Governador reeleito do RJ vê consolidação do PL

 Apesar da derrota na disputa presidencial, Jair Bolsonaro conquistou mais de 58 milhões de votos. Sigla terá maior bancada na Câmara


Apesar da derrota no domingo passado para o ex-presidente Lula (PT), na disputa à presidência da República, o PL, partido de Jair Bolsonaro, saiu vitorioso e se consolidou no panorama político nacional. A avaliação foi feita pelo governador reeleito do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), que venceu ainda no primeiro turno. Na disputa carioca, ele atingiu 58,67% dos votos. Castro ressaltou que mesmo derrotado, Bolsonaro conseguiu uma votação muito expressiva, somando mais de 58 milhões de votos. Além disso, no Congresso Nacional, a sigla conseguiu formar a maior bancada na Câmara, com 99 deputados, e 15 senadores. “O PL tornou-se um player nacional”, afirmou, ressaltando que o partido conquistou importantes resultados em disputas que sempre ficaram concentradas no dueto PSDB e PT. 

Ao citar o bom desempenho da sigla, citou ainda a vitória pelo governo de Santa Catarina, no segundo turno, com Jorginho Mello. No caso do Rio Grande do Sul, o candidato da sigla, Onyx Lorenzoni, chegou à frente no segundo turno, mas acabou perdendo a disputa para Eduardo Leite. O partido também teve candidatura forte em outros estados, como Espírito Santo, Goiás e Rondônia. 

Ainda sobre a disputa nacional, ao reconhecer a derrota de Bolsonaro, adiantou já ter conversado com o presidente eleito, Lula (PT), com quem deverá se reunir nas próximas semanas para apresentar projetos relacionados ao Rio de Janeiro. 

"Gramado é referência", afirma Castro

Em visita ao Rio Grande do Sul para participar da abertura do Festuris Gramado, o governador reeleito do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), ressaltou a importância da cidade gaúcha no mercado turístico brasileiro. “É uma referência”, resumiu ele, que esteve, na noite de quinta-feira, na abertura oficial do evento. “Há uma excelência de serviços. Não só as belezas naturais, mas a experiência que a uma cidade como essa oferece aos turistas”, avaliou, citando as estruturas gastronômicas, de hotelaria, além das atrações turísticas e de entretenimento. 

Segundo ele, essa expertise deve servir de referência para algumas regiões cariocas que ainda não avançaram em seu potencial turístico. Destacou que as localidades mais próximas às praias, como a capital. Porém, o governador aponta a necessidade de maiores investimentos em regiões como a Serra, Nova Friburgo e o Vale do Café. O estado carioca tem ainda outra característica, que segundo ele, precisa de mais atenção: o fato de estado ser porta de chegada para voos internacionais. 

Castro foi eleito em 2018 como vice de Wilson Witzel (PSC), que sofreu impeachment, e assumiu a titularidade. Para o segundo governo, acredita ser um “início de um novo ciclo”, na qual os avanços precisam ser mantidos. 

Correio do Povo

Lideranças do PT afirmam que há consenso para aprovar PEC da Transição no Congresso

 Texto prevê a liberação de verba acima do teto de gastos para financiar promessas de campanha feitas pelo presidente eleito Lula


Integrantes da liderança do PT e aliados no Congresso Nacional afirmaram, em reunião interna na noite desta quinta-feira, que a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Transição já está "acordada" entre os parlamentares, o que evitará entraves e dificuldades de votação. A matéria prevê a liberação de verba acima do teto de gastos, para poder financiar as promessas de campanha feitas pelo presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Entre as prioridades está o financiamento do Auxílio Brasil de R$ 600, mais R$ 150 para famílias com crianças menores de 6 anos. Sem o recurso extra, em 2023 o benefício cai para R$ 405. Vários outros pontos em discussão requerem a ampliação do orçamento para programas, principalmente, sociais. Alguns, segundo o PT, não têm orçamento algum previsto. 

Na área da saúde, por exemplo, bancar o Programa Mais Médicos e medicamentos incorporados à Farmácia Popular está na mesa e é defendido pelo senador Confúcio Moura (MDB-RO), sub-relator de orçamento da saúde no Senado. "Esta é a área mais sensível de todas as políticas públicas e representa o maior orçamento impactado. Há muito ainda o que discutir", afirmou o parlamentar. 

O aumento real do salário mínimo, reajuste dos servidores públicos e isenção do imposto de renda para pessoas com salários até R$ 5 mil são outras questões estudadas. Oficialmente, a equipe de transição não fala em quanto seria necessário para atender as demandas, mas fontes com conhecimento da negociação relataram uma estimativa de R$ 200 bilhões.

Responsável pela equipe de transição por articular a questão orçamentária no Congresso, o senador eleito Wellington Dias (PT-PI) afirmou que há clima para aprovar a PEC, porque ela não significa um "cheque em branco" para o novo governo, já que a definição dos valores ocorrem a partir da Lei Orçamentária e atendem demandas da população. "É uma garantia de recursos para aquilo que são emergências", disse o senador, ressaltando que a PEC é um "caminho seguro" para solicitar o incremento, assim como foi feito com a PEC dos Precatórios.

R7 e Correio do Povo

Manifestações

 Cobra-se de Jair Bolsonaro uma manifestação mais contundente no sentido de pacificar o país, de defender de forma veemente a liberação de rodovias. Bolsonaro, salvo uma hecatombe, tem data para sair do Palácio do Planalto. Mas pergunto: e Lula?

Guilherme Baumhardt

Centenas de milhares de brasileiros, em todo o país, foram às ruas vestindo verde e amarelo. Antes de chamá-los de golpistas (o caminho mais óbvio e, também, o mais preguiçoso) é preciso ir um pouco além. A Constituição traz o artigo 142 – “As Forças Armadas (...) destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”. As situações nas quais o emprego da força deve ocorrer, porém, ainda são tema de debate. Alguns já veem motivos para isso – um Supremo Tribunal Federal que age além das suas atribuições é o mais latente.

Se é verdade que na soma dos votos Lula venceu, é verdade também que não foi uma disputa com paridade de armas e forças (e nem me refiro a recursos de campanha, mas do ponto de vista de justiça eleitoral, com decisões absurdas tomadas pela Corte a favor da campanha petista). Além disso, os sinais que surgiram após o pleito são preocupantes. Na manifestação após a votação, o atual presidente do TSE, Alexandre de Moraes, não economizou saliva na hora de falar em “controle” e “regulação” para as próximas disputas, inclusive sobre as redes sociais – coisa típica de republiqueta ditatorial.

Cobra-se de Jair Bolsonaro uma manifestação mais contundente no sentido de pacificar o país, de defender de forma veemente a liberação de rodovias. Bolsonaro, salvo uma hecatombe, tem data para sair do Palácio do Planalto. Mas pergunto: e Lula? Por que não se cobra dele sinais que poderiam trazer tranquilidade? No lugar de receber o esquerdista Alberto Fernández, por que ele não anuncia logo quem será o ministro da Economia? Não me venham com a desculpa esfarrapada de que é preciso esperar as negociações (argh) com partidos da base, na construção do “presidencialismo de coalizão” (o nome bonito e cheiroso dado a uma coisa fétida) para definir o titular da pasta.
O cabeça da economia sempre foi atribuição do presidente da República, nunca entrou nas negociações para composição de governo. Zélia Cardoso de Mello foi escolha de Fernando Collor. Itamar Franco definiu Fernando Henrique Cardoso. FHC, por sua vez, chancelou Pedro Malan, assim como Lula escolheu Antonio Palocci e, depois, Guido Mantega (uma tragédia). Jair Bolsonaro escolheu e chancelou Paulo Guedes. Lula poderia anunciar, por exemplo, Henrique Meirelles, um nome que está léguas distante em termos de liberalismo econômico de Paulo Guedes, mas que produziria algum efeito calmante, mas não o fez. Porque?

Sobre o risco de ditaduras – sim, no plural – cabe um alerta. Se as atuais manifestações populares são vistas com ressalvas, pelo risco de detonarem a volta dos militares, não podemos cair na armadilha da memória curta e da visão míope. Há um risco real de que o Brasil vire uma ditadura de esquerda. Um único mandato conservador não equilibrou forças. Ainda há maioria progressista no STF. Além disso, parcela do Congresso já mostrou que é apenas uma questão de preço para sair de um lado e ir para o outro.
A obsessão lulista em desarmar a população lembra muito a Venezuela de alguns anos atrás, em que uma população sem condições de reagir sucumbiu a milícias e grupos paramilitares. Os generais que eram oposição a Hugo Chávez, antecessor e criador de Nicolás Maduro, foram todos defenestrados. Ou seja, antes de falar em democracia e tomar como base o resultado das urnas – algo legítimo –, é preciso lembrar que há um conceito muito mais importante e anterior ao simples ato de votar e definir um vencedor: chama-se liberdade. Sem ela, a história nos ensina que até mesmo ditaduras podem produzir eleições – em Cuba, acredite, há votação, mas zero liberdade.

Não sou entusiasta da volta dos militares, algo sempre traumático e que traz a supressão de liberdades. Mas também não fecho os olhos para o risco real de uma ditadura de esquerda no país. As próximas semanas devem trazer respostas.


Correio do Povo

Martelete Bosch Perfurador 720W GBH 220 - com Maleta

 


Na hora de realizar os mais diversos trabalhos, contar com as ferramentas adequadas para cada ocasião faz toda a diferença não é mesmo? Por isso vale a pena conferir o Martelete GBH 220 da Bosch. Trata-se de um Martele Perfurador com 720W de potência, sendo o mais compacto e leve da categoria. Possui embreagem de segurança que evita acidentes com o usuário em caso de travamento da ferramenta e um excelente nível de precisão para perfuração, oferecendo três operações: perfuração, perfuração com impacto e cinzelamento. Seu botão trava permite trabalhos contínuos e confortáveis ao operador, além de possuir controle de velocidade variável, para uma perfuração mais controlada. Trata-se de uma ferramenta leve, pesando apenas 2,3kg e de fácil manutenção com um sistema de troca rápida de escova de carvão, tão fácil que pode ser feito com uma moeda. Além de tudo isso acompanha maleta, punho auxiliar e limitador de profundidade.

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Rodovias estão quase livres de bloqueios e transição do governo Lula avança

 PRF informou que cinco pontos tem interdições parciais no Brasil

As rodovias do país estavam nesta sexta-feira praticamente livres de bloqueios e interdições, causados por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro em protesto contra a vitória nas urnas de Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto a equipe de transição começava a instalar suas operações em Brasília.  A Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrava cinco bloqueios parciais que não impediam o fluxo do trânsito, dois no Mato Grosso e três no Pará.

Desde que Bolsonaro perdeu a eleição no domingo (50,9% dos votos contra 49,1%), seus seguidores bloquearam centenas de estradas com caminhões e tratores, e se instalaram em quartéis nas principais cidades, exigindo intervenção militar para manter o presidente no poder. Foram desfeitos em todo o país 975 bloqueios.

As manifestações nas estradas começaram a diminuir depois que Bolsonaro, que não reconheceu explicitamente a derrota eleitoral, pediu a seus seguidores na quarta-feira que encerrassem os protestoes em estradas devido ao impacto na economia e no direito à livre circulação.

A Confederação Nacional da Indústria havia alertado na terça-feira para um "risco iminente de desabastecimento e falta de combustível" caso as rodovias não fossem liberadas rapidamente. Bolsonaro, no entanto, expressou apoio a outras formas de protesto, sem bloqueios, contra a vitória do ex-presidente de esquerda, que governará o país pela terceira vez a partir de 1º de janeiro após dois mandatos entre 2003 e 2010.

Em Brasília, uma centena de pessoas se aglomerou na manhã desta sexta-feira em frente ao quartel-general do Exército. À noite, barreiras policiais ainda impediam o acesso à rua em frente ao complexo militar. Já em São Paulo, eram até 300 manifestantes, alguns com barracas e agitando a bandeira do Brasil. "Forças Armadas, salvem o Brasil", gritava a multidão.

Em despacho, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 48 horas à PRF para que apresente um relatório detalhado com todas as multas aplicadas contra manifestantes que realizaram bloqueios em vias do Brasil. O ministro intimou o diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, a prestar as informações. Na demanda, o magistrado pede a identificação dos veículos e pessoas autuadas.

Moraes determinou também que a Polícia Federal envie à corte a identificação dos líderes dos movimentos que interditam rodovias e dos proprietários dos caminhões utilizados para obstruir as vias.

A decisão do magistrado atende a um pedido da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), que solicitou ainda a apreensão dos caminhões e, "na hipótese de identificação de pessoas jurídicas na execução desses atos, que se determine a interdição e lacração de suas garagens".

Nos dois dias que se seguiram à votação, o chefe de Estado se manteve em silêncio sobre o resultado, atitude que, segundo seus críticos, alimentou a proliferação dos protestos e gerou incerteza sobre a transferência de poder a Lula. Mas em seu primeiro pronunciamento, na terça-feira, Bolsonaro prometeu "cumprir a Constituição" e na quinta teve uma reunião "positiva" com a equipe de Lula para iniciar a transição, segundo o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin.


AFP, R7 e Correio do Povo

Ainda sem definição sobre recurso, Gleisi defende Auxílio Brasil de R$ 600 em 2023

 Presidente do PT informou que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição não tem valores definidos

A presidente do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann, informou, nesta sexta-feira, que o partido analisa as informações e dados sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição e defendeu a manutenção do Auxílio Brasil de R$600 e aumento real do salário mínimo em 2023.

“Temos que ver todas as possibilidades que nós temos pra viabilizar aquilo que foi contratado nas urnas, ou seja, não podemos entrar em 2023 sem auxílio emergencial e sem o aumento real do salário mínimo. São coisas que foram contratadas com o povo brasileiro”, afirmou Gleisi.

Questionada sobre o valor da PEC da Transição, a presidente do PT relatou não ter uma quantia fechada. Fontes com conhecimento da negociação informaram ao R7 que a proposta tem uma estimativa inicial de R$ 200 bilhões.  “Não temos. Estamos levantando todos os pontos para submeter ao presidente Lula e ao vice-presidente Alckmin”, disse.

A manutenção do Auxílio Brasil em R$ 600 e o aumento do salário mínimo acima da inflação são duas das propostas prioritárias do petista e foram defendidas por Lula durante sua campanha. Pela lei orçamentária vigente, a partir de janeiro, o benefício será de R$ 405 e o mínimo, de R$ 1.300. A ideia é começar a tramitação da PEC no Senado Federal.

Gleisi visitou, nesta sexta-feira (4), juntamente com Aloizio Mercadante, um dos coordenadores da campanha petista, o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) em Brasília, sede da equipe de transição do novo governo.

O senador Paulo Rocha (PT-PA) destacou que a PEC visa assegurar questões emergenciais, e não para furar a regra do teto de gastos, principal âncora fiscal do país. “Está previsto no orçamento do atual governo (que o Auxílio Brasil)  vai somente até dezembro, mas nós prometemos que vamos dar continuidade a isso”, disse.

“Nós temos que buscar uma solução para essa questão. A concepção da PEC é para resolver o problema emergencial, não tem nada a ver com colocar em risco a questão fiscal. Fizemos isso com a PEC dos Precatórios, por exemplo”, completou o senador.

A equipe do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visitou, nesta sexta-feira (4), o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) em Brasília, sede da transição do novo governo, que tomará posse em 1º de janeiro. O espaço fica a cerca de quatro quilômetros do Palácio do Planalto.

Pela lei, entre os princípios da transição governamental estão a colaboração entre o governo atual e o eleito, transparência da gestão pública, planejamento da ação governamental, continuidade dos serviços prestados à sociedade, supremacia do interesse público e boa-fé e executoriedade dos atos administrativos.

Transição

A transição do governo Jair Bolsonaro (PL) para o governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começou, oficialmente, nesta sexta. O vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), foi nomeado pelo ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP-PI), para o cargo especial de Transição Governamental.

A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU). Escolhido pela equipe de Lula para coordenar a transição de governo, o ex-governador de São Paulo ganha o status de ministro extraordinário e será responsável por requisitar as informações dos órgãos e entidades da administração pública federal.

Na quinta-feira (3), Alckmin se reuniu com Nogueira, que chefia os trabalhos pelo lado do governo Bolsonaro. Este foi o primeiro encontro para tratar do início da transição. "Entregamos o pedido do presidente Lula nos designando como coordenadores da transição", disse. Enquanto o vice-presidente eleito ficará na liderança dos trabalhos, Gleisi vai coordenar a parte política, e Mercadante, a técnica.

Encontro com Bolsonaro

Ainda na quinta-feira (3), o vice-presidente eleito se encontrou com Bolsonaro no Palácio do Planalto pela primeira vez desde a vitória de Lula nas urnas. O encontro não estava na agenda oficial, mas o presidente tomou a iniciativa de conversar com Alckmin. Segundo o vice-presidente eleito, o atual chefe do Executivo se dispôs a contribuir com o governo de transição.

"Foi positivo. O presidente convidou para que fosse até lá ao seu gabinete. E reiterou o que disse o ministro [da Casa Civil] Ciro Nogueira e o ministro [da Secretaria-Geral da Presidência da República] Luiz Eduardo Ramos da disposição do governo federal de prestar todas as informações e colaborações, para que se tenha uma transição pautada pelo interesse público", disse Alckmin.

À pergunta se Bolsonaro o havia parabenizado pela vitória de Lula, o vice-presidente eleito não quis responder. "O presidente fala depois o teor da conversa. Mas foi, em resumo, reiterar os compromissos em relação à transição. Pautada na transparência, na continuidade dos trabalhos, no planejamento, na previsibilidade", acrescentou Alckmin.


R7 e Correio do Povo

Equipe de Lula visita CCBB, sede da transição do novo governo

 Estiveram presentes no espaço Gleisi Hoffmann, presidente do PT, e Aloizio Mercadante, coordenador da campanha petista

A equipe do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visitou, nesta sexta-feira, o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) em Brasília, sede da transição do novo governo, que tomará posse em 1º de janeiro. O espaço fica a cerca de quatro quilômetros do Palácio do Planalto.

Pela lei, entre os princípios da transição governamental estão a colaboração entre o governo atual e o eleito, transparência da gestão pública, planejamento da ação governamental, continuidade dos serviços prestados à sociedade, supremacia do interesse público e boa-fé e executoriedade dos atos administrativos.

Transição

A transição do governo Jair Bolsonaro (PL) para o governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começou, oficialmente, nesta sexta. O vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), foi nomeado pelo ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP-PI), para o cargo especial de Transição Governamental.

A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU). Escolhido pela equipe de Lula para coordenar a transição de governo, o ex-governador de São Paulo ganha o status de ministro extraordinário e será responsável por requisitar as informações dos órgãos e entidades da administração pública federal.

Na quinta-feira (3), Alckmin se reuniu com Nogueira, que chefia os trabalhos pelo lado do governo Bolsonaro. Este foi o primeiro encontro para tratar do início da transição. "Entregamos o pedido do presidente Lula nos designando como coordenadores da transição", disse. Enquanto o vice-presidente eleito ficará na liderança dos trabalhos, Gleisi vai coordenar a parte política, e Mercadante, a técnica.

Encontro com Bolsonaro

Ainda na quinta-feira (3), o vice-presidente eleito se encontrou com Bolsonaro no Palácio do Planalto pela primeira vez desde a vitória de Lula nas urnas. O encontro não estava na agenda oficial, mas o presidente tomou a iniciativa de conversar com Alckmin. Segundo o vice-presidente eleito, o atual chefe do Executivo se dispôs a contribuir com o governo de transição.

"Foi positivo. O presidente convidou para que fosse até lá ao seu gabinete. E reiterou o que disse o ministro [da Casa Civil] Ciro Nogueira e o ministro [da Secretaria-Geral da Presidência da República] Luiz Eduardo Ramos da disposição do governo federal de prestar todas as informações e colaborações, para que se tenha uma transição pautada pelo interesse público", disse Alckmin.

À pergunta se Bolsonaro o havia parabenizado pela vitória de Lula, o vice-presidente eleito não quis responder. "O presidente fala depois o teor da conversa. Mas foi, em resumo, reiterar os compromissos em relação à transição. Pautada na transparência, na continuidade dos trabalhos, no planejamento, na previsibilidade", acrescentou Alckmin.


R7 e Correio do Povo

Talhadeira Bosch 2608578518-000 - 250mm

 


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Sol aparece em todo o RS neste sábado

 Metade Leste gaúcha terá nuvens


O sol vai aparecer em todo o Rio Grande do Sul neste sábado, mas com nebulosidade na Metade Leste gaúcha. Segundo a MetSul, as nuvens que se formam na região e avançam do mar para o continente trazem até chance de chuva muito isolada e passageira no decorrer do dia. No Oeste e no Noroeste, o céu claro segue predominando.

A temperatura continua baixa para esta época do ano durante a madrugada e ao amanhecer, embora com mínimas mais altas que as registradas no auge do período frio na metade da última semana. Já a tarde deve ser de marcas agradáveis. Em Porto Alegre, a temperatura varia entre 13ºC e 23ºC.

Mínimas e máximas em algumas cidades neste sábado:

Torres 12 ºC / 21 ºC
Caxias do Sul 6 ºC / 21 ºC
São Miguel do Ausentes 1 ºC / 16 ºC
Erechim 7 ºC / 24 ºC
Santa Rosa 6 ºC / 29 ºC
Santa Cruz 11 ºC / 25 ºC


Correio do Povo

Dólar cai para R$ 5,06 com transição de governo e otimismo na China

 Bolsa sobe 1,08% e fecha semana com alta de 3,16%

O início dos trabalhos de transição para o governo eleito e o otimismo na economia chinesa fizeram o mercado financeiro ter mais um dia de alívio. O dólar caiu para o menor valor em mais de dois meses. A bolsa de valores subiu pela terceira vez desde segunda-feira e fechou a semana com alta de mais de 3%.

O dólar comercial encerrou esta sexta-feira e vendido a R$ 5,062, com queda de R$ 0,064 (-1,24%). A cotação chegou a cair para R$ 5,02 na mínima do dia, por volta das 16h, mas ganhou força no fim das negociações com investidores aproveitando o preço baixo para comprar a moeda.

A divisa está no menor nível desde 29 de agosto, quando estava em R$ 5,03. O dólar encerrou a semana com queda de 4,49% e acumula recuo de 9,22% em 2022. No mercado de ações, o dia também foi marcado por ganhos. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 118.145 pontos, com alta de 1,08%. O indicador foi puxado por ações de mineradoras e siderúrgicas, que subiram fortemente após a publicação de uma notícia de que a China pretende reverter suspensões de voos no início de 2023 e flexibilizar as restrições contra a Covid-19. O Ibovespa subiu 3,16% na semana pós-eleição.

A alta das ações de empresas do setor metálico compensou a queda nas ações da Petrobras, os papéis mais negociados na bolsa, após o Ministério Público de Contas pedir para suspender a antecipação de dividendos anunciada nesta sexta-feira pelo governo. As ações ordinárias (com voto em assembleia de acionista) da companhia caíram 5,23%. Os papéis preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) recuaram 5,51%.

Além das notícias da China, o mercado financeiro repercutiu o início dos trabalhos de transição para o futuro governo e a diminuição dos bloqueios nas estradas por apoiadores do candidato derrotado Jair Bolsonaro. Hoje, a equipe do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva fez a primeira visita ao Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília, onde será montado o gabinete de transição. Os trabalhos começam formalmente na segunda-feira.


Agência Brasil e Correio do Povo