Admiral Graf Spee–História virtual | Clic Noticias

Admiral Graf Spee
Panzerschiff Admiral Graf Spee in 1936.jpg
Carreira  Alemanha
Operador
Kriegsmarine
Fabricante
Reichsmarinewerft Wilhelmshaven
Batimento de quilha
1º de outubro de 1932
Lançamento
30 de junho de 1934
Comissionamento
6 de janeiro de 1936
Fatalidade
Deliberadamente afundado
em 17 de dezembro de 1939
Estado
Parcialmente desmontado;
resto naufragado
Características gerais
Tipo de navio
Cruzador pesado
Maquinário
motores a diesel
Comprimento
186 m
Boca
21,65 m
Calado
7,34 m
Propulsão
2 hélices

52 050 hp (38 800 kW)
Velocidade
28,3 nós (52,4 km/h)
Autonomia
16 300 milhas náuticas a 18 nós
(30 200 km a 34 km/h)
Blindagem
Cinturão: 80 mm
Torres de artilharia: 140 mm
Convés: 45 mm
Armamento
canhões de 280 mm
8 canhões de 150 mm
tubos de torpedo de 533 mm
Aeronaves
2 hidroaviões Arado Ar 196
Tripulação
1070
Admiral Graf Spee foi um navio de guerra da Marinha da Alemanha (Kriegsmarine) durante a Segunda Guerra Mundial. O nome do navio é uma homenagem ao almiranteMaximilian von Spee, que morreu, juntamente com dois de seus filhos, na Batalha das Malvinas em 8 de dezembro de 1914. O navio celebrizou-se por sua participação como pivô na Batalha do Rio da Prata, travada próxima ao estuário do rio da PrataUruguai.
O lançamento teve lugar no dia 30 de junho de 1934 com o almirante Erich Raeder (1876–1960) fazendo um discurso de pré-lançamento, sendo o batismo realizado por Huberta von Spee, filha do falecido almirante Spee.
Ele foi lançado ao mar logo nos primeiros meses da guerra com a missão de caçar navios mercantes ingleses nas águas do Atlântico Sul.

Índice

História

Admiral Graf Spee em 1939.
Ao final da Primeira Guerra Mundial, os países vencedores, haviam punido a Alemanha com o cumprimento do Tratado de Versalhes, que a obrigava a manter e construir navios somente dentro do limite de tonelagens permitidos pelo mesmo. Isto fazia com que a Marinha Alemã ficasse dentro de parâmetros estabelecidos, não representando risco para as demais nações. Naquela época, os maiores navios de guerra tinham um deslocamento(peso da água deslocada) de cerca de 30 000 t e levavam canhões de 318 mm, 356 mm e até de 406 mm. As condições impostas a Alemanha a pelo Tratado limitava além do peso, o armamento que não poderia ultrapassar duas torres por navio com três canhões de 280 mm(11 pol).[1]
Diante disto, esta começou a utilizar outros estratagemas. Surgiam desta forma os famosos “couraçados de bolso”, que tinham limitação de 11 000 t Porém o Admiral Graf Spee quebrou a tolerância, ficando com um peso de 16 200 t (plena carga). Por outro lado a Marinha Alemã havia desenvolvido métodos inovadores, tais como, a substituição de rebites por solda elétrica, o que diminuía substancialmente o peso do navio, pois, não necessitava das cintas de rebitação (placas de aço sobrepostas).
Além disso, o Graf Spee possuia de maneira inovadora oito motores movidos a diesel, que fugia da configuração convencional, que utilizava caldeiras.
A redução de peso lhe permitiu carregar uma arma principal de calibre muito maior do que um cruzador pesado da época, mantendo-se perto do limite de deslocamento do Tratado de Versalhes. Portanto, a classificação dada a ele pelos britânicos e de seus dois irmão, Deutschland e Admiral Scheer, como encouraçados de bolso.
Tecnologicamente, o Admiral Graf Spee estava à frente de seu tempo, sendo o primeiro navio da Kriegsmarine a ser equipado com radar Seetakt, e telêmetros de tiro de alta precisão.

Campanha

Em 1936, Admiral Graf Spee serviu como capitânia da frota até 1938 e executou funções de controle marítimo internacional na costa da Espanha durante a Guerra Civil Espanhola. Seu último Comandante foi o Capitão Hans Langsdorff (1894-1939, Oficial Naval de longa data que tivera participação na Batalha da Jutlândia (Primeira Guerra Mundial) e que assumira o comando do navio em 1 de novembro de 1938, pouco antes do início da Segunda Guerra Mundial.
Antes da invasão da Polônia, foram feitos planos para que o navio navegasse abaixo da Linha do Equador, partindo do porto de Wilhelmshaven, em 21 de agosto de 1939, três dias antes da assinatura do Pacto Molotov-Ribbentrop. Sua função era atuar como navio corsário no comércio do Atlântico Sul. Desta forma, Langsdorff traçou um curso que atravessava grandes linhas de navegação durante a noite para evitar a detecção. Apoiado pelo seu navio de abastecimento, o Petroleiro Altmark, suas ordens eram para afundar navios mercantes britânicos, mas evitar a todo custo o combate com forças inimigas.
Graf Spee em chamas, antes de naufragar.
Após afundar nove navios mercantes, o Graf Spee resolveu tentar uma última investida próxima da bacia do rio da Prata, mas em vez de se deparar com mercantes encontrou uma força inglesa com três navios (HMS Ajax (22)HMNZS Achilles (70) e HMS Exeter (68)). Após um combate confuso, em que o Graf Spee foi danificado, o comandante Hans Langsdorff ordenou que o navio buscasse refúgio no porto de Montevidéu, no Uruguai.
O comandante Langsdorff foi intimado pelo governo uruguaio a deixar o porto, porém os três navios ingleses aguardavam o Graf Spee para um combate final. Em inferioridade numérica, com o navio danificado e com ordens de Adolf Hitler de não o deixar ser capturado pelos ingleses, Langsdorff desembarcou sua tripulação e fez com que o cruzador fosse pelos ares e afundasse completamente, isso sob olhares da imprensa local e estrangeira que registrou o fato. Após isso, o comandante Langsdorff suicidou-se alguns dias depois envolto na bandeira de combate alemã. O filme inglês de 1956The Battle of the River Plate, (brBatalha do Rio da Prata) dramatiza esta batalha.

Referências

  1. Coleção 70º Aniversário da Segunda Guerra Mundial, Abril – 2009 : Volume 07

Bibliografia

  • Eugen, Millington-Drake. A Batalha do Rio da Prata, Flamboyant – 1967
  • Coleção 70º Aniversário da Segunda Guerra Mundial – Abril, 2009, volume 07
  • Salinas, Juan; De Nápoli, Carlos – Ultramar Sul. A Última operação secreta do III Reich- Editora Civilização Brasileira, 2010
  • Georges Blond. A Guerra no Ártico, Flamboyant – 1966
  • Michael Powell. A Última Viagem do Graf Spee, Record – 1956

Ligações externas

Commons
Commons possui imagens e outros ficheiros sobre Admiral Graf Spee
Wikisource
Wikisource contém fontes primárias relacionadas com Admiral Graf Spee
Ícone de esboço
Este artigo sobre tópicos navais é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.
Wikipédia

Quarta Frota dos Estados Unidos–História virtual | Clic Noticias

Quarta Frota dos Estados Unidos
U.S. Fourth Fleet badge Ver2.jpg
Missão
Operações Diretas de Frota
Tipo de unidade
Comando de Frota
Período de atividade
1943–1950
2008–presente
Comando
Comandante
Almirante da Retaguarda Sean S. Buck
Sede
Quarta Frota dos EUA é uma frota numerada da Marinha dos Estados Unidos. É o Comando de Componente Naval do Comando Sul dos EUA (USSOUTHCOM). A Quarta Frota está sediada na Estação Naval de Mayport em Jacksonville, Flórida. E é responsável pelos navios, aviões e submarinos da Marinha dos EUA operando no Mar do Caribe, e os Oceanos Atlântico e Pacífico ao redor da América do Sul e Central.

Índice

II Guerra Mundial

A 4ta Frota foi uma grande formação da Marinha dos EUA no Oceano Atlântico Sul durante a II Guerra Mundial. Foi originalmente estabelecida para proteger os EUA contra invasores de superfície, corredores de bloqueio, e submarinos.
A Frota foi originalmente uma redesignação da South Atlantic Force. Em 12 de setembro de 1942, a Marinha do Brasil foi colocada sob comando do Vice-Almirante da Marinha dos EUA, Jonas Ingram, por ordem do presidente brasileiro Getúlio Vargas.[1] Três dias depois, em 15 de setembro de 1942, Vice-Almirante Ingram foi apontado como Commander, South Atlantic Force (ComSoLant). Seis meses depois, South Atlantic Force foi redesignada a Quarta Frota dos EUA em 15 de março de 1943.[1]
Durante a guerra, a Frota foi comandada por dois Vice-Almirantes, Vice-Almirantes Ingram e William Munroe. Em total, forças despegada para a 4ta Frota com sucesso afundou 18 U-boats alemães e um submarino italiano, junto com afundar ou deter um incontável número de corredores de bloqueio do Eixo. A Frota trabalhou de mão em mão com o Brasil ao longo de sua operações no Atlântico Sul utilizando bases militares ao redor do Oceano Atlântico, com sua base primária sendo localizada em Recife.[2]
Três anos após seu estabelecimento, em 15 de abril de 1945, a 4ta Frota dos EUA foi renomeada Task Force 27, assim dissolvendo a Frota. Almirante Munroe manteve o título e comando de Commander, South Atlantic Force. Entretanto, apenas sob um ano depois, a 4ta Frota Reserva dos EUA foi formada. A reativação como uma frota reserva foi intencionada para manter a preparação, devendo reiniciar a guerra. A 4ta Frota Reserva dos EUA foi retirada em 1 de janeiro de 1947.[2]

Reativação, 2008

Em 24 de abril de 2008, o então Chefe de Operações Navais (CNO), Almirante Gary Roughead anunciou o restabelecimento da Quarta Frota. Quase três meses depois em 12 de julho de 2008, foi restabelecida durante uma cerimônia na Estação Naval de Mayport, Flórida.[3]
A reativação da Quarta Frota sem primeiro informar os governos estrangeiros na região propiciaram preocupações dentro de alguns governos sul-americanos. Os governos da Argentina e Brasil fizeram indagações formais como para a missão da frota na região. Na Venezuela, Presidente Hugo Chávez acusou os Estados Unidos de tentar amedrontar o povo da América do Sul por reativar a frota[4] e prometeu que os novos jatos Sukhoi Su-30 de seu país poderiam afundar quaisquer navios dos EUA invadindo águas venezuelanas. O ex-presidente cubano Fidel Castro avisou que isso poderia levar a mais incidentes tais como a Crise diplomática andina de 2008.[5]

Missão

A área de responsabilidade da Quarta Frota, 2009.
As Forças Navais do Comando Sul dos EUA (USNAVSO) e a Quarta Frota apoiam operações militares de espectro completo combinadas e em união do USSOUTHCOM por providenciar principalmente presença dianteira baseada no mar para garantir liberdade de manobra no domínio marítimo, para fomentar e sustentar relacionamentos cooperativos com parceiros internacionais, e para completamente explorar o mar como espaço de manobra a fim de aperfeiçoar a segurança regional e promover paz, estabilidade, e prosperidade nas regiões caribenha, centro-americana, e sul-americana. Tem cinco missões: suporte para manutenção da pazassistência humanitáriaalívio de desastres, exercícios marítimos tradicionais, e operações de suporte contra-drogas.

Organização

Commandante, Task Force 41, Almirante da Retaguarda Thomas, aperta mãos com o Oficial Comandante, USS Gunston Hall, no Haiti, em 5 de fevereiro de 2010. Unidades da Quarta Frota foram despegadas para assistência após o terremoto lá.
O Comando, USNAVSO (COMUSNAVSO) também serve como o comando componente da Marinha para USSOUTHCOM. A Quarta Frota dos EUA é responsável pelos navios, aviões, e submarinos da Marinha dos EUA operando na área de responsabilidade do USSOUTHCOM, qual compreende o Caribe, América Central, América do Sul, e águas circundantes. Isso é uma frota organizacional equipada para cumprir uma missão de coordenação e planejamento; como parte de seu restabelecimento em 2008, nenhum navio é permanentemente designado para a Quarta Frota. Navios porto-domiciliados no Comando das Forças de Frota dos Estados Unidos e a Terceira Frota dos Estados Unidos rotineiramente deslocam para a área de responsabilidade da Quarta Frota (AOR), durante qual tempo eles estão sob o controle operacional do comando da Quarta Frota.
A sede da Quarta Frota é co-localizada com a sede da USNAVSO em Mayport, Flórida, e é comandada por um almirante da retaguarda de duas estrelas.

Comandantes da Quarta Frota

  • Vice Almirante Jonas H. Ingram (Setembro de 1942 – 11 de Novembro de 1944)[6]
  • Vice Aalmirante William R. Munroe (11 de Novembro de 1944 – 15 de Abril de 1945)[7]
  • Vice Almirante Thomas R. Cooley (1945 – meio de 1946)[8]
  • Vice Almirante Daniel E. Barbey (Setembro de 1946 – Março de 1947)[9]
  • Vice Almirante Charles McMorris (meio de 1947 – Julho de 1948)
  • Almirante da Retaguarda Joseph D. Kernan (1 de Julho de 2008 – 12 de Junho de 2009)[10]
  • Almirante da Retaguarda Victor G. Guillory (12 de Junho de 2009 – 5 de Agosto de 2011)[11]
  • Almirante da Retaguarda Kurt W. Tidd (5 de Agosto de 2011 – 22 de Junho de 2012)[12]
  • Almirante da Retaguarda Sinclair M. Harris (22 de Junho de 2012 – 17 de Abril de 2014)[13]
  • Almirante da Retaguarda George W. Ballance (17 de Abril de 2014 – 12 de Agosto de 2016)[14]
  • Almirante da Retaguarda Sean S. Buck (12 de Agosto de 2016 – presente)[15]

Ver também

Referências

  • http://www.ibiblio.org/hyperwar/USN/Admin-Hist/146-SouthAtlantic/146-SoLant-Chron.html


  • U.S. 4th Fleet Public Affairs, This story was written by U. S. 4th Fleet Public (15 de Março de 2018). «U.S. 4th Fleet Established 75 Years Ago» (em inglês). US Navy. Consultado em 6 de Dezembro de 2018  Este artigo incorpora texto desta fonte, que está no domínio público.


  • «Navy Reestablishes U.S. Fourth Fleet». United States Navy. 24 de Abril de 2008


  • «Chavez attacks the Fourth Fleet at the start of parade / Chávez arremete contra la IV Flota en el inicio del desfile militar»http://www.noticias24.com. 5 de Julho de 2008


  • «Fourth Fleet to intervene to Latin America tomorrow / IV Flota de intervención hacia Latinoamérica mañana»http://www.rlp.com.ni. 30 de Junho de 2008


  • «HyperWar The Official Chronology of the U.S. Navy in World War II». United States Navy. 1 de Junho de 2006


  • «HyperWar The Official Chronology of the U.S. Navy in World War II». United States Navy. 5 de Junho de 2012


  • «Biography of Thomas Ross Cooley». United States Navy. 1 de Junho de 2006


  • «Papers of Vice Admiral Daniel E. Barbey, 1941–1969». Naval Historical Center. 1 de Junho de 2006


  • «Biography of Joseph D. Kernan». United States Navy. 5 de Junho de 2012


  • «Biography of Victor G. Guillory». United States Navy. 5 de Junho de 2012


  • «Biography of Kurt W. Tidd». United States Navy. 5 de Junho de 2012


  • «Biography of Sinclair M. Harris». United States Navy. 22 de Junho de 2012


  • «Biography of George W. Ballance». United States Navy. 24 de Abril de 2014

    1. «Biography of Sean S. Buck». United States Navy. 14 de Agosto de 2016

    Leitura sugerida

    Karen Domabyl Smith; et al. (Janeiro de 2002). «Is NAVSO Organized and Staff To Do Its Job» (PDF). Alexandria, VirginiaCenter for Naval Analyses. Consultado em 3 de Setembro de 2011. CRM D0005057.A1/Final

    Ligações externas

    Ativas
    Históricas

  • Wikipédia

    Autismo: desinformação e mitos alimentam preconceito | Clic Noticias

    Conforme especialista, transtorno atinge 1% das crianças no mundo e leva a prejuízos na percepção e na capacidade de interação social adequada
    Sintomas começam a aparecer nos primeiros três anos de vida e o ideal é que o diagnóstico seja feito o quanto antes, alertam especialistas
    Sintomas começam a aparecer nos primeiros três anos de vida e o ideal é que o diagnóstico seja feito o quanto antes, alertam especialistas | Foto: Pixabay / Divulgação
    Muitas pessoas ainda acreditam que o autismo representa uma espécie de condenação sem volta e que o diagnóstico significa uma vida sem oportunidades – e é exatamente esse tipo de desinformação e mito que alimenta o preconceito. A avaliação é do pediatra e neurologista infantil, Clay Brites.
    Para o especialista, o Dia Mundial da Conscientização sobre o Autismo, lembrado em 2 de abril, ajuda a sociedade a refletir melhor acerca dos avanços e, principalmente, do que ainda precisa melhorar para dar suporte amplo e transdisciplinar e esse grupo de pessoas e suas famílias. A data é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Além disso, diversas ações estão sendo feitas neste mês para esclarecimentos sobre o autismo.
    “Muitos casos são severos e passam essa impressão mesmo, mas a maioria, não. Ainda vemos muitos casos graves, inclusive, porque estamos assistindo a uma geração passada, em que o diagnóstico foi tardio. Espero que, com as informações recentes, a nova geração tenha outra evolução, bem mais satisfatória, e derrube muitos mitos.”
    Em entrevista à Agência Brasil, Brites lembrou que o transtorno atinge 1% das crianças no mundo e leva a prejuízos na percepção e na capacidade de interação social adequada. Isso faz com que a criança com autismo perca boa parte da capacidade de interagir socialmente de forma construtiva, coerente, com reciprocidade, atenção concentrada e compartilhada.
    O autismo, segundo o pediatra, também pode levar a comportamentos repetitivos e interesses excessivamente restritos a determinados objetos, contextos e até pessoas. A criança diagnosticada geralmente não apresenta bom contato visual, não olha nos olhos e tem dificuldade para perceber mudanças de comportamento de grupos e de ambientes.
    “Essas crianças costumam ter reações corporais anormais frente a situações emocionais ou induzidas pelo grupo como, por exemplo, movimentos de mãos repetitivos. Elas têm muita dificuldade em conversar, só falam aquilo que lhes interessa – qualquer coisa induzida por terceiros ela simplesmente ignora, não dá continuidade.”
    “Elas têm uma hiper preferência por objetos, têm distúrbios de sensibilidade, costumam ter medos inexplicáveis ou desproporcionais ao que está acontecendo”, acrescentou. 
    Os sintomas começam a aparecer nos primeiros três anos de vida e o ideal é que o diagnóstico seja feito o quanto antes, abrindo caminho para modelos de intervenção comportamentais ou desenvolvimentais – de preferência, abordagens que tenham fundamentação cientifica e um grande número de pesquisa com amostragem populacional significativa.
    “A importância está em ajudá-los a adquirir competências suficientes e a tempo de poderem ser mais funcionais e socialmente melhores adaptados nos anos mais difíceis que se seguirão, ao adentrarem na escola ou no trabalho.  Nesse processo, a intervenção precoce e a oportunidade de oferecer os melhores modelos auxilia na preservação ou até no ganho de capacidade intelectual e de linguagem social verbal e não verbal.”
    Livro
    Clay Brites e a esposa, a psicopedagoga Luciana Brites, são autores do livro Mentes Únicas. A proposta é colocar à disposição informações que ajudem a nortear a família, a escola, os profissionais e as instâncias de gestão e de Justiça sobre como proceder com pessoas com autismo.
    Com linguagem acessível, a publicação, segundo ele, mostra que o autismo, ao contrário do que muito pensam, não é o fim de tudo e que, apesar de todas as dificuldades, o conhecimento é fator fundamental para que crianças dentro do espectro tornem-se seres humanos realizados dentro de suas particularidades.
    Agência Brasil e Correio do Povo
    SÉRIE
    Estúdio de “Game of Thrones” poderá ser visitado a partir de 2020
    BBC desenvolve série sobre Marilyn Monroe
    CINEMA
    Warner divulga trailer de “Coringa” e sequência de “It” na CinemaCon
    “Capitã Marvel” atinge marca de US$ 1 bilhão em bilheteria mundial
    David Harbour, de “Stranger Things”, se junta ao elenco de “Viúva Negra”
    “Paêbirú”, um dos discos mais raros do Brasil, será relançado em vinil
    NETFLIX
    “After Life”, série de Ricky Gervais, ganhará segunda temporada