Protestos diminuem, mas aumenta a incerteza sobre auditoria eleitoral na Bolívia

Relatório da auditoria da OEA deve ficar pronto em duas semanas

Protestos contra a reeleição do presidente Evo Morales diminuíram neste sábado na Bolívia, quando milhares de pessoas foram aos cemitérios para homenagear seus mortos

Protestos contra a reeleição do presidente Evo Morales diminuíram neste sábado na Bolívia, quando milhares de pessoas foram aos cemitérios para homenagear seus mortos | Foto: Jorge Bernal / AFP / CP

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Os protestos contra a reeleição do presidente Evo Morales diminuíram neste sábado na Bolívia, quando milhares de pessoas foram aos cemitérios para homenagear seus mortos, enquanto aumentavam as incertezas sobre a auditoria da Organização dos Estados Americanos (OEA) nas questionadas eleições de 20 de outubro. "Vamos ser respeitosos com o relatório da OEA", disse Morales em um evento na região central de Cochabamba neste sábado, um dia após o chefe da missão da agência, o mexicano Arturo Espinosa, renunciar a favor da "imparcialidade" depois de admitir que publicou artigos críticos sobre o presidente de esquerda boliviano.

"Decidi me retirar da auditoria para não comprometer sua imparcialidade. Deveria ter informado à OEA sobre declarações públicas anteriores a respeito do processo eleitoral na Bolívia", tuitou Espinosa, que havia iniciado o processo de verificação da OEA com o ministro das Relações Exteriores boliviano Diego Pary.

A missão da OEA, formada por 30 membros, iniciou na quinta-feira os trabalhos para verificar os resultados das eleições de 20 de outubro, vencidas por Morales já no primeiro turno. O resultado é rejeitado pela oposição boliviana, que denuncia fraude na apuração, o que levou o governo Morales a aceitar a missão da OEA.

Espinosa, um especialista eleitoral e acadêmico mexicano, publicou na semana passada um artigo sobre as eleições na Bolívia muito crítico a Morales, segundo a imprensa boliviana. O chefe da missão da OEA anunciou sua renúncia pouco depois de o Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) divulgar o resultado final das eleições, confirmando a reeleição de Morales, com 47,08% dos votos, seguido pelo ex-presidente centrista Carlos Mesa, com 36,51%. A diferença de mais de 10 pontos sobre Mesa garantiu a vitória de Morales já no primeiro turno.

Mesa declarou que o resultado final do TSE confirma a "fraude" montada por Morales e trata-se de "uma agressão à boa fé da comunidade internacional". A oposição se nega a avalizar a auditoria da Organização de Estados Americanos (OEA) por considerar que se trata de uma manobra para manter Morales no poder.

O relatório da auditoria da OEA deve ficar pronto em duas semanas. Novos protestos contra o resultado eleitoral foram registrados nesta sexta-feira em diversas cidades. Em La Paz, manifestantes bloquearam ruas nos bairros mais abastados da zona sul, os mais críticos a Morales, mas com menos intensidade que nos dias precedentes, enquanto a polícia de choque se fazia presente nos principais cruzamentos.

Calma

A situação, no entanto, estavam mais calma no país neste sábado, apesar de persistirem tensões, ataques cívicos e bloqueios de ruas em várias cidades. Os bolivianos foram em massa aos cemitérios para homenagear seus mortos, no feriado católico do Dia dos Mortos, enquanto a promotoria anunciava a prisão de seis suspeitos dos assassinatos de dois manifestantes da oposição na cidade de Montero, na região leste de Santa Cruz, quarta-feira passada.

Os funerais das duas vítimas ocorreram na sexta-feira, enquanto em várias cidades, incluindo La Paz, manifestantes da oposição mantinham vigílias com velas em memória delas. Os confrontos entre oponentes e policiais deixaram 191 detidos e 60 policiais, um deles em coma, segundo o chefe de polícia Julio Cordero. Embora todos os grupos da oposição participem dos protestos, alguns movimentos agora também deixaram de apoiar Mesa.

Em grandes assembleias populares realizadas em La Paz e Santa Cruz, os opositores concordaram na quinta-feira em avançar com protestos nas ruas, um sinal de radicalização do movimento. A assembleia (ou "cabildo") de La Paz foi ainda mais longe, proclamando "Nem Mesa, nem Evo Morales!", um sinal de independência política e que os ativistas de La Paz querem novas eleições sem nenhum dos dois candidatos que monopolizaram o pleito. Em Santa Cruz, o feudo da oposição e Potosí (sudoeste) continuaram as greves e barreiras que paralisaram o trabalho e a atividade educacional.


AFP e Correio do Povo

Bolsonaro diz ter tido acesso a gravações de condomínio "antes que fossem adulteradas"

Presidente disse ser vítima de perseguição e acusou o governador do Rio de manipular as investigações

Bolsonaro afirmou ter convicção de que foi o governador fluminense quem colocou seu nome no centro da investigação

Bolsonaro afirmou ter convicção de que foi o governador fluminense quem colocou seu nome no centro da investigação | Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil / CP

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O presidente Jair Bolsonaro disse neste sábado, 2, ter pego a gravação das ligações da portaria do condomínio em que mora "para que não fossem adulteradas". "Eu estava aqui (em Brasília), não estava lá. E outra, nós pegamos antes que fosse adulterado, pegamos lá toda a memória da secretária eletrônica, que é guardada há mais de anos, a voz não é minha. Não é o seu Jair. Agora, o que eu desconfio, que o porteiro leu sem assinar ou induziram ele a assinar aquilo. Induziram entre aspas, né? Induziram a assinar aquilo", afirmou Bolsonaro durante conversa com jornalistas.

O presidente disse ser vítima de perseguição e reiterou que não estava em sua casa no condomínio Vivendas da Barra no dia 14 de março de 2018, quando um dos suspeitos de assassinar Marielle e Anderson acessou o local dizendo que iria para a residência do então deputado federal.

Bolsonaro acusou o governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), de manipular as investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes para implicá-lo no crime. O presidente já havia acusado Witzel de vazar as informações do processo para atingi-lo e, ao mesmo tempo, se credenciar para uma eventual disputa à Presidência da República em 2022.

Neste sábado, Bolsonaro afirmou ter convicção de que foi o governador fluminense quem colocou seu nome no centro da investigação. "(Witzel) Não podia ter acesso a um processo em segredo de Justiça. Mais do que isso, né? A minha convicção é de que ele agiu no processo para botar meu nome lá dentro", afirmou o presidente, que foi a uma concessionária da Honda buscar uma moto que adquiriu.

Bolsonaro também acusou o delegado da Polícia Civil responsável pelo Caso Marielle de ser "amiguinho" do governador. Bolsonaro disse ainda que o ministro da Justiça, Sérgio Moro, foi acionado e entrou em contato com o procurador-geral da República, Augusto Aras, para tratar do caso. "Eu não trato isso com o Aras. Não tem cabimento, o tratamento com Aras foi via ministro da Justiça", afirmou.

"Está requisitado, está tudo deferido. É a Polícia Federal com o assessoramento do MP Federal lá da seção do Rio de Janeiro. Vamos ouvir o porteiro, vamos ouvir aí o delegado também. O delegado que é muito amiguinho do governador, e logicamente que gostaria que o governador também participasse, né?", disse o presidente.

O presidente disse que Witzel "só se elegeu graças" ao hoje senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), seu filho, e depois "começou a usar a máquina do Estado" para perseguir ele e outro de seus filhos, o vereador do Rio Carlos Bolsonaro (PSC-RJ).

"Tudo quanto é amigo meu tão sendo investigados (sic) agora lá no Rio de Janeiro. Por que isso? Porque ele está com sonho e obsessão de ser presidente, e eu sou um obstáculo que tem que ser vencido. Perdeu, Witzel, até porque no dia 9 de outubro você teve acesso ao processo em segredo de Justiça. Não deveria ter acesso a esse documento", disse Bolsonaro.

Questionado pelos jornalistas sobre o que Witzel teria feito, o presidente respondeu: "manipula o processo". "(Manipula) O próprio processo em si, do porteiro", afirmou.

Bolsonaro confirmou que ficou sabendo que o governador do Rio havia tido acesso ao processo durante um jantar em 9 de outubro. "Ele falou o seguinte: mandei teu processo para o Supremo. E eu: que processo meu? Ah, o da Marielle. O que é que eu tenho a ver com a Marielle? O porteiro falou que foi lá na tua casa naquele 14 de março. Ah, foi na minha casa? No momento eu não sabia onde eu estava no 14 de março, poderia estar em outro lugar, poderia até estar em casa, né? Mais numa quarta-feira por volta de umas 17 horas. E depois eu vi que depois e já desconfiava dele há algum tempo, que ele estava perseguindo a mim e à minha família no Rio de Janeiro com esse propósito", narrou Bolsonaro.

Ele disse não ter acreditado à época no que foi dito por Witzel. "Espero agora que não queiram jogar para cima do colo do porteiro. Pode até ser que ele seja responsável, mas não podemos deixar de analisar a participação do governador", afirmou.

Nessa sexta, Witzel refutou a tese de Bolsonaro de que esteja por trás da citação do nome do presidente nas investigações. O governador também parabenizou a Advocacia Geral da União (AGU) por ter aberto um procedimento para investigar o vazamento da informação ao Jornal Nacional sobre o depoimento de um porteiro à Polícia Civil no qual relata que um dos acusados da morte da ex-parlamentar se dirigiria à casa de Bolsonaro no condomínio Vivendas da Barra, no Rio.


Agência Estado e Correio do Povo

Busca pela origem do óleo que atinge Nordeste usou até dados da Nasa

Também satélites ópticos e radares

Dados levam a navio da Grécia

Vazamento ocorreu a 700 km

Entenda os detalhes da busca

Imagem de satélite mostra a mancha original de óleo, que não ficava na superfícieReprodução

CAIO SPECHOTO
01.nov.2019 (sexta-feira) - 20h53
atualizado: 02.nov.2019 (sábado) - 9h47

Para se chegar à conclusão de que a mancha de óleo que atingiu o litoral no Nordeste nas últimas semanas teve origem em 1 navio de bandeira grega, a empresa que fez a descoberta recorreu a dados da Nasa, da Airbus e foi sondada pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

A empresa que atuou nas investigações é a HEX, que trabalha com tecnologias geoespaciais e está sediada em Brasília. O diretor executivo da organização, Leonardo Barros, deu entrevista a jornalistas no fim da tarde desta 6ª feira (1º.nov.2019), na capital, para explicar o processo.

Barros conta que a empresa fez o trabalho voluntariamente. O esforço começou quando as primeiras notícias sobre o vazamento começaram a ter destaque no noticiário.

A Abin, conta o empresário, procurou a empresa para saber se eles teriam condições de proceder uma investigação deste tipo. A agência foi informada que a HEX já fazia a investigação.

O diretor explicou que a primeira etapa foi determinar onde o “ponto zero” do vazamento. “A dificuldade foi muito grande pela disponibilidade de imagens de satélites na região”, disse.

Há uma infinidade de registros de satélites que não são processados por conterem informações sobre áreas de pouco interesse.

Após observar variáveis como correntes marítimas e ventos, foi possível encontrar uma imagem de arquivo com o ponto exato e o momento aproximado do vazamento.

A foto mostra uma mancha abaixo da superfície, com cerca de 200 quilômetros de extensão, a cerca de 700 quilômetros da fronteira entre os estados do Rio Grande do Norte e da Paraíba. As imagens são de 29 de julho a 1º de agosto.

Para chegar a essa conclusão, a HEX rodou, sobre as informações obtidas, 1 algoritmo que desenvolveu para buscar manchas de óleo.

A empresa monitora, por exemplo, a Bacia de Campos, com grande produção de petróleo, em 1 contrato com o Ibama. O executivo não respondeu quanto o serviço de busca pela manha custaria, caso fosse cobrado.

De acordo com Barros, o software analisou área do Oceano Atlântico por meio de 829 imagens de satélites. Praticamente todo o trabalho foi feito por computadores. Apenas duas pessoas participaram do processo.

Passou-se, então, a se procurar pela embarcação. Foi usado o banco de dados AIS, que mostra a trajetória de navios legalizados no mundo todo –cada embarcação tem algo como 1 transponder de avião.

Assim, chegou-se ao Bouboulina, 1 navio-tanque de 274 metros de comprimento, quase 180 mil metros cúbicos de carga, bandeira grega e operado pela empresa Delta Tankers.

Perguntado se a chance de ser outro barco é zero, Leonardo Barros respondeu: “Na nossa avaliação, sim”.

Ele conta que, além das imagens, foram usados dados de satélites do tipo radar. Eles têm a capacidade de detectar embarcações ilegais. Por isso, não seria possível que outra embarcação tivesse passado pelo local e causado a mancha.

As informações utilizadas vieram de satélites da Nasa, da ESA (Agência Espacial Europeia) e da Airbus Defense and Space. A empresa tem uma plataforma usada em pesquisas do tipo.

O relatório (íntegra) foi concluído em 25 de outubro, e entregue à Polícia Federal, como a Abin havia recomendado.

É impossível, com base no estudo, saber se o derramamento foi acidental ou intencional. Também não dá para ter certeza se há mais óleo para chegar às praias – quase 300 localidades já foram atingidas em toda a costa nordestina.

INVESTIGAÇÃO SEGUE

Nota publicada por Ministério da Defesa, Marinha e Polícia Federal diz que o esforço de investigação terá continuidade:

“As investigações prosseguem, visando identificar as circunstância e fatores envolvidos nesse derramamento (se acidental ou intencional), as dimensões da mancha de óleo original, assim como mensurar o volume de óleo derramado, estimar a probabilidade de existência de manchas residuais e ratificar o padrão de dispersão observado”.

O documento também afirma que se tratou de ocorrência inédita e exigiu o estabelecimento de 1 “protocolo próprio de investigação, demandando a integração e coordenação de diferentes organizações e setores da sociedade”. Leia a íntegra da manifestação.

Autores

CAIO SPECHOTO

REPÓRTER

enviar e-mail para Caio Spechoto @caiospechoto


Poder 360

Família pede Moro fora das investigações sobre assassinato de Marielle

Ministro da Justiça passou a defender a federalização das investigações da morte da política e do motorista Anderson Gomes

De acordo com a nota da família da vereadora Marielle Franco, o ministro da Justiça sempre demonstrou pouco interesse pelas investigações do crime

De acordo com a nota da família da vereadora Marielle Franco, o ministro da Justiça sempre demonstrou pouco interesse pelas investigações do crime | Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil / CP

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A família da vereadora Marielle Franco, assassinada em março de 2018, divulgou nota onde discorda da postura do ministro da Justiça, Sergio Moro, que passou a defender a federalização das investigações da morte da política e do motorista Anderson Gomes.

"O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro obteve avanços importantes e por isso somos favoráveis a que a instituição permaneça responsável pela elucidação caso", disse a família em nota assinada por parentes e pelo deputado federal Marcelo Freixo (PSOL).

De acordo com a nota, o ministro sempre demonstrou pouco interesse pelas investigações do crime. "Somente após a menção ao presidente da República, Jair Bolsonaro, no inquérito, o ministro começou a se declarar publicamente a favor da federalização. Acreditamos que Sergio Moro contribuirá muito mais se ele permanecer afastado das apurações", afirmaram em nota Marinete da Silva (mãe), Antonio Francisco da Silva (pai), Anielle Franco (irmã), Monica Benício (esposa) e Marcelo Freixo.

Ontem, durante inauguração de uma delegacia em Curitiba, o ministro disse que "talvez seja o caso" de federalizar a apuração.

Segundo o Broadcast Político, plataforma de notícias em tempo real do Grupo Estado, a terceira seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) deve analisar até dezembro o pedido da Procuradoria Geral da República (PGR) para federalizar as investigações do assassinato da vereadora e do motorista, e que a tendência é de aprovação.

Se for federalizado, o caso passaria a ser conduzido pela Justiça Federal e assim as investigações seriam assumidas pela Polícia Federal, comandada por Moro, saindo da alçada da Polícia Civil e da Justiça do Rio de Janeiro.


Agência Estado e Correio do Povo

Mais de 30 mil veículos deixam Porto Alegre no feriado de Finados

Expectativa da concessionária é de que até o final do dia 50 mil veículos passem pelos pedágios da rodovia

Por Felipe Samuel

Até o meio-dia de sábado, mais 10,2 mil automóveis acessaram a Freeway

Até o meio-dia de sábado, mais 10,2 mil automóveis acessaram a Freeway | Foto: Fabiano do Amaral

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Quem decidiu deixar Porto Alegre no feriado de Finados optou por sair nesta sexta. De acordo com a CCR Viasul, 22,5 mil veículos se deslocaram às praias gaúchas até o final da noite. Até o meio-dia de sábado, mais 10,2 mil automóveis acessaram a Freeway, totalizando 32,7 mil. A expectativa da concessionária é de que até o final do dia 50 mil veículos passem pelos pedágios da rodovia.

Mesmo com feriado, a rodoviária da Capital registrou pouco movimento entre sexta e sábado. De acordo com o diretor de Operações do terminal, Giovanni Luigi, a venda de bilhetes de viagem manteve a média para o fim de semana. "Foi como um final de semana normal, não deu nada de movimento. Fraco mesmo", observa. Luiggi afirma que a expectativa de melhora de público é para o próximo feriado, em que se comemora a proclamação da República do Brasil. "Vamos torcer para o feriado do dia 15", completa.


Correio do Povo

Partido militar vira opção se Bolsonaro deixar PSL

Nova sigla é articulada pelo coordenador da bancada da bala, deputado Capitão Augusto (PL-SP)

Bolsonaro enviou emissários para saber se o Partido Militar Brasileiro pode ser o seu destino, caso decida deixar o PSL

Bolsonaro enviou emissários para saber se o Partido Militar Brasileiro pode ser o seu destino, caso decida deixar o PSL | Foto: José Dias / PR / CP

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Em litígio com o PSL, o presidente Jair Bolsonaro enviou emissários para saber se o Partido Militar Brasileiro pode ser o seu destino, caso decida deixar a legenda pela qual foi eleito,informa o jornal O Estado de S. Paulo. A nova sigla é articulada pelo coordenador da bancada da bala, deputado Capitão Augusto (PL-SP), e está em fase final de criação, aguardando apenas o aval do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Um dos emissários foi o ex-deputado Alberto Fraga (DEM-DF), ex-coordenador da bancada da bala e amigo pessoal de Bolsonaro. Há duas semanas, ele procurou o deputado do PL por telefone para saber o que faltaria para colocar a nova legenda de pé.

O pedido de criação do Partido Militar Brasileiro foi protocolado na Corte Eleitoral em fevereiro de 2018, após Augusto cumprir todas as etapas para o registro - coletar ao menos 491,9 mil assinaturas em, no mínimo, nove Estados, preparar estatuto e programa partidário e realizar ato de fundação. Até hoje, porém, o TSE não definiu um relator para a solicitação e não há prazo para que isso ocorra.

"Com o partido pronto, ele está à disposição do presidente", disse Capitão Augusto, repetindo o que afirmara recentemente na conversa com Fraga.

Atualmente, há 75 pedidos de criação de partidos pendentes no tribunal. Apenas dois, no entanto, estão prontos para julgamento: o do Partido Nacional Corinthiano, de relatoria do ministro Jorge Mussi, e o do Partido da Evolução Democrática, relatado pelo ministro Luís Roberto Barroso.

Ao julgar o pedido, o plenário do TSE analisa se todos os requisitos previstos na lei eleitoral foram cumpridos. O último processo do tipo a ser julgado, em novembro de 2018, por exemplo, foi rejeitado porque o Partido Reformista Democrático (PRD) não comprovou o número mínimo de apoio de eleitores.

No PSL, Bolsonaro protagoniza uma queda de braço com o deputado Luciano Bivar (PE), que preside o partido há 25 anos. A sigla se tornou uma superpotência após eleger 52 deputados no ano passado, na onda do bolsonarismo. Apenas neste ano deve receber R$ 110 milhões do Fundo Partidário.

Bolsonaro já disse a aliados que só ficará no PSL - ou em qualquer outro partido - se tiver total controle das finanças. Argumenta que precisa ficar atento ao caixa porque qualquer irregularidade pode "contaminar" seu governo. Em entrevista a O Estado de S. Paulo na terça-feira, na Arábia Saudita, onde cumpria agenda oficial, o presidente admitiu que tem buscado opções. "Sou paraquedista e, quando (a gente) sai do avião, tem de ter um paraquedas reserva se algo der errado. Quero ter um partido onde eu tenha as ações, não é para mexer com Fundo Partidário", afirmou Bolsonaro.

Na consulta que fez a Capitão Augusto sobre o Partido Militar Brasileiro, Fraga perguntou se ele estaria disposto a abrir mão do comando da legenda. O deputado respondeu que sim, mas apenas dois anos após a criação da sigla.

"Não estou fazendo o Partido Militar Brasileiro para mim. Não é um partido meu. Está a disposição para ele (Bolsonaro) pegar, ter a presidência. Tudo que ele está pedindo já está no nosso estatuto. O mandato aqui é de dois anos e não tem reeleição", comentou Augusto.

Interlocutores do presidente observam que uma vantagem do Partido Militar Brasileiro sobre outras siglas em formação, cotadas para receber Bolsonaro, é o avançado estágio do processo de criação. Na prática, isso pode representar uma solução mais rápida para a saída do PSL. Nesta semana, o presidente também disse que uma opção para ele poderia ser o Partido da Defesa Nacional, mas essa legenda não só não saiu do papel como nem começou a recolher assinaturas.

'Três oitão'

Embora o pedido de criação tenha sido apresentado no ano passado, o Partido Militar Brasileiro foi fundado em 2011. A mulher de Augusto, Andréa França, é quem assina a primeira ata. Ao TSE, o deputado pediu que o número de urna seja o 38, em referência ao calibre do revólver mais conhecido do País - o "três oitão".

Diante de declarações do clã Bolsonaro favoráveis ao período da ditadura militar, Augusto fez questão de refutar a associação do partido com o regime. No próprio documento protocolado no TSE, ele ressalvou que "muitos lançarão acusações" de que a legenda representaria a volta do período militar. "Na verdade, esse discurso é retrógrado e ideologicamente encobre a real intenção daqueles que têm medo de serem desmascarados e desmantelados no seu projeto de usurpação das riquezas do povo brasileiro", diz o documento.

Curiosamente, o estatuto repete uma prática comum do PT, a principal sigla de oposição a Bolsonaro. Exige dos filiados com mandato ou que exerçam cargo público uma contribuição obrigatória, que pode chegar a 10% dos rendimentos.


Agência Estado e Correio do Povo


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Publicado em 1 de nov. de 2019

Fora das outras grandes competições, sobrou o brasileirão para a dupla Gre-Nal ainda ter a chance de figurar no G4.
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"Sou menina bonita sem namorado", diz Bolsonaro sobre Partido Militar

Presidente trava uma disputa com a atual direção do PSL

Jair Bolsonaro chega de moto no Palácio da Alvorada

Jair Bolsonaro chega de moto no Palácio da Alvorada | Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil / CP

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O presidente Jair Bolsonaro disse neste sábado, 2, que é "uma menina bonita sem namorado", ao comentar a possibilidade de deixar o PSL e migrar para o Partido Militar Brasileiro. Bolsonaro trava uma disputa com a atual direção do PSL e, com o apoio de um grupo de 23 parlamentares, acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) para afastar o deputado federal Luciano Bivar (PSL-PE) do comando da sigla.

Conforme o jornal O Estado de S. Paulo informou neste sábado, Bolsonaro enviou emissários para saber se o Partido Militar Brasileiro pode ser o seu destino, caso decida deixar a legenda pela qual foi eleito. A nova sigla é articulada pelo coordenador da bancada da bala, deputado Capitão Augusto (PL-SP), e está em fase final de criação, aguardando apenas o aval do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Um dos emissários foi o ex-deputado Alberto Fraga (DEM-DF), ex-coordenador da bancada da bala e amigo pessoal de Bolsonaro. Há duas semanas, ele procurou o deputado do PL por telefone para saber o que faltaria para colocar a nova legenda de pé. "Sou menina bonita sem namorado. Fico muito feliz em ter vários convites", disse o presidente a jornalistas, ao deixar o Palácio da Alvorada.

Bolsonaro falou com a imprensa antes de ir a uma concessionária da Honda, no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), em Brasília, a 14 km da residência oficial, para buscar a moto que comprou. O modelo adquirido pelo presidente é uma Honda NC 750X azul. O preço de mercado é R$ 33.980,00, segundo o site oficial da marca.

O pedido de criação do Partido Militar Brasileiro foi protocolado na Corte Eleitoral em fevereiro de 2018, após Augusto cumprir todas as etapas para o registro - coletar ao menos 491,9 mil assinaturas em, no mínimo, nove Estados, preparar estatuto e programa partidário e realizar ato de fundação. Até hoje, porém, o TSE não definiu um relator para a solicitação e não há prazo para que isso ocorra.

Um interlocutor do presidente disse reservadamente à reportagem que "em breve saberemos" a decisão do presidente.

Explicações

Nesta semana, o Ministério Público Eleitoral pediu explicações ao PSL sobre as suspeitas de "indícios de ilegalidades" na movimentação do dinheiro do partido levantadas pelo presidente Jair Bolsonaro e um grupo de parlamentares à Procuradoria Geral da República. Bolsonaro acionou na última quarta-feira, 30, a PGR pedindo o bloqueio do fundo partidário de seu partido e o afastamento do presidente da sigla, deputado Luciano Bivar (PE), do cargo em "nome da transparência".

A disputa entre Bivar e Bolsonaro opõe dois ex-ministros do TSE: Admar Gonzaga (amigo pessoal de Bolsonaro, que já se referiu ao advogado como "meu peixe") e Henrique Neves (que está prestando assistência jurídica ao partido). Fontes que acompanham o caso informaram o Estado/Broadcast que não há precedente de afastamento de presidente de partido pelo TSE, e sim de suspensão e bloqueio de recursos do Fundo Partidário.


Agência Estado e Correio do Povo

Reforma administrativa deve mudar estabilidade de novos servidores

Presidente Jair Bolsonaro disse que algumas carreiras típicas de Estado terão esse direito seria preservado

Na próxima semana, Bolsonaro pretende ir ao Congresso entregar novos projetos para serem analisados pelos deputados e senadores

Na próxima semana, Bolsonaro pretende ir ao Congresso entregar novos projetos para serem analisados pelos deputados e senadores | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil / CP

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O presidente Jair Bolsonaro disse hoje (2) que está quase tudo pronto para a apresentação da reforma administrativa ao Congresso e que o governo estuda mudar a estabilidade dos novos servidores públicos. "A ideia é daqui para frente, para os futuros concursados não teria estabilidade, essa é a ideia que está sendo estudada", disse ao deixar o Palácio da Alvorada na manhã deste sábado.

De acordo com o presidente, para algumas carreiras típicas de Estado, entretanto, esse direito seria preservado. "Eu não posso formar, por exemplo, um sargento ou um capitão das forças especiais e depois mandar ele embora. Tem que ter formação específica para aquela atividade, bem como outras dos servidores civis." Atualmente, os servidores públicos estatutários têm direito à estabilidade no cargo após três anos de atividade.

Na próxima semana, Bolsonaro pretende ir ao Congresso entregar novos projetos para serem analisados pelos deputados e senadores. Ele não detalhou, entretanto, qual reforma será apresentada primeiro. "A que for menos difícil tem que ir na frente. O (ministro da Economia) Paulo Guedes gostaria que as três (previdenciária, administrativa e tributária) já tivessem aprovadas", disse. Um novo pacto federativo com estados e municípios também é prioridade para o governo e deve ser proposto em breve.

As medidas do governo para simplificação da máquina pública e desregulamentação do ambiente de negócios, segundo Bolsonaro, objetivam o aquecimento da economia e a geração de empregos. "Quem cria emprego é a iniciativa privada e, para tal, quem produz tem que ter menos burocracia. Temos que botar de forma mais competitiva nos portos produtos para exportação", disse.

A diminuição da carga tributária também está no radar do Ministério da Economia, segundo o presidente, mas não deve ser feita "de uma hora para outra". "Essa reforma tributária é muito importante. O que encarece no Brasil são os impostos. Vou apelar aos governadores, se for possível, sei que vivem apertados, (para que) diminuíssem essa média de 30% de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) no combustível, cria mais emprego, se consome mais o que é nosso aqui dentro. Por isso que o etanol de fora é competitivo, lá fora quase não tem imposto", disse, lembrando que parte do etanol consumido no Brasil é importada.


Agência Brasil e Correio do Povo

Petroleiro grego nega envolvimento na mancha de óleo no Brasil

Comunicado disse que embarcação "chegou ao seu destino sem problemas durante a viagem"

Delta Tankers Ltd negou estar envolvida na poluição no Brasil

Delta Tankers Ltd negou estar envolvida na poluição no Brasil | Foto: Aris Messinis / AFP / CP

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A empresa gestora Delta Tankers Ltd, do petroleiro grego Bouboulina, negou neste sábado estar envolvida no vazamento de óleo em praias brasileiras. O navio, que fazia o trajeto Venezuela à Malásia, "chegou ao seu destino sem problemas durante a viagem e descarregou toda a sua carga sem perdas", afirmou um comunicado da empresa. Segundo as autoridades brasileiras, a embarcação é a principal suspeita pela poluição no litoral nordeste do país.

"Não há evidências de que o navio parou, realizou qualquer tipo de operação STS (de navio para navio), sofreu algum vazamento, ou desviou-se de sua rota, em seu caminho da Venezuela para Melaka, na Malásia", afirma a empresa. A companhia de navegação, com sede em Atenas, disse ter realizado "uma investigação completa do material das câmeras e sensores que todos os nossos navios carregam como parte de nossa política de segurança e respeito ao meio ambiente".

A Delta Tankers explicou que o "Bouboulina" saiu da Venezuela em 19 de julho e "foi diretamente, sem parar em nenhum outro lugar, para Melaka, na Malásia, onde descarregou sua carga total sem perdas".

Cinco navios

Hoje, as autoridades gregas disseram que, no total, cinco navios, incluindo um grego, são suspeitos da mancha de óleo que polui mais de 2.000 km de litoral no Nordeste do Brasil, após inspeções das autoridades brasileiras. A declaração é de um chefe da assessoria de imprensa da polícia portuária grega, subordinada ao Ministério da Marinha Mercante.

A fonte, que solicitou o anonimato, não forneceu os nomes dos navios ou a quais empresas pertencem. Ele apenas enfatizou que "as autoridades gregas realizarão verificações escrupulosas se esses navios atracarem em um porto do país", sem fornecer mais informações sobre o assunto.

Na sexta-feira, as autoridades brasileiras anunciaram que o "Bouboulina", um navio-tanque de bandeira grega, era o "principal suspeito" dessa mancha negra. Segundo uma porta-voz do Ministério da Justiça brasileiro, a empresa proprietária do navio é a Delta Tankers e está sediada em Atenas. A origem da mancha de óleo, que surgiu em julho, era um mistério há semanas.

O Ministério da Defesa, a Marinha e a Polícia Federal brasileiros explicaram, em uma declaração conjunta, que identificaram, graças a dados de satélite, um navio de bandeira grega que estava transportando petróleo bruto de um terminal de petróleo na Venezuela e estava indo para a África do Sul .


AFP e Correio do Povo