Temer defende "estudar" adoção do voto facultativo

PEC sobre tema foi analisada em 2015, mas rechaçada pela Câmara dos Deputados

Temer defende estudar adoção do voto facultativo | Foto: Romério Cunha / Flickr Michel Temer / Divulgação / CP

Temer defende estudar adoção do voto facultativo | Foto: Romério Cunha / Flickr Michel Temer / Divulgação / CP

O presidente Michel Temer afirmou que o alto volume de votos em branco e nulos verificado nas eleições municipais deste ano significa que, "talvez, seja a hipótese de se estudar o voto facultativo". A declaração foi dada durante

entrevista ao programa Mariana Godoy Entrevista, da Rede TV!, que foi ao ar na noite de sexta-feira. O fim do voto obrigatório é um dos pontos da reforma política para o qual não há consenso entre os parlamentares. Para o peemedebista, as propostas de mudança devem ser debatidas pelo Congresso e não via Executivo.

De acordo com Temer, o voto facultativo, caso aprovado pelo Congresso, deveria vir acompanhado de "pregação de cidadania". "Quando você vai ao advogado, ao médico, eles são de confiança. Nas eleições, você está dando uma procuração para uma coisa mais grave que é dirigir os destinos do País", disse.

No ano passado, ao analisar proposta de emenda à Constituição sobre o tema, a maioria dos parlamentares da Câmara votou contra relatório do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) que defendia o voto facultativo sob o argumento de que a democracia brasileira não está "madura" o suficiente para adotar a medida no País.

O presidente admitiu que hoje há um mal-estar com a classe política. "Às vezes, a crítica vem pelo silêncio, pela abstenção ou pelo voto nulo", declarou. Para o presidente, a classe política deveria compreender que "tem alguma coisa errada". "O político tem que servir ao povo e não ao seu mandato", afirmou.

 

 

Correio do Povo

Acordo vai acelerar envio de delação da Odebrecht a Teori

PGR informou aos advogados do grupo as penas e aguarda resposta

Acordo vai acelerar envio de delação da Odebrecht a Teori | Foto: Luiz Cláudio / Folhapress / CP

Acordo vai acelerar envio de delação da Odebrecht a Teori | Foto: Luiz Cláudio / Folhapress / CP

 

 

A colaboração entre o Grupo Odebrecht e a Lava Jato está na reta final. Previsto para ser firmado ainda neste mês, o maior acordo já feito pela operação - 53 executivos negociam delação e 32 depõem como lenientes (colaboradores a quem não são imputados crimes) - terá logística diferente para evitar vazamentos e permitir o envio para homologação do ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, antes do recesso de fim de ano, em 20 de dezembro.

A Procuradoria-Geral da República informou aos advogados do grupo as penas a serem impostas e, agora, aguarda a resposta das defesas com os depoimentos já tomados. Depois, cada colaborador será ouvido pelos procuradores apenas para confirmar o teor do depoimento entregue por seu advogado.

Embora fosse alvo dos investigadores desde 2014, quando foi citada pelos primeiros delatores da Lava Jato - o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa -, a Odebrecht recebeu o primeiro golpe quando a Suíça, em março deste ano, liberou o envio da quebra de sigilo de suas contas mantidas no país europeu.

Meses depois, as fases Xepa e Acarajé, da Lava Jato, descobriram o Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht - segundo a força-tarefa da operação, um "departamento de propina" que recebia as demandas do grupo para os pagamentos e garantia a entrega do dinheiro. Além desse setor, também foram identificados offshores usadas pela maior empreiteira da América Latina para camuflar repasses no exterior e um banco adquirido para movimentar dinheiro proveniente do sistema financeiro paralelo.

Embora o Setor de Operações Estruturadas tivesse vida e modus operandi próprios, a palavra final era do ex-presidente da empreiteira Marcelo Odebrecht, herdeiro do patriarca Emílio Odebrecht. Na negociação com o Ministério Público, procuradores insistem para que Marcelo não se exima da responsabilidade de coordenar o "departamento de propina".

Estrutura

O Estado mapeou cargos e as áreas de atuação de executivos que negociam uma colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República. Além do núcleo mais próximo à família Odebrecht, são funcionários que vão de presidentes de empresas e diretores de áreas de negócio a secretarias da Construtora Norberto Odebrecht, Odebrecht Ambiental, Odebrecht Óleo e Gás, Odebrecht Realizações Imobiliárias, Odebrecht Defesa e Tecnologia, Braskem, além de braços internacionais da empresa.

Dos 53 executivos que negociam delação, ao menos sete são ligados à cúpula do grupo, sendo três deles ex-presidentes da holding: Emílio Odebrecht, atual presidente do Conselho de Administração do grupo, Marcelo Odebrecht e Pedro Novis. A lista inclui ainda dois ex-presidentes da Braskem, 14 diretores executivos e 30 diretores ou ex-diretores.

A PF e o Ministério Público identificaram os executivos que trabalharam em dez braços do grupo e tiveram comunicações suspeitas. Parte negocia delação e vai cumprir pena após prestar os depoimentos. Outros devem relatar o que viram ocorrer na empresa na condição de lenientes. Há também diretores de contrato, hierarquicamente distantes da cúpula do grupo. Todos, independentemente do cargo, tiveram algum contato com o esquema alvo da Operação Lava Jato.

Além das bilionárias obras da Petrobrás, a Odebrecht é alvo de investigação em ao menos outros 38 contratos espalhados pelo Brasil com União, Estados e municípios. Há casos delatados anteriores a 2002, o que significa que não ficam circunscritos apenas a épocas em que o PT ocupou o governo federal. Há, por exemplo, relatos de irregularidades nas décadas de 1980 e 1990. Pelos vazamentos de informações do acordo até agora, devem ser implicados na delação mais de cem políticos.

Alcance

A considerar os cargos ocupados pelos executivos nos últimos anos, devem ser relatadas irregularidades em obras de construção, infraestrutura, óleo e gás, empreendimentos imobiliários, petroquímica e defesa não só no Brasil, mas em pelo menos sete países.

Marcelo Odebrecht resistiu a aderir à colaboração premiada. O empreiteiro chegou a chamar delatores de "dedo-duro". "Primeiro, para alguém dedurar, ele precisa ter o que dedurar. Isso eu acho que não ocorre aqui. Segundo, tem o a questão do valor moral", disse o empresário à CPI da Petrobrás, em setembro do ano passado, três meses após ser preso pela PF.

 

Correio do Povo

Mobilização de servidores alerta para privatização de fundações no RS

Sindicatos de jornalistas e radialistas se reuniram no Parque Farroupilha

Mobilização de servidores alerta para privatização de fundações no RS | Foto: Jessica Hübler / Especial / CP

Mobilização de servidores alerta para privatização de fundações no RS | Foto: Jessica Hübler / Especial / CP

     

  • Jessica Hübler

O Movimento dos Servidores da Fundação Piratini, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (Sindjors) e o Sindicato dos Radialistas do Rio Grande do Sul organizaram um evento junto à comunidade cultural de Porto Alegre com o objetivo de alertar a população para as ameaças de privatização e extinção das fundações do Estado. O ato, ocorrido neste sábado, foi realizado no Parque Farroupilha e contou com a participação de nomes como Frank Jorge, Antonio Villeroy, Replicantes, Nelson Coelho de Castro, Hique Gomez e Tribo Brasil. Para o presidente do Sindjors, Milton Simas, o principal motivo é informar a sociedade sobre o que está acontecendo.

“Todos os músicos vieram na parceria, não tem nenhum cachê. Isso mostra que os artistas reconhecem a importância da Fundação Piratini, que é um espaço deles também”, ressaltou Simas. Além disso, segundo o presidente do Sindjors, a realização de shows gratuitos e ao ar livre buscou levar um presente para a comunidade porto-alegrense. “A Redenção é um espaço muito democrático. Por isso escolhemos realizar o evento aqui”, disse Simas.

De acordo com os organizadores, a atividade “Salve, Salve TVE e FM Cultura”, com apoio da Central Única de Trabalhadores do Estado do Rio Grande do Sul (CUT-RS), representou mais uma etapa da mobilização em defesa da Fundação. “A comunicação pública é um direito da população”, ressaltou o apresentador da TVE, Domício Grillo. Segundo ele, o movimento pede o apoio da população. “A Fundação Piratini é patrimônio dos gaúchos e das gaúchas”, reiterou Grillo.

 

Correio do Povo

São Paulo é a capital mais endividada do país, diz Tesouro

A cidade de São Paulo é a capital mais endividada do país, segundo dados divulgados hoje (4) pelo Tesouro Nacional. O balanço faz parte do Boletim de Finanças dos Entes Subnacionais , que traz informações fiscais e individualizadas dos 146 municípios brasileiros com mais de 200 mil até 2015. No último dia 20, o Tesouro Nacional já tinha publicado parte do documento, com dados dos estados e do Distrito Federal, para mostrar o grau de dificuldade dos estados e a necessidade de reformas estruturais.

No documento, São Paulo aparece com um índice de endividamento de 204,3%. Em seguida, vem o Rio de Janeiro, com 87,73%. Na outra ponta, está Macapá, com um índice de 0,22% , indicam os dados. O boletim mostra que, sobre a arrecadação própria em relação às receitas totais, o município de São Paulo lidera com 70% e Macapá arrecada apenas 18% da receita total.

De acordo com o documento, as receitas correntes dos municípios selecionados, por exemplo, aumentaram R$ 15,6 bilhões, mas, se considerada a inflação, houve queda em termos reais. De acordo com os técnicos, os principais impostos municipais, como Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) e o Imposto sobre Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU), tiveram um franco desempenho em 2015, com variações nominais de 6,55% e 9,12%, respectivamente, e abaixo da inflação do período de 10,67%.

“Quando se analisa a dívida consolidada dos municípios quanto a concessão de garantia da União, observa-se que a maior parte do estoque da dívida (63,5%) não é passível de ser garantida, caso das dívidas refinanciadas junto à União. Por outro lado, verifica-se que 12% do estoque da dívida possui garantia da União e 24,5% não possui garantia”, diz o documento.

As informações relacionadas no boletim foram extraídas do Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi).

O Tesouro Nacional informou também que o Boletim de Finanças dos Entes Subnacionais é uma publicação anual que tem como objetivos ampliar a transparência das relações federativas e contribuir para o processo de sustentabilidade fiscal de Estados e municípios. Em 2017, além da inclusão de novas análises e informações, o boletim deverá trazer os dados fiscais de cerca de 308 municípios com mais de 100 mil habitantes.

 

Agência Brasil

OS SELVAGENS QUEIMAM BANDEIRA DE GRUPO LIBERAL NO CEARÁ


blog
A faixa do Grupo de Estudos Dragão do Mar que tinha a frase do Frederic Bastiat foi queimada por selvagens hoje, vejam o vídeo abaixo:
Por volta de 2010 eu descobri algo que já desconfiava, eu era um Liberal, achava que eu era o único em todo Nordeste.
No início de 2012, após ter devorado tudo aquilo que o Instituto Mises Brasil tinha pra oferecer, eu encontrei na Faculdade de Economia da UFC o Grupo de Estudos Dragão do Mar, nome que é homenagem a um jangadeiro que se negou a transportar os escravos.
Conheci gente brilhante como Felippe Hermes, Raduán Melo, Cibele Bastos e tantos outros.
O Dragão encontrou o seu caminho no Ensino, Pesquisa e Extensão, baluartes de quem quer fazer algo no campos das ideias. Crescemos muito, de forma plural, temos gente de todos os ramos e segmentos frequentando o grupo de estudos, nos tornamos grupo de extensão da UFC com o apoio dos meus amigos Nestor Eduardo Araruna Santiago, Uinie Caminha e Mauricio Benevides Magalhães. Eu tive e tenho o privilégio de ser o professor externo responsável.
Fizemos eventos sobre vários temas importantes para o Brasil, o Dragão ajudou a organizar um dos maiores eventos liberais do Brasil, a “Semana da Liberdade”, evento que já teve quatro edições e parte para sua 5a edição. Hoje o Dragão tem a honra de ser o maior grupo de estudos liberal do Brasil, com reuniões semanais, todos os sábados, 15h.
Na nossa casa, que é Faculdade de Direito, da UFC, nós penduramos duas faixas, um outro grupo de estudos também tinha faixa lá. A primeira foi a frase de Ayn Rand que fala que a “menor minoria é o indivíduo”. A faixa ficou velha e trocamos por outra faixa com a frase do Bastiat, “a fraternidade forçada destrói a Liberdade.”
Hoje, num ato selvagem, intolerantes queimaram essa faixa. Confesso que fiquei chateado assim que soube, mas passou rápido. Ideias são à prova de bala e ninguém segura uma ideia que chegou ao seu tempo.
Até semana que vem teremos outra faixa, mais bonita e com outra mensagem de liberdade. A Liberdade vai vencer, ela sempre vence.
PS: o Dragão deu cria, temos mais de 10 grupos liberais somente no Ceará. Temos o Clube Atlas na UNIFOR, todas as sexta, 18h; temos o SAMBA na FEAC toda as sextas, 18h; quinzenalmente no CAEN e no IFCE e o LIBERTAS, da UECE, com seus fantásticos vídeos. Isso é só uma pequena amostra.
PS2: Os “estudantes” que queimaram a faixa do Grupo de Estudos Dragão do Mar dentro da Faculdade de Direito, da Universidade Federal do Ceará, estavam em boa parte MASCARADOS. A intenção para a criminalidade é óbvia!

GLOBO É A FAVOR DO DESARMAMENTO… DOS OUTROS, POIS USA ATÉ BOMBEIRO COMO SEGURANÇA PARTICULAR!

blog

Bene Barbosa, do Movimento Viva Brasil, pescou essa pérola na internet:

A Rede Globo, uma das empresas jornalísticas e de entretenimento mais empenhadas em defender e ampliar as restrições às armas de fogo, a mesma que financia ONGs desarmamentistas, que nunca se furta em afirmar que armas não são instrumentos eficazes para defesa, que não deixam de apoiar e divulgar campanhas de desarmamento onde os cidadãos são convencidos  a entregarem suas armas para ficarem mais seguros, que usa suas novelas, atores e jornalistas na defesa do malfadado Estatuto do Desarmamento, oras vejam só que “surpresa”, usa até mesmo bombeiros militares armados para garantir a segurança de seus diretores e atores!

Abaixo segue trechos da notícia divulgada na página do escritório de advocacia Santos Pedro. É, definitivamente, isso a Globo não mostra!

“A Justiça do Trabalho reconheceu o vínculo empregatício de um bombeiro militar contratado pela Globo Comunicação e Participações S.A. para exercer a função de agente de segurança patrimonial. O processo chegou ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) por meio de recurso da emissora, mas a Terceira Turma negou provimento a seu agravo de instrumento.

O bombeiro declarou que, quando estava de folga na corporação, em média quatro dias na semana, trabalhava para a Globo, ARMADO, fazendo ESCOLTA de funcionários, ARTISTAS E DIRETORES recebendo salário mensal em espécie diretamente do coordenador de segurança da Globo, no Projac ou nas instalações da emissora no Jardim Botânico (RJ). Contou que não tinha carteira de trabalho assinada, não recebia férias nem 13º salário, trabalhava à paisana E QUE A ARMA QUE UTILIZAVA ERA DE SUA PROPRIEDADE.”

A íntegra dessa matéria e o processo podem ser acessados no link: http://santospedro.com.br/rede-globo-nao-consegue-afastar-vinculo-de-bombeiro-militar-contratado-como-seguranca/

Defender o desarmamento fica mais fácil quando é o dos outros, não é mesmo? Quando se pode bancar um exército particular de seguranças, muito bem armados, automaticamente soa mais tranquilo pregar o desarmamento dos cidadãos, disso tenho certeza. O grupo Globo não cansa de bater nessa tecla. É um editorial atrás do outro no jornal, uma reportagem atrás da outra, um programa atrás do outro na TV.

Nesta semana mesmo houve mais um ataque. Ironicamente, tinha uma notícia ontem sobre o confisco de fuzis no Rio, na casa das centenas. Ou seja, os bandidos estão fortemente armados, com fuzis, que já são ilegais para a compra, e essa turma toda fica insistindo no desarmamento dos civis inocentes. Faz sentido? Qual a lógica?

Novamente vamos de Bene Barbosa, que tocou na ferida, respondendo ao novo ataque do grupo:

O jornal O Globo já é velho conhecido nosso com sua defesa do desarmamento e hoje isso se repete em mais um editorial que, em tom de fim do mundo, fala sobre o crescimento dos homicídios em algumas grandes cidades americanas… Pois bem, lá vamos nós.

No dito panfleto travestido de jornalismo, afirmam que grandes cidades americanas apresentam um enorme crescimento nos homicídios e, claro, acusam a facilidade para posse e porte de armas como o causador disso, mas não explicam – pois explicação não há! – por qual motivo outras cidades de grande e pequeno porte, que possuem as mesmas leis para compra e porte de armas não tiveram aumento, muito pelo contrário tiveram redução em seus homicídios. Também não explicam como em um país que vende milhões de armas todos os anos, os índices gerais de homicídios estão diminuindo desde a década de 80. Outro ponto importante é o uso dos homicídios em números absolutos e não as taxas por 100 mil habitantes que seria o correto, a intenção é óbvia: causar choque… Vindo de um jornalista que mora em um país com rígido controle de armas e… taxa que ultrapassa os 30 homicídios por 100 mil habitantes – nada menos que 6 vezes maior que a americana – e perfazendo a inacreditável cifra de 60.000 homicídios por ano! 

O último parágrafo é a expressão máxima do termo criado por George Orwell em seu imorrível 1984: o duplipensar. Trata-se da capacidade de ter na cachola duas ideias absolutamente antagônicas e conviver plenamente com ambas, um verdadeiro desafio a qualquer pensamento minimamente lógico. Vejam:

“No Brasil, onde o Estatuto do Desarmamento impõe restrições, a violência com armas de fogo tem índices de zonas de guerra. Por isso, é importante ficar vigilante às iniciativas da chamada “bancada da bala”, composta por parlamentares ligados à indústria de armas, que vêm tentando criar brechas na legislação”.

Ou seja, o jornalista que escreveu essa pérola afirma o fracasso do desarmamento no Brasil ao mesmo tempo que defende o desarmamento no Brasil! Seria até engraçado se isso não estivesse publicado no editorial de um dos maiores jornais do país.

Mas longe de mim ser um radical que não acredita na boa vontade dos desarmamentistas! Sim eu posso crer! E para isso acontecer é fácil: basta que todas as empresas das organizações Globo, bem como todos seus diretores, incluindo a família Marinho, e artistas pró-desarmamento como o casal Angélica e Luciano Huck abram mão do uso de seguranças particulares armados para se protegerem! Enquanto isso não acontecer vou continuar afirmando o óbvio: vocês não passam de um bando de hipócritas!

Ouch! Fui colaborador da “casa” por seis anos, tenho simpatia pessoal por um dos Marinho, que conheço melhor, e respeito as Organizações Globo em diversas áreas. Mas não posso me omitir nesse caso. Soa hipócrita sim a defesa do desarmamento quando se circula por aí repleto de seguranças armados. Assim até eu dispenso uma arma! Outro – ou vários outros – carregarão ela por mim, prontos para reagir se um marginal se aproximar e colocar minha vida ou propriedade em risco.

Nos Estados Unidos ocorre o mesmo fenômeno: é a esquerda “progressista” que luta pelo desarmamento. Mas só Donald Trump teve coragem de perguntar o óbvio: Hillary Clinton estaria disposta a abrir mão de seus inúmeros seguranças armados? Silêncio. Mudança de assunto. Assobios. Desmaio. Qualquer coisa, menos uma resposta objetiva. Porque ela não existe! Porque a hipocrisia é evidente demais!

Rodrigo Constantino

Ministro confirma MP que pode aumentar preço de medicamentos emergenciais

Remédios genéricos

Remédios genéricosArquivo/Agência Brasil

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, confirmou hoje (4), em São Paulo, que o governo está elaborando medida provisória (MP) para permitir que, em casos emergenciais como calamidades e epidemias, os preços dos medicamentos sejam elevados.

De acordo com Barros, a medida está sendo tomada principalmente devido aos aumentos dos casos de sífilis no país. Atualmente, o medicamento utilizado no tratamento da doença, a penicilina benzatina, é importado e o governo não tem conseguido comprar quantidades suficientes para atender a demanda.

Hoje, os aumentos de remédios correspondem ao reajuste da inflação. Com a medida, o governo visa a elevar o preço do medicamento e tentar despertar o interesse da indústria farmacêutica nacional para a produção desse tipo de remédio.

“O governo prepara uma solução para o abastecimento de medicamentos, que são fundamentais no caso de uma epidemia de sífilis no Brasil por falta de penicilina. Então, precisamos viabilizar economicamente a produção para atender as pessoas. É isso que será feito. Já há uma deliberação sobre isso, que é a que trata da fixação de preços para novos produtos no Brasil, e nós faremos, a partir da flexibilização desses produtos, que precisam estar no mercado para evitar epidemias”, afirmou após participar de reunião na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

O ministro disse ainda que o governo está trabalhando para agilizar as Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDPs) para produção de medicamentos similares e que já houve reunião com os órgãos competentes. “Nós deliberamos todos os recursos e pendências que haviam. E aqueles parceiros que foram escolhidos, públicos e privados, nacionais e estrangeiros, que detém tecnologias, estão com as parcerias autorizadas. Esperamos um investimento de R$ 6,4 bilhões, a partir de agora, para os próximos dois anos, com a geração de 7,4 mil de empregos nessa área sendo 350 pesquisadores”.

Barros lembrou que dia 25 será o Dia Nacional de Combate ao Mosquito Aedes aegypti, mas que a campanha terá início no dia 20 com a divulgação de peças publicitárias chamando a população a colaborar com a eliminação do mosquito. “Todas as sextas-feiras, durante todo o verão e o período de maior proliferação do mosquito, haverá ações e combate ao mosquito, conscientização dos alunos nas escolas, empresas. O combate ao mosquito é a única forma de evitarmos mais crise e desgaste com a denque, zika vírus e chikungunya”.

Plano de Saúde Popular

Sobre o Plano de Saúde Popular, o ministro ressaltou que houve uma reunião na última segunda-feira e as propostas iniciais foram colocadas em pauta. O Plano de Saúde Popular foi criado pelo governo para permitir acessibilidade à saúde suplementar com preços mais acessíveis.

Segundo o secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Francisco de Assis Figueiredo, já ocorreram quatro reuniões e as propostas saíram de um consenso das diversas instituições. “Todas ficaram de retornar com um novo plano de ação que será apresentado daqui a 15 dias”.

 

 

Agência Brasil

 

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Após campanha repleta de ataques mútuos entre Hillary e Trump, Estados Unidos escolhem na terça-feira o ocupante da Casa Branca pelos próximos quatro anos. Crédito: Gilmar Fraga/Arte ZH

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PESQUISA MOSTRA QUE QUASE 60% DOS BRASILEIROS ACHAM QUE “BANDIDO BOM É BANDIDO MORTO”

Nada como a tecnologia moderna para resolver isso.

Nada como a tecnologia moderna para resolver isso.

A maioria dos brasileiros (57%) defende a afirmação “bandido bom é bandido morto”. O índice de concordância sobe para 62% em municípios com menos de 50 mil habitantes, segundo levantamento feito pelo Datafolha a pedido do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

Os dados fazem parte do 10º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que será divulgado no dia 3 de novembro. No comparativo com 2015, quando a mesma pesquisa foi feita, a aceitação da frase aumentou. No ano passado, 50% da população se dizia a favor da morte de criminosos.

A diferença aumenta ou cai um pouco quando separada por sexo. Este ano, entre os homens, 60% concordam e 32% discordam. Já entre as mulheres, 55% concordam e 36% discordam. Separado por idade, quanto mais velho, mais a expressão é aprovada. Na faixa de 16 a 24 anos, 54% concordam. Já para os que têm 60 anos ou mais, 61% estão de acordo.

O Datafolha também revela que 64% dos brasileiros acreditam que os policiais são caçados pelos criminosos. A percepção é ainda maior nas regiões Norte (67%), Centro-Oeste (69%) e Sudeste (66%).

Não acho um bom indício da situação de nossa civilização quando a maioria concorda com a afirmação “bandido bom é bandido morto”, mas compreendo o fenômeno. Numa sociedade decente, normal, o certo seria “bandido bom é bandido preso”, julgado e condenado após o devido processo legal. É aquilo que chamamos de “estado de direito”, um valor clássico do liberalismo.

Mas eu disse numa sociedade normal. Definitivamente não é o caso do Brasil. Somos o país da impunidade. O país em que Suzane Richthofen mata os próprios pais e depois recebe indulto… no Dia das Crianças! Policiais se arriscam o tempo todo, despreparados e com equipamentos precários, e depois observam os bandidos serem soltos pela “Justiça”. Ainda precisam escutar os “intelectuais” falando que os marginais vagabundos são “vítimas da sociedade” e pregando o desarmamento dos cidadãos corretos!

É, enfim, esse conjunto da obra podre, essa ópera bufa que leva tanta gente à desesperança no sistema, preferindo a solução mais prática e direta: mata logo esses vagabundos! A punição legal existe para impedir a vingança pessoal, a “terra sem lei”. Quando ela falha, deixa um vácuo e dá lugar ao sentimento de anomia, impunidade total, que leva, por sua vez, a essa defesa dos justiceiros.

Repito: o que essa pesquisa mostra não é o ideal para um liberal. Mas é um sintoma, um alerta, um termômetro do que se passa. O povo está cansado. Ninguém aguenta mais. São cerca de 60 mil homicídios por ano! O Brasil é o Iraque, a Síria. Há uma guerra civil “velada”. E a sensação é de que a polícia está enxugando gelo apenas. Eis o contexto que explica tanta gente querendo bandido morto. É menos mal do que suas vítimas mortas, não é mesmo?

Rodrigo Constantino

EM DEFESA (ACANHADA) DOS EVANGÉLICOS NA POLÍTICA

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Sejamos francos: os evangélicos são alvos de profundo preconceito por aquela elite “descolada” que supostamente não tem preconceito algum. Eis um fato inegável. Basta ler os artigos na imprensa, conversar por alguns minutos com qualquer membro da esquerda caviar. Para essa turma, os evangélicos não passam de uma massa ignorante e alienada vítima do oportunismo de bispos como Edir Macedo, da Igreja Universal.

Em parte, isso ocorre mesmo. Não dá para negar que muitas pessoas mais simples e ignorantes sejam enganadas por exploradores da miséria alheia. Mas será que é só isso? E mais: será que a turma da esquerda caviar não olha com ódio para esse fenômeno porque enxerga nesses bispos seus concorrentes, de certa forma? A esquerda “progressista” não é também uma seita religiosa que procura monopolizar as virtudes?

Ao ler no GLOBO hoje o artigo de Chico Alencar, deputado socialista pelo sectário PSOL, fica claro o confronto de visões de mundo entre evangélicos e esquerdistas, sendo que isso foi ignorado quando o bispo Macedo era apoiador do PT (mais sobre isso à frente). Diz o socialista:

O neopentecostalismo de resultados avançou. Ele não opera a fé como inspiração para a luta cidadã dos fiéis por justiça e igualdade, no âmbito do Estado laico e plural. Não pratica a política como “dimensão maior do amor ao próximo”, assim definida pelo Concílio Ecumênico Vaticano II, nos anos 60 do século passado, e reiterada agora pelo Papa Francisco. A separação Igreja-Estado, ainda que exaltada em todo discurso, fica tisnada por um projeto político-partidário de poder, de viés confessional, “evangelizador” e expansionista, altamente conservador e com forte apelo de massa. Muitas contradições vão aflorar.

Ora, sejamos honestos: deveria alguém deixar totalmente sua fé de lado na hora de pregar medidas políticas? Mas e se seu código de moral deriva dessa fé religiosa? Questões como o aborto, as drogas, a “identidade de gênero”, são sempre delicadas. A esquerda leva sua visão de mundo para o debate, uma visão ideológica, para não dizer “religiosa”, mas o evangélico não pode se manifestar como evangélico? Não pode condenar o aborto por considerá-lo um crime contra a vida humana, um pecado? E o “progressista” pode banalizar o aborto na boa, como se o ovo da galinha valesse mais do que o feto humano?

Ver um socialista do PSOL, defensor até mesmo do nefasto regime comunista soviético, falando em justiça e amor ao próximo é de embrulhar o estômago. Sabemos bem qual é, na prática, o “pluralismo democrático de um estado laico” dessa gente: o totalitarismo da foice e do martelo. O PSOL de Alencar e Freixo defende o modelo venezuelano, o modelo cubano, onde cristãos foram perseguidos. Haja tolerância…

A “solidariedade” que os socialistas pregam é aquela imposta pelo estado. Ora, cobrar voluntariamente o dízimo do crente é mesmo tão pior assim do que cobrar compulsoriamente a metade (ou mais) do que ganha cada trabalhador por meio de impostos? Os “progressistas” querem enfiar goela abaixo dos filhos dos outros a sua tosca “identidade de gênero”, mas os evangélicos não podem reagir com base em suas crenças e valores, para proteger os seus filhos? E o autoritário em busca de um projeto político-partidário de poder é o outro, não o próprio socialista?

Isso sem falar do eterno duplo padrão dessa esquerda radical, apelando para a seletividade constante. Agora Crivella e Macedo, que derrotaram Freixo e o PSOL, são uma ameaça, mas antes eram aceitáveis e dignos, pois apoiavam o PT? Não vamos esquecer que Lula e Dilma eram os primeiros da fila no lançamento do Templo de Salomão.

Como diz Ricardo Mariano, autor de livro sobre o avanço dos evangélicos no país, nessa entrevista ao GLOBO: “Edir Macedo foi aliado do Lula e do PT desde o segundo turno de 2002 e o partido, criado em 2005, foi da base dos dois governos Dilma. Só saiu quando Dilma estava à beira do precipício”. Ou seja, foi só quando pularam para o outro lado, concorrendo diretamente com os “progressistas”, que eles passaram a representar o que há de pior na política nacional. Até então eram companheiros, camaradas, aliados.

Em primeiro lugar, portanto, é preciso reconhecer que existem vários grupos evangélicos, não algo monolítico como alguns pensam. Em segundo lugar, é importante ter em mente que a Universal é o grupo mais “pragmático”, no sentido pejorativo do termo, ou seja, disposto a se adaptar dependendo das circunstâncias, como faz o PMDB.

Por fim, é necessário ter em mente que a “bancada evangélica” carrega uma mensagem moral mais conservadora que, no atual momento do país, em meio a essa revolução cultural imposta pela esquerda, representa um bom freio a essa agenda “progressista”. Diz Mariano sobre a vitória de Crivella:

É uma vitória muito notável por seu caráter simbólico, já que o Rio é uma vitrine mundialmente conhecida. É também uma vitória de um bispo da Igreja Universal, que é uma denominação controversa mesmo dentro do meio evangélico, criticada por vários setores da mídia e por membros de movimentos feministas, do ativismo LGBT, de defensores de direitos humanos.

Quem se coloca contra os movimentos feministas, LGBT, raciais etc? Justamente os evangélicos. Nas favelas, muitas vezes o morador tem como alternativas apenas o traficante ou o pastor. Quem carrega uma mensagem melhor do ponto de vista moral? Não esqueçamos Roberto Jefferson contando o que viu de dentro da prisão: o PSOL tenta corromper todos com seu discurso de vitimismo, como se a culpa do crime fosse do “sistema”, enquanto os evangélicos ao menos tentam recuperar esses bandidos, mesmo que sob o preço do dízimo depois. Não é melhor?

Um amigo meu do mercado financeiro me mandou a seguinte mensagem outro dia:

Fala Rodrigo, tudo bem? Tenho tentado encontrar uma visão mais objetiva dessa coisa de IURD. Diferente do Estado, ninguém é obrigado a se filiar à igreja. E se fosse esse horror todo, o “turnover” de fiéis seria muito maior e ela não seria tão bem sucedida. Esse troço é um tipo de “welfare” voluntário. As pessoas gastam dinheiro, mas em troca têm uma rede de proteção física (ajuda a desempregados, alcoólatras, mulheres que sofrem violência etc.) e psicológica (minha vida aqui é horrível, mas o pastor me salvou). O que incomoda muito as pessoas (inclusive eu!) é que os pastores ficam com uma parte grande da grana em troca de um benefício altamente questionável do nosso ponto de vista. Mas entre escolher dar dinheiro pra uma igreja ou ser forçado a dar dinheiro para o Estado, fico com a primeira opção todos os dias (obviamente escolheria não dar dinheiro nenhum). Conheço bastante gente humilde que foi salva da desgraça por esse sistema. Enfim, não tenho certeza do que estou falando, mas fica aí a provocação.

Acho que ele tem um ponto. Silas Malafaia já disse isso numa entrevista para a Marilia Gabriela: se esses pastores e igrejas não oferecessem nada de valor em troca, você acha que tanta gente seria idiota de continuar contribuindo de forma voluntária? Talvez o “progressista” tenha essa imagem sim, de que são todos umas bestas, enquanto ele é o esclarecido, colaborando com os partidos socialistas, com a quadrilha petista…

Tenho alguma implicância com certos pastores e crentes? Sem dúvida. Tenho receio do projeto político de poder dessas igrejas? Com certeza. Mas nem por isso farei o jogo de seus maiores adversários, concorrentes, que são os socialistas. Entre o Kit Gay do Haddad e os evangélicos, fico com os últimos, sem dúvida. Entre a “identidade de gênero” e o conservadorismo moral religioso, escolho este em vez de aquela, sem pestanejar.

Em suma, se temos uma esquerda organizada, ideológica, religiosa, tentando usar o estado para impor à força sua visão tacanha de mundo, e se os evangélicos representam um obstáculo a esta agenda podre, uma grande barreira, então não vou ajudar os “progressistas” a destilar preconceito contra os crentes e deixar o caminho livre para seu totalitarismo socialista. Posso discordar de muitas coisas que vejo nessas igrejas evangélicas, mas sinto ojeriza do que observo nesses movimentos coletivistas em nome das “minorias”.

Espero que um dia as escolhas não sejam tão limitadas assim, especialmente pela ótica de um liberal clássico. Mas entre Crivella e Freixo, fico com Crivella. Entre Silas Malafaia e Lula, fico com Malafaia. Entre o pastor Everaldo e Chico Alencar, é o pastor na cabeça! Entre Bolsonaro e Jean Wyllys, claro que vou de Bolsonaro! E por aí vai.

Essas escolhas não representam, obviamente, a legítima direita que defendo, tampouco um conservadorismo que mereça tal rótulo. Ainda assim, chamando do nome que quiser, é bem menos pior do que o lulopetismo, o socialismo, o “progressismo” hedonista e imoral dessa esquerda radical que vinha controlando a política, a imprensa e a cultura no país há décadas. Detonar os evangélicos, hoje, significa ajudar essa corja, e isso eu não vou fazer nunca.

Rodrigo Constantino