Após 16 anos, Bernardinho deixa comando da seleção masculina de vôlei

Rio de Janeiro - O Brasil venceu hoje, por 3 sets a 0, a Itália e conquistou a terceira medalha de ouro olímpica no vôlei de quadra masculino (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Bernardinho será substituido pelo ex-jogador da seleção Renan Dal ZottoFernando Frazão/Agência Brasil

Depois de quase 16 anos à frente da seleção brasileira masculina de vôlei, o técnico Bernardo Rocha de Rezende, o Bernardinho, deixou o cargo nesta quarta-feira (11). Seu substituto, apresentado oficialmente pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), é o ex-jogador da seleção Renan Dal Zotto, que fez parte da chamada "geração de prata" do voleibol brasileiro junto com outros atletas  famosos como Montanaro, William, Bernard, o próprio Bernardinho e Carlão.

Segundo informou o diretor de seleção da CBV, Radamés Lattari, “Bernardinho agradeceu o convite para continuar como treinador, mas preferiu ter um tempo agora para se dedicar um pouco mais à família, às coisas dele, e ele vai continuar colaborando da melhor forma que julgar com o trabalho do Renan, que foi escolhido pelo presidente Toroca (Walter Pitombo Laranjeiras) como novo treinador”.

Lattari assegurou que não haverá novas modificações nas seleções. José Roberto continua técnico da seleção feminina brasileira de vôlei e Renan assume a seleção masculina a partir de hoje.

Carreira

Bernardinho chegou ao comando da seleção masculina em maio de 2001, às vésperas da Liga Mundial daquele ano – da qual sairia campeão. Antes, foi técnico da seleção feminina de vôlei, time com o qual conquistou duas medalhas olímpicas de bronze: em Atlanta em 1996 e em Sydney, em 2000.

Nos últimos anos, somou mais de 30 títulos como técnico da equipe masculina. Bernardinho conquistou dois ouros olímpicos: em 2004, em Atenas e 2016, no Rio de Janeiro. Também levou duas pratas em 2008 e 2012 e três títulos mundiais: 2002, 2006 e 2010, além de oito Ligas Mundiais.

Como técnico da seleção masculina, Bernardinho disputou todas as finais olímpicas e mundiais nos últimos 16 anos.

 

Agência Brasil

 

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Selic caindo

Getty Images

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu cortar a taxa básica de juros (Selic) em 0,75 ponto percentual, para 13% ao ano. Esta é a terceira redução seguida da taxa e a maior em quase cinco anos.
Nas duas últimas reuniões, o Banco Central optou por um corte de 0,25 ponto percentual, derrubando a taxa de 14,25% para 13,75% ao ano. Leia mais

 

Melhor do que o esperado

Getty Images

Depois de fechar 2015 em quase 11%, a inflação desacelerou e terminou 2016 em 6,29%. O índice ficou dentro do limite da meta estipulada pelo governo, que era de 4,5% com dois pontos percentuais de tolerância.
O resultado foi melhor do que o esperado pelo governo Temer, pelo mercado e pelo FMI. Os dados são do IBGE. Leia mais

 

Governo comemora

Charles Sholl/Futura Press/Estadão Conteúdo

O presidente Michel Temer comemorou os dados da inflação em 2016, que fechou no limite máximo da meta do governo, com 6,29%.
Segundo ele, o resultado mostra que o governo está no caminho certo. Leia mais

 

Presos envolvidos em chacina em Manaus são transferidos para prisões federais

 

Alex Rodrigues - Repórter da Agência Brasil

Dezessete presos foram transferidos hoje (11) de estabelecimentos prisionais do Amazonas para presídios federais de segurança máxima. Segundo o Comitê Estadual de Gerenciamento de Crise do Sistema Penitenciário, que reúne representantes dos órgãos do sistema de Segurança Pública e de Administração Penitenciária, os detentos remanejados são suspeitos de ter comandado e participado dos assassinatos de pelo menos 60 internos do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) e da Unidade Prisional do Puraquequara (UPP) nos primeiros dias do ano.

Saiba Mais

As transferências foram autorizadas pela Justiça Federal. Quatorze presos cumpriam pena no Compaj e três na UPP. As autoridades públicas estaduais não confirmaram àAgência Brasil para quais presídios federais cada preso foi levado. Veja abaixo a relação nominal dos 17 transferidos.

Entre os presos transferidos está Márcio Ramalho Diogo. Conhecido pelo apelido de Garrote, Diogo já havia sido citado pelo titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros, delegado Ivo Martins, como um dos primeiros sete primeiros detentos identificados como “autores intelectuais e também materiais” da chacina do Compaj. Além disso, já em 2015, quando deflagrou a operação La Muralla, uma das maiores ações contra o tráfico de drogas já realizadas no Brasil, a Polícia Federal identificou Diogo como um dos líderes da facção criminosa Família do Norte, que disputa o controle do narcotráfico na região Norte do país. Garrote aparece em uma foto tirada pelos próprios presos, dentro de uma cela do Compaj, exibindo armas e comemorando o assassinato de presos de uma organização rival.

Mutirão

Nesta quinta-feira (12), um grupo de defensores públicos e de servidores do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) vai começar a fazer um diagnóstico para catalogar o número de processos judiciais de presos do Amazonas. Segundo o defensor público geral do estado, Rafael Barbosa, o diagnóstico servirá para definir a estrutura e o pessoal necessários para a realização de um mutirão de revisão dos processos de detentos do sistema prisional amazonense. O mutirão deverá avaliar os processos de presos, dos regimes fechado e provisório, e identificar em quais há a possibilidade de progressão de regime ou aplicação de penas alternativas para aqueles que cometeram crimes sem violência ou grave ameaça.

 

Agência Brasil

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