Peritos divergem em 3 pontos sobre gravação feita por Joesley

Danilo Verpa - 13.fev.2017/Folhapress

SÃO PAULO, SP, 13.02.2017: JOESLEY-BATISTA - Joesley Batista, dono da JBS, concede entrevista a Folha na sede da empresa em São Paulo. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)

Joesley Batista, dono da JBS, gravou encontro com o presidente Michel Temer

DE SÃO PAULO


Quatro perícias feitas na gravação da conversa entre o presidente Michel Temer e o empresário Joesley Batista divergem em três pontos.

Há consenso sobre a existência de interrupções, mas discordância sobre o que as provocou. Também existe divergência a respeito de uma expressão usada por Joesley ("todo mês" ou "tô no meio") e sobre a validade da gravação como prova judicial.

Os laudos foram feitos pela defesa de Temer, por dois especialistas contratados pela Folha e pela Polícia Federal.

Para o laudo da PF, as pausas foram causadas por um dispositivo do gravador que interrompe a captação na ausência de som.

O IBP (Instituto Brasileiro de Peritos), contratado pela Folha, diz que esse mecanismo só explica parte das interrupções. O restante tem características distintas e pode ter ocorrido após a gravação –as causas são indeterminadas.

A PF diz que a prova é válida porque inexistem indícios de adulteração ou supressão intencional de parte da conversa.

Já o perito Ricardo Molina, contratado por Temer, o IBP e o perito Ricardo Caires dos Santos (também a serviço da Folha ) afirmam que a baixa qualidade da gravação, as pausas de causa indeterminada e a má preservação do equipamento inviabilizam o uso no processo.

O áudio, feito pelo empresário na noite de 7 de março no Palácio do Jaburu, foi entregue diretamente à Procuradoria-Geral da República em meio à negociação de delação premiada. A gravação não passou pela Polícia Federal.

No inquérito de investigação de Temer, aberto pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin, a PGR aponta suspeita de corrupção passiva, organização criminosa e obstrução de Justiça. O áudio gravado por Joesley é um dos elementos da investigação.

Além da gravação da conversa, a PGR lista, por exemplo, outras suspeitas contra Temer, como o recebimento de R$ 500 mil pelo deputado afastado e preso Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), aliado do presidente da República.

*

PERÍCIA DO INSTITUTO NACIONAL DE CRIMINALÍSTICA (23 de junho; apresentada pela Polícia Federal)
PF fez perícia em posse dos gravadores, entregues em 22 e 23 de maio –a gravação ocorreu em 7 de março.

Houve interrupção da gravação? Qual a causa?

SIM, causada pela compressão do som captador.

O laudo descarta a possibilidade de adulterações na prova, que apresenta "aparente encadeamento lógico de ideias e assuntos que remetem a um diálogo travado entre dois interlocutores com início, meio e fim".

Quantas são as interrupções?

A Polícia Federal identificou 294 pausas, cada uma, em média, com 1,3 segundo de duração. É "um tempo muito curto", em que seria impossível omitir partes da conversa.

Joesley diz "todo mês" ou "tô no meio"?

Joesley: Tô de bem com Eduardo.
Temer: Muito bem.
(descontinuidade)
J:... e...
T: Tem que manter isso, viu?
(descontinuidade)
J:... oooo...
T: (ininteligível)
(descontinuidade e ruídos de movimentação)
J: (ininteligível) Todo mês...
T: O Eduardo também, né?
J: Também.

A perícia considera a prova válida?

SIM. Além de analisar o encadeamento lógico, a perícia analisou outros elementos linguísticos de uma conversa, como a "evolução da entonação, ritmo e intensidade da fala".

Nesse sentido, também não há elementos que indiquem adulteração ao áudio, "consistente com a maneira em que se alega ter sido produzida". "Em especial, não foram encontrados elementos indicativos de que a gravação tenha sido adulterada por meio da inserção ou supressão intencional de trechos de falas ocorridas em outro momento ou ambiente diverso"

*

PERITO RICARDO MOLINA DE FIGUEIREDO (24 de maio; apresentada pela defesa de Temer)
Perito fez análise apenas do áudio, sem acesso ao gravador.

Houve interrupção da gravação? Qual a causa?

SIM. A perícia não explicita o que causou a interrupção, mas diz que elas podem ter sido causadas por "alguma falha sistêmica do gravador".

A questão, diz Molina, não são as falhas técnicas em si, mas a brecha que elas abrem para "edições cuja detecção seria impossível": "Uma edição feita com algum cuidado poderia reproduzir exatamente as características de uma falha sistêmica real".

Quantas são as interrupções?

O parecer não as enumera no total, mas diz que são "inúmeros pontos" que podem ter mascarado edições.

Molina argumenta que a distribuição dessas pausas não é homogênea. Ele detectou cinco pontos de "possível edição" entre o minuto 11:36 e o 11:53 –os 17 segundos com a "maior concentração" das interrupções e com "as falas mais divulgadas e exploradas pela mídia".

Joesley diz "todo mês" ou "tô no meio"?

Joesley: Tô no meio.
Temer: (ininteligível)
J: Também.

A perícia considera a prova válida?

NÃO. O laudo diz que é "tecnicamente ruim" e "imprestável".

Molina sustenta que o áudio digital é de fácil edição e questiona inclusive o nome dos arquivos entregues pelo empresário ao Ministério Público Federal. Ele observa, também, que é impossível considerar que a conversa tenha "sequência lógica".

"Em especial nas falas do presidente Michel Temer, em função de seu maior afastamento em relação ao gravador e de eventuais mudanças de direcionalidade em relação ao microfone captador", diz o parecer.

*

PERITO RICARDO CAIRES DOS SANTOS (19 de maio; contratada pela Folha)
Perito fez análise apenas do áudio, sem acesso ao gravador.
Clique aqui para acessar a íntegra do documento.

Houve interrupção da gravação? Qual a causa?

SIM. Laudo não indica as causas. Em entrevista à Folha, citou indícios claros de edições e manipulações.

Quantas são as interrupções?

Mais de 50 interrupções.

Joesley diz "todo mês" ou "tô no meio"?

É inconclusivo.

A perícia considera a prova válida?

NÃO. Este áudio não serve como prova pericial nem mesmo de prova documental devido a que o objeto "áudio" está eivado de vícios.

*

INSTITUTO BRASILEIRO DE PERITOS (29 de junho; contratada pela Folha)
Perito fez análise apenas do áudio, sem acesso ao gravador.
Clique aqui para acessar a íntegra do documento.

Houve interrupção da gravação? Qual a causa?

SIM. Parte ocorreu em razão de um dispositivo do gravador de economia de bateria na ausência de som. Mas há outras descontinuidades sem relação aparente com esse mecanismo. Podem ter ocorrido durante ou após a gravação, e a causa é indeterminada.

Quantas são as interrupções?

Mais de cem interrupções.

Joesley diz "todo mês" ou "tô no meio"?

É inconclusivo. O trecho em questão tem sua linearidade comprometida porque contém grande quantidade de descontinuidades e partes ininteligíveis. Prejudica a compreensão ainda a sobreposição de falas.

A perícia considera a prova válida?

NÃO. O arquivo questionado não possui os atributos mínimos para sua aceitabilidade do ponto de vista da perícia forense. Contém descontinuidades não explicadas pelas características do equipamento, não consta que possua cadeia de custódia e, além de tudo, também não consta que o equipamento gravador tenha sido preservado desde o momento da gravação.


Folha de S. Paulo

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Vídeo postado nas redes sociais no qual Pituco aparece buscando ração em uma petshop acumula mais de 1 milhão de visualizações.

G1.GLOBO.COM

STF não vai ignorar clamor por Justiça das ruas, diz Cármen Lúcia

Do UOL, em São Paulo


Em discurso de encerramento da última sessão no plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) neste semestre antes do recesso judiciário, a presidente do tribunal, ministra Cármen Lúcia, agradeceu aos colegas pelo apoio e trabalho duro, fez uma defesa apaixonada do Poder Judiciário e afirmou que "o clamor por Justiça que hoje se ouve em todos os cantos do país não será ignorado em qualquer decisão desta casa".

"Não seremos ausentes aos que de nós esperam uma atuação rigorosa em sua esperança de Justiça, não seremos avaros em nossa ação para garantir a efetividade da Justiça", afirmou a presidente aos colegas no plenário na manhã desta sexta-feira (30).

Na quinta-feira, os ministros terminaram o julgamento sobre a validade da delação premiada da JBS. Eles confirmaram o acordo costurado pela PGR (Procuradoria Geral da República), confirmaram o ministro Edson Fachin como relator e definiram que os termos de uma delação só podem ser revistos em caso de ilegalidade.

Durante o discurso, a presidente da Suprema Corte citou uma fala de 1963 de Antônio Carlos Lafayette de Andrada, ex-presidente do STF, onde ele falava do compromisso do juiz em julgar todos de maneira equânime.

Ela afirmou que a missão histórica do STF é a igual observância da lei para todos os brasileiros, sem distinção de nenhuma espécie, pois "só assim é possível equilíbrio nas relações sociais" e confiança na Justiça.

Ao final da fala, a presidente do STF ainda se emocionou ao dizer que "foi um semestre difícil para mim", no que o ministro Marco Aurélio desejou a ela um recesso menos difícil. O pai de Cármen Lúcia morreu em fevereiro. Ele tinha 98 anos.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que é "testemunha da densidade dos trabalhos do Supremo". No final, o ministro Alexandre de Moraes também agradeceu aos colegas, pelo apoio no primeiro semestre dele como membro da corte.


UOL Notícias

Mais de 2,9 mil pessoas foram mortas no estado do Rio entre janeiro e maio

A divulgação dos dados de maio sobre criminalidade no Rio de Janeiro pelo Instituto de Segurança Pública mostra um aumento nos crimes contra a vida em relação a maio de 2016. Chamada letalidade violenta, a soma das mortes registradas em homicídios dolosos, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e homicídios decorrentes de oposição à intervenção policial aumentou 14,4%, chegando a 541 casos em maio deste ano.

De janeiro a maio de 2017, 2.942 pessoas foram vítimas desses crimes no estado, um aumento de 414 mortes, ou 16,4%, em relação a 2016.

A maior parte, 2.329 pessoas, foi vítima de homicídio doloso, um aumento de 11% em relação a 2016. Em números absolutos, houve 230 homicídios dolosos a mais que nos mesmos meses do ano passado.

O crime de latrocínio (roubo seguido de morte) também aumentou, de 89 casos no período acumulado em 2016 para 120 casos nos primeiros cinco meses de 2017 - um crescimento que chega a 34,8%.

No caso dos homicídios decorrentes de ação policial, houve um aumento ainda maior, de 47,7%. Em relação aos primeiros cinco meses de 2016, o estado registrou 155 mortes a mais este ano, chegando a 480.

Já a lesão corporal seguida de morte caiu de 15 casos em 2016 para 13 casos em 2017. O número de policiais civis e militares mortos em serviço também teve queda, de 15 para 14.

Os homicídios culposos no trânsito cresceram nos primeiros cinco meses de 2017, de 709 para 848 casos – o que corresponde a uma alta de 19,6%. Essa ocorrência não entra no somatório de casos que compõem a letalidade violenta.

No mês

Apenas em maio, foram comunicados 424 homicídios dolosos no estado do Rio de Janeiro, um crescimento de 14,9% em relação a maio de 2016. O mês teve 19 vítimas de latrocínio e 97 mortos em intervenções policiais.

Foi registrada a morte de um policial em serviço em maio e um caso de lesão corporal seguida de morte. No trânsito, foram 181 homicídios culposos.


Agência Brasil

Desemprego é de 13,3% e atinge 13,8 milhões de trabalhadores, diz IBGE

Do UOL, em São Paulo


O desemprego no país foi de 13,3%, em média, no trimestre de março a maio, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

No período, o número de desempregados no Brasil foi de 13,8 milhões de pessoas.

Os números tiveram leve queda em relação ao trimestre de fevereiro a abril, quando a taxa de desemprego foi de 13,6% e a população desocupada chegou a 14 milhões.

Em relação ao trimestre de dezembro a fevereiro, são cerca de 300 mil desempregados a mais, alta de 2,2%. Em um ano, são 2,3 milhões de pessoas a mais sem emprego, um aumento de 20,4%.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (30) e fazem parte da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, do IBGE. A pesquisa não usa só os trimestres tradicionais, mas períodos móveis (como fevereiro, março e abril; março, abril e maio etc).

Aumento da informalidade

A desaceleração da taxa de desemprego no trimestre encerrado em maio veio com redução das vagas de trabalho com carteira assinada, afirmou Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.

"Perdemos 2,7 milhões de postos de trabalho com carteira em dois anos", disse Azeredo.

Segundo ele, como a crise aumentou a informalidade, com mais postos sem carteira assinada, houve uma mudança na estrutura do mercado de trabalho desde 2012.

A indústria, que perdeu 91 mil vagas no trimestre até maio em relação ao mesmo período de 2016, perdeu participação na população ocupada. No trimestre encerrado em maio de 2012, representava 14,7%; hoje, tem 13%. Já a participação do comércio saltou de 18,6% para 19,3%, no mesmo período. "O comércio é um grupamento muito aderente à informalidade", afirmou.

Comparação com resultados anteriores

No trimestre de março a maio de 2017, a taxa de desemprego foi de 13,3%:

  • no trimestre de dezembro a fevereiro, havia sido de 13,2%;
  • no trimestre de fevereiro a abril, havia sido de 13,6%;
  • um ano antes (março a maio de 2016), havia sido de 11,2%.

O número de desempregados chegou a 13,8 milhões:

  • no trimestre de dezembro a fevereiro, havia sido de 13,6 milhões;
  • no trimestre de fevereiro a abril, havia sido de 14 milhões;
  • um ano antes (março a maio abril de 2016), havia sido de 11,4 milhões.
Número de trabalhadores

O número de pessoas com trabalho foi de 89,7 milhões entre março e maio, aumento de 0,34% em relação ao período de dezembro a fevereiro, ou300 mil pessoas a mais.

Em um ano, o total de trabalhadores caiu 1,32%, o que equivale a cerca de 1,2 milhão de pessoas.

Rendimento de R$ 2.109

O rendimento real (ajustado pela inflação) do trabalhador ficou, em média, em R$ 2.109. O valor é 0,33% maior que o do trimestre de dezembro a fevereiro (R$ 2.102) e 2,28% maior comparado com o mesmo período do ano anterior (R$ 2.062). O IBGE considera que houve estabilidade nas duas comparações.

Número de carteiras

O número de empregados com carteira assinada ficou em 33,3 milhões, queda de 1,4% na comparação com o trimestre de dezembro a fevereiro, ou 479 mil pessoas a menos com carteira. Em um ano, o país perdeu 1,2 milhão de empregos com carteira, queda de 3,4%.

Metodologia da pesquisa

Os dados fazem parte da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua. São pesquisadas 211.344 casas em cerca de 3.500 municípios.

O IBGE considera desempregado quem não tem trabalho e procurou algum nos 30 dias anteriores à semana em que os dados foram coletados.

(Com Agência Estado)


UOL Notícias


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Foto: Omar Freitas/Agência RBS

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Trump pede ao mundo "resposta decidida ao brutal" regime norte-coreano

Da Agência EFE

Trump fala à imprensa após se reunir com o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, na Casa Branca

Trump fala à imprensa após se reunir com o presidente sul-coreano, Moon Jae-inMichael Reynolds/EPA/EFE

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse hoje (30) que a "paciência estratégica" com a Coreia do Norte acabou e destacou a necessidade de uma "resposta decidida ao brutal regime norte-coreano", sem esclarecer o tipo de sanções a Pyongyang. A informação é da agência EFE.

"Estamos trabalhando de perto com a Coreia do Sul e o Japão em uma série de medidas diplomáticas, de segurança e econômicas para proteger nossos aliados e cidadãos dessa ameaça chamada Coreia do Norte", disse Trump à imprensa, após se reunir com o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, na Casa Branca.

"Os Estados Unidos conclamam outros poderes regionais para se unir a nós na implementação das sanções (já existentes) e para exigir que a Coreia do Norte escolha um caminho diferente e faça isso rapidamente", disse Trump.

Ele insistiu que o "temerário e brutal regime" norte-coreano e seus programas nucleares e balísticos "merecem uma resposta decidida".

Esse regime "não tem consideração pela segurança do seu povo e de seus moradores e não tem respeito pela vida humana", disse Trump, ao tachar de "aberração" a morte de Otto Warmbier, um jovem americano libertado este mês pela Coreia do Norte em estado de coma, após 17 meses detido no país, e que morreu seis dias depois.

"A era de paciência estratégica com o regime norte-coreano  se esgotou", disse Trump, repetindo uma frase que já expressou várias vezes. "O nosso objetivo é a paz, estabilidade e prosperidade para a região, mas os Estados Unidos sempre se defenderão", alertou.

Por sua vez, Moon, um líder progressista que chegou ao poder em maio mostrando uma vontade de aproximação com o vizinho do norte, se mostrou firme com Pyongyang, ao considerar que a "ameaça nuclear e balística notre coreana é o maior desafio" para a Coreia do Sul e os EUA.

"As ameaças e provocações do Norte darão de frente com uma severa resposta" de Seul e Washington, advertiu Moon. Ele disse que acordou com Trump converter esse tema em uma "alta prioridade" e "coordenar de perto" suas respectivas respostas, mediante uma combinação de "sanções e diálogo em uma estratégia com várias fases".

"A Coreia do Norte não deveria, em nenhum momento, subestimar o firme compromisso da Coreia do Sul e dos Estados Unidos com isto", sublinhou. Moon também pediu a Pyongyang que "volte à mesa negociadora para a desnuclearização da península coreana", algo que deveria ser feito "sem concessões".


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Sinal analógico será desligado no Recife e em 13 cidades de Pernambuco em julho

Um total de 600 mil kits de conversor e antena para sintonizar o sinal digital de televisão deve ser entregue no Recife e em 13 cidades vizinhas, onde o desligamento do sinal analógico está marcado para o dia 26 de julho. Os kits são distribuídos gratuitamente para famílias cadastradas nos programas sociais do governo federal.

O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Juarez Quadros, entregou ontem (30) o kit de número 400 no bairro de Pina, no Recife. Na região, 44% dos domicílios ainda possuem aparelho de televisão de tubo e, portanto, sintonizam apenas o sinal analógico. Uma portaria do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações estabelece que é necessário que 90% dos domicílios contem com o sinal digital para que ocorra o desligamento da TV analógica.

Além do Recife, o sistema analógico será desligado em julho em Jaboatão dos Guararapes, Abreu e Lima, Araçoiaba, Cabo de Santo Agostinho, Camaragibe, Igarassu, Ilha de Itamaracá, Ipojuca, Itapissuma, Moreno, Olinda, Paulista, e São Lourenço da Mata.

O desligamento da TV analógica em Fortaleza (CE), Salvador (BA), Juazeiro do Norte (CE) e Sobral (CE) está marcado para 27 de setembro deste ano. A previsão de desligamento do sistema no Rio de Janeiro (RJ) e em Vitória (ES) é em 25 de outubro. Em Belo Horizonte (MG) e na região metropolitana, deverá ser feito em 8 de novembro. E em várias cidades do interior de São Paulo - Campinas, Franca, Ribeirão Preto, Santos e Vale do Paraíba deverá acontecer no dia 29 de novembro.


Agência Brasil

O PT é o número 1

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64% dos entrevistados pela Ipsos disseram que, do ponto de vista da Lava Jato, o PT é o partido mais corrupto do Brasil.

Em seguida, vem o PMDB, com 12%, e o PSDB, com apenas 3%.

Nesse quesito, o PT jamais será vencido.


O Antagonista

Mulher embriagada invade Palácio do Jaburu

Palácio do Jaburu (Ichiro Guerra/PR)

Palácio do Jaburu -Ichiro Guerra/PR

Na madrugada de hoje (1º), uma mulher “aparentemente embriagada” pulou a cerca de segurança e entrou na área externa do Palácio do Jaburu, onde vive o presidente Michel Temer e sua família, em Brasília. De acordo com o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), o fato ocorreu por volta das 3h.

“Foram realizados disparos de arma de fogo de advertência e, em seguida, a segurança presidencial realizou a sua imobilização e detenção no estacionamento interno do Palácio”, informou o GSI, em nota. Depois de identificada, a mulher foi conduzida à Polícia Federal e liberada após assinar um Termo Circunstanciado por desobediência.

É a segunda vez esta semana que os palácios presidenciais são invadidos. Na noite de quarta-feira (28), um adolescente derrubou o portão de entrada do Palácio da Alvorada e só parou na área interna após os seguranças fazerem disparos de arma de fogo contra o veículo.

Apesar de o Alvorada ser a residência oficial da Presidência da República, o presidente Michel Temer optou por morar no Jaburu.


Agência Brasil

Governo recua e desiste de tirar dinheiro da Educação para destravar emissão de passaportes

Ana Carla Bermúdez

Do UOL, em São Paulo

Reprodução

O Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão afirmou na manhã desta sexta-feira (30) que o governo não irá mais retirar R$ 102,3 milhões do orçamento do MEC (Ministério da Educação) para normalizar a emissão de passaportes pela Polícia Federal.

O presidente Michel Temer (PMDB) havia encaminhado ao Congresso, na noite de quinta (29), um projeto de lei que previa o realojamento de recursos que fazem parte do orçamento de administração direta do MEC e também do Fundeb (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) para destravar a emissão de passaportes, paralisada pela PF desde a noite de terça (27) devido à falta de recursos.

Segundo o Ministério do Planejamento, a CMO (Comissão Mista de Orçamento) do Congresso, responsável por um primeiro parecer do projeto, pediu a substituição da fonte de recursos.

A pasta informou que os recursos virão, agora, de convênios com organismos internacionais. Não foi esclarecido, no entanto, quais serão esses convênios e nem se estão sendo estudadas outras soluções para normalizar a emissão de passaportes.

O relator da proposição, deputado Fernando Francischini (SD-PR), deve emitir seu relatório contendo a alteração necessária para solucionar o impasse ainda nesta sexta, segundo o senador e presidente da CMO Dário Berger (PMDB-SC).

Após a votação na CMO, prevista para o dia 4 de julho, o projeto deve ser encaminhado para votação em plenário.

De autoria do Ministério do Planejamento, o projeto de lei foi enviado a Temer junto a uma carta assinada por Dyogo Henrique Oliveira, atual ministro da pasta.

Na carta, o ministro disse ter consultado o MEC, que segundo ele afirmou que "as programações objeto de cancelamento não sofrerão prejuízo na sua execução", já que a retirada do orçamento foi feita "com base em projeções de suas possibilidades de dispêndio até o final do presente exercício".

Em seu texto original, o projeto indicava a retirada do orçamento destinado para fomento às ações de graduação, pós-graduação, ensino, pesquisa e extensão, capacitação e formação inicial e continuada para a educação básica, iniciativas de valorização da diversidade, promoção dos direitos humanos e de inclusão, apoio à alfabetização, à educação de jovens e adultos e a programas de elevação de escolaridade.

As medidas descumpririam as metas 9 e 16 do PNE (Plano Nacional de Educação), que estipulam elevar a taxa de alfabetização da população com 15 anos ou mais para 93,5% e formar, em nível de pós-graduação, 50% dos professores da educação básica, garantindo a todos os profissionais da educação básica formação continuada em sua área de atuação.

Dados de 2015, os mais recentes do acompanhamento feito pelo Simec (Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle do Ministério da Educação), mostram números ainda abaixo das metas. Para a meta 9, a taxa alcançada é de 92%, enquanto para a meta 16 o número é de 32,9%.

Procurado pelo UOL, o MEC ainda não se manifestou.

LEI EMERGENCIAL PARA REGULARIZAR PRODUÇÃO DE PASSAPORTES SERÁ VOTADA
Crise dos passaportes

A emissão de passaportes foi cancelada na terça-feira (27) pela PF, que interrompeu o serviço por tempo indeterminado devido à falta de recursos.

Segundo a instituição, os gastos com esse tipo de serviço chegaram ao limite previsto na lei orçamentária. A estimativa é de que cerca de 10 mil pessoas sejam afetadas por dia de suspensão do serviço.

A decisão da PF de cancelar a emissão de passaportes gerou mal estar entre algumas alas do governo, já que fontes do Planalto afirmaram ainda haver cerca de R$ 57 milhões em caixa.

A PF disse, no entanto, que apesar de o montante ainda constar como não gasto esses recursos já estão vinculados a outros compromissos assumidos, como pagamentos de contratos e passaportes já emitidos, por exemplo.


UOL Notícias