Porto Alegre mantém vacinação contra a Covid-19 para 26 anos ou mais nesta segunda

 Imunização segue disponível em 12 unidades de saúde



A Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre irá manter a faixa etária para a vacinação contra a Covid-19 para pessoas com 26 anos ou mais nesta segunda-feira. A medida ocorre porque as doses que chegaram ao Estado entre sexta e sábado serão entregues ao município durante a segunda. A imunização segue disponível em 12 unidades de saúde. Nos mesmos locais, ocorre a vacinação para adolescentes com comorbidades a partir de 12 anos (1ª dose) e gestantes e puérperas (2ª dose). Não haverá drive-thru.

O agendamento pelo aplicativo 156+POA também será mantido para aplicação da primeira dose. Além das unidades Morro Santana, Tristeza e São Carlos, que já ofereciam o serviço no período noturno (das 18h às 21h), agora mais três unidades estão com agendas abertas para o período diurno: Diretor Pestana (agendas das 9h às 16h), Nossa Senhora de Belém (agendas das 9h às 16h) e Passo das Pedras 1 (agendas das 7h às 17h).

A aplicação da primeira dose continua para os públicos já contemplados anteriormente na campanha: profissionais de saúde e de apoio à saúde; pessoas com deficiência a partir de 18 anos; pessoas com comorbidades a partir de 18 anos; funcionários das escolas municipais, estaduais e particulares de ensino infantil, fundamental, médio, técnico e superior; gestantes e puérperas; cuidadores de crianças ou adolescentes com deficiência permanente e lactantes (que estejam amamentando bebês com até 12 meses).

Documentação 

Para receber a primeira dose, todos os públicos devem apresentar documento de identidade com CPF e comprovante de residência em Porto Alegre. Para os cuidadores de crianças ou adolescentes com deficiência permanente, é preciso certidão de nascimento ou documento de guarda e comprovação da deficiência permanente.

Gestantes precisam de documento que comprove a gestação (exame laboratorial/ecográfico ou o cartão de pré-natal) e puérperas, documento que comprove o puerpério (registro de alta hospitalar ou certidão de nascimento da criança). Já as lactantes devem levar documento de comprovação que contenha a data de nascimento da criança.

Para profissionais de saúde ou da educação, é preciso documento que comprove o vínculo de trabalho em Porto Alegre. Já para o grupo das comorbidades e deficiência, é necessário comprovar a condição (receita, laudo de exame, laudo ou relatório médico - exceto Síndrome de Down). No caso dos adolescentes com comorbidades, o comprovante de residência poderá ser no nome dos pais ou responsáveis.

Segunda dose 

A aplicação da segunda dose segue disponível em 32 unidades de saúde e 21 farmácias parceiras para quem recebeu AstraZeneca há pelo menos dez semanas e em 20 unidades de saúde para todos que receberam a primeira dose de Coronavac há 28 dias. Não haverá aplicação de segunda dose Pfizer para o público em geral, pois não existem pessoas com doses com prazos determinados para o período. Segundo determinação do Ministério da Saúde, desde 14 de junho o intervalo entre a primeira e segunda dose do imunizante Pfizer é de dez semanas.

Para segunda dose, é necessário levar identidade com CPF e carteira com registro da primeira aplicação.

O quê: primeira dose contra a Covid-19

Público: pessoas com 26 anos ou mais; profissionais de saúde e de apoio à saúde; pessoas com deficiência a partir de 18 anos; pessoas com comorbidades a partir de 18 anos; funcionários das escolas municipais, estaduais e particulares de ensino infantil, fundamental, médio, técnico e superior; gestantes e puérperas, cuidadores de crianças ou adolescentes com deficiência permanente, lactantes (que estejam amamentando bebês com até 12 meses) e adolescentes com comorbidades a partir de 12 anos.
Onde: 12 unidades de saúde
Horário: 8h às 17h
Endereços: confira no link

Onde: App 156+POA (agendas para as unidades São Carlos, Morro Santana e Tristeza)
Horário: 18h às 21h (noturno)

Onde: App 156+POA (agendas para as unidades Diretor Pestana, Nossa Senhora de Belém e Passo das Pedras I)
Horário: das 9h às 16h, Passo das Pedras I (das 7h às 17h).

O quê: segunda dose da Coronavac/Butantan

Público: pessoas que receberam a primeira dose há 28 dias
Onde: 20 unidades de saúde
Horário: 8h às 17h
Endereços: confira no link
Onde: App 156+POA (agendas para as unidades Bananeiras, Chácara da Fumaça, Cristal e São Cristóvão)
Horário: 18h às 21h

O quê: segunda dose da Oxford/AstraZeneca

Público: pessoas que receberam a primeira dose há dez semanas
Onde: 32 unidades de saúde e 21 farmácias parceiras
Horário: 8h às 17h (nas unidades de saúde) e das 9h às 17h (nas farmácias parceiras)
Endereços: confira no link
Onde: App 156+POA (agendas para as unidades Belém Novo, Diretor Pestana, Nossa Senhora de Belém, Santo Alfredo, São Cristóvão e Vila Jardim)
Horário: 10h às 19h

Correio do Povo


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Surto de Covid-19 no Hospital Conceição já atinge 51 pessoas


Tosse e coriza levam à busca de teste rápido de Covid-19, revela pesquisa

Juventude sofre virada e perde em casa para o Atlético-MG pelo Brasileirão

 Com desfalques por Covid-19, alviverde foi derrotado por 2 a 1 no Alfredo Jaconi; Galo é o novo líder


Mesmo com desfalques importantes, o Juventude tentou. Até saiu na frente, mas sofreu a virada e perdeu para o Atlético-MG por 2 a 1, na tarde deste domingo, no Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul, em jogo válido pela 15ª rodada do Brasileirão.

No fim do primeiro tempo, Paulinho Bóia abriu o placar para o Juventude. Já na etapa final, com a queda de rendimento do Ju, Hulk empatou aos 31. Nos acréscimos, depois de intensa pressão, Nathan Silva marcou em cobrança de escanteio e definiu a virada do Galo.

Com o resultado, o Atlético-MG é o novo líder do Brasileirão, com 34 pontos, dois a mais que o Palmeiras, derrotado para o Fortaleza neste sábado. Já o Juventude segue estacionado na 13ª posição, com 16 pontos, e chega a sua segunda derrota consecutiva no Brasileirão.

Na próxima rodada, o time de Caxias do Sul viaja para enfrentar o Red Bull Bragantino, no sábado, às 17h. No mesmo horário, mas um pouco mais tarde, às 19h, o Atlético-MG faz duelo direto pela liderança, contra o Palmeiras, no Mineirão.


Correio do Povo


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Grêmio está próximo do acerto com colombiano Jaminton Campaz


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Média móvel de mortes por coronavírus no Brasil fica abaixo de 1 mil pelo 8º dia

 


O Brasil registrou 1.275 mortes por covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando neste sábado (7) 563.082 óbitos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias chegou a 949. É o oitavo dia seguido com a média abaixo de 1 mil. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -14% e aponta tendência de estabilidade.

Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h deste sábado. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Em 31 de julho o Brasil voltou a registrar média móvel de mortes abaixo de 1 mil, após um período de 191 dias seguidos com valores superiores. De 17 de março até 10 de maio, foram 55 dias seguidos com essa média móvel acima de 2 mil. No pior momento desse período, a média chegou ao recorde de 3.125, no dia 12 de abril.

Em casos confirmados, desde o começo da pandemia, 20.149.146 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 40.698 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 33.510 diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de -25% em relação aos casos registrados na média há duas semanas, o que indica queda.

Em seu pior momento a curva da média móvel chegou à marca de 77.295 novos casos diários, no dia 23 de junho deste ano.

Estados

Seis Estados e o Distrito Federal apresentam tendência de alta nas mortes: Amapá, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Rio Grande do Norte e Roraima.

Em estabilidade (7 Estados): Amazonas, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Rondônia e Santa Catarina.

Em queda (13 Estados): Acre, Alagoas, Bahia, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás.

Vale ressaltar que há Estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados.

Vacinação

Os brasileiros que tomaram a segunda dose ou a dose única de vacinas e estão imunizados são mais de 45 milhões. De acordo com dados do consórcio dos veículos de imprensa divulgados às 20h deste sábado, são 45.363.020, o que corresponde a 21,42% da população.

A primeira dose foi aplicada em 106.836.153 pessoas, o que corresponde a 50,45% dos brasileiros. Somando a primeira, a segunda e a dose única, são 152.199.173 doses aplicadas no total.

Nas últimas 24 horas, a primeira dose foi aplicada em 614.190 pessoas e a segunda em 487.387. Por conta de mudança na forma de divulgação da dose única no Acre e na Paraíba, que unificaram os dados com a segunda dose, há menos 62.887 doses únicas no boletim.

Os Estados com maior porcentagem da população imunizada (com segunda dose ou única) são o Mato Grosso do Sul (34,41%), Rio Grande do Sul (28,37%), São Paulo (24,75%), Espírito Santo (22,88%) e Santa Catarina (22,05%).

Já entre aqueles que mais aplicaram a primeira dose estão São Paulo (61,38%), Rio Grande do Sul (56,79%), Mato Grosso do Sul (53,77%), Paraná (53,21%) e Santa Catarina (52,20%).

O Sul

FORÇA AÉREA DOS ESTADOS UNIDOS QUER USAR CARROS VOADORES JÁ EM 2023

 A Força Aérea dos EUA tem o desejo de usar carros voadores até o ano de 2023 como parte do programa Agility Prime, que tem o objetivo de desenvolver novas aeronaves militares, principalmente elétricas. A notícia sobre o desenvolvimento dos carros voadores foi dada durante uma palestra em um evento online ocorrido no último dia 28 de julho.

Segundo o coronel e diretor do programa de inovação tecnológica da Força Aérea, o AFWERX, Nathan Diller, os militares estão examinando uma variedade de casos de usos diferentes para ter ao menos um dos veículos em campo até 2023. Até o momento, existem quatro fortes candidatos a ser o primeiro carro voador utilizado por uma das Forças Armadas dos Estados Unidos.
Incentivo à inovação
Desde que foi lançado, em abril de 2020, o programa concedeu certificados de aeronavegabilidade militar e mais de 200 contratos de transferência de tecnologia para pequenas empresas. O carro voador da Lift Aircraft funciona com decolagem e pouso vertical eletrônico e está em um trailer no Aeroporto Internacional de Austin Bergstrom, no estado americano do Texas.
Atualmente, das quinze empresas contratadas para pelo Agility Prime, apenas quatro detém o certificado de aeronavegabilidade militar. Além da Lift, as empresas Joby Aero, Beta Technologies e Kitty Hawk possuem essa certificação, que ajudam a reduzir riscos regulatórios e permitem que a Força Aérea compense as empresas por voos de teste.
Certificados de aeronavegabilidade
O primeiro certificado de aeronavegabilidade militar foi concedido para a Beta Technologies, em maio de 2021. Já o primeiro exercício operacional com um carro voador foi realizado em maio, com um protótipo da Kitty Hawk, observando possíveis usos de evacuação médica para essas aeronaves, que é uma das principais motivações da Força Aérea para desenvolver um veículo do tipo.
Tendo carros voadores em sua frota de veículos e aeronaves militares, a Força Aérea vai poder conduzir operações sem a necessidade de uma pista para pousos e decolagens. Além disso, os militares também têm o interesse de investir nessas plataformas para desenvolver tecnologias que tenham ligação com eletrificação e autonomia.


Fonte: https://www.facebook.com/culturaemdoses/posts/1292421957839807

Em passeio de moto em Florianópolis, Bolsonaro volta a defender voto impresso e cita “legitimidade” do Congresso

 


O presidente Jair Bolsonaro voltou a defender o voto impresso, conclamou a população a “lutar com todas as armas” pelo voto “auditável” e fez aceno a parlamentares. “Eleição fora disso não é eleição”, disse Bolsonaro em Florianópolis (SC), no início da tarde deste sábado (7), após participar de “motociata” pelas avenidas da cidade.

O presidente repetiu os ataques aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ao discursar para apoiadores na Beira-Mar Continental de Florianópolis: ”Não são meia dúzia dentro de uma sala secreta que vai contar e decidir quem ganhou as eleições; não vai ser um ou dois ministros do Supremo. Quem tem legitimidade além do presidente (da República) é o Congresso Nacional”, declarou.

Um dia antes, o presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), decidiu levar para o plenário a discussão sobre o voto impresso, após o projeto ter sido derrotado em comissão especial por um placar de 23 a 11, em comissão especial da Casa. Lira optou pela estratégia arriscada para agradar ao Palácio do Planalto, mas avisou Bolsonaro que, se o texto for rejeitado, não aceitará ruptura institucional.

No ato com tom de campanha em Santa Catarina, Bolsonaro aproveitou para atacar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que lidera pesquisas de intenção de voto para as eleições do próximo ano, e fez ilações em tom alarmista citando o regime político da Venezuela.

“A gente vê na pequena Pacaraima, cidade de Roraima, onde o Exército brasileiro acolhe centenas de pessoas por dia que fogem do paraíso socialista da Venezuela. Muitas são grávidas com crianças pequenas que chegam lá arrastando seus filhos com uma mala na mão e uma trouxa de roupas na cabeça. Muitas sendo obrigadas a se prostituírem para dar de comer aos seus filhos. Nós sabemos como aquele regime começou, quem apoiou. Não preciso dizer que o é o bandido de nove dedos”, declarou.

Todas as armas

“Não queremos isso para o Brasil. E mais do que não queremos, lutaremos com todas as armas disponíveis para que isso não aconteça em nossa pátria.” E a ofensiva contra Lula se estendeu aos ministros: “O ladrão de nove dedos, que seus amigos é que vão contar os votos dentro de uma sala secreta”.

Por diversas vezes, Bolsonaro pregou a união de seus apoiadores para combater as supostas ameaças que tem levantado, sempre sem provas, contra a democracia brasileira. ao insistir em eleições com voto impresso. “Há 50 anos eu jurei dar minha vida pela pátria, mas juntamente com vocês, agora, nós juramos dar a nossa vida pela nossa liberdade.”

E mandou recado aos que defendem a legalidade e segurança do atual sistema eleitoral Brasileiro — sem voto impresso —, a quem nominou de não democratas: “Quem não é democrata não tem espaço no resto do Brasil. Eu tenho limites, alguns poucos acham que são o dono do mundo, vão quebrar a cara. Nós queremos e exigimos nada mais além disso. Não continuem nos provocando, não queiram nos ameaçar”, disse ao final do discurso.

Prisão

A Polícia Militar informou que 24 mil motocicletas participaram do evento em Florianópolis, que teve a participação de diversos grupos de motociclistas da Região Sul do País. No palanque, montado no último trecho da “motociata”, Bolsonaro discursou ao lado da vice-governadora de Santa Catarina, Daniela Reinerh, do senador Jorginho Melo (PL-SC), da deputada federal Caroline De Toni (PSL-SC), do deputado federal Daniel Freitas (PSL-SC) e do empresário Luciano Hang, que esteve ao seu lado desde a recepção no aeroporto.

O comboio de motos percorreu mais de 60 quilômetros pelas avenidas de Florianópolis. Apesar de não ser evento oficial da Presidência, a “motociata” mobilizou forte aparato público, com reforço no policiamento, guarda municipal, utilização de helicópteros, ambulâncias, entre outros. Diversas vias da cidade foram bloqueadas para o evento.

Pela manhã, um homem foi detido, segundo a PM, por ter atirado objeto nos apoiadores do presidente. Segundo comandante do 4º Batalhão da PM, Tenente-Coronel Dhiogo Cidral, não houve representação registrada pelas supostas vítimas. O homem foi levado para delegacia, onde foi lavrado um Termo Circunstanciado, e acabou liberado.

O Sul

Nova comissão especial da Câmara dos Deputados quer mudar modelo dos planos de saúde

 


Insatisfeitos com a qualidade e custos dos serviços, os deputados planejam mexer em regras que levem à queda de preços para os pacientes e melhoria no relacionamento com classe médica

Quatro anos depois de fracassar na tentativa de mexer nos planos de saúde, a Câmara dos Deputados instalou uma nova comissão especial para voltar a discutir o tema, com um discurso crítico ao modelo atual. Insatisfeitos com a qualidade e custos dos serviços, os deputados planejam mexer em regras que levem à queda de preços para os pacientes e melhoria no relacionamento com classe médica.

“Vemos que os médicos, assim como os pacientes, estão sofrendo muito com os planos de saúde”, afirmou a presidente da Comissão Especial, deputada Soraya Manato (PSL-ES), que é médica, como boa parte dos integrantes da Comissão. “Estamos vendo que, muitas vezes, a população brasileira está sendo massacrada e muitos estão tendo esse empobrecimento em relação à entrada nos planos de saúde, para manter seus planos pelos altos custos. Nós não vemos essas operadoras terem prejuízo”, criticou a deputada.

Não é a primeira vez que a Câmara tenta mudar as regras para os planos de saúde. Em 2017, uma comissão semelhante foi instalada e teve como relator o então deputado e atual ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho. Na ocasião, não faltaram problemas para que a discussão avançasse. No meio de pressões políticas e críticas de todas as partes envolvidas, não houve acordo político sequer para votar o relatório feito por Marinho.

“Apesar de toda a competência do nosso relator anterior, o atual ministro Rogério Marinho, nós não conseguimos chegar aqui a um acordo para votar o relatório”, relembra o deputado Hiran Gonçalves (PP-RR), que é o relator da proposta e presidiu a Comissão Especial anterior.

Veto e críticas

Nesta semana, o deputado apresentou seu plano de trabalho para orientar o andamento das discussões da Comissão e disse que planeja aproveitar parte do trabalho feito anteriormente por Rogério Marinho. “Se conseguimos aqui criar um marco legal adequado, inclusive para garantir a inclusão de mais usuários na saúde suplementar, nós terminamos até desafogando o SUS. E isso é um desafio para nós”, afirmou o deputado.

A discussão está sendo retomada pouco tempo depois de Bolsonaro ter vetado o Projeto de Lei 6330/19, que previa que os planos de saúde cobrissem as despesas de seus clientes com alguns medicamentos contra o câncer. No seu veto, Bolsonaro citou explicitamente os problemas que poderiam ocorrer no mercado dos planos de saúde caso não vetasse o projeto.

“A medida, ao incluir esses novos medicamentos de forma automática, sem a devida avaliação técnica da Agência Nacional de Saúde Suplementar para a inclusão de medicamentos e procedimentos ao Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, contraria o interesse público por deixar de levar em consideração aspectos como a previsibilidade, a transparência e a segurança jurídica aos atores do mercado e a toda a sociedade civil, de forma que comprometeria a sustentabilidade do mercado e criaria discrepâncias no tratamento das tecnologias e, consequentemente, no acesso dos beneficiários ao tratamento de que necessitam, o que privilegiaria os pacientes acometidos por doenças oncológicas que requeiram a utilização de antineoplásicos orais”, cita o texto do veto presidencial.

E o veto foi ainda mais claro na preocupação do governo com o repasse dos custos para os planos: “Por fim, ao considerar o alto custo dos antineoplásicos orais e a imprevisibilidade da aprovação e concessão dos registros pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), existiria o risco do comprometimento da sustentabilidade do mercado de planos privados de assistência à saúde, o qual teria como consequência o inevitável repasse desses custos adicionais aos consumidores, de modo que encareceria, ainda mais, os planos de saúde, além de poder trazer riscos à manutenção da cobertura privada aos atuais beneficiários, particularmente aos mais pobres”.

Lucros exorbitantes

Na primeira reunião da Comissão Especial, o deputado Zacharias Calil (DEM-GO) fez questão de lembrar do problema. Ele criticou a ação, citando que as operadoras dos planos tiveram um crescimento de 49,5% e um faturamento de R$ 17,5 bilhões em 2020, segundo dados da ANS. “Não tem como inviabilizar um tratamento quimioterápico oral que você pode trabalhar em cima disso melhorando a condição do paciente de não internação, de evitar efeitos colaterais com aplicação venosa desses medicamentos”, explicou o deputado.

A deputada Soraya Manato lembrou na discussão da Comissão que “está havendo uma reserva de mercado” por parte das operadoras. “E isso é muito preocupante. Porque quando você tem reserva de mercado você dita regras”, avaliou. “Nós temos o empobrecimento dos planos individuais e familiares em detrimento dos planos coletivos. E isso nos preocupa muito já que a ANS não consegue, nem os próprios órgãos de defesa do consumidor conseguem intervir nos planos coletivos, já que eles alegam que é de pessoa jurídica para pessoa jurídica. Então, nós deixamos muito ao léu o próprio usuário do plano de saúde”, lamentou a presidente da Comissão.

Para a deputada, o trabalho da Comissão será importante justamente para tentar equilibrar um pouco mais o sistema. “Nós não temos voz ativa, nem força. Se nós médicos não temos, imaginem os pacientes. Então, o objetivo nosso é tentar reduzir essa disparidade que está ocorrendo na saúde brasileira e que no final todos saiam vencedores”, disse Soraya.

O Sul

Não vacinados têm o dobro de risco de reinfecção pelo coronavírus

 


Pessoas não vacinadas têm duas vezes mais risco de serem reinfectadas com o vírus da covid-19 do que aquelas que estão totalmente imunizadas, de acordo com um estudo publicado pelas autoridades de saúde dos Estados Unidos.

De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), principal agência de saúde pública do país, o estudo respalda a recomendação de que “todas as pessoas elegíveis devem poder se vacinar, independentemente de terem sido previamente infectadas com o Sars-CoV-2”, o vírus que causa a doença.

Alguns políticos americanos, entre eles o senador republicano Rand Paul, declararam que não querem ser vacinados sob o argumento de que já teriam uma imunidade natural por terem contraído o coronavírus.

O estudo se baseou em uma amostra de 246 adultos do Kentucky que foram reinfectados pelo vírus entre maio e junho deste ano, após terem sido contaminados pela primeira vez em 2020.

Eles foram comparados com 492 pessoas em um grupo de “controle”, conforme sexo, idade e data em que a infecção foi detectada.

Segundo o estudo, as pessoas não vacinadas tiveram 2,34 vezes mais probabilidade de serem reinfectadas em comparação com aquelas completamente imunizadas com vacinas da Pfizer, Moderna ou Johnson & Johnson.

Ainda não está clara a duração exata da imunidade adquirida após uma infecção e isso pode ser alterado pelo surgimento de novas variantes, de acordo com os pesquisadores.

Por exemplo, estudos de laboratório mostraram que amostras de sangue coletadas de pessoas infectadas com a cepa original do vírus de Wuhan apresentaram uma resposta imunológica fraca contra a variante Beta, identificada pela primeira vez na África do Sul.

Uma das limitações desse estudo é que ele foi realizado antes do surgimento da variante Delta, que hoje é a cepa dominante nos Estados Unidos.

Metade

Ao menos a metade da população dos Estados Unidos está completamente vacinada, disse o representante da Casa Branca responsável pelo monitoramento da pandemia.

O levantamento leva em consideração todos os adultos e adolescentes, acima dos 12 anos, que receberam as duas doses das vacinas disponíveis ou a dose única do imunizante da Janssen.

Em maio, o governo americano anunciou que a metade da população adulta – sem os adolescentes menores de 18 anos – estavam completamente vacinados.

Cyrus Shahpar, diretor de dados sobre a covid-19 da Casa Branca, anunciou o marco em um comunicado e celebrou um aumento na média de vacinados dos últimos 15 dias.

Segundo o médico epidemiologista, houve um aumento de 44% no número de novos vacinados em apenas duas semanas.

Cerca de 165 milhões de pessoas receberam a proteção completa contra o vírus enquanto os EUA tentam evitar a dispersão da variante delta, que tem causado uma epidemia entre os não-vacinados.

O Sul

QUADRO FINAL DE MEDALHAS DAS OLIMPÍADAS DE 2021

 Fonte! CNN Brasil




Fonte: https://www.facebook.com/culturaemdoses/posts/1292352417846761

Projeto de reforma do Imposto de Renda pode ser votado já nesta terça-feira

 


Mesmo com manifestações contrárias de entidades empresariais, o relator do projeto de reforma do Imposto de Renda, Celso Sabino (PSDB-PA), prevê que o texto será votado na próxima terça-feira (10) e terá mais de 300 votos de apoio no plenário da Câmara.

Novos manifestos foram divulgados depois que a Câmara aprovou pedido de urgência (uma espécie de fura-filas para a tramitação da proposta) assinados por entidades de classe, associações do setor produtivo e secretários de finanças das capitais.

“Vamos aprovar da forma como está. A esquerda também vai apoiar, porque é pauta deles a cobrança de dividendos, e os líderes da base deverão encaminhar a favor”, disse Sabino.

O relator publicou nas suas redes sociais planilhas feitas por ele e sua equipe para contestar com números a posição das entidades que apontam que haverá aumento da carga tributária para as empresas que pagam o Imposto de Renda pelo regime do lucro presumido.

São duas planilhas que trazem cálculos de empresas do setor de serviços e da indústria com base para níveis diferentes de faturamento com a alíquota do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) atual e a que vai vigorar depois da reforma junto com o impacto da tributação de lucros e dividendos.

Incertezas

O relator contesta as críticas dos manifestos divulgados e vê contradição entre os setores que dizem que terão aumento da carga tributária e os Estados e municípios que argumentam que vão perder muita arrecadação com o projeto e brigam para barrá-lo no Congresso.

“O fato é que vai reduzir o imposto a pagar. Por isso, é que os Estados estão reclamando tanto”, afirmou o relator. Sabino disse que tem observado muitos equívocos em cálculos que vem recebendo. Ele contou que um deputado mostrou uma planilha em que foi feita considerando todo o faturamento como sendo todo o lucro a ser distribuído pela empresa na forma de dividendos, o que não acontece na vida real, como se a empresa não tivesse custos e nem investisse nada. Pelo projeto, a distribuição de lucros e dividendos será taxada com uma alíquota de 20%

Em um dos manifestos, 52 entidades afirmam que as mudanças pretendidas pelo projeto de lei “trarão enorme recessão para a economia brasileira”. O documento também fala em aumento da judicialização.

O presidente do Centro de Estudos das Sociedades de Advogados (Cesa), Gustavo Brigagão, é articulador do manifesto. Ele acredita que o projeto trará grande judicialização e aponta os riscos de promover uma mudança da alíquota com base em aumento da arrecadação. O Comitê Nacional de Secretários Estaduais de Fazenda (Comsefaz) também divulgou carta criticando o texto.

Sabino disse que há preocupação com a perda de arrecadação dos Estados e municípios, mas argumenta que o problema já foi resolvido com as recentes mudanças no projeto, que inclui o fim do Juros sobre Capital (JCP) e não apenas a proibição da sua dedução do imposto a pagar.

Arrecadação

Pelos seus cálculos, o ganho com o fim desse instrumento que as empresas de capital aberto usam para remunerar os seus acionistas subirá para R$ 20 bilhões. “O principal problema, o JCP ia dar R$ 14 bilhões e vai dar R$ 20 bilhões com o seu fim”, antecipou o relator, que ainda não divulgou a planilha com as novas estimativas de arrecadação de todas as mudanças feitas na segunda versão do seu parecer .

Segundo ele, outros R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões serão levantados com o aumento de 4% para 5,5% na alíquota da CFEM, compensação financeira pela exploração de recursos minerais, paga por mineradoras, além da transferência para os governos regionais da parte de 10% arrecadação que hoje ficam com União.

Mais R$ 20 bilhões são esperados com o corte de renúncias fiscais e a mesma quantia com a possibilidade de atualização com uma alíquota de 6% dos ganhos no exterior. Já a arrecadação com tributação de lucros e dividendos, no primeiro ano, será de R$ 14 bilhões, com aumento para R$ 43 bilhões no segundo ano e acima de R$ 60 bilhões no terceiro ano de vigência da reforma.

O Sul

Compra da Latam pela Azul pode elevar preço da passagem aérea no Brasil

 


Se concretizada, a compra da Latam dará a Azul o controle de 60% do mercado de voos domésticos no Brasil, o que, claro, é um risco para o consumidor. Há especialistas que preveem um aumento médio de passagens de 30%. Atualmente a Azul tem 27% do mercado nacional.

Alguns trechos podem ter uma explosão no preço, sobretudo naqueles em que as duas companhias atuam juntas. Hoje, Azul e Latam têm 42 rotas com 3 operações/mês para cada companhia. Três delas chamam a atenção: Brasília-São Paulo, Rio de Janeiro-São Paulo e Brasília-Recife. Nestas rotas, o impacto pode alcançar 140%.

O levantamento foi feito com base no mapa de rotas da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e no impacto causado em todo o setor com o encerramento das operações da empresa colombiana Avianca, em 2019.

Em 2020, segundo relatório de tarifas aéreas domésticas da ANAC, a Azul registrou a maior tarifa média doméstica do setor, chegando a R$ 429. Em segundo lugar, está a Latam com tarifa de R$ 348. A empresa foi a segunda com maior queda de preço das passagens, com redução de 14,3% no preço das passagens. A Latam só fica atrás da Gol, que teve diminuição de 17,5% e tarifa média de R$ 340.

A possível compra já movimenta o Congresso Nacional. O controle de 60% do mercado aeroviário brasileiro por parte de uma única empresa pode diminuir a competitividade e impactar diretamente no setor. O deputado Eduardo Bismarck (PDT-CE) encaminhou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) um requerimento para investigação dos impactos de uma eventual fusão. Bismarck acredita que a operação levaria à falta de competitividade no setor aéreo e, segundo ele, quem vai pagar por isso é a população.

Para o consumidor

Com menos companhias aéreas disputando o mercado, é possível que os preços aumentem por falta de concorrentes – principalmente em trajetos que têm pouca participação da Gol. E também é necessário lembrar que, atualmente, os preços praticados estão abaixo dos últimos anos, principalmente por conta da crise no setor. Mas existe a possibilidade de maior eficiência favorecer o passageiro.

“A combinação das empresas permitirá otimizar malhas e reduzir a ineficiência do sistema, o que pode se traduzir em ganhos para os passageiros. Não somente em menores tarifas, mas também em melhor nível de serviço, seja nos destinos ou nas frequências. Fora que clientes Latam herdariam a capilaridade da Azul”, diz David Goldberg, sócio da Terrafirma, consultoria especializada em aviação.

Para quem é passageiro da companhia fundada por David Neeleman, haveria mais espaço e frequência em aeroportos disputados, como é o caso de Congonhas, em São Paulo (SP), e Brasília (DF). De qualquer forma, os mercados são, boa parte das vezes, complementares do ponto de vista operacional – sendo o maior desafio, neste caso, a integração de ambas, que pode trazer uma série de desafios.

“Não acho que dê para traçar uma regra geral. Porque, em algumas rotas/serviços, o ganho econômico será grande e, como há competição, pode significar ganhos para os usuários. Mas, em outras rotas, deve haver aumento de preços e isso demanda atenção. Com certeza, é uma operação que, caso vá adiante, deverá ser analisada e esculpida para maximizar benefícios ao mercado”, afirma Goldberg.

O Sul