Jair Bolsonaro - São Paulo (01/10/2022)

 



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Bolsonaro em Minas Gerais (2) - 30/09/2022

 



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Debandada e anexação

 Putin anuncia anexação de regiões da Ucrânia e russos fogem da convocação



O presidente russo, Vladimir Putin, está jogando uma cartada perigosa ao declarar a anexação de quatro regiões da Ucrânia, correspondentes a 15% do território daquele país. Faz isto num momento em que se dá uma debandada generalizada em seu país, em função sua convocação de 300 mil reservistas para irem guerrear na Ucrânia. As filas de carros de mais de 16 quilômetros são registradas junto às fronteiras de países como Geórgia, Azerbaijão, Cazaquistão e Finlândia. Gente que não quer servir de bucha de canhão para as pretensões de Putin. Mas não são somente civis que estão se rebelando. Putin teve que fazer esta semana um expurgo no Exército, devido a contestações de altos comandos. Afinal, eles estão vendo que não foi somente um contingente significativo de soldados que morreu em combates. Segundo um estudo do Instituto de Estudos sobre Guerra, ISW, na sigla em inglês, mais de 350 oficiais de alta patente já morreram na guerra.

E uma notícia caiu como bomba nesta semana: o general Dimitri Bulgakov, responsável pela logística da guerra na Ucrânia, foi afastado do cargo. Decorrência do fracasso das ações que permitiram à Ucrânia retomar áreas que já estavam em poder dos russos. Ao mesmo tempo, Putin aumentava para dez anos de prisão a pena para o convocado que se recusar a ir para a guerra. E subiu para oito o número de magnatas que se opunham à guerra e que tiveram morte misteriosa. Um deles caiu do 17º andar enquanto visitava um prédio em construção, enquanto que outro caiu da janela do sexto andar do hospital, onde estava em tratamento. Tudo parte do método Putin de eliminar oponentes.

Juntando estes fatos com a lembrança do que Putin já fez na Ucrânia, atacando hospitais, maternidades e prédios residenciais e matando civis indiscriminadamente, é preciso ter cautela com o que ele pode fazer em caso de uma contraofensiva nas áreas que ele acaba de tomar. O secretário-geral da ONU, António Guterres, foi incisivo ao declarar que a anexação viola a carta da organização. Mas o russo não está ligando para isso. E segue dizendo que um ataque àquelas áreas corresponderá a um ataque ao território russo, o que lhe permitirá reagir com “todos os recursos disponíveis’. O que deixa implícita a possibilidade de uso de arma nuclear. Daí o perigo de que falei no início.

Resta dizer que a apoiar Putin estão aqueles mesmos países com regimes marginalizados que apoiaram a tomada da Crimeia, em 2014. Síria, Irã, Venezuela, Cuba, Nicarágua e Afeganistão. E Putin levou uma rasteira de seu mais badalado aliado de hoje: o chinês Xi Jinping. Ao falar diante do Conselho de Segurança da ONU, na terça-feira, o embaixador chinês foi enfático: “A China defende a integridade territorial de todos os países”. Não deixou de ser mais um que se somou à debandada daqueles que fogem da guerra.

Correio do Povo

Furacão Ian causará impacto econômico de curto prazo nos EUA, avaliam economistas

 Florida avalia perdas seguradas entre US$ 25 bilhões e US$ 40 bilhões após passagem do furacão



furacão Ian provavelmente pesará sobre o crescimento econômico dos EUA até o final de 2022, dizem economistas. Além disso, a reconstrução e a recuperação impulsionarão a produção econômica nos próximos anos. O furacão atingiu comunidades em rápido crescimento ao longo da costa sudoeste da Flórida, causando entre US$ 25 bilhões e US$ 40 bilhões em perdas seguradas, de acordo com uma estimativa inicial da Fitch Ratings. Quedas de energia generalizadas, aeroportos fechados e estradas intransitáveis retardarão a reabertura da economia. Mais danos são prováveis à medida que a tempestade se dirige para a Geórgia e a Carolina do Sul nos próximos dias.

Greg Daco, economista-chefe da EY Parthenon, estimou que a tempestade pode reduzir a produção econômica da Flórida em cerca de 6 pontos porcentuais no terceiro trimestre. Isso reduzirá cerca de 0,3 ponto porcentual do crescimento econômico nacional de junho a setembro e cerca de 0,1 ponto porcentual no quarto trimestre do ano, disse ele.

"Espero que as pessoas parem de ir a restaurantes por um tempo, a vida noturna em Tampa provavelmente não será a mesma, pode haver algumas empresas que são forçadas a fechar", disse Tatyana Deryugina, economista da Universidade de Illinois Urbana-Champaign. "Por outro lado, haverá carros destruídos, casas destruídas que precisam ser reconstruídas, e as pessoas sairão e gastarão dinheiro e isso aumentará o PIB", avalia

A longo prazo, muitos desastres, como furacões, têm impactos econômicos relativamente modestos, dizem os economistas. "Geralmente, os desastres naturais não têm efeitos estruturais sobre a atividade econômica", disse Daco. "O que foi destruído acaba sendo reconstruído ou transformado".

Uma vantagem é que a Flórida está acostumada a grandes tempestades e se preparou para elas. Em maio, o estado reservou US$ 2 bilhões para ajudar as seguradoras a lidar com sinistros. Isso ajudou a estabilizar os custos de empréstimos para o estado e seus governos locais, que devem ajudar na reconstrução, disse Denise Rappmund, analista sênior da Moody's Investors Service. Por exemplo, a pequena cidade de Mexico Beach, na Flórida, se recuperou relativamente rápido do furacão Michael em 2018, de acordo com um relatório da Moody's. A tempestade destruiu cerca de 1.600 unidades habitacionais na cidade. Um ano depois, 160 propriedades foram vendidas e os preços dos terrenos voltaram para onde estavam antes da tempestade, segundo o relatório.

Agência Estado e Correio do Povo

Prefeitura obtém efeito suspensivo de passe livre irrestrito nas eleições em Porto Alegre

 Justiça tinha alterado determinação de Sebastião Melo, que condicionou uso de ônibus a declaração de falta de recursos para ir votar

Passe livre no dia de eleições ainda está indefinido em Porto Alegre 

A prefeitura de Porto Alegre recorreu e obteve, na noite desta sexta-feira, efeito-suspensivo sobre a descisão que havia determinado "passe livre incondicionado a exigências" no transporte público nos dias de eleições (1º e 2º turno). Desta forma, até julgamento permanece a condição de gratuitade nos moldes iniciais definidos pelo prefeito, Sebastião Melo.

A gratuidade irrestrita havia sido decidida pelo 1º Juízo da 7ª Vara da Fazenda Pública do Foro Central da Comarca de Porto Alegre e atende a pedido da Defensoria Pública do Rio Grande do Sul. Foi determinado, ainda, que seja adequado o quantitativo de veículos disponíveis à demanda projetada, com proibição do município adotar qualquer medida que implique em restrição na oferta do serviço ou que desconsidere a provável procura extraordinária por meios de transporte coletivo em razão das eleições.

Na quinta-feira, o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, informou que o sistema de passe livre aconteceria em caráter "restritivo". Conforme o chefe do Executivo, a restrição se daria pelo "princípio da boa fé". Seria necessário apresentar um documento ao cobrador e alegar que irá para a votação e não tem recursos financeiros para arcar com o valor da passagem.

O prefeito afirmou nesta sexta que orientou a Procuradoria a recorrer diante da liminar, ressaltando que a decisão deveria garantir gratuidade a quem não pode pagar pelo transporte. "Essa deveria ser a preocupação da Defensoria Pública", disse Melo.

A informação é da assessoria de Comunicação da PGM. Agora, aguarda-se a apreciação do Poder Judiciário. Rio Grande, na região Sul, também teve liminar similar derrubada.

Correio do Povo

Bolsonaro em Minas Gerais (1) - 30/09/2022

 



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Um horizonte promissor

 Seguiremos com boas notícias? Depende do que o eleitor brasileiro decidir neste domingo

Guilherme Baumhardt

Em 2022, a economia brasileira crescerá mais do que a chinesa. E é a primeira vez que isso acontece em 42 anos. Não, não é uma comparação com os áureos tempos chineses, com o período em que os orientais expandiam a atividade econômica na casa dos dois dígitos. Não é. Mas não é um dado a ser desprezado. Pelo contrário. Previsões bastante realistas apontam para algo, no Brasil, em torno de 3%, ao final do ano. Menos pelo número e muito mais pelas circunstâncias, é um feito digno de nota.

O dado ganha importância se levarmos em consideração alguns fatores especiais. Ele não foi produzido com base em populismo barato, com a injeção de crédito na economia, sem critérios e sem garantias. Houve redução de impostos, mas não com prazo determinado e data para acabar – como ocorria nas reduções da linha branca e carros, nos tempos petistas, que produziam apenas uma antecipação de compra. O crescimento do PIB ocorrerá por força do setor produtivo nacional, não porque o governo decidiu abrir as torneiras do investimento público. E 2022 é o primeiro ano em que a pandemia não trouxe o famigerado “fecha tudo”, protagonizado por alguns governadores e prefeitos. É pouco? Não, não é.

Vamos além. O mês de agosto encerrou com a criação de 278 mil empregos formais, segundo o Caged. E ainda nem entramos no período em que as contratações de final de ano esquentam de fato – resultado do aumento de produção e vendas mirando Natal e Ano Novo. Há outro elemento que merece destaque: muitos decidiram empreender, abrir o próprio negócio – reflexo, também, das leis de liberdade econômica, que retiraram o peso do Estado e da burocracia de quem queria apenas trabalhar. Ou seja, são pessoas que não têm mais carteira assinada, mas não estão desempregadas. E este número não aparece no cadastro geral de empregados e desempregados. O próximo passo, após a recuperação dos postos de trabalho, é a melhoria do poder de compra, com aumento da renda per capita.

Há mais no horizonte. As obras de infraestrutura, concedidas para a iniciativa privada sem a necessidade de outorga, ainda não foram finalizadas. Portanto, ainda não produziram o impacto positivo que certamente trarão ao ambiente de negócios do país.

E isso vai continuar nos próximos anos? Seguiremos com boas notícias? Depende do que o eleitor brasileiro decidir neste domingo.

Comandante Nádia...
Havia na disputa ao Senado um cenário que dificultava uma tomada de decisão do eleitor. Partindo do princípio de que Hamilton Mourão e Ana Amélia Lemos têm afinidade ideológica, era natural e previsível que, em uma disputa de turno único, o voto útil em um ou outro ocorresse agora, no dia 2 de outubro. A definição viria a partir das pesquisas. A pergunta a ser respondida era: qual têm maior potencial para ser o anti-Olívio? O problema estava justamente aí. A imensa maioria das pesquisas apontava na direção de Mourão, mas um dos institutos (leia-se Ipec, o antigo Ibope) encontrava números que favoreciam Ana Amélia Lemos.

... decide a eleição
A desistência da Comandante Nádia e o apoio a Mourão tem potencial para ser o fator decisivo, a favor do atual vice-presidente da República. Sem exageros e sabendo que faltam poucos dias para a votação, Nádia criou o fato novo que faltava. Muito menos pelos índices da candidata nas pesquisas (até porque transferência de voto não é algo automático), mas muito mais pelo simbolismo do movimento. Mourão agradece. E provavelmente sairá vitorioso no domingo. A conferir.

Um domingo tranquilo
Se cabem algumas dicas para este domingo, aqui vão elas. Vote cedo, leve uma cola com os números dos seus candidatos. Isso facilita e agiliza a votação. Espere o nome, número e foto do seu candidato aparecerem na urna. E aí aperte o botão verde, confirmando. Não brigue com os mesários. Eles não estão lá a serviço de partidos. São cidadãos como eu e você e que foram convocados pela Justiça Eleitoral. Manifestações silenciosas são permitidas. Use as cores que você achar mais conveniente, sejam elas o verde e o amarelo ou o vermelho. Importante: capriche na escolha de deputados e senadores. Eles têm muito mais poder do que muita gente imagina. Bons legislativos fazem toda diferença. E o mais importante: não caia em provocações. Quando éramos crianças e eu brigava com meu irmão, na hora de apartar a dupla, minha mãe dizia: quando um não quer, dois não brigam. Bom domingo, bom voto.


Correio do Povo

Saiba onde votam os candidatos ao Senado no Rio Grande do Sul

 Oito postulantes a vaga têm seis domicílios eleitorais espalhados pelo Estado

Oito candidatos disputam uma vaga no Senado pelo RS. 

Os oito candidatos na disputa pela vaga do Rio Grande do Sul no Senado estarão espalhados pelo Estado no domingo de eleição. Isso porque eles se dividem em seis domicílios eleitorais. Além de Porto Alegre, há candidatos votando em municípios da Região Metropolitana, Vale do Sinos, Serra e Campanha. Dos três candidatos que aparecem melhor colocados nas últimas pesquisas, dois têm domicílio eleitoral em Porto Alegre: Hamilton Mourão (Republicanos) e Olívio Dutra (PT).

O atual vice-presidente da República vota no Leopoldina Juvenil, às 9h30. Ele acompanhará a apuração em um hotel na avenida Lucas de Oliveira. Já o ex-governador petista vota às 8h30, no colégio La Salle São João, na avenida Assis Brasil. Ana Amélia Lemos (PSD) vota em Canela, na sede do Esporte Clube Serrano, às 8h30. Ela vem à Capital para o cumprimento de agendas de imprensa.

Três candidatos votam na Região Metropolitana e Vale do Sinos. É o caso do Professor Nado (Avante), em São Leopoldo, Sanny Figueiredo (PSB), em Esteio, e Paulo Rosa (DC), em Viamão. Maristela Zanotto (PSC) votará em Caçapava do Sul, na região da Campanha. Já Fabiana Sanguiné (PSTU) tem domicílio eleitoral em Porto Alegre, a exemplo de Mourão e Olívio.

Correio do Povo

Ketanji Brown Jackson assume como a primeira mulher negra na Suprema Corte dos EUA

 Presidente Joe Biden e a vice-presidenta Kamala Harris estiveram presentes no evento

Com 52 anos, Jackson foi indicada pelo democrata Biden 

Ketanji Brown Jackson foi empossada nesta sexta-feira (30) como a primeira juíza negra a integrar a Suprema Corte dos Estados Unidos, a maior instância judicial do país. A cerimônia de posse ocorreu em Washington, na sede da Supremo Corte, em frente ao Capitólio. O presidente Joe Biden e a vice-presidenta Kamala Harris estiveram presentes no evento.

Com 52 anos, Jackson foi indicada pelo democrata Biden. Ela fará parte da minoria progressista dentro do órgão responsável pelas decisões dos assuntos sociais e jurídicos mais importantes dos Estados Unidos.

O grupo de três mulheres se junta à maioria conservadora de seis juízes, cinco magistrados e uma magistrada. Três desses nomeados foram designações vitalícias feitas pelo ex-presidente Donald Trump.

Essa maioria conservadora exerceu seu poder nos últimos meses, quando anulou o direito constitucional ao aborto e fortaleceu o direito ao porte de armas. Jackson foi escolhida no final de fevereiro por Biden, que prometeu durante a campanha presidencial nomear a primeira mulher afro-americana a ingressar na mais alta instituição judicial do país.

A magistrada substitui o juiz Stephen Breyer, de 84 anos, que se aposentou. Apesar do contexto de forte polarização na Corte, o processo de confirmação da juíza no Senado aconteceu sem problemas. Sua chegada não altera o equilíbrio de poder na Corte de nove membros.

A sessão 2022/2023 da Corte Suprema dos Estados Unidos está programada para começar na próxima segunda-feira (3).

AFP e Correio do Povo

Um mês após o ataque a Kirchner na Argentina, o mistério e a polarização continuam

 Quatro acusados, com idade de 21 a 35 anos, estão em prisão preventiva

Kirchner pediu investigação para apurar se há conexões entre réus e manifestantes de extrema-direita 

Um mês depois da noite que um homem apontou uma arma de fogo que não disparou para a cabeça da vice-presidente argentina, Cristina Kirchner, o caso oferece poucas informações esclarecedoras além dos quatro jovens detidos, odiadores da líder e de uma identificação confusa com a extrema-direita. Com pouco progresso na investigação, o país continua polarizado.

A governamental Frente de Todos (FdT), corrente de centro-esquerda do peronismo, afirma que a tentativa de assassinato da duas vezes presidente (2007-2015) é fruto de "discursos de ódio e violência" da oposição e da mídia opositora. Lideranças de direita e ultraliberais concordam que o FdT tenta aproveitar o ataque para se "vitimizar", de olho nas eleições presidenciais dentro de um ano, em momentos em que a inflação está transbordando para quase 100% anual e os conflitos sociais se multiplicam.

"O fato é extremamente grave, mas não há mudança substancial nos atores políticos em jogo", disse à AFP o sociólogo e cientista político Ricardo Rouvier. "O clima político continua mais ou menos semelhante ao que tínhamos antes", acrescentou.

Os quatro acusados, com idade de 21 a 35 anos, estão em prisão preventiva sob acusações de "tentativa de homicídio qualificado". Fernando Sabag Montiel, que disparou a pistola calibre 32, com cinco balas no carregador e nenhuma na câmara de disparo, ostenta tatuagens neonazistas (um sol negro, uma cruz de ferro).

"Mandei um cara para matá-la"

A parceira e suposta instigadora de Montiel é a vendedora ambulante Brenda Uliarte, que expressou sua indignação em mensagens com insultos a Kirchner e escreveu em um bate-papo: "Mandei um cara matar Cristi (sic)". Outra detida e sua amiga, Agustina Díaz, responde: "Quem não gostaria de atirar naquela velha vadia (ladra)". O quarteto é completado pelo vendedora de doces Nicolás Carrizo.

"Estamos diante de um grupo de jovens que não sabe o que são, quem são, como agem e quem os dirige e financia", disse Rouvier.

Kirchner, de 69 anos, pediu uma investigação para apurar se há conexões entre os réus e manifestantes de extrema-direita que saíram às ruas com sacos de cadáveres e cartazes de "morte a Cristina".

Uliarte foi filmada em uma manifestação hostil do microgrupo de extrema-direita Revolução Federal (RF), que transportou um modelo de guilhotina, com tochas, até a Plaza de Mayo, em frente à sede do governo. Jonathan Morel, fundador da RF, condenou publicamente o ataque. A justiça considerou que há provas "insuficientes" para envolver o grupo, razão pela qual está sendo investigado em outro tribunal.

O ex-presidente e líder da oposição Mauricio Macri (2015-19), sustenta que os acusados são "um grupo de loucos à solta". Por sua parte, a FdT que afirma que devem investigar "os autores intelectuais" e o "financiamento dos autores materiais".

"Não há mais nenhuma suspeita de que (o ataque) foi auto-organizado. É um magnicídio fracassado. A questão é quão complexa é a organização", disse à AFP o cientista político Diego Reynoso, da Universidade de San Andrés.

Kirchner, que é acusada de associação criminosa e administração fraudulenta qualificada, por supostamente ter orientado a atribuição de licitações de obras públicas na província de Santa Cruz (sul), afirmou que o julgamento foi capaz de "criar um clima" para o ataque que sofreu.

Dias após o atentado, o setor peronista de esquerda da FdT parecia lutar pela candidatura de Kirchner em 2023. Ela reiterou que já foi "presidente duas vezes" e que "essas coisas não a seduzem".

AFP e Correio do Povo