O São Paulo largou na frente na disputa pela vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil ao vencer o Juventude por 1 a 0, na noite desta terça-feira, no MorumBis. Sob o comando de Roger Machado, o Tricolor Paulista impôs um volume de jogo avassalador, acumulando mais do que o triplo de finalizações e 12 escanteios contra nenhum dos gaúchos. O placar só não foi elástico graças à atuação inspirada do goleiro Pedro Rocha, que defendeu um pênalti de Calleri nos acréscimos e manteve o time de Caxias do Sul vivo para o confronto de volta.
O gol da vitória saiu ainda no primeiro tempo, aos 30 minutos, quando Luciano antecipou a marcação e completou de cabeça um cruzamento preciso de Artur, o grande destaque da partida. O Juventude, que apostava em uma estratégia defensiva rígida e em picotar o jogo com faltas, viu seus planos ruírem no início da etapa final com a expulsão do lateral Diogo Barbosa. Com um jogador a mais, o São Paulo intensificou a pressão, acertou a trave e desperdiçou inúmeras chances claras de ampliar a vantagem.
O drama final ocorreu aos 45 minutos do segundo tempo, quando o árbitro assinalou pênalti para os donos da casa após consulta ao VAR. A defesa de Pedro Rocha no chute de Calleri esfriou o ímpeto são-paulino e foi celebrada como uma pequena vitória pelo Juventude, que agora precisa de um triunfo simples em casa para levar a decisão para os pênaltis. As equipes voltam a se enfrentar no dia 13 de maio, no Alfredo Jaconi, enquanto focam suas atenções nas rodadas do fim de semana pelo Brasileirão e pela Série B.
Justiça italiana investiga agência de eventos por explorar esquema de prostituição com astros da Série A
O futebol italiano enfrenta um novo escândalo após a revelação de que mais de 70 jogadores da primeira divisão nacional estariam ligados a um esquema de prostituição orquestrado por uma agência de eventos de Milão. Segundo reportagem do jornal Gazzetta dello Sport, a empresa Ma. De Milano teria faturado cerca de 1,2 milhão de euros (aproximadamente R$ 7 milhões) organizando festas luxuosas e "pacotes" de comemoração pós-jogo que incluíam jantares, reservas em casas noturnas e serviços de acompanhantes. A investigação aponta o envolvimento de atletas de clubes gigantes como Inter de Milão, Milan e Juventus, além de pilotos de Fórmula 1 e empresários.
Embora o ato da prostituição voluntária não seja crime na Itália, a legislação do país pune severamente o favorecimento e a exploração sexual por terceiros. Quatro pessoas já foram detidas, incluindo o casal suspeito de chefiar a organização, que teria operado continuamente desde 2019. Escutas telefônicas revelaram que os gerentes do esquema retinham pelo menos 50% do valor pago às mulheres envolvidas — um grupo de mais de 100 profissionais, entre italianas e estrangeiras.
Apesar de os nomes dos jogadores não terem sido divulgados e de eles não serem o foco direto das acusações criminais, a repercussão atinge em cheio a imagem do esporte no país. O relatório detalha que as celebrações não se limitavam ao território italiano, estendendo-se para viagens de luxo em locais como a ilha de Mykonos, na Grécia. O caso adiciona uma nova camada de crise ao cenário do futebol na Itália, que ainda lida com o impacto esportivo de estar fora da sua terceira Copa do Mundo consecutiva.


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