Fiocruz: epidemias de zika e chikungunya serão mais fortes em 2017

Ao participar nesta quinta-feira (1º)  do 2 º Seminário Dengue, Chikungunya e Zika: Desafios na Atenção à Saúde na Chikungunya, no auditório da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), em Manguinhos, no Rio, o diretor regional da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Mato Grosso do Sul, Rivaldo Venâncio, disse que epidemias das doenças zika e chikungunya, ambas transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, serão ainda maiores no verão de 2016/2017 do que foram na última temporada.

Segundo o pesquisador, que é especialista em medicina tropical, o número de casos este ano já subiu significativamente em relação ao ano passado.

"Em 2015, foram identificados 38 mil casos de zika e de chikunguya. Neste ano, o número subiu impressionantemente para 255 mil. Só o estado do Rio já teve mais de 15 mil casos da doença até o mês de outubro. Claro que durante os meses em que o calor foi menor e com menos chuvas, a velocidade da transmissão diminuiu, mas agora estamos prestes a entrar no verão. E com ele, voltam as altas temperaturas e as chuvas intensas, que são condições mais do que ideais para a proliferação da doença. Como ainda não combatemos esses vírus da maneira adequada, uma epidemia ainda maior se anuncia para os próximos meses”, disse.

O objetivo do encontro é discutir uma proposta para capacitação de profissionais da área de saúde na abordagem das três doenças. Venâncio disse que os profissionais de saúde, embora sejam capacitados, precisam de uma atualização em seus conhecimentos para saber lidar melhor com este cenário de novas doenças.

De acordo com Venâncio, a transmissão da febre do Mayaro, doença infecciosa aguda causada por vírus, que provoca sintomas semelhantes aos da chikungunya, pelo Aedes aegypti ainda não pode ser confirmada. O pesquisador explicou que o vírus é transmitido majoritariamente por mosquitos silvestres, conhecidos como Haemagogus.

“Isto é, de áreas rurais, de matas e etc. O que houve foi que, em estudos preliminares, foi constatado um potencial do Aedes como vetor do vírus. Esses estudos ainda precisam passar por aprofundamento. A preocupação é com o que chamamos de tríplice epidemia: dengue, zika e chikungunya. Claro que o Rio de Janeiro, por ter a peculiaridade de possuir uma fatia da Mata Atlântica, misturada ao seu espaço urbano, poderia apresentar a presença do Haemagogus, mas isso é algo que também precisa ser analisado com maior cuidado”, afirmou o diretor..

“Nem o sistema público e o privado estão preparados para essa epidemia. Especialmente a zika e a chikungunya que, diferentemente da dengue, exigem uma abordagem multiprofissional. Claro que temos profissionais altamente capacitados, mas há a necessidade da atualização de seus conhecimentos para o manejo clínico, seja com cursos de capacitação na área ou alguma outra ideia. Isso que será discutido aqui ao longo de hoje e amanhã".

 

Agência Brasil

 

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Rio continua degringolando: indicadores de violência, que já eram alarmantes, pioraram bastante

 

Por Rodrigo Constantino

Deu no GLOBO:

Em meio à crise financeira que assola o caixa, o governo enfrenta ainda o aumento da violência no...


Carroças: como seria se Collor não tivesse aberto o setor automotivo e qual o paralelo com o Uber hoje?

 

Por Rodrigo Constantino

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Por Mariano Andrade, publicado em

 

Ditadura dos Castro em Cuba é a mais letal do continente, comprova estudo

 

Por Rodrigo Constantino

A ditadura cubana iniciada pela revolução conduzida por Fidel Castro em 1959 é o regime mais sanguinário em impacto relativo à sua população entre as diversas autocracias espalhadas pela América Latina na segunda metade do século 20.

Essa é a leitura imperfeita e possível dos conflitantes dados disponíveis para comparação. Por óbvio, não se trata...


O copo vazio da utopia. Ou: Demétrio Magnoli x Verissimo: a esquerda que pensa e aquela que só mente

 

Por Rodrigo Constantino

Dois assassinos frios e cruéis: eis um fato, não uma opinião.

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Os tiranos também morrem – ainda bem

 

Por Rodrigo Constantino

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Por Maria Lucia Victor Barbosa, publicado pelo


As 7 lições do McDonald’s. Ou: O que Jay Leno, Jeff Bezos e outros 20 milhões de americanos têm em comum?

 

Por Rodrigo Constantino

Jay Leno, comediante rico e famoso

Jay Leno, comediante rico e famoso

Escrevi um


PSDB e Aécio Neves teriam articulado urgência em pacote anticorrupção

 

Por Rodrigo Constantino

Fonte: Veja

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Deu na...


Após 9 anos, Renan Calheiros será finalmente réu: foi cutucar a onça…

 

Por Rodrigo Constantino

Fonte: Estadão

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Achtung Baby – O dia em que um professor de História resolveu falar de um “grande líder”…

 

Por Rodrigo Constantino

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Por


McDonald’s reage à pressão por salário mínimo maior com automação e self-service

 

Por Rodrigo Constantino

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Unesco declara ioga Patrimônio Imaterial da Humanidade

 

Da Ansa

A ioga, uma das práticas mais antigas da Índia e do Oriente, foi declarada nesta quinta-feira (1º) como Patrimônio Imaterial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e a Cultura (Unesco). As informações são da Agência  ANSA.

A decisão foi tomada por 24 membros do Comitê Intergovernamental da entidade, durante sua reunião anual, realizada em Adis Abeba, na Etiópia, e que acontece até 2 de dezembro. A Unesco considerou que essa prática e a filosofia a ela ligada "influenciou numerosos aspectos da sociedade, que abramgem desde a saúde e a medicina até a educação e as artes".

A Unesco destacou ainda a "unificação da mente, do corpo e da alma para melhorar o bem-estar mental, físico e espiritual das pessoas". Em comunicado divulgado em Nova Délhi, o Ministério da Cultura da Índia agradeceu pela decisão e recordou que a ONU já havia estabelecido em 2014 a data de 21 de junho como "Dia Internacional da Ioga".

Desta forma, a prática se tornou o 13º patrimônio imaterial indiano, seguindo a Dança Chhau (2010), o canto budista de Ladakh (2012), o canto ritual Sankirtana e a dança de Manipur (2013) e o artesanato de cobre de Thathera de Punjab (2014).

 

Agência Brasil

François Hollande anuncia que não se candidatará à reeleição na França

Da Ansa

Convivendo com baixíssimos índices de popularidade, o presidente da França, François Hollande, do Partido Socialista, anunciou nesta quinta-feira (1º) que não se candidatará à reeleição no ano que vem, o que abre caminho para o primeiro-ministro Manuel Valls entrar na briga. As informações são da Agência Ansa.

Emocionado, Hollande disse ter avaliado os "riscos e as divisões" que sua eventual candidatura poderia representar para a esquerda francesa, já que aparece nas pesquisas atrás do conservador François Fillon e da líder do partido de extrema direita Frente Nacional, Marine Le Pen.

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É a primeira vez na Quinta República, iniciada em 1958, que um presidente desiste de concorrer à reeleição sem ser por motivos de idade ou de doença. "Eu sou movido pelos melhores interesses do país. A experiência me deu a humildade necessária para a minha tarefa. Assim, eu decidi não ser candidato", disse Hollande, de 62 anos.

Eleito pelo Partido Socialista em maio de 2012, ao derrotar o conservador Nicolas Sarkozy, o atual  presidente chegou ao poder com a promessa de combater as altas taxas de desemprego no país, reduzir a idade mínima de aposentadoria e promover conquistas sociais, mas acabou atropelado pela crise econômica e pelas dificuldades políticas.

Com a piora da situação financeira da França, Hollande viu sua popularidade cair para os menores níveis da história do país. Em novembro, segundo o instituto Ipsos, 80% dos franceses eram contra o presidente. Sua imagem de chefe de Estado teve uma significativa melhora após os atentados em Paris em janeiro e novembro de 2015, mas a repetição de ataques terroristas na França acabou prejudicando sua aprovação.

Além disso, Hollande se desgastou com a esquerda ao aprovar uma reforma trabalhista que flexibiliza os modelos de contratação e permite a negociação de horas extras diretamente entre patrões e funcionários. Nas últimas pesquisas de intenção de voto para a eleição presidencial de 2017, ele aparece com menos de 10% da preferência, enquanto o ex-premier François Fillon tem cerca de 30%, e Marine Le Pen, aproximadamente 25%.

As primárias do Partido Socialista serão apenas em janeiro e devem ter como candidato o primeiro-ministro Manuel Valls, que também não goza de altas taxas de popularidade. De acordo com o Ipsos, 68% dos franceses são desfavoráveis a ele. Nos últimos dias, o Palácio do Eliseu havia dito que presidente e premier não poderiam concorrer um contra o outro e que Valls devia renunciar se quisesse entrar na disputa.

 

Agência Brasil

Os tiranos também morrem – ainda bem


Por Maria Lucia Victor Barbosa

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Em 1959, ano em que Fidel Alejandro Castro Ruz e seus barbudos derrubaram a ditadura corrupta de Fulgencio Batista, começou o grande amor da esquerda latino-americana pelo líder revolucionário, paixão que continua até hoje apesar de Castro ter se tornado, como bem definiu o presidente norte-americano recém-eleito, Donald Trump, “um ditador brutal de uma ilha totalitária”.

Inicialmente a retórica de Castro parecia ser a de um democrata e no seu documento, A História me Absolverá (1953), o jornalista Ruy Mesquita relatou não haver encontrado “nenhum traço de marxismo, de comunismo ou de esquerdismo”.

Entretanto, Fidel declarou mais tarde que sempre fora marxista-leninista e que a falsa imagem de democrata foi usada apenas para não assustar. Condizente com sua verdadeira ideologia ao assumir o poder Castro cancelou as eleições livres que prometera, suspendeu a Constituição de 1940 que garantia direitos fundamentais aos cubanos e passou a governar por decreto. Em 1976, impôs sua Constituição baseada na da URSS e nela havia, entre outros artigos, os que limitavam os direitos dos cidadãos de se associarem livremente. Pela opressão, por suas próprias leis o tirano de Cuba governou despoticamente durante 49 anos. Assassinou, prendeu, torturou, matou milhares de cubanos que não concordavam com sua ditadura. E não é à toa que Cuba foi chamada de Ilha Cárcere.

Algo a ser ainda esmiuçado através da História é a ligação de Castro com a União Soviética. Possivelmente isso foi planejado antes dele derrotar Batista e selado através de um pacto muito favorável para ambas as partes: Cuba seria sustentada pelo império vermelho e Castro teria proteção com relação aos Estados Unidos. Os soviéticos, através do caudilho puseram uma pedra no calcanhar dos norte-americanos e reforçaram a cultura antiamericana que se tornou fortíssima na América Latina. A pequena e insignificante Ilha produtora de charuto e rum podia ser, na perspectiva das URSS, um posto avançado para disseminar o comunismo em toda América Latina.

A morte aos 90 anos do último ícone da esquerda latino-americana provocou muitos louvores dos adeptos do neosocialismo. Lula, por exemplo, disse que Castro foi como seu irmão mais velho, o maior de todos os latino-americanos. Dilma também não poupou elogios. Até o Papa Francisco se disse triste com o passamento do ditador sanguinário. Sua Santidade certamente perdoou o que Castro – na juventude estudante em colégio jesuíta – fez com a Igreja. Em 1961, expulsou 131 padres, marginalizou instituições religiosas e, aos que expressavam sua fé punia com a proibição de acesso à universidade e às carreiras administrativas. Até a celebração do Natal foi proibida.

Não vi a opinião dos gays de esquerda, mas li no Livro Negro do Comunismo que homossexuais eram tratados como “pessoas socialmente desviadas” e que por isso eram presos, sofriam maus tratos, subalimentação, isolamento. Na Universidade de Havana foram julgados em público e obrigados a reconhecer seus “vícios” antes de serem demitidos e presos.

Não vi tampouco a opinião das feministas de esquerda ou da deputada petista, Maria do Rosário. Mas na mesma obra consta que centenas de mulheres foram presas em Cuba por motivos políticos. Eram espancadas, humilhadas, entregues ao sadismo dos guardas e seus maridos eram obrigados a assistir suas revistas íntimas. Horrores se passaram nas medonhas masmorras cubanas para homens e mulheres e ainda passam, pois existem presos políticos em Cuba.

Foi-se o mais importante símbolo esquerdista da América Latina deixando como legados o fracasso econômico e o inferno social para seus compatriotas. Seu irmão Raul, que governa desde que a doença abateu o tirano caribenho, está com 85 anos. Quem sucederá na ditadura hereditária dos Castros depois que Raul também se for? Chávez, o verdadeiro herdeiro de Castro na América Latina partiu antes. Como Cuba, a Venezuela é a imagem do fracasso, da brutalidade governamental, da ausência dos direitos humanos, que configuram o Socialismo do Século 21. As figuras que remanescem no poder classificadas como de esquerda são subprodutos de caudilhos. No Brasil afunda Lula e seu PT depois de terem arrebentado o país.
Enquanto isso, transformações estão em curso no mundo: Trump foi eleito presidente nos Estados Unidos e vários líderes europeus, também de direita poderão se tornar presidentes de seus países em 2017.

Ao final desse pequeno artigo faço minhas as palavras do editorial do Estadão de 29/11/2016: “O espetacular fiasco da experiência socialista e castrista em Cuba deveria servir como prova definitiva da inviabilidade desse modelo e da natureza irresponsável, despótica e corrupta do regime de Fidel”.

 

SOBRE O AUTOR

Maria Lucia Victor Barbosa

Maria Lucia Victor Barbosa

Socióloga

 

Instituto Liberal

Repasses da repatriação não dependerão de ajuste fiscal, dizem governadores

Após assumirem o compromisso de controlar os gastos e de promover reformas da Previdência em seus estados, os governadores que representam as 27 unidades da Federação decidiram não vincular a liberação dos recursos arrecadados com a regularização de ativos no exterioras às promessas de ajustes nas contas locais. Eles se reuniram hoje (1°) com o presidente Michel Temer e ouviram dele a disposição em liberar o dinheiro da chamada repatriação, mas informaram que as medidas de controle fiscal não serão condicionadas com o repasse dos recursos.

Até o fim da tarde, uma carta com os pontos tratados no encontro será divulgada pelos chefes dos Executivos estaduais. Independentemente das medidas econômicas, o governo federal prometeu novamente transferir ainda este ano os cerca de R$ 5 bilhões das multas arrecadadas com a repatriação. No entanto, os estados não vão mais retirar as ações que correm no Supremo Tribunal Federal questionando os valores.

“A multa da repatriação é um problema do Supremo, tem que ser tratado separadamente. Se tivermos condição de a União pagar sem esperar decisão do STF, tanto melhor”, disse o governador do Piauí, Wellington Dias. Ele explicou que o único compromisso firmado, desvinculado da questão das multas, vai tratar das medidas econômicas que serão adotadas “de acordo com a realidade de cada estado”.

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“Certamente não há uma receita de bolo. As medidas a gente vai adotar num curto prazo, cada um no seu calendário. Vamos trabalhar para em 2017 termos o controle de despesas, redução do déficit da Previdência”, afirmou Dias, sem detalhar as medidas que constarão na carta como compromissos.

De acordo com ele, o presidente concordou em não associar o pagamento das multas ao acordo de ajuste fiscal firmado na semana passada. Na ocasião, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, havia dito que o “pacto de austeridade” estaria vinculado à liberação dos recursos.

Brasília - Governador Simão Jatene (PA) fala à imprensa após reunião com o presidente Michel Temer e os governadores de SC, de GO, RJ, PI e DF, no Palácio do Planalto (Valter Campanato/Agência Brasil)

Governador Simão Jatene (PA) fala à imprensa após reunião com o presidente Michel Temer Valter Campanato/Agência Brasil

Para o governador do Pará, Simão Jatene, achar que haveria uma regra única para os 26 estados e o Distrito Federal foi um “equívoco”. “Isso não é possível. Eu acho que o que nós fizemos, ao contrário do que se pode estar imaginando como recuo, foi um amadurecimento, porque se percebeu que a diversidade desse país exige que você tenha regras gerais, mas também que tenha a possibilidade de mediar isso. E é isso que estamos tentando fazer”, disse.

Os aspectos acordados na carta, cujos pontos principais serão o controle de despesas e o compromisso com a Previdência, terão prazo de dez anos para serem cumpridos. Simão Jatene exemplificou que a criação de um teto de gastos públicos, como está fazendo o governo federal, poderá ser atrelada a outros índices que não somente a inflação. “Você pode trabalhar variação de receitas”, citou. “O ajuste vai ter que ser feito não é porque alguém está mandando ou trocando alguma coisa pelo ajuste. As contas não fecham e não tem nenhum governador que vai querer ficar o resto da vida atrasando as contas ou não pagando salários”, disse Jatene.

 

Agência Brasil

Por que os intelectuais europeus sucumbem ao barbarismo?


Por Rodrigo Constantino

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É o décimo livro que leio desse autor. Isso só pode querer dizer uma coisa: considero Theodore Dalrymple um dos mais importantes pensadores da atualidade, e ele tem tido uma grande influência em meu próprio pensamento. O médico britânico sempre traz análises interessantes e boas reflexões, com incrível objetividade e perspicácia. Dessa vez foi The New Vichy Syndrome que devorei, sobre como os intelectuais europeus têm sucumbido ao barbarismo e abandonado a própria civilização ocidental.

De fato, trata-se de um fenômeno instigante: como que aqueles que deveriam ser os guardiões da civilização mais avançada que já vimos se tornaram seus maiores detratores? Dalrymple não tem visão muito otimista do futuro da região, que deverá continuar refém de burocratas em Bruxelas, declinando relativa e absolutamente em termos econômicos, e cada vez mais frágil em questões mundiais. E justamente por conta dessa mentalidade predominante.

Muitos percebem isso, mas sofrem de paralisia, incapazes de fazer algo prático para enfrentar os desafios e mudar o destino. Esperam simplesmente que o perigo desapareça, mas nada fazem para tanto. São como o coelho imobilizado pelo arminho, um carnívoro de pequeno porte capaz de devorar uma presa de até dez vezes seu tamanho. E todos, até mesmo os ricos, passaram a se considerar vítimas oprimidas na Europa.

Por trás disso, Dalrymple identifica o efeito psicológico da perda de status global, de quem já foi um dia o farol da humanidade, o líder da civilização, o símbolo do poder. Tudo isso foi chacoalhado no século XX, após as duas guerras mais sangrentas da história e os regimes coletivistas totalitários que eliminaram milhões de inocentes. Uma crença de que a própria história não contém nada de positivo leva ou a sonhos utópicos de um novo começo, ou a um fracasso de resistir a tais sonhos. Ou seja, fanatismo ou apatia.

Enquanto os ricos europeus tinham que contemplar um declínio apenas relativo, ainda era suportável, algo como viver num confortável museu de conquistas passadas. Mas à medida que o declínio começa a ser absoluto, num mundo dinâmico em que não há como ficar parado sem acabar andando para trás, a situação passa a ficar mais angustiante. E o ressentimento acaba tomando conta das pessoas.

A Europa hoje não é mais não-militarista, e sim anti-militarista. Os soldados não gozam de prestígio como ainda acontece nos Estados Unidos. A velha máxima de que quem deseja a paz deve se preparar para a guerra soa completamente estranha aos europeus modernos, todos “pacifistas”. Mas se a beligerância é um vício, isso não faz da covardia uma virtude. E essa postura acovardada não conquista o respeito dos demais, e sim seu desprezo.

Outra característica comum na Europa hoje é o hedonismo, a rejeição da ideia de sacrifício, de que transmitir os valores tradicionais de uma geração para a outra é o que faz a vida humana valer a pena, um atestado de que a vida compensa. Os europeus modernos não estão muito preocupados em substituir suas gerações pelas vindouras, pois possuem outras prioridades. Como, por exemplo, curtir a vida como se não houvesse amanhã. E a demografia vai jogando contra o próprio sistema “solidário” de bem-estar social, tornando as contas impagáveis para uma população que vive cada vez mais, com menos e menos filhos.

Quem vai ocupando o vácuo deixado é a população islâmica, que costuma ter uma taxa de natalidade bem maior. A Europa será cada vez mais islâmica pela simples força numérica. Dalrymple aqui diverge de muitos conservadores mais pessimistas, que consideram isso um cataclisma apocalíptico. Ele acha que muitos desses muçulmanos poderão ser mudados pela cultura europeia também, e não apenas mudá-la. Em muitos aspectos, aponta para a “cultura machista de gueto” como o principal obstáculo, não necessariamente o próprio Islã, que seria mais um pretexto para tal machismo. A culpa maior seria dos “progressistas”, não de Maomé.

Há controvérsias, especialmente sobre até que ponto esses imigrantes muçulmanos aceitam mesmo assimilar toda ou parte da cultura ocidental. Mas mesmo mantendo a dúvida, Dalrymple reconhece que existe o perigo do fanatismo, pois uma pequena parcela dessa população já seria gente demais disposta a destruir o Ocidente. Ainda assim ele é otimista: “Tais ameaças terroristas têm sido enfrentadas muitas vezes antes na Europa, no entanto, e não há razão para supor que esta é tão formidável a ponto de ser insuperável”. 

Dalrymple considera um paradoxo que armas intelectuais tão primitivas como as islâmicas intimidem tanto os intelectuais europeus, depositários da herança intelectual mais rica que existe. Mas ele destaca o relativismo como um fator relevante: a transmissão dos valores herdados e o ato de se defender contra perigos parecem requerer uma crença de que existe valor naquilo que deve ser transmitido e defendido. E o relativismo mina essa crença. Espantoso é isso ocorrer onde foi o berço da ciência moderna, do conhecimento objetivo.

O próprio europeu hoje coloca misticismos, como a bruxaria tribal, como equivalentes à ciência. Não aceita mais autoridade alguma, pois tudo é relativo. E esse relativismo chegou até à educação, onde ensinar a gramática correta é visto como algo elitista e preconceituoso, prejudicial à “autoestima” dos mais pobres. Claro que essa visão é uma afronta aos mais pobres, e acaba ajudando a perpetuar a pobreza, ampliando o abismo entre ela e os mais ricos.

O declínio da religião ajuda a explicar o foco no curto prazo, na busca desenfreada por prazeres, como se a vida se resumisse a um supermercado. Isso também contribuiu com a perda da humildade dos homens, pois a filosofia do Cristianismo tinha a vantagem de reconciliar a importância única de cada homem, feito à imagem de Deus, com uma visão mais humilde de seu papel no mundo, impotente diante do Ser onisciente.

Hoje o homem arrogante quer usurpar o poder divino de controlar seu destino, ao mesmo tempo em que desconfia da capacidade de conhecimento objetivo: uma combinação explosiva, agravada pela falta de senso de propósito elevado em suas vidas. O resultado costuma ser um consumismo vazio e exagerado, uma exposição vulgar das próprias emoções e apetites, e seitas cada vez mais exóticas e tolas para substituir a ausência da religião. Gente que ridiculariza as religiões tradicionais se sente mais “espiritualizada” por “fazer sexo” com a natureza ou priorizar qualquer vida animal em vez da humana.

Em meio a esse vazio de sentido, com uma história do passado retratada apenas como uma sequência de violência e crimes, e sem se sentir representados pelos burocratas distantes de Bruxelas, os europeus acabam muitas vezes partindo para movimentos nacionalistas que lhes forneçam algum senso de pertencimento, de preenchimento.

Claro, se levado a extremos, o patriotismo pode se transformar em vício e ser perigoso. Ele não precisa, porém, significar falta de respeito pelos outros, podendo ser apenas uma identidade de um povo que compartilha de uma trajetória comum. Só que com os intelectuais denegrindo cada vez mais a história dessas nações e acusando de “xenofobia” qualquer um que simplesmente não se identifica com Bruxelas ou não aprecia as transformações culturais por meio dos imigrantes muçulmanos, esse sentimento poderá se fortalecer mais e mais até virar mesmo radicalismo.

E o orgulho ferido dessa multidão, que escuta dos intelectuais que seu passado foi apenas de violência e crimes, como o colonialismo selvagem, alimentado pelo ressentimento da perda de poder e status no mundo, poderá produzir um ambiente propício ao surgimento de um revanchismo em busca da glória perdida. Ou então isso tudo pode se transformar em pura desilusão e apatia: se sua nação fez uma omelete, você pode até perdoá-la por ter quebrado alguns ovos; mas se ela quebrou os ovos e não fez uma omelete, só resta mesmo a desilusão, a culpa.

E a culpa – pelos próprios crimes passados e também por aqueles imaginados – pode servir como uma última boia salvadora ante a indiferença. Se a África é uma bagunça por culpa da Europa, isso ao menos reserva ao continente alguma importância, um papel preponderante no destino do mundo. A alternativa é não ter efeito algum, ser um “nada”, o que pode simplesmente soar insuportável para muitos. Para o “amor próprio”, ainda pode ser melhor ser responsável por muitas mazelas e sofrimento do que por quase nada.

É por isso, explica Dalrymple, que podemos sair de uma crença de que tudo aquilo que fizemos é o melhor, que civilizamos o mundo todo, para outra de que tudo o que fizemos é o pior, que arruinamos o mundo. O vitimismo aparece para resgatar, então, essa elite culpada, mimada, nascida em meio a uma abundância que mataria de inveja seus ancestrais. O europeu moderno nunca teve tanto, e nunca se sentiu tão desamparado, vítima do destino e culpado pelo que há de pior no mundo ao mesmo tempo.

E assim, quem nos legou Goethe, Beethoven, Newton, Mozart, Einstein e tantos outros, acaba envergonhado por acreditar que só produziu Hitler, Mussolini e o rei belga Leopoldo II, colonizador do Congo. E se torna um prato cheio para os oportunistas de plantão, ou presa fácil para os predadores à espreita. Se não há diferença entre a civilização e a barbárie, como proteger a primeira? Como preservar seu legado?

 

SOBRE O AUTOR

Rodrigo Constantino

Rodrigo Constantino

Presidente do Conselho do Instituto Liberal e membro-fundador do Instituto Millenium (IMIL). Rodrigo Constantino atua no setor financeiro desde 1997. Formado em Economia pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-RJ), com MBA de Finanças pelo IBMEC. Constantino foi colunista da Veja e é colunista de importantes meios de comunicação brasileiros como os jornais “Valor Econômico” e “O Globo”. Conquistou o Prêmio Libertas no XXII Fórum da Liberdade, realizado em 2009. Tem vários livros publicados, entre eles: "Privatize Já!" e "Esquerda Caviar".

 

Instituto Liberal

Se o feto não é um ser humano, então o que ele é?


Por Adolfo Sachsida

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Quem defende o aborto costuma dizer que o feto não é um ser humano (ou que só se tornará humano depois de determinado período de tempo). Então resta uma pergunta: se o feto não é um ser humano, então o que ele é?

Vejamos: em bilhões de casos, distribuídos ao longo de séculos, todo feto que teve a chance de se desenvolver resultou num ser humano. Isso não é uma opinião, isso é um fato. Será que isso não é evidência suficiente? Alguém conhece um único exemplo na história da humanidade onde uma mulher grávida deu à luz a algo diferente de um ser humano?

A evidência é clara: todo feto, se tiver a chance de se desenvolver, dará origem a um ser humano único e diferente de seus progenitores. Matar o feto significa impedir o nascimento de um ser humano.

Muitos dizem que essa deve ser uma escolha da mulher. Contudo se esquecem que tal escolha já foi feita. Quando um casal resolve fazer sexo, sempre existe a chance da mulher engravidar. A gravidez é uma consequência de um ato voluntário (o estupro é certamente uma exceção a essa regra).

Muitos dizem que o corpo é da mulher, logo ela deve ser soberana para escolher. Contudo isso esconde o fato óbvio de que a criança em seu ventre NÃO PERTENCE ao corpo da mulher. O feto, o futuro ser humano, é o começo da vida de um novo e único ser humano. Matar o feto implica necessariamente em matar esse futuro ser humano (quanto a isso não restam dúvidas).

A vida é o princípio mais importante de nossa civilização. Sem o direito a vida inexistem o direito a propriedade ou a liberdade.

A tecnologia avança a cada dia, em breve saberemos de doenças do bebê antes mesmo que este nasça. Será que iremos apoiar a eugenia? Será que daremos o direito aos futuros pais de matarem crianças que não estejam de acordo com as características que estes queiram? Liberar o aborto é apenas o começo. Defender a vida desde sua concepção é nossa garantia de que toda vida é preciosa e deve ser protegida.

 

SOBRE O AUTOR

Adolfo Sachsida

Adolfo Sachsida

Doutor em Economia (UnB) e Pós-Doutor (University of Alabama) orientado pelo Prof. Walter Enders. Lecionou economia na University of Texas - Pan American e foi consultor short-term do Banco Mundial para Angola. Atualmente é pesquisador do IPEA. Publicou vários artigos nacional e internacionalmente, sendo de acordo com Faria et al. (2007) um dos pesquisadores brasileiros mais produtivos na área de economia.

 

Instituto Liberal

Conta-petróleo pode ter primeiro superávit da história em 2016

A conta-petróleo, que registra as exportações e importações brasileiras de petróleo e derivados, está superavitária em US$ 416 milhões no período de janeiro a novembro. O resultado reforça a possibilidade de ocorrer, em 2016, o primeiro superávit anual da conta na história. As informações foram divulgadas hoje (1°) pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

No mês de novembro, houve saldo positivo de US$ 531 milhões. É o quarto superávit mensal consecutivo, além de outros dois em meses isolados. Além disso, o saldo positivo no acumulado do ano é inédito se descartado um superávit em janeiro, em que o resultado mensal equivale ao acumulado. Segundo o secretário de Comércio Exterior, Abrão Neto, a queda nos preços internacionais do petróleo, a alta nas exportações e a crise doméstica explicam o movimento.

“Há queda significativa na cotação do petróleo. O Brasil é um importador líquido [importa mais do que exporta], o que faz com que isso impacte ainda mais as importações [que registraram queda de 52,8% em novembro e de 42,4% de janeiro a novembro, na comparação com 2015]. É importante destacar ainda o aumento nas exportações brasileiras e a queda na demanda interna”, afirmou.

Segundo dados do ministério, as exportações de petróleo e derivados aumentaram 53% em novembro em relação ao mesmo mês de 2015. De janeiro a novembro, houve queda de 19% na comparação com igual período do ano passado. O cálculo é feito pela média diária (valor negociado por dia útil).

Balança comercial

O secretário falou sobre a conta-petróleo em entrevista para comentar os resultados da balança comercial em novembro. A diferença entre as exportações e as importações brasileiras ficou positiva em US$ 4,758 bilhões no mês passado. No acumulado do ano, há superávit de US$ 43,282 bilhões. Os dois resultados são os maiores para os períodos desde o início da série histórica, em 1989.

“Isso reforça a previsão do governo de superávit entre US$ 45 bilhões e US$ 50 bilhões em 2016. Não somente pelo resultado de novembro, mas porque o mês de dezembro costuma ser tradicionalmente superavitário”, declarou Abrão Neto. O superávit em 2016 pode superar o recorde histórico registrado em 2006, quando a balança encerrou o ano positiva em US$ 46,5 bilhões.

Contribuíram para o saldo positivo de novembro as exportações de manufaturados (alta de 41,8% ante 2015), principalmente automóveis de passageiros, açúcar refinado e plataformas de petróleo, e também, as de semimanufaturados (alta de 21,3%), com destaque para ferro e aço e açúcar bruto. Os ganhos com as vendas externas de produtos básicos caíram 5,5% na comparação com novembro de 2015.

No acumulado do ano, as vendas de semimanufaturados cresceram 5% e as de manufaturados, 2,1%. As exportações de básicos, por sua vez, registram queda de 9,6% no período. Isso puxou as exportações em geral para baixo. Há queda de 3,3% de janeiro a novembro de 2016 em relação a igual período do ano passado.

“São determinantes a demanda mundial e a demanda brasileira. Em ambos os casos, temos demandas desaquecidas. A economia brasileira está no caminho para a retomada do crescimento, mas, neste ano, tem desempenho ainda pouco satisfatório. É importante destacar também os preços. Há aumento da quantidade [exportada], mas, devido aos preços, temos tido uma taxa moderada de queda nas exportações”, disse o secretário de Comércio Exterior.

 

Agência Brasil

 

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Cerimonial de homenagem às vítimas deve durar duas horas - Crédito: Guilherme Testa

Cerimonial em homenagem às vítimas deve durar duas horas, divulga Chapecoense

Está prevista saída de três voos de Medellín para Chapecó com corpos

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                                        Tradicional desfile de lingerie reúne Lady Gaga, Bruno Mars e The Weeknd - Crédito: Instagram / Reprodução / CP

                                        MODA

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                                          Odebrecht assina acordo de leniência de R$ 6,7 bilhões com Lava Jato

                                          País registra superávit comercial recorde de US$ 43,28 bi no acumulado do ano

                                          A balança comercial brasileira acumula superávit de US$ 43,282 bilhões de janeiro a novembro deste ano. O valor é recorde para o período desde o início da série histórica, em 1989. No mês, houve superávit de US$ 4,758 bilhões, valor também recorde para novembro.

                                          Os dados foram divulgados hoje (1°) pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. O governo estima que 2016 terminará com saldo positivo da balança entre US$ 45 bilhões e US$ 50 bilhões. O resultado pode ser recorde histórico anual, caso supere o superávit de US$ 46,4 bilhões registrado em 2006. Para isso, o saldo positivo em dezembro teria de ficar acima de US$ 3,1 bilhões.

                                          Saiba Mais

                                          A balança comercial tem superávit quando as exportações, vendas do Brasil para parceiros de negócios no exterior, superam as importações, que são as compras do país também no exterior.

                                          Exportações e importações

                                          O saldo positivo de novembro resultou de US$ 16,220 bilhões em exportações e US$ 11,463 bilhões em importações. O valor exportado subiu 17,5% em relação a novembro de 2015, segundo o critério da média diária, que leva em conta o valor negociado por dia útil. Na comparação com outubro deste ano, as exportações aumentaram 18,2%.

                                          Em relação às compras do Brasil no exterior, houve queda de 9,1% em relação com novembro de 2015. Comparado com outubro deste ano, as importações subiram 0,8% segundo a média diária.

                                           

                                          Agência Brasil

                                          CBF divulga novo formato de disputa da Copa do Brasil; veja como ficou

                                          Do UOL, em São Paulo

                                           

                                          • Lucas Figueiredo/CBF

                                          A CBF divulgou nesta quinta-feira (01), no seu site oficial, um comunicado para informar o novo formato de disputa da Copa do Brasil. A partir de 2017, a competição terá duas novidades.

                                          A primeira: a disputa das duas primeiras fases em jogo único, com renda dividida (60% para o classificado e 40% para o eliminado). Em caso de empate, os visitantes avançam.

                                          A segunda novidade é a entrada dos campeões da Copa Verde, Copa do Nordeste e Campeonato Brasileiro da Série B nas oitavas de final, junto com os sete participantes da Copa Libertadores da América. A Chapecoense, caso confirmada como campeã da Copa Sul-Americana, também entra nessa fase.

                                          O critério do gol qualificado (fora de casa) será válido a partir da terceira fase, quando os confrontos englobam jogos de ida e volta. Nas finais, porém, o critério é desconsiderado. 

                                          O torneio, com novo sistema devido, especialmente, ao novo calendário da Libertadores, que durará a temporada toda, terá 91 times. Somadas as oito fases da competição, 120 partidas serão realizadas.

                                          Confira o regulamento da CBF para cada fase do torneio:

                                          Primeira fase: 80 clubes

                                          • Jogo único (40 jogos)
                                          • Sorteio para definição dos confrontos
                                          • Em cada confronto os times melhores ranqueados visitam os de pior ranking
                                          • Vantagem do empate para os visitantes
                                          • Divisão de renda: 60% para o classificado e 40% para o eliminado
                                          • Classificam-se para a segunda fase os vencedores dos confrontos (40 clubes)

                                          Segunda fase: 40 clubes

                                          • Jogo único (20 jogos)
                                          • Confrontos seguem o diagrama
                                          • Mando de campo definido por sorteio
                                          • Divisão de renda: 60% para o classificado e 40% para o eliminado
                                          • Classificam-se para a terceira fase os vencedores dos confrontos (20 clubes)

                                          Terceira fase: 20 clubes

                                          • Jogos de ida e volta (20 jogos)
                                          • Confrontos seguem o diagrama
                                          • Sorteio para definição dos mandos de campo
                                          • A partir desta fase entra o critério do gol qualificado
                                          • Classificam-se para a quarta fase os vencedores dos confrontos (10 clubes)

                                          Quarta fase: 10 clubes

                                          • Jogos de ida e volta (20 jogos)
                                          • Sorteio para definições dos confrontos e dos mandos de campo
                                          • Classificam-se para a quinta fase os vencedores dos confrontos (5 clubes)

                                          Quinta Fase (Oitavas de Final): 16 clubes

                                          • Entram os 5 clubes classificados da quarta fase, os sete clubes participantes da Copa Libertadores da América 2017, o campeão da Copa Sul-Americana de 2016 (Chapecoense, aguardando confirmação por parte da Conmebol), os campeões da Copa do Nordeste, da Copa Verde e da Série B do Campeonato Brasileiro da Série B.
                                          • Jogos de ida e volta (16 jogos)
                                          • Sorteio para definições de confrontos e de mandos de campo
                                          • Classificam-se para a sexta fase os vencedores dos confrontos (8 clubes)

                                          Sexta fase (Quartas de Final): 8 clubes

                                          • Jogos de ida e volta (8 jogos)
                                          • Sorteio para definições de confrontos e de mandos de campo
                                          • Classificam-se para a sétima fase os vencedores dos confrontos (4 clubes)

                                          Sétima fase (Semifinal): 4 clubes

                                          • Jogos de ida e volta (4 jogos)
                                          • Sorteio para definição dos mandos de campo
                                          • Classificam-se para a oitava fase os vencedores dos confrontos (2 clubes)

                                          Oitava fase (Final): 2 clubes

                                          • Jogos de ida e volta (2 jogos)
                                          • Sorteio para definição dos mandos de campo
                                          • Não há o critério do gol qualificado

                                           

                                            Brasil tem superávit comercial de US$ 4,758 bi em novembro, recorde para mês e acima do esperado

                                            ReutersMarcela Ayres

                                             

                                            BRASÍLIA (Reuters) - O Brasil teve superávit comercial de 4,758 bilhões de dólares em novembro, mais alto para o mês da série histórica iniciada em 1989, impactado positivamente pelo aumento das exportações num período de expressivo avanço do dólar.

                                            O desempenho, divulgado nesta quinta-feira pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), também veio acima do saldo positivo em 3 bilhões de dólares estimado por analistas em pesquisa Reuters.

                                            Em novembro, as exportações subiram 17,5 por cento na comparação anual pela média diária, a 16,220 bilhões de dólares, num mês em que a moeda norte-americana subiu 6,18 por cento sobre o real, após a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos ter elevado incertezas sobre como será o comportamento da maior economia do mundo sob seu comando.

                                            Com o dólar mais caro, os produtos brasileiros ficam mais competitivos no exterior.

                                            De outro lado, a recessão econômica tem impacto direto sobre as trocas comerciais no azul, já que, diante do menor apetite dos brasileiros em comprar e investir, as importações vêm caindo em ritmo acentuado.

                                            Essa dinâmica teve prosseguimento em novembro, quando as importações somaram 11,463 bilhões de dólares, recuo de 9,1 por cento sobre igual mês do ano passado pela média diária.

                                            Categorias

                                            Na comparação com um ano antes, as exportações de novembro tiveram um salto em manufaturados (+41,8 por cento), beneficiadas pela venda de plataforma para extração de petróleo de 1,9 bilhão de dólares e um aumento de 85 por cento nas vendas de automóveis de passageiros.

                                            As exportações de semimanufaturados, por sua vez, avançaram 21,3 por cento na mesma base, com destaque para elevação do açúcar em bruto (+45,6 por cento). Já as vendas de básicos caíram 5,5 por cento.

                                            Do lado das importações, houve queda nas categorias de combustíveis e lubrificantes (-46,9 por cento), bens de capital (-22,4 por cento) e bens de consumo (-0,8 por cento), enquanto as compras de bens intermediários subiram 1,2 por cento.

                                            No acumulado dos 11 meses do ano, o superávit é de 43,282 bilhões de dólares, também recorde para o período. Para o consolidado do ano, o MDIC estima um saldo positivo em 45 a 50 bilhões de dólares. Até agora, o melhor resultado já obtido pelo país se deu em 2006, quando o superávit da balança comercial foi de 46,5 bilhões de dólares.

                                            De janeiro a novembro, as importações caíram 22 por cento ante igual etapa de 2015, a 126,025 bilhões de dólares, e as exportações sofreram uma retração bem menor, de 3,3 por cento, a 169,307 bilhões de dólares.

                                             

                                            UOL Economia