Conferência de Paris marca posição internacional sobre Oriente Médio

Da Rádio França Internacional

François Hollande (Agência Lusa/Divulgação)

O presidente francês François Hollande declarou que a solução de dois Estados "é ainda e sempre o objetivo da comunidade internacional"  Agência Lusa/EPA/Stephane de Sakutin/Direitos Reservados

A Conferência pela Paz no Oriente Médio realizada neste domingo (15), em Paris, para discutir a questão entre Israel e a Palestina, terminou com um claro posicionamento de parte da comunidade internacional a favor da criação de dois Estados, como a única saída para o conflito histórico na região.  Israel não participou da conferência, que foi considerada "uma farsa" pelo premiê Benjamin Netanyahu.

Sem ambição de uma proposta final, o evento foi encerrado com uma mensagem de 70 países e ONGs internacionais ao presidente americano eleito Donald Trump: a criação de dois Estados pode solucionar a crise histórica e reabrir o diálogo interrompido entre as partes.

Saiba Mais

No encerramento da conferência, o presidente francês François Hollande declarou que "a solução de dois Estados não é o sonho de um sistema que ficou para trás. É ainda e sempre o objetivo da comunidade internacional". Hollande esclareceu que não existe a intenção de ditar regras aos dois lados. "Somente as negociações diretas entre israelenses e palestinos podem conduzir à paz, ninguém poderá fazer isso no seu lugar", afirmou.

Jerusalém, o pomo da discórdia

Durante a sua campanha eleitoral, Trump anunciou a intenção de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel e transferir a embaixada dos EUA para lá, o que contraria todo o esforço histórico americano e internacional para a resolução da crise, já que o estatuto de Jerusalém é o centro da discórdia entre as duas partes, pois os palestinos também querem que a cidade seja a capital do seu futuro Estado.

Na abertura do evento, o ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Marc Ayrault, lembrou que a transferência da embaixada americana para Jerusalém pode ter graves consequências em uma relação de desconfiança que é particularmente perigosa. "Ninguém está livre de uma nova explosão de violência", alertou.

O atual secretário de Estado norte-americano, John Kerry, que vem se dedicando nos últimos meses à retomada do diálogo entre as partes, fez questão de vir a Paris para marcar o posicionamento do governo Obama, totalmente contrário ao do próximo presidente. Recentemente, Kerry denunciou novamente a colonização israelense nos territórios ocupados.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, por sua vez, considerou a conferência "uma impostura" e uma ingerência na política de Israel. Cerca de mil pessoas protestaram contra o evento em Paris atendendo a um chamado do conselho representativo das instituições judaicas da França. Elas reclamaram contra a realização do encontro sem a presença das partes envolvidas.

 

 

Agência Brasil

 

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Cartilha vai orientar empregadores e empregados do setor produtivo

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A criação da cartilha foi decidida após um pedido do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, que recebeu queixas de empresários sobre a interpretação das leis trabalhistas. A iniciativa pretende conciliar os interesses dos setores social e produtivo e resolver questões polêmicas nas relações entre empregados e empregadores.

É a primeira vez que o ministério elabora cartilha dessa natureza. O documento deve ser divulgado ainda no primeiro trimestre deste ano e será disponibilizado nas versões impressa eonline para estabelecimentos industriais e comerciais.

 

Agência Brasil

 

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Como Fazer Segmentação de Mercado na Internet

 

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Lorena Alves – Mundo feminino em ação mega entrevista

 

Blog Marketing Online - Marketing Digital/Monetização/Backlinks/SEO Vou confessar é mundo feminino é um pouco complicado para ter acesso quando se trata de algum contato masculino, porém mais uma vez quebrei essa barreira e trago uma entrevista com a blogueira Lorena Alves. Estou conseguindo...
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Chuva em São Paulo causa alagamentos e mata uma mulher

 

Fernanda Cruz - Repórter da Agência Brasil

Uma mulher morreu afogada em Guarulhos, na Grande São Paulo, após seu carro ser arrastado pela enchente e cair no Córrego Taboão na noite de ontem (15). Após buscas, o Corpo de Bombeiros encontrou o veículo com o corpo da vítima às 4h30 de hoje (16).

Em Guarulhos, o Córrego Taboão transbordou e atingiu vários bairros, principalmente o Jardim Santa Emília. A capital paulista registrou o transbordamento do Córrego Paciência, zona norte, às 23h, do Córrego Tremembé, zona norte, à meia-noite; e do Córrego Franquinho, zona leste, à meia-noite e meia.

No município de São Paulo, os Bombeiros atenderam 34 chamadas de ocorrências relacionadas à chuva, como pessoas ilhadas. O Centro de Gerenciamento de Emergências registrou seis pontos de alagamento intransitáveis.

A cidade de Francisco Morato teve, às 22h30, chuva de forte intensidade e curta duração, que alagou o centro e os bairros Cento e Vinte, Jardim Silvia e Jardim Alegria, segundo a Defesa Civil. Houve deslizamento de terra na Rua Moacir Flex, onde os Bombeiros resgataram quatro moradores, que ficaram presos dentro de casa. O imóvel foi interditado e a família está em casa de parentes.

Em Itapevi, a enxurrada provocou erosão do solo às 19h30, na Chácara Vitápolis, que atingiu um veículo e uma casa abaixo do nível da rua. Os quatro moradores foram alojados na casa de parentes.

Interior do estado

Na região de Campinas, a cidade de Cabreúva, registrou forte chuva às 21h, que alagou ruas e 10 residências. Segundo a Defesa Civil, 45 pessoas tiveram de deixar suas casas. Na cidade de Jaú, 10 casas ficaram alagadas e pessoas ficaram ilhadas. A Defesa Civil interditou três casas no bairro Chácara Flora, pois sofreram avarias na estrutura. As famílias foram para casas de parentes.

 

Agência Brasil

BARBADA!! 2 DORM. C/ DEPENDÊNCIA EMPREGADA EM PETRÓPOLIS

2 Dorm. c/ Dependência de Empregada

Bairro Petrópolis - Porto Alegre - RS

JANEIRO / 2017

LOCALIZAÇÃO:

  • Rua Vicente da Fontoura nº 2265, apartamento 101.
  • Bairro Petrópolis.
  • Entre as ruas Dona Eugênia e Felipe de Oliveira.
  • Próximo ao supermercado Zaffari Ipiranga.

O EDIFÍCIO:

  • Construção de 1964, em ótimo estado de conservação.
  • Fachada e circulações internas recentemente renovadas.
  • Com jardim frontal.
  • Edifício com 4 pavimentos.

O APARTAMENTO:

  • Térreo, de frente, a direita de quem da rua olha o edifício.
  • Tem hall de entrada, cozinha, área de serviço, banheiro e dormitório de empregada (pode ser 3º dormitório), sala de estar/jantar, banheiro social, dormitório de solteiro, e dormitório de casal.
  • Peças amplas.
  • Piso da sala e dormitórios em parque com sinteko.
  • Excelente estado de conservação.
  • Área privativa de 80,40 m2.
  • Taxa de condomínio é de R$ 274,00. IPTU anual é de R$ 720,00.
  • Sem garagem. Há 4 estacionamentos comerciais próximos que alugam vagas de garagem.

PREÇO:

  • R$ 323.000,00 (trezentos e vinte e três mil reais).

 

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Diâmetro Construções Ltda.

 

 

Mais informações:
Luis Borges
e-mail:
luisaugustoborges@gmail.com
Fone: (51) 8039-0049

Grupo armado explode muro de presídio no Paraná: 28 presos fogem e dois morrem

Pelo menos dois presos morreram e 28 fugiram da Penitenciária Estadual de Piraquara, na região metropolitana de Curitiba, na madrugada deste domingo (15). Segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública e Administração Penitenciária, os internos escaparam após uma explosão que abriu um buraco no muro da unidade.

De acordo com o Instituto Médico Legal (IML), os corpos dos dois presos - baleados e mortos durante confronto com os policiais que tentavam conter a fuga - foram transferidos da penitenciária para serem identificados. Com os criminosos mortos, a polícia encontrou uma metralhadora Uzi 9 mm, uma bolsa com aproximadamente 300 cartuchos calibre 5,56 e um colete à prova de balas.

Por volta das 3 horas da madrugada, houve um tumulto entre os presos. Para o secretário de Segurança Pública do Paraná, Wagner Mesquita, o propósito dos detentos era desviar a atenção dos agentes penitenciários. E perto das 5h30, houve dois fortes estrondos na penitenciária.

Cerca de 15 homens fortemente armados participaram da ação do lado de fora da penitenciária, dando cobertura à fuga. Reunidos próximo ao buraco aberto no muro, o grupo disparou contra os policiais que estavam nas guaritas e contra as equipes de segurança em solo. Na fuga, quatro suspeitos fizeram uma família refém na cidade de Quatro Barras. Os bandidos portavam três fuzis e duas pistolas e foram rendidos por policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE).

Para o secretário Mesquita, a ação demonstra um alto nível de organização. “Trata-se de uma ação orquestrada há muitos dias, preparada. A Polícia Civil vai investigar os envolvidos neste plano de fuga e as forças de segurança do Estado estão agora empenhadas para recapturar os detentos que conseguiram fugir".

Para tentar localizar os fugitivos, a Polícia Militar deslocou um helicóptero e dezenas de unidades para o local da ocorrência. Equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) montaram barreiras e estão abordando veículos suspeitos na BR-116, que atravessa o estado.

 

Agência Brasil

 

 

"Brasil deveria se abrir aos bancos estrangeiros"

Para derrubar os juros aos consumidores, é preciso muito mais que baixar a Selic, segundo Roberto Vertamatti, da Anefac

Por Márcio Juliboni

A euforia do governo e do mercado com a queda mais acentuada da Selic deve passar longe dos pobres mortais que precisam de crédito para financiar suas compras, seu imóvel ou seu carro. E o pior: estamos longe de vermos juros civilizados para os consumidores. “Acredito que não veremos condições de queda relevante dos juros ao consumidor pelos próximos cinco anos, pelo menos”, afirma Roberto Vertamatti, diretor-executivo da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).

Entenda por que, nesta entrevista a O Antagonista:

O Antagonista: Em 2012, quando a Selic atingiu 7,25%, o menor nível da história, os juros médios ao consumidor fecharam o ano em 89%. Nunca veremos juros civilizados no Brasil?

Roberto Vertamatti: Acredito que não veremos condições de queda relevante dos juros ao consumidor pelos próximos cinco anos, pelo menos. Há outros fatores que impedem a queda, como a dívida pública. O grande vilão da economia hoje é o governo em seu todo: os três poderes, nos três níveis – federal, estadual e municipal. Por mais difícil que seja, é preciso reformar a Previdência e as leis trabalhistas. Quando essas questões forem encaminhadas, a confiança voltará e o dinheiro para investimentos também.

O Antagonista: Mesmo assim, os bancos hoje tomam dinheiro a 13%, e emprestam a juros de até 400%.

Vertamatti: Sim, os juros ao consumidor, no Brasil, são assustadores. Mas a Selic é apenas um dos motivos. Primeiro, há pouca concorrência. Os seis maiores bancos concentram cerca de 90% do mercado de crédito. Segundo, o spread é composto por diversos itens. A Selic representa o custo de captação de dinheiro pelo banco. Há também os custos administrativos e operacionais, as perdas com inadimplência, o depósito compulsório junto ao BC... Outro item é a cunha fiscal que, no Brasil, é gigantesca: para cada operação financeira, há uma séries de impostos e contribuições, como o IOF. E só no fim entra o lucro dos bancos. Fizemos um estudo mostrando que, quando se desconta a inflação, a margem de lucro dos brasileiros é praticamente igual à dos americanos.

O Antagonista: Em 2012, na esteira da queda da Selic, Dilma forçou os bancos públicos a cortarem os juros, esperando que os privados fizessem o mesmo. É uma boa saída?

Vertamatti: O governo forçou muito a barra naquele momento. Ele forçou a Caixa e o Banco o Brasil a cortarem estupidamente os juros e o preço está sendo pago agora. A inadimplência é maior que a do mercado e a qualidade da carteira de crédito, pior. Os bancos privados simplesmente decidiram não entrar nessa. Foi muito forçado.

O Antagonista: Abrir o mercado para bancos estrangeiros ajudaria?

Vertamatti: Sou totalmente favorável. Precisamos trazer investimentos para o país e gerar empregos. Nossa poupança interna para investimentos é muito pequena. O que importa que, depois, teremos de remeter lucros e dividendos para a matriz? Isso é feito em todo o mundo. Hoje, não temos empregos, nem dinheiro para investir.

O Antagonista: O BC reluta em baixar o compulsório, porque teme uma enxurrada de crédito que pressione a inflação. Qual é a sua opinião?

Vertamatti: O compulsório no Brasil é muito elevado. Está ao redor de 55%. No Japão, é de 5% ou 6%. Nos EUA, cerca de 9%. Não tenho dúvidas de que é possível reduzir esse percentual. É claro que não chegaremos aos níveis desses países, mas é possível pensar em algo como 40%. Esse dinheiro que entraria no mercado só geraria inflação, se fosse para financiar o consumo. Mas é possível condicionar a liberação do compulsório a investimentos em projetos de longo prazo, como infraestrutura. O impacto sobre a inflação seria mínimo e os resultados, muito bons. 

 

O MELHOR DA SEMANA


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MOMENTO ANTAGONISTA

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Painéis solares residenciais associam vantagens econômicas à sustentabilidade

 

Daniel Mello - Repórter da Agência Brasil

Brasília - Ministério de Minas e Energia inaugura primeira usina solar instalada na cobertura de prédio, na sede do MME (José Cruz/Agência Brasil)

Em 2015, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estimava que até 2024 poderiam ser instalados até 620 mil painéis voltaicos em telhados residenciais - José Cruz/Agência Brasil

A instalação de painéis residenciais de captação de energia solar é uma opção de investimento que permite economia na conta de luz e independência das distribuidoras de eletricidade. O sistema fica em R$ 16 mil, segundo a coordenadora da campanha de Energias Renováveis da organização não governamental (ONG) Greenpeace, Bárbara Rubim.

“É um valor alto, se a pessoa tiver que fazer esse investimento à vista. Mas é um investimento que vai se pagar em uma média de sete anos e gerar retorno para a pessoa. É um investimento que você está fazendo no seu imóvel”, ressaltou Bárbara em entrevista à Agência Brasil.

Em 2015, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estimava que até 2024 poderiam ser instalados até 620 mil painéis voltaicos em telhados residenciais. Para a microgeração de consumidores comerciais, a projeção é que os sistemas podem chegar a 82 mil equipamentos. Eles captam a luz solar e a transformam em eletricidade que abastece o imóvel. O excedente pode ser lançado na rede de distribuição e convertido em créditos a serem abatidos da conta de luz do consumidor.

Financiamento e incentivos

A geração individual de eletricidade pelo sol poderia ir ainda mais longe, segundo Bárbara, caso houvesse incentivos para quem quisesse usar essa opção. Entre as medidas que poderiam ser adotadas, a coordenadora da ONG aponta a criação de linhas de financiamento específicas.

“Durante anos, o governo federal subsidiou para que você pudesse ter até linha de financiamento com juros zero para a compra de veículos novos. Se o governo fez isso para a compra de um carro que, querendo ou não, é um bem que gera uma série de externalidades negativas para a sociedade e que está sendo depreciado ano após ano, não existe motivo de ele não ter uma política semelhante para a energia solar”, defendeu.

Outro incentivo possível, de acordo com Bárbara, seria a liberação do saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a compra dos painéis, como é feito para compra e reforma de imóveis.

Substituição de fontes

Com esse tipo de fomento, a coordenadora da ONG considera que o Brasil conseguiria chegar ao fim de 2020 com mais de 1 milhão de sistemas instalados e com 8 milhões no fim de 2030. Ela baseia a análise nos resultados obtidos em países como a Alemanha, que tem atualmente 8 milhões de residências microgeradoras, e o estado norte-americano da Califórnia, com 1 milhão de sistemas instalados.

“A gente conseguiria substituir duas vezes, se chegasse nesses 8 milhões, a previsão de geração do complexo hidrelétrico de Tapajos”, compara Bárbara em referência ao projeto da Usina Hidrelétrica São Luiz do Tapajós, no Pará. Em agosto do ano passado, o governo federal desistiu do projeto, pois não conseguiu as licenças ambientais necessárias. O empreendimento também alagaria três aldeias do povo Munduruku, na Terra Indígena Sawré Muybu.

Economia e sustentabilidade

Foi justamente a preocupação ambiental que motivou a consultora em biotecnologia Luciana Di Ciero a instalar, há um ano, um sistema de painéis em sua residência em Campinas, no interior paulista. “É claro que é super interessante ter uma economia. Mas, para mim, o principal foi a questão de sustentabilidade, de usar uma energia renovável. Eu acho que o caminho do mundo é esse”, afirma sobre o equipamento que reduziu de R$ 400 para R$ 60 a conta de luz da família de quatro pessoas.

Luciana conta que o sucesso da instalação atraiu a atenção dos vizinhos. “Muita gente veio aqui olhar”. Pelo menos um deles também comprou o equipamento após visitá-la. A consultora acredita, no entanto, que deveria haver incentivos para quem quer adotar a tecnologia. “Eu moro em um condomínio de classe média alta, é diferente. Agora, um incentivo para colocar em comunidades carentes, em conjuntos populares, isso o Brasil deveria fazer. Acho que estamos muito atrasados”, diz.

Também no interior de São Paulo, a dentista Fernanda Morra considera que o sistema foi uma boa maneira de investir. “Eu acho a nossa energia muito cara. Eu tenho sol quase os 365 dias do ano, porque moro em Holambra. Acho que é um investimento para a minha casa, daqui a um, dois ou três anos eu não tenho mais esse custo”. O equipamento abastece a residência de Fernanda e o consultório, que divide o imóvel.

Apesar de destacar as vantagens econômicas e práticas, como não depender das concessionárias de energia, a dentista também fez a instalação preocupada com o meio ambiente. “Eu tento ser o mais sustentável que posso”, acrescenta.

 

Agência Brasil

 

Parlamentares se revoltam contra comentário de Trump e dizem que não vão à posse

 

José Romildo - Correspondente da Agência Brasil

Pelo menos 22 congressistas do Partido Democrata anunciaram que não vão participar da posse do novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na próxima sexta-feira (20), segundo informou a rede de televisão ABC News. A ausência dos parlamentares é uma resposta ao comentário depreciativo feito no Twitter pelo presidente eleito ao deputado democrata John Lewis, que representa o estado da Geórgia, um dos mais respeitados líderes de direitos civis dos Estados Unidos.

A desistência dos parlamentares de ir à posse ganha maior repercussão na imprensa porque coincide, nesta segunda-feira (16), com o feriado que comemora o Dia de Martin Luther King, o herói dos direitos civis norte-americanos. Juntamente com Martin Luther King, John Lewis também está sendo lembrado hoje, porque teve participação na luta pelos direitos civis e foi um dos líderes da Marcha de 1963, organizada em Washington, destinada a lutar contra a segregação racial que na época era legalizada nos Estados Unidos.

Em 7 de março de 1965, Lewis também participou de uma marcha pelos direitos civis no estado de Alabama. A marcha foi reprimida por tropas militares e ele, que era um dos líderes do movimento, foi agredido e ferido pelos soldados. O episódio ficou conhecido como o "Domingo Sangrento". .

No comentário no Twitter, o presidente eleito usa palavras depreciativas em relação a John Lewis, por este ter dito, em uma entrevista à rede de televisão NBC News, na sexta-feira (13), que não iria à posse de Trump porque não o considera "um presidente legítimo", numa alusão às supostas interferências de funcionários russos nas eleições em favor do candidato republicano. .

A mensagem de Trump, postada no sábado (14), é a seguinte: "O congressista John Lewis deve gastar mais tempo em consertar e ajudar seu distrito, que está em forma horrível e desmoronando (para não mencionar a ocorrência de criminalidade) em vez de reclamar incorretamente sobre os resultados das eleições". Em outra mensagem, Trump fez outro comentário: "Todos falam, falam, falam - nenhuma ação ou resultado. Triste!"

Os comentários de Trump desencadearam uma série de respostas de solidariedade a John Lewi. Yvette Clark, deputada democrata por Nova York, postou a seguinte mensagem no Twitter: "Não vou à [sua] posse, Donald Trump. Quando você insulta John Lewis, você insulta a América".

Também responderam que não vão à posse de Donald Trump os representantes democratas Mark Takano e Judy Chu, ambos da Califórnia. Outros deputados declararam, em nota, que não vão comparecer à solenidade.

 

Agência Brasil

 

Superlotação e gangues são problemas comuns a prisões do Brasil e dos EUA

 

Leandra Felipe - Correspondente da Agência Brasil

Assim como no Brasil, nos Estados Unidos (EUA) a superlotação e a disputa de gangues, além da dificuldade de ressocialização, estão entre os principais problemas do sistema penitenciário. “Meu olhar é estrangeiro, mas nos dois episódios [no Amazonas e em Roraima] vimos como ponto comum a luta entre as gangues para controle interno e externo sobre o mercado de drogas”, disse o juiz federal norte-americano Peter Messitte, em entrevista à Agência Brasil.
Ele viveu no Brasil na juventude, participou de projetos no Conselho Nacional de Justiça e acompanha o sistema judiciário brasileiro. Messitte acompanhou a repercussão dos dois massacres no Brasil - o de Manaus, no Amazonas, e de Boa Vista, em Roraima. "O que mais chamou a atenção foi a extrema violência nos dois casos, em que houve, por exemplo, decapitação de corpos”, observou.

A população encarcerada é de cerca de 2,3 milhões nos Estados Unidos. país com o maior número de presos no mundo - são 753 para cada 100 mil habitantes. O Brasil é o quarto colocado na lista dos países com mais detentos.
Messitte lembrou que ambos têm presídios superlotados e problemas derivados desse fato, entre eles má-condição de vida, precariedade de saúde e higiene e dificuldade de tornar efetivos os programas existentes de ressocialização dos presos.

O juiz acrescentou que, em curto prazo, a iniciativa mais importante seria mapear as gangues formadas no interior das prisões e separá-las. “É preciso separar os integrantes das gangues para diminuir o poder de ação delas e neutralizá-las”.

Peter Messitte destacou uma diferença entre os dois países. “Aqui nos Estado Unidos, as gangues nas prisões se dividem também pela raça e etnia”.  Segundo o Federal Bureau of Prisions (Agência Federal de Prisões), a maioria dos detentos do país é formada por pessoas da raça branca (69%), 12% são negros e 12,5% são hispânicos.

Privatização e Estatização

Os Estados Unidos têm mais de 6 mil presídios, entre federais, estaduais e locais, além de centros de detenção militares para adolescentes e imigrantes. Boa parte dos presídios estaduais é administrada por empresas privadas, em um formato semelhante ao do presídio de Manaus.

O juiz explicou que o formato vem sendo muito criticado, porque houve denúncias de corrupção e superfaturamento em algumas concessões, e o modelo privado deixou a desejar nos quesitos de segurança, saúde e reinserção (programas educativas para os presos).

“Temos experiência em muitos estados que contrataram o setor privado.  São grandes companhias, contratadas para os serviços de segurança,  educação e alimentação. Mas vimos, com algumas experiências, que os serviços que as companhias oferecem não são melhores que os oferecidos pelas administradas pelo Poder Público”, comentou.

Messitte disse que na esfera federal o número de prisões administradas por empresas privadas é bem menor que nos estados. Mas uma decisão da Justiça Federal, de agosto do ano passado, pode diminuir ainda mais os contratos privados. “A decisão foi de que os contratos privados para administração de presídios federais não serão renovados”.

Embora ainda não se saiba qual será a diretriz para os presídios no governo do presidente eleito Donald Trump, a decisão mostrou que a gestão privada não estava atendendo às expectativas.

“As promessas que foram feitas pelas companhias particulares, sobre diminuir custos, promover mais segurança e criar programas educativos de qualidade, não foram cumpridas. E vimos a busca do lucro em detrimento da prestação de serviço eficiente", relatou.

O juiz disse que o formato vem sendo muito criticado, porque houve denúncias de corrupção e superfaturamento em algumas concessões. "No meu ponto de vista, administrar a prisão é uma obrigação do Estado”, declarou.

 

Agência Brasil

Juiz diz que prisões de Manaus não estão entre as piores do país

Manaus - Juiz titular da Vara de Execuções Penais do Amazonas, Luis Carlos Valois disse que o Estado tem de passar a cumprir a lei sobre as condições de um presídio. (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Manaus – Depois de viver o que classificou como "pior experiência da vida" no Compaj, o juiz titular da Vara de Execuções Penais do Amazonas, Luis Carlos Valois disse que as prisões de Manaus não estão entre as piores do Brasi Marcelo Camargo/Agência Brasil

O juiz titular da Vara de Execuções Penais do Amazonas, Luis Carlos Valois, estava de folga em casa, com a família, descansando no primeiro dia do ano. Responsável por processos da maioria dos presos do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em poucas horas, seu dia de folga se transformou na pior experiência de sua vida.

“A minha própria capacidade de ver o ser humano está atingida. Porque aquela monstruosidade foi cometida por um ser humano. Se o ser humano tem aquela semente dentro dele, todos nós temos. É uma coisa que faz a gente pensar”, diz o juiz. Ter se deparado com a cena de corpos mutilados e uma caixa de membros, entregue pelos próprios presos na porta da penitenciária, afeta o juiz até hoje. “Fiquei dois dias sem dormir depois daquilo. Até hoje não durmo direito”.

Apesar da matança no Compaj ter chocado o Brasil e o mundo, Valois conta que o sistema penitenciário de Manaus está longe de ser um dos piores do país, tamanha a gravidade em outros locais, inclusive no interior do Amazonas. “O sistema penitenciário de Manaus é igual ao do Brasil inteiro. Superlotado, com pouca assistência. Talvez não esteja nem entre os dez piores. Porque tem local no Brasil que o agente penitenciário nem entra no pavilhão. É o preso que tem a chave. Agora, o interior do Amazonas é idade média”.

O juiz teve seu nome envolvido na Operação La Muralla 2, da Polícia Federal, que investiga um suposto esquema envolvendo o Poder Judiciário para beneficiar integrantes de facções criminosas. Dizendo-se “quase arrependido de ter ido ajudar” no dia da rebelião, o magistrado se defende. “O juiz da execução deve zelar pelo direito dos presos. E quando um preso manifesta respeito para com o juiz, a sociedade acha que o juiz tem alguma coisa com esses presos. Esse é um equívoco muito grande”.

Agência Brasil: Como você ficou sabendo da rebelião?

Luis Carlos Valois: Às 22h o próprio secretário de segurança, que nunca me ligou na vida, me ligou dizendo que o negócio estava muito sério, que já havia cinco reféns e que ele precisava da minha presença lá. Eu tava em casa com o meu filho e recebi uma ligação da Secretaria de Administração Penitenciária, de um funcionário que estava querendo a minha presença na Anísio Jobim porque estava havendo uma rebelião. Eu disse que não ia, que eu estava de recesso e que chamasse o juiz plantonista. Isso foi às 19h. Às 22h, o secretário de segurança me ligou e eu concordei em ir.

Agência Brasil: E qual foi sua participação nas negociações?

Luis Carlos Valois: Depois que eu cheguei não houve mais nenhuma morte, tinham todos morrido já, mas ainda havia cinco reféns. Quando encontramos com os presos, vieram dois, mas só um falou. Ele veio com um papelzinho com reivindicações. Era pedindo para que a polícia de choque não batesse neles, não entrasse, que não houvesse transferência para a penitenciária federal, que mantivesse a rotina no presídio. Apenas reivindicações relacionadas à própria rebelião. A rebelião não tinha nenhuma reivindicação, isso é um fato. Por esse motivo as autoridades policiais chegaram à conclusão de que a rebelião foi feita para a chacina, e não [que a chacina foi] consequência da rebelião. Foi objetivo da rebelião.

Agência Brasil: Como foi a liberação dos reféns?

Luis Carlos Valois: Eu disse 'olha, eu só vou ler esse papel se vocês soltarem pelo menos três reféns. Porque eu quero saber se vocês estão querendo dialogar mesmo'. Isso foi orientado pela polícia. Quando soltaram, marcamos um outro encontro, por volta de 4h. As reivindicações eram tão frágeis... Eles estavam querendo ganhar tempo. Eles concordaram em soltar os reféns, mas disseram que só fariam isso às 7h da manhã. Quando disseram isso, o secretário de segurança falou que não ia ficar dando moral pra preso. Ele me levou em casa e às 7 da manhã a polícia estava na porta da minha casa de novo.

Agência Brasil: Qual cenário você encontrou no Compaj de manhã?

Luis Carlos Valois: Às 7h a polícia me levou para a penitenciária de novo. Nessa hora, os carros do Instituto Médico Legal (IML) estavam na porta. Os presos mesmo tiraram os corpos todos de dentro da penitenciária e colocaram na porta de entrada. Alguns já estavam nos carros do IML, mas não comportavam todos os corpos. Tinham muitos corpos ainda na porta. Corpo esquartejado, sem cabeça, carbonizado. Tinham dois corpos carbonizados, como se tivessem morrido abraçados, e uma caixa cheia de braço, perna, cabeça. Um negócio dantesco, horrível. Eu vi porque eu fui receber os reféns. Os reféns estavam saindo e a polícia de choque entrou. Aí eu voltei para casa e não participei de mais nada.

Agência Brasil: Como o senhor ficou depois disso?

Luis Carlos Valois: Como estou ainda: muito chocado. A minha própria capacidade de ver o ser humano está atingida. Porque aquela monstruosidade foi cometida por um ser humano. Se o ser humano tem aquela semente dentro dele, todos nós temos. Será [que temos]? É uma coisa que faz a gente pensar. Fiquei dois dias sem dormir depois daquilo. Até hoje não durmo direito. Vou dormir só às 3h, 4h da manhã.

Agência Brasil: Recentemente, o senhor foi citado na imprensa por uma suposta ligação com a facção Família do Norte (FDN), dominante no Compaj.

Luis Carlos Valois: O juiz da execução deve zelar pelo direito dos presos. E quando um preso manifesta respeito para com o juiz, a sociedade acha que o juiz tem alguma coisa com esses presos. Esse é um equívoco muito grande. Estou sendo suspeito de trabalhar, e não de estar ligado com preso. Se aquela penitenciária fosse do PCC [Primeiro Comando da Capital, facção rival da FDN], eu seria respeitado pelos presos do PCC. Não interessa de que sigla é a penitenciária. Para mim preso é preso. Eu não permito que nenhum tenha regalia diferente do outro e a maioria deles não é de facção. E se a maioria me respeita, os presos que, por acaso, se dizem de facção, têm que me respeitar também, senão eles saem perdendo com isso. Porque eu estou lá para ajudar, fazer os direitos deles valerem.

Agência Brasil: Como é o Compaj por dentro?

Luis Carlos Valois: O compaj tem cela feita pra oito, com 30 dentro. Gente dormindo debaixo de uma cama de cimento. E no calor de manaus. Já tem estudos de criminologia que dizem que o calor é um índice de criminalidade. Imagine em manaus.

Agência Brasil: Qual sua opinião sobre o sistema penitenciário do estado?

Luis Carlos Valois: O sistema penitenciário de Manaus é igual ao do Brasil inteiro. Superlotado, com pouca assistência. Talvez não esteja nem entre os dez piores. Porque tem local no Brasil que o agente penitenciário nem entra no pavilhão. É o preso que tem a chave. O agente pede para buscar fulano lá. Tem presídio no Brasil que é assim. Agora, o interior do Amazonas que é idade média. Tem estabelecimento penal no interior que tem mulher com homem, criança com adulto. Se você for investigar o interior do estado, você vai ver prisão de piso batido. O interior do Amazonas é coisa de outro mundo.

 

Agência Brasil

 

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A administração do aeroporto de Manas diz que a visibilidade era ruim no momento do acidente: http://glo.bo/2iCNkQ3 #GloboNews

Avião de carga turco cai no Quirguistão e deixa mais de 30 mortos

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Dois policiais foram assassinados no fim de semana: http://glo.bo/2jPAYSp#GloboNews

Número de PMs mortos no Rio em 2017 chega a dez

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Jay Y. Lee é acusado, entre outros crimes, de pagar propina no escândalo de corrupção que abalou o país: http://glo.bo/2jpYMiR #GloboNews

Promotor especial da Coreia do Sul pede a prisão do herdeiro da Samsung

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Rebelião no presídio de Alcaçuz, na Grande Natal, durou 14 horas:http://glo.bo/2jojsaS

Governo do RN confirma a morte de 27 presos em rebelião

G1.GLOBO.COM

 

Foram identificados pelo menos seis líderes da rebelião na penitenciária estadual de Alcaçuz, em Natal. http://glo.bo/2jlBwDi

Governo do RN vai pedir a transferência de líderes da rebelião na penitenciária de Alcaçuz

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Os imigrantes menores de idade, vulneráveis e sem voz são o tema da celebração deste ano. http://glo.bo/2iqYAAA

Papa Francisco pede proteção de jovens no Dia Mundial do Migrante e do Refugiado

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Especialista diz que educação é chave para evitar crise hídrica no DF

 

Heloisa Cristaldo – Repórter da Agência Brasil

Brasília - Nível de água da Barragem do Descoberto está abaixo da média histórica, com ameaça de desabastecimento em parte das cidades satélites (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Brasília - Nível de água da Barragem do Descoberto está abaixo da média histórica, - (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O professor da Universidade de Brasília (UnB) Mario Diniz de Araújo Neto, especialista em assuntos hídricos, disse que a educação é a chave para evitar a crise hídrica no Distrito Federal (DF). “Não adianta multar, aumentar a conta, as pessoas se ajustam. É fundamental começar com a questão da educação na escola, tanto na rede pública quanto privada. A criança tem um poder muito grande de sensibilizar os adultos e será o adulto de amanhã", acrescentou.
Pela primeira vez no DF, começa hoje (17) um sistema de racionamento de água, que vai afetar 1,8 milhão de habitantes. Para o professor, é necessário também sensibilizar a população de usuários sobre como funciona o ciclo hidrológico na região.  "A mudança no uso, na compreensão da população sobre a ameaça do uso inadequado da água é o que fará, de fato, a diferença no sistema”.

Entre as medidas anunciadas pelo governo do Distrito Federal para amenizar e controlar a crise hídrica na região está o aumento da conta, com a tarifa de contingência sobre o consumo. Além disso, serão estabelecidas restrições de horários para captação de água por caminhões-pipa e a divulgação de orientações para estabelecimentos comerciais, como lava-jato.

De acordo com Neto, organismos internacionais definem a disponibilidade hídrica segura para o ser humano de 5 mil metros cúbicos por ano. No Distrito Federal, o índice chega a 1,5 mil metros cúbicos por ano. “A própria natureza, o regime das chuvas no DF, já nos coloca esse limite. Essa questão de racionamento está muito ligada à ocupação e ao uso irregular do solo, desmatamento, asfaltamento, degradação de nascentes. Tudo isso aliado a um problema de gestão do governo local”, afirmou.

O professor citou o uso excessivo de água nos estabelecimentos comerciais para o agravamento da situação da cidade, aliado ao uso inadequado pelos moradores. “Os abatedouros de frangos retiram água de poços artesianos. Em média, se produz 60 mil frangos por ano, cada um desses gastando 15 litros de água na limpeza, por baixo”, diz. “O Lago Sul tem um gasto médio por habitante de 700 litros/dia, quando o normal é que se gaste cerca de 150 litros. O indivíduo vai encher piscina, lavar calçada, é um uso perdulário da água. Nós não vamos conseguir mudar o regime hídrico da região dessa forma”.

Abastecimento

O Distrito Federal é abastecido por dois diferentes sistemas: 85% da população têm água de dois reservatórios, o do Descoberto e o de Santa Maria, e os outros 15% e parte dos produtores agrícolas recebem diretamente de, pelo menos, cinco córregos.

O nível do reservatório da Barragem do Descoberto, abaixo de 20%, e o índice de chuvas menor do que o esperado em dezembro e janeiro levaram a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa-DF) e a Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb) a adotar o racionamento.

A medida será em ciclo de seis dias: um dia com interrupção completa, dois dias de estabilização e três de fornecimento normal. Na fase de estabilização, a água retorna ao consumidor gradativamente. Para evitar riscos de rompimentos da tubulação, o fluxo da água é religado de forma gradual, até o completo preenchimento das redes. No sétimo dia, o corte de abastecimento é retomado.

As áreas afetadas serão Águas Claras, Candangolândia, Ceilândia, Gama, Guará, Núcleo Bandeirante, Park Way, Recanto das Emas, Riacho Fundo 1 e 2, Santa Maria, Samambaia, Taguatinga e Vicente Pires.

Além da interrupção do fornecimento de água, moradores do DF terão a pressão da água reduzida, a partir de 30 de janeiro, na região abastecida pelo reservatório de Santa Maria. De acordo com a Caesb, esse reservatório está com nível de água em torno de 40%. Estão inseridos nessa área o Plano Piloto, Cruzeiro, Sudoeste, Octogonal, Lago Sul, Lago Norte, Paranoá, Varjão, Itapoã e Jardim Botânico.

De acordo com Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a média do índice pluviométrico no DF em janeiro é de 225 milímetros (mm). Nos dez primeiros dias de 2017, foram registrados 19 mm. Segundo a Caesb, a captação foi reduzida de 5,1 mil litros por segundo para 4,4 mil litros por segundo com a diminuição da pressão. O rodízio no abastecimento tem o objetivo de diminuir mais 10% dessa captação para preservar a Barragem do Descoberto no período de seca.

População

Para Rayssa Oliveira, moradora de Samambaia, será preciso um preparo para se acostumar com a medida. “É difícil, pois não estamos acostumados com essas medidas que estão sendo tomadas. O racionamento influenciará, de certa forma, a rotina de todos. Teremos que nos preparar para aprender a lidar com uma quantidade de água mínima durante os nossos dias”, disse.

Ricardo Vaz, morador de Taguatinga Sul, considera que o desperdício ao longo do ano é a razão do racionamento. “É difícil imaginar que em uma época de chuva, temos que racionar água. Isso, provavelmente, acontece porque a água é frequentemente desperdiçada ao longo do ano. Sempre tive consciência do uso e reaproveitamento da água, então, é mais fácil estar preparado para isso”.

Vaz disse ainda que depende da consciência de outros para que isso não afete sua rotina. “Moro em apartamento, e a água da caixa é compartilhada. O que me preocupa não é o que eu gastarei, mas o que os outros inquilinos gastarão. Isso pode atrapalhar o funcionamento do prédio como um todo. Precisamos de água pelo menos para o básico (beber, cozinhar, tomar banho) e, se der, para lavar roupa”.

Aline Melo, moradora de Samambaia Sul, lembrou que é preciso maior controle quando se tem crianças. “Acredito que estou preparada para essa realidade. Sempre fomos conscientes em casa, mas com crianças é mais difícil controlar”.

 

Agência Brasil

Autoridades confirmam 26 mortes durante motim em presídio do Rio Grande do Norte

Em coletiva a imprensa no início da noite deste domingo (15), após um dia de inspeção na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, na região metropolitana de Natal, as autoridades de segurança pública do Rio Grande do Norte informaram que 26 pessoas – não 27, como noticiado mais cedo – foram mortas durante um motim que começou no sábado (14).

A rebelião - resultante de uma briga entre integrantes de facções criminosas rivais que cumprem pena na unidade - aconteceu no pavilhão 4 da penitenciária, quando detentos do pavilhão 5, que são mantidos separados, escaparam e deram início ao confronto. O motim foi contido no começo da manhã de hoje (15). Houve mobilização de todas as forças policiais do estado para conter o conflito, evitando que se espalhasse para outros pavilhões.

O secretário estadual da Justiça e da Cidadania, Walber Virgolino da Silva Ferreira, disse que o cenário no interior de Alcaçuz após a rebelião era de barbárie, com as estruturas muito danificadas e corpos mutilados. Dois corpos foram carbonizados, um semicarbonizado e todas as outras vítimas foram decapitadas.

O diretor do Instituto Técnico-Científico de Polícia (ITEP) , Marcos Brandão, informou que os 26 corpos foram acondicionados em sacos próprios e levados para uma carreta refrigerada sob o cuidado da polícia militar. “Amanhã começam os trabalhos de necrópsia e identificação”, informou. Ele não deu prazo para a identificação das vítimas, mas informou que as famílias de detentos que estiverem em busca de informações devem ir até o ITEP, e não ao presídio de Alcaçuz.

Saiba Mais

O secretário estadual de Segurança Pública e Defesa Social, Caio César Marques Bezerra, disse que durante a tarde as forças policiais, incluindo autoridades, soldados e peritos, entraram na penitenciária para realizar a contagem dos presos, a análise da extensão dos danos estruturais e avaliar a quantidade de vítimas mortas e feridas. Também foram feitas revistas nas celas e apreendidas armas caseiras. Um detento fugiu durante a rebelião, mas foi encontrado rapidamente.

Sobre as medidas para evitar um novo massacre, o secretário Virgolino disse que forças de segurança estão na unidade e o policiamento foi reforçado para a noite. “O período noturno exige mais cuidado para evitar que grupos rivais entrem em conflito. A vigilância foi reforçada dentro do presídio, nas guaritas e nos arredores da unidade.”, disse. Ele também informou que homens da Força Nacional estão reforçando a proteção do perímetro da unidade.

O secretário de segurança informou que amanhã haverá uma nova inspeção no presídio pelas forças policiais, incluindo tropa de choque e outras, que vão entrar de novo no local em busca de armas brancas que possam ter sido usadas nas execuções.

A Polícia Civil disse que esta semana serão instaurados os inquéritos para investigar as mortes.

Transferências

Sobre a transferência de líderes da rebelião para outros presídios, o secretário Bezerra disse que elas vão acontecer se houver necessidade, mas que ainda é cedo para se ter uma posição oficial. “As transferências serão realizadas de acordo com o resultado das investigações e vão ocorrer se for necessário”, falou.

 

Agência Brasil

 

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Medida Provisória mudou para ajudar empresa, diz MPF  - Crédito: Alan Marques / Folhapress / CP

Medida Provisória mudou para ajudar empresa, diz MPF

Operação Zelotes investiga influência da Gerdau junto a ex-ministro sobre regras tributárias

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      Inicialmente, a autoridade local havia informado 27 vítimas em coletiva de imprensa - Crédito: Andressa Anholete / AFP / CPPOLÍCIA

      Secretaria de Segurança confirma 26 mortos em rebelião

        Susepe lança edital de concurso para 620 vagas - Crédito: Susepe / Divulgação / CPGERAL

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          Queda de avião turco no Quirguistão mata pelo menos 37 pessoas  - Crédito: Vyacheslav Oseledko / AFP / CP ACIDENTE AÉREO

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          GRÊMIO

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            Zagueiro Klaus foi destaque do Juventude no Gauchão 2016 e na campanha que levou o clube para a Série B - Crédito: Lucas Uebel / Grêmio / Divulgação / CP memória

            INTER

            Inter acerta empréstimo do zagueiro Klaus por uma temporada

              Estádio de Cidreira não recebe jogos oficiais há dez anos - Crédito: Fabiano do Amaral

              FUTEBOL

              Cidreira quer recuperar seu estádio

              Frente fria trará instabilidade para o Rio Grande do Sul durante a segunda-feira - Crédito: Guilherme Testa

              PREVISÃO DO TEMPO

              Instabilidade se espalha pelo RS nesta segunda-feira

                Parlamentares se revoltam contra comentário de Trump e dizem que não vão à posse - Crédito: Drew Angerer / AFP / CP

                EUA

                Parlamentares dizem que não vão à posse de Trump

                  Dez presos procedentes de Guantánamo chegam a Omã - Crédito: Paul J. Richards / AFP / CP

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                    Primeira-ministra britânica divulgará detalhes sobre Brexit na terça-feira - Crédito: Dan Kitwood / AFP / CP

                    REINO UNIDO

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                     Elefantes foram retirados dos espetáculos em 2015 - Crédito: Emmanuel Dunand / AFP / CP

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                        Assalto ocorreu em outubro, quando Kim estava em Paris para a Semana de Moda  - Crédito: Angela Weiss / AFP / CP

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                          Evento segue até o dia 27 de janeiro - Crédito: Flavio Neves / Divulgação / CP

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                          7º Festival Internacional Sesc de Música começa nesta segunda em Pelotas

                             

                             

                            Stephane Peterhansel e seu co-piloto Jean Paul Cottret comemorando no pódio do Rally Dakar - Crédito: Eitan Abramovich / AFP / CP VÍDEO

                            Stéphane Peterhansel vence pela 13° vez Dakar

                            Galvão Bueno passa por problemas financeiros


                            Bem, amigos...

                            Por Mauricio Lima

                             

                            Galvão Bueno: 'Tenho contrato até depois da Copa de 2018. Não tenho motivos para parar agora'

                            Galvão Bueno: 'Tenho contrato até depois da Copa de 2018. Não tenho motivos para parar agora' (Marcelo Correa/VEJA)

                            Mesmo com um dos maiores salários da TV brasileira, o apresentador Galvão Bueno está com problemas financeiros. Apenas em um banco, sua dívida é de 30 milhões de reais.

                            Atualização: Galvão Bueno escreveu para a coluna. Um resumo do texto: “O O Grupo Galvão Bueno possui investimentos de longo prazo que demandam capital intensivo no período de sua implantação. A participação de capital de terceiros em paralelo ao próprio é, portanto, não só normal como determinante em negócios dessa natureza. A Bueno Wines (que tem operação própria e participação acionária em uma vinícola líder nacional) continua ampliando investimentos no mercado brasileiro de vinhos.⁠⁠⁠⁠

                             

                            Radar On-Line

                            Protesto contra a morte de policiais é organizado na Praia de Copacabana. Somente este ano, 9 já morreram