Demanda por oxigênio apresenta tendência de queda no RS

 Fornecimento passou por momentos delicados no começo de 2021


A demanda por oxigênio no Rio Grande do Sul parece estar apresentando uma tendência de queda nas últimas semanas. Nos primeiros meses de 2021 a situação foi considerada complicada pelos fornecedores pois, depois do feriado de Carnaval, a necessidade do sistema hospitalar e dos pacientes que estavam precisando de equipamentos para recuperação estava elevada.

Na empresa Gasman, que opera em Porto Alegre e atende municípios da Região Metropolitana como Alvorada, Canoas, Cachoeirinha, Gravataí, Guaíba e Eldorado do Sul, o atendimento é focado em pacientes que estão em recuperação domiciliar e clínicas particulares. De acordo com Auriane Pasetti, da Gasman, a procura reduziu, mas segue elevada para os níveis usuais.

"Comparando com o ano passado, no mesmo período, ainda temos bastante demanda", explicou. Segundo ela, o principal gargalo é a falta de cilindros para locação. "A recarga estamos conseguindo fazer normalmente na usina mas, por falta de cilindro, nem sempre conseguimos atender a todos os clientes", afirmou. A maior parte da demanda é justamente por gases medicinais como o oxigênio. A média da locação do cilindro é de R$ 60 e a recarga varia de R$ 110 a R$ 300, mais os equipamentos necessários para o uso do paciente.

A multinacional White Martins, que atua no mercado de fabricação de gases industriais e medicinais, informou que o fornecimento de oxigênio está sendo realizado regularmente, conforme contrato estabelecido com algumas unidades de saúde públicas e privadas do Rio Grande do Sul, o que corresponde a aproximadamente 30% da rede assistencial na região.

Além disso, a empresa destacou que o consumo de oxigênio entre os clientes medicinais na rede pública e privada têm apresentado uma sutil queda em todo o Estado, principalmente na Capital. No dia 22 de abril, por exemplo, o consumo de oxigênio líquido dos clientes medicinais atingiu o volume diário de 21.499 metros cúbicos de oxigênio líquido medicinal.

Há trinta dias, este volume era de 43.179 de metros cúbicos e há 60 dias era de 27.310 metros cúbicos. Isso representa uma queda de 50% em comparação com os últimos 30 dias e de 21% em comparação com os últimos 60 dias e aumento de 6% em comparação com dezembro de 2020.

Nas distribuidoras a diferença na demanda também foi percebida. De acordo com Cleverson Ribeiro, diretor da Ultra Air, empresa de Campo Bom que trabalha usualmente com os municípios de Sapiranga, Nova Hartz e Montenegro, o mês de março registrou aumento de pelo menos 500% nas solicitações de oxigênio. Segundo Ribeiro, a Ultra Air trabalha com pacientes que realizam terapia domiciliar por recomendação médica e com Unidades Básicas de Saúde e Unidades de Pronto Atendimento.

No entendimento dele, é possível que a pressão no sistema hospitalar tenha aumentado a necessidade de gases medicinais nas UBSs e nas UPAs. "Foi bem intenso para nós, tivemos que criar algumas medidas para conseguir atender, mas deu tudo certo", afirmou. Conforme ele, as companhias que fornecem oxigênio possuem capacidade de produção suficiente para suprir a demanda, mesmo com o aumento significativo.

"As companhias que produzem no Estado direcionaram sua produção e mão de obra do envase para o oxigênio medicinal, então conseguiram dar mais atenção para esse produto. Em março, nós estávamos abastecendo os cilindros quase sete dias por semana, quando a normalidade é de dois a três dias por semana", explicou. 

Apesar de não haver riscos para o fornecimento de oxigênio no Rio Grande do Sul, Ribeiro ressaltou que a a falta de cilindros ainda preocupa. "Houve uma falta enorme e o preço subiu de uma forma muito acentuada. Além disso, o prazo de entrega que antes era de 30 a 45 dias, agora passou para seis a sete meses, pois as indústrias ficaram sobrecarregadas", detalhou. Ribeiro ainda acrescentou que esse ponto específico da oferta de cilindros ainda deve demorar para normalizar. "Espero que não voltemos a viver um momento como foi o mês passado", frisou. 

Nos hospitais, demanda está estabilizada em alto patamar

O aumento do uso de oxigênio é unanimidade entre os hospitais que mais recebem pacientes da Covid-19 na Capital. Tanto o Hospital de Clínicas, quanto o Hospital Conceição e o Hospital Moinhos de Vento registraram crescimento consiederável no consumo do gás medicinal. No Hospital de Clínicas de Porto Alegre, de acordo com a coordenadora de suprimentos, Simone Mahmud, consumo registrou aumento representativo, mas é considerado estabilizado e não há intercorrências. 

Em relação ao oxigênio líquido, a média histórica antes do atendimento de pacientes com a Covid-19, no Hospital de Clínicas, era de 125m³/h. No auge das internações por conta do novo coronavírus, esse número chegou a 380m³/h. Atualmente, segundo Mahmud, o uso de oxigênio no Clínicas está na faixa de 235m³/h. Quanto aos cilindros, a média histórica era de 9,2 por dia e hoje é uma média de 21 cilindros por dia. "Não temos tido problema com as entregas de cilindros, ela é feita diariamente, e o fornecedor tem atendido de forma regular e mantendo um volume adequado", destacou.

De acordo com o diretor-presidente do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), Cláudio Oliveira, houve um aumento na demanda pelo oxigênio, pois houve um crescimento no número de pacientes atendidos nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e nas emergências. No GHC, Oliveira explica que existem contratos da entrega de oxigênio nos tanques concentradores dentro do Hospital Conceição e também contratos para compra de cilindros pequenos e grandes, que foram mais utilizados na UPA.

"Nosso consumo de janeiro foi de aproximadamente 82 mil m³, envolvendo o Criança Conceição, o Conceição, a UPA e as Unidades Básicas de Saúde. Em fevereiro tivemos leve aumento chegando em 85 mil m³ e em março chegamos a passar 200 mil m³, foi o pico e agora, até 22 de abril, já foram 100 mil m³ no Conceição e temos uma projeção de consumo de 137 mil m³, que ainda fica acima dos meses de janeiro e fevereiro", detalhou Oliveira.

Segundo ele, os contratos com os fornecedores de gases medicinais está em dia e não há nenhum problema na entrega. "Toda vez que chega em 30% a quantidade de oxigênio nos tanques concentradores das nossas unidades, dispara um chamado para a empresa (que fornece o oxigênio) e ela vai com o caminhão tangue e abastece. Tínhamos uma média, entre janeiro e fevereiro, de dois abastecimentos por semana e em março chegamos a ter 4 abastecimentos para suportar a alta demanda", afirmou. Apesar do aumento, Oliveira reiterou que não houve nenhuma intercorrência neste período.

No Hospital Moinhos de Vento, conforme o superintendente administrativo do Hospital, Evandro Moraes, o consumo de oxigênio líquido em rede e cilindros aumentou cinco vezes durante a pandemia. "A oferta sempre foi normalizada, uma vez que possuímos contrato de longo prazo com o fornecedor, e realizamos, dentro do Plano de Ação para enfrentamento da COVID-19, a ampliação programada da estrutura instalada", informou, acrescentando que o Moinhos de Vento triplicou a capacidade de tanques de 10.000 para 30.000 m³.


Correio do Povo


Rodinei vê evolução no desempenho do Inter e espera jogo difícil contra o Táchira


Presidente da Anvisa na CPI da Covid, balanço do Carrefour e novidades da IBM

 

A Desperta desta terça-feira, 11, destaca a participação do presidente da Anvisa na CPI da Covid, o balanço do Carrefour e as novidades da IBM. Boa leitura.
Cartaz com Warnock e Ossoff, candidatos na Geórgia: definição sobre a maioria no Senado dos EUA é um dos temas nos mercados nesta terça-feira | Brandon Bell/Getty Images

CPI da Covid ouve presidente da Anvisa nesta terça-feira

1 - NO RADAR

Embora a primeira semana do mês tenha sido positiva para investidores, os padrões estatísticos que indicam que maio não costuma ser bom para o mercado de ações parecem começar a se repetir. Isso porque nesta terça-feira, 11, bolsas do mundo todo voltam a apresentar perdas significativas, com os temores sobre a inflação americana cada vez maiores no mercado internacional. No Brasil, a inflação local deve ser um dos principais temas do dia, com a divulgação do IPCA de abril. A expectativa é de 0,30%, que, caso confirmada, irá elevar a inflação acumulada em 12 meses para 6,76%, mais de 1,5 ponto percentual acima do topo da meta de inflação para este ano, de 5,25%. Leia mais.



2 - ANVISA NA CPI DA COVID

A CPI da Covid ouve hoje o diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres. O principal assunto a ser tratado com ele é o processo de liberação de vacinas contra a covid-19, com destaque para a recente negativa da Anvisa em aprovar a importação do imunizante russo, Sputnik V. A Anvisa rejeitou, em 26 de abril, pedido de importação da vacina russa feito por governos estaduais. A agência alegou que não havia informações suficientes para garantir a segurança, a qualidade e a eficácia do imunizante. Os senadores vão perguntar exatamente que informações faltavam e se elas foram solicitadas. Leia mais.

3 - BALANÇO DO CARREFOUR

O Carrefour divulga hoje o balanço financeiro do primeiro trimestre de 2021. O resultado é o primeiro após anúncio da compra da rede concorrente BIG (antigo Walmart Brasil), anunciada em março deste ano, e que tornou o grupo o maior do setor de varejo alimentar do país. No dia em que divulgou a aquisição do grupo BIG por um valor de 7,5 bilhões de reais, as ações do Carrefour chegaram a disparar cerca de 13% na bolsa brasileira. A confiança dos investidores, no entanto, vem sendo conquistada aos poucos com a reestruturação de novas ações com foco em ESG. Leia mais.


4 - NOVIDADES DA IBM

A IBM começa hoje seu principal evento do ano com uma certeza: há muito ainda a ser explorado no segmento de inteligência artificial (IA) por empresas. O IBM Think 2021 traz novidades da gigante na área de IA, computação quântica e computação em nuvem. Entre os diversos anúncios, a empresa traz novas capacidades ao software Watson, que contará com o recurso Orchestrate, que permitirá automatizar tarefas para profissionais de áreas como vendas e recursos humanos, com até 50% do tempo recuperado para focar em temas estratégicos. A empresa também lança um novo software voltado para computação quântica, que deve aumentar o processamento em até 120 vezes. Leia mais.
     
CAPA DO DIA — NEGÓCIOS
  
Brasil registra menor média diária de mortes por covid-19 desde março. Confira o balanço completo.

As dificuldades da retomada do emprego no Brasil e EUA segundo economistas.

Verde
 diz que Brasil vive "trágico dia da marmota" e nada indica melhora.

Hering: tesouraria comprou R$ 60 milhões em ações enquanto negociava fusão.

Banco Pan: 6 milhões de contas digitais em 1 ano são o começo, diz CEO

3 motivos
 para vender ações de e-commerce e 1 para comprar.

Ouro como proteção e dividendos: a receita da Aura para o investidor.


Com aval da Anvisa, novo canabidiol chega em julho às farmácias.

Vacina contra gripe e covid-19? Imunizante "duplo" tem resultado positivo.


APRESENTADO POR EY TAXCHAT
EY lança app para ajudar pessoas físicas na declaração de IR
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Melinda quis divórcio de Bill Gates após ligação do marido com Epstein

Nunca se vendeu tantos carros elétricos no Brasil. Por quê?
  
Bolsa
HOJE | Xangai / + 0,40%
Tóquio / - 3,08%
Londres / - 1,99% (às 7h)

 
ONTEM| Ibovespa / - 0,11%
Dólar / 5,23 reais (+ 0,07%)

S&P 500 / - 1,04%
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George Clooney oferece viagem à Itália com tudo pago e almoço em sua casa

Anvisa responde ao STF e reafirma falta de documentos da Sputnik V

 Agência foi acionada após pedido do governo do Maranhão para explicar o que faltava para a liberação da importação da vacina



A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) respondeu nesta segunda-feira (10) ao STF (Supremo Tribunal Federal) e encaminhou as informações sobre os documentos que faltam para nova análise para autorizar a importação e distribuição da vacina Sputnik V. A resposta veio após ação do Maranhão contra a agência no STF, que deu 48 horas para o órgão explicar quais são os documentos pendentes da vacina.

Depois de recusar a importação da vacina russa, a Anvisa tem sido alvo de pressão de governadores do Nordeste, que já fecharam contrato pela compra de 60 milhões de doses do produto. Os desenvolvedores da vacina, assim como os estados, negam que haja qualquer problema com a Sputnik V. 

Sobre a cobrança da gestão de Flávio Dino, governador do Maranhão, a Anvisa afirmou que já havia disponibilizado ao estado "amplo acesso aos autos do processo administrativo que tramita na Agência". A recusa da vacina também já foi explicada em reunião extraordinária da Anvisa sobre a importação da Sputnik V, que foi transmitida nas redes sociais por pouco mais de cinco horas para explicitar os critérios da agência.    
Nos dias seguintes à decisão de reprovar a vacina, em 29 de abril, os estados da Bahia, Maranhão e Sergipe apresentaram novos documentos e pediram pela revisão da decisão. A Anvisa, porém, afirmou que os as informações continuavam insuficientes. "Por esse motivo, o processo segue em diligência na Anvisa até o cumprimento do requisito legal", comunicou. 

O Brasil tem duas negociações paralelas com o instituto russo Gamaleya, fabricante da vacina, para obter a Sputnik: uma do Ministério da Saúde, que prevê a compra de 10 milhões de doses, e outra dos governadores, por mais de 60 milhões de doses.

O Estado do Maranhão acionou o STF também em abril pedindo que a Anvisa autorizasse a importação e o uso emergencial da Sputnik V. A alegação do governador é a "gravidade da situação sanitária do Estado em decorrência da escassez" de imunizantes para o combate à pandemia de covid-19.

R7 e Correio do Povo


Recuperado da Covid-19, Léo Chú volta aos treinos no Grêmio

Dólar fecha a R$ 5,23 em dia volátil na expectativa por agenda da semana

 No fechamento, o dólar encerrou o dia em leve alta de 0,07%



O dólar teve um dia de acomodação ante o real nesta segunda-feira, após cair de R$ 5,45 para a casa dos R$ 5,20 na semana passada. A moeda norte-americana operou volátil nesta segunda-feira, mas entre intervalos estreitos, mesmo com a divisa chegando a cair no exterior, no aguardo da agenda da semana, que inclui a ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) nesta terça-feira, e ainda com as mesas mantendo no radar o cenário político em Brasília após o Estadão/Broadcast revelar o caso do orçamento secreto de R$ 3 bilhões do Planalto e com a CPI da Covid em andamento.

No fechamento, o dólar encerrou o dia em leve alta de 0,07%, cotado em R$ 5,2320. No mercado futuro, o dólar para junho cedia 0,21% às 17h35, em R$ 5,2375.

Para o economista e sócio da consultoria Tendências, Gustavo Loyola, ex-presidente do Banco Central (BC), na ausência de algum evento inesperado, externo ou interno, a tendência do câmbio é ficar na faixa de R$ 5,10 a R$ 5,20.

Sobre estes eventos ele se refere a algum ruído político em Brasília, ou ainda os rumos da pandemia, que podem comprometer o cenário fiscal. No caso de um agravamento da situação fiscal, ou da pandemia, a moeda americana pode voltar a testar níveis acima de R$ 5,50.

O cenário interno conturbado estava provocando um descolamento do real dos preços das commodities, disse Loyola na tarde desta segunda-feira em live da Genial Investimentos. Normalmente a moeda brasileira se valoriza em períodos de alta dos preços de produtos como soja e minério de ferro, mas até há pouco tempo isto não estava acontecendo. "As razões são todas ligadas ao cenário doméstico, seja o político e de incerteza trazidas pela condução do enfrentamento da pandemia e também pelo imbróglio fiscal", afirmou.

Nas últimas semanas, pós-resolução da novela do Orçamento, Loyola destaca que houve "certa assentada da poeira" na questão das contas públicas.

Nos indicadores desta segunda-feira, o Ministério da Economia divulgou que as exportações começaram maio com fôlego, com superávit comercial somando US$ 2,2 bilhões na primeira semana. Mas os números tiveram efeito limitado no câmbio, em tarde marcada por alta dos juros longos americanos, que pressionou ativos de risco.

Juros

Os juros futuros fecharam o dia em alta, passando a subir à tarde nos vértices intermediários e longos, após terem oscilado em torno dos ajustes anteriores pela manhã. Na primeira etapa, todas as taxas se movimentavam lateralmente na falta de um condutor forte para os negócios vindo do noticiário ou agenda e pela expectativa pelos eventos desta terça-feira - ata do Copom e Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de abril. À tarde, o aumento da pressão dos Treasuries retirou as taxas a partir de janeiro de 2024 da linha d'água, mas a ponta curta seguiu perto dos ajustes anteriores.

O câmbio continuou bem comportado, mas com efeito limitado sobre a curva. Ao mesmo tempo, os ruídos políticos que cresceram no fim de semana com a revelação feita pelo Estadão/Broadcast do "orçamento secreto" do governo não chegaram a abalar o mercado.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022 encerrou em 4,84%, de 4,854% no ajuste de sexta-feira, e a do DI para janeiro de 2025 subiu de 8,075% para 8,16%. O DI para janeiro de 2027 encerrou com taxa de 8,71%, de 8,644%.

Quando questionado sobre o que havia piorado o humor dos ativos a partir da última hora da sessão regular, o gerente da Mesa de Reais da CM Capital, Jefferson Lima, respondeu que o mercado local passou a acompanhar os Treasuries na falta de destaques no noticiário. "Não tem mudança de fundamentos", disse.

No exterior, o debate sobre a política monetária norte-americana esquentou após o payroll (dado de emprego norte-americano) bastante fraco na sexta-feira, com análises de que o quadro deve se reverter no curto prazo, o que tem apoiado a movimentação dos títulos americanos.

O yield da T-Note de dez anos voltou a 1,60%. Pesquisa divulgada pelo Centro de Dados Microeconômicos do Federal Reserve de Nova York mostrou que a mediana das expectativas de inflação para daqui um ano nos Estados Unidos aumentou de 3,2% em março para 3,4% em abril, no nível mais alto desde setembro de 2013.

Internamente, o compasso de espera pela ata do Copom na terça ajudou a travar o mercado em boa parte do dia, dada a ausência de consenso na leitura do comunicado da decisão.

"(A ata) pode levar a revisões de quem achou o comunicado mais para o hawk ou mais para o dove", assinalou o Banco Fator, em relatório. Junto com a ata, o IPCA de abril deve orientar o rumo das taxas já na abertura. A mediana das estimativas coletadas pelo Projeções Broadcast é de 0,29%, ante 0,93% em março.

Bolsa

Após abrir em alta, buscando a marca dos 123 mil pontos, o Ibovespa perdeu força na etapa vespertina dos negócios, muito embora com as ações de primeira linha mostrando boa performance em uma semana forte de apresentação de resultados corporativos. Passado o impulso que veio pela alta das cotações do minério de ferro na etapa matutina, a fraqueza dos índices pares em Nova York acabou por determinar o desempenho em torno da estabilidade do principal índice do mercado acionário local.

Mauro Morelli, estrategista-chefe da Davos Investimentos diz que a Bolsa brasileira está à mercê dos movimentos externos. Mas de uma maneira piorada: "Quando lá fora NY sobe, aqui o Ibovespa sobe um pouco menos. E, quando lá fora cai, aqui no Brasil cai um pouco mais."

Sem um gatilho positivo no contexto doméstico, o Ibovespa não consegue se sustentar por dias consecutivos na marca dos 122 mil pontos.

Na sexta-feira retomou o nível que não era visto desde janeiro, mas na sessão de hoje oscilou novamente para um degrau abaixo. No fim das negociações, chegou a 121.909,03 pontos, em baixa de 0,11%. O giro financeiro foi de R$ 35,8 bilhões.

Segundo Morelli, são muitos os elementos que trazem cautela aos investidores, a começar por questões já conhecidas como economia fraca, os problemas fiscais do País - um quadro que chamou de completamente aberto -, e a CPI da Covid.

"Isso tudo em um ambiente de antecipação das eleições presidenciais, que aumenta em muito o volume de ruídos", afirmou o estrategista, ressaltando os riscos de as reformas estruturais serem prejudicadas nesse cenário.

Analistas da Levante Investimentos acreditam que, muito embora a reforma administrativa possa estar mais desidratada, ela está andando. Nesta semana entra na reta final de tramitação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, com o fim do calendário de audiências públicas e a promessa do relator, deputado Darci de Matos (PSD-PR), de que o parecer da reforma será apresentado.

De acordo com o cronograma estimado pelos líderes, a reforma administrativa deve ser aprovada na CCJ e seguir para uma comissão especial já no mês de maio.

A equipe econômica conta com a apresentação do relatório já nesta semana, o que deve ocorrer e pode renovar os ânimos do mercado em relação ao tema.

Agência Estado e Correio do Povo

Rack para TV até 49” 1 Porta 2 Gavetas - Olivar Móveis Retrô Metal Alasca

 


Seja para reunir os amigos, para relaxar ou para fazer uma maratona de filmes, a sala é um dos ambientes mais importantes da casa e merece o maior cuidado na escolha dos móveis. Pensando nisso a Olivar Móveis produziu o Rack Retrô Metal Alasca, um móvel completo que une praticidade, conforto e um visual único. Ele possui uma porta, duas gavetas e dois nichos multiuso, trazendo um amplo espaço para guardar diversos pertences e também acomodar aparelhos eletrônicos como TV de até 49", videogames, leitores de DVD e Blu-Ray ou até mesmo um home theater.


Link: https://www.magazinevoce.com.br/magazinelucioborges/p/rack-para-tv-ate-49-1-porta-2-gavetas-olivar-moveis-retro-metal-alasca/225183800/?utm_source=banner&utm_medium=acoes_divulgador&utm_campaign=jornaldamidia&utm_content=225183800

MP pede ao TCU investigação de suposto orçamento paralelo

 Tribunal de Contas da União deverá agora analisar a representação para decidir sobre a admissibilidade ou não



O subprocurador-geral do Ministério Público junto ao TCU (Tribunal de Contas da União), Lucas Furtado, solicitou nesta segunda-feira (10) ao tribunal a investigação de suposto orçamento paralelo do governo federal para ampliar a base de apoio no Congresso. O indício de manejo de R$ 3 bilhões em emendas, boa parte delas destinada à compra de tratores e equipamentos agrícolas com sobrepreço, foi revelado pelo jornal O Estado de S. Paulo.

O TCU deverá agora analisar a representação para decidir sobre a admissibilidade ou não. A solicitação atende a pedido do deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ), líder da minoria na Câmara, que entrou a representação.

No documento, Freixo pede a investigação do presidente Jair Bolsonaro, do ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, e do presidente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), Marcelo Moreira. 

A reportagem do Estadão aponta liberação de recursos para serviços de obras e compras de tratores e máquinas agrícolas, por preços até 259% acima dos valores de referência fixados pelo governo, indicados por um grupo escolhido de deputados e senadores, no final ano passado. É um dinheiro paralelo ao previsto nas tradicionais emendas individuais a que todos os congressistas têm direito, aliados ou oposicionistas.

Em nota divulgada nesta segunda, o Ministério do Desenvolvimento Regional negou as acusações. "A lei orçamentária é a principal peça legislativa discutida pelo Congresso Nacional, com ampla divulgação para a sociedade, inclusive por parte desse jornal. A execução do Orçamento é divulgada com transparência no site do MDR, com atualizações diárias, no link http://paineis.mdr.gov.br", afirmou o ministério.

R7 e Correio do Povo


Água volta até o fim da noite para 20 bairros de Porto Alegre, prevê Dmae

Governo libera R$ 5,5 bilhões para produção e aquisição de vacinas no Brasil

 Medida visa custear distribuição de mais 50 milhões de doses de imunizantes contra a Covid-19 no segundo semestre de 2021



O presidente da República, Jair Bolsonaro, editou medida provisória que abre crédito extraordinário de R$ 5,5 bilhões em favor do Ministério da Saúde. A medida visa custear a produção, o fornecimento e a distribuição de mais 50 milhões de doses de vacina contra a Covid-19 no segundo semestre de 2021, por meio de insumo farmacêutico ativo (IFA) fornecido pela empresa AstraZeneca.

De acordo com o governo, o crédito será destinado ainda à aquisição de mais 100 milhões de doses de vacina e outras despesas associadas à imunização, em complemento ao crédito extraordinário referente à Medida Provisória nº 1.015, de 17 de dezembro de 2020, reaberto pelo Decreto nº 10.595, de 7 de janeiro de 2021.

Ao longo do exercício de 2020 e no início de 2021, foram editadas medidas provisórias de crédito extraordinário que destinaram R$ 64,2 milhões ao Ministério da Saúde para o enfrentamento da pandemia, contemplando transferência de recursos a estados, municípios e ao Distrito Federal.

Estimativa para esta semana

O Ministério da Saúde espera receber 8,228 milhões de doses de vacinas nesta semana, segundo estimativa da pasta obtida pela reportagem da Record TV. Nesse número, estão incluídos fármacos da CoronaVac, fabricados pelo Instituto Butantan, de Oxford, feitos pela Fiocruz (Fundação Osvaldo Cruz), e uma leva de doses importadas da Pfizer proveniente dos Estados Unidos.

Até sexta-feira, serão 4,1 milhões de aplicações da CoronaVac, sendo que nesta segunda-feira já foram enviadas 2 milhões. Na quarta-feira, o Butantan deve enviar mais 1 milhão e, na sexta, mais 1,1 milhão de doses. Nesta manhã, o Ministério da Saúde começou a enviar para os estados um lote de 1,1 milhão de doses da Pfizer.

R7 e Correio do Povo


Aprovada distribuição de remédios sem eficácia comprovada contra a Covid-19 em Porto Alegre


PGR rejeita investigação de cheques de Queiroz à primeira-dama

Conjunto Escritório Politorno - 2 Peças

 


A estação de trabalho Caruaru da Politorno é o produto ideal para quem procura praticidade, qualidade e beleza. Ele é composto por uma escrivaninha ampla com três gavetas, um armário de duas portas com uma prateleira interna e uma estante com duas portas, e três prateleiras, sendo duas externas e uma interna, para que você possa organizar de forma prática e fácil seus documentos, livros, objetos e o que mais precisar. Conta com um ótimo aproveitamento de espaço e, devido a suas costas que acompanham a cor do móvel, pode ser utilizado como mesa de atendimento ou, ainda, dividindo dois ambientes. Você ainda tem a opção de montagem tanto para a direita como para a esquerda. Os produtos são feitos em MDP 15mm com acabamento em Finish Foil que conservam a beleza por muito mais tempo. Seus puxadores são em plástico pintados com acabamento em verniz, garantindo modernidade e sofisticação.


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Relatório preliminar aponta falha de oxigênio e de sistema de segurança em hospital de Campo Bom

 Secretaria Estadual de Saúde identificou os pontos que podem ter provocado a morte de seis pacientes na UTI Covid do local, em março



Um relatório preliminar aponta para a falta de oxigênio no tanque principal, e possível falha no sistema de segurança backup, do Hospital Lauro Réus, em Campo Bom, na manhã do dia 19 de março, quando seis pacientes morreram na UTI Covid do local. A informação é da Secretaria Estadual de Saúde (SES) que acompanha o caso, junto com o Ministério Público Estadual, Polícia Civil e Câmara de Vereadores de Campo Bom, que instaurou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para tratar do caso.

A auditoria da Secretaria identificou que havia oxigênio reserva, mas ele não chegou aos pacientes. O documento já foi encaminhado ao hospital e ao Ministério Público. Conforme a SES, a auditoria está sendo realizada a partir de visitas à instituição, entrevistas com profissionais do hospital, acompanhamento de procedimentos e requisição de documentos. O Hospital Lauro Réus ainda não entregou todo o material solicitado, segundo a pasta.

Nesta segunda-feira, membros da CPI da Câmara Municipal estiveram na casa de saúde, fazendo uma vistoria no sistema de oxigênio que abastece o prédio. A diretora administrativa do hospital participou da ação, que contou também com a presença de um responsável pela parte de manutenção do local. "A visita foi importante em razão de termos ouvido os depoimentos das testemunhas sobre o sistema de controle e distribuição do oxigênio. Precisávamos saber até onde a empresa tem esse gerenciamento, algo que poderia ser averiguado somente in loco", diz Jerri Moraes, presidente da comissão. 

Em nota, a direção do Hospital Lauro Reus afirma ter finalizado nesta segunda-feira a Sindicância Investigativa que havia sido prorrogada para o recebimento de laudos periciais referentes ao fato ocorrido no dia 19 de março. Os trabalhos decorreram com normalidade e a documentação reunida em dossiê será entregue entre esta quinta e sexta-feira, de maneira formal e oficial às autoridades do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul, Ministério Público Federal, Polícia Civil, Prefeitura de Campo Bom, Câmara de Vereadores de Campo Bom e Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul. 

Qualquer declaração adicional da parte da direção do Hospital ou da gestora somente se darão somente após a entrega formal e, uma vez devidamente alinhada com demais instituições, para que não haja o risco de interferência no trabalho dos que investigam o caso.  

Correio do Povo