Para Janot, sigilo deve existir para proteção da investigação

Procurador lembrou que maioria dos vazamentos não é feita pelo Ministério Público

Procurador lembrou que maioria dos vazamentos não é feita pelo Ministério Público | Foto: José Cruz / Agência Brasil / CP memória

Procurador lembrou que maioria dos vazamentos não é feita pelo Ministério Público | Foto: José Cruz / Agência Brasil / CP memória

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou neste sábado que o sigilo durante processos de delação premiada existe para proteger a investigação em andamento e que, dependendo do vazamento, é crime. "A grande maioria dos vazamentos não é feita pelo Ministério Público que monitora muito bem o processo de colaboração, delação premiada", disse, durante palestra no último dia do 12º Congresso da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), em São Paulo.

De acordo com Janot, vazamentos durante as delações podem servir de pressão dos colaboradores aos órgãos envolvidos. Ele admitiu que pode ter colega que vaze informações, mas reforçou que, na maioria vezes, a fonte das informações não é o Ministério Público e que o vazamento, quando ocorre, tem de ser apurado.

"Dependendo do vazamento é crime. E nós apuramos crime de qualquer um, inclusive, o nosso. Tivemos de cortar na própria carne (na questão da JBS), prendendo um colega meu", lembrou Janot.

Ele se referiu ao procurador da República Ângelo Goulart Villela, que foi denunciado pela Procuradoria Regional da República pelos crimes de corrupção, violação de sigilo funcional e obstrução de Justiça. Goulart foi acusado de atuar como agente infiltrado pelo empresário Joesley Batista, da JBS, na força-tarefa da Operação Greenfield.

Leniência De acordo com Janot, o processo de acordo de leniência no Brasil está uma bagunça e precisa de regras claras, que permitam com que as empresas voltem à legalidade. O sistema atual, em sua visão, tem de ser ajustado para que se possa ter segurança jurídica.

"Precisamos mexer no sistema que está caolho, manco, para que possamos ter segurança jurídica. Ninguém quer destruir a empresa. O Estado tem de oferecer saída para as empresas voltarem à legalidade. Tem de ter saída para voltar à legalidade", afirmou.

Segundo o procurador, o interesse de todos os empresários é primeiro prestar contas na esfera penal e depois caminhar para um acordo de leniência. Ele disse ainda que tem "pena" do empresário que necessita de um acordo de leniência no País, uma vez que não se sabe a quem recorrer e quais exigências cumprir.

Questionado sobre se vê o Congresso tomando a frente do estabelecimento de regras claras para os acordos de leniência, o procurador afirmou: "Não sei, viu. Não sei, mesmo". Segundo ele, a "norma tem de ter algum protagonismo de quem tem interesse. A classe empresarial tem de atuar junto ao Congresso e órgãos também", avaliou. "Precisamos mudar a lei de probidade permitindo que haja acordo".


Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Janot se diz chocado com extensão de crimes e promete manter ritmo de investigação na PGR

Procurador evitou dar prazos sobre novas denúncias contra Temer

Procurador evitou dar prazos sobre novas denúncias contra Temer | Foto: Telmo Flor / Especial / CP

Procurador evitou dar prazos sobre novas denúncias contra Temer | Foto: Telmo Flor / Especial / CP

Em entrevista no 12º Congresso da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, demonstrou surpresa e indignação com a continuidade dos delitos identificados após três anos de investigação da Lava Jato. "O que mais me chocou foi a extensão dessa atividade criminosa. Decepção de como isso se estendeu e foi antigindo instituições e pessoas que eu jamais poderia supor", afirmou.

"Você vê pessoas hoje que continuam a mesma prática delituosa. A desfaçatez e a cara de pau para continuarem delinquindo à luz do dia. Altos dignitários da República", destacou.

Janot nega conflito com Gilmar Mendes

Janot disse que irá manter o mesmo ritmo de trabalho até 17 de setembro, quando entregará o cargo para sua sucessora Raquel Dodge. "A caneta está comigo. Enquanto houver bambu, lá vai flecha", ressaltou. No entanto, evitou dar prazos sobre a apresentação de novas denúncias contra o presidente Michel Temer. "Não posso dizer quando apresentarei novas denúncias. Temos duas linhas de investigação: obstrução de justiça e organização criminosa. Elas têm prazos diferentes. Uma está mais adiantada e a outra vai exigir mais prazo de trabalho", ressaltou.

O procurador disse não temer por sua vida, mas admitiu que anda com segurança. "Se acontecer algo comigo, a confusão será muito maior do que se eu ficar vivo. Tem que torcer para eu não escorregar no sabão", brincou.

Rocha Loures

Janot garantiu que tinha elementos suficientes para pedir a prisão do ex-deputado Rocha Loures. "A mala já diz tudo", disse. "Houve a decretação da prisão cautelar de uma autoridade que estava no curso de cometimento de crime", disse Janot sobre a detenção de Loures. Neste sábado, o ex-deputado deixou a superintendência da Polícia Federal após decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que na sexta-feira mandou soltar o peemedebista.

Raquel Dodge

Sobre Raquel Dodge, que irá substituí-lo nas PGR, Janot disse ter divergências normais. Em entrevista para o jornal Valor, Raquel defendeu uma revisão no mecanismo de delação premiada. Segundo ela, os benefícios concedidos aos delatores têm que ser proporcionais à colaboração. 

Janot rebateu dizendo que é necessário haver flexibilidade para fazer acordos (de delação). Senão qual acordo eu vou fazer? Se não posso fazer nada, que acordo é esse?", questionou. "Se eu não tivesse dado imunidade (aos irmãos Batista) não teria acordo. Mais malas (de dinheiro) estariam acontecendo a toda semana", reconheceu.

Para Raquel, o "Ministério Público apresenta a denúncia e a proposta de deferimento do prêmio. Na denúncia, o MP não faz dosimetria de pena", afirmou ao Valor. Para Janot, é uma escolha de Sophia: Não vou fazer acordo e fingir que não vi isso?", perguntou. "Se MP não oferecer redução de pena, vai oferecer o quê? Caixa de bombom? Pão de mel? Torresmo com cachaça?", ironizou.





Correio do Povo

Congresso deve proibir governo de bloquear recursos de passaportes

Para autor da proposta, taxas seriam mais do que suficientes para manter o serviço em funcionamento

Congresso deve proibir governo de bloquear recursos de passaportes | Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil / CP

Congresso deve proibir governo de bloquear recursos de passaportes | Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil / CP

Diante da crise gerada pela suspensão, pela Polícia Federal (PF), da emissão de passaportes por falta de recursos, o Congresso deverá analisar esta semana a proposta de proibir o governo de bloquear as receitas com as taxas cobradas dos cidadãos que requisitam o documento. "A emissão de passaportes é superavitária", disse o autor da proposta, deputado Fernando Francischini (SD-PR). Ou seja, as taxas seriam mais do que suficientes para manter o serviço em funcionamento. O problema é que elas foram retidas pelo governo, dentro do programa de ajuste das contas públicas.

De acordo com a Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), o governo recolheu no ano passado R$ 578 milhões com as taxas de R$ 257,25 pagas pelas pessoas que solicitaram o passaporte. Dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) levantados pela organização Contas Abertas mostram que, em 2016, os gastos com emissão de passaportes, controle do tráfego internacional e registros de estrangeiros somaram R$ 207 milhões no ano passado. Foram, portanto, bem menores do que a arrecadação das taxas.

Francischini apresentará sua proposta como uma emenda ao projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2018, que tramita no Congresso. Essa emenda deverá ser apoiada pelo presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO), senador Dário Berger (PMDB-SC). Aprovada, ela resolverá um problema de falta de recursos que ocorre todo ano, mas que ainda não havia chegado ao ponto de obrigar a suspensão do serviço, segundo explicou.

O deputado é também o relator do Projeto de Lei 08, que eleva o orçamento da PF para emissão de passaportes em R$ 102,4 milhões este ano. Só depois que esse texto for aprovado e sancionado, o serviço poderá ser retomado. Não há previsão de data.

"A minha parte, eu já fiz", disse Francischini. Ele disse que entregou seu relatório sobre o projeto de lei na noite de sexta-feira, a 15 minutos do encerramento do prazo fixado para que a matéria possa ser votada na CMO na próxima sexta-feira.

Originalmente, o governo havia proposto retirar dinheiro do orçamento da Educação para reforçar as verbas da PF. "Eu disse que, assim, não relataria", revelou o deputado. Diante da resistência, o governo achou outra fonte de recursos. O dinheiro sairá da previsão de pagamento de taxas à Organização das Nações Unidas (ONU).

Depois de aprovado na CMO, o projeto ainda precisa ser votado em sessão do Congresso Nacional. O problema, explicou o deputado, é que há matérias que precisam ser votadas primeiro. São 20 vetos aplicados pelo presidente Michel Temer, que os parlamentares podem "derrubar". Por causa da crise política, o governo tem enfrentado dificuldades para votar propostas de seu interesse no Legislativo.

"O que o governo pode fazer é reunir seus líderes, chamar sessão do Congresso e votar até a hora que precisar", sugeriu Francischini. Restam duas semanas para votar a matéria. Depois, o Legislativo deverá entrar em recesso.

Delegado da PF, o deputado rejeitou a teoria que o órgão estaria sofrendo com falta de recursos como parte de uma pressão do Executivo contra o andamento da Lava Jato. "Não vejo isso", afirmou, acrescentando que é defensor da operação e não teria problemas em denunciar problemas, caso houvesse. "Foi mesmo um problema técnico." De acordo com informações da área técnica, o dinheiro arrecadado com a taxa de emissão de passaportes vai para a conta única do Tesouro Nacional. Lá, ele tem o mesmo tratamento das demais receitas da União com outros impostos e taxas, e é utilizado para qualquer finalidade do governo. Ou seja, o dinheiro não é "carimbado", por isso a PF não tem, hoje, autonomia para decidir sobre seu uso.


Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Temer pretende trabalhar na preparação de sua defesa no fim de semana

Presidente deve se reunir, em São Paulo, com seus advogados

Temer é acusado de corrupção passiva com base na delação do empresário Joesley Batista | Foto: Evaristo Sa / AFP / CP

Temer é acusado de corrupção passiva com base na delação do empresário Joesley Batista | Foto: Evaristo Sa / AFP / CP

O presidente Michel Temer embarcou na manhã deste sábado para São Paulo, sem agenda oficial. No fim de semana, Temer pretende trabalhar na preparação de sua defesa à denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Ele deve se reunir, em São Paulo, com seus advogados, comandados por Antonio Cláudio Mariz.

O presidente é acusado de corrupção passiva com base na delação do empresário Joesley Batista, da JBS. A denúncia já está na Câmara dos Deputados, e a defesa terá dez sessões para apresentar seus argumentos. O presidente tem pressa na entrega da defesa para que o processo seja votado o quanto antes.

Depois de uma semana que prometia ser das piores, com a primeira denúncia, o governo considera que termina com pontos positivos, como a aprovação da reforma trabalhista na CCJ do Senado, o encaminhamento imediato do processo para a Câmara, sem uma defesa preliminar como queria Janot, além da nomeação da primeira mulher para a PGR e as decisões favoráveis do Supremo Tribunal Federal ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) e ao ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR). Para o Planalto, Aécio pode ajudar o governo a mobilizar parte do PSDB.

Nesta sexta-feira, no início da tarde, depois de se reunir com Temer, no Planalto, o ministro-chefe da Secretaria de Governo, o tucano Antonio Imbassahy, e o deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG) seguiram para a casa de Aécio. O encontro, de acordo com assessoria de Imbassahy, foi de "cortesia".


Estadão Conteúdo e Correio do Povo


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Não coloque a culpa n'Ele. Por Cadu Caldas (interino).

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Um novo recurso do Facebook mostra onde encontrar conexão Wi-Fi gratuita

O recurso “Encontrar Redes Wi-Fi” começou a ser distribuído hoje para iPhone e Android. (Foto: Reprodução)


O Facebook começa a disponibilizar a partir de hoje uma nova ferramenta para os usuários. O find wi-fi ajuda a localizar redes de internet disponíveis mais próximas do usuário, mas somente aquelas compartilhadas por estabelecimentos.

“Assim, onde quer que estejam, os usuários podem facilmente encontrar as conexões mais próximas quando a rede de dados estiver fraca”, disse a empresa em comunicado.

O recurso “Encontrar Redes Wi-Fi” começou a ser distribuído hoje para iPhone e Android. Ele exibe hotspots perto de você que tenham sido compartilhados por estabelecimentos através de suas páginas no Facebook.

Basta abrir o app do Facebook, ir até a aba “Mais”, e depois tocar em “Encontrar Redes Wi-Fi”. Você pode alternar entre um mapa, ou uma lista com as redes disponíveis e os detalhes dos estabelecimentos.

O Facebook vinha testando o “Find Wi-Fi” em alguns países no último ano, e decidiu expandi-lo para todo o mundo. “Descobrimos que a ferramenta não é apenas útil para pessoas que estão viajando, mas também em áreas onde a infraestrutura de dados móveis é escassa”, diz a empresa em comunicado.

É claro, você não precisa do Facebook para encontrar hotspots gratuitos. Há apps especializados nisso, como o WiFi Magic by Mandic (que eu venho usando há anos) e oSwift WiFi.


O Sul

ABSOLVE O MEU QUE EU ABSOLVO O TEU


ABSOLVE O MEU QUE EU ABSOLVO O TEU

Após esconder sutilmente durante algum tempo, finalmente o Supremo Tribunal Federal acaba de decretar a morte da Operação Lava Jato, que sem dúvida era a última esperança da sociedade brasileira de se fazer alguma limpeza parcial na política e na corrupção desenfreada. O farto material já divulgado pela imprensa demonstra com clareza solar que os motivos determinantes dessa “operação” conjunta do Ministério Público e Policia Federal foram imensamente mais fortes do que os que resultaram na operação “Mãos Limpas”, na Itália, que apesar de alguns bons resultados iniciais no combate à corrupção naquele país, infelizmente também acabou indo para o “brejo”, como aqui está acontecendo com a Lava Jato.

Tudo leva a crer que o lamentável destino de “morte” da Lava Jato está recebendo um “tempero” muito especial , com a recente nomeação, pelo Presidente Michel Temer, do Novo Ministro da Justiça, Torquato Jardim, cuja pasta supervisiona a Policia Federal ,e da nova Procuradora Geral da União ,Raquel Dodge, responsável maior pelas diretrizes imprimidas ao Ministério Público Federal. Basta recordar que esses dois órgãos são justamente os principais protagonistas da Operação Lava Jato, que tanta combate tem recebido daqueles que estão de algum modo envolvidos em corrupção.

Na verdade está havendo uma escancarada troca de “gentilezas” entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, nas suas instâncias federais maiores. As aparentes contrariedades entre eles são “para inglês ver”. O acordo entre os Três Poderes , inclusive no que tange à corrupção, não pode mais ser dissimulado. Mas também há acordos internos dentro de cada um dos Poderes. Tudo funciona na base dos “acordos”. O acordo que agora está mais em evidência é aquele operado entre os Ministros do Supremo Tribunal Federal, cada qual dos seus membros ligado a determinada facção política ou grupo de interesse econômico, a começar pelas suas nomeações “partidárias”, como ministros. Por esse motivo a prioridade no Supremo não é mais fazer “justiça”, ou “interpretar a constituição”, dentre outras questões da sua “suprema” competência, mas fazer “suprema política”, que sempre poderá ser recheada com adornos jurídicos que sempre se encontram com facilidade em qualquer biblioteca jurídica, e para todas as situações, imagináveis e inimagináveis. Por isso os julgamentos que envolvem os políticos mais poderosos são fundamentalmente políticos, mais que jurídicos.

O clímax dos absurdos jurisdicionais cometidos especificamente pelo Supremo Tribunal Federal acaba de acontecer na semana corrente. O primeiro foi em relação ao Senador Aécio Neves, titular de foro privilegiado, que além de ter negado o seu pedido de prisão feito pela Procuradoria Geral da República, foi também reconduzido ao cargo de Senador, do qual estava temporariamente afastado, em despacho do Ministro Marco Aurélio Mello, ”supremo” primo do ex-Presidente Fernando Collor ,que o nomeou para o STF. Pronunciando-se sobre a “gentileza” que recebeu ,Aécio ainda teve a cara de pau (e “deslavada”), de afirmar que “sempre acreditou na Justiça do País”.

O segundo foi a soltura do ex-deputado Rodrigo Rocha Loures, preso na “Operação Patmos”,da Policia federal,que havia trabalhado como assessor no Gabinete do então Vice-Presidente Michel Temer, e que estava preso em ação penal a que responde juntamente com Temer. Essa decisão foi do Ministro Edson Fachin, inexplicavelmente festejado por alguns defensores da Lava Jato. Loures foi o “cara” flagrado com a mala contendo quinhentos mil reais. Ele foi preso, Temer não. Mas sem dúvida essa medida acabou ”aliviando” o Presidente.

Nem seria preciso grande capacidade de “associação” para detectar que os acontecimentos na política resultam quase sempre de um “troca-troca” de interesses e favores, tanto nas relações entre os Três Poderes, como internamente em cada um deles. Quase todas as decisões tomadas nesse meio pressupõem uma permuta de vantagens adredemente acertadas. No STF isso se observa com mais nitidez do que nos outros Poderes, uma vez que ali todas as decisões necessariamente devem ser escritas e fundamentadas ,embora os verdadeiros fundamentos possam não ser exatamente aqueles que ficaram registrados nos autos. Na Justiça a “tapeação” sempre pode ser feita com mais maestria e requinte do que nos outros Dois Poderes. É por esse motivo que muitas vezes as razões “jurídicas” escritas nos autos são precedidas de “razões políticas”, não escritas e inconfessáveis.

Sérgio Alves de Oliveira

Advogado e Sociólogo