Inflação tem maior alta para novembro desde 2015

  por Diego Garcia

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Preços de alimentos e combustíveis continuam a pressionar indicador, diz IBGE

A inflação oficial, medida pelo IPCA, registrou alta de 0,89% em novembro em relação ao mês anterior, divulgou nesta terça-feira (8) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O aumento foi puxado mais uma vez pelos alimentos e combustíveis.

 

No acumulado do ano, a inflação está em 3,13% e, em 12 meses, em 4,31% —acima do centro da meta estipulada para 2020, de 4%.

A meta de inflação é fixada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) e tem intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, podendo ficar entre 2,5% e 5,5%.

O índice veio acima do que os especialistas de mercado ouvidos pela Bloomberg projetavam, na casa dos 0,78% em novembro, com 4,20% em 12 meses.

De acordo com Pedro Kislanov, gerente da pesquisa do IBGE, esse acumulado de 4,31% ainda ainda reflete a forte alta de preços de dezembro do ano passado por causa da cotação das carnes.  
"Vamos ter que esperar para ver como vai ser o comportamento de dezembro deste ano”, disse.

Ele ainda afirmou que o cenário de novembro é parecido com o que tem sido visto nos últimos meses, em que o grupo de alimentos e bebidas segue impactando o resultado.

"Dentro desse grupo, os componentes que mais têm pressionado são as carnes, que nesse mês tiveram uma alta de mais de 6%, a batata-inglesa, que subiu quase 30%, e o tomate, com alta de 18,45%”, afirmou. 

Mais uma vez, produtos importantes na cesta das famílias tiveram alta, como o arroz (6,28%) e o óleo de soja (9,24%). A variação no grupo de alimentos e bebidas foi de 2,54%. Também houve aumenta no preço da cerveja (1,33%), assim como do refrigerante e da água mineral (1,05%).

O gerente da pesquisa explicou que alta no preço dos alimentos reflete o aumento da demanda, ainda sustentada pelos auxílios concedidos pelo governo, e também pela restrição de ofertas no mercado doméstico de vários produtos. No ambiente de câmbio mais alto, há estimula às exportações e retração na oferta no mercado interno.

 

Julia Passabom, economista do Itaú, ressaltou que o comportamento dos preços foi bem acima do esperado, especialmente de produtos alimentícios.

"Em relação às projeções, a surpresa foi concentrada em alimentos em domicílio e itens de proteínas, carne, frango, porco, que vieram bem acima do que imaginamos", disse Passabom.

Ela explicou que os preços dos alimentos são voláteis, sendo influenciados por fatores como depreciação cambial nas commodities agrícolas e alta na demanda, principalmente porque as pessoas estão ficando mais tempo em casa. Esse componente na pressão sobre os preços, porém, tende a diminuir com o tempo.

"Olhando a coleta [dados] no atacado, de produtos como milho, soja, carne bovina, já há um movimento de desaceleração", afirmou.

Em outubro, quando o IBGE passou a fazer o cálculo com base na nova POF (Pesquisa de Orçamento Familiar), os alimentos retomaram o posto de principal componente do índice de inflação, que havia sido perdido para os transportes no início do ano.

Em novembro, o grupo de transportes registrou alta de 1,33%, segunda maior influência do índice, impulsionado pelo aumento no preço da gasolina (1,64%). Foi a sexta alta consecutiva do combustível. O etanol subiu 9,23%.

De acordo com o IBGE, os grupos de alimentos e bebidas e transportes representaram 89% do IPCA de novembro. A alta nos preços atingiu todas as 16 regiões pesquisadas. Goiânia (1,41%) teve o registro mais intenso, enquanto o menor foi registrado em Brasília (0,35%).

Julia Passabom analisou que a inflação de 2021 vai ser influenciada pela dinâmica de preços em dezembro de 2020, uma vez que se vê reajustes de passagens aéreas, a aplicação da bandeira vermelha 2 na conta de luz e demanda mais intensa por alimentos.

"Vamos terminar o ano com a inflação pressionada, vai ser um cenário desafiador", disse a economista.

A expectativa é que, após o final do primeiro trimestre do ano que vem, uma parte do choque dos preços de natureza temporária, como é o de alimentos, ou mesmo com o setor de serviços acelerando e a economia reabrindo, repique inflacionário perderá força.

Fonte: Folha Online - 08/12/2020 e SOS consumidor

Carta aberta ao governador Dória

 

Caro governador saiba que o bom governante não precisa impor seu domínio sobre as pessoas, porquanto a liberdade individual é um sentimento oposto ao desejo de mando, pois os dominadores são aqueles que não conseguem sentirem-se valorizados como pessoa, a não ser quando estão dominando e impondo sua vontade aos outros. Assim, não têm consciência de seus atos não percebem que não são tão grandes como imaginam e muito menos tão pequenos quanto pensam, nem admiráveis quanto gostariam de ser, pois resgatam e vivenciam a ideia que se constituem na principal autoridade em seu mundo íntimo, e não no mundo dos outros.
O administrador calculista, tal e qual V.S.a que chegou ao poder gerado por circunstâncias momentâneas, mas que visa pódios mais elevados e demonstra ser dominado pela ambição do comando e da autoridade desmedida, vale-se do oportunismo alimentado pela vaidade desmesurada e presunçosa e que se acredita genial, apto a cargos mais elevados.
Por outro lado entenda que um líder natural e verdadeiro não mente e não aceita que outros mintam para compartilhar de suas ideias, o que não condiz com seu discurso, pois aquele (o líder natural) dispõe de um manancial expressivo de conhecimentos, de experiências autênticas e reais subsidiadas e revestidas pelo carisma pessoal, demonstrando sempre transparência, organização e equilíbrio na capacidade de comando.
Logo não o vejo como um líder nato original, ou seja, não o é em si mesmo; copia outros administradores autoritários, visto que não teme seguir caminhos tortuosos ou até criminosos já percorridos por outrem, pois não dispõe de capacidade para elaborar concepções novas e encontrar soluções inéditas e legítimas para problemas ou situações aflitivas, como a que o país vive.
Concluindo observo que em tempo algum fizeste algo para os seus governados de forma incondicional e desinteressada. Tuas ações sempre foram e ainda são condicionais, fundamentadas no apego exclusivo aos seus próprios interesses escusos, buscando situações prazerosas que possam te proporcionar e não ao povo que deveria ser a razão maior, mas que muito pelo contrario geram raiva, repugnância e aversão à sua pessoa.


Plínio P. Carvalho


Fonte: https://www.facebook.com/story.php?story_fbid=10216079554056432&id=1677131654&notif_t=close_friend_comment&notif_id=1607552860651928&ref=m_notif

Não compre se tiver de entrar em lista de espera

 por Maria Inês Dolci

Não compre se tiver de entrar em lista de espera Consumidor tem de avaliar muito bem a necessidade de adquirir agora um produto com pouca oferta.

 

Você já percebeu, em compras presenciais ou online, que em algumas áreas há menos opções de produtos? E que, em certos casos, os prazos para entrega são muito longos, como, por exemplo, de até três meses para veículos novos? As sugestões são: compare preços, pois isso pode encarecer os produtos, e não compre se tiver de entrar em lista de espera.

falta de matérias-primas e insumos é responsável por este problema. Com a redução dos estoques —ocorrida, principalmente, entre março e abril, devido à quarentena—, situação acentuada mais recentemente, com a retomada parcial da demanda, faltam produtos de determinados modelos e características.

Além desses fatores, pequenas e médias empresas ficaram sem recursos financeiros para retomar a produção e repor estoques. E estão cautelosas quanto à continuidade e ao ritmo do crescimento econômico, pois temem novas ondas de contágio que levem as autoridades a reduzir o horário ou até a proibir a abertura das lojas.

 

Por tudo isso, o consumidor tem de avaliar muito bem a necessidade de adquirir agora um produto com pouca oferta. Reforço: não compre se tiver de entrar em lista de espera. Como a inflação, porém, está de volta, economize caso deixe para comprar mais adiante, quando houver pronta entrega.

Se tiver urgência, contudo, consulte diversas lojas, pois algumas podem ter um estoque maior e melhores ofertas. E não se esqueça de verificar muito bem o valor do frete e o real prazo de entrega, que deverá ser comprovado por escrito (por email ou no site, por exemplo).

Nunca é demais lembrar que esta situação só melhorará efetivamente quando e se tivermos vacinas contra a Covid-19 para todos os brasileiros. Até o momento, sabemos pouco sobre a abrangência da vacinaçã

Outro dia, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, até disse que, depois aglomerações durante as eleições municipais, não teria havido registro de aumento dos casos da doença. Na verdade, os números mostram exatamente o contrário: há crescimento no número de infectados e de mortes.

Enquanto esgrimimos a retórica negacionista, alguns países já começaram a imunizar segmentos da população. E o Reino Unido iniciou a vacinação em massa nesta terça-feira (8).

No Brasil, o governo de São Paulo anunciou que iniciará a vacinação em 25 de janeiro de 2021. O compromisso é vacinar toda a população do estado. O Ministério da Saúde, por sua vez, apresentou um cronograma em que projeta a imunização a partir de março, inicialmente para idosos com 75 anos ou mais, profissionais de saúde e indígenas.

Nesta segunda-feira (7), o presidente Jair Bolsonaro disse que a vacina que for certificada será gratuita, não obrigatória, e distribuída para toda a população. Tomara que a imunização ocorra logo para todos os brasileiros.

Fonte: Folha Online - 08/12/2020 e SOS Consumidor

Pagamentos no WhatsApp podem chegar no 1º trimestre de 2021, diz presidente da Mastercard

 por Isabela Bolzani

João Pedro Paro Neto também afirmou que não enxerga ameaça do Pix ao mercado de cartões

O presidente da Mastercard, João Pedro Paro Neto, afirmou nesta terça-feira (8) que os pagamentos no WhatsApp podem ser liberados a partir do primeiro trimestre de 2021.

 

“Achar que essa funcionalidade pode chegar neste ano seria acreditar em um sonho muito inatingível. Já não dá mais tempo. Temos feito reuniões semanais com o Banco Central e estamos muito mais perto de lançar essa funcionalidade”, afirmou o executivo em entrevista com jornalistas.

O pagamento pelo WhastsApp foi anunciado pelo aplicativo de mensagens em meados de junho deste ano. Dez dias depois, no entanto, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e o BC (Banco Central) decidiram suspender o acordo que permitiria pagamentos e transferência de valores diretamente no WhatsApp.

A Mastercard e outras instituições, como Visa, Banco do Brasil, Nubank, Sicredi e Cielo estavam entre os parceiros iniciais do novo sistema.

Segundo Paro Neto, além das apostas no lançamento dos pagamentos no WhatsApp para o primeiro trimestre de 2021, a companhia também prepara estratégias em relação ao open banking – cujo prazo de implementação foi recentemente adiado pelo BC para o ano que vem, conforme antecipado pela Folha.

“Quanto mais [o open banking] demorar para começar, mais tempo demoraremos para entregar soluções. Mas não vejo grandes impactos financeiros em um primeiro momento. A expectativa é positiva diante da maior transparência e acesso aos dados”, afirmou. 

Em relação ao Pix o presidente da Mastercard afirmou que não enxerga ameaça do sistema de pagamentos instantâneos do BC para o mercado de cartões.

“Em nenhum lugar do mundo o Pix destruiu o mercado de cartões. Não acredito em nada que destrua, tudo se complementa. Além disso, nossas experiências não são iguais às do Pix, o ticket médio e os volumes de transações são diferentes. O sistema vem para fazer parte do portfólio e ser mais uma opção”, afirmou Paro Neto.

Segundo o executivo, instituições em mais de 40 países no mundo já aderiram com sucesso ao modelo de pagamentos instantâneos, mas ainda é cedo para apresentar conclusões ou previsões sobre o desempenho do sistema no Brasil. O Pix foi lançado pelo BC em 16 de novembro.

Sobre uma possível abertura de capital da concorrente Elo –discussão ainda em aberto entre os acionistas, Banco do Brasil, Bradesco e Caixa Econômica Federal– o presidente da Mastercard não descarta o interesse da companhia.

“Quando [o IPO] acontecer, vamos olhar para todas as oportunidades que se referem ao nosso negócio. Percebemos que é necessário fazer uma agregação de valor nos esquemas locais para que possam dar um salto para um mundo mais digital", disse Paro Neto. "Sempre vamos avaliar e queremos participar de maneira ativa, para que possamos ter algum espaço nas novas oportunidades.”

O executivo também afirmou nesta terça-feira que a expectativa de crescimento para o mercado de cartões neste ano é de 11% a 12%. Para o ano que vem, a estimativa é de alta entre 16% a 18%.

O número já considera a projeção de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) –de 3,50%, segundo o último relatório Focus, do BC – e o fim do auxílio emergencial do governo para conter os impactos da pandemia na economia.

Fonte: Folha Online - 08/12/2020 e SOS Consumidor

A farsa da eleição venezuelana

 


Eleições legislativas de 6 de dezembro na Venezuela tiveram abstenção de 70%.| Foto: Cristian Hernandez/AFP


O pouco que sobrou de legitimidade na Venezuela está por um fio. Nicolás Maduro é um ditador que mantém o poder de fato, mas não de direito; o Poder Judiciário há muito deixou de ser independente e age sempre alinhado com Maduro; o país tem uma Assembleia Constituinte convocada de forma ilegal. Sobrava apenas o verdadeiro Poder Legislativo do país, a Assembleia Nacional, que em 2015 tinha passado para as mãos das forças democráticas e cujo presidente, Juan Guaidó, tornou-se presidente interino do país depois que Maduro venceu uma eleição fraudulenta, sem reconhecimento da comunidade internacional. Mas, agora, o chavismo também avança sobre a Assembleia em uma nova votação sem o menor sinal de lisura.

As eleições para a Assembleia Nacional ocorridas em 6 de dezembro não têm nenhuma característica que faça delas um pleito legítimo.

 
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Gazeta do Povo

Natal: Inmetro orienta consumidor para compras seguras e de qualidade

 Autarquia reforça riscos de produtos piratas

O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), autarquia vinculada ao Ministério da Economia, faz algumas recomendações para que os consumidores brasileiros garantam segurança e qualidade dos produtos que pretendem adquirir neste Natal. Em entrevista hoje (8) à Agência Brasil, o chefe da Divisão de Verificação e Estudos Tecnico-Científicos do Inmetro, Hércules de Souza, destacou que a primeira recomendação é nunca comprar mercadorias no mercado informal. “Isso é importantíssimo”, afirmou.

 

Outra orientação é sempre conferir se o produto possui o selo de conformidade do Inmetro. “Ele é uma garantia de que aquele produto foi identificado e cumpre os regulamentos do Inmetro. Os produtos que exibem o selo estão de fato de acordo com os regulamentos. Isso confere segurança e saúde para o consumidor e não coloca ele em risco quanto à compra de produtos não certificados”, mencionou Souza.

Mais duas dicas importantes são o consumidor exigir sempre a nota fiscal do produto e, quando possível, denunciar irregularidades que identifique nos canais institucionais da autarquia, que podem ser a Ouvidoria, pelo telefone 0800 285 1818, de segunda à sexta-feira, das 9h às 17 h; ou pelo formulário. Em casos de acidentes de consumo envolvendo um produto ou um serviço, o relato deve ser feito no Sistema Inmetro de Monitoramento de Acidentes de Consumo (Sinmac).

Crianças

No caso de brinquedos, Hércules de Souza salientou que são produtos que merecem uma atenção maior da parte de quem os adquire. Os produtos comercializados no Brasil, sejam nacionais ou importados, para crianças na faixa etária até 14 anos de idade, devem apresentar o selo de conformidade do Inmetro. Desde 1992, a certificação de brinquedos é compulsória no Brasil. “Essa é uma evidência de que aquele produto está em conformidade com os requisitos técnicos e de segurança”. Além disso, pais, mães e responsáveis devem verificar se há orientação sobre a faixa etária na embalagem, “porque os itens de segurança são avaliados de acordo com a faixa etária dos brinquedos”.

Outra informação importante é verificar a existência de dados sobre o conteúdo, instruções de uso, de montagem e eventuais riscos associados à criança, para que ela seja de fato atendida nessa faixa etária. Souza afirmou que, dessa forma, os pais protegem os filhos de terem acesso a brinquedos que podem causar complicações. 

Ele observou também que, em relação a bateria ou pilha botão que são, em geral, concebidos para aparelhos de pequenas dimensões, como brinquedos, mas também podem ser encontrados nos mais diversos produtos que temos dentro de nossas casas, como relógio, controle remoto, balança e até mesmo em roupas e calçados infantis que piscam, a atenção deve ser redobrada.

O chefe da Divisão de Verificação e Estudos Tecnico-Científicos do Inmetro lembrou que esses componentes, cuja superfície brilhante costuma atrair a atenção das crianças, podem cair do brinquedo e, se engolidos, acabam gerando uma reação química em contato com a saliva, com possibilidade de provocar lesões graves e até fatais. “Isso pode acarretar danos colaterais muito grandes para os pequeninos”, comentou Souza. A recomendação é que essas peças sejam guardadas fora do alcance das crianças e nunca armazenadas próximo de medicamentos.

No que tange aos pisca-pisca e mangueiras de iluminação, conhecidos como luminárias natalinas, Hércules de Souza explicou que são regulamentados pela Portaria Inmetro nº 335/2011, que abrange dispositivos elétricos de baixa tensão. Essas luminárias não são certificadas, ou seja, não apresentam o selo do Inmetro. Apesar disso, elas só podem ser comercializadas contendo informações obrigatórias em língua portuguesa como tensão; potência máxima do conjunto; nome, marca ou logomarca do fabricante ou importador. As mangueiras de LED ou lâmpadas incandescentes devem estar desenroladas antes de serem ligadas. O consumidor deve observar ainda se há, na embalagem, alguma orientação do fabricante quanto à instalação do produto em ambientes internos. “Não respeitar essa indicação de uso pode aumentar bastante o risco de acidentes, como incêndios ou curto-circuito”, apontou Souza.

Outros produtos

Os eletrodomésticos também só podem ser comercializados com selo de certificação do Inmetro, desde 1º de janeiro de 2013. Além da certificação, que tem a ver com a segurança elétrica, e pode ser encontrada em mais 180 tipos de eletrodomésticos, como ferros de passar roupa, secadores e pranchas de cabelo, torradeiras, sanduicheiras, nacionais e importados, o consumidor deve levar em conta também a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE) do Inmetro. Essa etiqueta classifica, com faixas coloridas de A (mais eficiente) até E (menos eficiente), produtos da linha branca, como geladeiras, fogões, fornos e ar-condicionado, entre outros. “Isso é importante para que o consumidor faça uma opção de escolha de compra mais consciente e mais inteligente. Porque um produto mais eficiente vai proporcionar economia em termos de energia e evitar a compra de um novo produto mais adiante”, salientou.

Por conta das viagens que as famílias fazem no fim de ano e férias, Hércules de Souza destacou que os pais precisam estar atentos quanto ao transporte seguro dos filhos até 7 anos de idade. As crianças devem ser transportadas nos carros com os dispositivos de retenção infantil, conhecidos popularmente como cadeirinhas. Também esses produtos devem apresentar o selo de conformidade do Inmetro para serem comercializados. “Garante a segurança da criança que está sendo transportada”. Além da certificação, os pais devem levar em consideração o peso e a altura da criança, bem como o manual de instrução, para a instalação correta dessa cadeirinha.

Comércio

O Inmetro reforça as recomendações para que os consumidores evitem adquirir produtos no comércio ilegal. Neste Natal, a orientação é dizer não à pirataria e exigir nota fiscal. “Esses produtos não passaram por certificação e não correspondem a produto seguro”. Os produtos falsificados causam desemprego, geram perda na arrecadação da União, estados e municípios, ajudam a fomentar o crime organizado e podem ter efeitos prejudiciais à saúde e à segurança da família, destaca o Inmetro.

Hércules de Souza orientou ainda sobre práticas enganosas do comércio. Nas compras online, os cuidados devem ser redobrados, “até para o consumidor não ser enganado e não receber em casa o produto que queria receber”. A dica é buscar sempre sites seguros e de boa reputação para ter certeza de que receberá o produto anunciado. Pesquisar preços com antecedência para checar se os descontos oferecidos são reais é outra recomendação do instituto. “Sempre exija nota fiscal de compra. Essa é sua garantia em necessidade de troca”.

Atenção à mesa

A diretoria de Metrologia do Inmetro (DIMEL) faz um alerta especial sobre os alimentos mais comercializados na época natalina. Ao comprar peixe congelado pré-embalado, como bacalhau por exemplo, o consumidor deve prestar atenção para o peso líquido do pescado que deve estar indicado, de forma clara, na rotulagem do produto, sem considerar o peso da embalagem e a camada de glaciamento que consiste na aplicação de uma fina camada externa de gelo que servirá de proteção para o produto.

Em relação a aves e suínos congelados, como pernil, peru e chester, estes produtos devem estar dispostos nas gôndolas de supermercados devidamente etiquetados, informando o peso líquido, que é a quantidade de fato contida, descontando o peso da embalagem.

Alguns produtos pré-embalados típicos do período natalino, como frutas desidratadas, nozes, castanhas ou bacalhau seco, são etiquetados pelo próprio estabelecimento. Esta indicação deve se referir somente ao peso do produto, desconsiderando o valor da embalagem, orienta o Inmetro. Os panetones, espumantes, vinhos e chocolates, por sua vez, devem declarar, de forma clara, a quantidade que está sendo comercializada. Itens como sardinha e ervilhas em lata, palmito em conserva e frutas ou doces em calda são imersos em líquidos. Nesses casos, as embalagens devem indicar o peso drenado, isto é, apenas a quantidade do produto principal, e o peso líquido, que é a quantidade do produto principal mais o líquido.

Fonte: Agência Brasil - 08/12/2020 e SOS Consumidor

Sete dos 9 grupos de produtos e serviços do IPCA têm alta em novembro

 Setor de alimentação e bebidas segue sendo o de maior peso dentro do IPCA O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado hoje (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou que sete dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em novembro. Mais uma vez, a maior variação, 2,54%, e o maior impacto, 0,53 ponto percentual (pp) foram causados pelo grupo alimentação e bebidas, que em outubro tinha subido 1,93%. De acordo com o IBGE , a variação de 15,94% no acumulado de 12 meses para alimentação e bebidas é a maior desde outubro de 2003, quando ficou em 17,46%. Permanece o cenário dos últimos meses, em que alimentação e bebidas continuam sendo o grupo de maior peso dentro do IPCA, disse o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov. A segunda maior contribuição (0,26 pp) foi do grupo transportes (1,33%).

Segundo o IBGE, os dois grupos juntos representaram cerca de 89% do IPCA de novembro. O grupo artigos de residência (0,86%), desacelerou em relação ao mês anterior (1,53%), o que também ocorreu com vestuário , que subiu 0,07% em novembro e 1,11 no mês anterior.

Os demais grupos ficaram entre a queda de 0,13% em saúde e cuidados pessoais , e a alta de 0,44% em habitação .

No ano, o IPCA acumula alta de 3,13% e, em 12 meses, de 4,31%, o que significa que é maior do que os 3,92% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em novembro de 2019, o indicador havia ficado em 0,51%.

Segundo Kislanov, em 12 meses esta é a quarta vez que o acumulado fica acima de 4%, ou seja, o centro da meta de inflação . “[Ficou em] 4,31% em dezembro de 2019, 4,19% em janeiro e 4,01% em fevereiro. Em março, passou para 3,3% e aí já ficou abaixo do centro da meta. Agora estamos com 4,31%, acima do centro, mas tem o intervalo de tolerância. Então, a meta de fato vai de 2,5% a 5,5%. O centro da meta é 4%.”

Kislanov ressaltou que o resultado acumulado dos 12 meses e o do fim do ano passado, dentro do grupo alimentação, também estava muito relacionado a um item específico que foram as carnes , mas agora mais espalhado em outros produtos.

“Teve alta muito forte das carnes, que acabou influenciando esse resultado. E agora, há uma questão diferente similar na alta dos alimentícios, mas com uma difusão maior entre os alimentícios. Temos altas mais intensas na batata, no tomate, no óleo de soja, no arroz. No acumulado do ano ,em alguns casos, são altas de 50%”, informou.

De acordo com o pesquisador, houve difusão maior entre os itens alimentícios, considerado o grupo alimentação e bebidas como um todo. A difusão passou de 73% em outubro para 80% em novembro, o que significa que 80% dos subitens deste grupo tiveram variação positiva agora no mês de novembro.A difusão do índice ficou muito próxima da do mês anterior, em outubro, mas a de alimentícios foi maior.

A inflação está mais espalhada pelos alimentos , o que faz sentido também for observada a variação de outubro para novembro, com alta mais intensa de cerca de 2,5% em novembro, completou.

Na série histórica mensal do IPCA, no fim do ano passado, houve alta em novembro e dezembro, devido principalmente ao aumento de 1,15% no preço da carne. Em janeiro e fevereiro, a inflação ficou um pouco mais mais baixa, em 0,20% e 0,25%, muito por causa do recuo dos preços da carne nesses dois meses.

“A partir de março, entramos no contexto da pandemia . Tivemos duas deflações em abril e maio e, desde então, tivemos variações positivas com uma aceleração nos últimos meses, muito por causa da alta dos alimentos”, acrescentou Kislanov.

O pesquisador lembrou que o centro da meta estabelecido para a inflação é de 4%, com intervalo de tolerância de 1,5 pp, para mais ou para menos. Então, pode ficar dentro da meta entre 2,5% e 5,5%, concluiu. 

Fonte: economia.ig - 08/12/2020 e SOS Consumidor

Crise no STF: derrota da ala garantista racha ministros e ameaça minar gestão de Fux

 


 Luiz Fux, presidente do STF | Foto: Felipe Sampaio/STF


A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que vetou a reeleição dos presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Davi Alcolumbre (DEM-AP), afastou ainda mais as alas garantistas e lavajatistas do tribunal. E ainda intensificou uma crise interna que agora é vista como difícil de ser contornada pelo presidente da Corte, Luiz Fux.

Desde o início da gestão Fux, ministros da ala garantista como Gilmar Mendes e Dias Toffoli têm criticado a forma como o presidente do STF vem tomando algumas decisões. Para eles, Fux mostrou-se individualista e centralizador. Um grande exemplo, na visão deles, foi a mudança no Regimento Interno do STF, por meio de sessão administrativa surpresa, que retomou julgamentos de ações penais no plenário e esvaziou as turmas. A manobra regimental foi tida como uma das maiores vitórias recentes da ala lavajatista no tribunal.
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