Pagamentos do dia a dia de Bolsonaro eram feitos em dinheiro vivo, diz defesa

 Também segundo os advogados, a via do cartão corporativo do ex-presidente nunca foi usada

As despesas do dia a dia de Jair Bolsonaro (PL) e da família dele eram pagas em dinheiro vivo, dizem os advogados do ex-presidente. Em entrevista coletiva na noite desta segunda-feira, a defesa do ex-chefe de Estado também alegou que a via do cartão corporativo de Bolsonaro nunca foi usada. O ex-presidente sequer teria ativado o cartão.

Quem movimentava a conta corrente de Bolsonaro era o então ajudante de ordens Mauro Cid, preso desde 3 de maio por suspeita de fraude em comprovantes de vacinação. Os advogados afirmaram ainda que o ex-presidente não sabia os dados de acesso à própria conta.

"O presidente recebia, quando existente, o CNPJ do fornecedor e pagava os boletos. Todos os extratos serão apresentados oportunamente. Em caso de pequenos fornecedores, informais ou sem CNPJ, o presidente sacava os valores através do ajudante de ordens. Temos os valores de todos os meses da conta pessoal do presidente", informou o assessor e advogado Fabio Wajngarten, que foi ministro da Secretaria de Comunicação Social na gestão de Bolsonaro.

O motivo dos pagamentos em dinheiro vivo seria evitar "vazamentos", segundo a defesa. As despesas do cotidiano da família incluem contas de água e luz e compras em supermercados. "São gastos da família do presidente, como contas de condomínio, água e luz, escola, compra de pizza, farmácia e manicure. Ou seja, prestação de serviços pequenos, para não expor o prestador de serviços e por segurança, em caso de compras de alimentos e supermercados, para proteger de ataques, como envenenamentos", completou Wajngarten.


R7 e Correio do Povo

Ataque a tiros deixa três mortos e nove feridos nos EUA

 Suspeito, de 18 anos, "foi confrontado e morreu no local", informou o Departamento de Polícia de Farmington

Três pessoas morreram e nove ficaram feridas nesta segunda-feira em um ataque a tiros no estado norte-americano do Novo México, informou a polícia. O suspeito, 18, "foi confrontado e morreu no local", informou o Departamento de Polícia de Farmington, pequena cidade do Novo México.

O comandante da polícia, Baric Crum, disse em entrevista coletiva que os oficiais que atenderam o chamado de um ataque a tiros em um bairro residencial encontraram "um cenário de caos, com um homem disparando contra indivíduos". Quatro oficiais o enfrentaram "e conseguiram detê-lo". "O suspeito está morto. Sabemos que suas ações mataram três civis."

Outras nove pessoas ficaram feridas, além dos dois oficiais que participaram da ação. "Ambos estão em condição estável", disse Crum. Uma investigação foi aberta para esclarecer os detalhes do incidente. A identidade dos mortos não foi revelada.

Mais de 220 ataques a tiros foram registrados este ano no país, segundo números da organização não governamental Gun Violence Archive. Episódios de violência com armas de fogo são frequentes nos Estados Unidos, um país no qual há mais armas do que pessoas, e onde as tentativas de reduzir a sua proliferação encontram forte resistência.


AFP e Correio do Povo

Corinthians será denunciado no STJD por canto homofóbico e corre risco até de perder pontos

 Partida contra o São Paulo no último domingo chegou a ser interrompida pelo árbitro em função da mensagem discriminatória


O Corinthians será denunciado no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por causa do canto homofóbico entoado por parte de seus torcedores no domingo, durante o empate por 1 a 1 no clássico com o São Paulo, na Neo Química Arena. Com isso, o clube corre o risco até de perder pontos no Brasileirão, conforme determinado pelo Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) em casos de discriminação praticada por um grande número de pessoas ligadas a uma mesma entidade desportiva. Também há punições parecidas previstas pelo novo Regulamento Geral de Competições (RGC) da CBF, que tem prometido sanções mais severas.

Corintianos presentes nas arquibancadas da Neo Química Arena cantaram, aos 18 minutos do clássico, as seguintes palavras: "Vamos! Vamos, Corinthians! Dessas bichas teremos que ganhar". A melodia é executada frequentemente no estádio alvinegro, mas com a frase "esse jogo teremos que ganhar". Quando o jogo é contra rivais, contudo, a letra é alterada.

Ao ouvir o cântico ofensivo, o árbitro Bruno Arleu de Araújo paralisou a partida. Além disso, o próprio clube exibiu no telão da Arena uma mensagem pedindo que parassem de cantar: "Atenção. É proibido emitir cantos discriminatórios, racistas, homofóbicos ou xenófobos", dizia o alerta. O episódio foi relatado por Araújo na súmula da partida.

"Informo que, aos 18 minutos do segundo tempo, paralisei a partida por 2 minutos devido a gritos homofóbicos da torcida: 'Vamos, Corinthians, dessas bichas teremos que ganhar'. Sendo informado no som e no telão do estádio para que os gritos cessassem, mesmo assim a torcida continuou, gritando efusivamente, e, após os gritos cessarem, a partida foi reiniciada. Fato esse comunicado ao delegado da partida e ao chefe do policiamento", relatou o árbitro.

A oficialização da denúncia e data do julgamento ainda serão definidas, mas é certo que o Corinthians será enquadrado no artigo 243-G do CBJD, que versa sobre punições por "praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência".

No caso de ato discriminatório praticado por grandes grupos de torcedores, é prevista punição ao clube, com multa de até R$ 100 mil e "perda do número de pontos atribuídos a uma vitória no regulamento da competição, independentemente do resultado da partida, prova ou equivalente". Ou seja, mesmo tendo empatado o jogo, o Corinthians não perderia o ponto conquistado e ,sim, três pontos. Em caso de reincidência, a pena dobra.

No ano passado, o Corinthians também foi denunciado por cantos homofóbicos em clássico com o São Paulo, disputado em maio, mas conseguiu se livrar de penas mais duras pagando uma multa de R$ 40 mil, com metade do valor destinado a instituições de caridade.

Neste ano, a CBF formulou um Regulamento Geral de Competições (RGC) com determinações mais claras sobre a prática de homofobia. O RGC de 2022 falava, em seu primeiro inciso do primeiro artigo, sobre prevenir comportamentos antidesportivos como "racismo, xenofobia ou qualquer outra forma de discriminação", mas não citava a palavra homofobia ou termos equivalentes em nenhuma de suas 41 páginas.

O regulamento atual, por sua vez, inclui o assunto, também no primeiro inciso de seu primeiro artigo, tratando-o como LGBTfobia. "As competições do futebol brasileiro exigem de todos os intervenientes colaborar de forma a prevenir comportamentos antidesportivos, bem como violência, dopagem, corrupção, manifestações político-religiosas e político-partidárias, racismo, xenofobia, sexismo, LGBTfobia ou qualquer outra forma de discriminação", diz o artigo.

No segundo inciso, determina que as "declarações antidesportivas" serão passíveis de punições descritas no artigo 134, que prevê advertência, multa de até R$ 500 mil (com possibilidade de ser revertida em prol de causas sociais), vedação de registro ou transferência de atletas e perda de pontos. Já o artigo 78 define os clubes como responsáveis por qualquer conduta imprópria de seus respectivos grupos de torcedores.

Ainda sem ter recebido qualquer notificação oficial sobre o caso, o Corinthians se manifestou por meio de um comunicado oficial e condenou o comportamento dos torcedores.

"O Corinthians volta a repudiar veementemente os cantos homofóbicos relatados na súmula do jogo deste domingo (14/5). Como sempre, o clube alerta continuamente sua torcida, por meio de suas redes sociais e do sistema de som e de telões da Neo Química Arena, com esclarecimentos aos torcedores quanto a ilegalidade dessas condutas. E mais uma vez insistimos com nossa Fiel Torcida para que cessem com atos como esses em nossa arena", diz o texto.

Agência Estado e Correio do Povo

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STF conclui julgamento e torna réus mais 245 denunciados pelos atos de 8 de janeiro

 Até o momento o Supremo decidiu tornar réus 795 envolvidos nos atos, ou seja, mais da metade dos 1.390 denunciados pela PGR

O Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu segunda-feira o julgamento para tornar réus mais 245 envolvidos com os episódios de 8 de janeiro, quando o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o STF foram invadidos e depredados por vândalos. No início do julgamento, o Supremo avaliava 250 denúncias, mas houve problemas técnicos no plenário virtual, e cinco casos foram retirados de análise. Até o momento o Supremo decidiu tornar réus 795 envolvidos nos atos, ou seja, mais da metade dos 1.390 denunciados pela PGR.

Prevaleceu o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes, que afirmou que a Constituição não permite a propagação de ideias contrárias à ordem constitucional nem a realização de manifestações públicas visando à ruptura do Estado democrático de Direito. Moraes foi seguido pelos ministros Dias Toffoli, Rosa Weber, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes, Edson Fachin, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso.

Já os ministros Nunes Marques e André Mendonça votaram para receber denúncias contra vândalos que depredaram o patrimônio público, mas rejeitaram as acusações contra os que estiveram acampados em frente ao Quartel-General de Brasília.

As 245 pessoas que são alvo desse julgamento foram denunciadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por crimes como associação criminosa armada, abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado e deterioração de patrimônio tombado.

Nesta terça-feira, a Corte vai analisar mais denúncias de envolvimento nos atos extremistas. Este será o quinto conjunto de denúncias a ser analisado. Dessa vez, o tribunal só vai julgar casos de suspeitos de instigar os atos. Os denunciados foram presos em 9 de janeiro, em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília.


R7 e Correio do Povo

WhatsApp cria recurso que protege conversas com senha; veja como usar

 Ferramenta anunciada nesta segunda-feira permite ao usuário bloquear conversas e grupos


Whatsapp anunciou nesta segunda-feira, 15, uma nova ferramenta voltada à privacidade. O recurso chamado de "Proteção de Conversas" permite ao usuário bloquear conversas íntimas com uma camada de segurança a mais.

Ao proteger uma conversa, ela é removida da caixa de entrada e fica em uma pasta separada, que só pode ser acessada com a senha do seu dispositivo ou por biometria, como por exemplo, a impressão digital. O conteúdo dessa conversa também fica automaticamente protegido nas notificações. Para proteger uma conversa, o usuário deve tocar no nome de uma pessoa ou do grupo e selecionar a proteção. Para acessar as conversas protegidas, é preciso arrastar lentamente para baixo a caixa de entrada e inserir a senha do telefone ou a biometria.

De acordo com o Whatsapp, a funcionalidade é voltada a pessoas que precisam compartilhar seus telefones de vez em quando com um familiar ou para quando outra pessoa está segurando seu telefone no momento em que chega uma mensagem especial. O mote do vídeo de lançamento do recurso é “seu celular pode até passar de mão em mão, suas conversas não.” 

Nos próximos meses, a "Proteção de Conversas" deve ganhar mais opções, como a proteção de aparelhos adicionais e a criação de uma senha personalizada para suas conversas, para permitir que o usuário insira uma senha diferente da senha de desbloqueio do telefone.


Correio do Povo

Líderes partidários decidem votar urgência do arcabouço fiscal já nesta semana

 Decisão foi tomada durante reunião de lideranças do Congresso que acontece na noite desta segunda; votação do mérito deve ocorrer na próxima semana

Durante reunião realizada na residência oficial da presidência da Câmara, líderes partidários do Congresso Nacional decidiram votar o regime de urgência para o projeto do novo arcabouço fiscal já nesta semana.

Durante o encontro, capitaneado por Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara, e com a presença de Fernando Haddad, ministro da Fazenda, Gabriel Galipolo, secretário-executivo da pasta, e Marcos Pereira, deputado federal por São Paulo e presidente do Republicanos, ficou decidido que o encaminhamento será para votar a urgência essa semana - amanhã ou quarta - e mérito do projeto na próxima semana.

Ainda nesta segunda, o relator da proposta, deputado Cláudio Cajado (PP-BA), havia sinalizado uma 'boa vontade' dos partidos para votar o projeto o mais rápido possível. Cajado indicou que iria incluir no texto gatilhos em caso de descumprimento das metas fiscais, como a impossibilidade de conceder aumentos reais para os servidores, fazer concursos públicos e de criar novos benefícios e incentivos fiscais a setores empresariais.


Blog do Nolasco, do R7 e Correio do Povo

Apple é investigada na França por supostas práticas de "obsolescência programada"

 Denúncia foi apresentada pela associação HOP

A França investiga, desde dezembro, possíveis práticas da Apple para limitar a vida útil de seus produtos, em particular de seus smartphones, informou o Ministério Público, nesta segunda-feira (15), em Paris. A denúncia foi apresentada pela associação HOP, por supostas práticas comerciais enganosas e de "obsolescência programada".

A investigação está a cargo da Direção-Geral da Concorrência, do Consumo e da Repressão de Fraudes (DGCCRF), esclareceu o Ministério Público, confirmando um relatório da HOP (Basta à Obsolescência Programada, por sua sigla em francês).

Essa associação indicou, em um comunicado, a sua expectativa de que a investigação permitisse "punir e demonstrar o caráter criminoso das práticas de serialização" da empresa do logo da maçã.

A serialização consiste em "associar os números de série dos componentes de um produto ao de um smartphone, por meio, em particular, de microchips", explica a HOP.

Desse modo, o fabricante pode "limitar a interpretar de seus dispositivos por parte de reparadores não autorizados e, inclusive, estragar um smartphone com componentes 'genéricos' à distância", acrescenta.

A AFP não conseguiu, até o momento, entrar em contato com a Apple França para obter uma reação a essas informações.

Em fevereiro de 2020, a Apple aceitou pagar na França uma multa de 25 milhões de euros (R$ 133,7 milhões) por práticas comerciais enganosas. Essa investigação, aberta em janeiro de 2018 a pedido de uma associação que contava com mais de 15.000 depoimentos, estava relacionada à restrição de funções dos modelos antigos de iPhone.


AFP e Correio do Povo

Cama Box Baú Casal Colchão Molas Flora Bege 138x188x60cm - Gazin

 


Pra você que deseja uma noite de sono tranquila e aconchegante, invista na Cama Box Baú Casal Colchão Molas Flora. É feita com molas de altíssima qualidade, que trabalham em conjunto proporcionando conforto com resistência. Além de possuir Euro IN, promovendo uma camada extra de maciez, revestido com um tecido antiácaros e antifungos, garantindo uma maior proteção e durabilidade. Com a qualidade Gazin suas noites de sono nunca mais serão as mesmas.

MODELO: Box com Baú + Colchão Flora Casal 1,38m

MARCA: Gazin

COR: Bege

MEDIDAS:

A: 61 cm

L: 138 cm

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MOLEJO: Molas Bonnel

EURO: Sim, Euro IN.

REVESTIMENTO SUPERIOR: Revestimento superior em tecido poliéster, tecido 100% sintético. Por ser sintético não é propenso ao acúmulo de poeira e materiais orgânicos, além de ser de fácil higienização. Produto com ótimo custo benefício.

REVESTIMENTO LATERAL: Revestimento lateral em tecido poliéster, tecido 100% sintético. Por ser sintético não é propenso ao acúmulo de poeira e materiais orgânico, além de ser de fácil higienização.

REVESTIMENTO INFERIOR: TNT Antiderrapante, Tecido 100% poliéster, com detalhes emborrachados. Evita que o colchão deslize sobre a base, trazendo maior segurança e conforto para o sono.

TECIDO DO BOX: Suede

MATERIAL DO BOX: 85% Eucalipto e 15% Pinus

ALTURA DOS PÉS: 12cm

DIFERENCIAL: Produto com ótimo custo benefício.

PESO: 91kg

PESO SUPORTADO: 110kg

INSTRUÇÕES / CUIDADOS: Utilizar em local seco com passagem de ar, não dobrar, fazer giro quinzenalmente no sentido pés/cabeceira. Produto utilizável apenas de um lado.

ITENS INCLUSOS: 1 colchão de 1,38m e 1 box com baú de 1,38m

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Marília Mendonça: cabos de energia da Cemig provocaram queda de avião

 Relatório do Cenipa descartou falha humana e mau funcionamento

As linhas de transmissão de energia elétrica da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) foram o fator principal do acidente aéreo que matou a cantora Marília Mendonça e outras quatro pessoas, em novembro de 2021, no distrito de Piedade de Caratinga, no município de Caratinga (MG).

A conclusão consta do relatório final apresentado, nesta segunda-feira, pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão militar subordinado ao Comando da Aeronáutica. O laudo do acidente também descartou erro humano do piloto da aeronave Geraldo Martins de Medeiros, e falhas mecânicas e operacionais da aeronave.  

O relatório final sobre a perícia feita pelo Cenipa foi apresentado aos advogados e familiares das cinco vítimas, na tarde de hoje. O documento ficará disponível ao público ainda nesta segunda-feira.

O Cenipa esclarece ainda que as investigações realizadas não buscam estabelecer culpa ou responsabilidade de quem quer que seja. O objetivo é entender as circunstâncias do acidente para aprimorar as medidas de segurança de voos, evitar novos acidentes aéreos e, consequentemente, preservar vidas.

Após a apresentação do documento, o advogado Robson Cunha, que representa as famílias da cantora e também do tio e assessor da artista Abicieli Silveira Dias Filho, comentou os próximos passos. “Se eles [os cabos] estão dentro de uma área ou não passível de ter essa identificação é o que agora nós vamos tratar na esfera judicial”.

O advogado também pediu rapidez na conclusão do inquérito da Polícia Civil de Minas Gerais. “Eu até faço um clamor para que haja uma celeridade na entrega deste inquérito policial. Porque, a partir daí, nós vamos poder nos manifestar. A gente vai poder ter a oportunidade, no processo, de tratar desse assunto”  

O acidente

A cantora Marília Mendonça e as outras pessoas morreram após a queda da aeronave modelo Beech Aircraft, prefixo PT-ONJ, momentos antes do pouso. O avião caiu em uma cachoeira do distrito de Piedade de Caratinga, no município de Caratinga (MG).

A cantora, apelidada pelos fãs de Rainha da Sofrência, tinha 26 anos e colecionava vários sucessos musicais do gênero sertanejo. Os demais ocupantes da aeronave de pequeno porte eram: o produtor Henrique Ribeiro, o tio e assessor da artista, Abicieli Silveira Dias Filho; o piloto Geraldo Martins de Medeiros; e o copiloto da aeronave Tarciso Pessoa Viana. Não houve sobreviventes.  

O avião decolou do aeroporto de Santa Genoveva, em Goiânia (GO). A cantora se apresentaria naquela mesma noite, em Caratinga. Ainda na data das mortes, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) confirmou, por meio de nota, que o bimotor atingiu um cabo de uma torre de distribuição de energia elétrica quando se aproximava do aeródromo de Ubaporanga. Em seguida, caiu no curso d'água, o que vitimou todos os ocupantes da aeronave.


Agência Brasil e Correio do Povo