O Brasil entrou em alerta máximo para 2026: o país pode registrar o maior número de insolvências — falências e recuperações judiciais — em duas décadas. O quadro é impulsionado pela Selic elevada, restrição de crédito e inadimplência em alta. A análise é da Allianz Trade e do jornalista Assis Moreira, no Valor Econômico.
O que já aconteceu em 2025
O ano fechou com recorde histórico: 2.466 empresas entraram em recuperação judicial, alta de 13% sobre 2024, segundo a Serasa Experian. A inadimplência corporativa também bateu recorde, com quase 9 milhões de CNPJs no vermelho ao fim do ano, puxada principalmente pelo setor de serviços.
Projeções para 2026 (abril)
- Alerta de recorde: O volume de insolvências pode superar qualquer marca dos últimos 20 anos.
- Empregos em risco: Globalmente, crises em grandes empresas ameaçam 2,2 milhões de postos de trabalho, com reflexo direto no Brasil.
- Grandes grupos no radar: Casos como o da Fictor Holding e outras companhias de grande porte mostram que a crise não se limita a pequenos negócios e atinge toda a estrutura empresarial.
Por que a crise se agravou
- Juros elevados: Com a Selic em patamar restritivo, o custo da dívida disparou e pressionou o caixa das empresas.
- Crédito mais rígido: Após fraudes de grande repercussão, bancos aumentaram exigências, reduzindo liquidez e capital de giro.
- Custo operacional: Inflação persistente, logística cara, energia e folha de pagamento comprimiram margens.
- Dívida da pandemia: Muitas empresas se endividaram entre 2020 e 2021 com juros baixos e agora não conseguem rolar os compromissos nas taxas atuais.
Sem alívio na política monetária ou melhora na liquidez, o cenário de 2026 tende a consolidar o recorde de falências no país.
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