Chefe da saúde pública canadense recomenda sexo com máscara e sem beijo

Médica observou que há uma "probabilidade muito baixa" de transmissão do novo coronavírus por meio do sêmen ou de fluidos vaginais

Número de casos confirmados de Covid-19 no Canadá aumentou na quarta-feira para 129.705

A chefe do Departamento de Saúde Pública do Canadá, Theresa Tam, pediu nesta quarta-feira que os casais usem máscaras durante as relações sexuais para evitar a propagação do novo coronavírus.
"O sexo pode ser complicado na era da Covid-19, especialmente para aqueles sem um parceiro íntimo em sua casa ou cujo parceiro sexual está sob maior risco de Covid-19", disse Tam em um comunicado. "A atividade sexual de menor risco durante a pandemia envolve você mesmo sozinho", acrescentou.
Aqueles que fizerem sexo com um parceiro de risco ou de fora de sua casa, porém, devem "deixar de beijar e evitar contato face a face ou proximidade e considerar usar uma máscara que cubra o nariz e a boca". Tam também recomendou que as pessoas limitem o consumo de álcool e "outras substâncias para que você e seu(s) parceiro(s) possam tomar decisões seguras".
A médica observou que há uma "probabilidade muito baixa" de transmissão do novo coronavírus por meio do sêmen ou de fluidos vaginais, mas ainda pediu o uso de preservativo.
O número de casos confirmados de Covid-19 no Canadá aumentou na quarta-feira para 129.705, incluindo 9.171 mortes. Quase 90% das pessoas que adoeceram se recuperaram.

AFP e Correio do Povo

Lewandowski manda juiz da Lava Jato permitir acesso de Lula ao acordo de leniência da Odebrecht

Defesa do petista reclamou ao STF que Luiz Antônio Bonat solicitou manifestação do MPF sobre a liberação dos documentos, garantida pela Corte em agosto

Decisão engloba todos documentos que citam o petista e embasam a ação penal que mira o Instituto Lula

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou nesta quarta-feira que a 13ª Vara Federal de Curitiba libere acesso ao acordo de leniência da Odebrecht à defesa do ex-presidente Lula, conforme determinado pela Corte no início de agosto. A decisão engloba todos os documentos que citam o petista e embasam a ação penal que mira o Instituto Lula, ainda não julgado pela primeira instância.
Documento
O ministro também determinou que os prazos para as alegações finais, manifestações que precedem a sentença, não sejam abertos enquanto o mérito da reclamação de Lula não for julgado pelo STF.
Os advogados de Lula apresentaram reclamação ao Supremo após a 13ª Vara Federal deferir despacho pedindo manifestação do Ministério Público Federal e da própria Odebrecht antes de liberar os anexos do acordo de leniência que citam o ex-presidente. Segundo a defesa, a medida poderia limitar o acesso aos documentos, que passariam pelo crivo da Procuradoria e da empreiteira.
Segundo Lewandowski, o despacho da 13ª Vara de Curitiba "parece afrontar" a decisão do Supremo, que concedeu a Lula acesso aos documentos, limitando apenas os elementos de provas que possam ser utilizadas em diligências em curso.
“Não se afigura cabível, à toda a evidência, submeter a entrega dos elementos de prova já coligidos a uma espécie de escrutínio por parte do Ministério Público e de seus colaboradores, deixando à discrição destes aquilo que pode ou não ser conhecido pelo acusado”, afirmou Lewandowski. “Em outras palavras, caso tal fosse placitado, estar-se-ia transferindo para a acusação e os delatores a escolha dos dados e informações constantes dos autos aos quais os defensores do réu podem ter acesso”.
Lewandowski também pontuou que é ‘bastante improvável’ que algum documento do acordo de leniência da Odebrecht esteja sendo utilizado para diligências ainda em andamento, visto que a investigação se arrasta "por um longo período". Por essa razão, nada impediria o acesso da defesa de Lula aos autos da delação.
A ação penal em questão envolve supostos atos de corrupção praticados por Lula em benefício da Odebrecht em oito contratações celebradas com a Petrobrás. O esquema teria envolvido o pagamento de R$ 75,4 milhões em propinas ao PT e lavagem de outros R$ 12,4 milhões por meio de dois imóveis – um deles seria usado para abrigar o Instituto Lula, em São Paulo.
O acordo de leniência – espécie de "delação" firmado por empresas – da Odebrecht detalha o suposto esquema envolvendo Lula. A defesa do petista tentava obter acesso aos documentos desde setembro de 2017.
O acesso da defesa de Lula aos anexos do acordo de leniência joga a ação penal de volta à etapa do envio de alegações finais, que precede a sentença. Esta é a segunda vez que isso acontece. No ano passado, o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo, determinou que o prazo para as manifestações fosse reaberto após a Corte firmar o entendimento que delatados – como Lula – tem o direito de se pronunciarem nos autos depois dos delatores.

Agência Estado e Correio do Povo

Vagas de emprego em Porto Alegre - 03.09.2020

Senado proíbe corte de bolsas de estudo até 2021

Projeto ainda passará pela Câmara

Segundo autor do projeto, as bolsas tendem a ser “indissociáveis da própria sobrevivência dos estudantes

O Senado aprovou, nesta quarta-feira, um Projeto de Lei (PL) 4.108/2020 que proíbe o corte de bolsas de estudo durante o período do Estado de Calamidade Pública decretado no país devido à pandemia do novo coronavírus e até um ano após o fim da sua vigência, prevista para terminar em 31 de dezembro desde ano. O projeto segue para apreciação da Câmara dos Deputados.
De acordo com o texto, o governo federal não poderá interromper o pagamento de bolsas de estudo e bolsas de fomento à iniciação científica e à docência, especialização, residência médica, além de bolsas de mestrado e doutorado e bolsas de inclusão social, voltadas para minimizar efeitos das desigualdades sociais e étnicas.
De acordo com o relator do projeto, senador Álvaro Dias (Podemos-PR), as bolsas abordadas pelo projeto “são dirigidas a áreas estratégicas para o desenvolvimento nacional, com inclusão social” e que, por isso, “é imperativo que o Estado assegure a manutenção da destinação dos recursos para a concessão de auxílios pecuniários, na forma de bolsas de estudo, aos segmentos indicados”.
Já segundo o autor do projeto, senador Jayme Campos (DEM-MT), o projeto se justifica, já que as bolsas tendem a ser “indissociáveis da própria sobrevivência dos estudantes, notadamente daqueles economicamente hipossuficientes, oriundos das camadas socialmente menos aquinhoadas”.
Agência Brasil e Correio do Povo

EUA pedem que estados se preparem para distribuir vacina da Covid-19 em novembro

Documento detalha planos para duas imunizações que estão sendo pesquisadas com apoio dos norte-americanos



O governo dos Estados Unidos pediu aos estados que se preparem para distribuir uma possível vacina contra a Covid-19 a partir de 1º de novembro, dois dias antes das eleições presidenciais, segundo carta enviada aos governadores. "O Centro para o Controle e Prevenção de Doenças (CDC) solicita com urgência sua ajuda para agilizar a colocação em prática destas instalações de distribuição", escreveu o diretor do CDC, Robert Redfield.
O documento também pede, "se for necessário, não aplicar os requisitos que possam impedir que estas instalações estejam completamente operacionais em 1º de novembro". A notícia é um novo sinal de que a corrida pela vacina se desenvolve a toda velocidade nos Estados Unidos, país mais afetado pela pandemia. Autoridades de saúde se preparam rapidamente para colocar em prática "uma distribuição em larga escala da vacina a partir do outono de 2020", assinala Redfield na carta.
Trump, candidato à reeleição, afirmou na semana passada que seu país terá acesso à vacina este ano, sendo esta sua grande aposta eleitoral, ante um desempenho econômico ofuscado pela pandemia. Embora várias vacinas se encontrem em fase de testes clínicos, ainda não há certeza de que alguma delas seja eficaz e segura. Ainda assim, autoridades americanas já preparam o processo de distribuição, para ganharem tempo.
Paralelamente à carta, documentos foram enviados aos estados americanos para orientá-los no que Redfield considera a "enorme tarefa" de organizar a distribuição da vacina. Um deles vislumbra três cenários, em função do desenvolvimento de uma vacina "A" e uma vacina "B".
Estas duas vacinas parecem corresponder às desenvolvidas pelos laboratórios americanos Pfizer e Moderna, respectivamente, segundo o jornal "The New York Times". Os Estados Unidos reservaram milhões de doses destas empresas, mas também da AstraZeneca, Johnson & Johnson, Novavax e Sanofi, a fim de garantir entregas rápidas da vacina que vencer a corrida.
"Os cenários descritos devem ser usados pelos estados e jurisdições locais para desenvolverem um plano operacional de vacinação precoce contra a Covid-19, enquanto o fornecimento de vacinas for limitado", explica o documento.
No primeiro cenário, segundo o qual a vacina A mostrará sua eficácia, estima-se que cerca de 2 milhões de doses estarão disponíveis no fim de outubro e entre 10 e 20 milhões no fim de novembro. No segundo cenário, a vacina B é eficaz. No terceiro, ambas as vacinas são.
O documento detalha as condições de envio e armazenamento das vacinas, bem como as populações que deverão recebê-la prioritariamente, como equipes médicas e trabalhadores de atividades essenciais.
Outro sinal de que os Estados Unidos fazem de tudo para acelerar o acesso a uma vacina é que o chefe da Administração de Medicamentos e Alimentos (FDA), Stephen Hahn, não descarta a hipótese de autorização da mesma através de um processo de emergência, antes da conclusão dos testes clínicos.


AFP e Correio do Povo

Roger Machado não é mais técnico do Bahia

Após derrota para o Flamengo por 5 a 3, treinador foi demitido do clube nordestino

Roger Machado foi demitido do Bahia na noite desta quarta-feira

O Bahia comunicou, na noite desta quarta-feira, a demissão do técnico Roger Machado. A demissão acontece após nova derrota, desta vez para o Flamengo, pelo placar de 5 a 3. 
Roger Machado estava no comando do Bahia deste abril de 2019, onde conquistou os títulos estaduais de 2019 e 2020. Foram 74 jogos, com 30 vitórias, 22 empates e 22 derrotas.
O técnico interino do Bahia até a confirmação do novo nome será o auxiliar, Cláudio Prates. Na próxima rodada, o Tricolor enfrenta o Inter, no Beira-Rio, no domingo, às 16h.

Correio do Povo

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Por 14 votos a favor e 1 contra, STJ mantém afastamento de Witzel por seis meses

Investigado, governador do Rio está afastado do cargo desde o dia 28 de agosto

Governador afirma que

Por 14 a 1, a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve ontem o afastamento por seis meses do governador do Rio, Wilson Witzel (PSC). Desde que foi criado, em 1988, o STJ já mandou governadores para a cadeia durante o exercício do mandato, como José Roberto Arruda e Luiz Fernando Pezão, mas esta foi a primeira vez que um chefe do Executivo local foi afastado do cargo sem ser preso.
A decisão, inédita, representa uma vitória do presidente Jair Bolsonaro. Witzel é um de seus principais adversários políticos e nunca escondeu o desejo de ser candidato ao Palácio do Planalto, em 2022, enfrentando Bolsonaro, que busca a reeleição.
Em quase cinco horas de julgamento, o relator do caso, Benedito Gonçalves, os ministros Francisco Falcão, Nancy Andrighi, Laurita Vaz, Maria Thereza Assis de Moura, Og Fernandes, Luís Felipe Salomão, Mauro Campbell, Raul Araújo, Isabel Gallotti, Antonio Carlos Ferreira, Marco Buzzi, Sérgio Kukina e o presidente do STJ, Humberto Martins, defenderam o afastamento do governador fluminense. A Corte Especial é formada por 15 dos 33 ministros mais antigos do tribunal.
Por comandar o STJ, Martins não era obrigado a votar, mas fez questão de deixar explícita sua posição e chancelar a decisão monocrática (individual) de Gonçalves. Kukina foi além dos colegas e votou para que Witzel não fosse apenas afastado do cargo, mas também preso. "Há elementos que sinalizam e direcionam ser ele o 'cabeça' da organização criminosa. Não faz sentido que os demais (alvos da operação) estejam presos", afirmou Kukina.
Eleito em 2018 tendo como um dos pilares de sua campanha o discurso contra a corrupção, Witzel foi acusado de obter vantagens indevidas em compras fraudadas na área da Saúde durante a pandemia do novo coronavírus. Seus advogados alegaram que não tiveram acesso a documentos da investigação. Observaram, ainda, que o afastamento foi determinado sem que o governador prestasse depoimento às autoridades.
"Respeito a decisão do Superior Tribunal de Justiça. Compreendo a conduta dos magistrados diante da gravidade dos fatos apresentados. Mas reafirmo que jamais cometi atos ilícitos", escreveu Witzel no Twitter. "Continuarei trabalhando na minha defesa para demonstrar a verdade e tenho plena confiança em um julgamento justo", completou, negando irregularidades e desejando "serenidade" ao governador em exercício, Cláudio Castro (PSC). O Estadão apurou que a defesa de Witzel vai recorrer novamente ao Supremo Tribunal Federal (STF).

"Graves"

Gonçalves, que havia determinado o afastamento do governador por 180 dias, afirmou ter decidido por "medida menos gravosa" do que a prisão. Para o ministro Francisco Galvão, as acusações são graves e devem ser aprofundadas. "No momento em que vivemos, numa pandemia, onde já tivemos mais de 120 mil vítimas, é impossível que alguém que esteja sendo acusado e investigado possa continuar a exercer o cargo tão importante de maior dirigente do Estado do Rio", disse ele.
Nancy Andrighi concordou. "A ordem pública está não só em risco, como em atual, intensa e grave lesão. A situação de enfrentamento da pandemia tem sido aproveitada para dar continuidade à prática de atos criminosos", disse a ministra.
Mesmo acompanhando o entendimento dos colegas, Maria Thereza criticou o fato de Witzel ter sido afastado do cargo por uma decisão individual. O assunto provocou debate na Corte. "Na minha modesta opinião, essa decisão não deveria ter sido monocrática, mas submetida ao órgão colegiado desde logo. Trata-se aqui de governador de Estado, eleito com mais de 4,6 milhões de votos", destacou Maria Thereza.
"Acredito eu, que, em se tratando do afastamento de autoridade com prerrogativa de foro, eleita pelo voto popular, a submissão dessa matéria à Corte Especial constitui medida de prudência, que me parece, ostenta maior compatibilidade com o princípio democrático".
Mauro Campbell também questionou o fato de o afastamento ter sido por decisão individual, mas acabou votando para que o governador continuasse fora do comando do Rio. "Os fatos falam por si só."

Divergência

Único a ficar ao lado de Witzel, Napoleão Nunes contestou o afastamento do governador. "O pouco amor que se tem tido ultimamente pelo justo processo jurídico e o desapreço que se tem tido pelas liberdade individuais têm conduzido alguns autores imprudentes a relacionar o garantismo com a impunidade. Será que podemos falar em ampla defesa num julgamento que não comporta fala de advogado?", questionou.
Cláudio Castro, o governador em exercício, divulgou nota desejando que Witzel tenha garantido o amplo direito de defesa e reafirmando o compromisso de conduzir o Rio com "serenidade, diálogo e austeridade".

Agência Estado e Correio do Povo

"Jamais cometi atos ilícitos", diz Witzel após decisão do STJ

Corte Especial formou maioria pela manutenção de afastamento do governador do Rio de Janeiro

Governador do Rio de Janeiro está afastado do cargo

O governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), afirmou via redes sociais nesta quarta-feira que jamais cometeu atos ilícitos, mas que respeita a decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça), que formou maioria para a manutenção de seu afastamento.
“Respeito a decisão do Superior Tribunal de Justiça. Compreendo a conduta dos magistrados diante da gravidade dos fatos apresentados. Mas, reafirmo que jamais cometi atos ilícitos”, afirmou Witzel.


“Não recebi qualquer valor desviado dos cofres públicos, o que foi comprovado na busca e apreensão. Continuarei trabalhando na minha defesa para demonstrar a verdade e tenho plena confiança em um julgamento justo”, completou. Witzel desejou ao governador em exercício, Cláudio Castro (PSC), “serenidade para conduzir os trabalhos que iniciamos juntos”.
O julgamento no STJ ainda não foi concluído. Contudo, a Corte Especial já formou maioria para manter o afastamento de Witzel. Onze ministros votaram pela manutenção da decisão do relator do processo, Benedito Gonçalves, que em um despacho individual da última sexta-feira (28) determinou o afastamento após pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) por 180 dias. Witzel é suspeito de desvios de dinheiro destinados a saúde em meio a pandemia do novo coronavírus. Ele nega as acusações.

R7 e Correio do Povo

Sete procuradores da Lava Jato em São Paulo pedem desligamento à PGR

Grupo indicou incompatibilidade com atual procuradora da força-tarefa

Janice Ascari é uma das que anunciou vontade de deixar força tarefa

Um grupo formado por sete procuradores que integram a força-tarefa da Operação Lava Jato em São Paulo assinaram ofício enviado nesta quarta-feira ao procurador-geral da República, Augusto Aras, solicitando desligamento dos trabalhos na operação até o final deste mês. Os procuradores argumentam, "incompatibilidades insolúveis com a atuação da procuradora natural dos feitos da referida força-tarefa, Dra. Viviane de Oliveira Martinzes". As razões teriam sido expostas à Corregedoria-Geral do Ministério Público Federal no âmbito de uma sindicância interna.
A lista inclui a coordenadora do grupo, Janice Ascari, e os procuradores Guilherme Rocha Göpfert, Thiago Lacerda Nobre, Paloma Alves Ramos, Janice Agostinho Barreto Ascari, Marília Soares Ferreira Iftim, Paulo Sérgio Ferreira Filho e Yuri Corrêa da Luz.
"Porque oportuno, indicam que, em favor de um período de transição, estão à disposição para adotarem providências finais a parte dos casos que vinham sendo conduzidos, e solicitam, para tanto, seja o efeito do desligamento ora solicitado iniciado a partir das datas abaixo discriminadas", apontam os procuradores.
A debandada da Lava Jato bandeirante foi anunciada um dia depois do coordenador da força-tarefa no Paraná, Deltan Dallagnol, declarar que estava deixando a operação.
Segundo o procurador, sua saída é motivada para ter mais tempo com a família, visto que sua filha passará por tratamento médico. No lugar de Deltan assumirá Alessandro José Fernandes de Oliveira, que atualmente faz parte do grupo de trabalho da Lava Jato da PGR (Procuradoria-Geral da República).
A saída dos procuradores também ocorre em meio a reveses da Lava Jato bandeirante em investigações que miram o senador José Serra (PSDB). Na semana passada, o ministro Gilmar Mendes ampliou liminar concedida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, e suspendeu a ação penal que mira o tucano por suposta lavagem de propinas pagas pela Odebrecht.
A denúncia contra o tucano havia sido aceita em julho pelo Diego Paes Moreira, da 6ª Vara Criminal de São Paulo, uma hora depois de Toffoli suspender "toda a investigação" contra Serra. Por "cautela", o magistrado decidiu suspender a ação penal até novo entendimento do STF sobre o caso - Gilmar ampliou a medida, aplicando o entendimento que a liminar deve alcançar as investigações em vigor e também a ação penal.
R7 e Correio do Povo