apiários na apresentação do produto. O uso na culinária especializada também vem ajudando a dar mais visibilidade para o item, segundo ela. “As pessoas estão começando a entender que o mel é um alimento, e não um remédio, que ele pode estar no café da manhã. Chefs do Brasil inteiro estão usando mel, isso está vindo com força”, avalia Liane.

Para aproveitar o fluxo de turistas que todos os anos passam pela região dos cânions, o Apiário Cambará aposta no projeto Passeio do Mel, no qual recebe pequenos grupos de visitantes. Na propriedade, eles podem conhecer as colmeias e as etapas de produção do alimento, encerrando o programa com um piquenique com alimentos à base de mel.“Temos uma loja aqui em Cambará. Como é uma cidade turística, a gente consegue escoar toda a nossa produção diretamente para o cliente final, sem entrepostos, e está dando certo assim”, diz Liana. A apicultora conta que solicitou ao Ministério da Agricultura e Pecuária o chamado Selo Arte, certificado de identidade e qualidade para produtos alimentícios elaborados de forma artesanal. “A gente acredita que até o final do ano estará com esse selo e então poderei comercializar o mel branco e o silvestre em todo o Brasil”, afirma.

Migração de colmeias para variar sabores

O eletrotécnico Leonardo de Oliveira, de Santa Maria, começou a se aventurar na apicultura há cerca de seis anos, pensando inicialmente em cultivar um hobby. A ideia de trabalhar com méis monoflorais surgiu ao longo de um curso de empreendedorismo realizado na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Ao final do Programa de Pré-Incubação da Agência de Inovação e Transferência de Tecnologia (Agittec) da universidade, seu projeto não foi selecionado para a criação de um negócio, mas, com o conhecimento adquirido, ele decidiu investir na apicultura migratória, modalidade em que os produtores transportam as colmeias para diferentes locais de floração.

 Apicultura migratória exige muito tempo e dedicação, mas resultado vale a pena, diz Leonardo Oliveira, que no ano passado vendeu em torno de 200 quilos de mel e para a próxima safra tem como meta chegar à comercialização de meia tonelada | Foto: Michel Vieira fotografia / divulgação / CP.

“Na minha região, eu só consigo produzir o mel de eucalipto ou mel silvestre. Para os monoflorais, de pau-ferro, angico e uva-do-Japão, tem de migrar para outras regiões”, explica Oliveira. O apicultor começou o empreendimento com apenas três caixas de abelhas, instaladas no sítio de um amigo, e foi ampliando o número de colmeias à medida que testava o desempenho dos insetos em diferentes pontos. Na época, ainda informalmente, ele oferecia o mel produzido em seu círculo de amigos, divulgando-o pelo Facebook. Depois, firmou parceria com outros apiários e entrepostos para a extração e o envasamento do alimento, hoje comercializado sob a marca Mel do Sul em vidros de 450 gramas por meio de um site próprio. “Comecei a refinar os produtos em 2020-2021, quando estourou a pandemia”, lembra Oliveira.

O apicultor, que hoje trabalha com 17 colmeias, produziu no ano passado em torno de 200 quilos de mel. Mas a meta é aumentar esse volume para meia tonelada na próxima safra, a partir de parcerias com outros produtores. “A apicultura migratória demanda muito tempo. Como tenho outra atividade, não consigo mais fazer isso”, diz Oliveira. Os clientes da Mel do Sul, segundo ele, são geralmente pessoas em busca de alimentação mais saudável. Mais do que uma fonte de renda extra, ele afirma que a aventura do mel lhe trouxe grande satisfação pessoal. “Para mim, é muito gratificante trabalhar com abelha”, destaca.


Correio do Povo

Renovação nas apresentações do mel

 Maior produtor do Brasil, com mais de 9 mil toneladas em 2022, Rio Grande do Sul vem buscando a valorização do mel, com investimentos na qualidade do alimento e embalagens mais atraentes para o consumidor


Poucos ingredientes naturais estão presentes há tanto tempo na história da humanidade quanto o mel. Mencionado em diversos trechos bíblicos, o alimento dourado resultante do trabalho das abelhas é provavelmente o mais antigo adoçante conhecido e garantiu seu espaço nas mesas do mundo inteiro graças aos reconhecidos benefícios à saúde. A despeito de sua antiguidade, esse ingrediente milenar não escapa das ondas de renovação que de tempos em tempos movimentam praticamente todos os segmentos de mercado. No Rio Grande do Sul, apicultores vêm investindo na valorização do produto, com foco em variedades de qualidade diferenciada e design de embalagens mais atraente.

Maior produtor de mel do país, o Rio Grande do Sul respondeu em 2022 por mais de 9 mil toneladas do item, cerca de 15% no total nacional, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os preços de exportação, no entanto, caíram 14,5% de janeiro a agosto deste ano frente ao mesmo período de 2022, para a média de 3,19 dólares por quilo, de acordo com dados da plataforma Comex Stat, do governo federal. Um cenário que contribui para derrubar os preços no mercado interno e tem levado os apicultores a segurar os estoques, diz o secretário executivo da Federação Apícola do Rio Grande do Sul (Fargs), Patric Luderitz. A previsão de chuvas frequentes e intensas nos próximos meses, em razão do El Niño, também preocupa o setor. “Estamos com muito mel estocado no Estado hoje. Existe a possibilidade de, neste início de temporada, termos uma quebra de produção”, afirma Luderitz.

É em meio a esse contexto desafiante, segundo o dirigente, que os apicultores gaúchos exploram cada vez mais a produção nos chamados méis monoflorais – quando a maior parte do néctar usado pelas abelhas vem de flores de uma mesma espécie. Os tipos de flores predominantes nessa composição são detectados em análises polínicas. “É isso que alguns estão procurando hoje: floradas específicas, que (resultam em) um diferencial no aroma, no sabor, na qualidade do mel. Eles também estão investindo muito em potes e rótulos mais bonitos”, destaca Luderitz. Além do esforço por chamar atenção do consumidor, uma tendência observada no setor é o uso crescente do e-commerce para a venda dos produtos, que não estão mais restritos aos supermercados e lojas físicas.

O engenheiro agrônomo Luis Fernando Wolff, pesquisador da Embrapa Clima Temperado, de Pelotas, atesta que o mercado do mel vem passando por mudanças. O mote, explica, é evitar a padronização do produto. “A gente está assistindo a alguns empreendedores buscando qualidade superior e associando isso a uma determinada marca. Não é só uma questão de ser natural, e sim de ser especial”, explica. Segundo o pesquisador, esse movimento já ocorreu em setores como as indústrias de vinhos, carnes e azeites de oliva. “A produção de vinho, por exemplo, tem uma possibilidade de sofisticação muito grande. Se você prestar atenção à maneira como se faz o vinho, à época em que colheu a uva, à variedade, então começa (a haver) indicações geográficas e determinação de vinhos. Isso é muito bom, a especialização de empreendedores”, diz Wolff.

O apicultor Gianmateu Schommer, de Maratá, encontrou no mundo das abelhas a chance de unir sua forte conexão com a natureza a uma atividade profissional promissora. Após trabalhar uma década como representante comercial, viajando frequentemente e tendo de lidar com o afastamento dos familiares e amigos, decidiu mudar de vida e pesquisou na internet sobre alimentos naturais. “Descobri uma coisa muito interessante: que o brasileiro tinha medo de comprar mel. Existia um mercado abafado e vi que tinha uma oportunidade muito legal de fazer algo diferente”, afirma. Em 2018, ele fez um curso de técnico em apicultura na Universidade de Taubaté, em São Paulo, onde foi aluno da professora Lídia Barreto, fundadora da Escola Brasileira de Apicultura e Meliponicultura (Ebram) e uma das principais referências no assunto no Brasil. Mudou-se, então, para um sítio e deu início a um pequeno apiário. 

Um ano depois, em sua primeira produção, Schommer diz ter coletado 1,5 tonelada de mel de 30 colmeias, enquanto os apicultores brasileiros registravam em média um volume de 12 a 18 quilos por ano com cada colônia. Para desovar essa supersafra, ele conta que enchia potes de vidro com o produto e passou a circular por bairros residenciais de cidades da Região Metropolitana, batendo de porta em porta e abordando potenciais compradoras nas ruas. “Na primeira semana, vendi cinco potes, depois 10, depois 15. Em novembro de 2019, resolvi montar um site e comecei a criar um conceito de marca. Em 2020, veio a pandemia (de Covid-19) e vendi 17 mil potes de mel pela internet”, relata o apicultor.

Ao desenvolver o produto, batizado de Mel Flor de Ouro, Schommer diz que buscou valorizá-lo com uma apresentação diferenciada, em contraste com os potes e bisnagas de tampa amarela que predominavam nas gôndolas e geralmente traziam nos rótulos uma referência ao nome científico da abelha africanizada encontrada no Brasil, a Apis mellifera. “Fiz pesquisa em 79 lojas de supermercados da Região Metropolitana, perguntei para 798 mulheres, no corredor de mel, se elas sabiam o que era a palavra Apis, porque 90% dos méis em prateleira tinham o nome”, conta. Hoje, Schommer mantém 230 colmeias, sendo 70 em seu sítio e o restante distribuído entre áreas arrendadas no Estado e no Paraná para a produção de diferentes variedades do alimento. 

Neste ano, sua produção total chegou a 15 toneladas de méis monoflorais – mel de uva-do-Japão, de eucalipto, de pimenta-rosa, mel branco e o chamado mel de melato de bracatinga. O de florada de uva japonesa, que em 2019 conquistou o segundo lugar no 22º Concurso Estadual da Qualidade do Mel, durante a 5ª Festimel, em Balneário Pinhal, é oferecido em frascos de 300 gramas e vendido a R$ 44. Para promover as qualidades dos produtos nas redes sociais, onde também mostra seu trabalho com as abelhas, o apicultor afirma que estudou técnicas de marketing digital. “Meu objetivo é fazer o brasileiro comer mel de qualidade. Eu faço o aumento de abelha na natureza. A gente tem todo um propósito por trás. Quando a pessoa prova o produto, ela vê que não é caro, porque está consumindo algo de qualidade”, diz. 


Correio do Povo

Sobe para 970 o número de mortos em conflito entre Israel e Hamas

 Bombardeios chegam em seu segundo dia

Conflito entre Israel e Hamas deixa milhares de mortos 

Subiu para 970 o número de mortos por conta do conflito entre o grupo islâmico Hamas e Israel, de acordo com informações governo israelense e do Ministério da Saúde do Enclave palestino. 

Em Israel são 600 mortos e mais de 100 pessoas são prisioneiras do movimento palestino. A assessoria de imprensa do governo publicou estes números atualizados em um infográfico em sua conta no Facebook, e um funcionário que pediu para não ser identificado confirmou os dados à AFP. O número de mortos "não é um número definitivo", acrescentou, observando que há mais de 2 mil feridos, incluindo 200 em "estado crítico".

Já na Faixa de Gaza são 370 mortos. O ministério, do governo de Gaza liderado pelo Hamas, informou que também há 2,2 mil feridos. 

O Exército de Israel anunciou neste domingo que vai evacuar todos os israelenses que vivem ao redor da Faixa de Gaza nas próximas 24 horas, depois de ter enviado dezenas de milhares de soldados para combater milicianos palestinos infiltrados. 

“A nossa missão nestas 24 horas é evacuar todos os residentes que vivem ao redor de Gaza”, disse o porta-voz militar Daniel Hagari aos jornalistas, acrescentando que os combates continuam para “resgatar os reféns” que os islâmicos capturaram em território israelense.

AFP e Correio do Povo

Exército israelense evacuará todos os moradores ao redor de Gaza em 24 horas

 País afirma que combates seguem para resgatar reféns

Israel sofre diversos ataques 

O Exército anunciou neste domingo que vai evacuar todos os israelenses que vivem ao redor da Faixa de Gaza nas próximas 24 horas, depois de ter enviado dezenas de milhares de soldados para combater milicianos palestinos infiltrados. 

“A nossa missão nestas 24 horas é evacuar todos os residentes que vivem ao redor de Gaza”, disse o porta-voz militar Daniel Hagari aos jornalistas, acrescentando que os combates continuam para “resgatar os reféns” que os islâmicos capturaram em território israelense.

A evacuação deve ser feita com total segurança, após uma análise minuciosa do setor, para ter a certeza de que não há mais milicianos, acrescentou. “Há dezenas de milhares de soldados na área” e “mataremos cada terrorista em Israel”, acrescentou.

“Há combates heroicos acontecendo neste momento para libertar os reféns, e também houve combates durante toda a noite”, disse o oficial, referindo-se aos combates em Kfar Aza, dois quilômetros a leste da fronteira com a Faixa de Gaza. 

Desde o início da ofensiva contra Israel lançada no sábado pelo grupo islâmico palestino Hamas a partir de Gaza, centenas de combatentes foram mortos e dezenas capturados, acrescentou o general Hagari. 

"Matamos centenas de pessoas na cerca de segurança [erguida por Israel ao redor da Faixa de Gaza] enquanto avançavam em direção a Israel e enquanto se retiravam. Matamos mais de 400 e ferimos milhares em Gaza", acrescentou, sem dar mais detalhes.

Hagari afirmou que o Exército israelense recuperou o controle dos setores da fronteira da Faixa de Gaza através dos quais os combatentes se infiltraram em Israel.  O general destacou o envio “de dezenas de milhares de soldados combatentes” nas zonas fronteiriças com a Faixa de Gaza. “Atingiremos todos os setores, um por um, até matarmos todos os terroristas presentes em Israel”, disse ele.

O Exército mencionou no sábado duas cidades em um raio de 20 quilômetros da Faixa de Gaza onde ocorreram sequestros: Beeri, onde dezenas de pessoas foram mantidas reféns durante horas no kibutz, e Ofakim. Segundo a imprensa israelense, estes reféns já foram libertados, mas, questionado pela AFP, o Exército recusou-se a fornecer qualquer informação enquanto a operação decorre.

AFP ee Correio do Povo