quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Não compre se tiver de entrar em lista de espera

 por Maria Inês Dolci

Não compre se tiver de entrar em lista de espera Consumidor tem de avaliar muito bem a necessidade de adquirir agora um produto com pouca oferta.

 

Você já percebeu, em compras presenciais ou online, que em algumas áreas há menos opções de produtos? E que, em certos casos, os prazos para entrega são muito longos, como, por exemplo, de até três meses para veículos novos? As sugestões são: compare preços, pois isso pode encarecer os produtos, e não compre se tiver de entrar em lista de espera.

falta de matérias-primas e insumos é responsável por este problema. Com a redução dos estoques —ocorrida, principalmente, entre março e abril, devido à quarentena—, situação acentuada mais recentemente, com a retomada parcial da demanda, faltam produtos de determinados modelos e características.

Além desses fatores, pequenas e médias empresas ficaram sem recursos financeiros para retomar a produção e repor estoques. E estão cautelosas quanto à continuidade e ao ritmo do crescimento econômico, pois temem novas ondas de contágio que levem as autoridades a reduzir o horário ou até a proibir a abertura das lojas.

 

Por tudo isso, o consumidor tem de avaliar muito bem a necessidade de adquirir agora um produto com pouca oferta. Reforço: não compre se tiver de entrar em lista de espera. Como a inflação, porém, está de volta, economize caso deixe para comprar mais adiante, quando houver pronta entrega.

Se tiver urgência, contudo, consulte diversas lojas, pois algumas podem ter um estoque maior e melhores ofertas. E não se esqueça de verificar muito bem o valor do frete e o real prazo de entrega, que deverá ser comprovado por escrito (por email ou no site, por exemplo).

Nunca é demais lembrar que esta situação só melhorará efetivamente quando e se tivermos vacinas contra a Covid-19 para todos os brasileiros. Até o momento, sabemos pouco sobre a abrangência da vacinaçã

Outro dia, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, até disse que, depois aglomerações durante as eleições municipais, não teria havido registro de aumento dos casos da doença. Na verdade, os números mostram exatamente o contrário: há crescimento no número de infectados e de mortes.

Enquanto esgrimimos a retórica negacionista, alguns países já começaram a imunizar segmentos da população. E o Reino Unido iniciou a vacinação em massa nesta terça-feira (8).

No Brasil, o governo de São Paulo anunciou que iniciará a vacinação em 25 de janeiro de 2021. O compromisso é vacinar toda a população do estado. O Ministério da Saúde, por sua vez, apresentou um cronograma em que projeta a imunização a partir de março, inicialmente para idosos com 75 anos ou mais, profissionais de saúde e indígenas.

Nesta segunda-feira (7), o presidente Jair Bolsonaro disse que a vacina que for certificada será gratuita, não obrigatória, e distribuída para toda a população. Tomara que a imunização ocorra logo para todos os brasileiros.

Fonte: Folha Online - 08/12/2020 e SOS Consumidor

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