BM desbloqueia avenida Assis Brasil após bolsonaristas fecharem a rodovia com pneus queimados

 Cerca de 100 apoiadores do atual presidente manifestaram-se contra o resultado das eleições



A Brigada Militar (BM) desbloqueou a avenida Assis Brasil no sentido Freeway Porto-Alegre no começo da noite desta segunda-feira, após um grupo de cerca de 100 bolsonaristas  que estava em frente à Havan fechar parte da rodovia com pneus queimados. A ação aconteceu em protesto contra a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que venceu o atual presidente Jair Messias Bolsonaro nas urnas no último domingo. 

De acordo com a BM, nenhum dos presentes assumiu a autoria do incêndio e o ato foi objeto de registro de ocorrência e  será investigado pela Polícia Civil como crime ambiental. Depois da liberação da via, eles foram colocados na lateral da via e seguiram com bandeiras e gritos de apoio a Bolsonaro. Um dos manifestantes,  o autônomo Rafael Ferreira, disse que  não existe um líder do movimento. "Nos encontramos aqui", contou. O objetivo é  expressar repúdio à derrota de Bolsonaro. 

Conforme o sub-comandante do 20° BPM, major Élcio Gaira, a manifestação iniciou no meio da tarde. "Em determinado momento, colocaram fogo em pneus e os levaram na pista. Chegamos aqui e tomamos o pé da ocorrência e efetuamos a segurança do local. Os bombeiros nos auxiliaram", resumiu. O major não quantificou o número de policiais para acompanhar o protesto, mas havia muitos brigadianos e viaturas espalhadas nas mediações.

Apesar do incêndio, o major reitera que está sendo possível conversar com os manifestantes. Até o momento, não se trata de caminhoneiros, como em outras regiões do Brasil. O trecho onde ocorreu o protesto fica próximo ao número 10.000, no sentido Cachoeirinha-Porto Alegre, segundo informações da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC). 

Correio do Povo

Em mensagem, Mourão parabeniza Alckmin por vitória nas eleições

 Vice-presidente e senador eleito pelo RS enviou texto para o vice-presidente eleito nesta segunda-feira; Bolsonaro mantém silêncio


O vice-presidente e senador eleito pelo Rio Grande do Sul, Hamilton Mourão (Republicanos-RS), enviou uma mensagem nesta segunda-feira (30) para o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), dando os parabéns pela vitória no segundo turno das eleições. Alckmin venceu na chapa com Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

É a primeira vez que um membro da Presidência da República reconhece o resultado do segundo turno das eleições de 2022, em que 123.682.372 brasileiros foram às urnas.

Nesta segunda, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do presidente e um dos coordenadores da campanha à reeleição, usou as redes sociais para agradecer aos eleitores que votaram no atual chefe do Executivo.

"Obrigado a cada um que nós ajudou a resgatar o patriotismo, que orou, rezou, foi para as ruas, deu seu suor pelo país que está dando certo e deu a Bolsonaro a maior votação da sua vida! Vamos erguer a cabeça e não vamos desistir do nosso Brasil! Deus no comando", escreveu Flávio.

Bolsonaro ainda não se manifestou

Bolsonaro iniciou o dia após a eleição com reuniões no Palácio da Alvorada. Ele se encontrou com o vice na chapa derrotada, general Braga Netto, e com o filho Flávio. Na sequência, foi ao Palácio do Planalto, onde se reuniu com ministros e aliados. À tarde, retornou à residência oficial do presidente e não falou com a imprensa.

Um assessor da Presidência da República informou que não há previsão de Bolsonaro falar com a imprensa nesta segunda-feira. A expectativa é que o presidente faça, de fato, uma declaração nesta terça-feira (1°).

Presidente eleito

Luiz foi eleito em segundo turno para o Palácio do Planalto neste domingo (30), após a confirmação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por volta de 19h50. O petista obteve 60.345.999 dos votos (50,9%), contra 58.206.354 de Jair Bolsonaro (PL), e exercerá o terceiro mandato como presidente da República a partir de 1° de janeiro de 2023.

O petista vai ocupar a Presidência da República do Brasil pela terceira vez na história. Desta vez, será entre 2023 a 2026. Ele já teve dois mandatos como presidente do Brasil, entre 2003 e 2010.

Nas eleições de 2022, Lula foi eleito presidente do Brasil com o maior número de votos da história — mais de 59 milhões. O político superou os 58.295.042 votos que ele mesmo teve em 2006 e os 57.797.847 que Bolsonaro conquistou em 2018.

Bolsonaro, por sua vez, se tornou o primeiro chefe do Executivo a concorrer à reeleição e não vencer. Desde que a reeleição para presidente da República passou a valer, em 1994, foram reeleitos para o cargo Fernando Henrique Cardoso, o próprio Lula, em 2010, e Dilma Rousseff.


R7 e Correio do Povo

Polêmicas e transferência de votos influenciam resultado da eleição

 Maioria dos estados manteve a tendência de votos do 1º turno; Amapá foi o único com alteração do comportamento do eleitor



A disputa entre Jair Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mostrou uma tendência padronizada de votos por estados neste segundo turno das eleições. A apuração das urnas eletrônicas apontou que Lula e Bolsonaro ganharam nos mesmos estados que no primeiro turno. O Amapá foi o único lugar com o cenário diferente, onde os eleitores depositaram mais votos em Bolsonaro do que em Lula.

Bolsonaro tinha perdido no Amapá na primeira fase, mas ganhou nesse segundo. Recebeu 187.621 votos (43,41%) em 2 de outubro, mas no último domingo subiu para 200.547 (51,36%). 

Os números foram reflexo dos votos de Macapá e Santana, que concentram a maior parte da população do estado. No entanto, Bolsonaro venceu somente em três municípios. Lula foi preferido nos outros 13 e teve 189.918 (48,64%). Essa divisão não mudou em comparação ao primeiro turno.

Bolsonaro também teve crescimento de votos no Acre, Rio Grande do Sul e São Paulo, os três com cerca de oito pontos percentuais acima do registrado no primeiro turno. Essa tendência era esperada, segundo o cientista político André Rosa, por conta da predominância do conservadorismo nos estados. Já em São Paulo, de acordo com ele, houve o impacto da eleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos), aliado de Bolsonaro.

Polêmicas e transferência de votos

O presidente eleito, Lula, apresentou o maior crescimento de votos entre os dois turnos no Distrito Federal (DF). Teve 36,85% no primeiro e, no segundo, 41,19%. No entanto, o atual presidente ficou com 51,81% dos votos válidos, levemente acima do primeiro turno (51,65%). Com 100% das urnas apuradas no DF, o presidente Jair Bolsonaro (PL) venceu em quase todas as cidades.

André Rosa explicou que o fator que impulsionou o crescimento de Lula no DF foi a polêmica envolvendo o atual presidente e o grupo de meninas venezuelanas, em São Sebastião, região administrativa do DF.

Em Minas Gerais, Lula subiu de 48,29% no primeiro turno para 50,20% no segundo turno. "Minas é um estado muito estratégico nas eleições e Lula conseguiu se sair bem, tendo em vista que o Norte de Minas tem aproximação com o PT e uma relação com o estado da Bahia, onde o PT conseguiu derrubar ACM Neto, o que ajudou na transferência de votos para Minas Gerais", afirma Rosa.

R7 e Correio do Povo

Manifestação a favor do protesto dos caminhoneiros

 


Presidente nacional do Republicanos diz que "urnas são soberanas"

 Partido governará maior número de habitantes nos Estados e promete trabalho em "prol do Brasil"

Marcos Pereira é presidente nacional do Republicanos. 

Partido responsável por governar o maior número de habitantes dos estados, após as vitórias em São Paulo e Tocantins, que juntos têm 48,2 milhões de habitantes, o Republicanos frisou o apoio até o final da eleição ao presidente Jair Bolsonaro (PL) e informou que respeita o resultado final do pleito, que teve Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como vencedor.

“Apoiamos o presidente Bolsonaro até o último minuto. Trabalhamos, mas nas urnas o povo escolheu. As urnas são soberanas. Não há porque duvidar do resultado das urnas, não há porque questioná-los”, afirmou o presidente nacional do partido, o deputado federal Marcos Pereira (SP), em manifestação nas redes sociais.

Além de Tarcísio de Freitas, em São Paulo, e Wanderlei Barbosa, ainda em primeiro turno, no Tocantins o partido elegeu ao Senado nomes como Hamilton Mourão (RS) e Damares Alves (DF), e mais 41 deputados federais.

Marcos Pereira entende que qualquer questionamento seria contraditório, visto o bom desempenho dos quadros do Republicanos. “O resultado está aí. Nós não apoiamos o candidato eleito, mas agora nós precisamos continuar trabalhando em prol do Brasil”, analisa. 

O presidente da sigla garante diálogo com os deputados e senadores eleitos, mas acredita que, pelo seu programa de governo, a legenda seguirá independente. “Assim nós poderemos defender os nossos princípios e os nossos valores”, afirma.

No RS, Mourão foi eleito senador com quase 2,6 milhões de votos, o que representa mais de 44% dos votos. O Tenente-Coronel Zucco foi o deputado federal mais votado do RS e o partido ainda elegeu Franciane Bayer e reelegeu Carlos Gomes.

Correio do Povo

Aliados mantêm apoio a Bolsonaro e afirmam que não há motivo para contestar resultado

 Presidente ainda não se manifestou publicamente sobre a derrota na disputa pela reeleição, confirmada pelo TSE nesse domingo


Aliados de Jair Bolsonaro (PL) afirmaram que vão manter o apoio ao presidente, mas que não veem espaço para contestar o resultado das urnas, que deram vitória a Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Bolsonaro mantém silêncio após mais de 24 horas do resultado das eleições, divulgado nesse domingo (30), e não parabenizou o adversário pela vitória. O petista obteve 60.345.999 dos votos (50,9%), contra 58.206.354 do candidato à reeleição, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O único membro do governo que se manifestou foi o vice-presidente e senador eleito pelo Rio Grande do Sul, Hamilton Mourão (Republicanos-RS). Por meio de mensagem, Mourão parabenizou o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin pela vitória.

A senadora eleita pelo Distrito Federal e ex-ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves (Republicanos-DF), informou à reportagem que ainda não se encontrou com Bolsonaro, mas que mandou uma mensagem ao ex-chefe. "Disse que o amo, que o admiro e que o respeito", contou. Questionada sobre eventual contestação do pleito, Damares foi categórica ao responder que não. "O presidente já tinha dito, inclusive, em entrevistas, que aceitaria o resultado das urnas, seja ele qual fosse", afirmou a senadora eleita.

O líder do governo na Câmara dos Deputados, deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), esteve no Palácio do Planalto mais cedo. O parlamentar evitou responder se Bolsonaro contestará o resultado. "Aguardemos", limitou-se a dizer. Já o deputado federal Evair de Melo (PP-ES) relatou ter conversado informalmente com o presidente após o resultado da eleição. Bolsonaro estaria, segundo o parlamentar, “estudando, ouvindo, conversando com fontes diversas”, mas que não tinha batido o martelo sobre qual posição tomar.


R7 e Correio do Povo

Lula conversa por telefone com Biden, Macron e Sánchez

 Chefes de Estado felicitaram presidente eleito por resultado do pleito



No dia seguinte à sua vitória nas urnas, o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva começou a receber ligações de chefes de Estado de diversos países, todos felicitando-o pela eleição. Entre as autoridades internacionais que conversaram com Lula estão o presidente da França, Emmanuel Macron, o presidente do governo da Espanha, Pedro Sánchez, e o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

Macron divulgou em suas redes sociais um vídeo de sua ligação para Lula. O mandatário francês parabenizou o brasileiro pela eleição. Lula respondeu afirmando que houve o “resgate da democracia” nas eleições de ontem. “Estamos vivendo um dia muito feliz porque conseguimos resgatar a democracia”, disse ele na breve conversa.

No telefonema com Biden, os dois falaram da força da democracia no Brasil e, segundo a embaixada dos EUA no Brasil, trataram da relação entre os dois países, sobretudo em temas como mudanças climáticas, a garantia da segurança alimentar, a promoção da inclusão e da democracia, e o gerenciamento da migração regional.

Pelas redes sociais, Sánchez informou de sua ligação para Lula. Ele parabenizou o presidente eleito, desejou-lhe sorte no comando do governo e manifestou seu interesse de trabalhar junto com o Brasil na luta contra a pobreza, a fome e as mudanças climáticas.

Além dos telefonemas, Lula recebeu diversas mensagens de felicitação pelo Twitter. Chefes de Estado de países como Holanda, Alemanha, Chile, Honduras, Paraguai, Haiti, Guatemala, Barbados, Guiné-Bissau, Reino Unido, Uruguai, Peru, Equador, Venezuela, México, Canadá e Portugal se manifestaram pela rede social, congratulando o presidente eleito. Autoridades da União Europeia também parabenizaram o brasileiro.

Agência Brasil e Correio do Povo

Manifestações a favor de Jair Bolsonaro e pelo Brasil

 


Protesto bloqueia avenida Assis Brasil, em Porto Alegre

 Trecho interrompido fica próximo ao número 10.000, no sentido Cachoeirinha-Porto Alegre


Um protesto realizado por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) bloqueou a avenida Assis Brasil, em Porto Alegre, na tarde desta segunda-feira. O ato começou por volta das 17h15.


O trecho bloqueado fica próximo ao número 10.000, no sentido Cachoeirinha-Porto Alegre, segundo informações da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC). Os manifestantes atearam fogo em pneus para interromper o trânsito. Também há bandeiras do Brasil no local.

Além da Capital e Região Metropolitana, houve atos em outras regiões, como na Serra e nas Missões. 

Correio do Povo

Missão internacional atesta confiabilidade das eleições brasileiras

 Comunidade dos Países de Língua Portuguesa acompanhou pleito



 A missão internacional da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) concluiu que as eleições brasileiras ocorreram de forma segura e confiável. A conclusão do grupo está em relatório preliminar de avaliação do pleito, divulgado nesta segunda-feira. 

De acordo com a entidade, a votação por meio da urna eletrônica é “confiável e credível” e permitiu a contagem célere dos votos. Segundo a CPLP, não há reclamações suscetíveis para colocar em dúvida a transparência do processo de votação. 

Durante o pleito, os fiscais da entidade percorreram diversas seções eleitorais e confirmaram que a votação ocorreu sem interferências. Para a missão, as eleições ocorreram de acordo com os padrões internacionais e em conformidade com os procedimentos legais do país. 

No segundo turno, a CPLP contou com sete observadores, que também fazem parte de órgãos eleitorais de seus países. Os membros são oriundos de Angola, Cabo Verde, Moçambique, Portugal, Guiné-Bissau e Timor-Leste.

Ao todo, sete missões de Observação Eleitoral (MOEs) internacionais monitoraram a realização do segundo turno das eleições brasileiras.  Além da CPLP, também participaram membros da Organização dos Estados Americanos (OEA), do Parlamento do Mercosul (Parlasul), Carter Center, Unión Interamericana de Organismos Electorales (Uniore), International Foundation for Electoral Systems (IFES) e da Transparência Eleitoral. 

Agência Brasil e Correio do Povo