Mais de 500 soldados da BM atuarão nas 20 maiores cidades gaúchas

Solenidade de formatura ocorreu na manhã desta sexta no Gigantinho

Soldados integravam última turma remanescente do concurso de 2014 | Foto: Alina Souza / CP

Soldados integravam última turma remanescente do concurso de 2014 | Foto: Alina Souza / CP

Um “batismo de fogo” será submetido aos 506 novos soldados da Brigada Militar. Eles vão atuar a partir da próxima segunda-feira, por um mês, nas ruas das 20 maiores cidades gaúchas com elevados índices de criminalidade, sobretudo homicídios. Após o período de estágio operacional supervisionado por oficiais, o novo contingente, dos quais 121 são mulheres, serão alocados em suas unidades definitivas em todo o Interior do RS. A solenidade de formatura ocorreu na manhã desta sexta no Gigantinho, em Porto Alegre.

O governador José Ivo Sartori e o secretário estadual da Segurança Pública Cezar Schirmer compareceram ao evento que reuniu ainda familiares dos novos brigadianos, que faziam parte da última turma remanescente do concurso de 2014. “É um grande reforço na corporação. Eles serão distribuídos nos pequenos municípios e também onde realmente precisamos fazer um reforço especial no policiamento ostensivo”, afirmou Cezar Schirmer. “Vai melhorar os indicadores”, previu.



O secretário lembrou que um concurso encontra-se em andamento para 4,1 mil novos policiais militares. “É o maior das últimas décadas. Tão logo seja concluído vamos chamar um contingente. Nosso desejo é que esse contingente seja elevado”, assegurou, antevendo que “será um belo reforço” neste ano.

O comandante-geral da Brigada Militar, coronel Andreis Silvio Dal´Lago, garantiu que os novos 506 policiais militares estão preparados para atuarem nas 20 cidades com maiores índices de criminalidade, ao lado dos veteranos. Ele frisou que, durante o curso de formação, os mesmos já haviam participado de operações. “Está ocorrendo uma quebra de paradigma”, disse, recordando que nas últimas décadas havia uma saída maior de brigadianos do que aqueles que ingressavam na corporação.

“Estamos conseguimos reverter isso aos poucos. A partir de 2019 inverteremos o processo e iniciar aumento real do efetivo da corporação que vai render frutos”, avaliou. Sobre a chegada dos 506 novos brigadianos, o coronel Andreis Silvio Dal´Lago entende que a atuação deles aumentará a “percepção de segurança, a repressão qualificada e o atendimento de emergência”.

Em relação à distribuição da tropa, o comandante-geral da BM entende que o Interior será beneficiado, citando que os critérios definidos foram de manter três brigadianos no mínimo em cidades com até 3 mil habitantes e pelos menos cinco nas cidades acima de 3 mil moradores. “Isso vai beneficiar 90 cidades com 130 novos policiais militares”, calculou.

O restante da nova tropa será colocado nos municípios após avaliação dos indicadores de criminalidade. O oficial adiantou ainda que, no caso do concurso com 4,1 mil vagas, a previsão de inclusão é para o mês de julho deste ano com formatura possivelmente de cerca de 2 mil policiais militares em janeiro de 2019. Durante a cerimônia, os novos brigadianos comemoraram com os familiares, ocorrendo momentos de muita emoção e choro.

"É um momento muito esperado.. de forte emoção”, afirmou o soldado Anderson Messias Rodrigues, 27 anos, ao reencontrar o filho recém-nascido. “Depois de dez meses longe, ele poder ver o filho...é um momento de felicidade e de alívio ", contou a esposa Jessica Pires de Lima Rodrigues. "Toda a gestação do nenê ele não pode participar", acrescentou ela. O bebê do casal chama-se Miguel e tem apenas 24 dias. Após o encerramento da solenidade de formatura, o casal de policiais militares Marciano Vandir Machado Vargas, 29 anos, de Livramento, e Gessica da Silva Cruz, 26 anos, de São Gabriel, aproveitou a ocasião e formalizou a união.

Ele pediu a mão em casamento dela de surpresa. “Nos conhecemos no curso de formação”, recordou ele. A expectativa agora é de que os dois sejam designados para a mesma cidade. Já o soldado Lucas Sperandei de Oliveira, 28 anos, e a noiva Elenara Cristina Oliveira Ignacio, 29 anos, formalizaram a união e vão agora realizar o casamento. De acordo com ele, o casal residente em Viamão ficou dois anos namorando e após mais oito anos de noivado.

Além das matérias comuns inerentes à atividade policial, o Curso Superior em Tecnologia de Aplicação de Polícia Militar contou com disciplinas especializadas, como Direito Penal, Direito Penal Militar, Processo Penal Militar e Sociologia da Violência, totalizando 1.605 horas-aula.


Correio do Povo





Obras de duplicação alteram trânsito na ERS 118 em Gravataí (RS)

Avenida Itacolomi foi liberada após bloqueio devido à construção do viaduto no local

O viaduto da Itacolomi está na fase final de execução | Foto: Cristiano Bondan / Daer / CP

O viaduto da Itacolomi está na fase final de execução | Foto: Cristiano Bondan / Daer / CP

A partir desta sexta-feira, o trânsito na avenida Itacolomi, no km 18,5, da ERS 118, em Gravataí, está liberado para o tráfego de veículos. O local havia sido bloqueado devido a construção do viaduto no local e, portanto, os motoristas usavam as ruas laterais como alternativa.

Entretanto, o seguimento das obras de duplicação da rodovia estadual implica na interrupção no trânsito da avenida Brasil, no km 19,4 da ERS 118, desde o início desta sexta. “Sabemos que essas alterações refletem no dia a dia das pessoas e causam transtornos, mas solicitamos a compreensão dos motoristas, pois essas medidas irão trazer melhorias significativas a longo prazo”, explica o diretor-geral do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), Rogério Uberti.

De acordo com Uberti, o viaduto do Itacolomi está na fase final de execução, restando apenas as cabeceiras. Ao todo, R$ 8 milhões serão investidos na estrutura de 202 metros de extensão, que deve se juntar a elevada já construída no sentido Sapucaia–Gravataí.


Correio do Povo




Carro-forte é assaltado na zona Norte de Porto Alegre

Dois homens armados fizeram abordagem durante recolhimento de dinheiro em lotérica

Dois homens armados fizeram abordagem durante recolhimento de dinheiro em lotérica | Foto: Ricardo Giusti

Dois homens armados fizeram abordagem durante recolhimento de dinheiro em lotérica | Foto: Ricardo Giusti

Um carro forte foi assaltado, na tarde desta sexta-feira, na zona Norte de Porto Alegre. De acordo com relatos da equipe de seguranças à Brigada Militar, o veículo foi alvo de dois homens fortemente armados, enquanto recolhiam dinheiro em uma casa lotérica.

A guarnição da BM foi despachada para a avenida Presidente Franklin Roosevelt, esquina com avenida Cairu, no bairro Navegantes. Ao chegar no local, os criminosos já tinham escapado.

A fuga teria ocorrido em uma caminhonete GM Captiva. Não foi informada a quantidade de dinheiro roubada.



Correio do Povo

Ex-presidentes presos, por Lúcio Machado Borges*

Resultado de imagem para ex-presidente sul-coreana está presa


Nicolás Sarkozy foi preso preventivamente na França; A ex-presidente da Coreia do Sul Park Geun-hye está presa; no Peru, Pedro Pablo Kuczynski renunciou ao cargo.No Brasil, um ex-presidente condenado há mais de 12 de cadeia por corrupção está em plena campanha eleitoral. Quem consegue explicar isso?

*Editor do site RS Notícias

Assessoria de Moro diz que Lula não descumpriu decisão judicial

Período concedido seria "prazo de oportunidade" em virtude do cargo ocupado pelo petista

Assessoria de Moro diz que Lula não descumpriu decisão judicial  | Foto: Nelson Almeida / AFP / CP

Assessoria de Moro diz que Lula não descumpriu decisão judicial | Foto: Nelson Almeida / AFP / CP

A assessoria da 13ª Vara da Justiça Federal em Curitiba, na qual despacha o juiz Sérgio Moro, esclareceu que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva "não descumpriu ordem judicial" ao não se entregar à Polícia Federal até as 17h desta sexta-feira. O período concedido por Moro era um "prazo de oportunidade" em virtude do cargo ocupado pelo petista.

Cabe agora à PF as tratativas de cumprimento da ordem, reforçou a assessoria.


Estadão Conteúdo e Correio do Povo

MST joga tinta vermelha no prédio em que Cármen Lúcia mantém residência

Representante do grupo afirmou que presidente do STF "se tornou inimina número 1 dos mineiros"

Representante do grupo afirmou que presidente do STF

Representante do grupo afirmou que presidente do STF "se tornou inimina número 1 dos mineiros" | Foto: Mariela Guimarães / Estadão Conteúdo / CP

Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) jogaram tinta vermelha, nesta sexta-feira, no prédio em que a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, mantém apartamento no bairro Santo Agostinho, em Belo Horizonte. Um vídeo com os integrantes do movimento em frente do prédio foi divulgado nas redes sociais. Conforme o coordenador do MST em Minas, Silvio Netto, o protesto foi uma forma de mostrar que os trabalhadores estão dispostos a lutar. "Cármen Lúcia se tornou a inimiga número um dos mineiros", disse.

Segundo o movimento, cerca de 450 sem-terra participaram da manifestação. A presidente do STF deu o voto de desempate para que não fosse concedido habeas corpus pedido pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado em segundo instância no processo envolvimento o triplex no Guarujá. A reportagem acionou a assessoria de comunicação do STF, que ainda não se pronunciou sobre a manifestação.

Houve ainda participação, conforme o MST, de integrantes do Levante Popular da Juventude. "Foram atiradas bombas de tintas e feitas pichações nos muros e calçadas do prédio onde a golpista reside numa cobertura. Não vamos dar descanso para toda essa corja que deturpa as leis para beneficiar interesses do capital. Assistimos essa semana que o Supremo é tão golpista quanto Temer", disse Miriam Muniz, também da direção do MST. Em seguida, integrantes do movimento participaram de ato contra a prisão do ex-presidente Lula na Praça Sete, Região Central, da cidade. As pistas das avenidas Afonso Pena e Amazonas, que se cruzam na praça, foram interditadas.


Correio do Povo

Cármen Lúcia mantém relatoria de recurso de Lula com Fachin

Ministro havia passado à presidente decisão sobre a questão

Ministro havia passado à presidente decisão sobre a questão | Foto: Fellipe Sampaio / STF / Divulgação CP

Ministro havia passado à presidente decisão sobre a questão | Foto: Fellipe Sampaio / STF / Divulgação CP

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, decidiu nesta sexta-feira manter o ministro Edson Fachin na relatoria da reclamação apresentada pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tenta evitar a prisão. A defesa de Lula havia inicialmente direcionado os novos pedidos de liberdade ao ministro Marco Aurélio, relator de duas ações que discutem, de maneira ampla, a possibilidade de prisão após a segunda instância.

A reclamação de Lula, no entanto, foi distribuída livremente entre os ministros da Corte – e acabou no gabinete de Fachin, relator da Operação Lava Jato no STF.

“Pelo exposto, inexistindo qualquer irregularidade na distribuição livre da presente reclamação, determino sejam estes autos eletrônicos restituídos imediatamente ao ministro relator”, escreveu Cármen Lúcia.


Estadão Conteúdo  e Correio do Povo

Manifestação contra ordem de prisão de Lula reúne multidão em Porto Alegre

Ato iniciou no Centro e seguiu pelas ruas da Capital

Manifestantes defendem ex-presidente Lula  | Foto: Mauro Schaefer

Manifestantes defendem ex-presidente Lula | Foto: Mauro Schaefer

* Com informações dos repórteres Lou Cardoso, Felipe Samuel e Lucas Rivas

Porto Alegre reuniu diversos manifestantes contra a ordem de prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no fim da tarde desta sexta-feira, na Esquina Democrática no Centro da Capital. Segundo a organização da Frente Popular Brasil, pelo menos 5 mil pessoas estiveram presentes no ato que iniciou caminhada na avenida Borges de Medeiros e seguiu até o Largo Zumbi dos Palmares, no bairro Cidade Baixa. A Brigada Militar evitou dar estimativa de público.

Presenças políticas como o presidente do PT-RS, o deputado federal Pepe Vargas, o ex-governador Olívio Dutra e o ex-prefeito da Capital Raul Pont estiveram presentes na manifestação, assim como movimentos sociais do MST, CUT, CTB, Sinpacel e partidos simpatizantes como o PCdoB e PCB. Gritos entoaram mensagens de apoio ao petista que não se entregou voluntariamente nesta sexta-feira em Curitiba, como tinha sido decretado pelo juiz federal Sérgio Moro, e pediam a liberdade de Lula.

O trânsito nas ruas do Centro da Capital ficou congestionado devido ao protesto. A Brigada Militar e a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) acompanharam de longe a caminhada e não foi registrado nenhum confronto ou confusão.



Rádio Guaíba e Correio do Povo

'Brasil precisa do mesmo entusiasmo anti-Lula para fazer faxina em todo o sistema político', diz biógrafo britânico

Fernanda Odilla e Nathalia Passarinho

Da BBC Brasil em Londres

Ex-presidente Lula discursa em ato contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff nos Arcos da Lapa em 11 de abril de 2016Direito de imagemFERNANDO FRAZÃO/AGÊNCIA BRASILImage captionBourne diz ainda que gostaria de ver o PT fazendo autocrítica sobre as acusações que pesam contra a legenda e seus filiados

Autor de Lula of Brazil, biografia de Luiz Inácio Lula da Silva lançada em 2008, o pesquisador britânico Richard Bourne diz que o petista "não foi tão forte quanto deveria" em combater a corrupção.

Questionado sobre a possibilidade de o líder petista ter se envolvido ou ter fechado os olhos para corrupção, Bourne afirma que Lula poderia ter sido mais "cuidadoso".

"Pelo que eu sei do início da carreira dele, eu diria que ele não foi tão cuidadoso quanto deveria. Certamente havia pessoas no PT, e não há dúvidas sobre isso, que estavam envolvidas em vários tipos de corrupção. Ele não foi tão forte quanto deveria. Quando comparamos o que aconteceu recentemente com seus primeiros anos de Presidência, o idealismo existiu, mas houve um triste declínio", disse Bourne à BBC Brasil.

O pesquisador, contudo, pondera que o Brasil precisa do "mesmo entusiasmo" anti-Lula para fazer uma "faxina" em todo o sistema político e punir todos os políticos envolvidos com corrupção no país.

Bourne diz ainda que gostaria de ver o PT fazendo uma autocrítica sobre as acusações que pesam contra a legenda e seus filiados. Para ele, o partido deveria agir contra os petistas envolvidos com corrupção.

No livro sobre o ex-presidente, o britânico já criticava o legado do governo do petista justamente por achar que era necessária uma postura mais incisiva contra a corrupção na política brasileira.

O vice-presidente da República e presidente nacional do PMDB, Michel Temer, participa do Congresso da Fundação Ulysses Guimarães e do PMDB, em Brasília, em novembro de 2015Direito de imagemJOSÉ CRUZ/AGÊNCIA BRASILImage captionPara biógrafo de Lula, é preciso fazer uma 'faxina' em todo sistema político brasileiro

Condenado a 12 anos e um mês de prisão, Lula é também alvo de outros processos e investigação por suspeita de crimes como corrupção, tráfico de influência, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Nesta semana, o petista teve a prisão decretada pelo juiz Sérgio Moro, depois de ter tido o pedido de habeas corpus para esperar em liberdade até o fim do processo negado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Bourne diz não ter se surpreendido com a decisão do Supremo em determinar a prisão imediata de Lula, mas sim com a quantidade de votos favoráveis ao petista. O julgamento no STF terminou em 6 votos a 5 pela prisão do ex-presidente antes de exauridas todas as possibilidades de recurso.

'Faxina'

Para o pesquisador, contudo, os escândalos recentes de corrupção no Brasil indicam uma série de problemas não apenas com o PT, mas com toda a classe política. "O Brasil precisa de uma faxina em todo o sistema político. Eu gostaria de ver um entusiasmo (anti-Lula) em banir (o presidente Michel) Temer e outros membros da classe política que estão envolvidos em corrupção".

Questionado se a narrativa de vítima e de perseguição política é bem sucedida, Bourne diz "ser difícil de generalizar".

"Apoiadores fora do Brasil têm visto os fatos como vingança política. Mas há outros preocupados em ver o sucesso do Judiciário e da democracia que tendem a reconhecer que o juiz Sergio Moro, o Ministério Público e outros também merecem apoio", observa.

Manifestação no Rio de Janeiro, reúne milhares de manifestantes na orla da Praia de Copacabana em março de 2015Direito de imagemTÂNIA RÊGO/AGÊNCIA BRASILImage captionRichard Bourne: 'Gostaria de ver o mesmo entusiasmo (anti-Lula) para banir Temer e outros membros da classe política envolvidos com corrupção'

A grande preocupação do pesquisador, contudo, é uma confiança exagerada no sistema judicial em detrimento da democracia. "Políticos envolvidos em corrupção têm sido banidos pelo Judiciário, não pelas pessoas nas eleições", diz.

Ele emenda que há o risco de os eleitores brasileiros continuarem votando em corruptos. "Meu receio é que os brasileiros não punam nas urnas os políticos envolvidos com corrupção".

Apesar de as acusações e da ordem de prisão contra Lula, Bourne destaca que o petista ainda é um líder extremamente popular e capaz de influenciar as eleições mesmo sem estar nas urnas. Para o biógrafo, Lula vai atuar nos bastidores e tem condições de transferir popularidade mesmo preso.


BBC Brasil

Lula estaria disposto a se entregar neste sábado pela manhã em São Paulo

Ex-presidente deixaria o sindicato dos metalúrgicos após missa em homenagem à Marisa Letícia

Informações de dentro do Sindicato indicam que o ex-presidente quer acompanhar missa em homenagem a Marisa | Foto: Daniel Teixeira / Estadão Conteúdo / CP

Informações de dentro do Sindicato indicam que o ex-presidente quer acompanhar missa em homenagem a Marisa | Foto: Daniel Teixeira / Estadão Conteúdo / CP

Dois emissários do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva negociam com a Polícia Federal os termos para que o petista seja preso. Ainda não há uma decisão sobre como será o procedimento a ser adotado. O canal de comunicação entre a defesa de Lula e a PF, uma das exigências do despacho do juiz Sérgio Moro, foi aberto no final da tarde de quinta-feira. Pela polícia, quem negocia é o delegado Igor Romário de Paulo, chefe da Lava Jato em Curitiba.

A cúpula da Segurança Pública de São Paulo foi informada por fontes próximas de Lula que o ex-presidente deve permanecer no Sindicato dos Metalúrgicos até o final da missa em homenagem à mulher, Marisa Letícia, que faria 68 anos neste sábado. Após a missa, os advogados informaram aos negociadores que o presidente pretende se entregar em São Paulo.

Ao ex-presidente foi oferecido o prazo até as 17h desta sexta-feira para se entregar após a expedição do mandado de prisão pelo juiz federal Sérgio Moro no processo do triplex, que rendeu ao petista uma condenação de 12 anos e um mês de reclusão. A PF não realiza prisão após as 18h, mas policiais ouvidos disseram à reportagem que caso o ex-presidente resolva se entregar é possível recebê-lo em São Paulo para depois fazer sua remoção para Curitiba. O avião da PF já se encontra no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Congonhas.

Nesta sexta-feira, as duas partes se falaram após o término do prazo dado por Moro. A reportagem apurou que, em um primeiro momento, os interlocutores de Lula relataram que o petista estava à disposição da PF, mas que ele não iria se entregar. "Que venham me pegar", disse a um aliado. A posição do petista era de que a PF teria que buscá-lo no Sindicato dos Metalúrgicos, onde fez carreira. Entretanto, uma fonte da PF afirmou à reportagem que a sinalização dos interlocutores do petista era de que Lula se entrega, mas dentro do "tempo" dele. Um petista que está no Sindicato dos Metalúrgicos com o ex-presidente disse que ele irá se entregar e que os últimos detalhes estão sendo ajustados com os aliados mais próximos.


Estadão Conteúdo e Correio do Povo