Equipes de resgate detectam batimentos cardíacos nos escombros de Beirute

Explosão na capital do Líbano ocorreu há quase um mês

Equipes buscam sobreviventes nos escombros no Líbano

Equipes de resgate escavavam nesta quinta-feira (3) em busca de sobreviventes entre os escombros em um bairro da capital libanesa destruído pela explosão de um mês atrás no porto adjacente, depois que seus scanneres detectaram um batimento cardíaco. Um cão farejador utilizado por socorristas chilenos na noite de quarta-feira respondeu a um rastro procedente do local onde um prédio desabou no bairro de Gemmayzeh, explicou o governador da cidade de Marwan Abboud à imprensa.
"Pode haver sobreviventes", disse, acrescentando que os scanners haviam detectado um batimento cardíaco, apesar de serem mínimas as esperanças de encontrar alguém com vida mais de quatro semanas depois da explosão. "Esperamos que alguém tenha sobrevivido", disse Abboud.
Michel al Mur, do departamento de bombeiros de Beirute, afirmou igualmente que haviam detectado um batimento a cerca de dois metros abaixo dos destroços. "Uma pessoa, de acordo com a câmera [térmica], ainda tem pulsação", acrescentou.
O prédio desabou completamente devido à explosão que matou 191 pessoas, feriu mais de 6.500 e destruiu áreas inteiras de Beirute. Sete pessoas continuam desaparecidas, segundo o exército libanês.
Os socorristas chilenos, as equipes de defesa civil libanesas e os bombeiros de Beirute continuam escavando a área. Em declarações ao canal local LBCI, um socorrista disse que os scanners reconheceram uma frequência respiratória de "19 respirações por minuto".
Na sexta-feira, fará um mês da explosão que, segundo as autoridades, foi causada por toneladas de nitrato de amônio armazenadas há anos no porto de Beirute.

AFP e Correio do Povo

PGR avalia ser "inviável" suspender afastamento de Witzel no RJ

Liminar contra o governador foi validade pelo STJ por 14 votos a 1

O procurador-geral da República, Augusto Aras, afirmou ser inviável suspender os efeitos da decisão monocrática do ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça, que afastou o governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel (PSC) por 180 dias. A liminar foi validada pela Corte Especial do STJ nesta quarta-feira, por 14 votos a 1.
O parecer de Aras foi enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal) em recurso apresentado por Witzel para suspender a decisão. Na quarta, o presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, negou o pedido do governador para adiar o julgamento no STJ até a análise da ação.
Segundo o PGR, Witzel não apresentou elementos suficientes que indicassem que a liminar potencialmente causaria danos à ordem, segurança, saúde ou economias públicas. "Ao contrário, os elementos e informações constantes nos autos indicam que o risco de grave dano à ordem é inverso, e estaria caracterizado pela manutenção do requerente em seu cargo durante a instrução probatória da demanda originária", afirmou Aras.
O procurador-geral disse que também é inviável suspender os efeitos da decisão, visto que ela já foi referendada pela Corte Especial do STJ. Aras sustentou que o afastamento do governador é ‘medida que se mostra imprescindível para garantir a higidez da investigação judicial subjacente’.
Witzel é acusado de integrar esquema de propinas pagas por organizações sociais da área da saúde a agentes públicos do Rio. As vantagens indevidas seriam lavadas no escritório de advocacia da primeira-dama, Helena.
Segundo os investigadores do MPF, cargos e contratos teriam sido loteados entre três grupos distintos, liderados pelo empresário Mário Peixoto, preso pela Lava Jato, pelo presidente do PSC Pastor Everaldo, preso temporariamente na última sexta, e pelo empresário José Carlos de Melo.
O julgamento da Corte Especial do STJ e o placar que levou à manutenção do afastamento de Witzel indicam a tendência do tribunal em colocar o governador no banco dos réus por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A avaliação é de ministros e aliados de Witzel ouvidos reservadamente pela reportagem.
Segundo eles, até o final do ano o STJ deve aceitar a denúncia apresentada pela PGR e afastá-lo de vez do cargo - isso se o processo de impeachment na Assembleia Legislativa do Rio não for concluído até lá.
Advogados do governador afastado devem acionar o ministro Dias Toffoli para tentar reconduzi-lo ao cargo, mas uma reviravolta no caso é considerada improvável.
As investigações da PGR miravam Witzel desde maio, quando foi deflagrada a Operação Placebo. As diligências vasculharam o Palácio Laranjeiras - residência do governador - e o Palácio Guanabara. A delação do ex-secretário de saúde, Edmar Santos, aprofundou as apurações e as levaram diretamente ao ex-juiz.
A subprocuradora-geral Lindôra Araújo apontou que o esquema criminoso de contratação de organizações sociais da Saúde pretendia angariar quase R$ 400 milhões em propinas durante todo o mandato de Witzel. A estimativa leva em consideração suposto objetivo do grupo em cobrar propina de 5% de todos os contratos para gestão de unidades de Saúde.
Nas redes sociais, após ser afastado do cargo, Witzel afirmou que ‘compreende a conduta dos magistrados’ no julgamento e disse que ‘jamais’ cometeu atos ilícitos.


Agência Estado e Correio do Povo

Bolsonaro reeleito todos os cenários; A ressaca nas bolsas; Automotivo melhora, mas não tanto

A reforma administrativa enviada ontem ao Congresso, o pedido de intervenção do MPF na Vale e a ressaca nas bolsas no exterior devem ser alguns dos temas para os investidores nesta sexta-feira. A Desperta destaca ainda uma nova pesquisa da parceria Exame/IDEIA, que mostra que o presidente Jair Bolsonaro seria reeleito em todos os cenários em 2022. Boa leitura. 
Bolsonaro: 65% dos brasileiros atribui auxílio ao presidente, não ao Congresso | Adriano Machado/Reuters
1 - O CENÁRIO EM 2022

Uma série de novas pesquisas Exame/IDEIA divulgadas hoje mostram o cenário político e econômico no Brasil e no mundo para os próximos meses. No Brasil, a sondagem mostra que Bolsonaro seria reeleito em 2022 em todos os cenários eleitorais. O presidente levaria 31% dos votos contra Lula (17%) e contra Sergio Moro (13%). As evidências corroboram que a base de apoio do presidente se deslocou da classe média/alta das regiões metropolitanas para o segmento de renda mais baixa, diz Mauricio Moura, do IDEIA. Nos EUA, outra pesquisa mostra Biden na liderança, com 52%, mas os resultados e o modelo baseado no voto por estado do colégio eleitoral reforçam a incerteza do que está por vir no pleito de 3 de novembro. O projeto Exame/IDEIA une a Exame Research com o IDEIA, instituto de pesquisa especializado em opinião pública. Confira no site da EXAME todas as pesquisas divulgadas nesta sexta-feira.


2 - RESSACA NAS BOLSAS

Investidores aguardam uma sexta-feira cheia de notícias nos Estados Unidos. A pergunta é se as ações das empresas, especialmente as de tecnologia, vão continuar a sofrer uma correção no dia seguinte à maior queda em Wall Street desde junho. O Departamento do Trabalho divulga às 9h30 (de Brasília) os dados de emprego em agosto. Projeções de mercado apontam para a criação de 1,4 milhão de empregos, o que, se confirmado, será o resultado mais baixo desde maio. Isso faria o desemprego ceder com menor força, de 10,2% em julho para 9,8%. Na quinta, o índice Nasdaq recuou 4,96%, e o S&P 500 caiu 3,51%. Foi um forte tombo puxado pelas ações das grandes empresas de tecnologia, como Apple (-8%), Amazon (-4,63%), Facebook (-3,76%) e Tesla (-9,02%). Além do coroanvírus, a eleição americana em novembro traz ainda nova onda de incerteza às bolsas internacionais. Leia mais.


3 - PRODUÇÃO DE AUTOMÓVEIS  

A retração da economia brasileira continua contaminando os números da indústria automotiva. A Anfavea, associação que representa as montadoras, deve divulgar nesta sexta-feira um avanço da produção de agosto sobre o mês anterior. No acumulado do ano, porém, o volume produzido continua bem abaixo do registrado em 2019. Segundo projeção da Bright Consulting, a produção deve somar 190.000 unidades em agosto, um avanço de cerca de 17% sobre julho. No entanto, no acumulado do ano a queda pode se aproximar de 60% sobre igual período de 2019. O impacto na produção de veículos não se deve somente ao desempenho ruim no mercado doméstico, mas também a fatores como a crise na Argentina. Leia mais.


4 - DIA DA AMAZÔNIA SEM COMEMORAÇÃO

Neste sábado, é celebrado o Dia da Amazônia. A data, no entanto, não deve ser festiva. A floresta passa por um momento de degradação em função do desmatamento ilegal e do desmanche das estruturas de fiscalização e repressão aos crimes ambientais. Como consequência, o país enfrenta o escrutínio e as críticas de países estrangeiros, que atrapalham as empresas brasileiras. Em agosto, o volume de queimadas registradas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que faz o monitoramento via satélite da região, foi o maior do ano e o segundo maior da década: 29.307 focos de calor. Há três meses, o Exército conduz uma operação na região para conter o desmatamento, que vem batendo recordes há um ano. Neste semana, a Articulação dos povos indígenas do Brasil (Apib), com apoio do Observatório, lançou uma campanha para pressionar empresas e investidores estrangeiros a não financiar o desmatamento. Leia mais.
 
O governo enviou ao Congresso sua PEC da reforma administrativa. Ao contrário do que se esperava, a PEC inclui o Executivo também em estados e municípios, mas deixa de fora parlamentares, juízes e militares.

Para Raul Velloso, ex-secretário do Ministério do Planejamento, a PEC ignora um desastre em formação e pode ser "desperdício de energia política" por não incluir servidores atuais.

O Brasil registrou 830 mortes e mais de 44.000 novos casos de covid-19 no boletim de quinta-feira. Ao todo, são 124.729 óbitos e 4 milhões de casos. A média móvel de sete dias está em 858 mortes. Veja os números.

Nesta sexta-feira, o estado de São Paulo deve confirmar a maior reabertura desde o início da quarentena. O governo vai divulgar a reclassificação de 17 regiões. Leia aqui o que pode mudar.

O Ministério Público Federal, por meio da força-tarefa de Brumadinho, pediu intervenção na alta cúpula da Vale para coordenar questões de segurança das barragens. A ação da mineradora fechou em queda de 1,66%.

A Câmara do Rio decidiu não abrir processo de impeachment contra o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) pelo caso dos "Guardiões do Crivella", o uso de funcionários públicos para impedir reportagens em hospitais. Além de Crivella, veja os outros quatro processos de impeachment em debate neste momento.

A Embraer vai demitir 2.500 pessoas por causa da redução da demanda com a crise e pelo fim da parceria com a Boeing. Na reportagem "E agora, Embraer?", de edição da EXAME em maio, veja a fundo como a fabricante brasileira foi "abandonada no altar" pela Boeing e as perspectivas para o futuro.

O Magazine Luiza anunciou a compra da startup de delivery de comida AiQFome. Os serviços do AiQFome serão integrados ao app do Magalu.

Mais duas startups fizeram pedido de IPO: Méliuz, que oferece descontos e dinheiro de volta e o clube de vinhos Wine. Elas se juntam à Housi, de aluguéis, e ao brechó online Enjoei, que também fizeram pedidos de IPO nesta semana.

A produção industrial brasileira subiu 8% em julho ante o mês anterior, segundo o IBGE. A projeção do mercado era de cerca de 6%. O resultado foi considerado positivo e um bom presságio para o trimestre. 
A Semana do Brasil, a "Black Friday brasileira", começou ontem com descontos de até 70% no e-commerce. Dentre as promoções, o site da EXAME compilou 10 TVs boas e baratas, as melhores ofertas em celulares e as empresas que estão oferecendo móveis (os queridinhos da quarentena) com desconto.

Os bancos também participam e oferecem taxas especiais e juros mais baixos no período de promoção. A Semana do Brasil vai até 13 de setembro. 

Mesmo na pandemia, o Coco Bambu abriu em Fortaleza o maior restaurante de shopping center do Brasil, com espaço para 800 pessoas. Leia aqui.

Com a retomada da economia, menos pessoas e empresas estão tentando renegociar o aluguel: o índice de renegociação em São Paulo caiu de 34% no início da pandemia para 4% em agosto. Saiba mais.

A Nova Gasolina, que chegou aos postos do Brasil em agosto, vale à pena? O preço deve aumentar ante os cerca de 4 reais por litro atuais, mas a Petrobras afirma que a melhor qualidade vai permitir redução no consumo. No novo vídeo do Examinando, entenda em 5 minutos a Nova Gasolina e os valores cobrados no Brasil e no mundo.

O Banco Safra está contratando mais de 320 funcionários para vagas em diferentes áreas. Confira aqui
Lives
 
Às 15h – Programa FIIS em Exame
Toda semana, Arthur Vieira, da Exame Research, recebe convidados e responde a perguntas dos leitores e espectadores em seu programa sobre fundos imobiliários. Assista aqui e envie suas perguntas.
Bolsa
HOJE | Xangai / -0,87%
Tóquio -1,11%
Londres / +0,79% (às 7h)
Petróleo Brent / 44,49 dólares (+0,93%)

ONTEM | Ibovespa / -1,17%
S&P 500 / -3,51%
Dólar / 5,29 reais (-1,27%)

Os carros voadores estão chegando. A empresa japonesa SkyDrive anunciou que realizou testes bem-sucedidos com um de seus modelos tripulados. O veículo, que parece uma mistura entre um carro e um helicóptero, ficou no ar entre cinco e dez minutos. Leia mais sobre o projeto aqui e veja o vídeo do carro voador. Você compraria um?
Teste do "carro voador" no Japão: por ora, uma mistura entre carro e helicóptero | Bloomberg/Getty Images

Witzel apresenta defesa e impeachment deve ir a plenário em poucos dias

Para que o governador seja afastado pela Casa, 47 parlamentares precisam ser favoráveis

Por decisão do STF, Witzel está temporariamente fora do cargo

O governador afastado Wilson Witzel (PSC) apresentou, na noite desta quarta-feira, sua defesa no âmbito do processo de impeachment do qual é alvo na Assembleia Legislativa do Rio. Já fora do cargo temporariamente por decisão do Superior Tribunal de Justiça, o mandatário tenta agora escapar do afastamento político.
Com a defesa entregue à comissão especial que analisa o pedido, a tendência é de que o relatório final do colegiado fique pronto na semana que vem ou, no máximo, até terça-feira da outra semana, quando se encerra o prazo de cinco sessões contado a partir de hoje. Produzido pela comissão, cuja relatoria é do deputado Rodrigo Bacellar (SD), esse parecer será levado a plenário logo depois.
Para que Witzel seja afastado pela Casa, 47 parlamentares - dois terços do total de 70 - precisam ser favoráveis, o que deve ocorrer. Depois, forma-se um tribunal misto composto por deputados e desembargadores do Tribunal de Justiça para analisar a cassação em si do mandato.
Nesta quarta, Witzel perdeu de 14 a 1 o julgamento no STJ que analisava a decisão monocrática do ministro Benedito Gonçalves, que o afastou do cargo na última sexta-feira. Com isso, ele fica 180 dias fora do Palácio Guanabara, até aquela Corte decidir se ele é culpado ou inocente no âmbito da investigação criminal que embasou o afastamento. A denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República ainda não foi aceita e, portanto, Witzel não se tornou réu.
Enquanto isso, a tendência na Alerj também é de placar desfavorável ao governador - que, ao longo do curto mandato, foi criticado pela falta de traquejo para lidar com a classe política. O governador em exercício, Cláudio Castro, não é alvo do pedido de impeachment. Ele é investigado no âmbito das apurações sobre os supostos desvios do governo, mas ainda não foram apresentadas contra ele provas tão robustas como as que envolvem Witzel. Castro não foi denunciado; passou apenas por mandado de busca e apreensão.
Agência Estado e Correio do Povo

Museu e Prefeitura de São Leopoldo elaboram convênio para valorização da imigração alemã

Museu Histórico Visconde de São Leopoldo receberá repasse de R$ 37,5 mil para reparos na estrutura

Museu Histórico Visconde de São Leopoldo receberá repasse de R$ 37,5 mil para reparos na estrutura

A elaboração de um novo convênio entre a Prefeitura de São Leopoldo e o Museu Histórico Visconde de São Leopoldo está em debate. O objetivo da ação é a valorização a história da imigração alemã no Brasil aliado ao fomento do turismo e a cultura no município.
Entre as ações que começaram a ser definidas, após reunião na última quarta-feira, está o repasse imediato de R$ 37,5 mil da Prefeitura para o Museu e o compromisso do Executivo na destinação de recursos da Lei Aldir Blanc, a Lei de Emergência Cultural.
O novo convênio deve possibilitar a cobertura provisória da Casa do Imigrante, que ruiu em fevereiro do ano passado e desde então segue sem reparo. Além disso, um diagnóstico do projeto arquitetônico, com o levantamento dos danos e os pontos que precisam de restauro, devem ser elaborado.
Segundo Madeleine Hilbk, representante do Conselho Consultivo do Museu, a parceria é fundamental para qualificar a Casa do Imigrante para as comemorações do bicentenário da Imigração Alemã no Brasil, em 2024, tendo em vista que São Leopoldo é berço da Imigração Alemã. O prefeito Ary Vanazzi, se colocou à disposição do Museu na busca por parceiros, uma possibilidade apresentada na reunião é que parte das compensações de obras no município seja destinada as ações do Museu. “O nosso compromisso é envolver os setores da sociedade e auxiliar o Museu a buscar parceiros, valorizando a história, a cultura e o turismo da cidade”, destacou ele. 
Correio do Povo

Governador de Santa Catarina é alvo de segundo pedido de impeachment

AL-SC aponta irregularidades na compra de 200 respiradores e contratação de hospital de campanha



A Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) aceitou nesta quinta-feira um segundo pedido de afastamento do governador Carlos Moisés (PSL). Ele e a vice-governadora Daniela Reinehr  já respondiam a um processo de impeachment desde julho, por aumento a procuradores do Estado. O segundo processo investiga a compra, paga de forma antecipada, de 200 respiradores e a tentativa de contratação de um hospital de campanha.
Moisés foi notificado no fim da tarde. O pedido foi levado ao governador pelo primeiro secretário da Assembleia, deputado Laércio Schuster (PSB). "Ocorrerá nesse segundo pedido os mesmos trâmites do primeiro, onde vamos oferecer ao governador e a vice um período para apresentarem suas defesas e demais alegações. Depois, dentro do parlamento, segue o rito normal como acontece com o primeiro pedido”, afirmou Laércio.
O pedido de impeachment foi protocolado por um grupo de advogados em 10 de agosto. No pedido, eles apontam crime de responsabilidade na tentativa da contratação de um hospital de campanha em Itajaí, no Vale, com custo estimado de R$ 100 milhões, e na aquisição de 200 respiradores artificiais que tiveram pagamento antecipado de R$ 33 milhões.
O governador não foi localizado para comentar a autorização do pedido de impeachment. Segundo a Alesc, o parecer final do primeiro processo de impeachment está previsto para o próximo dia 15. O  relator do processo, deputado Luiz Fernando Vampiro (MDB), explicou que o cronograma prevê a realização de cinco sessões.


Agência Estado e Correio do Povo

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Em Rio Grande, Fábio Branco assume pré-candidatura

Deputado estadual do MDB terá apoio de pelo menos outros sete partidos

Deputado estadual Fábio Branco (MDB) confirmou sua pré-candidatura a prefeito de Rio Grande

O deputado estadual Fábio Branco (MDB) confirmou nesta quinta-feira sua pré-candidatura a prefeito de Rio Grande. Além do MDB, Fábio terá o apoio de pelo menos outros sete partidos: PSDB, PTB, Progressistas, Republicanos, Solidariedade, Patriota e Podemos. A confirmação ocorreu no fim da tarde, durante reunião, onde lideranças empresariais e comunitárias entregaram a Fábio um plano de desenvolvimento para a cidade. Parte do grupo estava na sala de convenções de um hotel. Os demais, participaram por meio de videoconferência.
“Desde o ano passado, as mesmas pessoas que votaram em mim para deputado (estadual) manifestam esse desejo que eu volte a ser candidato a prefeito. Refleti muito. Meu mandato vai até 2022. Tenho, do ponto de vista pessoal, uma situação muito confortável. Mas o que não me conforta é justamente ver nossa cidade com essa desesperança, com essa falta de perspectiva. Encaro o encontro de hoje como um chamado para construirmos juntos um projeto que não é político, mas é de cidade. Um projeto de muitas mãos, de muitas contribuições, que coloque Rio Grande na frente”, afirmou Fábio, ao final da reunião.
Deputado estadual em segundo mandato, Fábio foi prefeito de Rio Grande por oito anos – o tio, Wilson Branco, e o primo, Janir Branco, também tiveram um mandato, cada. No governo de José Ivo Sartori, ele foi secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia e chefe da Casa Civil. Também liderou a bancada do MDB na Assembleia em 2019 e atualmente preside a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), considerada a mais importante do Parlamento Gaúcho. A convenção do MDB de Rio Grande ocorre dia 12.

Correio do Povo

Bolsonaro diz que vai decidir pessoalmente sobre adoção do 5G no país

Leilão sobre nova tecnologia está previsto para 2021



O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira, em sua live semanal nas redes sociais, que decidirá pessoalmente sobre os parâmetros para adoção da tecnologia 5G no Brasil. A previsão atual é que o leilão de licenças do padrão 5G seja realizado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) no primeiro semestre de 2021. 
"Nós somos uma potência. Nós temos que ter um sistema de inteligência robusto para poder trabalhar ali na frente”, disse. “Vou deixar bem claro: quem vai decidir sobre o 5G sou eu. Não é terceiro, ninguém dando palpite por aí não”, reforçou.
A tecnologia 5G, em sua máxima potência, deverá oferecer altíssimas velocidades de internet no Brasil – até 20 vezes maiores que no 4G, além de maior confiabilidade e disponibilidade. O padrão 5G também terá capacidade para conectar massivamente um número significativo de aparelhos ao mesmo tempo.

Reforma administrativa

Durante a live, o presidente abordou ainda o envio, pelo governo, da proposta de emenda constitucional (PEC) da reforma administrativa, que prevê a criação de novos regimes de contratação no serviço público e maior tempo para efetivação no cargo. Segundo o governo, as regras só valerão para futuros servidores públicos. 
"O quadro de servidores encheu muito no Brasil. Alguns prefeitos, no passado, mais que dobravam o efetivo de servidores. E a conta é alta para pagar. O que mais pesa pra nós é a Previdência e o servidor, aí incluindo o servidor civil e os militares da União. É enorme", afirmou Bolsonaro.
O presidente destacou que caberá ao Parlamento analisar a proposta, que poderá sofrer modificações. “Não se aplica aos atuais servidores. Ponto final. É daqui pra frente. E não vou entrar em detalhes. O Congresso vai analisar, vai alterar, vai estender para os outros poderes, talvez. Na parte do Executivo, está sendo feita a reforma administrativa. Algumas carreiras típicas de Estado vão continuar sendo –polícia federal, polícia rodoviária, AGU [Advocacia-Geral da União], diplomatas". 

Operações da PF

O ministro da Justiça, André Mendonça, que participou da live ao lado do presidente, comentou sobre as diversas operações da Polícia Federal que investigam desvio de recursos destinados ao combate à pandemia de covid-19. As irregularidades apontadas vão desde a compra de respiradores até a construção de hospitais de campanha.   
"A Polícia Federal tem total independência. Ela atua junto com o Ministério Público. Essas operações são autorizadas pelo Judiciário”, disse. “E o que nós podemos dizer para a nossa sociedade e para nosso povo é que não temos compromisso com o ilícito. A Polícia Federal não vai compactuar com conduta ilícitas”, afirmou Mendonça.
A live dessa semana foi transmitida de Eldorado (SP), cidade do Vale do Ribeira, onde o presidente cumpriu agenda oficial durante o dia.  
Agência Brasil e Correio do Povo

Maia diz que Guedes proibiu equipe econômica de falar com ele e encerra diálogo com o ministro

Declaração foi dada no dia em que a proposta de reforma administrativa chegou ao Congresso Nacional

Procurado, o Ministério da Economia informou que não comentará o assunto

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), decidiu romper relações com o ministro da Economia, Paulo Guedes. Maia anunciou que, a partir de agora, passará a tratar com o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, sobre votações importantes, como a reforma administrativa, porque Guedes proibiu o diálogo dele com os secretários da área econômica.
Maia deu a declaração logo após ter recebido a proposta de reforma administrativa do governo das mãos do ministro da Secretaria-Geral, Jorge Oliveira, que representou o presidente Jair Bolsonaro - em viagem pelo interior de São Paulo. Ali mesmo, o presidente da Câmara tornou público o novo confronto com Guedes e contou que o ministro proibiu integrantes da equipe econômica de dialogar diretamente com ele.
"Eu não tenho conversado com o ministro Paulo Guedes. Ele tem proibido a equipe econômica de conversar comigo. Ontem (anteontem), a gente tinha um almoço com o Esteves (Colnago, chefe da Assessoria Especial de Relações Institucionais) e com o secretário do Tesouro (Bruno Funchal) para tratar do Plano Mansueto, e os secretários foram proibidos de ir à reunião", disse Maia em entrevista à GloboNews.
O almoço, que seria na casa do presidente da Câmara, acabou cancelado. "Foi encerrada a interlocução", disse ele. Sem esconder a briga, Maia afirmou que suas tratativas, agora, serão com Ramos, mesmo em assuntos econômicos. "Ramos tem sido um aliado da Câmara dos Deputados, fundamental nas últimas votações, como a Lei do Gás. (...) Então, decidi que a relação da presidência da Câmara será com o ministro Ramos, e o ministro Ramos conversa com a equipe econômica, para não criar constrangimento mais para ninguém. Mas isso não vai atrapalhar os nossos trabalhos, de forma nenhuma", afirmou.
A cerimônia de entrega da reforma administrativa havia sido planejada pelo governo para marcar um momento bom do relacionamento entre o Palácio do Planalto e o Congresso. Lá estavam também os líderes do governo e Maia fez questão de agradecer Bolsonaro e alguns ministros, mas em nenhum momento citou Guedes. "Parabenizo pela correta decisão de encaminhar reforma que vai no ponto correto", afirmou ele. Logo depois, porém, tornou pública a queda de braço com Guedes.
Procurado, o Ministério da Economia informou que não comentará o assunto. Nos bastidores, o clima é tenso com comentários de que Maia "apunhala pelas costas". Em conversas reservadas, alguns auxiliares de Guedes fizeram questão de lembrar, no entanto, que o tempo do presidente da Câmara "está acabando". Outros, no entanto, tentaram colocar panos quentes no desentendimento, sob o argumento de que, com a mudança na liderança do governo na Câmara, agora nas mãos de Ricardo Barros (Progressistas-PR), a ponte com o Planalto se fortaleceu.
A relação entre Maia e Guedes ficou estremecida durante a reforma da Previdência, mas se deteriorou ainda mais com a pandemia do coronavírus. Em abril, os dois deixaram de se falar. O presidente da Câmara mantinha, então, contado com Esteves Colnago, com o secretário especial de Previdência Bruno Bianco, e com o então secretário do Tesouro, Mansueto Almeida. O Estadão apurou que Guedes, àquela época, já havia determinado à sua equipe que se mantivesse afastada de Maia.
O chefe da Economia nunca gostou da proximidade do presidente da Câmara com Mansueto. Maia, por sua vez, acha que Guedes quer afrontá-lo, fazendo afagos ao deputado Arthur Lira (AL), líder do Progressistas e comandante do Centrão que está de olho em sua cadeira na Câmara.
Agência Estado e Correio do Povo