Desemprego recua em julho, mas número de desalentados bate novo recorde

 por Lucas Vettorazzo
Captura de Tela 2018-08-31 a?s 10.10.05.pngMultidão se aglomera em busca de vagas formais em São Paulo
No mês passado, quase 4,82 mi de pessoas não procuravam trabalho, aponta IBGE
A taxa de desemprego no país ficou em 12,3% no trimestre encerrado em julho, divulgou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta-feira (30). 
O desemprego veio abaixo do verificado no trimestre encerrado em abril, quando esteve em 12,9%, e do mesmo período de 2017 (12,8%), segundo a Pnad Contínua, pesquisa que contabiliza trabalho formal e informal no país.
O mercado, porém, continua fortemente marcado pela desistência dos trabalhadores em procurar uma recolocação, dado que o contingente de pessoas que  desistiram de buscar uma colocação —o chamado desalento— somava 4,818 milhões no período, número recorde para a pesquisa iniciada em 2012.
"O desemprego vem caindo no Brasil por conta do desalento, principalmente neste ano de 2018", afirmou o coordenador do pesquisa, Cimar Azeredo.
Esse crescimento do desalento ajuda a empurrar para baixo o contingente de desocupados –desempregados que estão em busca de recolocação–, que atingiu 12,9 milhões no país, queda de 4,1% na comparação com o trimestre imediatamente anterior, encerrado em abril, quando 13,4 milhões estavam sem emprego.
Também permanece a degradação do emprego formal. Nos três meses até julho eram 32,981 milhões de pessoas com carteira assinada no setor privado no Brasil, queda de 1,1% sobre o ano anterior. Sobre o trimestre encerrado em abril houve ligeiro avanço, de 0,8%, insuficiente para frear o avanço da informalidade.
O emprego sem carteira no setor privado aumentou 3,4% em relação ao ano anterior, com 11,094 milhões de trabalhadores, e 1,7% sobre os três meses imediatamente anteriores.
Embora o aumento da informalidade contribua para a melhora do indicador oficial, o tipo de trabalho encontrado não é amparado pelas leis trabalhistas, requer menor qualificação e geralmente paga menos.
O total de trabalhadores subocupados por insuficiência de horas trabalhadas também cresceu, chegando quase 6,569 milhões, o maior desde o trimestre encerrado em abril de 2012. Estão nesse contingente aqueles que estão ocupados, mas que trabalham menos horas do que gostariam.
Outro recorde negativo é o da força de trabalho potencial, formada por pessoas que procuraram trabalho, mas não estavam disponíveis para trabalhar na semana da pesquisa, e aquelas que estavam disponíveis, mas não realizaram busca efetiva por emprego no período.
Estavam nessa situação 8,118 milhões de pessoas. Somando-se essa população, os desocupados e os subocupados, faltava trabalho para 27,555 milhões em julho, também número recorde.
Apesar das oscilações da taxa de desemprego, a renda real média do trabalhador permanece estável. No trimestre terminado em julho, a renda esteve em R$ 2.205, em linha com o observado no trimestre imediatamente anterior (R$ 2.215) e também frente ao verificado em igual período do ano passado (R$ 2.188).
Fonte: Folha Online - 30/08/2018 e SOS Consumidor


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Contas públicas têm rombo de R$ 7,5 bilhões em julho


por Bernardo Caram
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Apesar de negativo, resultado é melhor que o de 2017 e abre folga para cumprimento da meta fiscal
Mesmo após forte alta na arrecadação de tributos, as contas públicas registraram déficit primário de R$ 7,5 bilhões em julho, informou o Tesouro Nacional nesta quinta-feira (30).
O rombo, entretanto, é 64,2% menor do que o apresentado no mesmo mês do ano passado (descontada a inflação), quando o saldo ficou negativo em R$ 20,2 bilhões.
Os números se referem às contas do governo central, que incluem os resultados do Tesouro, do Banco Central e da Previdência.
De acordo com o Tesouro, a redução do déficit é explicada pelo fato de as receitas terem apresentado forte alta, enquanto as despesas ficaram praticamente estáveis.
A receita líquida do governo teve alta real de 14,3% no mês, na comparação com julho de 2017, alcançando R$ 106,4 bilhões.
Por outro lado, as despesas tiveram uma queda real de 0,2%, ficando em R$ 113,9 bilhões.
A redução do rombo das contas públicas em julho fez com que o resultado acumulado dos últimos 12 meses encerrados no mês passado caísse para R$ 88,5 bilhões. Na divulgação anterior, referente a junho, o resultado de 12 meses estava negativo em R$ 100,65 bilhões.
Desse modo, o dado de julho abre uma folga na meta fiscal para este ano, estabelecida pelo governo em R$ 159 bilhões de déficit.
“[O resultado] indica que a situação fiscal de curto prazo está em linha com o cumprimento da meta de resultado primário do governo central para o ano, havendo, inclusive, possibilidade de realização de déficit inferior ao estabelecido na meta”, informou o Tesouro.
O secretário do Tesouro alertou, entretanto, que há uma tendência de piora no quadro fiscal nos últimos cinco meses do ano, motivada, principalmente, pela elevação de despesas de previdência e folha de pagamento.
Os gastos do governo com o período eleitoral também vão pesar negativamente, já que R$ 1,7 bilhão de recursos públicos foram direcionados às campanhas.
Porém, se de um lado é esperada uma pressão por aumento de gastos no fim do ano, de outro, a dificuldade de ministérios gastarem os recursos previstos no orçamento pode deixar espaço fiscal para o cumprimento da meta.
Até agosto, o chamado “empoçamento” de recursos dos ministérios está em R$ 14,5 bilhões. Isso ocorre porque muitas despesas são direcionadas a serviços e obras, mas não são efetivamente pagas. Outras, que são vinculadas por lei ou decisão das pastas, acabam sobrando no orçamento.
“A gente criou tantas amarras na contabilidade pública que isso está se tornando uma dor de cabeça para os ministérios”, disse o secretário.
Para ele, essas sobras devem encerrar o ano em torno de R$ 15 bilhões. “Não vou ficar assustado se a gente terminar o ano com déficit em torno de R$ 144 bi bilhões [e não R$ 159 bilhões]”, disse.
Almeida ressaltou que não há razão para propor uma mudança da meta fiscal deste ano porque não existe punição se o governo apresentar um resultado melhor do que o definido em lei.
Fonte: Folha Online - 30/08/2018 e SOS Consumidor



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Consórcio prevê reativação completa de composições do Trensurb em dezembro


Ministério Público prepara ação contra empresas contratadas para renovação da frota
Ministério Público prepara ação contra empresas contratadas para renovação da frota | Foto: Gustavo Nardon / Trensurb / Divulgação CP
Ministério Público prepara ação contra empresas contratadas para renovação da frota | Foto: Gustavo Nardon / Trensurb / Divulgação CP

Com atraso de quase um ano em relação ao último cronograma apresentado, a empresa responsável por fornecer e garantir a manutenção dos 15 trens novos, adquiridos em 2012 pela Trensurb, promete para este sábado mais um carro em circulação. A estimativa da FrotaPoa é de colocar o oitavo trem em circulação até o dia 1º, o nono ainda na primeira quinzena de setembro, e assim sucessivamente – um trem a cada quinze dias – até totalizar os reparos, em fim de dezembro.
A FrotaPoa, formada pela francesa Alstom e pela espanhola Caf, juntamente com órgãos administrativos da Trensurb, estão na mira do Ministério Público Federal (MPF), que deve entrar com ação até o fim do ano por perdas e danos na contratação das composições. A história é antiga. Em 2012, a FrotaPoa venceu o processo licitatório para fornecer 15 trens para a Trensurb, por cerca de R$ 243,7 milhões. Desde que entraram em circulação, já em 2014, as composições passaram a apresentar problemas, posteriormente identificados como sendo nas caixas de rolamento. Em 2016, todas foram tiradas de circulação, encaminhadas para reparos e devolvidas paulatinamente, totalizando apenas sete em agosto de 2018.
Os 15 trens, da chamada Série 200, nunca estiveram circulando ao mesmo tempo na linha. Conforme o procurador do MPF no Rio Grande do Sul, Celso Antônio Três, “a FrotaPoa já fez pelo menos cinco promessas de devolver os carros à circulação, mas não cumpriu nenhuma”. Ele ainda ressaltou que pretende ingressar com ação na Justiça Federal até o fim do ano pedindo ressarcimento e multa às empresas integrantes do consórcio FrotaPoa, independente do retorno ou não das composições: “Isso vai apenas abrandar – ou não – a questão; o prejuízo à população e aos cofres públicos já está feito, basta saber se vai ser ainda maior”, relatou.
O procurador reiterou que considera escusa a negociação para o contrato com a FrotaPoa: “Por que as empresas responsáveis pelos trens antigos (Nippon Shario Seiko Kaisha, Hitachi LTDA, e Kawasaki Heavy Indrustries LTDA) não foram convidadas a participar, por exemplo? Há indícios de favorecimento econômico das empresas envolvidas, e isso precisa ser esclarecido”, afirmou. Três reforçou que há críticas entre os maquinistas que dirigem os trens da Série 200, e disse não acreditar que eles retornem à operação integral. “Os trens são frágeis, há coisas bizarras no contrato, se eles não voltarem a operar normalmente, terão de restituir tudo”, reforçou.
A Trensurb opera com cerca de 24 carros ao mesmo tempo nos horários de pico do sistema, pela manhã e no fim da tarde. Em fevereiro, a empresa informou que já havia multado o consórcio em 3% sobre o valor total do contrato. Cerca de 90% dos valores já foram pagos, mas os repasses foram congelados em abril de 2016, devido aos defeitos nas composições.
Atualmente, a Trensurb atende a seis cidades da região Metropolitana e Vale do Sinos, em 22 estações. A extensão total do sistema é de 43,8 quilômetros, o que permite a circulação de 20 composições por hora, em cada sentido. A estatal opera com 25 trens Série 100 (antigos) e sete da Série 200 (novos).


Rádio Guaíba e Correio do Povo



GRÊMIO

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INTER

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Conmebol confirma datas dos jogos das quartas de final da Libertadores


Grêmio vai enfrentar o Atlético Tucumán nos dias 18 de setembro e 2 de outubro
Conmebol definiu datas dos jogos entre Grêmio e Atlético Tucumán | Foto: Ricardo Giusti
Conmebol definiu datas dos jogos entre Grêmio e Atlético Tucumán | Foto: Ricardo Giusti

A Conmebol confirmou nesta sexta-feira as datas das quartas de final da Libertadores da América. Os jogos entre Grêmio e Atlético Tucumán serão nos dias 18 de setembro e 2 de outubro, ambos em terças-feiras, às 21h45min.
Como o Grêmio fez melhor campanhaque os argentinos na fase de grupos, a partida de ida será jogada em Tucumán com a volta acontecendo na Arena.
Confira as datas de todos os jogos das quartas de final da Libertadores:










Correio do Povo

Caso Lula provoca divisão interna no TSE


Expectativa é de que último recurso seja levado ao plenário nesta sexta
Caso Lula causa divisão interna no TSE  | Foto: Roberto Jayme / Ascom / TSE / CP
Caso Lula causa divisão interna no TSE | Foto: Roberto Jayme / Ascom / TSE / CP

O registro feito pelo PT da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso e condenado na Lava Jato, e a incerteza de sua presença no horário eleitoral no rádio e na TV provocaram uma divisão interna no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), opondo a presidente da Corte, Rosa Weber, e o relator do caso, Luís Roberto Barroso. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo apurou, a ministra defende o respeito a ritos e prazos no processo de tramitação do registro de Lula, enquanto Barroso busca uma resposta rápida para a situação do ex-presidente, enquadrado na Lei da Ficha Limpa após ser condenado em segunda instância a 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá.
Em meio à divergência, o ministro Edson Fachin tenta costurar um consenso, servindo como uma espécie de conselheiro da presidente do TSE na busca por uma saída institucional. Rosa, Fachin e Barroso trataram do caso na quarta-feira, antes da sessão do Supremo Tribunal Federal. A expectativa no TSE é de que o caso Lula seja levado ao plenário nesta sexta, durante a sessão extraordinária a partir das 14h30min. O Estado apurou que Barroso deve aguardar a manifestação da defesa de Lula para decidir se leva ao plenário o pedido de medida liminar para barrar a presença do petista no horário eleitoral ou se já discute o mérito do registro da candidatura.
horário eleitoral no rádio e TV para candidatos à Presidência começa sábado mas, a partir desta sexta, já serão divulgadas inserções dos candidatos. "Eu faço as pautas a partir dos processos encaminhados pelos relatores. Os processos de registro de candidatura prescindem da publicação da pauta", disse Rosa, ao chegar ao STF ontem. Além do caso Lula, o TSE julgará os pedidos de registro dos candidatos ao Planalto Geraldo Alckmin (PSDB) e José Maria Eymael (Democracia Cristã).
"Instabilidade"
Nesta sexta, terminou o prazo de defesa de Lula. Os advogados eleitorais do petista encaminharam ao TSE uma manifestação de cerca de 200 páginas em que culpam, "em alguma medida", o Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) "pela instabilidade político-jurídica" do julgamento do registro do petista e pedem respeito a compromissos internacionais de defesa dos direitos humanos. Os advogados também ressaltam que, de 145 candidatos eleitos em 2016 mesmo com o registro negado na Justiça Eleitoral, 98 conseguiram reverter o indeferimento, "cerca de 70% obtiveram sucesso em decisões judiciais após o pleito".
Para a advogada Maria Claudia Bucchianeri, que integra a defesa de Lula, a legislação garante ao petista a participação no horário eleitoral enquanto sua candidatura estiver sendo questionada judicialmente. Já a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, disse esperar que o TSE decida nesta sexta-feira sobre a participação dele na propaganda. Indagada se seria ideal uma definição o quanto antes, Raquel respondeu: "Com certeza". O registro de Lula é alvo de 16 contestações no TSE.
Na quinta, o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, pediu para suspender o acesso da chapa do petista a qualquer valor público disponível aos partidos da coligação, seja do fundo eleitoral ou do Fundo Partidário.
Composição
O TSE é composto por sete ministros titulares, dos quais três são oriundos do STF, dois do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e dois advogados. Nos últimos meses, o tribunal passou por três alterações em sua composição, o que deverá resultar em julgamentos mais rigorosos com políticos, na avaliação de ex-ministros e advogados. Para um ministro ouvido reservadamente, há "certa rota de colisão" entre Barroso e Rosa e Fachin, mas a maioria do tribunal deve apoiar o relator do caso de Lula, se ele não recuar.


Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Temer desiste de adiar aumento de servidores do Executivo para 2020

Presidente negociou com Judiciário para terminar com auxílio-moradia em troca de novo teto
Presidente negociou com Judiciário para terminar com auxílio-moradia em troca de novo teto | Foto: Alan Santos / PR / CP
Presidente negociou com Judiciário para terminar com auxílio-moradia em troca de novo teto | Foto: Alan Santos / PR / CP

Diante da decisão do Judiciário e do Legislativo de aumentarem os salários de seus funcionários em 2019, o presidente Michel Temer desistiu de enviar ao Congresso Nacional uma medida provisória (MP), dada como certa desde 10 de agosto, que adiaria para 2020 o reajuste dos servidores do poder Executivo. Ele também cedeu às pressões do Judiciário para aceitar o novo teto, em troca do fim da concessão irrestrita de auxílio-moradia.
O Palácio do Planalto avaliou que a MP que excluiria apenas o Executivo do benefício salarial não teria apoio dos parlamentares. A decisão foi tomada após conversas do presidente com representantes do Judiciário e do Legislativo. Temer também negociou com o Supremo Tribunal Federal (STF) a promessa de troca do auxílio-moradia, que deixaria de existir no Poder Judiciário, pelo reajuste de 16,8% aprovado pela maioria do STF.
Ajuste fiscal
A secretária- executiva do Ministério da Fazenda, Ana Paula Vescovi, afirmou que, mesmo com os reajustes concedidos aos servidores, o ajuste fiscal não será prejudicado. “O ajuste será feito de qualquer forma porque o teto de gastos baliza as metas fiscais a longo prazo. Dentro desses espectros, as escolhas (de alocação de recursos) são feitas num processo do regime democrático, em que existem vários atores fazendo suas escolhas”, justificou.
A secretária informou que o governo terá de cortar verbas para bancar os reajustes e reiterou que a discussão se aplica apenas à destinação de recursos, sem alterar o volume total de gastos. Ana Paula afirmou que a previsão dos aumentos salariais do funcionalismo deverá constar no Orçamento da União de 2019 que será enviado ao Congresso nos próximos dias. A data máxima para o envio da lei orçamentária é 31 de agosto.
Impacto
Os reajustes impactam em R$ 11 bilhões o orçamento de 2019, considerando todos os servidores, entre civis e militares. Se o reajuste fosse adiado, como previsto inicialmente, apenas para os civis, a economia seria de R$ 6,9 bilhões, segundo o Ministério do Planejamento. A previsão é que as despesas da União com pessoal em 2019, como salários e encargos, alcancem R$ 322 bilhões.


Agência Brasil e Correio do Povo

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Frente quente traz nuvens, chuva e raios ao RS nesta quinta


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Acidente com Lamborghini na Serra deixa dois feridos


TRÂNSITO

Um morre e dois ficam gravemente 

feridos em acidente na BR 116, em Jaguarão