Em nota, Aécio diz que sempre acreditou na Justiça do Brasil

Ministro do STF determinou o retorno do senador ao cargo

Em nota, Aécio diz que seguirá exercendo o mandato a que foi conferido | Foto: Jefferson Rudy / Agência Senado / CP

Em nota, Aécio diz que seguirá exercendo o mandato a que foi conferido | Foto: Jefferson Rudy / Agência Senado / CP

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) disse que recebe "com absoluta serenidade" a decisão do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), de restabelecer o seu mandato parlamentar. Em nota, Aécio afirmou que aceitou a decisão anterior do ministro Edson Fachin que autorizou o seu afastamento da mesma forma "resignada e respeitosa".

"Sempre acreditei na Justiça do meu País e seguirei no exercício do mandato que me foi conferido por mais de 7 milhões de mineiros, com a seriedade e a determinação que jamais me faltaram em 32 anos de vida pública", declarou.

Denunciado por corrupção passiva e obstrução de Justiça, Aécio foi afastado do mandato em 18 de maio. Com a decisão de Marco Aurélio, ele poderá participar das votações da Casa a partir da próxima semana.

O advogado do senador Aécio Neves (PSDB-MG), Alberto Zacharias Toron, disse, em nota, que a decisão do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), que devolveu o mandato ao tucano, "restabeleceu a legalidade e a soberania da Constituição".

Segundo Toron, a decisão "reafirmou a confiança de todos os brasileiros no Poder Judiciário".

"O afastamento de um mandatário do povo, um parlamentar, só pode ser feito dentro do figurino previsto pela própria Constituição. Todavia, o documento maior da cidadania não prevê este tipo de afastamento cautelar. Afora isso, como bem disse o Min. Marco Aurélio, 'o processo não revela quadro favorável à imposição de medida acauteladora, muito menos de afastamento do exercício do múnus parlamentar'. Nada do que se apontou em relação a ele justificava o afastamento cautelar."


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Lojistas esperam que Cartão Reforma seja liberado em 60 dias

Regulamentação da lei foi publicada hoje no Diário Oficial da União.

Giane Guerra
giane.guerra@rdgaucha.com.br

Foto: Felipe Nyland /Agencia RBS

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Os comerciantes apostam que o Cartão Reforma estará funcionando em, no máximo, 60 dias. A previsão é do presidente da Associação dos Comerciantes de Materiais de Construção em Porto Alegre, Tarcísio Pires Morais.

Nesta sexta-feira, foi publicado no Diário Oficial da União o decreto que regulamenta o Cartão Reforma. O objetivo é permitir que famílias com renda mensal de até R$ 2.811 tenham acesso a até R$ 9 mil para que possam fazer reformas de suas moradias. O dinheiro é a fundo perdido, ou seja, não é um empréstimo e não precisará ser pago pelo cidadão.

Para participar, o beneficiário deverá ser proprietário do imóvel e morar no local onde será feita a reforma. Terão prioridade famílias com uma mulher como responsável e que tenham, entre os integrantes, idosos ou pessoas com deficiência.

Ainda conforme o regulamento, o cartão será nominal e intransferível e tem validade de um ano. A execução da obra de responsabilidade da família beneficiada receberá apoio de arquiteto e engenheiro, que verificarão a necessidade específica de cada residência. O Ministério das Cidades está capacitando técnicos já, mas há expectativa quanto à entrada em operação.

- O projeto usa uma integração de sistemas. O beneficiário recebe um cartão, a loja usa um portal via internet do Ministério das Cidades, passa as notas fiscais pelo sistema, ministério envia para a Caixa Federal para fazer o pagamento da loja... Isto está sendo testando ainda. Exige muita tecnologia e devemos ter problemas no início até que sejam feitos todos os ajustes. - explica o presidente da Acomac Porto Alegre.

Ainda não abriu o sistema para cadastro dos lojistas. Mas, quando começar a funcionar, os comerciantes acham que o Cartão Reforma será "sensacional". Expectativa de injetar R$ 1 bilhão no setor só em 2017.

Em 28 de abril, foi publicada no Diário Oficial da União a sanção presidencial da lei que criou o Cartão Reforma. Serviços possíveis: solução de esgoto, construção do primeiro banheiro, construção do quarto, reforma do telhado e conclusão da unidade habitacional.

Não podem participar do programa: imóveis alugados ou cedidos, imóveis exclusivamente comerciais, imóveis com precariedade extrema (taipa não revestida, madeira aproveitada, palha), imóvel em conflito fundiário e imóveis em áreas não passíveis de regularização, como áreas de risco.

Mais de 80 municípios do Rio Grande do Sul foram habilitados para a 1ª etapa. O Ministério das Cidades se baseou nos índices de carência habitacional do Censo 2010 do IBGE.

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GAÚCHA

Eunício Oliveira recebe notificação do STF sobre retorno de Aécio

Com decisão do Supremo, senador pode retornar às atividades parlamentares

Eunício Oliveira recebe notificação do STF sobre retorno de Aécio | Foto: Jane de Araújo / Agência Senado / CP

Eunício Oliveira recebe notificação do STF sobre retorno de Aécio | Foto: Jane de Araújo / Agência Senado / CP

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), foi notificado nesta sexta-feira, sobre a decisão do ministro Marco Aurélio Mello do Supremo Tribunal Federal que restabeleceu o mandato do senador Aécio Neves (PSDB-MG). Com a decisão do Supremo, Aécio poderá retornar às atividades parlamentares e voltará a ter o pagamento do salário integral, mas com desconto dos dias em que ficou afastado - entre 18 de maio e 30 de junho.

Com a notificação oficial do Senado, Aécio já está apto para participar de votações na Casa na próxima semana, como a votação em plenário da reforma trabalhista.

Na decisão anunciada mais cedo, o ministro do Supremo reverteu medida do ministro Edson Fachin que proibia o tucano de contatar qualquer outro investigado ou réu no conjunto de fatos revelados na delação da JBS e também proibia Aécio de se ausentar do País.

"A liminar de afastamento é, de regra, incabível, sobretudo se considerado o fato de o desempenho parlamentar estar vinculado a mandato que se exaure no tempo. Em síntese, o afastamento do exercício do mandato implica esvaziamento irreparável e irreversível da representação democrática conferida pelo voto popular. Como, então, implementá-lo, em ato individual, sequer de colegiado, no início de investigação voltada a apurar possível prática a consubstanciar tipo penal?", questionou Marco Aurélio em sua decisão, ao destacar um voto que tinha preparado para o julgamento de recurso do senador.


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Governo volta atrás em promessa e suspende reajuste do Bolsa Família

Ministro Osmar Terra chegou a garantir ter orçamento para dar aumento de 4,6%

Ideia era dar aumento de 4,6% no benefício, acima da inflação oficial acumulada em 3,6% | Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil / CP

Ideia era dar aumento de 4,6% no benefício, acima da inflação oficial acumulada em 3,6% | Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil / CP

Com a frustração de receitas e a dificuldade de cumprir a meta fiscal deste ano, o governo suspendeu o reajuste do Bolsa Família acima da inflação previsto para entrar em vigor em julho. O Ministério do Desenvolvimento Social, responsável pelo pagamento do benefício, informou que o Bolsa Família não será reajustado neste momento.

Originalmente, a ideia era dar aumento de 4,6% no benefício, acima da inflação oficial acumulada em 3,6% nos últimos 12 meses. Segundo apurou a reportagem, além da escassez de recursos, uma ala do governo considerou que a crise política "esconderia" o anúncio do aumento. A média do Bolsa Família é de R$ 182 por família.

Em maio, o ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, disse que o reajuste sairia em julho, dentro de um grande pacote de bondades do governo Temer. "Vai ter reajuste em julho acima da inflação. É uma decisão. Tem que ver quanto vai ser a inflação em 12 meses para a gente poder fixar o valor", ponderou. Na época, o ministro informou que o programa contava com orçamento de R$ 30 bilhões e que a cifra já previa o dinheiro para bancar o reajuste.

A área econômica, no entanto, dissuadiu o presidente a reajustar o benefício em meio às discussões de medidas para conter os gastos e aumentar as receitas, inclusive com a possibilidade cada vez maior de aumento de impostos para cumprir a meta de déficit de R$ 139 bilhões.


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Suspensa venda de debêntures do M.Grupo

Coordenadora da operação tomou a decisão após notícias sobre imóveis dados em garantia.

Giane Guerra
giane.guerra@rdgaucha.com.br

Foto: Reprodução site Cetip.

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Está suspensa a venda de debêntures do M.Grupo. A informação foi confirmada pela coordenadora líder da operação financeira. A Positiva CCTVM diz ter tomado a decisão após a divulgação das reportagens envolvendo imóveis da incorporadora.

A emissão dos papéis ocorreu em abril de 2015 pela M.Invest, empresa que também é do grupo. A operação somava R$ 420 milhões.

Shoppings do M.Grupo tinham sido colocados como garantia para as debêntures. Os empreendimentos, no entanto, estão sendo questionados na Justiça por credores. Inclusive, 100% do shopping de Gravataí e 30% do empreendimento de Lajeado foram a leilão. Não houve lances e passarão para o nome da Ápice, empresa que reúne os investidores.
A Positiva informa que foram vendidos R$ 160 milhões em debêntures. Com a suspensão, a M.Invest está sugerindo outros imóveis para substituir os que foram dados em garantia. Se forem aprovados, a venda das debêntures poderá ser retomada, complementa a coordenadora da operação. Por sigilo, não informam quem comprou as debêntures. No entanto, reforçam que não há inadimplência com os debenturistas porque o prazo de carência foi ampliado.

Banco mandatário da operação, Itaú se negou a falar sobre as debêntures. Orla DTVM disse que assumiu como agente fiduciário em janeiro, confirma bloqueio da venda, diz que fez diligências, solicitou mais documentos e que os direitos dos compradores estão assegurados.

Entenda:

Foram duas emissões de debêntures, com os nomes MINV11 e MINV21. A primeira operação somou R$ 285 milhões. Foram 28.500 debêntures, sendo cada uma a R$ 10 mil. A segunda emissão de debêntures foi de R$ 135 milhões. A tentativa de captação de recursos no mercado, portanto, somou R$ 420 milhões.
No contrato, foram informados diversos destinos para os recursos. O dinheiro seria usado desde para pagamentos de financiamentos até compra de novas participações em empreendimentos imobiliários, como outros shoppings.
A rentabilidade estava atrelada ao IPCA, índice oficial de inflação do país. Além da correção monetária, prometia mais o pagamento de 9% de juros ao ano, que é um retorno considerado alto pelo mercado. Nem mesmo títulos do Tesouro Direto considerados mais conservadores estão pagando estes percentuais a investidores.

Questionamos o M.Grupo, que respondeu que as informações são restritas e confidenciais. O site da M.Invest está com praticamente todas as informações restritas, exigindo login e senha para acesso. Ainda mostra seis shoppings no portfólio.
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GAÚCHA

Defesa de Aécio pede que inquérito seja redistribuído para Gilmar Mendes

Senador alega que processo não tem relação com investigações da Lava Jato

Senador alega que processo não tem relação com investigações da Lava Jato | Foto: Fabio Rodriguez Pozzebom/ABr/CP

Senador alega que processo não tem relação com investigações da Lava Jato | Foto: Fabio Rodriguez Pozzebom/ABr/CP

A defesa do senador Aécio Neves (PSDB-MG) pediu nesta sexta-feira que um inquérito instaurado contra o tucano, com base na delação da Odebrecht, seja retirado do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), e redistribuído para o ministro Gilmar Mendes. O inquérito em questão diz respeito a acusações contra o senador por conta de obras nas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, no Estado de Rondônia.

Segundo a defesa do tucano, os fatos investigados não trazem "qualquer relação" com o que foi apurado no âmbito da Operação Lava Jato, da qual Fachin é relator. Além disso, o senador alega que esse inquérito possui "íntima relação" com um outro processo, de relatoria de Gilmar Mendes, que apura irregularidades no setor elétrico. No caso, Furnas.

"O cotejo entre ambas as portarias de instaurações - conforme detalhadamente realizado na petição nº 19560/2017 - não deixa dúvidas", diz o advogado Alberto Zacharias Toron, que representa o tucano. Gilmar já é relator de um outro inquérito instaurado contra Aécio com base na delação da Odebrecht, que foi redistribuído por determinação da presidente do STF, ministra Cármen Lúcia.

O caso diz respeito à acusação de que o senador teria recebido, em 2014, valores indevidos pelo grupo Odebrecht para a sua campanha eleitoral. De acordo com delatores, os pagamentos teriam sido feitos de forma dissimulada por meio de contratos fictícios firmados com a empresa PVR Propaganda e Marketing Ltda. O tucano nega as acusações.


Correio do Povo

Em vídeo, Temer cita avanço da reforma trabalhista e diz que país não vai parar

Presidente não mencionou denúncia de Janot em pronunciamento

Presidente não mencionou denúncia de Janot em pronunciamento | Foto: Twitter / Reprodução / CP

Presidente não mencionou denúncia de Janot em pronunciamento | Foto: Twitter / Reprodução / CP

Em vídeo publicado nas redes sociais nesta sexta-feira, o presidente Michel Temer fez um balanço positivo da semana em afirmou que "o país não vai parar" e "continuará avançando". Na gravação, Temer destacou como importantes três medidas anunciadas nos últimos dias, entre elas o avanço da reforma trabalhista no Senado e a redução da meta da inflação de 4,5% para 4,25% em 2019, divulgada na quinta pelo Conselho Monetário Nacional.

Temer ressaltou que "a inflação vai continuar caindo" no país, seguindo a tendência registrada desde o início do ano passado, quando era de mais de 10%. Ainda no cenário econômico, o presidente citou o crescimento registrado no primeiro trimestre deste ano, "após mais de dois anos de recessão". Para Temer, o resultado "é um reflexo das medidas que vem sendo tomadas".


Julho começa com sol e frio no Rio Grande do Sul

Durante a tarde, temperaturas não devem passar dos 20ºC

Julho começa com sol e frio no Rio Grande do Sul  | Foto: Mauro Schaefer / CP Memória

Julho começa com sol e frio no Rio Grande do Sul | Foto: Mauro Schaefer / CP Memória

O sábado começa com um pouco de frio em todas as regiões devido a influência de uma massa de ar de origem polar no Rio Grande do Sul. Como o centro dessa massa de ar frio estará sobre o Atlântico Sul, a circulação de vento deve trazer nuvens que acompanharão o sol.

Durante a tarde a temperatura sobe gradativamente com máxima que não deve passar de 20°C em todo o Estado. O vento pode soprar moderado em alguns momentos impactando na sensação térmica ao ar livre. No turno da noite esfria rapidamente já que o amanhecer de domingo será mais gelado que hoje.

Em Porto Alegre, o dia começará com temperatura em torno de 7ºC e a máxima pode chegar a 18ºC. No Litoral Norte, em Torres, os termômetros devem marcar mínima de 12ºC, enquanto a maior marca ficará nos 17ºC. Na mesma região, em Capão da Canoa, a menor temperatura ficará em 11ºC para no período da tarde chegar aos 18ºC.

Em Santa Rosa, no Noroeste do Estado, as temperaturas oscilarão entre 7ºC e 19ºC. Em Caxias do Sul, na serra gaúcha, os termômetros devem marcar entre 6ºC e 15ºC. Santa Maria começará o dia com 8ºC e a máxima pode atingir 17ºC. Na Fronteira Oeste, Santana do Livramento terá 7ºC pela manhã e 15ºC no período da tarde.


Correio do Povo

Petrobras reduz preço da gasolina nas refinarias em 5,9% e do diesel em 4,8%

Novos valores começam a ser aplicados a partir de meia-noite desta sábado

Novos valores começam a ser aplicados a partir de meia-noite desta sábado | Foto: Mauro Schaefer / CP Memória

Novos valores começam a ser aplicados a partir de meia-noite desta sábado | Foto: Mauro Schaefer / CP Memória

A Petrobras reduziu o preço médio nas refinarias em 5,9% para a gasolina e em 4,8% para o diesel. A decisão acompanha a política de preços da companhia e ocorreu após avaliação do Grupo Executivo de Mercado e Preços (Gemp). Os novos valores começam a ser aplicados a partir de meia-noite desta sábado.

A Petrobras destacou que a lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, por isso, os ajustes feitos nas refinarias podem ou não se refletir no preço final ao consumidor. "Isso depende de repasses feitos por outros integrantes da cadeia de combustíveis, especialmente distribuidoras e postos revendedores", informou a estatal em nota.

Pelos cálculos da empresa, se o ajuste anunciado hoje for integralmente repassado e não houver alterações nas demais parcelas que compõem o preço ao consumidor final, o diesel poderá cair 2,7%, ou cerca de R$ 0,08 por litro, em média, e a gasolina, 2,4% ou R$ 0,09 por litro, em média.

Novo modelo

De acordo com a Petrobras, este é o último reajuste decidido pelo Gemp antes que a decisão de reajustar os preços da gasolina e do diesel seja delegada à área de Marketing e Comercialização, com limite de 7% acumulado, para mais ou para menos, sobre os preços vigentes dos derivados nas refinarias. A delegação, anunciada nesta sexta-feira pela manhã, permitirá reajustes mais frequentes, podendo até ser diários, entra em vigor na segunda-feira.

"O reajuste aqui anunciado e decidido pelo Gemp não entra na conta do limite de 7% para mais ou para menos, que será adotado a partir da segunda-feira", informou a estatal em nota. Os reajustes anunciados nesta noite, segundo a estatal, foram determinados por um aumento significativo nas importações no último mês, "o que sinalizou a necessidade de ajustes de competitividade no mercado interno, além de refletir as variações recentes nos preços internacionais de petróleo e fretes".

A Petrobras informou, que no princípio da política de preços em vigor, a participação de mercado da companhia é um dos componentes de análise e os novos preços continuam com uma margem positiva em relação à paridade internacional, além de estarem alinhados com os objetivos do plano de negócios 2017-2021.

Os futuros ajustes de preços de combustíveis serão divulgados por meio da internet no site da companhia e nos canais internos de comunicação aos clientes.


Agência Brasil e Correio do Povo

Governo prepara mudanças em impostos para 2º semestre

Fazenda discute mudanças que visam simplificar e equilibrar as cobranças de ICMS e PIS/Cofins

O secretário-executivo do ministério da Fazenda, Eduardo Refinetti Guardia, disse nesta sexta-feira que o governo avança na pauta que prevê mudanças pontuais na tributação. Estão em discussão na Fazenda mudanças que visam simplificar e equilibrar as cobranças de ICMS e PIS/Cofins, bem como alterações na tributação de aplicações financeiras. O mercado já espera há um tempo a divulgação de propostas e Guardia estimou que devem ficar prontas até o segundo semestre.

Apesar de falar sobre tributação, o secretário fez questão de reforçar que a prioridade do governo hoje é cortar gastos - e que a reforma da Previdência é vital dentro dessa estratégia. Se a reforma não for aprovada ou passar apenas com a idade mínima, o aumento de impostos é inevitável. "Sem reforma ou com apenas idade mínima, esquece: vamos ser obrigados a aumentar impostos", disse.

O secretário também reforçou a necessidade de rever subsídios, que foram ampliados de maneira desmedida nos últimos anos. Citou em particular o Repetro, que oferece isenções no setor de óleo e gás. "É preciso revê-lo", disse. Em uma breve análise sobre desoneração e subsídios, Guardia também citou a ampliação desproporcional do Simples. "O Simples já não é tão simples", disse.

No entanto, o secretário deixou claro que o governo não pretende fazer mudanças na maioria das desonerações porque não há ambiente político e econômico neste momento, apesar de as renúncias impactarem fortemente o caixa do governo. O caminho para contornar as renúncias, que passam de R$ 300 bilhões, tem sido não renovar os benefícios à medida que o prazo de vigência expira.

Segundo Guardia, discordâncias envolvendo PIS/Cofins respondem por cerca de 80% dos litígios no Carf, o Conselho Nacional de Política Fazendária, espécie de tribunal administrativo para

divergências tributárias na esfera da Receita Federal.

A questão do ICMS já está em discussão com os governos estatuais e será um dos temas da próxima reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária, que reúne secretários estaduais

dessa pasta.

Guardia lamentou o fato de a questão do ICMS não ter avançado durante as discussões do projeto de lei que trata do socorro aos Estados. Lá havia espaço para negociar melhor as

mudanças e avançar rapidamente. "Perdemos uma oportunidade", disse.

Guardia esteve em São Paulo para participar de um debate a respeito de tributação sobre lucros e dividendos. O evento foi promovido pelo Núcleo de Estudos Fiscais da FGV Direito SP, em

parceria com o Centro de Cidadania Fiscal (CCiF).

Apesar de considerar o tema importante, ele reforçou que a linha do governo é outra: "Nossa prioridade é mexer na tributação sobre consumo", disse.


Estadão Conteúdo e Correio do Povo