Queimadas em agosto na Amazônia Legal ficam acima da média dos últimos 21 anos

7 Estados tiveram mais incêndios em 2019

As informações são do site do Inpe

Queimadas cresceram em agosto de 2019L. Parmitano/|esa/Nasa

LETÍCIA ALVES
02.set.2019 (segunda-feira) - 17h27
atualizado: 03.set.2019 (terça-feira) - 7h22

O número de focos de incêndio em agosto de 2019 aumentou em 7 dos 9 Estados da Amazônia Legal em relação ao mesmo mês de 2018. Foram eles: Acre, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Tocantins. O maior crescimento foi registrado no Pará, que saltou de 2.782 para 10.185 (266%). Os dados são do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).


Eis o gráfico com o comparativo do crescimento nos últimos 12 meses.

No total, somando as unidades federativas que compõem a área da Amazônia Legal, foram 39.836 queimadas só em agosto de 2019. Em 5 Estados, o número de incêndios superou a média deles em 21 anos: Acre, Amapá, Amazonas, Rondônia e Tocantins. Eis o gráfico com os dados completos desde 1989:

O Monitoramento de Focos Ativos do Inpe também registra o número especificamente por biomas, não só por Estados. Só no 1º dia de setembro deste ano, já foram 980 focos registrados na Amazônia. O mês, que é historicamente mais seco, pode representar 1 aumento ainda maior no registro de incêndios.

Levando em conta o número de incêndios por bioma, a Amazônia já registrou 46.825 focos de queimadas de janeiro até o fim de agosto. O número é o maior desde 2010, quando, no mesmo período, foram 58.476.

GOVERNO BOLSONARO

A atuação do presidente Jair Bolsonaro para combater o desmatamento e as queimadas na Amazônia não tem agradado a maioria da população, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (1º.set.2019) pela Folha de S.Paulo, que registrou que 51% dos brasileiros avaliam o desempenho do governo nesse sentido como ruim ou péssimo. Só 25% acham que o trabalho do governo tem sido bom ou ótimo.

Já 46% das pessoas acham que o Brasil deveria aceitar dinheiro de outros países para preservar a floresta, embora 42% concordem totalmente com a frase: “O interesse de outros países na Amazônia é apenas uma desculpa para poder explorá-la”.

Para discutir ações de preservação, uma comitiva de ministros do governo viaja nesta 2ª feira (2.set.2019) para Belém (PA). O objetivo é reunir-se com os governadores da Região Amazônica. Na 3ª feira (3.set.2019), eles seguem para Manaus (AM).

Autores

LETÍCIA ALVES

ASSISTENTE DE REDAÇÃO


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Negar fatos se consolida como arma política no ambiente polarizado

Lados opostos apostam em desconfiança

Emoção mantém seguidores em alerta

Ideia é chegar com força à próxima eleição

Bolsonaro disse que dados sobre desmatamento na Amazônia eram 'mentirosos'. Lula insistiu que facada no então candidato à Presidência não existiuSérgio Lima/Poder360

PAULO SILVA PINTO
03.set.2019 (terça-feira) - 5h50
atualizado: 03.set.2019 (terça-feira) - 7h22

Nesta semana, dia 6 de setembro, faz 1 ano que Jair Bolsonaro sofreu uma facada em Juiz de Fora (MG), quando ainda era candidato à Presidência.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba, deu uma entrevista à BBC Brasil na semana passada na qual voltou a insistir na crença de que a facada não existiu. Ele já havia dito isso em outra entrevista, em junho, para o UOL.

Mesmo perguntado sobre a impossibilidade de sustentar uma história inventada, com a conivência indispensável de tanta gente, Lula insistiu na tese.


Bolsonaro também nega fatos. Disse que os dados divulgados pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), uma instituição com reputação internacional, sobre o desmatamento da Amazônia eram “mentirosos”.

A sequência de fatos é conhecida: o diretor do centro de pesquisa, Ricardo Galvão, respondeu agressivamente ao que considerou uma ofensa do presidente e foi demitido. Seguiu-se toda a altercação com o presidente da França, Emmanuel Macron, sobre o desmatamento da Amazônia.

Essa contestação de fatos, que beira o surreal, seria inimaginável no Brasil alguns anos atrás. A diferença é que, naquela época, não existia a polarização ideológica que vivemos hoje. A negação dos fatos é alimentada pela guerra ideológica e, ao mesmo tempo, se alimenta dela. Toca direto na emoção, e cria imensa energia a favor dos propósitos que se busca.

Especialistas na propagação de informações falsas dizem que o mais difícil não é identificar o que está errado. É conseguir convencer as pessoas da verdade.

Muitos brasileiros parecem decididos sobre o que é verdade ou não, pouco importando as evidências. Não é todo mundo assim, certamente. Mas é o caso dos mais empolgados defensores de cada 1 dos lados na disputa política e ideológica.

É compreensível, portanto, que os líderes políticos insistam em negar fatos, ou em tomar como verdade outros que não são comprovados. Eles são especialistas em sobrevivência.

O que importa é manter o ânimo de sua militância mais aguerrida. Aquela que está disposta a gritar em sua defesa. Sobretudo falar alto e intensamente do ponto de vista metafórico, nas redes sociais. É a boia que os manterá na superfície até a próxima eleição.

A insistência em negar os fatos só vai desaparecer, ou diminuir de intensidade, quando a polarização tiver perdido seu apelo na sociedade.

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Autores

Paulo Silva Pinto

Paulo Silva Pinto

Formado em jornalismo pela USP (Universidade de São Paulo), com mestrado em história econômica pela LSE (London School of Economics). No Poder360 desde fevereiro de 2019. Foi repórter da Folha de S.Paulo por 7 anos. No Correio Braziliense, em 13 anos, atuou com repórter e editor de política e economia.


Poder 360

Vaza Jato: Dallagnol captava recursos de empresários para Instituto Mude

Indicava doadores para o instituto

Diálogos revelados pela Pública

Em parceria com o Intercept

Deltan Dallagnol é procurador do Ministério Público Federal e coordenador da força tarefa da Operação Lava JatoFernando Frazão/Agência Brasil - 07.jul.2016

AGÊNCIA PÚBLICA
02.set.2019 (segunda-feira) - 20h36
atualizado: 03.set.2019 (terça-feira) - 7h21

*Por Alice Maciel, Bruna de Lara, Agência Pública/The Intercept Brasil

O coordenador da força-tarefa da Lava Jato, Deltan Dallagnol, captou investimentos de grandes empresários para financiar o Instituto Mude – Chega de Corrupção, criado para promover, além da própria operação, as dez medidas de combate à corrupção e suas opiniões políticas. Mensagens trocadas entre o procurador e membros do Instituto Mude no Telegram, recebidas pelo Intercept Brasil e analisadas em conjunto com a Agência Pública, revelam que ele se reuniu com empresários, às vezes a portas fechadas, na sede da Procuradoria, para arrecadar verbas para a entidade. Uma empresária que foi “investidora anjo” da organização: a advogada Patrícia Tendrich Pires Coelho seria depois investigada pela Lava Jato, mas não foi denunciada pela operação.

Apesar de saber que a empresa de Patrícia, a Asgaard Navegação S. A., fornecia navios para a Petrobras e ter conhecimento de sua proximidade com o empresário Eike Batista e com o banqueiro André Esteves, fundador do BTG Pactual –dois alvos da força-tarefa coordenada por Dallagnol–, o procurador não só aceitou a sua ajuda financeira como fez a ponte da empresária com os membros oficiais do instituto e se reuniu com ela para tratar da doação.


Em um diálogo com a integrante do Mude, Patrícia Fehrmann, em 29 de junho de 2016, Deltan diz que conheceu Patrícia Coelho em uma viagem –ele não diz para onde– no dia anterior à conversa: “Caramba. Essa viagem de ontem foi de Deus. Além dela, estava um deputado federal que se comprometeu a apoiar rs”, escreveu, não revelando quem seria o parlamentar a apoiar a entidade que se define como “apartidária”.

Enquanto discutiam a formalização do Mude no chat #Mude Delta,Fáb,Pat,Had,Mar, (formado por membros da organização, incluindo Deltan Dallagnol), um dos fundadores do instituto, Hadler Martines, escreveu em 29 de agosto de 2016: “Talvez vocês já tenham feito isso mas sobre nossa investidora anjo, dei uma boa pesquisada sobre seu histórico e realmente ela parece ser uma grande empresária multimilionária e com grande trânsito com grandes empresários nacionais. Hoje ela é sócia de empresa de frotas de navios (Aasgard) e de mineração e portos (Mlog). Algumas coisas que me chamaram atenção: – sua empresa fornece navios para a Petrobras; – ela é ex-banco Opportunity (famoso Daniel Dantas) – ela foi ou é muito próxima do Eike Batista e também do André Esteves (BTG)”.

Dallagnol não respondeu ao comentário. Ele e os integrantes do Mude que participavam do chat –Fábio Oliveira, Patrícia Fehrmann, Hadler Martines e o pastor Marcos Ferreira– se encontraram com Patrícia Coelho dia 8 de setembro daquele ano no Rio de Janeiro, de acordo com os diálogos no Telegram.

No dia 11, Hadler voltou a levantar suspeitas sobre a “investidora anjo”: “Sobre nossa reunião com o Anjo, ainda estou com uma pulga atrás da orelha tentando entender a razão do apoio financeiro tão generoso (sendo cético no momento)”, escreveu. “Me pergunto se ela quer ‘ficar bem’ com o MPF por alguma razão… Ela já foi conselheira do Eike e pelo que li dela, ela o representava em algumas negociações. Sugestão: fiquemos atentos. Desculpem o provérbio católico, mas quando a esmola é demais, o santo desconfia…”.

Ele enviou no grupo um link com a reportagem da revista Exame: “Eike tenta sacar uns US$ 100 milhões, mas André Esteves barra”. A matéria informa que Patrícia Coelho era apresentada por Eike Batista como sua consultora. A reportagem também diz que Patrícia é egressa do banco Opportunity e sócia da companhia de navegação Asgaard.

Dessa vez, Deltan respondeu ao colega: “Boa Hadler. Mais cedo ou mais tarde descobriremos isso”. Minutos depois, Deltan enviou uma mensagem para o procurador Roberson Pozzobon questionando se o nome de Patrícia havia aparecido nas investigações:

O nome da consultora de Eike Batista e “investidora anjo” do Instituto Mude, Patrícia Coelho, apareceu nas investigações da Operação Lava Jato, e foi Deltan Dallagnol quem deu a notícia para os colegas, no dia 25 de outubro de 2017: “Caros, uma notícia ruim agora, mas que não quero que desanime Vcs. A Patricia Coelho apareceu numa petição nossa e me ligou. Ela disse que tinha sociedade com o grego Kotronakis (um grego que apareceu num equema de afretamentos da petrobras e que foi alvo de operação nossa), mas ele tinha só 1% e ela alega que jamais teria transferido valores pra ele… Falei que somos 13, cada um cuida de certos casos, que desconheço o caso e que a orientação geral que damos para todos que procuram é: se não tem nada de errado, não tem com o que se preocupar; se tem, melhor procurar um advogado rs. Ouvindo sobre o caso superficialmente, não posso afirmar que ela esteve envolvida ou que será alvo, mas há sinais ruins. É possível que ela não tenha feito nada de errado, mas talvez seja melhor evitar novas relações com ela ou a empresa dela, por cautela”, escreveu, e concluiu: “Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e simples como as pombas”.

Hadler lembrou ao procurador das suas desconfianças: “Delta, sobre essa questão, lembro bem como apesar de estarmos felizes com o apoio que estávamos recebendo à época, ficamos com um pé atrás. Especialmente por prestar serviços à petro e por ter sido sócia do Eike. Essa notícia não chega a nos surpreender e também não nos desanima. Obrigado por compartilhar!”.

SÓCIOS OCULTOS

Deltan Dallagnol, captou investimentos de grandes empresários para financiar o Instituto Mude – Chega de CorrupçãoFernando Frazão/Agência Brasil

Em julho de 2019, a força-tarefa da Lava Jato denunciou os sócios de Patrícia Coelho na Asgaard Navegação S. A., o ex-senador pelo PMDB Ney Suassuna e Georgios Kotronakis –filho do ex-cônsul honorário da Grécia no Rio de Janeiro, Konstantinos Kotronakis, pelo envolvimento em esquema de corrupção nos contratos de afretamento de navios celebrados pela Petrobras com armadores gregos. Eles estavam sendo investigados desde 2015, uma vez que o inquérito policial que embasou a denúncia data daquele ano mas, de acordo com o MPF, a primeira menção à Asgaard ou a Patrícia ocorreu em 19 de abril de 2017, quando se verificou que um dos investigados era sócio dessa e de outras empresas.

De acordo com a acusação, o ex-senador “realizou reunião na Petrobras com Paulo Roberto Costa para cooptar o então Diretor de Abastecimento da Petrobras, expondo as intenções e colhendo cenários para obtenção de contratos de afretamento”. Apesar de as relações de Patrícia Coelho com Ney Suassuna terem sido abordadas na peça assinada por Deltan e outros 15 procuradores da República, Patrícia não foi alvo da denúncia.

Na acusação, os procuradores destacaram que “os contratos que constituíram Ney Suassuna como sócio oculto de Patrícia Tendrich Pires Coelho na Asgaard Navegação S/A e nas outras sociedades correlacionadas, correlatas, coligadas, controladas e/ou subsidiárias, ele era referido como potencial e efetivo captador de negócios e angariador de clientes”.

Em 2 de maio de 2014, a Petrobras, na sexta rodada do terceiro Programa de Renovação da Frota de Embarcações de Apoio Marítimo (Prorefam), selecionou a Asgaard Navegação S. A. para celebrar contratos de afretamento por oito anos, prorrogáveis por igual período, de seis embarcações de apoio marítimo do tipo Platform Supply Vessel (PSV – embarcações para transporte de cargas para as plataformas) que ainda seriam construídas por estaleiros nacionais.

De acordo com a acusação, Ney Suassuna se associou a Patrícia Coelho para que ambos se tornassem investidores do Grupo Superpesa, que atuava nas áreas de movimentação rodoviária e marítima de cargas superpesadas, construção e instalação de dutos e equipamentos submarinos, construção de embarcações, navegação de apoio marítimo, operação de terminal marítimo e aluguel de maquinário.

Tal grupo –que se encontrava em situação financeira delicada, com elevadas dívidas, problemas de gestão e ativos ociosos, segundo a denúncia– tinha como principal cliente a Petrobras, que respondia, de forma direta ou indireta, por 60% de seu faturamento. O grupo era proprietário também de terreno localizado no bairro de Imboassica, Macaé (RJ), que estava sendo negociado com a Petrobras, por se localizar dentro do Parque de Tubos da estatal.

Segundo os procuradores, Ney Suassuna e Patrícia Coelho, diretamente ou por meio de suas pessoas jurídicas, acordaram com o Grupo Superpesa o aporte de valores milionários na empresa. Patrícia assumiu a vice-presidência do Conselho de Administração e a diretoria do grupo e sua outra empresa, Voga Empreendimentos e Participações Ltda., foi contratada para prestar consultoria à Superpesa.

“Nesse contexto, cumpre destacar duas medidas adotadas por Ney Suassuna e Patrícia Tendrich para tentar salvar o Grupo Superpesa: i. foram recrutados os serviços de Jorge Luz e Bruno Luz, os quais possuíam amplo acesso ao alto escalão da Petrobras (principal cliente do Grupo Superpesa) e, como é sabido hoje, valiam-se da prática de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro para conseguir alavancar negócios dentro da estatal; e ii. foram estabelecidas tratativas para captação de investimento do armador grego Tsakos Energy Navigation”, destacaram os procuradores.

Na acusação, eles observaram também que os sócios da Asgaard, “notadamente Ney Suassuna”, optaram, em maio de 2014, por ocultar a participação de Georgios Kotronakis na sociedade, a fim de evitar complicações nos contratos de afretamento recém-celebrados pela Asgaard com a Petrobras. De acordo com a denúncia, Georgios Kotronakis “tinha como função principal atuar no rateio do produto do crime e na transferência de valores entre offshores, tendo, ao longo dos anos de atuação da organização criminosa, autuado em dezenas de atos de lavagem de ativos”. Ele administrava o braço da Asgaard em Londres, no Reino Unido, a Asgaard Navigation LLP.

“Em suma, no que toca aos integrantes dos núcleos operacional e administrativo, são os principais integrantes, sem exclusão de outros ainda sob investigação, Ney Suassuna, Henry Hoyer (ex-assessor de Ney Suassuna), João Henrique (filho de Henry Hoyer), Konstantinos Kotronakis, Georgios Kotronakis, Jorge Luz (colaborador), Bruno Luz (colaborador e filho de Jorge Luz) e Paulo Roberto Costa (auxiliado por seu falecido genro Humberto Mesquita)”, aponta o Ministério Público Federal.

A Asgaard não quis comentar a denúncia do Ministério Público Federal com a justificativa de que Patrícia Coelho “é apenas citada, não é denunciada”. “Não vamos fazer nenhum comentário em relação a isso”, informou a assessoria de comunicação por telefone. Ainda de acordo com a assessoria, a doação para o Instituto Mude foi realizada “pela pessoa física, Patrícia Coelho”. “Ela foi feita no momento onde o Brasil inteiro estava numa marcha contra a corrupção e a Patrícia identificou uma possibilidade de ajudar nessa agenda contra a corrupção que o país atravessava”, informou. “A Asgaard nunca teve nenhum tipo de benefício por ter feito essa doação”, acrescentou.

DELTAN, O GAROTO-PROPAGANDA E CAPTADOR DE RECURSOS DO MUDE

As mensagens trocadas por Deltan Dallagnol e os fundadores do Instituto Mude – Chega de Corrupção mostram que não foi apenas de Patrícia Coelho que o chefe da força-tarefa se aproximou para conseguir dinheiro para o instituto. Ele captou recursos de vários empresários, além de ter feito palestras para promover a organização.

“Caros acho que vou conseguir uma reunião do Flavio bilionário evangélico do WizeUp com o MUDE”, escreveu no dia 3 de março de 2017. No dia 30 de abril, ele disse que estava agendando um café da manhã com o empresário para 18 de maio: “Caros, estou agendando café da manhã com o Flávio do wise-up para o dia 18/5. Ele vai mudar a data da volta dele para estar conosco. Quem pode ir? Têm sugestão de lugar? Impoertante preparar algo bacana pra apresentar a ele”.

Em outra troca de mensagens, no mesmo grupo, fica claro o interesse de empresários em se aproximarem de Deltan Dallagnol por meio do Instituto Mude:

A empresária Rosângela Lyra é ex-sócia da Dior no Brasil. A palestra citada na conversa foi realizada na Casa do Saber, dia 13 de setembro de 2016, em São Paulo.

No mesmo dia 13 de setembro, Deltan voltou a escrever no grupo sobre um possível doador do instituto: “hoje um mega empresário veio falar comigo no aeroporto, um cara de SC com nome diferente. Passei meu e teu tel Pati. Falei pra ele te contatar. Ele tinha uma empresa que acabou de vender com sede em múltiplos Estados, uns 250 funcionários….”. Mais tarde ele mandou outra mensagem: “Pati passei seu contato para um dono de shoppings (Paulo) e pro dono do coco bambu”, disse, demonstrando mais uma vez sua aproximação com empresários e potenciais patrocinadores do Mude.

No mesmo chat, Deltan Dallagnol afirmou que poderia pedir recursos para um empresário da Opus Dei e convocou uma reunião com os membros do Instituto Mude na sede da Procuradoria para discutir os rumos da entidade. Hadler Martines apontou possíveis riscos para a imagem de Deltan, caso o encontro dele com membros da organização na sede da Procuradoria fosse vazado:

O Código de Ética e de Conduta do Ministério Público da União, assinado em setembro de 2017 pelo então procurador-geral da República Rodrigo Janot, diz que é vedado aos servidores do Ministério Público da União “utilizar bens do patrimônio institucional para atendimento de atividades de interesse”. O documento destaca também que é compromisso de conduta ética dos procuradores “atuar com imparcialidade no desempenho das atribuições funcionais, não permitindo que convicções de ordem político-partidária, religiosa ou ideológica afetem sua isenção”.

No ano passado, Deltan Dallagnol também usou a sede da Procuradoria em São Paulo para se reunir com empresários convidados pelo instituto. “Oi Grazi prazer! para quarta dia 09 temos cerca de 10 empresários de grandes empresas confirmados. Convidados do movimento Mude. Na procuradoria 14h com Dr Deltan. Mas ele disse que podemos ter até 20”, escreveu. E prossegue dizendo que a assessora “passou uma lista de pessoas que ele poderia aproveitar a oportunidade de falar”, escreveu Patrícia Fehrmann no dia 7 de maio de 2018, no chat Palestras das Novas Medidas – A Grande Chance, onde eram organizadas as agendas de palestras do procurador.

DALLAGNOL E SUA IGREJA FINANCIARAM O INSTITUTO MUDE

Além de captar recursos com empresários, o procurador Deltan Dallagnol tirou dinheiro do próprio bolso para custear despesas do Instituto Mude. Ele depositou R$ 1,8 mil nas contas do instituto em 8 de fevereiro de 2018. “Fiz a transferencia do MUDE amore”, escreveu no chat #Hadler,Deltan,Fábio,Marcos. O dinheiro foi usado para pagar Patrícia Fehrmann para atuar na gestão da entidade. Ele participou de uma vaquinha feita pelos integrantes do grupo, de R$ 300 para cada um, por seis meses.

Mais uma vez, Hadler Martines questionou a postura de Deltan, dessa vez ponderando se era certo, como membro da Lava Jato, ele fazer doação para o Mude, quando o procurador se prontificou a participar da divisão.

Em outra situação, anos antes, Deltan sugeriu que o dinheiro de suas palestras fosse destinado ao Mude: “Consigo recursos também pelas palestras, mas o ideal era que o Mude virasse PJ [pessoa jurídica]… assim fica mais transparente a destinação e aplicação, porque posso ser cobrado em algum momento pela destinação de valores… Quanto antes virar PJ, seria melhor pq há umas palestras engatilhadas”, escreveu no grupo #Mude Reunião no dia 5 de junho de 2016.

As mensagens trocadas nesse grupo pelo Telegram mostram que a conta da Igreja Batista de Bacacheri –templo evangélico em Curitiba que o procurador frequenta– foi usada para custear o site do instituto: “Marcos e Deltan. Como o valor de oferta entrou na conta da igreja. A nota tem que ser pra igreja também. A igreja será o pj no caso do site. Calculo 8mil mas brifei 3 fornecedores e estou esperando o orçamento”, afirmou Patrícia Fehrmann.

E também a igreja, que foi a primeira sede oficial do Mude, financiou viagens dos seus representantes: “Pessoal, quais são as próximas viagens para esse mes? Compartilhei com Patricia e Fabio o relatorio financeiro da IBB… Talvez tenhamos que pedir mais algumas ofertas para essas viagens…”, escreveu o pastor Marcos no chat #Mude Delta,Fáb,Pat,Had,Mar, no dia 10 de setembro de 2016. “Vc pode olhar na agenda do google MUDE! Esta bem organizado lá. Com detalhes”, respondeu Patrícia Fehrmann. A Igreja Batista de Bacacheri informou à Pública que não irá se manifestar.

Contatada pela Agência Pública, a força-tarefa da Lava Jato disse através de sua assessoria que “é lícito aos procuradores da República interagir com entidades e movimentos da sociedade civil e estimular a causa de combate à corrupção, inclusive no ambiente da procuradoria”. Também afirmou que “o procurador Deltan Dallagnol não lidera nem integra o Instituto Mude”, “jamais recebeu recursos do instituto, mas contribuiu com o Mude com doações financeiras pessoais e também dando opiniões”. “É falso, no entanto, dizer que ele tomava decisões finais”, afirmou. Sobre a doação de Patrícia ao Mude, a assessoria explicou que “trata-se de decisão do instituto, razão pela qual é falsa a afirmação de que foi o procurador que ‘aceitou a sua ajuda financeira’’. E acrescentou: “O procurador desconhece que tenham surgido nas investigações de André Esteves ou Eike Batista, até hoje, fatos relacionados à Sra. Patrícia ou sua empresa. É falso também dizer que o procurador sabia de eventuais ligações da sra. Patrícia ou sua empresa, quando a conheceu em 2016, com investigados no caso de afretamentos mencionado pela reportagem”. (Leia aqui a íntegra da resposta do MPF).

O Instituto Mude também afirmou que “apesar de não haver nenhum empecilho legal para tal, o procurador Deltan Dallagnol nunca foi integrante ou associado do Instituto Mude, tampouco fez parte da liderança do Movimento ou atuou como um diretor informal. Afirmar isso faz parte da construção de uma narrativa para desqualificar o procurador, a Lava Jato e iniciativas de apoio ao combate à corrupção vindas da sociedade, como o Movimento Mude”. (Leia a íntegra da resposta do Mude aqui).

As mensagens foram reproduzidas pela Pública com grafia encontrada nos arquivos originais recebidos pelo Intercept, incluindo erros de português e abreviaturas.

INSTITUTO MUDE A SERVIÇO DO MINISTRO MORO

Apesar de Deltan Dallagnol não constar oficialmente como membro do Instituto Mude, as mensagens trocadas pelo aplicativo Telegram e que fazem parte do arquivo da Vaza Jato mostram que era ele quem dava a palavra final nas decisões mais importantes da organização registrada no dia 19 de setembro de 2016, conforme dados da Receita Federal.

O instituto foi criado inicialmente para coletar assinaturas a favor das dez medidas contra a corrupção, um pacote de mudanças legislativas que se tornou uma obsessão pessoal de Dallagnol. No entanto, depois da derrota na votação das dez medidas, o procurador passou a usar a entidade para defender suas posições políticas, conforme revelou o Intercept Brasil na reportagem “Deltan e Lava Jato usaram Vem pra Rua e Instituto Mude como lobistas para pressionar STF e governo”.

Deltan Dallagnol chegou a sugerir que o Instituto Mude sondasse a opinião dos parlamentares eleitos em 2018 sobre a execução provisória da pena porque, segundo ele, o então recém-anunciado ministro da Justiça, Sergio Moro, teria preparado um projeto de lei sobre o assunto:

O ministro Sergio Moro incluiu uma mudança sobre a execução provisória da pena em um projeto de lei, que faz parte do pacote anticrime. Encaminhado em fevereiro ao Congresso Nacional, entre outros pontos, o texto determina que a prisão após condenação em segunda instância se torne a regra no processo penal.O projeto acrescenta um artigo ao Código de Processo Penal para estabelecer que um tribunal, ao proferir acórdão condenatório, “determinará a execução provisória das penas privativas de liberdade”.

Atualmente, isso já acontece por entendimento do Supremo, porém o ministro propôs que essa medida passe a constar em lei para evitar o risco de uma eventual mudança de jurisprudência e a mais alta corte do país voltar a proibir as prisões de condenados por tribunais de segunda instância.

De acordo com o projeto, o tribunal poderá “excepcionalmente” não determinar a execução provisória da pena se houver uma “questão constitucional relevante” no caso específico.


Poder 360

Novas normas para tirar CNH começam a valer neste mês

Medidas entram em vigor 90 dias após serem publicadas. (Foto: Reprodução)

2 de setembro de 2019 Capa – Caderno 1, Notícias, RS

A partir deste mês passam a ser implementadas mudanças nas regras para tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Entre as modificações, há o uso facultativo do simulador nas aulas de direção e a obrigatoriedade de apenas uma hora noturna de aula prática. Segundo texto publicado no Diário Oficial da União (DOU) em 17 de junho deste ano, as novas regras entram em vigor em meados desse mês, 90 dias após a publicação da decisão.

A partir da mudança, os candidatos a condutores vão poder escolher se desejam ou não utilizar o simulador de trânsito durante as aulas. A exceção é o Rio Grande do Sul, que através de uma decisão liminar do Tribunal Regional da 4ª Região (TRF4), decidiu que o simulador deve continuar obrigatório para as autoescolas do estado.

A liminar atende a um recurso do Sindicato dos Centros de Formação de Condutores do Estado do Rio Grande do Sul (SindiCFC-RS) e vale apenas para os Centros de Formação de Condutores (CFCs) filiados. A nova regra determina que, ao optar pelo uso do equipamento, o aluno deve realizar aulas de no máximo 50 minutos antes das aulas práticas em veículo.

Alguns dos temas que devem ser abordados durante o uso do simulador são ligar o motor e controlar faróis. No caso dos alunos que desejam tirar a CNH na categoria B, usada na direção de carros de passeio, é possível optar pela realização de até cinco horas/aula em simulador, desde que disponível no CFC.

O texto também define que o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) implemente o “procedimento de acompanhamento do uso de simulador no país, a fim de avaliar sua eficácia no processo de formação do condutor”.

Outra mudança que passará a valer a partir de setembro é referente às aulas noturnas. Atualmente, os condutores precisam fazer pelo menos 25 horas/aula, sendo pelo menos duas noturnas. A partir deste mês, os brasileiros que vão tirar a CNH pela primeira vez para as categorias A (motos e triciclos) e B precisam fazer, no mínimo, 20 horas/aula, sendo pelo menos uma delas no período noturno.

Os condutores que querem adicionar uma categoria na CNH precisam fazer, no mínimo, 15 horas/aula, também sendo uma noturna.


O Sul

Capes anuncia corte de 5.613 bolsas de pós-graduação

Já tinha bloqueado 11,8 mil bolsas

Orçamento deve cair pela metade

Laboratório de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (Ladetec) do Instituto de Química da UFRGTânia Rêgo/Agência Brasil

DEUTSCHE WELLE
03.set.2019 (terça-feira) - 7h05
atualizado: 03.set.2019 (terça-feira) - 8h04

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), fundação vinculada ao Ministério da Educação, anunciou nesta 2ª feira (2.set.2019) 1 novo corte de 5.613 bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado que estavam previstas para os 4 meses restantes do ano.

Esse é o terceiro anúncio de cortes neste ano. Ao todo, a Capes já bloqueou 11,8 mil bolsas em 2019 – 5,57% do total de vagas ofertadas.

De acordo com o presidente da instituição, Anderson Ribeiro Correia, com a nova medida a fundação vai deixar de investir 37,8 milhões de reais em pesquisa neste ano. A previsão é que, nos próximos quatro anos, 544 milhões deixem de ser investidos em bolsas.

A Capes tem 211.784 bolsas em atividade em todas as áreas de atuação. Desse total, 92.680 são de pós-graduação.

“Devido ao contingenciamento para o orçamento da coordenação, será necessário congelar 1,94% do total para este ano, preservando a parcela principal dos benefícios”, disse Correia. “O critério utilizado para esse bloqueio é para bolsas não utilizadas, com objetivo de preservar todos os bolsistas em vigor”, detalhou.

Este ano, foram contingenciados 819 milhões de reais previstos na Lei do Orçamento Anual – 19,15% do total de 4,2 bilhões de reais. O projeto de lei orçamentária para 2020 prevê ainda que a Capes, no próximo ano, conte com 2,2 bilhões de reais, quase a metade da previsão de 2019 (51,7%) ou 64,1% do valor real (pós-contingenciamento).

O anúncio da Capes ocorre pouco mais de 1 mês depois de o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), outra agência federal de financiamento de pesquisadores, suspender o processo de seleção de bolsistas no Brasil e no exterior, por falta de recursos.

Na 4ª feira passada (28.ago), a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) entregaram ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), 1 abaixo-assinado contra os cortes no CNPq. O Orçamento da União de 2020, com a destinação de valores para o Conselho e para Capes, deverá ser votado até o final do ano pelo Congresso Nacional.

De acordo com o estudo Percepção Pública sobre Ciência e Tecnologia no Brasil, feito pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, 90% dos brasileiros avaliam que o governo federal deve aumentar ou manter os investimentos em pesquisa científica e tecnológica nos próximos anos, apesar das dificuldades econômicas.

Atualmente, o Brasil investe menos de 1% do PIB na área de ciência, tecnologia e inovação. Em países da Europa, o percentual gira em torno de 3%, e nos Estados Unidos é de cerca de 2%.

JPS/ab/ots


Poder 360

Bolsonaro cancela viagem à Colômbia por causa de cirurgia

Evento abordará incêndios na Amazônia

Planalto indicará outro representante

Informações concedidas pelo porta-voz

Ainda falou sobre o 7 de setembro

Bolsonaro não discursará no evento

O presidente passará por uma operação para corrigir uma hérnia de disco 2 dias depois da viagemSérgio Lima/Poder360 - 9.abr.2019

O porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros, disse nesta 2ª feira (2.set.2019) que o presidente Jair Bolsonaro cancelou sua participação em reunião sobre a Amazônia em Letícia, na Colômbia, marcada para a próxima 6ª feira (6.set.2019).

O cancelamento foi por motivos de saúde, já que o presidente fará uma cirurgia para corrigir uma hérnia de disco causada por sequelas da facada sofrida há 1 ano. Na data do evento, Bolsonaro já estará em dieta líquida para se preparar para a operação, marcada para domingo (8.ago.2019).

“Por questões de orientação médica, o presidente precisará, a partir de 6ª feira, entrar em dieta líquida. A consequência disso é praticamente inviabilizar a viagem a Letícia. Estamos estudando a possibilidade de que uma autoridade possa substituí-lo nesse evento ou a postergação [da reunião] a fim de que o próprio presidente possa estar presente em uma futura reunião”, disse Rêgo Barros.


O governo busca agora a indicação de outra autoridade para representar o país no encontro na tríplice fronteira entre Colômbia, Peru e Brasil.

Outra viagem, porém, está mantida. Em 22 de setembro, Bolsonaro viaja para Nova York (EUA), onde participará de reunião da ONU (Organização das Nações Unidas). Abordará as queimadas na Amazônia na abertura do encontro, em 24 de setembro. Retorna ao Brasil em 25 de setembro.

DESFILE DA INDEPENDÊNCIA

O Palácio do Planalto está acertando os últimos preparativos para o desfile cívico de 7 de setembro, feriado da Independência. Como em anos anteriores, cerca de 3 mil militares vão desfilar ao longo da Esplanada dos Ministérios. Segundo o governo, pelo menos 2 mil militares estão envolvidos no esquema de segurança e trânsito. Cerca de 1,5 mil pessoas, representando instituições da sociedade civil e escolas, também devem participar do desfile.

Entre as atrações, são esperadas a banda marcial do Corpo de Fuzileiros Navais do Rio de Janeiro, desfile de blindados da Marinha e do Exército, exibição de aeronaves da Força Aérea, da Marinha e do Exército. O ponto alto será a apresentação, já tradicional durante o desfile, da Esquadrilha da Fumaça. O presidente Jair Bolsonaro participará da cerimônia ao lado da primeira-dama Michelle, além de ministros e autoridades. Segundo o Palácio do Planalto, não haverá discurso durante o evento, que tem duração estimada de 1 hora e 15 minutos.

Equipamentos das Forças Armadas, como automóveis, armas e aeronaves ficarão expostos no gramado da Esplanada de 5 a 7 de setembro, para visitação gratuita da população.

Não está confirmada a participação de chefes de Estado e de Governo estrangeiros. Segundo Rêgo Barros, apenas embaixadores estão entre os convidados confirmados.

MP DA LIBERDADE ESTUDANTIL

Bolsonaro deve assinar, na 5ª feira (5.set.2019), a MP (medida provisória) que vai instituir a carteira digital do estudante. Batizada de MP da Liberdade Estudantil, a medida deve passar a oferecer uma nova modalidade de identificação estudantil, em versão totalmente digitalizada.

Ainda não há informações sobre se o novo documento substituirá as atuais carteiras de estudante. [Sobre] a carteira de identidade [estudantil] digital, deve ser assinada a Medida Provisória nesta 5ª feira”, disse o general.

Atualmente, a Lei nº 12.933 de 2013, chamada Lei da Meia-Entrada, atribui a prerrogativa exclusiva de emissão da Carteira de Identificação Estudantil às próprias entidades estudantis, como a ANPG (Associação Nacional de Pós-Graduandos), a UNE (União Nacional dos Estudantes) e a Ubes (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas), além de suas entidades estaduais e municipais filiadas.


Com informações da Agência Brasil


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Maia é contra rever estabilidade de servidores públicos

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

2 de setembro de 2019 Brasil, Capa – Caderno 1, Notícias, Política

Uma reforma administrativa que retire dos servidores públicos o direito à estabilidade não é o que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), quer. Ele informou, nesta segunda-feira (02), ser contra essa regra e que elas devem ser implementadas apenas para futuros servidores. Ele falou sobre o assunto em um encontro com empresários no Rio de Janeiro, organizado pela Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig).

“No meu radar é tudo para frente. Essa discussão para trás eu acho ruim. Reduzir salário hoje de quem já entrou numa regra, eu acho ruim. Tirar estabilidade de que já entrou com essa regra, é ruim. Eu defendo, para que a gente tenha uma reforma administrativa mais rápida, e que atinja nossos objetivos, que não se olhe para trás. Olhe só para o futuro”, disse.

Nesta quarta-feira (04), uma nova reunião será realizada na Câmara dos Deputados para discutir as queimadas na Amazônia. Ele manifestou receio de que a situação cause impacto nos negócios do país. “Falei com a bancada do agronegócio, que estava muito preocupado com o dano [ao país], e que estava disposto a visitar outros parlamentos aqui na nossa região ou na Europa”.

Recursos para combate aos incêndios na Amazônia

O presidente da Câmara voltou a defender que seja destinado, para o combate aos incêndios na Amazônia, parte dos recursos de fundo da Petrobras, composto por R$ 2,5 bilhões recuperados a partir da Operação Lava Jato, e repatriados por meio de acordos firmados entre a estatal, o Ministério Público Federal (MPF) e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos. O assunto está sendo avaliado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.


O Sul

Tecnologia auxilia na saúde e na estética

Nova modalidade para tratamento de gordura localizada, flacidez e celulite chegou ao Rio Grande do Sul

Especialista em Estética e Saúde, Cíntia Keppler, do Scienza Centro Integrado de Estética e Saúde

Especialista em Estética e Saúde, Cíntia Keppler, do Scienza Centro Integrado de Estética e Saúde | Foto: Divulgação / CP

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Uma sessão que vale por três. Dessa maneira, pode-se resumir uma técnica nova no Rio Grande do Sul. Segundo a especialista em Estética e Saúde, Cíntia Keppler, as possibilidades de contribuir, de maneira mais rápida, com conforto e praticidade, no tratamento de gordura localizada, flacidez e celulite a encantaram. “Atendemos tanto homens quanto mulheres. Isso é muito bom. Mostra que ambos se cuidam e querem melhorar em saúde e estética. E com a modernidade, as pessoas precisam de resultados mais rápidos e eficazes e essa técnica consegue resultados mais expressivos na comparação com outros procedimentos. E se for aliada ainda a atividade física e cuidado com a alimentação, impacta.”

Cíntia explica que essa técnica envolve três procedimentos: ultracavitação, radiofrequência (450 w) e lipoled (laser). “Vou fazer uma analogia. A ultracavitação promove uma quebra das moléculas de gordura. Ela rompe a célula. Depois vem a radiofrequência que acelera o metabolismo e por último o lipoled (laser) esvazia a gordura excedente. É diferente da criolipólise, que gera redução de gordura localizada por meio do congelamento de células adiposas e é um processo mais demorado. E todos procedimentos são comprovados cientificamente”, destaca.

A especialista, que também é proprietária do Scienza Centro Integrado de Estética e Saúde, salienta que muitas clientes já conseguem ver o resultado na hora. Ela explica que, durante dois meses, 14 mulheres foram submetidas a essa tecnologia e, em seis sessões, todas notaram resultado imediato, com redução de medidas e efeitos na modelagem do corpo, menos flacidez e celulite. Mesmo com esses impactos, Cíntia ressalta a importância do estilo de vida. Para ela, cuidar do corpo e da saúde requer mudanças de hábito, de alimentação, de pequenos passos a cada dia para as grandes mudanças. "Eu por exemplo, passei por isso. Em cinco anos, emagreci dez quilos, parei de fumar, passei a me cuidar e resgatei a minha autoestima", relembra.
De acordo com a Cíntia, todas as suas clientes, que receberam a técnica em diferentes parte do corpo, relataram melhora já na primeira sessão com a tecnologia Hybrius. “Quatro clientes trataram braços, dez trataram barriga, sendo duas destas também o braço na mesma sessão. Duas trataram glúteos e interno das coxas", explica, ao destacar que é possível fazer associações, o que amplia o resultado: Hybrius e criolipólise; hybrius e drenagem linfática e hybrius, criolipólise e acompanhamento nutricional.
Conforme Cíntia, todas as clientes estudadas clinicamente têm hábitos de vida saudáveis, como alimentação balanceada e/ou exercícios físicos. O consumo de no mínimo 2 litros de água por dia e alimentação rica em vitamina C foi indicado pela nutricionista. "As clientes que fizeram acompanhamento nutricional e controle com bioimpedância tiveram redução considerável de gordura abdominal e braços. Houve melhora da qualidade da pele e do aspecto celulítico. A redução de medidas foi constatada por controle de medidas e através de fotos e relatos das clientes", aponta.
Tantos impactos renderam a Cíntia participação em um evento em São Paulo. Neste fim de semana, ela está compartilhando sua experiência de sucesso com o equipamento Hybrius, no Estetika 2019, que começou na quinta-feira (dia 29) e segue até 1º de setembro. O Estetika, Congresso Científico Internacional de Estético, é um dos maiores eventos da América Latina na área, além de conteúdo científico, apresenta para o público o que há de mais moderno em tecnologia e serviços de estética. E a tecnologia que reúne três procedimentos comprovados cientificamente em um só aparelho, incluindo a radiofrequência mais potente do mercado, de 450w, é uma exclusividade da empresa Adoxy no mundo.
Apesar da técnica, Cíntia aponta também algumas características que considera fundamental no cuidado com o cliente. Lembrando que cada pessoa é única, monta-se um protocolo para ela, indicam-se tratamentos certos e explica-se o motivo da escolha de cada um deles. Também é importante ter conhecimento técnico e fugir dos pacotões.


Correio do Povo


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