Negros no Brasil, por Lúcio Machado Borges*

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No Brasil, há 7% de negros. A maior parte da população brasileira é mestiça.

*Editor do site RS Notícias

ONU confirma que está observado caso de Lula

Porta-voz do Escritório de Direitos Humanos afirmou que se for alertada sobre alguma violação, seu escritório irá examinar situação

ONU confirma observar caso de Lula | Foto: Douglas Magno / AFP / CP

ONU confirma observar caso de Lula | Foto: Douglas Magno / AFP / CP

O Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas (ONU) para Direitos Humanos disse nesta sexta-feira esperar que o caso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva siga o "devido processo legal" e confirmou oficialmente que está acompanhando a situação no Brasil.

"O processo contra Lula está tramitando no sistema legal. Claro, estamos acompanhando os acontecimento", afirmou Elizabeth Throssell, porta-voz do Escritório de Direitos Humanos da ONU, durante coletiva de imprensa em Genebra, na Suíça.

Elizabeth ainda indicou que, se for alertada sobre alguma violação grave de direitos humanos, seu escritório irá "examinar" a situação. "Houve uma decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal de que Lula deve ir para a prisão. O caso dele tramita pelo sistema", disse. "Esperamos que o caso siga o devido processo legal."


Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Ex-presidente da Coreia do Sul é condenada a 24 anos de prisão

Park Geun-hye foi declarada culpada por corrupção, abuso de poder e outros delitos

POR O GLOBO / COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS


Park Geun-hye, à esquerda, chega a julgamento em tribunal de Seul - Ahn Young-joon / AP

SEUL — A ex-presidente sul-coreana Park Geun-hye foi condenada a 24 anos de prisão, nesta sexta-feira, por corrupção e abuso de poder. A ex-líder, de 66 anos, foi declarada culpada por negociar propinas milionárias de empresas multinacionais, pelo compartilhamento de documentos secretos do Estado, pelo corte de subsídios a artistas críticos ao governo e pela demissão de autoridades que resistiam ao seu abuso de poder. Filha do general e ditador Park Chung-hee — que governou a Coreia do Sul do golpe militar de 1961 até ser assassinado em 1979 —, ela foi presa em março deste ano.

LEIA MAIS: Amiga da ex-presidente da Coreia do Sul é presa por corrupção

Ex-presidente da Coreia do Sul é presa após escândalo que a derrubou

O juiz Kim Se-yoon considerou que Park "abusou do poder conferido a ela pelo povo, que manda no país, para causar o caos na administração nacional". A promotoria havia pedido pena de 30 anos em regime fechado. A ex-presidente deixou o cargo em março de 2017, alvo de um processo de impeachment em meio a um escândalo de tráfico de influência. Seu antecessor no poder, Lee Myung-bak, também está sob custódia e é investigado por corrupção.

"Apesar de todos os crimes, a acusada negou todas as acusações contra ela, não mostrou nenhum remorso e teve incompreensível atitude ao culpar Choi e outros", ressaltou o magistrado, referindo-se a Choi Soon-sil, uma amiga da ex-presidente que coordenava organizações que recebiam o dinheiro "doado" por empresas a pedido de Park.

Apoiadora de Park Geun-hye chora após condenação - Ahn Young-joon / AP

A queda da ex-presidente começou em meados de 2016, quando foi revelado que sua amiga e confidente, Choi Soon-sil, que nunca ocupou nenhum cargo oficial, aproveitou sua influência para conseguir que grandes companhias sul-coreanas lhe pagassem milhões de dólares. Assim, ela conseguiu US$ 70 milhões para as fundações que controlava, uma soma que utilizou para fins pessoais.

A sentença de Park chega três semanas depois de Choi ser condenada a 20 anos de prisão por aceitar subornos dos chaebol, ou conglomerados — inclusive da Samsung, potência do setor de eletrônicos, e da Lotte, gigante varejista. Foi durante o governo do pai de Park que aconteceu o chamado "milagre coreano", resultante em grande parte da aliança entre o Estado e as grandes empresas do país.

De acordo com o juiz Kim Se-yoon, Choi capitalizou seus "longos laços privados" com Park para solicitar subornos e "se intrometia amplamente nos assuntos de Estado". Choi já cumpria uma pena de três anos por outra acusação de corrupção, após ter sido declarada culpada de usar sua posição para solicitar favores para sua filha.

Park (ao centro, conduzida por agentes) deixa o local onde prestou depoimento antes de a Justiça aprovar sua detenção - Ahn Young-joon / AP

Shin Dong-Bin, presidente do grupo Lotte, de 62 anos, é acusado de ter entregado cerca de US$ 7 milhões em subornos para a ex-presidente Park Geun-Hye e sua confidente. O escândalo também respingou na principal empresa do país, a Samsung, cujo vice-presidente, Lee Jae-Young, foi detido no mês passado por conexão com o mesmo caso.

BOICOTE E PROTESTO

O escândalo de corrupção expôs o elo entre grandes empresários e políticos na Coreia do Sul e abalou a elite empresarial e política da nação asiática. A revelação das ilegalidades suscitou protestos em massa contra Park no ano passado. Nesta sexta-feira, porém, a decisão foi recebida com desalento nas ruas, onde se reuniram apoiadores da ex-líder, em geral pessoas mais velhas e conservadoras nostálgicas do governo do pai da ex-presidente e do "milagre econômico" que ele promoveu. Manifestantes sentaram-se na calçada para chorar ou marcharam em protesto contra a pena.

O afastamento de Park — ela foi substituída pelo progressista Moon Jae-in, eleito no ano passado — representou uma grande derrota para seu partido conservador Saenuri, antes chamado de Grande Partido Nacional, que dominava a política sul-coreana. Seus apoiadores desconfiam de Moon, principalmente por sua recente aproximação com a Coreia do Norte.

"A lei foi morta neste país hoje", disse Han Geun-hyung, 27 anos, um apoiador de Park, a primeira mulher a ocupar a Presidência sul-coreana.

Park não compareceu ao julgamento desta sexta-feira, que foi transmitido ao vivo pela televisão. A ex-líder promoveu um boicote às sessões judiciais como protesto por estar sob custódia. A defesa tem sete dias para entrar com recurso e tentar reformar a condenação.

Trata-se da terceira líder da Coreia do Sul condenada por crimes após deixar o cargo. Chun Doo-whan e Roh Tae-woo foram declarados culpados por traição e corrupção nos anos 1990. Chun foi um general que assumiu depois da morte do pai de Park e governou como ditador durante um ano até ser eleito em 1980, sendo responsabilizado pela morte de mais de 600 pessoas que protestavam contra a ditadura na cidade de Gwangju. Roh, também general, foi o último dos presidentes do ciclo de governantes militares, que só acabou em 1993.


O Globo

Lula pede ao STF suspensão da ordem de prisão

Solicitação é apresentada no âmbito de ADC em que Supremo mudou posição sobre prisão após 2ª instância

Lula pede ao STF suspensão da ordem de prisão | Foto: Amanda Perobelli / Estadão Conteúdo / CP

Lula pede ao STF suspensão da ordem de prisão | Foto: Amanda Perobelli / Estadão Conteúdo / CP

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entrou na noite desta sexta-feira, com uma reclamação no Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender a sua prisão até o "exaurimento da jurisdição" do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) no caso do triplex do Guarujá. A reclamação é um tipo de processo cujo objetivo é garantir a autoridade de decisões da Suprema Corte perante os demais tribunais. O ministro Edson Fachin foi sorteado para ser o relator do processo - não há previsão de quando o ministro vai analisar o caso.

Ao recorrer ao STF, a defesa de Lula apresentou três pedidos liminares, similares aos que foram feitos e negados nesta sexta-feira pelo ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal Justiça (STJ). O primeiro é para que Lula possa aguardar em liberdade até o julgamento de mérito da reclamação no STF. Se Fachin não atender a esse requerimento, os advogados do petista pedem que a execução da pena seja suspensa até o TRF4 examinar a admissibilidade de recursos extraordinários no caso do triplex do Guarujá (SP).

Caso não sejam atendidas as primeiras solicitações, a defesa faz um terceiro pedido, para que o ex-presidente possa aguardar em liberdade até o final do julgamento dos novos embargos de declaração que serão opostos no TRF4. O tribunal negou, no dia 26 de março, os primeiros embargos contra condenação de 12 anos e 1 mês pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Segundo os advogados, os novos embargos serão ajuizados no dia 10 de abril.

Entendimento

A defesa de Lula alega que o STF já firmou o entendimento da possibilidade de se executar a prisão depois do acórdão condenatório em 2º grau e "condicionou tal hipótese à inexistência de recursos dotados de efeito suspensivo à disposição do acusado". Assim como no pedido ao STJ, a defesa sustenta que a prisão não poderia ter sido decretado porque, na visão dos advogados, não houve finalização de análise do caso de Lula no TRF4.

A defesa alega que tribunal de segunda instância ainda não analisou os segundos embargos de declaração que serão opostos. A reclamação havia sido endereçada inicialmente ao ministro Marco Aurélio Mello, relator das ações que discutem, de maneira ampla, a prisão em segunda instância de forma geral. A presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, resiste em colocá-las em pauta pelo plenário.


Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Lula ignora ordem de prisão de Moro


Publicado em 6 de abr de 2018

O juiz federal Sergio Moro determinou a prisão do ex-presidente Lula na quinta-feira. O magistrado deu a possibilidade de o petista se apresentar à Polícia Federal de Curitiba até as 17h desta sexta-feira. O prazo acabou e Lula não se entregou à polícia. O editor Silvio Navarro, e os colunistas de Veja Augusto Nunes e Sergio Praça repercutem a situação do petista.

Indefinição sobre futuro de Renato preocupa jogadores, admite Geromel

Zagueiro, no entanto, garantiu que foco no vestiário do Grêmio está na final do Gauchão

Geromel revelou que jogadores conversam sobre proposta de Renato | Foto: Lucas Uebel / Grêmio / Divulgação / CP

Geromel revelou que jogadores conversam sobre proposta de Renato | Foto: Lucas Uebel / Grêmio / Divulgação / CP

A notícia do interesse do Flamengo em Renato Portaluppi que preocupa os torcedores é tema de debate também no vestiário do Grêmio. Em entrevista coletiva nesta sexta-feira, o zagueiro Geromel revelou que os jogadores conversam sobre o assunto, mas garantiu que eles não tiveram nenhuma informação vinda do técnico sobre seu futuro.

De acordo com Geromel, a informação que os jogadores tem é apenas o que foi divulgado na imprensa. “A gente torce pela permanência dele. A gente conversa entre a gente, mas nada especial. Nós sabemos o mesmo que vocês, sabemos o que sai nas notícias”, disse Geromel.

O zagueiro garantiu que, apesar das conversas sobre a chance de saída de Renato, os jogadores conseguem manter o foco na final do Gauchão. “A gente se preocupa em se preparar para o jogo. Em treinar bem e se preparar para domingo, que é um jogo importante”, afirmou.

Por conta desse foco na final, Geromel afirmou que não pensa se Renato vai falar sobre seu futuro após a partida de domingo. “Não podemos ficar pensando no pós-jogo. Vamos nos concentrar e nos preparar para a partida”, reiterou.

Depois da vitória sobre o Monagas pela Libertadores na última quarta-feira, o técnico Renato Portaluppi afirmou que só falará sobre seu futuro após a final do Gauchão. Grêmio e Brasil de Pelotas decidem o título gaúcho neste domingo, às 16h, no Bento Freitas. O Tricolor pode perder por até três gols de diferença por ter vencido por 4 a 0 na Arena.



Correio do Povo

Sábado ensolarado traz calor ao Rio Grande do Sul

Temperatura deve chegar aos 32°C durante o dia no Estado

Sábado ensolarado traz calor ao Rio Grande do Sul  | Foto: Brayan Martins / PMPA / CP

Sábado ensolarado traz calor ao Rio Grande do Sul | Foto: Brayan Martins / PMPA / CP

O sol predomina no Rio Grande do Sul neste sábado. De acordo com a MetSul Meteorologia, o ar seco que cobre o Estado proporciona tempo firme durante o dia. Porém, a Região Sul deve receber uma frente fria que traz aumento de nuvens e há uma pequena chance de chuva.

O amanhecer terá a formação de nevoeiro ou neblina em diversos pontos do território gaúcho com restrição de visibilidade. O resfriamento noturno com tempo aberto e vento calmo favorece o clima. A temperatura será amena em algumas localidades, entretanto, aquece rapidamente provocando uma tarde de calor em diversas regiões.

Em Porto Alegre, o sábado de sol e calor terá marcas entre 16°C e 31°C.

Mínima e Máxima

Chuí 17°C | 26°C

Rio Grande 17°C | 28°C

Bagé 15°C | 29°C

Passo Fundo 16°C | 29°C

Pelotas 16°C | 30°C

Santa Cruz 16°C | 31°C

Santa Rosa 13°C | 32°C


MetSul Meteorologia e Correio do Povo

Eduardo Guardia substituirá Meirelles no Ministério da Fazenda

Ministro se despediu do cargo afirmando que foi um ciclo importante na sua vida

Eduardo Guardia substituirá Meirelles no Ministério da Fazenda | Foto: Dida Sampaio / Estadão Conteúdo / CP

Eduardo Guardia substituirá Meirelles no Ministério da Fazenda | Foto: Dida Sampaio / Estadão Conteúdo / CP

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, confirmou nesta sexta-feira que deixará o ministério. O atual secretário-executivo da pasta, Eduardo Guardia, será o novo ministro. "Hoje encerro um ciclo muito importante na minha vida. Sempre me coloquei a serviço do Brasil independentemente de partido ou governo. Tenho bastante orgulho de ter ajudado o País a sair de crises importantes e sérias em dois momentos diferentes", afirmou.

Meirelles disse que as crises econômicas tiram comida do prato das famílias, cria desemprego e tira a esperança das pessoas. "Considerei sempre que era uma prioridade fundamental tirar o Brasil da crise e colocar o País na rota do crescimento", completou. O ministro disse acreditar que a missão de um servidor público é construir uma sociedade justa e inclusiva. "Se as últimas crises vieram do exterior, essa veio do governo anterior.

Encontramos em 2016 perda de renda, inflação e aumento da pobreza, decorrentes da irresponsabilidade fiscal e da falta de respeito com os pagadores de impostos", repetiu. Para Meirelles, o atual governo teve a coragem de submeter o Brasil a uma agenda econômica correta. "Em momentos de crise temos que tomar decisões difíceis. Os resultados estão aí. A inflação está controlada e nunca esteve tão baixa, a recessão foi superada e o desemprego começou a cair", elencou.

O ministro defendeu ainda que o legado desse governo continue. "É preciso perseverar e insistir nas políticas que estão dando certo. O presidente Michel Temer garantiu que o novo ministro Guardia terá apoio para que a política econômica não se perca. Temos um horizonte e o importante é prosseguir na direção do que está dando certo", concluiu.

O prazo limite para a desincompatibilização do cargo vai até amanhã e, de todos os ministros que pretendiam disputar as eleições deste ano, apenas Meirelles ainda não havia sido exonerado. Ele tomou a decisão de sair da Fazenda após duas reuniões nesta sexta-feira com o presidente Michel Temer. Meirelles respondeu nesta tarde que tomou a decisão de deixar o ministério apenas hoje e a comunicou imediatamente.

Questionado sobre o cenário econômico que deixará ao seu sucessor, Eduardo Guardia, Meirelles citou que o teto de gastos e outras medidas foram aprovadas, o que fizeram a economia voltar a crescer, com expectativa de alta de 3% do PIB neste ano. "Evidentemente temos muitos desafios à frente, por isso é importante continuar e perseverar. Temos medidas no Congresso como a reforma da Previdência e a privatização da Eletrobras, além das mudanças no PIS/Cofins. O trabalho continua" respondeu.


Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Dono de helicóptero apreendido com cocaína vira diretor da CBF

Gustavo Perrella foi nomeado há 3 meses sem divulgação pela entidade


Gustavo PerrellaGustavo Perrella participa de audiência no Senado sobre o Estatuto do Torcedor, em 2016 - Roberto Castro - 22.set.2016/ME


Sérgio Rangel

RIO DE JANEIRO

Ex-secretário nacional de futebol, Gustavo Perrella, 34, foi nomeado diretor da CBF (Confederação Brasileira de Futebol). Filho do senador Zezé Perrella (MDB-MG), ex-presidente do Cruzeiro, ele ocupa agora o cargo de diretor de Desenvolvimento e Projetos da entidade nacional.

O dirigente tomou posse na confederação em janeiro, após deixar o cargo que ocupava no governo do presidente Michel Temer.

O ex-deputado estadual ficou conhecido nacionalmente em 2013, quando a Polícia Federal apreendeu um helicóptero de sua empresa com um total de 445 kg de cocaína, no Espírito Santo.

Ele e seu pai foram investigados na ocasião, mas não foram encontrados indícios de autoria criminal dos dois no caso. Por isso, eles não responderam judicialmente.

Helicóptero do ex-deputado estadual Gustavo Perrella, flagrado pela Polícia Federal com drogas, em Vitória (ES)Helicóptero do ex-deputado estadual Gustavo Perrella, flagrado pela Polícia Federal com drogas, em Vitória (ES) - Polícia Federal - 29.nov.2013/Divulgação

A nomeação de Gustavo foi feita sem divulgação. A CBF só colocou no seu site o nome do novo dirigente entre os seus diretores na noite desta quarta-feira (4), horas depois de a Folha confirmar a contratação e questionar a ausência do cartola na relação.

Em nota, a CBF disse que a escolha de Gustavo se deu pela sua experiência na condução de programas de desenvolvimento do esporte, mais especificamente o futebol.

A entidade afirmou que o dirigente liderou muitos projetos durante seu período no Ministério do Esporte e também destacou seu trabalho como conselheiro vitalício do Cruzeiro, onde exerceu vários cargos nos departamentos de gestão e de futebol.

Na teoria, o novo diretor seria o elo de ligação entre a entidade e os presidentes das federações estaduais.
Desde a última quarta-feira (4) a Folha tenta entrar em contato com Gustavo, mas não obteve resposta até a conclusão desta edição.

Ele não cumpre expediente na sede da entidade. Outros diretores também não têm a necessidade de trabalhar diariamente no prédio, localizado na barra da Tijuca, zona oeste do Rio.


Novo prédio da CBF
  1. Novo prédio da CBF, localizado na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, passa por obras; nova sede foi comprada por R$ 70 milhões


Novo prédio da CBF, localizado na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, passa por obras; nova sede foi comprada por R$ 70 milhões /Daniel Marenco/Folhapress


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    A diretoria da CBF conta também com presidentes de federações e outros políticos.

    Em 2016, o pai de Gustavo foi um dos principais articuladores políticos para que a CPI do Futebol do Senado encerrasse suas atividades sem nenhum pedido oficial de indiciamento e sem apontar culpados. A comissão investigava contratos e negociações da CBF e seus dirigentes.

    O trabalho teve início após José Maria Marin, ex-presidente da entidade, ser preso na Suíça. Marin, Marco Del Nero e Ricardo Teixeira, que dirigiu a CBF por mais de duas décadas, foram acusados de receber propina na venda de direitos de transmissão.

    Último presidente eleito da CBF, Del Nero está suspenso pela Fifa. Ele deve ser banido do esporte neste mês por causa das acusações do FBI.

    Apesar de ter sido escolhido por Del Nero, Gustavo deverá ser mantido na nova diretoria de Rogério Caboclo, que assumirá a confederação a partir de abril de 2019.

    No próximo dia 17, os presidentes de federações e os clubes das Séries A e B do Brasileiro vão eleger o próximo presidente da entidade. Homem de confiança de Del Nero, Caboclo é o candidato único. Diretor Executivo de Gestão da confederação, ele tem o apoio de 27 federações e da maioria dos clubes.

    Formado em administração de empresa, Gustavo foi eleito em 2010 deputado estadual em Minas Gerais, com 82.864 votos. Quatro anos depois, ele se candidatou a deputado federal pelo mesmo estado, mas não se elegeu.

    Rogério CabocloRogério Caboclo deverá manter Gustavo Perrella na nova diretoria da CBF, a partir de abril de 2019 - Divulgação/CBF

    RÉU

    Gustavo é réu em dois processos na Justiça —um por uso de dinheiro público para fins pessoais e outro pela criação de um cargo fantasma. As ações correm ainda na primeira instância do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

    Segundo a primeira acusação, o diretor da CBF seria responsável por desvios de cerca de R$ 15 mil dos cofres públicos para abastecer o helicóptero da empresa da sua família com verba indenizatória da Assembleia durante o seu mandato de deputado.

    Ele também é acusado de criar um cargo fantasma para o piloto preso na operação da Polícia Federal em 2013.

    Em depoimento a promotores, Rogério Antunes disse que nunca prestou serviço para a Assembleia de Minas Gerais e que sua função era pilotar o helicóptero em viagens até a praia, chácaras de amigos, fazenda da família e compromissos políticos.

    Antunes foi nomeado em março de 2013 e só foi exonerado em 25 de novembro de 2013, um dia depois da apreensão da aeronave pela PF.

    MAIS DOIS POLÍTICOS

    Antes da entrada de Gustavo Perrella, a CBF já contava com políticos na atual diretoria. Dois deputados federais foram nomeados para cargos na confederação por Marco Polo Del Nero no início do seu mandato.

    Vicente Cândido (PT-SP) é diretor de Assuntos Internacionais da entidade. Já Marcelo Aro (PHS-MG) está na sua segunda diretoria na gestão de Del Nero.

    Aro é diretor de Relações Institucionais. Antes, ocupava o cargo de diretor de Ética e Transparência da CBF.

    Apesar do cargo, Aro se recusou a abrir processo contra o presidente da CBF ou contra os ex-comandantes da entidade (José Maria Marin e Ricardo Teixeira) denunciados pelo FBI por corrupção.
    A família de Aro tem influência no futebol mineiro há décadas. Seu avô, seu pai e seu tio comandaram a federação local. Em 2004, seu tio, Elmer, teve o mandato cassado. Durante a CPI do Futebol, realizada em 2001, no Senado, Elmer, que já morreu, admitiu sonegar impostos e praticar o nepotismo na entidade.

    Isto é Del NeroIsto é Del Nero




      Já Cândido é um antigo companheiro de Del Nero. Os dois foram sócios num escritório de advocacia em São Paulo. Em 2016, o petista admitiu que recebia da entidade quase o mesmo salário que ganhava como deputado —cerca de R$ 33 mil.

      Cândido alegou que era legítimo receber salário da CBF e “defender os interesses do esporte” em Brasília. Na ocasião, Del Nero era investigado pelo FBI, pela Fifa e por duas CPIs —uma na Câmara dos Deputados e outra no Senado.

      No mesmo ano, Cândido e Aro lideraram a bancada da bola, que extinguiu a CPI da Máfia do Futebol, instalada para investigar denúncias contra dirigentes envolvidos no escândalo da Fifa. A comissão durou apenas três meses e teve o pedido de prorrogação barrado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

      A CBF também tem um deputado federal entre os seus quatro vices. É Marcus Vicente (PP-ES), que também comandou a federação capixaba de futebol.



      Folha de S. Paulo

      Dólar encosta em R$ 3,37 e volta a fechar no maior valor em 11 meses

      Mercado reagiu com força ao clima de instabilidade política com a determinação de prisão do ex-presidente Lula

      Dólar encosta em R$ 3,37 e volta a fechar no maior valor em 11 meses | Foto: Marcos Santos / USP / CP

      Dólar encosta em R$ 3,37 e volta a fechar no maior valor em 11 meses | Foto: Marcos Santos / USP / CP

      Em um dia marcado por instabilidades políticas no Brasil e pelo acirramento das tensões comerciais entre Estados Unidos e China, a moeda norte-americana voltou a subir e fechou no maior nível em 11 meses. O dólar comercial encerrou esta sexta-feira vendido a R$ 3,368, com alta de R$ 0,026 (0,78%), no valor mais alto desde 18 de maio do ano passado (R$ 3,389). A divisa operou em alta durante toda a sessão, fechando a semana com valorização de 2,1%.

      No mercado de ações, o dia também foi de instabilidade. Depois de subir mais de 1% ontem, o índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou a sexta-feira com queda de 0,46%, aos 84.420 pontos. O Ibovespa encerrou a semana com queda de 0,64%.

      No plano doméstico, o dia foi de tensões por causa do prazo para o cumprimento da ordem de prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, decretada na quinta-feira pelo juiz Sergio Moro. O prazo dado pelo magistrado para ele entregar-se à Polícia Federal acabou às 17h, sem que o ex-presidente tenha se apresentado.

      No exterior, a escalada dos conflitos comerciais entre Estados Unidos e China também influenciou o mercado. Ontem, o governo do presidente Donald Trump anunciou a intenção de sobretaxar mercadorias chinesas em US$ 100 bilhões, valor que se somaria à imposição de tarifas de US$ 50 bilhões anunciadas no início da semana. O Ministério do Comércio da China informou que o país asiático continuará empenhado em defender seus interesses e poderá impor retaliações adicionais aos bens norte-americanos.


      Agência Brasil e Correio do Povo