O presidente da Petrobras, Pedro Parente, divulga os dados sobre produção de petróleo no Brasil em 2016Cristina Indio do Brasil/Agência Brasil
A produção média de petróleo da Petrobras no Brasil, em 2016, teve um acréscimo de 0,75% na comparação com o ano anterior e chegou a 2.144.256 barris por dia. Segundo a estatal, o resultado ficou em linha com a meta definida em 2,145 milhões e representa um recorde histórico anual.
“Estamos muito felizes, porque é o segundo ano seguido que a empresa cumpre a meta de produção depois de uma série de anos em que metas de produção eram apenas uma referência, que se chegasse lá, ok, mas, se não chegasse, não tinha o menor problema. Nesta gestão, meta é uma coisa séria”, disse o presidente da Petrobras, Pedro Parente a jornalistas, durante encontro que teve a presença de toda a diretoria da estatal, na sede da companhia, no centro do Rio.
Na camada do pré-sal, a média anual no ano passado também registrou recorde, com a marca de 1,02 milhão de barris de óleo/dia, o que significou aumento de 33% em relação ao ano anterior.
No caso do gás natural, a companhia também apresentou recorde de 77 milhões de metros cúbicos (m³) diários. Se esse desempenho for incluído no balanço do ano, a produção total no país chega a 2,63 milhões de barris de óleo equivalente por dia, 1% acima do registrado em 2015, o que representa ainda mais um recorde no ano para a empresa.
Pedro Parente destacou ainda o desempenho da companhia em dezembro, quando também foram batidos alguns recordes. Entre eles, a produção média de petróleo no Brasil, que pela primeira vez superou a marca de 2,3 milhões bpd, sendo 3% a mais que o maior índice registrado em setembro do mesmo ano. Já a produção no dia 28 de dezembro chegou a 2,4 milhões de barris de óleo.
No mesmo mês, a produção de gás teve alta de 2% na comparação com novembro, atingindo volume de 81,8 milhões m³/dia, que, se considerado, eleva a produção de petróleo e gás natural no Brasil para 2,82 milhões de barris de óleo equivalente por dia, representando 6% a mais do que o registrado em igual mês do ano anterior.
“A gente tem a convicção, como já falamos reiteradas vezes, que a reputação se constrói na credibilidade, se constrói com promessas que são feitas e são cumpridas”, destacou o presidente da estatal.
A diretora executiva de Exploração e Produção da Petrobras, Solange Guedes, disse que a produção é uma referência importante para o fluxo de caixa da companhia e destacou que a empresa tem trabalhado com a boa prática da previsibilidade. A diretora chamou a atenção para o mês de dezembro, que para ela foi excepcionalmente bom. O recorde do dia 28 de dezembro, de acordo com Solange Guedes, é um marco que vai ficar por um bom tempo na história da Petrobras.
“Ele é um número superior à produção de várias empresas e nós atingimos esta marca em um dia só. Foi uma marca muito importante. Para completar, o que eu chamo de dias perfeitos, no dia seguinte, no dia 29, nós atingimos o recorde na produção operada do pré-sal”, ressaltou.
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Governo estuda conceder aeroportos de Congonhas e Santos Dumont à gestão privada
Pedro Peduzzi e Débora Brito - Repórteres da Agência Brasil
O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, dá entrevista após reunião do Núcleo de Infraestrutura, no Palácio do Planalto José Cruz/Agência Brasil
O ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Dyogo Oliveira, disse hoje (11) que o governo estuda incluir os aeroportos de Congonhas (SP) e Santos Dumont (RJ) no programa de concessões à iniciativa privada.
“As discussões dentro do governo são para a ampliação do programa de concessão. Congonhas e Santos Dumont estão na lista de discussão, juntamente a outros aeroportos”, adiantou o ministro após reunião do Núcleo de Infraestrutura, no Palácio do Planalto.
Além de aeroportos, mais trechos de rodovias e projetos de saneamento também deverão ser leiloados, segundo Oliveira.
Em março, o governo vai licitar a administração de quatro aeroportos: Fortaleza, Porto Alegre, Salvador e Florianópolis. A previsão é arrecadar no mínimo R$ 3 bilhões em outorgas com a concessão dos quatro terminais.
Piso salarial dos professores terá reajuste de cerca de 7,5%, calculam entidades
Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil
O Ministério da Educação (MEC) deve anunciar amanhã (12) o índice de reajuste do piso salarial dos professores de 2017 que, de acordo com cálculos de entidades educacionais, deverá ser de aproximadamente 7,5%. Com isso, o menor salário a ser pago a professores da educação básica da rede pública deve passar dos atuais R$ 2.135,64 para um valor entre R$ 2.285 a R$ 2.298. Uma reunião com com representantes dos estados, municípios e trabalhadores para discutir o assunto está marcada para amanhã. O encontro chegou a ser cancelado, mas foi confirmado na noite de hoje (11).
O piso salarial dos docentes é reajustado anualmente, seguindo aa regras da Lei 11.738/2008, a chamada Lei do Piso, que define o mínimo a ser pago a profissionais em início de carreira, com formação de nível médio e carga horária de 40 horas semanais. Pela lei, o anúncio do reajuste deve ser feito sempre em janeiro. O ajuste deste ano deverá ficar 1,2 ponto percentual acima dainflação de 2016, que fechou em 6,29%.
A reunião é a primeira do ano do Fórum Permanente para Acompanhamento da Atualização Progressiva do Valor do Piso Salarial Nacional, criado em 2015 com o objetivo de discurtir formas mais sustentáveis de pagar os professores. O Fórum é composto por representantes do MEC e por entidades como o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).
Crise
Para estados e municípios, em um contexto de crise orçamentária, o reajuste vai pesar nas contas. “Hoje, no Brasil, a grande dificuldade dos estados é conseguir responder às obrigações correntes. Temos pelo menos 15 estados que estão apresentando dificuldade para pagar os salários correntes, alguns precisam de renegociação de dívida com o governo federal”, afirma o diretor institucional do Consed, Antônio Neto. “Os estados estão apresentando dificuldade a qualquer tipo de reajuste do servidor público. Essa questão está diretamente ligada à dificuldade na arrecadação”.
Nos municípios, a situação é semelhante. “Nos dois últimos anos essa questão foi bastante complicada para os gestores municipais. O piso tem crescido, desde a criação, em velocidade maior que a inflação e maior que o crescimento real do Fundeb [Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação]”, diz o presidente da Undime, Alessio Costa Lima. Segundo ele, os municípios deverão apostar na gestão e reorganização das redes de ensino para cumprir o pagamento mínimo.
Para a CNTE, é preciso um esforço dos entes para garantir a qualidade da educação. “Precisa de muita determinação e muito compromisso com a educação por parte dos gestores públicos para entender que não vai ter educação de qualidade se não tiver professores e funcionários trabalhando com um salário decente. O reajuste deve ocorrer mesmo com toda a crise que possa estar acontecendo”, defende o presidente da confederação, Roberto Franklin de Leão.
Novas regras
Saiba Mais
- Mais da metade dos estados não paga o piso salarial aos professores, diz CNTE
- Professores no Brasil ganham menos que outros profissionais com a mesma formação
Nem estados e nem municípios negam a importância do reajuste a da valorização dos professores, fundamentais para a melhoria da qualidade da educação. Os gestores defendem, no entanto, uma revisão da lei do piso, para que haja critérios de reajuste "mais factíveis" aos entes e que permitam um reajuste também para o restante da carreira.
A lei vincula o aumento à variação ocorrida no valor anual mínimo por aluno definido no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Pela lei, os demais níveis da carreira não recebem necessariamente o mesmo aumento. Isso é negociado em cada ente federativo.
“Defendemos o piso nacional, mas defendemos um mecanismo que seja compatível e tenha sustentabilidade financeira. Algumas possibilidades foram discutidas, mas o cenário econômico é outro e requer sentar à mesa e chegar a um reajuste compatível com a economia”, diz Lima. “Se não estabelecermos fontes claras de financiamento para que possamos organizar a educação do Brasil poderemos perder o bonde da história”, acrescenta Neto.
Já a CNTE defende a manutenção das regras atuais, que favorecem ganhos reais aos professores e a valorização desses profissionais. "De jeito nenhum vamos levar à reunião alguma proposta de mudança da lei”, diz Leão.
Valorização dos professores
Em 2009, quando a Lei do Piso entrou em vigor, o pagamento mínimo para professores passou de R$ 950 para R$ 1.024,67, em 2010, e chegou a R$ 1.187,14 em 2011. No ano seguinte, o piso passou a ser R$ 1.451. Em 2013, subiu para R$ 1.567 e, em 2014, foi reajustado para R$ 1.697. Em 2015, o valor era R$ R$ 1.917,78. Na série histórica, o maior reajuste do piso foi registrado em 2012, com 22,22%. No ano passado, o reajuste foi de 11,36%.
Apesar do crescimento, atualmente, os professores recebem o equivalente a 54,5% do salário das demais carreiras com escolaridade equivalente. A melhoria da remuneração dos professores faz parte do Plano Nacional de Educação (PNE), lei que prevê metas para a educação até 2024. Até 2020, os docentes terão que ter rendimento equiparado ao dos demais profissionais com escolaridade equivalente.
Falta de dados
Não há oficialmente um levantamento que mostre com exatidão o valor da remuneração dos professores da rede pública no país, tanto nos estados, quanto nos municípios. No ano passado, a CNTE divulgou um levantamento no qual mostra que mais da metade dos estados brasileirosnão cumpre o salário estipulado na Lei do Piso. Eram 14 os estados que pagam aos professores menos do que os R$ 2.135,64 por mês.
Para buscar mais transparência, o Ministério Público Federal assinou um acordo com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para disponibilizar um sistema que estados e municípios possam informar o salário de cada professor. O cronograma para a implementação desse sistema vai até agosto de 2017.
Trump admite que Rússia está por trás da invasão de hackers na eleição dos EUA
José Romildo - Correspondente da Agência Brasil
A pouco mais de uma semana de sua posse como novo presidente dos Estados Unidos, o bilionário Donald Trump admitiu, pela primeira vez, que a Rússia está por trás da invasão dos computadores do Comitê Eleitoral do Partido Democrata por “hackers”, durante a campanha presidencial.
Ele também afirmou que pretende iniciar imediatamente a construção de um muro separando o México dos EUA e que o país vizinho vai "reembolsar" os custos com a obra. "Eu não quero esperar um ano e meio até que eu faça o meu acordo com o México", disse, ao comentar sobre a possível data do reembolso, explicando que o pagamento será feito provavelmente através de um "imposto" e não pela quitação em dinheiro.
Tensão e ação de hackers
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Um momento de tensão, durante a entrevista, foi quando Trump se negou a responder à pergunta de um jornalista da rede de televisão CNN. "Sua organização é terrível. Quieto. Calma. Não seja rude", disse Trump ao repórter.
Na primeira entrevista desde que ganhou as eleições, transmitida ao vivo em rede nacional de televisão do seu escritório na Trump Tower, no centro de Nova York, o magnata considerou um "absurdo" as alegações, segundo ele infundadas, de que a Rússia tem informações pessoais e financeiras comprometedoras sobre ele. "Isso é algo que a Alemanha nazista teria feito", destacou.
Entretanto, ao admitir que houve espionagem nos computadores do Comitê Eleitoral Democrata, ele disse que não apenas a Rússia, mas também outros países fizeram ações similares. "No que diz respeito à pirataria, acho que foi a Rússia, mas também acho que fomos atacados por outros países, outras pessoas", disse Trump, citando um suposto hackeamento (invasão de computadores) feito pela China.
No final de agosto de 2015, o Comitê Nacional Democrata e a empresa de cibersegurança contratada para investigar o caso anunciaram que houve uma violação em seus computadores feita por dois grupos de ciberespionagem. Segundo a CNN, um deles conseguiu entrar no sistema do comitê do partido um ano antes da divulgação do fato e monitorou as comunicações internas, incluindo as contas de e-mail. Outro grupo entrou no sistema com um alvo apenas: a pesquisa dos democratas sobre o rival republicano Donald Trump.
Obamacare
Trump também fez duras críticas ao Obamacare, programa lançado pelo presidente Barack Obama que expande a assistência médica para pessoas de baixo poder aquisitivo. Segundo ele, o "Obamacare é um completo e total desastre", afirmando que no novo governo, "haverá cuidados na área de saúde", mas não deu detalhas sobre como isso será feito. Ele acrescentou que o sistema Obamacare aumentou os prêmios dos planos de saúde e as franquias também ficaram mais altas.
Sobe para 48 número de casos suspeitos de febre amarela em Minas Gerais em 2017
Aline Leal - Repórter da Agência Brasil
Subiu de 23 para 48 o número de pessoas com suspeita de febre amarela em Minas Gerais nos primeiros dias de 2017. Do total de registros, 16 são casos prováveis da doença, cujos pacientes apresentaram quadro clínico suspeito e o resultado de um primeiro exame deu positivo para o vírus. O boletim foi divulgado hoje (11) pela Secretaria de Saúde do estado.
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Entre os caso suspeitos de febre amarela, foram notificados 14 óbitos suspeitos, sendo que oito também tiveram um primeiro exame positivo para o vírus.
O governo mineiro, em parcerIa com o Ministério da Saúde, anunciou medidas adotadas em surtos da doença, como vacinação domiciliar e mudança da idade mínima para a imunização de nove meses de idade para seis. A orientação é que todos que moram no estado se imunizem contra a doença.
No Brasil, o vírus da febre amarela é transmitido por mosquitos silvestres. Os sintomas iniciais da doença são calafrios, dor de cabeça, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. Em casos graves, a pessoa pode desenvolver febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos. O índice de mortalidade, em estágio grave, alcança de 20% a 50% dos doentes.