Ato-show em São Paulo pede eleições diretas

São Paulo - Manifestação a favor das Diretas Já no Largo da Batata, região oeste (Rovena Rosa/Agência Brasil)

Manifestação a favor das Diretas Já no Largo da Batata, região oeste de São Paulo Rovena Rosa/Agência Brasil

Artistas, produtores culturais e ativistas promovem neste domingo (4) ato político com show no Largo da Batata, na zona oeste da capital paulista, para pedir a saída do presidente Michel Temer e a convocação de eleições diretas.

O evento “SP pelas Diretas Já” teve início por volta das 11h com show do cantor Chico César. Por volta das 16h30, o número de participantes ainda não havia sido estimado pelos organizadores. Já se apresentaram o rapper Emicida, o sambista Péricles, os cantores Maria Gadú, Tulipa Ruiz, Otto, Edgard Scandurra, Pitty, entre outros.

Blocos de carnaval de São Paulo também participaram do ato. “Entendemos que esse Congresso Nacional que está aí, com centenas de parlamentares envolvidos em denúncias e escândalos, não tem condições morais de determinar como será o futuro do país”, diz o texto da convocatória do evento assinado pelos organizadores.

O coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, discursou durante o evento e destacou a importância de eleições diretas para presidência como forma de impedir que sejam aprovadas as reformas da Previdência e trabalhista. “Se tiver eleições indiretas, há alguma dúvida de que eles vão continuar com esse programa de reformas? Eles vão continuar”, declarou.

Além de cantores e outros artistas, também discursaram integrantes de movimentos populares, como União Nacional dos Estudantes (UNE), Levante Popular da Juventude, Central Única dos Trabalhadores (CUT), entre outros.


Agência Brasil



Governo terá que enviar projeto de privatização à Assembleia Legislativa gaúcha

Especialistas dizem que processo pode ser anulado se etapas forem ‘queimadas’

Governador José Ivo Sartori terá que enviar projeto para a Assembleia Legislativa | Foto: Ricardo Giusti / CP Memória

Governador José Ivo Sartori terá que enviar projeto para a Assembleia Legislativa | Foto: Ricardo Giusti / CP Memória

  • Flávia Bemfica

Apesar dos protestos da Casa Civil e da liderança do governo no Legislativo, o Executivo precisará encaminhar um projeto de lei à Assembleia se quiser fazer um plebiscito sobre a venda da CEEE, da Sulgás e da CRM. Advogados constitucionalistas ouvidos pelo Correio do Povo avaliam que o parecer técnico da diretoria da Assembleia sobre o rito para a consulta está correto e que, caso o governo insista em “queimar etapas”, todo o processo será passível de anulação.

Segundo os especialistas, cabe ao Executivo, e não ao Legislativo, definir o objeto da consulta, detalhado em um projeto de lei. A Assembleia, após receber a proposta, pode elaborar um decreto legislativo que autoriza a consulta, ou seja, o processo que trata do objeto. Em resumo, só depois que o Executivo estabelecer o que deseja mudar, o Legislativo pode tratar da realização do procedimento.

“Tudo indica que o entendimento da presidência e da procuradoria-geral da Assembleia estão conforme a Constituição e a lei. Para extinção ou alteração de órgãos públicos, o artigo 22 da Constituição Estadual impõe a forma de lei de iniciativa privativa do governador, nos termos do artigo 60 da mesma Constituição. No caso atual, parece haver uma incompletude da ação do poder Executivo”, avalia o professor titular de Direito Constitucional da Faculdade de Direito da Ufrgs e da Fundação Escola Superior do Ministério Público (FMP), Eduardo Carrion.

O procurador de Justiça e professor de Direito Constitucional da FMP, Luiz Fernando Calil de Freitas, destaca que, no projeto do Executivo, precisa constar de forma muito clara a intenção do governo e que o decreto legislativo autorizando a consulta não vem antes do projeto de lei. “Em relação ao objeto, são incontáveis possibilidades. Sua elaboração envolve tanto o direito constitucional quanto uma sistemática sobre elaboração de normas. Não é algo livre e não depende do que uma maioria quer ou não”, adverte. A Procuradoria-Geral do Estado (PGE) informou que só anunciará encaminhamentos após a devolução formal do ofício do Executivo pela Assembleia.

Tensão entre em poderes deve aumentar

Parlamentares da base, da oposição e independentes consideram que vai aumentar o mal-estar entre Executivo e Legislativo caso o governo insista em atribuir as exigências da Assembleia para encaminhar o plebiscito a uma disputa política. O líder do governo, deputado Gabriel Souza (PMDB), tenta vincular as exigências ao fato de a Assembleia ser presidida pelo petista Edegar Pretto.

A postura incomodou setores técnicos da Casa. O procurador-geral, Fernando Ferreira, que coordenou o exame da matéria no Legislativo, já ocupou o mesmo cargo sob o comando de PTB, PP, PMDB, PT e PDT e está pela 13ª vez à frente da Procuradoria. O procurador-geral adjunto, Marcelo Martinelli, que dividiu com Ferreira as análises, foi superintendente legislativo na presidência da deputada Silvana Covatti (PP), em 2016. Ambos são funcionários de carreira.

Entre a tese do governo e a independência do Legislativo, a base optou por manifestações genéricas ou pelo silêncio. O líder da bancada do PP, João Fischer, repete o discurso do Executivo de que é necessário um Estado enxuto. Mas ressalva a importância das “questões legais.”

A oposição acusa o governo de atropelar o regramento legal. “O governo queria acabar com o plebiscito. Como não conseguiu, tenta agora descumprir a lei”, aponta o líder da bancada do PSol, Pedro Ruas. “Não sou oposição, sou de uma bancada independente. Só que, sobre o plebiscito, o governo está brincando, enganando a população, e tentando colocar a Assembleia nesta trança”, diz o líder do PDT, deputado Ciro Simoni.

Especialista cita caso de Portugal

O alerta feito pelo procurador-geral da Assembleia Legislativa, Fernando Ferreira, de que o encaminhamento do plebiscito sobre a venda das estatais do setor energético poderá ser questionado judicialmente caso não cumpra todos os requisitos legais é endossado pelo professor de Direito Constitucional Luiz Fernando Calil de Freitas. Ele cita o impasse ocorrido em Portugal no início dos anos 2000. Na época, a intenção de se realizar um plebiscito para decidir sobre o retorno do serviço militar obrigatório foi barrada pelo Tribunal Constitucional, que entendeu que os quesitos formulados para a consulta não eram suficientemente claros.


Correio do Povo



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                              Temperatura ideal para beber saquê

                              38,5 graus é a temperatura ideal para beber saquê.

                              Sonhos Caseiros Fofinhos

                              A imagem pode conter: comida

                              Ingredientes
                              5 ovos
                              1 copo americano de óleo
                              6 colheres de açúcar
                              250 ml leite morno
                              Uma pitada de sal
                              Baunilha a gosto
                              2 colheres de sopa rasas de fermento biológico seco
                              Farinha de trigo quanto baste aproximadamente 800 gramas a 1 quilo
                              .
                              Modo de preparo
                              Truque: faça uma bolinha com a massa e coloque em copo com aguá assim que a bolinha subir esta pronta para fritar
                              Bata todos os ingredientes no liquidificador
                              Coloque farinha o suficiente até a massa soltar da mão
                              Faça as bolinhas e deixe crescer
                              Frite em óleo quente até dourar
                              deixe crescer por aproximadamente 40 a 50 minutos dependo do dia se tiver sol cresce rápido se chovendo demora um pouco mais
                              Recheio (creme)
                              1 litro de leite
                              2 gemas passadas na peneira
                              1 colher de margarina com sal
                              1 lata de leite condensado
                              6 colheres de sopa bem cheia de amido de milho
                              Baunilha a gosto
                              1 cx de creme de leite(acrescentar depois)
                              levar todos os ingredientes ao fogo baixo até formar um creme
                              Depois do creme pronto acrescentar uma caixa de creme de leite
                              Rechear os sonhos e passar no açúcar refinado.


                              Fonte: https://www.facebook.com/Fornoef/photos/a.248815552234138.1073741826.248814918900868/266832970432396/?type=3&theater

                              Estado Islâmico assume autoria do ataque de Londres



                              Atentado na noite de sábado (3) na London Bridge e no Borough Market deixou 10 mortos e muitos feridos.

                              Salada com camarão



                              Esta é a salada mais chique do mundo!

                              Músicos e artistas fazem ato em São Paulo pela saída de Temer e por eleições diretas

                              Manifestantes começaram a se reunir por volta das 11h no Largo da Batata, na Zona Oeste de São Paulo: https://glo.bo/2rzfej1

                              Músicos e artistas fazem ato em São Paulo pela saída de Temer e por eleições diretas

                              g1.globo.com

                              MP-RJ pede devolução de R$ 86 milhões à Prefeitura do Rio

                              Uma denúncia feita na semana passada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) pede a devolução de R$ 86 milhões aos cofres públicos por improbidade administrativa. O pedido consta uma ação civil pública, que denunciou na última quinta-feira (1) o ex-secretário municipal de Assistência Social Rodrigo Bethlem e os sócios da empresa Comercial Milano Brasil Ltda.

                              Segundo o Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção do MP-RJ (GAECC), os empresários Carmelo de Luca Neto e José Mantuano de Luca Filho se beneficiaram do superfaturamento na venda de lanches para organizações não governamentais (ONGs) conveniadas com a Prefeitura do Rio. Os investigadores afirmam que os valores repassados chegavam a ser 200% superiores aos praticados no mercado.

                              A denúncia inclui também os diretores das ONGs investigadas, Associação Projeto Roda Viva e Central de Oportunidades. Na ação civil pública consta ainda que a Milano pagava R$ 15 mil ao ex-secretário Rodrigo Bethlem, como participação no superfaturamento. Ele foi secretário de Assistência Social durante o governo de Eduardo Paes na prefeitura.

                              O MP-RJ relata na ação que a empresa foi inicialmente contratada pela Secretaria Municipal de Administração, e, depois, a Secretaria Municipal de Assistência Social aderiu  ao contrato. O fornecimento de alimentos às ONGs foi acertado após dispensa de licitação, segundo o Ministério Público, que afirma que os gestores das entidades recebiam uma participação de 5% das contas prestadas para monitorar os convênios, o que é proibido pelo Tribunal de Contas do Município.

                              Também respondem pelas irregularidades: Luiz Medeiros Gomes, José Pedro Mendes da Cruz, Goethe dos Santos Maya Vianna, Álvaro Basílio Neiva, a Associação dos Condutores de Transporte Alternativo (Coop Rio) e Welington de Araújo Dias.

                              A Milano nega irregularidades em seus contratos: "A Milano esclarece que todos os contratos firmados com a Secretaria Municipal de Assistência Social do Rio de Janeiro, durante a gestão do secretário da Rodrigo Bethlem, foram efetivados por instrumentos regulares contratuais, dentro de valores de mercado e seguiram todos  os trâmites legais".


                              Agência Brasil

                              Exposição traça paralelo entre Morro da Providência e a Guerra de Canudos

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                              O fotógrafo Maurício Hora esteve várias vezes no antigo vilarejo de Canudos, na Bahia, onde retratou as ruínas do povoado liderado por Antônio ConselheiroAcervo pessoal/Maurício Hora/direitos reservados


                              Os 120 anos de criação do Morro da Providência, primeira favela do Brasil, são contados na exposição fotográfica “Morro da Favela à Providência de Canudos”, de autoria do fotógrafo autodidata Maurício Hora, morador daquela comunidade do Rio de Janeiro, situada entre os bairros de Santo Cristo e Gamboa, região da zona portuária da capital fluminense.

                              A mostra traça um paralelo entre o Morro da Providência e a Guerra de Canudos, na Bahia, e ficará aberta ao público até o dia 14 de julho, no Espaço Cultural do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no centro da cidade.

                              A origem do atual Morro da Providência remonta a 1897, quando soldados que combateram na Guerra de Canudos, na Bahia, e que sobreviveram àquele episódio foram trazidos para o Rio de Janeiro. Aqui, sem ajuda do governo, começaram a improvisar habitações na encosta do morro. O povoamento ficou conhecido como Morro da Favela, referência não só ao morro existente em Canudos e de onde os soldados atacavam os fanáticos religiosos liderados pelo beato Antônio Conselheiro, mas também ao arbusto “faveleira” (Cnidoscolus quercifolius), comum no sertão baiano.


                              Maurício Hora começou a desenvolver o projeto que refaz a ligação entre Canudos e o Morro da Providência em 2013, quando a seca que assolou o sertão baiano reduziu o nível da água do açude construído em cima do antigo vilarejo de Antônio Conselheiro e revelou ruínas daquele cenário de guerra. Ao mesmo tempo, no Rio de Janeiro, ocorriam obras de revitalização da zona portuária, afetando o dia a dia dos moradores da Providência. “Nasci no Morro da Providência. Isso sempre me perseguiu”, disse Hora à Agência Brasil, referindo-se à vontade de traduzir em fotografias as semelhanças entre as duas realidades.

                              Favelização

                              Maurício Hora explicou que, quando começou o processo de ocupação do Morro da Favela, o termo "favela” não tinha a conotação de habitação que tem atualmente. “O nome para denominar habitação surgiu aqui”, conta. O fotógrafo já esteve cinco vezes em Canudos, para retratar as ruínas. Ele considera que tanto Canudos como Providência contam uma história de luta. “São dois focos muito resistentes”. Em Canudos, os habitantes preservam uma memória viva da história, o que não ocorre no Morro da Providência. “Aqui, nós perdemos toda a memória”, lamentou.

                              Embora não tenha a pretensão de reativar com seu trabalho a memória no Morro da Favela, Maurício Hora disse que a ideia é que as pessoas que, assim como ele, são faveladas tenham consciência do que são, “que favela não é tão pejorativo”. Para ele, favela é apenas o Morro da Providência. “As outras, para mim, são comunidades. Favela é a Providência”.

                              Para o fotógrafo, não só os jovens habitantes do Morro da Providência precisam conhecer a história do local e suas origens, mas todo o Brasil precisa saber o que foi a Guerra de Canudos. “Eu melhorei minha vida a partir do momento em que comecei a contar minha história”.

                              Maurício acredita que a Providência é uma favela de resistência que está hoje dentro de um território quilombola, a Pedra do Sal, que vai da Praça Mauá até o Caju, na zona portuária, denominada Pequena África. “Eu acho, sim, que o jovem da Providência devia conhecer a história. Mas não só da Providência; do Brasil todo”.

                              As cerca de 300 fotos de autoria de Maurício Hora poderão ser apreciadas pelo público de segunda a sexta-feira, das 10h às 19h, exceto feriados. A entrada é gratuita.


                              Agência Brasil

                              Brasileira é eleita melhor atleta universitária do mundo em 2016

                              Resultado de imagem para Brasileira é eleita melhor atleta universitária do mundo em 2016

                              Hoje com 29 anos, a atleta venceu seu primeiro mundial em 2008, quando tinha apenas 21Foto: Luiz Pires/CBDU

                              Superando concorrentes de 17 países, a desportista brasileira Valéria Schmidt foi eleita a melhor atleta universitária do mundo em 2016 pela Federação Internacional de Esporte Universitário (Fisu). Ela é pentacampeã do Mundial Universitário de Futsal e também já ganhou o Prêmio Brasil Olímpico de melhor atleta universitária, em 2010.

                              Concorriam com Valéria desportistas de nações como Argentina, Irã, Canadá, China, Mongólia, Portugal, Uganda e Suécia. A principal concorrente era a nadadora canadense Kylie Masse, medalhista de bronze na Olimpíada do Rio e ouro na Universíade de Verão 2015, disputada em Gwangju, na Coreia do Sul.  A Universíade é a olimpíada dos esportes universitários.

                              "Já era uma conquista estar entre os três melhores. Já tinha pensado que estava ótimo, não precisava de mais nada. Fiquei muito feliz em ser a vencedora com uma concorrência desse tamanho, desse peso", disse Valéria.

                              Ela receberá o prêmio em Taipei, capital de Taiwan, cidade-sede da Universíade que será disputada este ano. A cerimônia será em 18 de agosto, e os jogos começam um dia depois. Uma curiosidade sobre o prêmio é que o futsal, esporte de Valéria, não faz parte das modalidades da Universíade. Valéria vai viajar para o evento pela primeira vez, para receber a honraria.

                              "Como o futsal tem um mundial independente, eu nunca tinha participado. Será minha maior alegria receber a premiação e vivenciar esse momento", declarou.

                              Carreira brilhante
                              Hoje com 29 anos, a atleta venceu seu primeiro mundial em 2008, quando tinha 21. Os outros títulos foram consecutivos, nas competições bienais de 2010, 2012, 2014 e 2016. Durante esse período, ela se formou em educação física, fez um ano a mais para obter a licenciatura, cursou pós-graduação e ainda iniciou um ano de administração.

                              Já pensando em se despedir do futsal, uma vez que sua idade não permite mais a participação em competições internacionais universitárias, ela joga no time da Associação Desportiva Telemaco Borba, no Paraná, e dá aulas de circuito em uma academia de Chapecó, em Santa Catarina.

                              "Acredito que a minha marca ficará para a história, porque a idade mínima agora foi reduzida [para 24 anos]. Creio que ninguém mais vai conseguir [o pentacampeonato]", diz ela, que tem planos de abrir um negócio no ramo esportivo.

                              O início da trajetória esportiva da pentacampeã foi nos gramados, fazendo aula de futebol com os meninos. Quando descobriu o caminho do futsal universitário, decidiu aproveitar a possibilidade de se formar e praticar esporte ao mesmo tempo.

                              "O campo [de futebol] era muito bom durante as competições, mas o futsal me permitiu dar uma sequência aos estudos. Mudei pensando no futuro, porque um dia a gente para de jogar. Sempre fui cuidadosa quanto a isso", comentou.


                              Agência Brasil