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Guedes defende equilíbrio entre isolamento social e "o que a economia aguenta"
Ministro demonstrou preocupação com impacto da quarentena sobre a atividade econômica

Ministro Paulo Guedes admitiu preocupação | Foto: Marcelo Casal Jr. / Agência Brasil / Divulgação / CP
O ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu hoje um "equilíbrio" entre o isolamento social necessário ao combate ao novo coronavírus e "o que a economia aguenta". Ele demonstrou preocupação com os impactos da quarentena sobre a atividade econômica, embora tenha demonstrado apoio ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.
Mandetta tem pregado o isolamento social como medida de contenção do avanço da doença no Brasil, em apoio à postura adotada por Estados e municípios e em contraponto ao presidente Jair Bolsonaro, defensor do chamado isolamento vertical - focado em grupos de risco e pessoas infectadas. "Se deixamos abater também uma depressão econômica, o problema vai ser mais sério. Precisamos de um equilíbrio entre 1, 2, 3 meses que
Mandetta acha necessário de isolamento e o que a economia aguenta", disse Guedes em coletiva no Palácio do Planalto.
Mandetta tem pregado o isolamento social como medida de contenção do avanço da doença no Brasil, em apoio à postura adotada por Estados e municípios e em contraponto ao presidente Jair Bolsonaro, defensor do chamado isolamento vertical - focado em grupos de risco e pessoas infectadas. "Se deixamos abater também uma depressão econômica, o problema vai ser mais sério. Precisamos de um equilíbrio entre 1, 2, 3 meses que
Mandetta acha necessário de isolamento e o que a economia aguenta", disse Guedes em coletiva no Palácio do Planalto.
"Estamos sob orientação do ministro Mandetta, em isolamento, mas é absolutamente válido que o presidente faça alerta sobre onda (de impacto econômico)", reforçou o ministro. Ele defendeu, por exemplo, a manutenção de rotas de transporte abertas durante a crise. "Enquanto a economia estiver oxigenando, vamos furando a primeira onda (de impacto na saúde) e de olho na segunda (impacto econômico)", acrescentou.
Guedes disse ainda que o governo está focando medidas para as camadas mais vulneráveis, na tentativa de formar um "cinturão de proteção". "Eles têm que saber que o governo está com eles", disse. Esse cinturão, segundo o ministro, precisa ser armado principalmente nas principais capitais, onde as aglomerações urbanas (como as favelas) são mais comuns. Nesses locais, a situação é de ainda mais fragilidade.
"Você não sabe ainda a gravidade que a coisa (pandemia do novo coronavírus) tem. É preciso garantir a preservação da vida dos brasileiros", disse. O ministro disse que o governo já destinou um "valor formidável" às ações de combate à doença e seus impactos econômicos. "E estamos dizendo que podemos avançar mais", afirmou.
Agência Estado e Correio do PovoPorto Alegre atinge 83% da meta de vacinação de idosos contra a gripe
Maioria dos locais já está sem imunização; nova campanha começa no dia 16 de abril
Correio do Povo

Vacinação teve mais de 80% da meta atingida em primeira parte da campanha | Foto: Guilherme Almeida
A Prefeitura de Porto Alegre atingiu 83% da meta de vacinação de idosos contra a gripe. No total, 159.572 pessoas com mais de 60 anos foram vacinadas em unidades de saúde, atendimento domiciliar, drive-thrus e farmácias parceiras até as 17h desta quinta-feira. Já em profissionais de saúde, foram mais de 53 mil dores, totalizando quase 213 mil pessoas na primeira fase.
Por conta da alta na procura, a maioria dos locais já está sem as doses. A reposição por aprte da Secretaria Estadual de Saúde deve ocorrer na próxima semana. Ainda nesta quinta-feira, apenas sete unidades ainda possuíam doses contra a gripe. Idosos que ainda não se vacinaram devem aguardar novo lote, evitando deslocamentos desnecessários.
Na Capital, o contingente estimado pelo Ministério da Saúde é de 213 mil para idosos e 82,4 mil para trabalhadores da saúde (295,4 mil pessoas). A meta é vacinar 90%, ou 191,7 mil idosos e 74,1 mil profissionais da saúde. É importante lembrar que a vacina não protege contra o novo coronavírus, mas evita complicações causadas pelos vírus Influenza A H1N1, Influenza A H3N2 e Influenza B linhagem B/Victoria, que ainda não estão circulando.
A partir desta semana, idosos com mais de 80 anos com vínculo na rede de saúde municipal estão sendo contatados por profissionais da SMS para agendar a vacinação em casa. Aqueles que não têm vínculo com o SUS, podem solicitar o agendamento preenchendo formulário da Ouvidora da Saúde.
Fases seguintes da campanha
Outras duas fases de vacinação estão previstas, com início em 16 de abril e 9 de maio, com grupos prioritários diferentes. O término ocorrerá em 22 de maio. Este ano, os grupos a serem imunizados foram ampliados, com a inclusão de adultos de 55 a 59 anos e pessoas com deficiência.
A segunda fase começa em 16 de abril e é dirigida a pessoas com doenças crônicas não transmissíveis (comorbidades), professores e profissionais das forças de segurança e salvamento. Em 9 de maio, os demais grupos de risco começam a ser imunizados: crianças de seis meses a menores de seis anos, gestantes, puérperas, povos indígenas, adultos entre 55 e 59 anos, pessoas com deficiência, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos cumprindo medida socioeducativa, apenados e funcionários do sistema prisional.
Correio do Povo
Sem futebol, TV pode não pagar clubes por causa da pandemia
Grêmio e Inter recebem cerca de R$ 100 milhões por transmissão do Brasileirão. Dinheiro começaria a entrar em abril
Correio do Povo

Dupla Gre-Nal pode ficar sem o dinheiro da televisão por conta da pandemia
| Foto: Lucas Uebel / Grêmio / Divulgação / CP
Paira sobre os clubes da Série A do Campeonato Brasileiro mais uma ameaça. A rede televisiva e suas afiliadas, que detêm a maior parte dos direitos de transmissão da competição, podem não honrar com os compromissos. A justificativa é a pandemia do novo coronavírus, que interrompeu o futebol no país e deve impedir o início do Brasileirão, que seria em maio. Para a Dupla Gre-Nal, o não pagamento das cotas de TV nos prazos acordados representaria mais um golpe fortíssimo nas já combalidas finanças dos dois principais clubes gaúchos.
O dinheiro da TV referente ao Brasileirão deveria começar a entrar nos clubes este mês, com exceção daqueles que solicitam − e foram atendidos− um adiantamento. Esse, porém, não é o caso nem do Inter, nem do Grêmio. Ou seja, em tese, neste momento, não há atraso algum referente à principal competição do futebol nacional. “Não podemos falar sobre algo que ainda não existe. Porém, creio que é uma possibilidade concreta, principalmente se o Campeonato Brasileiro não for retomado”, enfatizou o 1º vice-presidente do Inter, Alexandre Chaves Barcellos.
Barcellos é o encarregado de representar a direção colorada nas negociações com as emissoras de TV. “Neste momento, não temos certeza de nada. Não sabemos nem quando o futebol voltará a ser jogado. Então, fica difícil de prever o que vai acontecer. Sinceramente, acho que futebol no Brasil só vai voltar lá por julho, agosto... Todo esse processo ainda vai longe”, disse um dirigente gremista, que prefere não se identificar.
Conforme o acordo, os depósitos seriam mensais, drenando o fluxo de caixa dos clubes. Inter e Grêmio, cada um, recebem mais de R$ 100 milhões da TV. No caso do Inter, os direitos para TV fechada foram vendidos para o grupo Turner, que também está ameaçada, mas representa cerca de 20% desse valor. Sobre o Gauchão, a emissora promete pagar a quarta e última parcela quando, e se, a competição for retomada. Inter e Grêmio ainda têm a receber R$ 2,8 milhões pelo regional.
Correio do Povo
Governo tem "plano de logística" para buscar equipamentos na China, diz Mandetta
Luvas, máscaras e respiradores são principais demandas de equipamento do país para lutar contra Covid-19
Mandetta afirmou que Brasil poderá ir até a China para pegar equipamentos de saúde | Foto: Fotografia MPF / Divulgação / CP
Agência Estado e Correio do Povo
Mandetta afirmou que Brasil poderá ir até a China para pegar equipamentos de saúde | Foto: Fotografia MPF / Divulgação / CP
O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, voltou nesta quinta-feira a dizer que o governo brasileiro possui um "plano de logística" para, se necessário, enviar aviões à China para buscar equipamentos de saúde. As principais demandas do país são focadas em Equipamentos de Proteção Individual (EPI), como luvas e máscaras, e respiradores. O desafio, no entanto, é garantir a entrega dos produtos diante da demanda mundial.
Segundo Mandetta disse nesta quinta-feira, a estratégia tem sido pensada pelo ministro dos Transportes, Tarcísio de Freitas, que também organiza a distribuição interna de equipamentos de saúde. O ministro da Saúde falou com a imprensa ao lado do procurador-geral da República, Augusto Aras, com quem esteve reunido por mais de duas horas para pensar em uma atuação conjunta durante a pandemia.
Os prazos de entrega dos equipamentos, de acordo com contratos firmados recentemente, podem levar cerca de 30 dias. Até lá, Mandetta garante que os Estados estão abastecimentos com um "bom grau" dos equipamentos disponíveis.
Ainda segundo o ministro, o governo enfrentou dificuldades até encontrar uma empresa e firmar contrato, ontem, de R$ 1 bilhão para a compra de 15 mil ventiladores mecânicos. Ainda assim, há risco de que o fornecedor não consiga realizar o transporte e o governo se prepara para buscar os equipamentos.
"Fizemos uma compra muito grande, o suficiente para suprir a demanda por mais de 6 dias", avaliou o ministro. "Agora, entre o contrato assinado e o produto recebido, só comemoro o produto recebido, porque mesmo com contratos assinados, às vezes chega na data e quem está com contrato assinado não consegue entregar. Mas, se houver necessidade de logística internacional, o ministro Tarcísio está preparado. Se tiver necessidade de irmos para China, a Wuhan, nós temos condições", declarou.
Mandetta lembrou que a China produz mais de 90% dos equipamentos de saúde do mundo, o que terá que ser reavaliado após a pandemia para garantir que haja maior distribuição desses itens essenciais. Epicentro do novo coronavírus, a China ficou dois meses sem poder realizar as vendas dos equipamentos.
"Há 15 dias atrás, a China falou que poderia voltar a vender para o mundo. Então, entrou demanda reprimida, excedente de países em situações epidêmicas e outras países que precisaram adquirir. Por mais que (a China) produza, você tem momento muito intenso de ajuste de toda a produção e de toda logística. Às vezes você tem dinheiro para comprar, mas não tem avião para entregar. O mercado mudou", disse Mandetta.
Mandetta e Aras também anunciaram um acordo entre as duas instituições para que a Saúde compartilhe informações de combate ao novo coronavírus com o Ministério Público Federal (MPF), que manterá diálogo na esfera estadual para organizar demandas e evitar excesso de judicializações de processos.
"A notícia positiva é que formalizamos hoje uma maneira de trabalhar com a PGR no combate à Covid-19", disse Mandetta no início da entrevista. O ministro também disse que é preciso centralizar as decisões durante a pandemia e destacou que a "ação desarticulada" foi uma das razões de colapso em outros países que enfrentam o vírus.
Aras também lembrou que há um compromisso da PGR para que os recursos de acordos de delação premiada e de leniência sejam destinados para o combate ao novo coronavírus.
Como prevenir o contágio do novo coronavírus
De acordo com recomendações do Ministério da Saúde, há pelo menos cinco medidas que ajudam na prevenção do contágio do novo coronavírus:
• lavar as mãos com água e sabão ou então usar álcool gel.
• cobrir o nariz e a boca ao espirrar ou tossir.
• evitar aglomerações se estiver doente.
• manter os ambientes bem ventilados.
• não compartilhar objetos pessoais.
Agência Estado e Correio do Povo
Macarrão em uma panela só

| Foto: Sabrina Rolim/Divulgação
A minha quarentena não está sendo diferente da quarentena de ninguém. É filha em casa, estudos da filha em casa, trabalho de casa, trabalho em casa, tudo ao mesmo tempo. Não há como manter a rotina, é preciso adaptá-la a essa nova realidade, e tentar manter a sanidade mental vivendo um dia de cada vez, com calma, serenidade e a certeza de que tudo vai passar.
E mais do que nunca, em meio a esse mini-caos, é preciso ser prática na hora de cozinhar.
A panela de pressão é um item básico na cozinha. Há quem só pense nela na hora do feijão ou da carne de panela, mas a sua rapidez no preparo e versatilidade nos permite preparar risotos, carnes, pão, bolos, doces, legumes e sopas num tempo muito menor que nas panelas convencionais. É uma panela multiuso.
Para hoje, trago uma receita que mora nos nossos corações: macarrão na panela de pressão. Simples, rápida e saborosa, essa receita ainda tem uma qualidade que, em tempos de correrias, julgo essencial: suja apenas UMA panela.
Macarrão na panela de pressão
Ingredientes:
-500 gramas de fusille (o conhecido “macarrão parafuso”);
- 1 xícara de passata de tomate;
- 1 caixa de creme de leite;
- Pimenta do reino moída a gosto;
- 1 colher de sopa rasa de sal;
- Azeite de oliva;
- ½ cebola picada;
- 1 tomate sem pele picado;
- 2 dentes de alho picados;
- Queijo ralado para finalizar;
- Cebolinha picada para finalizar;
Modo de preparo:
Coloque a panela de pressão em fogo médio e prepare nela o molho com azeite, cebola, alho, tomate e passata de tomate. Refogue os ingredientes até obter um molho de tomate consistente. Junte o macarrão cru e cubra com agua quente. Misture bem todos os ingredientes. Feche a panela e, quando a panela pegar pressão, conte 3 minutos e desligue o fogo. Tire a pressão. Abra a panela, religue o fogo baixo e junte o creme de leite e acerte o sal. O creme de leite vai engrossar e deixar o molho do macarrão super cremoso. Mas fique atenta: é rapidinho. Salpique queijo ralado, cebolinha e sirva.
Esta receita é muito versátil. Podes fazer um molho com carne moída e depois cozinhar o macarrão. Carne de panela, frango, legumes, presunto e salsichas também são outras variações de molho possíveis. Mais sabor e menos louça para lavar. Amo/sou fã de receitas assim.
Beijos e até a próxima!

Sabrina Rolim é empresária, mãe e louca por comida. A cada 15 dias, compartilha no Bella+ receitas de família (somente aquelas bem práticas) e dicas de lugares preferidos. @comidatriboa
Correio do PovoTotal de casos confirmados de coronavírus no RS chega a 386
Secretaria Estadual de Saúde divulgou boletim na noite desta quinta-feira
A Secretaria Estadual de Saúde informou, em boletim epidemiológico, publicado às 19h45min, na noite desta quinta-feira, 386 casos confirmados do novo coronavírus no Rio Grande do Sul. Segundo a pasta, 59 munícipios do RS já registraram pelo menos um caso da doença. Desde o primeiro paciente, houve cinco mortes.
Os dados da SES e da SMS podem apresentar alguma defasagem, pois, segundo a pasta estadual, "em Porto Alegre, muitos exames são realizados por laboratórios privados reconhecidos pelo Ministério da Saúde".
Correio do Povo
Porto Alegre registrou 227 casos confirmados nesta quinta-feira | Foto: Alina Souza / CP
ATUALIZAÇÃO— Secretaria da Saúde (@SES_RS) April 2, 2020
O balanço final dos casos desta quinta-feira termina com 386 casos confirmados. Permanece o número de cinco óbitos entre eles.https://t.co/ZxiPeaLhKP pic.twitter.com/3Vfzd1KMZK
Em relação ao último balanço anunciado, o aumento foi de 70 casos, que foram identificados em Porto Alegre (23 casos), Alvorada, Bagé, Bento Gonçalves (2), Cachoeirinha, Dois Irmãos, Estância Velha, Gravataí (5), Guaíba, Ivoti, Lajeado, Marau, Novo Hamburgo, Passo Fundo, São Gabriel, São Leopoldo (4), Sapucaia do Sul, Tramandaí, Uruguaiana, Viamão e Vila Maria.
No Rio Grande do Sul, das cinco mortes por Covid-19, três foram em Porto Alegre. O óbito mais recente ocorreu na última quarta-feira, quando um homem de 59 anos morreu na Capital.
Porto Alegre registra pelo menos 227 casos confirmados
A Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre registrou, em boletim epidemiológico, publicado às 19h30min, na noite desta quinta-feira, 227 casos de coronavírus na Capital. Segundo a pasta, foram identificados 19 novos casos da doença nesta quinta, 228 seguem em análise e 522 foram descartados.
#Transparencia Sobe para 227 o número de casos confirmados de #Coronavirus em Porto Alegre. Foram 19 novos casos confirmados nesta quinta-feira. Seguem em análise 228 casos, além de 522 descartados. Acesse o Boletim Informativo completo em https://t.co/dAsaTI4Jsa pic.twitter.com/4vexZelRT6— Saúde Porto Alegre (@saudepoa) April 2, 2020
Os dados da SES e da SMS podem apresentar alguma defasagem, pois, segundo a pasta estadual, "em Porto Alegre, muitos exames são realizados por laboratórios privados reconhecidos pelo Ministério da Saúde".
Correio do Povo
Alemanha aposta nos smartphones e bluetooth contra a pandemia
Alemães estão apresentando mais eficácia na contenção do novo coronavírus
AFP e Correio do Povo

Alemanhã aposta nos smartphones para conter a pandemia | Foto: Odd Andersen / AFP / CP
A Alemanha pretende recorrer aos smartphones e à tecnologia bluetooth para lutar contra a pandemia de coronavírus, apesar de sua tradicional relutância a usar os dados pessoais dos cidadãos. A própria chanceler Angela Merkel - que fala com frequência de sua juventude sob vigilância na Alemanha Oriental - afirmou nessa quarta-feira que está pronta para utilizar a tecnologia se for eficaz contra o vírus. No momento, a Alemanha parece conter de maneira mais eficiente que os países vizinhos a epidemia, com menos de 900 mortos, de acordo com o balanço oficial, graças à política de testes em larga escala. Por este motivo, o país não aplica até o momento o confinamento estrito e generalizado adotado por França, Itália ou Espanha.
O governo já está preparando a próxima fase, com a possível flexibilização ao final do mês das medidas de distanciamento social e do fechamento de locais públicos. O ministro da Saúde, Jens Spahn, explicou, no entanto, que "para que isto seja possível temos que poder identificar e entrar em contato rapidamente com todas as pessoas que estiveram em contato com uma pessoa infectada". Em março, o governo foi obrigado a recuar no plano para utilizar os dados pessoais dos cidadãos. De acordo com este plano, as operadoras de telefonia teriam que proporcionar os dados de 46 milhões de clientes na Alemanha para identificar os contatos das pessoas enfermas. Uma medida considerada intolerável por muitos no país, marcado pela espionagem e o controle do regime nazista e mais tarde pela Stasi, a polícia política da Alemanha Oriental.
Finalmente, o governo decidiu propor outro dispositivo que seria baseado no voluntariado. O projeto teria como base um aplicativo que armazenaria durante 15 dias, sem geolocalização e garantindo a proteção de dados, as interações dos usuários graças à tecnologia bluetooth, que transforma o telefone em um emissor e receptor de sinais. Se uma pessoa está infectada, o aplicativo enviaria um sinal ("push") a todas as pessoas com as quais ela se encontrou nas duas semanas anteriores para advertir sobre o risco de contágio. Apenas quem fizer o download do aplicativo receberá a advertência do risco de contágio.
Ao mesmo tempo, o anonimato do enfermo será garantido. O sistema é inspirado em um similar ao empregado em Singapura, onde a epidemia de coronavírus foi contida, apesar da alta densidade da população nesta cidade-Estado. Na Alemanha, o dispositivo está sendo desenvolvido pelo instituto Fraunhofer Heinrich-Hertz (HHI) no lado das telecomunicações e pelo instituto Robert-Koch pela parte epidemiológica.
O uso de dados pessoais foi aprovado pela Comissão Federal de Proteção de Dados, mas com algumas condições. "A coleta e avaliação de dados pessoais para romper as cadeias de infecção só podem ocorrer com o consentimento dos cidadãos", afirmou o comissário Ulrich Kelber. "Estes dados deverão ser conservados por um período limitado e claramente definido, e apenas com o objetivo de lutar contra a pandemia. Depois terão que ser suprimidos", acrescentou. A ideia de utilizar dados pessoais dos telefones parece começar a ser aceita pela opinião pública. Quase 50% dos alemães são favoráveis, contra 38% que são contrários, segundo uma pesquisa do instituto Yougov.
Como prevenir o contágio do novo coronavírus
De acordo com recomendações do Ministério da Saúde, há pelo menos cinco medidas que ajudam na prevenção do contágio do novo coronavírus:
• lavar as mãos com água e sabão ou então usar álcool gel.
• cobrir o nariz e a boca ao espirrar ou tossir.
• evitar aglomerações se estiver doente.
• manter os ambientes bem ventilados.
• não compartilhar objetos pessoais.
AFP e Correio do Povo
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