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Chuva volta ao RS no feriado de 7 de setembro sob alertas de novos estragos
Estado enfrenta a maior tragédia natural da história desde a última segunda-feira
Estado enfrenta a maior tragédia natural da história desde a última segunda-feira | Foto: Maria Eduarda FortesSob alertas de novos estragos, a chuva volta ao Rio Grande do Sul nesta quinta-feira, feriado de 7 de setembro. Desde a última segunda-feira, o Estado enfrenta a maior tragédia natural da história com mortos e desabrigados em razão de chuvas excessivas.
Uma frente quente trará pancadas fortes e intensas, raios, vento e granizo ao Oeste e ao Sul gaúcho. A instabilidade vai se estender a pontos do Centro e do Leste do estado, incluindo a Grande Porto Alegre. Em vários pontos da Metade Norte, o sol aparece, apesar de chuva em parte do dia em alguns pontos. No Noroeste e no Norte gaúcho, calor e vento Norte com o sol.
No fim do dia e na próxima madrugada, a frente avança pelo território gaúcho como fria com chuva em todas as regiões, localmente forte a intensa, e muitos temporais em que o maior risco será vendavais, alguns com alto potencial de estragos.
Alertas
Conforme a MetSul, a chuva prevista não terá volumes suficientes para causar um repique nas cheias do Vale do Taquari. No entanto, irá retardar a velocidade com baixa dos rios. A Defesa Civil de Porto Alegre alerta para a possibilidade de inundações nas regiões ribeirinhas de Porto Alegre, especialmente no Bairro Arquipélago e na Zona Sul, em decorrência dos grandes volumes hídricos que escoam do sistema Jacuí/Taquari e contribuem para elevação do nível do Guaíba.
Confira as mínimas e as máximas em algumas cidades gaúchas:
Torres 16ºC / 23ºC
Rio Grande 15ºC / 19ºC
Uruguaiana 17ºC / 23ºC
Chuí 15ºC / 18ºC
Capão 16ºC / 23ºC
Bagé 14ºC / 18ºC
Pelotas 15ºC / 18ºC
MetSul e Correio do Povo
População sofre sem água e comida com mercados alagados em Roca Sales
Dono de único supermercado da cidade relata prejuízos de pelo menos R$ 2 milhões
Dono de único supermercado da cidade relata prejuízos de pelo menos R$ 2 milhões | Foto: Maria Eduarda FortesCidade devastada, pessoas sem comida ou água e pilhas de alimentos cobertos de lama na frente dos mercados. Este é o cenário no município de Roca Sales, onde caminhonetes chegam com doações de itens básicos, já que a cidade está sem nenhum fornecimento de água, energia ou internet.
O Super Roca Sales é o único supermercado do município e perdeu todas as mercadorias, encontradas em pilhas na calçada, cobertas de lama. O proprietário do Local, Almir Isotton, tinha reformado todo o local há um ano. “Não tínhamos recolhido nada porque não imaginávamos que a água ia chegar tão alto. Em 2020 chegou, mas ficou baixinha”, relata. De acordo com ele, o prejuízo é de no mínimo R$ 2 milhões.
Entre os desabrigados que no momento dependem de doações está Cleonice de Almeida, de 62 anos. Ela mora há 34 anos no mesmo local e também sofreu na enchente de 2020. Ela prefere não arriscar mais. Garantiu que vai vender a casa e se mudar para Encantado, com seu filho. Durante as chuvas, ela precisou resgatar os dois filhos que ficaram pendurados em uma árvore à qual se agarraram para se salvarem da correnteza.
Correio do Povo
“Foi o fim do mundo”: moradores de Muçum descrevem cenas de terror com avanço das águas
Municípios vizinhos enviaram tratores e caminhões para retirar os escombros
Vitória Vieira, de 16 anos, estava coberta de lama, da cabeça aos pés, enquanto ajudava a mãe | Foto: Maria Eduarda FortesOs moradores de Muçum descreveram as cenas que viveram com o avanço das águas pela força das chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul nesta semana. "Foi o fim do mundo. Parecia aqueles filmes de terror, de tsunami", resumiu Vitória Vieira, de 16 anos. Na tarde desta quarta-feira ela estava coberta de lama, da cabeça aos pés, enquanto ajudava a mãe, Simone da Silva, a tirar a lama da casa.
Simone, calçadista de 42 anos, estava trabalhando quando recebeu uma ligação da filha para avisar que estava enchendo de água. Ao voltar para casa, ela elevou os móveis, mas não adiantou. Além de perderem tudo, elas precisaram sair da casa e esperar a noite inteira dentro do carro, em uma rua mais elevada, ouvindo gritos de socorro, mas sem poder ajudar. “Moro aqui há 30 anos. Nunca teve uma enchente como essa, moro aqui há 30 anos, por isso que ninguém estava preocupado com isso”, relata Simone.
“Era triste porque as pessoas batiam na parede a noite inteira e a gente não tinha como socorrer. Não tinha barco, não tinha nada”, relata Moisés Carvalhães, funcionário da prefeitura de Muçum. Agora, ele tenta reverter a destruição, coordenando o trabalho de caminhões e tratores que retiram os escombros e a lama. As máquinas foram doadas por municípios próximos, como Vespasiano Correa, São Valentim e Anta Gorda. O trabalho começou nesta manhã e continua até que tudo seja recolhido.
“Graças a Deus que eles conseguiram arrombar a minha casa, porque eu nem estava lá”, disse o proprietário de uma casa lotérica Emerson Ulmi. Ele conta que 40 pessoas arrombaram as entradas e se abrigaram em sua casa, no andar de cima do negócio, porque ficaram ilhadas. Pelo menos 10 conhecidos de Ulmi vieram a falecer no desastre, isso explica alívio.
Ulmi tentou salvar a casa lotérica levando as coisas para o segundo piso, mas mesmo assim a água chegou e tudo foi perdido. Ele estima que o prejuízo chegue a pelo menos R$ 200 mil. “Eram umas 18h e a água começou a subir muito rápido, cerca de dois metros por hora” conta. “Está um caos, não conseguimos comunicação, internet, não temos comida nem água potável, todos os mercados foram afetados, dependemos de parentes e pessoas de fora”, lamenta, ao lembrar, ainda, que lojas chegaram a ser saqueadas durante a calamidade.
Correio do Povo
Governo do RS decreta estado de calamidade em 79 municípios atingidos por chuvas
Enchentes deixaram ao menos 37 mortos e afetaram mais de 56 mil pessoas
Cenários de devastação se espalharam por várias cidades | Foto: Maria Eduarda FortesO governador do Estado do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, decretou na noite desta quarta-feira estado de calamidade pública nos municípios afetados pelas chuvas intensas. A ação vai possibilitar compras, obras públicas emergenciais e garantir formalizações de recursos federais para os atingidos pelas enchentes que deixaram ao menos 37 mortos, principalmente no Vale do Taquari.
Conforme nota oficial, ao menos 79 municípios gaúchos estão em situação de calamidade pública. Até o início da noite desta quarta-feira, a Defesa Civil estadual contabilizou 2.319 pessoas desabrigadas e 3.575 desalojadas. Segundo o levantamento, 1.777 pessoas foram resgatadas e há nove desaparecidas. Estima-se em 56.787 o número total de afetados.
Após sobrevoar áreas atingidas, Leite definiu o cenário de destruição no Vale do Taquari como devastador. “Vimos comunidades totalmente submersas. É desolador, há muita destruição. Tive de segurar o choro em alguns momentos. E sabemos que mais mortes podem ser constatadas. Essa situação dói e nos toca. Mas devemos nos manter firmes para dar todo o suporte à população”, disse o governador.
Confira a lista dos municípios gaúchos em situação de calamidade públicas
Caxias do Sul
Coqueiros do Sul
Cachoeira do Sul
Palmeiras das Missões
Boa Vista das Missões
Passo Fundo
Sarandi
Getulio Vargas
Lajeado do Bugre
Santo Expedito do Sul
Mato Castelhano
Erechim
Santa Maria
Ibiraiaras
Nova Bassano
São Jorge
Bento Gonçalves
Protásio Alves
Marau
Casca
Estação
André da Rocha
Vacaria
Cruz Alta
Chapada
Montauri
Santo Antônio do Palma
Água Santa
Nova Araçá
Campestre da Serra
Carlos Barbosa
Camargo
Panambi
São Domingos do Sul
Sagrada Família
Paraí
Jacuizinho
Lagoão
Santo Ângelo
Boa Vista do Buricá
Sede Nova
Eugênio de Castro
Santo Cristo
Farroupilha
São Sebastião do Caí
Jaguarí
Ciríaco
Sertão
Muliterno
Candelária
Lajeado
David Canabarro
Estrela
Arroio do Meio
Montenegro
Novo Hamburgo
Encantado
Muçum
Roca Sales
Colinas
Imigrantes
Santa Tereza
Sapiranga
Cachoeirinha
Vanini
Nova Roma do Sul
Serafina Corrêa
Bom Retiro do Sul
Cotiporã
São Nicolau
Cruzeiro do Sul
Bom Jesus
Ipê
Espumoso
Charqueadas
Coxilha
Taquari
Itapuca
São Jerônimo
Correio do Povo
RS: A VANGUARDA DO ATRASO
SUL DO BRASIL
Até poucos anos atrás, quem acompanha com interesse as edições do desempenho das 500 MAIORES EMPRESAS DA REGIÃO SUL DO BRASIL (PR, SC e RS), elaborado pelo Grupo AMANHÃ em parceria com a PwC Brasil, a partir dos balanços das empresas com -sede, origem ou operação relevante na região-, certamente já percebeu que o RS, que por muitos anos se manteve na liderança do -ranking-, vem perdendo sistematicamente para SC e PR.
VALOR PONDERADO DE GRANDEZA - VPG
Vale registrar que o ranking usa vários indicadores de tamanho e de desempenho, como o VALOR PONDERADO DE GRANDEZA (VPG) – principal critério de classificação –, receita líquida, patrimônio líquido, lucro (ou prejuízo) e ainda rentabilidade e liquidez, por exemplo. Todas as informações são extraídas de balanços fornecidos pelas empresas por meios oficiais ou a partir de demonstrações financeiras publicadas em diários oficiais ou veículos de grande circulação física e online.
EFEITO -ADMINISTRAÇÃO PETISTA
Não por acaso, o RS começou a perder posições a partir do momento que o povo gaúcho colocou o PT para administrar o Estado. Enquanto isso, os estados de SC e do PR -que nunca foram -administrados- pelo PT-, passaram a apresentar desempenho altamente positivo, ganhando, inclusive, destaque singular se comparados com os demais estados da Federação.
EMPREGOS
Observem, por exemplo, que o PR figura como estado que mais gerou NOVOS EMPREGOS NA REGIÃO SUL de janeiro a julho deste ano, de acordo com os dados do CAGED. O saldo do estado no acumulado do ano é de 77.674 empregos, à frente de SC (63.660). O RS (50.401) ficou na rabeira. Mais: no cenário nacional, o PR é o QUARTO MAIOR GERADOR DE EMPREGOS NO ANO, atrás apenas de SP, MG e RJ. Todos os setores tiveram saldo positivo na criação de vagas em julho no PR.
PORTOS
No quesito -PORTOS-, o estado de SC cresce sem parar. Os portos de Imbituba e São Francisco do Sul, administrados pela SC-Par (INICIATIVA PRIVADA) vão receber investimentos milionários nestes próximos meses. R$ 130 milhões serão investidos no Terminal de Imbituba nos próximos dois anos; e no TESC -Terminal Portuário de SC-, grupo presidido pelo empresário Alberto Raposo Oliveira (Beto Caroço), uma das maiores autoridades do setor, serão investidos R$ 500 milhões de reais na construção de três novos silos.
TAXA DE DESEMPREGO EM SC
Mais: de abril a junho deste ano (2023), a economia de SC reduziu a TAXA DE DESOCUPAÇÃO de 3,9% para 3,5%, o que significa que 17 mil pessoas saíram da condição de desemprego, em comparação ao mesmo período de 2022. Os dados são da PNAD trimestral e foram analisados pelo Observatório Fiesc. O estado registrou a menor taxa de desemprego dos últimos nove anos para um segundo trimestre. A média nacional também teve recuo de 8%. Apesar da economia estar em PLENO EMPREGO, SC continua "contratando", ressalta o presidente da Fiesc em exercício, Ulrich Kuhn.
Pontocritico.com
Brasil perde mais de 400 mil empresas no primeiro semestre de 2024
O REACIONARISMO DOS -PROGRESSISTAS- - 05.09.23
Por Percival Puggina
Durante a campanha eleitoral do ano passado, os donos da eleição consideravam conduta abominável mencionar o passado do candidato de esquerda. Agora isso acabou. Então, lembremos como estava o Brasil na transição de 2019.
Nosso país precisou ser alavancado da pior recessão de sua história. Fora longa e falante, em Curitiba, a fila para o confessionário que atendia pecados de corrupção ativa e passiva. A cadeia produtiva da Educação, porta de entrada para o desenvolvimento social, estava controlada pela mão de ferro da vanguarda do fracasso.
Os longos anos de petismo haviam corroído o país. Importantes organizações da sociedade, infiltradas, perderam o rumo e o prumo. Pense nas consequências, até hoje, do alinhamento político da OAB, da ABI e do jornalismo, da CNBB, das ONGs. Pense no desastre qualitativo do ambiente cultural do país e na atual perseguição à liberdade de expressão de seus antagonistas. Pense no controle a linguagem e na ideologia de gênero. Pense na orquestração do jornalismo brasileiro e nas questões sobre as quais silencia. Onde não era desastrosa e nítida a atuação do petismo militante?
Abundante e longa experiência! Ela mostra que onde o petismo se instala, faz estragos difíceis de sanar.
A volta do petismo ao poder explicita a essência do reacionarismo de esquerda. Em todos os setores nos quais se percebe alguma atividade do governo, o que se vê é um retorno às condições de 2018 e, mais nítido ainda, àquela campanha eleitoral. Lula engrenou sua marcha à ré e está disputando aquele pleito, acompanhado por toda sua parceria. Bolsonaro é seu fetiche.
Qual a estratégia por trás dessa atitude? Ela consiste em descaracterizar a indispensável oposição, inerente aos regimes democráticos, aplicando a ela surradas etiquetas e substituindo a palavra oposição por bolsonarismo.
Veja como isso funciona na prática. Hoje, 04 de setembro de 2023, leio no Estadão uma coluna sobre o suposto “risco de confusão” previsto para o dia 7, afirmando estar ele “relacionado à forma como os bolsonaristas pretendem lidar com a data, oito meses depois do fracasso da intentona do dia 8 de janeiro”.
Observe como tal informação prestada a serviço do alinhamento político do autor, liga a ideia de oposição à pessoa de Jair Bolsonaro, não por acaso personagem fora do páreo eleitoral de 2026. Para a militância de esquerda, não há oposição popular às sandices petistas, mas golpistas bolsonaristas promotores de uma “intentona” – a intentona do algodão doce – numa tarde de verão tropical, enquanto as guardas, polícias e tropas ressonavam nas suas casernas.
Essa incapacidade de fazer uma reflexão sobre as fantasias que repetiram à exaustão, sobre as tolices que afirmaram, sobre o mal que, com elas, causaram às vidas de tantos ganha marca registrada nos anais da história do jornalismo brasileiro.
Jamais calar; jamais consentir.
Pontocritico.com
REFORMA ADMINISTRATIVA: A REFORMA-MÃE
A PRIMEIRA DE TODAS
Gostando ou não, o fato é que o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, já mandou importantes recados a respeito da tão sonhada -REFORMA ADMINISTRATIVA-, a qual, antes de tudo, deveria ser a PRIMEIRA de tantas que se mostram absolutamente necessárias para fazer com que o nosso CUSTOSO BRASIL consiga ocupar o lugar reservado aos países realmente competitivos.
REFORMA-MÃE
Pois, considerando o número de vezes com que, num curto espaço de tempo, o presidente da Câmara resolveu insistir com a ideia de tornar real e palpável a tão pretendida REFORMA ADMINISTRATIVA, entendo que esta maravilhosa ideia exige, com muita precisão e vontade, a participação da SOCIEDADE BRASILEIRA PENSANTE. De novo: antes de manifestar um possível sentimento de descrédito sobre este precioso tema, é preciso apoiar como nunca esta REFORMA-MÃE, a qual, se bem-feita, tem reais condições para promover uma efetiva REDUÇÃO DO CUSTO-BRASIL -daqui para frente-.
DECLARAÇÕES DA COMUNISTA
Motivos para apoiar a tramitação e a consequente APROVAÇÃO da REFORMA ADMINISTRATIVA não faltam. Todavia, a considerar as declarações proferidas pela COMUNISTA presidente do PT, Gleisi Hoffmann, aí o apoio a Arthur Lira se faz ainda mais forte, urgente e necessário. Vejam aí as barbaridades que estão sendo defendidas pela absurda Gleisi Hoffmann. Segundo a COMUNISTA, 1- não é hora de reforma administrativa; 2- a hora agora é a de TAXAR OS SUPER-RICOS; e, 3- os setores expressivos do PT são contra discutir a REFORMA ADMINISTRATIVA. Que tal?
AMÉM!!
Em recente evento promovido pela Fiesp, a REFORMA ADMINISTRATIVA foi saudada como MEDIDA CAPAZ de controlar as absurdas e sempre crescentes DESPESAS PÚBLICAS. - “Temos que discutir despesas o tempo todo, disse Arthur Lira. Mais: lembrou que a Câmara dos Deputados em uma PEC de REFORMA ADMINISTRATIVA em Comissão Especial. Precisamos do apoio do governo para não tirar o direito adquirido de ninguém, mas permitir o controle das despesas no futuro”, afirmou Lira. Amém!!!
Pontocritico.com
Municípios do Vale do Taquari vivem dia caótico com enchente histórica
Um homem morreu eletrocutado em Estrela; nível do Rio Taquari superou capacidade de medição das réguas
Em Estrela, água cobriu placas de trânsito e engoliu automóveis | Foto: Ricardo GiustiO Vale do Taquari viveu um dia caótico nesta terça-feira (5), com esta que pode ser a maior enchente da história da região, de acordo com a Coordenadoria Regional da Defesa CIvil. De tão alta a água, as réguas de medição dos municípios e do Serviço Geológico do Brasil (SACE/CPRM) não puderam mais realizar registros ainda a partir da noite de segunda-feira, quando a chuva já havia acumulado centenas de milímetros e a água nem tinha entrado nas casas. Isto aconteceu principalmente a partir do começo da manhã de terça, quando cidades como Lajeado, Estrela e Arroio do Meio, regiões mais baixas do rio, mas principalmente Santa Tereza, Muçum e Roca Sales, no alto do vale, começaram a enfrentar problemas.
A enchente causou ao menos uma morte, de um homem de 58 anos em Estrela, identificado como Moacir Engster, e que foi vítima de uma descarga elétrica. A água invadiu ruas, avenidas, rodovias, estabelecimentos comerciais e casas, obrigando pessoas a sair destes locais, assim como cobriu placas de trânsito e engoliu automóveis. A força era tamanha que impressionou os moradores. Nas ruas do município, os habitantes relataram que esta era visivelmente a maior enchente da história, superando as tormentas de 1941 e 2020. Às 12h15 da terça-feira, o Taquari em Estrela havia atingido 29,39 metros, a partir de medições manuais.

Em ruas das cidades do Vale do Taquari, moradores só conseguem se deslocar de barco. Foto Ricardo Giusti
O problema foi visível já nas primeiras horas do dia. A BR 386, principal via de acesso de Porto Alegre ao Vale do Taquari, ficou congestionada por horas, e na altura do acesso sul de Estrela, para quem se dirigisse a Lajeado, motoristas foram obrigados a desviar para o outro lado, na contramão, por um acesso temporário feito pela CCR ViaSul, concessionária administradora da rodovia. Ou, ainda, para permanecer em Estrela, ingressar por um acesso secundário, que, por volta das 11h, foi tomado pela água, ilhando os dois lados.
A Defesa Civil regional montou um posto de comando avançado no Corpo de Bombeiros Militar (CBMRS) em Lajeado. "Não temos acesso terrestre em muitos destes locais mais afetados, e há vários ilhados. Este é um fato histórico. Assim que o rio começar a baixar, começaremos a ter uma ideia das proporções do que isto se tornou", comentou o comandante regional da Defesa Civil da região dos Vales, o coronel Everton de Souza Dias, para quem a elevação do Taquari foi "uma das maiores dos últimos anos". "Nossa prioridade no momento é em salvar vidas".
Também em Estrela, o consultor de vendas Airton Wermann, morador do bairro Cristo Rei, olhava desolado para sua residência de dois andares, na rua Júlio de Castilhos, que corta grande parte do município. Segundo ele, a água começou a entrar na casa por volta das 9h de ontem, e rapidamente tomou conta do primeiro piso. "Eu já fiz a minha casa mais para cima, mas desta vez, não teve jeito. Erguemos móveis, porém não adiantou. Agora, vamos na casa de uma amiga aqui no município, e esperar baixar um pouco. Foi muito além do que estamos acostumados", observou ele, com pesar. Airton estava acompanhado do filho Diogo, 17 anos, da nora, a designer Ana Letro, 30, e da mãe dela, Cássia Fonseca, que havia vindo de Ipatinga/MG, para passear em Estrela, mas quando chegou, se deparou com a enchente.
Outros bairros bastante afetados no município foram Moinhos e das Indústrias. O aposentado Hilário Carlos Daltoé, proprietário de dois condomínios na rua Coronel Müssnich, importante área comercial do município, estava observando a enchente tomar conta das calçadas e estabelecimentos, assim como faziam outras pessoas. "Vários comércios já removeram tudo aqui. É preciso ter muito cuidado com as pessoas que moram na beira do rio, porque a água pode subir ainda mais", comentou ele ontem pela manhã. A correnteza saía forte dos comércios como mercados e padarias, enquanto funcionários faziam o que podiam para remover produtos e colocá-los em veículos mais altos.
O secretário municipal de Administração e Segurança de Estrela, César Augusto Silva, disse que por volta de 200 famílias foram afetadas. Os desalojados foram encaminhados ao ginásio da Prefeitura. "Começamos a retirar as pessoas de casa ainda na noite de segunda, mas estamos enfrentando alguma resistência. Estamos buscando dar um mínimo de conforto para elas", disse. A Prefeitura está recebendo doações, especialmente materiais como itens de higiene pessoal, cobertores, colchões e alimentos não-perecíveis.
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