Toffoli: prazo para devolver ação que restringe linha sucessória não começou

O gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli informou nesta sexta-feira (2) que ainda não iniciou a contagem do prazo para devolução do processo que pode impedir o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), de continuar no comando da Casa.

No mês passado, Toffoli pediu vista da ação que pretende impedir parlamentares que são réus em ações penais de ocupar a presidência da Câmara dos Deputados ou do Senado. Até o momento, há maioria de seis votos pelo impedimento, mas o julgamento não foi encerrado em função do pedido de vista do ministro.

A manifestação de Toffoli foi motivada por críticas sobre sua atuação no caso, principalmente após a decisão proferida pela Corte ontem (1º), que tornou Renan Calheiros réu pelo crime de peculato.

Em nota, a assessoria de Toffoli disse que o processo ainda não chegou ao seu gabinete, e, dessa forma, "o prazo para devolução da vista ainda não se iniciou.”

“O gabinete do ministro Dias Toffoli comunica que não recebeu os autos da ADPF 402 e, por essa razão, nos termos do Artigo 1º da Resolução do STF nº 278, de 15 de dezembro de 2003, que regulamenta o Artigo 134 do Regimento Interno, o prazo para devolução da vista ainda não se iniciou”, diz a nota.

De acordo com Regimento Interno do STF, o ministro que pede vista de um processo deve devolver o caso para julgamento até a segunda sessão ordinária subsequente. Na prática, o processo deve ser liberado em até duas semanas. O pedido de vista foi feito no dia 3 de novembro.

No andamento eletrônico dos processos do Supremo consta que a ação está no gabinete do ministro Marco Aurélio, relator do processo, que votou a favor do impedimento.

Julgamento

No mês passado, a Corte começou a julgar a ação na qual a Rede pede que o Supremo declare que réus não podem fazer parte da linha sucessória da Presidência da República. A ação foi protocolada pelo partido em maio, quando o então presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) tornou-se réu em um processo que tramitava no STF.

Até o momento, votaram o relator, ministro Marco Aurélio, e os ministros Edson Fachin, Teori Zavascki, Rosa Weber, Luiz Fux e Celso de Mello.

Após ser informado de que Toffoli havia divulgado a nota, Marco Aurélio enviou o processo para o gabinete do ministro. O processo ficou parado desde o dia 3 de novembro.

Em nova nota, o gabinete de Toffoli confirma que recebeu o processo e informa que o ministro tem até o dia 21 de dezembro para liberar o voto-vista. O recesso de fim de ano no Supremo começa no dia 20 dezembro. Renan deixa a presidência do Senado no início de fevereiro, após cumprir mandato de dois anos, quando a Corte retorna ao trabalho.

 

Agência Brasil

 

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Aviões da FAB com corpos de vítimas do acidente da Chapecoense deixam a Colômbia

 

Aline Leal - Repórter da Agência Brasil

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Os três aviões da Força Aérea Brasileira (fAB) que estavam na Colômbia para o resgate de vítimas do acidente com o avião da Chapecoense deixaram, no fim da tarde desta sexta-feira (2) a Base Aérea de Rionegro, em direção a Chapecó (SC), levando 56 corpos. Antes do destino final, haverá uma parada em Manaus, para abastecimento e para o desembaraço alfandegário.

Antes do embarque dos corpos, houve uma cerimônia religiosa na Base Aérea, celebrada por um padre colombiano. A previsão é que os aviões cheguem às 8h deste sábado (3) em Chapecó.
O velório coletivo de 51 das 71 vítimas do acidente será logo em seguida, no estádio do clube alviverde, a Arena Condá.

 

Agência Brasil

 

 

Chapecoense: parentes de vítimas vão receber Ordem do Mérito Desportivo

 

Paulo Victor Chagas – Repórter da Agência Brasil

O Palácio do Planalto informou que o presidente Michel Temer entregará a Ordem do Mérito Desportivo às famílias das vítimas da queda do avião com a equipe da Chapecoense, na última terça-feira (29). A cerimônia, marcada para a manhã deste sábado (3), ocorrerá no aeroporto de Chapecó (SC).

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A homenagem será prestada ao time de futebol e às 77 pessoas que estavam na aeronave, das quais 71 morreram. De acordo com o Planalto, a medalha é um reconhecimento do governo e do povo brasileiro pelos serviços prestados ao país pelas vítimas da tragédia. A lista com os nomes dos homenageados foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União de hoje (2).

A entrega da Ordem do Mérito Desportivo ocorrerá durante a cerimônia de honras fúnebres, após o desembarque dos aviões da Força Aérea Brasileira, que leverão os corpos das vítimas da Colômbia para a cidade catarinense.

Até o momento, a previsão é de que o presidente Temer não participe do velório coletivo, que ocorrerá na Arena Condá, o estádio da Chapecoense.

Cerca de 900 jornalistas de diversos países são esperados para a cobertura das homenagens no estádio.

 

Agência Brasil

 

Renan é fator de instabilidade

Por Mario Sabino

Renan Calheiros é um peemedebista acima dos partidos, embora não de qualquer suspeita. Ele ganhou projeção nacional cevado por Fernando Collor (a quem chamava de “príncipe herdeiro da corrupção” nos inícios alagoanos), Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma Rousseff. Hoje, sob Michel Temer, continua a vender-se — também como garantidor da “governabilidade”.

Quando converso com políticos graúdos de quase todos os partidos, Renan Calheiros é uma unanimidade ao avesso da que conquistou entre os cidadãos brasileiros. Desde a queda do poste de Lula, tais políticos me dizem que ele é ainda mais essencial para a manutenção da estabilidade política. Renan Calheiros também teria passado a ser fundamental para a aprovação das reformas econômicas de que o país tanto precisa para sair do buraco. Eu desconfio de que foram esses os argumentos que levaram Dias Toffoli a pedir vista no processo que tiraria Renan Calheiros da presidência do Senado se ele virasse réu no STF, como acabaria ocorrendo ontem. Graças a Dias Toffoli, Renan Calheiros presidirá os trabalhos senatoriais até fevereiro.

A proteção em torno de Renan Calheiros, contudo, começa a mostrar buracos. Ele passou vexame ao tentar aprovar requerimento de urgência para votar no Senado o AI5 do Crime Organizado que a Câmara sacou para tentar afundar a Lava Jato. No dia seguinte, o STF o transformou em réu no inquérito que apura o recebimento de propina da Mendes Júnior para pagar a pensão da filha que teve com Mônica Velloso. Um dos doze que aguardam decisão, se não perdi a conta. E ainda temos ali na esquina a delação da Odebrecht.

A verdade é que Renan Calheiros, acuado por seus rolos intermináveis na Justiça, é fator crescente de instabilidade tanto política quanto econômica. Com Renan Calheiros, é impossível higienizar o sistema. Com Renan Calheiros, é impossível garantir segurança jurídica a investidores. Como a sua blindagem enfraqueceu e ele vem dando sinais de perda de controle, o perigo que representa aumentou.

Renan Calheiros tem de ser saído o quanto antes do Senado. Mesmo fora da presidência da Casa, ele é um risco.

 

 

Reunião de Pauta: Sérgio Moro levita

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Dárcy Vera
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Em 2018, assistiremos a um duelo de Pindamonhangaba. Diz o Valor: "A sucessão hoje parece passar por Pindamonhangaba, terra natal..." [leia mais

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Mãe de goleiro diz que vive pesadelo e que Chapecoense é que precisa de apoio

 

Daniel Isaia – Correspondente da Agência Brasil*

Mãe do goleiro Danilo da Chapecoense, dona Ilaíde Padilha

Mãe do goleiro Danilo da Chapecoense, dona Ilaíde PadilhaDaniel Isaia/Agência Brasil

O goleiro Danilo Padilha, uma das vítimas do acidente aéreo ocorrido na última terça-feira (29), na Colômbia, era um dos grandes ídolos da torcida da Chapecoense. Poucos dias antes da tragédia, o atleta já havia conseguido em definitivo seu lugar no coração do torcedor, ao protagonizar uma defesa considerada "milagrosa", nos últimos minutos da partida contra o San Lorenzo, da Argentina, em plena Arena Condá — lance que garantiu a classificação do time catarinense para a final da Copa Sul-Americana.

Na tarde de hoje (2), a mãe do herói chapecoense, Ilaíde Padilha, conhecida como dona Ilaíde, foi até o estádio do clube e fez questão de conversar com os jornalistas. Ela andou pelo gramado da Arena Condá acompanhada por uma psicóloga da prefeitura de Chapecó e pelas duas filhas. Após cada entrevista concedida, a mãe de Danilo fez questão de abraçar cada repórter com quem conversou.

“Estou vivendo um pesadelo, ainda. Eu acho que ele vai voltar da Colômbia, mas não dentro de um caixão. Eu acho que ele vai voltar com um bom resultado e que, na semana que vem, eu vou a Curitiba vê-lo jogar a final e aplaudi-lo. Por isso, estou em pé, disse dona Ilaíde, com delicadeza. “O Danilo é o meu filho amado, é o meu anjo. Onde quer que ele esteja, está me abraçando e me segurando. É ele quem está me mantendo aqui. Meu anjo, meu ídolo e meu herói”, desabafou.

Ao perceber que um dos jornalistas presentes era colombiano, a mãe do ídolo chapecoense revelou que o momento de maior angústia, no dia do acidente, foi quando recebeu um telefonema das autoridades do país vizinho. “Foi quando me ligaram pedindo descrições do Danilo para identificar o meu filho e, depois, desligaram o telefone na minha cara, sem falar nada. Tudo bem, eu entendo que a pessoa provavelmente não tinha permissão para me falar se era ele, ou se não era. Mas foi o momento mais difícil”, afirmou, sem demonstrar rancor.

Logo em seguida, dona Ilaíde comentou a homenagem que os colombianos fizeram em Medellín, na noite de quarta-feira (30), quando ocorreria o jogo entre Atlético Nacional e o Chapecoense. “Tenho que agradecer aquele momento. Vocês demonstraram um espírito de humanidade para conosco de uma forma grandiosa. Quando eu vejo aquelas imagens, me arrepio. É impossível não agradecer à Colômbia por isso.”

Ela não assistiu, entretanto, à homenagem que ocorreu na mesma noite, em Chapecó, quando Danilo foi ovacionado pela torcida na Arena Condá. Naquela data, ela ainda estava em Cianorte (PR), onde mora. “A minha filha, que assistiu, falou: ‘mãe, eu arrepiei toda. Quando a foto do Danilo apareceu, e a torcida inteira gritou o nome dele, eu desmontei’. Então, foi bom que eu ainda não tenha visto. Eu quero ver isso com calma, depois, em um momento oportuno.”

Ilaíde Padilha também fez questão de agradecer ao apoio que está recebendo da população de Chapecó. “A cidade estava abraçada com esses jogadores. Você saía de casa, e eles estavam lá abraçados com os meninos na rua. O povo de Chapecó é muito acolhedor. E é a torcida maravilhosa que acolheu o Danilo como um ídolo”, ressaltou.

A mãe do goleiro chapecoense ainda encontrou espaço para declarar um arrependimento aos microfones da imprensa. Ela lembrou ter afirmado, nos últimos dias, que não havia recebido um único telefonema do clube catarinense para oferecer apoio à família. “Mas agora, percebi que era eu quem tinha que dar apoio à Chapecoense, porque não sobrou quase nada do clube aqui. Essas pessoas que sobraram, somos nós, que precisamos abraçá-las, porque elas também estão perdidas.”

 

Agência Brasil

 

 

Torcedores do Atlético Nacional se unem à vigília no estádio da Chapecoense

 

Daniel Isaia - Enviado especial

Os colombianos Daniel Ojeda e Fernando Bola o se unem aos torcedores que fazem vigília no estádio da Chapecoense

Os colombianos Daniel Ojeda e Fernando Bolaño se unem aos torcedores que fazem vigília no estádio da ChapecoenseDaniel Isaia/Agência Brasil

Desde o acidente aéreo da última terça-feira (29), as arquibancadas da Arena Condá, estádio da Chapecoense, se transformaram em um local de vigília dos torcedores do clube. O grupo de pessoas que compartilha da tristeza pela morte de tantos ídolos ganhou hoje (2) o reforço de dois colombianos, torcedores do Atlético Nacional de Medellín — clube contra quem a Chape iria jogar na quarta-feira (30) pela final da Copa Sul-Americana.

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“Ao tomarmos conhecimento da tragédia, não pudemos deixar de nos colocar no lugar dos nossos irmãos da Chapecoense. Tomamos a decisão de vir até aqui para prestar uma ajuda, ou apenas para mostrar a essas pessoas que estamos com elas”, afirmou Daniel Ojeda. Ele disse que está acostumado a viajar com o amigo Fernando Bolaño para torcer pelo time de Medellín em competições internacionais. Ambos pretendiam assistir à partida decisiva em Chapecó.

Na Arena Condá, a dupla foi recebida com carinho pelos catarinenses, que fizeram questão de agradecê-los pela homenagem que os colombianos prestaram aos mortos no acidente. Na noite de quarta-feira, dezenas de milhares de pessoas lotaram o estádio onde seria a partida entre as equipes colombiana e brasileira, em memória das vítimas da tragédia.

Os dois torcedores do Atlético Nacional contaram que o time da Chapecoense também foi lembrado em Bogotá, onde moram. “Fizemos homenagens por todo o país. Nós, colombianos, gostamos muito de futebol e somos muito carinhosos também”, afirmou Bolaño. Ele pediu que os brasileiros vejam o povo da Colômbia como irmãos, e não com a ideia preconceituosa de que são todos envolvidos com o narcotráfico.

Em Chapecó, os amigos reforçaram as intenções manifestadas pelo Atlético Nacional de Medellín de que seja feita uma parceria entre o clube colombiano e a Chapecoense para ajudar o time brasileiro a se reerguer. “Nós somos representantes da nação Verdolaga. Estamos conectados pelas nossas cores, verde e branco. Acima de tudo, somos irmãos”, disse Bolaño.

 

Agência Brasil

 

 

Cerca de 900 jornalistas de 14 países cobrirão velório coletivo da Chapecoense

 

Daniel Isaia - Enviado Especial

Cerca de 900 profissionais de imprensa de 14 países se credenciaram para trabalhar na cobertura do velório coletivo das vítimas do acidente aéreo da última terça-feira (29), na Arena Condá, em Chapecó (SC). Além disso, segundo a administração da Chapecoense, outros 800 pedidos de credenciamento foram feitos por e-mail. A cerimônia acontece amanhã de manhã, quando os corpos das vítimas devem chegar a Chapecó.

uplink, carro de transmissão, unidade móvel de transmissão

Carros de transmissão de televisão se preparam para cobertura de velório coletivoDaniel Isaia / Agência Brasil

O entorno da Arena Condá, estádio do clube catarinense, está lotado de veículos de imprensa e carros com equipamentos para transmissão de som e imagens. As principais empresas de comunicação de Santa Catarina, com sede em Florianópolis, enviaram os âncoras dos telejornais para transmitirem os programas direto do estádio da Chapecoense.

O portão que dá acesso às arquibancadas e ao gramado é compartilhado por jornalistas e moradores da região que vêm até a Arena Condá para prestar homenagens aos integrantes da delegação da Chapecoense que morreram no acidente. Nessa área comum, os profissionais de imprensa coletam boa parte dos depoimentos dos torcedores que são publicados e transmitidos para todo o mundo.

Amanhã, durante a cerimônia, os jornalistas terão acesso limitado ao gramado, onde os corpos serão velados. A intenção dos organizadores é permitir aos familiares e amigos das vítimas que tenham a privacidade respeitada.

Emoção

Desde os primeiros dias após a tragédia, jornalistas de vários países acompanham de perto a comoção e a tristeza que tomou conta da cidade catarinense. Nas entrevistas coletivas, as perguntas dos profissionais brasileiros se intercalam com indagações em vários idiomas, especialmente em espanhol e francês.

O correspondente da Televisión Española (TVE) no Rio de Janeiro, Marcos López, manifestou sua emoção de fazer essa cobertura desde quarta-feira. “Eu fui jornalista esportivo durante muito tempo, então essa tragédia me atingiu de uma forma horrível. Durante a homenagem aqui na Arena Condá, na noite de quarta-feira, eu chorei muito enquanto trabalhava”, contou

López disse ter ficado impressionado com a relação íntima que existe entre a Chapecoense e os moradores de Chapecó: “Como é uma cidade pequena, eu vi que as pessoas conheciam os jogadores. Não é como em São Paulo ou no Rio, onde os atletas são estrelas inacessíveis. Aqui, eles eram parte da família”.

O jornalista apontou a necessidade de tomar cuidado para não aumentar os fatos. “Isso já é uma tragédia. O jornalista não pode ir além disso para fazer sensacionalismo. As imagens falam por si, não se pode ir além disso”, afirmou López.

 

Agência Brasil

 

IBGE: negros são 17% dos mais ricos e três quartos da população mais pobre

 

Isabela Vieira - Repórter da Agência Brasil

Entre 2005 e 2015, aumentou o número de negros entre os brasileiros mais ricos, de 11,4% para 17,8%. Apesar disso, a população branca ainda é maioria – oito em cada dez – entre o 1% mais rico da população. Entre os mais pobres, por outro lado, três em cada quatro são pessoas negras, segundo informou hoje (2) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mais da metade da população brasileira (54%) é de pretos ou pardos (grupos agregados na definição de negros), sendo que a cada dez pessoas, três são mulheres negras.

Falta de saneamento básico ainda é desafio para enfrentar a epidemia de zika e o combate ao mosquito Aedes Aegypti

Para a população negra, saneamento básico melhorou  mais  pontos  percentuais  que  o

da  população  branca     Imagens/TV Brasil

De acordo com a Síntese de Indicadores Sociais - Uma análise das condições de vida da população brasileira, o rendimento está relacionado à escolaridade, de difícil acesso à população negra. Em 2015, apesar de o número de negros cursando o ensino superior ter dobrado, influenciado por políticas de ações afirmativas, somente 12,8% dessa população chegou ao nível superior, enquanto os brancos de nível superior eram que 26,5% do total no mesmo ano.

A dificuldade de os negros conseguirem entrar em uma faculdade reflete altas taxas de evasão escolar ainda no ensino fundamental, por causa das altas taxas de repetência ao longo da vida. Porém, as condições em que vivem também dificultam a escolarização.

A pesquisa do IBGE revela que pessoas pretas e pardas têm mais probabilidade de viver em lares em condições precárias, sem acesso simultâneo a água, esgoto e coleta de lixo, em relação à população que se declara branca. Em mais da metade das casas, negros também não têm máquinas de lavar roupa, presente em três a cada dez lares de pessoas brancas.

Saiba Mais

Apesar das desigualdades, o IBGE revela que essas condições melhoraram nos últimos anos. No caso do saneamento, o percentual de lares negros atendidos subiu de 44,2% para 55,3%, enquanto o atendimento em lares brancos aumentou de 64,8% para 71,9%.

O IBGE destacou também que o serviço de iluminação está universalizado, cobrindo 99,96% do país. Em 2015, a cobertura chegava a 83,5% das casas, principalmente em áreas urbanas.

De acordo com o especialista do IBGE André Simões, as desigualdades no acesso a serviços e ao ensino de qualidade – como a educação privada, onde a repetência é menor – espelham questões estruturais do país que datam da colonização. Para que a qualidade de vida do brasileiro melhore como um todo, ele defende políticas públicas focadas nos grupos desfavorecidos.

“A população preta ou parda vem ampliando o acesso à educação e saúde, mas há uma herança histórica muito grande, e isso indica que as políticas públicas devem continuar a focar, principalmente, nesse grupo”, disse o pesquisador. “Um país como o Brasil necessita de medidas específicas para corrigir essa desigualdade, esse é um ponto que deve ser frisado”.

O IBGE também perguntou sobre a situação do domicílio, se próprio ou alugado e, apesar da pequena diferença, maior proporção de negros que brancos vive de aluguel, em imóveis cedidos ou em outra condição. Os donos do próprio imóvel são quase o mesmo tanto.

Mais crianças na extrema pobreza

Entre os mais jovens, a Síntese de indicadores também destaca que, por conta da piora no cenário econômico entre 2014 e 2015, aumentou o percentual de crianças até 4 anos vivendo com até um quarto do valor do salário mínimo, de 15,2% para 17,6%. Mesmo assim, a situação é melhor que em 2005, quando quase quatro em cada dez crianças nessa idade vivam com cerca de R$ 200. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) classifica famílias que vivem com até um quarto de salário mínimo per capita como famílias de extrema pobreza.

Na década, a melhoria das condições de vida dessas crianças, cuja maioria é de pretas ou pardas, está relacionada ao aumento real dos salários e programas sociais de transferência de renda, de acordo com relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), citado pelo IBGE.

 

Agência Brasil

Polícia Federal indicia Sérgio Cabral e mais 15 pessoas na Operação Calicute

A Polícia Federal (PF) concluiu nesta sexta-feira (2) o inquérito da primeira fase da Operação Calicute, que investigou crimes de corrupção na gestão do ex-governador Sérgio Cabral, atualmente preso no Complexo Prisional de Bangu.

Foram indiciadas 16 pessoas por crimes que incluem corrupção passiva e ativa organização criminosa e lavagem de dinheiro. A PF ainda vai instaurar outros inquéritos para aprofundar as investigações.

Segundo apurado nas investigações, os crimes chegam a R$ 220 milhões, valor pago por grandes empreiteiras como propina para garantir obras públicas. Na casa de Cabral, foram apreendidas joias no valor estimado de R$ 2 milhões. O ex-governador foi preso dia 17 de novembro.

Foram indiciados Sérgio Cabral Filho e sua esposa, Adriana Ancelmo, além de Wilson Carlos Cordeiro da Silva Carvalho, Carlos Emanuel de Carvalho Miranda, Luiz Carlos Bezerra, Hudson Braga, Wagner Jordão Garcia, José Orlando Rabello, Carlos Jardim Borges, Pedros Ramos de Miranda, Luiz Alexandre Igayara, Paulo Fernando Magalhaes Pinto Gonçalves, Luiz Paulo dos Reis, Alex Sardinha da Veiga, Rosângela de Oliveira Machado Braga e Jessica Machado Braga.

 

Agência Brasil

 

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Cerimônia no estádio deve durar duas horas - Crédito: Cristiano Munari / Especial / CP

Chapecó se prepara para velar vítimas de acidente na Colômbia

Torcedores já aguardam para cerimônia no estádio Arena Condá

Chapecó vela vítimas de acidente na Colômbia - Crédito: Douglas Magno / AFP / CP

AO VIVO

Acompanhe a cobertura da cerimônia coletiva em Chapecó

    Jogador será velado na Arena Condá, mas depois terá cerimônia própria em Pelotas - Crédito: Angélica Silveira / Especial CP

    Pelotas homenageia volante Josimar no campo em que começou a jogar

      Sobrevivente do acidente com o voo da Chape, Ximena Suárez se recupera perto de Medellín - Crédito: Facebook / Reprodução CP

      “Não consigo explicar a dor”, desabafa aeromoça

        Gestores estaduais buscam garantias para encontrar recursos para investimentos - Crédito: Beto Barata / PR / Divulgação CP

        Condição de Brasília para empréstimos revolta estados

        Gestores estaduais buscam garantias para encontrar recursos para investimentos

          Prefeito de Porto Alegre alegou crise financeira para medida - Crédito: Alina SouzaPORTO ALEGRE

          Fortunati confirma atraso no pagamento do 13º dos servidores

            Encontro entre Fortunati, Schirmer e Pujol ocorreu nesta sexta-feira  - Crédito: Ricardo Giusti

            Fortunati e Schirmer discutem segurança da Redenção com Comando Militar

              PARCELAMENTO

              Governo do RS credita mais R$ 350 na conta de servidores

                Porto Alegre deve ter chuva neste sábado - Crédito: Guilherme Testa

                PREVISÃO DO TEMPO

                Chuva avança sobre o Rio Grande do Sul neste sábado

                Técnico do Inter garante dedicação dos atletas nos treinos para fazer o melhor na última rodada - Crédito: Ricardo Duarte/Inter/Divulgação CPINTER

                "Estou me preparando para o jogo", garante Lisca

                Chapecoense recebeu a taça de campeão da Copa Sul-Americana 2015 - Crédito: Raul Arboleda / AFP / CPFUTEBOL

                Santá Fé entrega taça da Copa Sul-Americana a Chapecoense

                PITLANE

                Nico Rosberg se aposenta da Fórmula-1

                Alex conversou com jornalistas na saída de campo do Beira-Rio - Crédito: Ricardo Duarte / Inter / Divulgação / CP Memória

                INTER

                Jogadores aceitam rebaixamento em caso de cancelamento, diz Alex

                Presidente João Martorelli pediu que todos os clubes doem as bilheterias da última rodada para a Chapecoense - Crédito: Sport / Divulgação / CP

                BRASILEIRÃO

                Sport irá doar renda da partida contra o Figueirense para a Chapecoense

                  Grêmio prioriza parte física nesta sexta - Crédito: Lucas Uebel / Grêmio / Divulgação / CP FINAL DA COPA DO BRASIL

                  Grêmio prioriza treinamento físico dos atletas

                  Casal de pinguins já podem ser visitados no Gramadozoo - Crédito: Halder Ramos / Gramadozoo / Divulgação / CP

                  GERAL

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                    Ninguém ficou ferido na colisão, que atrasou funcionamento da composição - Crédito: Rodrigo Conceição / Especial CPTRÂNSITO

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                                      Porto Alegre recebe Festival Estadual de Teatro

                                       

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                                      Odebrecht assina acordo de leniência de R$ 6,7 bilhões com Lava Jato

                                      Mais Moro, menos Renan

                                       

                                      Publicado em 2 de dez de 2016

                                      O colunista de Veja.com Felipe Moura Brasil analisa em conversa com o editor Silvio Navarro a situação do réu Renan Calheiros, o contraste de Sergio Moro com parlamentares, a delação e o suposto pedido de desculpas da Odebrecht. Acompanhe o programa "Sem Edição".

                                      Entenda a participação da FAB no transporte das vítimas da Chapecoense

                                       

                                      Publicado em 2 de dez de 2016

                                      Entenda a participação da FAB no transporte das vítimas da Chapecoense, que iniciou nesta sexta-feira (02/12). #portalfab
                                      Crédito: Força Aérea Brasileira
                                      W1TV 10 MINUTES
                                      https://w1tv.blogspot.com.br/

                                       

                                       

                                      Live| RedeBrasil.NET | 02/12 - Governo tenta esvaziar as manifestações usando a tragédia de Chapecó

                                       

                                      ABUSO DE AUTORIDADE DEVE SER COIBIDO, SIM

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                                      Por João Luiz Mauad, publicado pelo Instituto Liberal

                                      “Corte os brotos do poder arbitrário na sua raiz.  Eis a única forma de preservar as liberdades individuais.” – John Adams

                                      São tempos difíceis esses em que vivemos.  Não bastasse a maior crise econômica de todos os tempos, há uma séria crise institucional instalada nas entranhas do Estado brasileiro.

                                      Motivados pelo amplo apoio popular à sua atuação no âmbito da Operação Lava-Jato, membros do Ministério Público Federal encaminharam ao Congresso um projeto de lei com dez medidas anticorrupção.   Embora houvesse ali algumas propostas claramente antidemocráticas (e antiliberais), que flertavam com a arbítrio, como a possibilidade de utilização de provas ilegais, “quando os benefícios decorrentes do aproveitamento forem maiores do que o potencial efeito preventivo” (?!), ou o tal “teste de integridade dos servidores públicos, o projeto ganhou forte apoio popular.  Enquanto isso, o Poder Legislativo é cada vez mais demonizado, sem que a maioria das pessoas pare para pensar que um legislativo ruim (e até mesmo corrupto), mas em funcionamento, ainda é melhor que nenhum legislativo.

                                      Felizmente, o papel do Ministério Público ainda não é legislar.  Essa função é do Congresso.  E a Câmara dos Deputados, estritamente dentro das suas prerrogativas constitucionais, ousou, por larga maioria, modificar o texto daquele projeto.  Foi o suficiente para gerar muita gritaria e confusão.  Membros da Lava-Jato chegaram ao cúmulo de ameaçar uma renúncia coletiva, caso o presidente da república não vetasse parte do texto aprovado pela Câmara, colocando aquela casa em situação de penúria junto à opinião pública.  Alegam os promotores que a decisão dos deputados inviabilizaria a Lava-Jato e a luta contra a corrupção.  Bobagem.  A Lava-Jato vem funcionando muito bem dentro da legislação atual e não seria a alteração no texto das tais “dez medidas” que a impediria de continuar seu trabalho.  Há emendas desastradas? Há.  Mas nada que não possa ser corrigido pelo Senado ou por vetos parciais do presidente da república.  É assim que as instituições e o sistema de freios e contrapesos funciona, e não com edição de leis impostas de cima para baixo.

                                      Enquanto isso, o Senado começa a discutir um outro Projeto de Lei, de autoria do Senador Renan Calheiros, sobre abuso de autoridade, que repousa nas gavetas daquela casa há seis anos, e não tem nada a ver com o texto aprovado na Câmara.  O Projeto não é ruim, e até o juiz Sérgio Moro admitiu isso, questionando apenas a oportunidade de votá-lo nesse momento. O projeto foi elaborado por um time de especialistas de respeito, mas o MP e organizações de juízes logo se viram ameaçados e passaram a bradar contra o texto, alegando, adivinhem?, interferência no trabalho do judiciário.  Mitologia pura.

                                      Aqueles que hoje dão apoio irrestrito às propostas do MP (incluo aqui alguns liberais) e, consequentemente, ajudam a vilipendiar ainda mais o legislativo tupiniquim, se esquecem de princípio básico, fundamental para os liberais: em qualquer democracia liberal digna desse nome, uma lei de abuso de autoridade é algo não só desejável como absolutamente necessário. Não se dão conta de que nem todos os juízes são o Dr. Sérgio Moro e nem todos os promotores são os da Lava-Jato. Ao contrário, a mídia tem trazido à tona fatos estarrecedores oriundos do poder judiciário, não por acaso o mais nababo dos três poderes. Em resumo, corrupção, abusos, corporativismo, locupletação, etc., não são vícios exclusivos dos poderes legislativo e executivo, muito pelo contrário.

                                      Lembram-se daquele juiz que deu voz de prisão a uma agente da Lei-Seca, que posteriormente ainda foi condenada a indenizá-lo? Pois é…  Que empresário nunca foi achacado por um fiscal de tributos corrupto?  Que dizer dos donos daEscola de Base, em São Paulo, que tiveram suas vidas viradas do avesso porque alguns policiais e promotores resolveram acusá-los, levianamente, de pedofilia?  Aposto que todos os que me leem no momento já sofreram ou conhecem alguém que já sofreu abusos nas mãos de autoridades, sem que, na maioria das vezes, pudesse se defender.  Para não falar das sanções absolutamente ridículas que são impostas, principalmente aos juízes, por má conduta, que na maioria das vezes resumem-se ao afastamento compulsório com vencimentos integrais.

                                      Logo, é ótimo que a sociedade, através de seus representantes, coloque cabrestos em todos os agentes públicos, inclusive nos membros do judiciário.  Afinal, como nos lembra Lord Acton, é inaceitável que nós julguemos os governantes e os agentes públicos diferentemente dos outros homens, com a presunção favorável segundo a qual eles nunca estão errados ou abusam de seu poder.  Não, meus amigos, se há algo de que devemos ter medo é do excesso de poder nas mãos das autoridades.

                                      Vamos combater a corrupção, sim.  Vamos apoiar a Lava-Jato, sim.  Vamos enquadrar os políticos, sim.  Mas sempre usando as armas do Estado de Direito, e nunca esquecendo que a liberdade é um valor inestimável, que demanda permanente vigilância.  Nada de atropelar as instituições ou o equilíbrio entre os poderes.

                                       

                                      Instituto Liberal

                                      Moreira planta, Temer colhe


                                      Suicídio do Congresso

                                      Congresso em pé de guerra com o Judiciário, a opinião pública e o próprio País

                                       

                                      Eliane Cantanhêde

                                       

                                      O mundo está desabando e as chances de o Congresso Nacional virar uma Arca de Noé e de os políticos se salvarem do dilúvio parecem cada vez menores, até porque não se vê nenhum Monte Ararat à frente. Depois do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, agora é o do Senado, Renan Calheiros, que vira réu do Supremo, enquanto os deputados estraçalham o pacote anticorrupção na calada da noite e o Senado tenta regime de urgência para amarrar os cacos do pacote e jogar no colo do presidente Michel Temer.

                                      Se a economia estivesse reagindo bem, todos esses erros e solavancos políticos poderiam ser mitigados. Mas não é o que acontece e chega-se ao círculo vicioso em que a política puxa a economia para baixo, a economia puxa a política e o redemoinho traga tudo e todos. E o Congresso? Entra em choque com o Poder Judiciário, isola-se perigosamente da opinião pública e deixa o Poder Executivo entre a cruz e a espada: ou aliar-se a ele contra o Judiciário e a opinião pública, ou virar-se contra ele e perder votos em projetos fundamentais para a sua própria sobrevivência.

                                      Temer tenta se equilibrar entre os Poderes, lamentando que até a aprovação folgada da PEC do Teto de Gastos no Senado tenha sido tragada pela queda do avião da Chapecoense, o pacote de maldades da Câmara, a Odebrecht e o julgamento de Renan no STF. Está difícil conquistar manchetes otimistas e uma “agenda positiva”. O risco para o Planalto é uma onda de manifestações pelo País afora, com grupos, táticas e objetivos muito diferentes.

                                      Na terça-feira, enquanto o Brasil vivia intensamente a comoção pelo acidente, vândalos quebraram vidraças, picharam prédios públicos, incendiaram e viraram carros na Esplanada dos Ministérios. A votação da Câmara sobre o que seria o pacote anticorrupção seria horas depois, mas nenhum “manifestante” abriu a boca, ou uma bandeira, para defender as dez medidas do MP, subscritas por mais de 2 milhões de pessoas. Só na quarta-feira veio o panelaço contra o Frankenstein corrupção e, na quinta, o protesto de juízes e procuradores diante do STF.

                                      Com Judiciário e Legislativo em pé de guerra, um debate no Senado reuniu ontem Renan, falando pelo Congresso horas antes de virar réu, Gilmar Mendes, contrapondo-se a lugares-comuns, e Sérgio Moro, com ponderações técnicas e didáticas sobre os perigos do pacote da Câmara. Em vez de disparar adjetivos e desaforos, o juiz foi surpreendentemente político e sugeriu um único antídoto para preservar os agentes do combate à corrupção: especificar que divergências na aplicação da lei, na interpretação dos fatos e na avaliação de provas não podem ser criminalizadas. Para que juízes e procuradores possam discordar sem que isso seja caracterizado como má-fé ou crime.

                                      Juízes, procuradores, policiais federais erram, como todo mundo, e os juízes gozam de excessiva imunidade. Juiz perde ação? Perde a aposentadoria mesmo afastado? E o que dizer do juiz que quebrou o sigilo telefônico da jornalista Andreza Matais para escancarar suas fontes de informação? Mas, convenhamos, mexer nisso agora é dar murro em ponta de faca. Com esse Congresso? Com a Lava Jato a mil? Com a delação da Odebrecht?

                                      Prensado entre Renan, Gilmar e os senadores, principalmente do PT (quem te viu, quem te vê...), Moro parecia isolado, falando sozinho, mas, se havia alguém ali com real apoio popular, falando por milhões de cidadãos e cidadãs, era o juiz de Curitiba. Nesse clima que o Brasil vive, cristaliza-se infelizmente uma sensação do bem contra o mal. Seguramente, não é Moro que incorpora o mal. Aliás, ele nem está na lista da Odebrecht.

                                       

                                      Estadão

                                      Dárcy Vera, prefeita de Ribeirão Preto (SP), é presa na Operação Mamãe Noel


                                      Dárcy Vera é alvo principal da Sevandija, operação que apura fraudes de R$ 203 milhões em licitações



                                      Dárcy Vera. Foto: Nilton Fukuda/Estadão
                                      A prefeita de Ribeirão Preto, Dárcy Vera (PSD), foi presa nesta sexta-feira, 2, na Operação Mamãe Noel, deflagrada pela Polícia Federal e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de São Paulo (Gaeco). Dárcy foi presa a pedido da Procuradoria Geral do Estado elevada para a Superintendência da Polícia Federal, em São Paulo.
                                      A ação cumpre mandados de prisão preventiva, de busca e apreensão e bloqueio de bens em três cidades do Estado de São Paulo, e é a segunda fase da “Operação Sevandija”, iniciada em 1º de setembro, que apura fraudes de R$ 203 milhões em licitações.



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                                      Dárcy Vera (PSD), prefeita de Ribeirão Preto, é presa na "Operação Mamãe Noel"
                                      Segundo a PF, a nova operação apura crimes de peculato, falsidade ideológica, uso de documento falso, corrupção ativa e passiva, entre outros. O nome “Mamãe Noel”, é uma referência às evidências ainda de que a ex-advogada do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Ribeirão Preto Maria Zuely Librandi repassou, entre 2013 e 2016, mais de R$ 5 milhões aos demais denunciados, em dinheiro e cheques, desviados da Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto.
                                      O esquema de desvio no Sindicato dos Servidores Públicos Municipais foi descoberto acidentalmente nas investigações da “Operação Sevandija” que envolveram interceptações telefônicas, análise de milhares de documentos e envolvia o pagamento de propina para a liberação de honorários advocatícios. Por conta do plano Collor, o Sindicato dos Servidores venceu uma ação de R$ 800 milhões contra o poder público.
                                      Dárcy Vera estava em sua casa, no bairro Ribeirânea, quando foi surpreendida e levada para a delegacia da PF na cidade.
                                      O pedido de prisão partiu da Procuradoria de Justiça do Estado e outros três investigados, ligados ao Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Ribeirão, também devem ser presos.
                                      Todos devem responder a crimes como falsidade ideológica e corrupção.
                                      A casa da prefeita e seu gabinete haviam sido alvo de busca e apreensão em outra fase da Sevandija, em setembro deste ano.
                                      Grampo de Operação Sevandija, no início da investigação da Sevandija, pegou a prefeita de Ribeirão Preto mandando recado ameaçador a vereadores que não estariam apoiando sua gestão e seus projetos. O diálogo foi interceptado em 15 de junho.
                                      A prefeita não esconde sua irritação com dois vereadores da base aliada, Jiló (PTB) e Maurílio Romano (PP).
                                      Ela queria a aprovação de um projeto para transferência de valores de um fundo municipal para os cofres do Tesouro.
                                      “É fim. Chega. Vota contra. Pode votar contra. Fica a vontade. Mas tira todos os seus cargos do governo hoje. Cara, não votar algo? O cara tá cheio de gente no governo. Manda embora. Não é porque é meu genro, não. Tá asfaltando as ruas do Ipiranga (onde mora Jiló), eu vou mandar parar as ruas do Ipiranga. Quer medir força? Vamos medir. Maurílio diz que não tem um monte de interessado? Vou chamar ele prá ir na delegacia dar o nome dos interessados. Porque eu tenho a lista de todos os que você passou pela Secretaria de Meio Ambiente e Planejamento. Você não brinca comigo, não, Maurílio. Eu não tenho medo de você.”
                                      A prefeita sob suspeita da Sevandija prosseguiu. “Você enterra a minha carreira e eu enterro a sua. Eu tô com o saco cheio desse povo (vereadores). Eu não suporto mais. Eu cheguei no meu limite.”



                                      Estadão

                                      Avião da LaMia fez outras quatro viagens no limite do combustível

                                      Cinismo é isso aí

                                      Rodrigo Maia continua convencido de que os brasileiros são um bando de idiotas

                                      Por: Augusto Nunes

                                      “Mesmo que não tenha sido o que alguns esperavam, isso foi o que a maioria decidiu”. (Rodrigo Maia, presidente da Câmara, ao comentar o desmanche do projeto das 10 medidas contra a corrupção, rebaixando a “alguns” a maioria da população brasileira e promovendo a “maioria” os 300 deputados que aprovaram as mudanças pró-corrupção)

                                       

                                      Coluna do Augusto Nunes