Janot defende decisão do STF sobre prisão de condenados em segunda instância


Procurador Rodrigo Janot
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot Arquivo/Agência Brasil
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse hoje (1º) confiar que o Supremo Tribunal Federal (STF) não vai alterar seu recente entendimento sobre o cumprimento imediato de pena por pessoas condenadas em segunda instância.
“Eu acredito que não muda. Eu confio no tribunal. Eu não trabalho com especulação”, afirmou Janot, ao chegar ao STF, que hoje julga um recurso sobre o assunto.

Ele acrescentou que, se os ministros do Supremo alterarem a decisão anterior, isso poderá ter repercussão nas delações premiadas negociadas pelo Ministério Público. 
Questionado se uma eventual alteração no entendimento do STF sobre o assunto poderia prejudicar as investigações da Operação Lava Jato, o procurador respondeu que “isso influenciará com certeza em vários processos de colaboração premiada em curso, ou que virão, em todas as investigações do Ministério Público, seja Federal, seja dos estados”.
O plenário do STF decidiu, em fevereiro, por 7 votos a 4 no julgamento de um habeas corpus, que pessoas condenadas em segunda instância devem começar a cumprir pena de imediato, mesmo se ainda couber recurso. A decisão modificou a jurisprudência anterior, pela qual a pena começaria a ser cumprida somente após o trânsito em julgado, quando não cabem mais apelações. 
“É um questionamento jurídico denso, realmente, em que existem argumentos de ambos os lados muito fortes, mas confio em que seja mantida a decisão de 12 de fevereiro”, reforçou Janot.


Conselho Curador discute Rede Nacional de Comunicação Pública

O Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) debateu hoje (1º) temas como a qualidade da TV Digital no país, novos formatos e tecnologias, participação social e regionalização em audiência pública sobre a Rede Nacional de Comunicação Pública. A audiência reuniu, em Brasília, especialistas e profissionais do audiovisual para discutir os desafios para esses setores nas áreas de financiamento, troca de conteúdo, participação social, regionalização, novos formatos e tecnologias.
O presidente da Rede Minas, Israel Vale, destacou o aspecto da dualidade entre qualidade e conteúdo, aspectos sempre questionados sobre a TV pública brasileira. Para Vale, a cobrança de qualidade é uma “falsa premissa” para a comunicação pública. “Somos emissoras gratuitas em sinal aberto, não é qualquer um que pode operar o que temos”, disse. “Não precisamos ter esse fetiche de que a gente é menor porque não transmite em Full HD”. Vale ressaltou ainda a necessidade de se aprofundar o debate em torno da regulação de mídia.
A servidora da TVE Tocantins e pesquisadora Gizelli Bertolo abordou a mudança da TV analógica para digital e os impactos dessa transformação para a sociedade. “A gente entende essa mudança de TV digital muito mais de que mudança de imagem. É a mudança nos modos de produção e recepção, o público tem mais oportunidade de participar. Esse momento é um campo fértil para experimentações. E nesse campo a TV pública tem ganhado espaço”, disse.
Mudança de programação
Questionado a respeito da mudança da grade da TV Brasil, ocorrida no dia 22 de agosto, o gerente executivo de programação da EBC, Albino Castro, disse que há uma reorganização de programas para aproximar mais a TV de seus diversos públicos.
“Estamos reorganizando programas em um momento de dificuldade, uma grade que perdeu programas de reflexão, mas conseguimos voltar [com] dois desses programas ao ar e queremos fazer um terceiro para o horário nobre, em parceria com a rede”, disse. A Rede Nacional de Comunicação Pública reúne, atualmente, 16 emissoras públicas estaduais de TV.
Conselho Curador
Nesta sexta-feira (2), o Conselho Curador volta a se reunir para sua 63ª Reunião Ordinária. Na pauta da plenária está a análise da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) no panorama político do país e da nova grade de programação da TV Brasil e das rádios EBC. O relatório de execução do plano de trabalho da empresa para o primeiro semestre também será apreciado.



Morre no Rio o radialista Cristiano Menezes, ex-diretor da Rádio Nacional



Morre no Rio o radialista Cristiano Menezes, ex-diretor da Rádio Nacional
Cristiano Menezes estava internado na Casa de Saúde São José, no Humaitá, para tratamento de um câncer no fígadoReprodução/TV Brasil
Morreu hoje (1) no Rio, aos 67 anos, o radialista, jornalista, produtor e poeta Cristiano Ottoni de Menezes, que foi por dez anos, entre 2003 e 2013, diretor da Rádio Nacional do Rio de Janeiro e gerente regional das emissoras da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) na cidade. Ele estava internado na Casa de Saúde São José, no Humaitá, para tratamento de um câncer no fígado, em consequência do qual veio a falecer.
Nascido e criado em Botafogo, Cristiano estudou em dois colégios católicos tradicionais, o São Bento e o Santo Inácio, e cursou durante dois anos a Faculdade de Direito Cândido Mendes, mas não chegou a se formar. Antes de trabalhar em rádio, jornal e televisão, foi ator na peça A Dança da Lebre Celeste, dirigida por Mossa Ossa e encenada nos teatros Ipanema, no Rio, e Oficina, em São Paulo.
Como radialista e produtor trabalhou, na década de 1970, na Rádio Roquette Pinto, no Rio, onde criou e apresentou  o programa Panos e Molambos, voltado para a revelação de novos talentos na música, poesia, teatro e cinema. Mais tarde, mudou-se para Brasília, onde foi repórter da TV Tupi, do jornal Correio Braziliense e apresentador da TV Brasília, além de produtor e programador musical da Rádio Nacional FM. Nos anos 90, dirigiu a Rádio Cultura FM, emissora do governo do Distrito Federal.
De volta ao Rio, trabalhou em outras emissoras de rádio, antes de assumir a direção da Nacional, na época vinculada à extinta Radiobrás. No exercício do cargo, esteve à frente da reforma dos estúdios da emissora e da reabertura do antigo e tradicional auditório, ocorrida em 2004, com as presenças do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de dezenas de artistas dos anos dourados da emissora, como Marlene, Emilinha Borba e Cauby Peixoto.
Ainda na Nacional, criou e apresentou o programa Época de Ouro, realizado ao vivo no auditório, com os músicos do conjunto regional de choro fundado em 1964 por Jacob do Bandolim. Produtor e integrante do Época de Ouro, juntamente com seu pai, Jorginho do Pandeiro, da formação original do grupo, o percussionista Celsinho Silva ressaltou a importância de Cristiano para a revitalização da Nacional. “Ele trouxe de volta os programas ao vivo, com plateia, para a rádio”, disse.
Como poeta, Cristiano Menezes participou de dezenas de récitais, teve poemas publicados em suplementos literários e na antologia República dos Poetas (Editora Museu da República, 2005). Em 2014, lançou o livro de poesias Guardanapos (Editora 7Letras), com prefácio do poeta Xico Chaves.
O corpo de Cristiano Menezes será velado na manhã desta sexta-feira (2) na capela 4 do Memorial do Carmo, no Caju, zona portuária do Rio, antes da cremação, às 14h30.



Continua na luta
Moreira Mariz/Agência Senado
A defesa da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) entrou com uma ação no STF pedindo a anulação da sessão do Senado que cassou o mandato dela.

A alegação é que uma lei editada em 1950, que serviu para justificar o impeachment, contradiz trechos da Constituição de 1988, e portanto não seria válida como argumento.
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A Corte não gostou
Charles Sholl/ Futura Press/ Estadão Conteúdo
O ministro do STF Gilmar Mendes criticou a decisão do Senado de votar separadamente o impeachment de Dilma e a manutenção dos direitos políticos da ex-presidente.

Mendes classificou como "bizarra" a separação das duas votações. A opinião do ministro vai ao encontro da opinião de juristas, que afirmam que o político alvo do impeachment, automaticamente, fica impedido de assumir funções públicas por oito anos. Leia mais

Primeiro compromisso de Temer
Beto Barata/PR
O presidente Michel Temer vai desembarcar em Xangai na noite de hoje e participar de seminário com empresários brasileiros e chineses. É o primeiro compromisso externo do novo presidente.

O governo pretende assinar cerca de dez contratos na ocasião, entre investimentos, comércio e cooperação. A maior parte dos contratos deve ser em investimentos, que, nas contas do Planalto, podem superar R$ 10 bilhões.
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Polícia dispersa nova manifestação contra Temer no centro de São Paulo

Bombas e gás de pimenta lançados pela Polícia Militar dispersaram novamente hoje (1º) manifestação na capital paulista que pedia a saída do presidente da República, Michel Temer, e protestava contra a perda de direitos sociais. Desde o início da semana, em São Paulo, ao menos três manifestações contra o impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff e a posse de Michel Temer como presidente terminaram com ação da polícia.
A passeata partiu por volta das 18h40 do Museu de Arte de São Paulo (Masp) cercada por forte policiamento. Diferentemente do previsto, a manifestação se dirigiu a praça do Ciclista, em vez do Largo da Batata. Logo em seguida, os manifestantes decidiram ir até o diretório estadual do PMDB em São Paulo, na região do Ibirapuera. No entanto, a polícia impediu que a passeata seguisse para lá, e autorizou somente que a manifestação se dirigisse a praça da República, no centro.
Por vezes, os ativistas gritaram “Deborah presente”, nome da estudante da Universidade Federal do ABC, Deborah Fabri, que perdeu a visão do olho esquerdo no protesto de ontem, após ser atingida por estilhaços ou por uma bala de borracha.
No trajeto para o centro da cidade, os ativistas também entoaram o bordão dos anos 1980, “Diretas Já”, e palavras de ordem como “nenhum direito a menos”, e “fora, Temer”. No final do percurso, os manifestantes desviaram da praça da República, e se dirigiram para a região do vale do Anhangabaú.
Na esquina da avenida Nove de Julho com a rua João Adolfo, rojões foram disparados e, logo em seguida, a polícia começou a repressão da manifestação com bombas e gás de pimenta. Houve dispersão dos manifestantes. Na esquina da rua Álvaro de Carvalho com a rua Martins Fontes, dois manifestantes mascarados quebraram as vidraças de uma concessionária de motos.
Segundo o Grupo de Apoio ao Protesto Popular (Gapp), uma mulher asmática teve de ser atendida após passar mal em razão do gás lançado pela polícia na região da avenida Nove de Julho.


Agência Brasil


ONS descarta falta de energia no Nordeste, apesar da pouca chuva na região

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou hoje (1º), em reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), que não há risco de faltar energia no Nordeste, mesmo com os baixos níveis de armazenamento na Bacia do Rio São Francisco, problema causado pela falta de chuvas na região. Segundo o ONS, as demais alternativas oferecidas pelo Sistema Interligado Nacional garantem o suprimento de energia na região.

Mesmo assim, o comitê informou que a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) já pediu a redução do volume de água que sai da Usina Hidrelétrica de Sobradinho, na Bahia, em direção ao rio.
O pedido para reduzir a vazão dos atuais 800 metros cúbicos por segundo (m³/s) para 700 m³/s foi feito à Agência Nacional de Águas (ANA) e ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais e Renováveis (Ibama), que estão avaliando a questão. O Ministério de Minas e Energia também encaminhou o tema análise na Casa Civil “dado seu caráter interministerial”. A redução é necessária para que o volume de água na barragem não chegue a 0, o que prejudicaria a geração de energia na região. No entanto, a redução pode prejudicar a captação de água para a população, além de outras questões como a irrigação e a navegabilidade do rio.
“Apesar de não haver riscos para o abastecimento energético, o setor elétrico vem utilizando seu arcabouço técnico sobre a hidrologia para sugerir aos órgãos competentes ações de gestão dos recursos hídricos armazenados nas usinas hidrelétricas, devido ao impacto que a situação pode causar no abastecimento de água”, explicou o CMSE, em nota, após reunião realizada em Brasília. Atualmente, o reservatório de Sobradinho está em 14,6% de sua capacidade máxima de armazenamento, mas a expectativa do ONS é que o nível chegue a 4,5% no fim de novembro.
Durante a reunião, o Ministério de Minas e Energia apresentou os resultados da operação do sistema elétrico durante os Jogos Olímpicos Rio 2016. “As medidas operativas e de segurança no fornecimento de energia foram exitosas, não havendo ocorrência no sistema elétrico que afetasse as competições e o fornecimento de energia às instalações olímpicas”, diz a nota do comitê. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) apresentou a expectativa de crescimento do consumo total de eletricidade para o período entre 2016 e 2020, que está estimada em 4% ao ano.



Grito dos Excluídos deste ano faz crítica ao capitalismo

Com o lema Este Sistema é Insuportável: Exclui, Degrada, Mata, baseado em um discurso feito pelo Papa Francisco na Bolívia, o tradicional Grito dos Excluídos pretende este ano criticar o sistema capitalista. O evento ocorre sempre no dia 7 de setembro e é organizado por movimentos sociais e pelas pastorais católicas.
“Esse sistema é insuportável. É um sistema que seleciona aqueles que merecem e os que não merecem, os que podem e os que não podem. É um sistema que exclui e gera grande massa de humanos vivendo nas periferias do mundo, sem acesso ao que é fundamental e necessário à vida. E leva uma grande massa a se contentar com as migalhas que caem da mesa. É um sistema que nega à grande maioria das pessoas os acessos às condições básicas”, disse Dom Milton Kenan Junior, bispo da Diocese de Barretos.
Soniamara Maranhão, do Movimento de Atingidos por Barragens (MAB), disse que o grito traz um clamor de um sistema que “precisa ser destruído e de um novo projeto que precisa ser construído pelos trabalhadores”.
Em 24 estados
 Exclui, Degrada, Mata! e o tema Vi
O Grito dos Excluídos ocorre em 24 estados do país de forma autônoma e descentralizadaRovena Rosa/Agência Brasil
Como o evento ocorre em 24 estados do país de forma autônoma e descentralizada, a programação total ainda não foi toda divulgada. Na capital paulista, o único evento divulgado até o momento é uma missa na Praça da Sé, a partir das 9h, seguida por uma caminhada que passará por alojamentos de imigrantes.
Segundo Ari Alberti, da coordenação do Grito dos Excluídos, o evento existe há 22 anos e nasceu com a ideia de que “é preciso construir um projeto popular de sociedade, uma outra proposta onde a vida seja colocada em primeiro lugar e não a economia”.
“Passados esses 22 anos a gente percebe que as mudanças estruturais não aconteceram. Houve melhorias, mas nós queremos mudanças”, disse Alberti, durante entrevista coletiva em São Paulo para apresentar o tema do evento deste ano.
Impeachment
Como o Grito dos Excluídos é descentralizado e formado por várias associações, não há um consenso sobre o processo de impeachment que afastou Dilma Rousseff da presidência da República e se isso estará em pauta durante os atos que ocorrerão em várias cidades do país.
“Hoje, como o golpe é no Brasil, teremos perda de direitos historicamente conquistados. Isso vai aumentar diariamente o Grito. Hoje a produção da riqueza é social, mas a apropriação é privada. Teremos um desmonte da Previdência Social e a privatização de todas nossas estatais federais e estaduais, bens públicos que herdamos de uma luta histórica”, disse Soniamara.
Para Plínio de Arruda Sampaio Junior, professor do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que participa do evento, tanto Dilma quanto o atual presidente, Michel Temer, são “usurpadores” do país. “Esse Grito vem em momento trágico da vida nacional. Enquanto faremos o nosso Grito, a parada de 7 de setembro será presidida por um presidente sem nenhuma legitimidade, um usurpador, mas a Dilma também usurpou a vontade popular. Quem está sendo usurpado é o trabalhador brasileiro que falou que não quer o ajuste [fiscal]. O governo vem para aprofundar o ajuste. Este é um Grito que tem que ser especial e tem que ser forte e deve ser alerta de que chegou a hora de rediscutir o modelo”, disse.
Para o professor da Unicamp, neste momento de polarização, é importante que o Grito dos Excluídos tenha como bandeira a revolução democrática. “A solução dos problemas estruturais do povo brasileiro, problemas que não foram resolvidos pelo governo anterior ao governo Temer. E, se a gente não gritar, ele não vai escutar”.
Romaria
Junto ao Grito dos Excluídos ocorre também a 29ª Romaria dos Trabalhadores e das Trabalhadoras, que tem como lema este ano Mãe Negra Aparecida em teus Braços, com nossas Mãos, Construímos o Mundo Justo, que é promovida pela Pastoral Operária com apoio do Serviço Pastoral do Migrante. O evento terá início às 6h30 com uma caminhada que sairá do Porto Itaguaçu, em Aparecida (SP), com destino ao Santuário de Aparecida.



Relator teme que precedente aberto na votação no Senado seja usado por Cunha

O relator do processo de cassação do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Marcos Rogério (DEM-RO), teme que a decisão do Senado que manteve ontem (31) os direitos políticos da ex-presidenta Dilma Rousseff abra um precedente que beneficie Cunha e outros deputados que venham a responder processos de cassação de mandato.
De acordo com Marcos Rogério, Cunha ou algum de seus aliados também deve utilizar na votação do processo de cassação do mandato dele, marcada para o próximo dia 12, o mesmo princípio que permitiu a aceitação e votação do destaque que garantiu a Dilma os direitos políticos, após aprovação do impeachment.
Brasília - Reunião do Conselho de Ética da Câmara aprecia o parecer do deputado Marcos Rogério pela cassação do presidente afastado da Câmara Eduardo Cunha por quebra de decoro parlamentar (Wilson Dias/Agência Brasil)
Para Marcos Rogério, o precedente do Senado é "extremamente grave"Arquivo/Wilson Dias/Agência Brasil
“O que tivemos no Senado ontem foi um precedente extremamente grave e que afronta a Constituição Federal. Embora haja previsão no Regimento Interno do Senado, a Constituição aponta para outro caminho. Aquilo não podia acontecer à luz da Constituição. Esse precedente certamente será invocado pelo advogado de defesa e pelo próprio representado. Fica difícil para o presidente da Câmara [Rodrigo Maia] não aceitar um precedente que vem do Senado, cuja sessão foi presidida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski”, disse Rogerio.
Rogério disse entender que os procedimentos, no caso da Câmara, são diferentes. Segundo o parlamentar, os precedentes da Casa vão na direção contrária, não cabendo destacar ou emendar um parecer do Conselho de Ética. Afirmou, porém, que a decisão do Senado pode modificar o entendimento da Câmara.
“O que se vota na Câmara é o parecer que saiu do Conselho de Ética e não projeto de resolução. Portanto, no parecer não cabe emenda e não cabe destaque. A parte dispositiva apenas julga procedente a acusação para determinar a perda do mandato”, acrescentou.
No entendimento de Rogério, a perda dos direitos políticos é uma consequência da cassação do mandato parlamentar. “No texto do meu parecer vencedor no Conselho de Ética não há qualquer referência a direitos políticos ou a inabilitação para cargos, até porque a Constituição Federal, no caso de parlamentares, não faz menção a isso. A perda dos direitos políticos é decorrente da perda do mandato, da cassação. Então, é uma situação difícil de dissociar. Seria preciso fazer uma engenharia legislativa para se chegar a essa conclusão", afirmou.
Plenário
Caso algum aliado de Cunha apresente questão para suscitar o debate, caberá ao presidente da Casa aceitar ou negar o pedido. Rodrigo Maia também poderá abrir mão da prerrogativa e submeter a decisão ao plenário. Na hipótese de negação do pedido, os defensores de Cunha poderão apresentar um recurso para que o plenário decida a questão.
“O juízo inicial é exercido pelo presidente da Câmara. É ele que recebe as demandas e faz a análise inicial. Ele pode acatar ou rejeitar. Se aceitar, ele pode submeter ao plenário. Se rejeitar, também pode haver recurso ao plenário. Quem decide matéria dessa natureza em último grau é o plenário da Câmara, mas fica difícil para o presidente da Casa tomar uma decisão diferente quando o precedente do Senado foi gerados sob o comando do presidente do STF. Os precedentes da Câmara estão todos em sentido contrário de que não é possível emenda e destaque”, concluiu o deputado.



Mais de 50 condados decretaram estado de emergência. #GloboNews

Encontro na cidade de Hangzhou reúne chefes de governo das 20 maiores economias do mundo. #GloboNews

Imagens mostram manifestantes depredando vidraças de uma agência bancária: http://glo.bo/2bZ6hcd

Multidão vai às ruas para pedir mais rapidez na abertura do referendo que vai decidir se Maduro permanece no poder: http://glo.bo/2bGrDN6

Comentarista de política fala sobre a expectativa para o governo Temer:http://glo.bo/2bNTVTh #GloboNews


Carla Camurati e Bruno Barreto substituem jurados que deixaram comissão do Oscar


Estatueta do Oscar
A  comissão  especial  indicará  o  longa-metragem brasileiro que concorrerá ao Oscar de melhor filme em  língua  estrangeira    Paul  Buck/Agência  Lusa
Os cineastas Carla Camurati e Bruno Barreto serão os substitutos da atriz Ingra Liberato e do diretor Guilherme Fiuza na comissão especial responsável pela seleção do longa-metragem a ser indicado pelo Brasil para concorrer ao Oscar 2017 na categoria melhor filme em língua estrangeira. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (1º) pelo Ministério da Cultura. Ingra e Fiuza deixaram a comissão após polêmicas em torno do filmeAquarius, do diretor Kleber Mendonça Filho.
Atriz nos anos de 1980, Carla Camurati é responsável por filmes de sucesso comoCarlota Joaquina, Princesa do Brasil. Já Bruno Barreto dirigiu o premiado filme O que É isso, Companheiro?, indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 1998.
No início de agosto, a Secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura divulgou a composição da comissão do Oscar, formada também por Adriana Rattes, Luiz Alberto Rodrigues (Beto Rodrigues), George Torquato Firmeza, Marcos Petrucelli, Paulo de Tarso Basto Menelau, Silvia Maria Sachs Rabello e Sylvia Regina Bahiense Naves.
Ingra e Fiuza discordaram da indicação do crítico de cinema Marcos Petrucelli, considerando que ele não tinha isenção para a função depois de fazer duras críticas ao protesto do diretor Kleber Mendonça Filho e atores do filme Aquarius, durante o Festival de Cinema de Cannes, na França, em maio. Ao subir ao tapete vermelho, a equipe exibiu cartazes com frases como: “Um golpe de Estado ocorreu no Brasil”, “Brasil vive um golpe de Estado”, “O mundo não pode aceitar um governo ilegítimo" e "54.501.118 de votos queimados!".
Petrucelli, que considerou a manifestação da equipe de Aquarius uma “bela estratégia para aparecer para o mundo”, disse que a crítica foi feita antes de saber que seria convidado para integrar a comissão do Oscar.
Em comunicado divulgado nas redes sociais, Ingra Liberato disse que decidiu deixar a comissão porque esta “tem sua legitimidade questionada por grande parte da classe artística”. Já Fiuza alegou apenas questões pessoais.



Após polêmica, governo reduz para 16 anos classificação do filme Aquarius

O Departamento de Políticas de Justiça, da Secretaria Nacional de Justiça, alterou hoje (1º) de 18 anos para 16 anos a classificação indicativa do filme Aquarius. O filme, do diretor Kleber Mendonça Filho, estreia nesta quinta-feira nos cinemas do país em meio a polêmicas após o cineasta e atores do filme protestaram contra o impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff durante o Festival de Cinema de Cannes, em maio.
Em nota, o Ministério da Justiça informou que Aquarius foi classificado inicialmente como não recomendado para menores de 18 anos por apresentar cenas de sexo explícito, “com reações realistas, contendo visualização dos órgãos sexuais e sexo grupal”.
No documento, a pasta argumenta que a decisão tem “fundamento técnico”, já que a relevância ao sexo grupal pode ser relacionada expressamente ao conteúdo não recomendado a menores de 18 anos.
Ao revisar a classificação, o secretário Nacional de Justiça e Cidadania, Gustavo Marrone, considerou que as cenas de sexo são “atenuadas por serem curtas, pouco relevantes para obra, pouco frequentes e empregadas em contexto que as ameniza.”
Pelo Twitter, o diretor do filme comemorou a mudança. “Justiça foi feita”, postou Kleber Mendonça Filho. O cineasta vinha criticando a classificação inicial do governo por considerá-la injusta, porque apenas filmes com forte conotação sexual recebem o selo de 18 anos, proibido para menores dessa idade.
O filme, considerado o quinto melhor no Festival de Cannes, foi exibido logo depois da votação da admissibilidade do impeachment de Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados. Na ocasião, ao subir o tapete vermelho, a equipe liderada pelo diretor Kleber Mendonça Filho segurava cartazes com frases como “Um golpe de Estado ocorreu no Brasil”, “Brasil vive um golpe de Estado”, “O mundo não pode aceitar um governo ilegítimo" e "54.501.118 de votos queimados!".
No festival, Kleber Mendonça estava acompanhado das atrizes brasileiras Maeve Jinkings, Sônia Braga e Barbara Colen, além da produtora Emilie Lesclaux e convidados. O protesto foi destaque na página do festival na internet.
Aquarius, que ganhou o prêmio de melhor filme no Festival de Sydney, é protagonizado por Sônia Braga. Ela interpreta uma jornalista aposentada e moradora do Aquarius, último prédio de modelo antigo da orla de Boa Viagem, no Recife, que enfrenta investidas de uma construtora que pretende demolir o imóvel.


Agência Brasil


Fiscalização do Uber depende de decisão judicial, diz empresa a taxistas em BH

Uber

A BHTrans informou que qualquer ação relacionada ao aplicativo Uber depende de decisão judicialMarcello Casal Jr./Agência Brasil

Taxistas que protestavam na porta da Prefeitura de Belo Horizonte conseguiram ser recebidos ontem (31) por representantes da Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans). Eles cobravam a fiscalização do transporte feito através do aplicativo Uber, com base nas normas da Lei Municipal 10.900/2016. No entanto, não obtiveram a resposta que esperavam. Em nota, a BHTrans disse que os taxistas foram informados que há várias liminares impedindo o município de fiscalizar o Uber. Sendo assim, qualquer medida do Poder Público, relacionada ao uso do aplicativo, depende de uma decisão final da Justiça.

A Lei 10.900/2016 estabelece que aplicativos voltados para o transporte remunerado de passageiros só poderão operar na capital mineira se usarem mão de obra de motoristas autorizados pelo governo municipal. Isso significa que o Uber só poderá funcionar se seus condutores forem taxistas credenciados. É o que já fazem outros aplicativos, como o 99Táxis e o Easy Táxi.

Sancionada pelo prefeito Márcio Lacerda em janeiro, a nova lei foi regulamentada em abril pela BHTrans, empresa responsável pelo trânsito e transporte na capital mineira. No entanto, ela nunca foi cumprida de fato, em razão de liminares judiciais garantindo a operação do Uber. Atualmente, há cerca de 80 processos sobre o assunto tramitando no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

Por esta razão, no mês passado, desembargadores decidiram, por unanimidade, instaurar um Incidente de Assunção de Competência (IAC). Trata-se de um instrumento que desloca a competência do julgamento de um órgão colegiado menor para um órgão colegiado maior. Dessa forma, se uniformiza o entendimento da Justiça: a decisão que o TJMG tomar para um processo, valerá para todos os outros.

O protesto dos taxistas durou mais de 12 horas. Eles estacionaram seus carros na porta da Prefeitura de Belo Horizonte, fechando duas vias da Avenida Afonso Pena. Às 14h, eles deixaram o local e seguiram em carreata até a sede da BHTrans, onde foram recebidos para a reunião.

Violência

Na última segunda-feira (29), o Tribunal do Júri de Belo Horizonte aceitou uma denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) contra três taxistas acusados de agredir o músico Marcel Telles e a jornalista Luciana Machado. Em agosto do ano passado, o casal foi abordado quando fazia uso do Uber. Leonardo Silva Rodrigues, Washington Silva Rodrigues e Erick Castelo Branco Rocha foram denunciados por tentativa de homicídio qualificado por motivo torpe, com emprego de asfixia e recurso que dificultou a defesa da vítima.

No mesmo dia, um novo caso de violência foi registrado. Um motorista do Uber foi agredido com socos e esfaqueado por dois taxistas, que fugiram na sequência. Ele também teve seu carro danificado. Dois suspeitos foram encontrados e levados à delegacia. A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar o caso. O motorista do Uber foi hospitalizado para observação, mas liberado posteriormente.

 

Agência Brasil

 

Alguns grupos protagonizaram atos de vandalismo e Brigada Militar prendeu duas pessoas - Crédito: Tiago Medina / Especial CP

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                          Decisão de Lewandowski é escancaradamente inconstitucional. E a Lei da Ficha Limpa? Entenda o debate

                          Dilma está inelegível pela Constituição; a Lei da Ficha Limpa, de fato, acaba sendo omissa em relação a crime de responsabilidade do presidente

                          Por: Reinaldo Azevedo

                           

                           

                          Vamos tentar botar um pouco de ordem na confusão que foi criada no Senado, por decisão original de Ricardo Lewandowski, que se comportou bem durante todo o julgamento, mas disse a que veio e lembrou quem é no último ato. Vamos ver. O presidente do Supremo, no comando da votação do Senado, tomou uma decisão inconstitucional. O que diz o Parágrafo Único do Artigo 52 da Constituição?
                          “Nos casos previstos nos incisos I (processo contra presidente da República) e II (processo contra STF), funcionará como Presidente o do Supremo Tribunal Federal, limitando-se a condenação, que somente será proferida por dois terços dos votos do Senado Federal, à perda do cargo, com inabilitação, por oito anos, para o exercício de função pública, sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis.”

                          Atenção: a Constituição não separa a inabilitação da perda do cargo. Lewandowski tomou tal decisão por conta própria. E, tudo indica, já havia entendimentos subterrâneos para que assim fosse. O destaque é descabido.

                          Mais do que isso: trata-se de uma decisão absurda em essência: então, pelo crime cometido (e foi), Dilma não pode continuar com o mandato que ela já tem, mas poderia disputar um outro?

                          Eu gostaria muito que Lewandowski explicasse que trecho do Parágrafo Único do Artigo 52, que palavra, que ordenamento de vocábulos lhe conferiu licença para fazer a votação em separado.

                          O que se está usando como fiapo legal para justificar a decisão é o Artigo 33 da Lei 1.079, onde se lê o seguinte sobre o presidente da República:
                          “Art. 33. No caso de condenação, o Senado por iniciativa do presidente fixará o prazo de inabilitação do condenado para o exercício de qualquer função pública; e no caso de haver crime comum deliberará ainda sobre se o Presidente o deverá submeter à justiça ordinária, independentemente da ação de qualquer interessado.”

                          Pois é… Mas aí o princípio “Massinha I” do Direito: a Constituição é a Lei Maior. O que nela está claro, explícito, determinado — como é o caso — não pode deixar de ser aplicado por algum dispositivo de leis menores.

                          E a Lei da Ficha Limpa?
                          Dia desses, Gilmar Mendes, ministro do Supremo, disse que essa lei era de tal sorte confusa que parecia ter sido feita por bêbados. Os tolos saíram atacando Gilmar. Então vamos ver.

                          A íntegra do texto está aqui. Trata-se de uma confusão dos diabos. Para começo de conversa, a lei é explícita em tornar inelegível quem renuncia em meio a um processo. Mas não é clara sobre a inelegibilidade de um presidente da República no caso de condenação por crime de responsabilidade. Parece ter sido feita por bêbados.

                          A Lei da Ficha Limpa teria tornado Dilma inelegível se ela tivesse renunciado. Mas não a torna inelegível depois de condenada.

                          É uma aberração? É claro que é. Um sujeito que tenha sido expulso, por qualquer razão, de um conselho profissional — de contadores, por exemplo — está inelegível. Mas não o chefe do Executivo Federal que tenha cometido crime de responsabilidade. Coisa de bêbados. Ainda bem que a memória existe. Ainda bem que o arquivo existe. Sempre afirmei aqui que essa lei era estúpida, ainda que tenha algumas qualidades.

                          Gente como Lewandowski e Renan Calheiros se aproveita dessas ambiguidades e rombos para fazer peraltices institucionais.

                          De volta à Constituição
                          Mas, reitero, esse não é o ponto. O que foi fraudado nesta quarta-feira foi a Constituição. A perda da função pública, segundo a Carta, é inseparável da condenação por crime de responsabilidade.

                          É claro que uma articulação como essa não se deu no vazio e quer dizer alguma coisa. Também traz consequências Tratarei o assunto em outro texto.

                          E agora?
                          Bem, agora entendo que cabe recorrer ao Supremo contra a decisão tomada por Lewandowski. Será uma saia-justa? Ah, será. Quero ver como irão se pronunciar os demais ministros.

                          O que Lewandowski fez foi tornar ainda mais complexa a batalha jurídica. A defesa de Dilma já disse que irá recorrer ao Supremo contra a condenação. Não terá sucesso, claro!, mas terá um argumento moral a mais: tanto o Senado acha Dilma honesta que não a inabilitou para a função pública.

                          E os favoráveis à cassação, entendo, têm de apelar à Corte. Lewandowski tomou uma decisão absolutamente arbitrária, ao arrepio da Constituição.

                           

                          Blog do Reinaldo Azevedo

                          Decisão de Lewandowski é escancaradamente inconstitucional. E a Lei da Ficha Limpa? Entenda o debate

                          Dilma está inelegível pela Constituição; a Lei da Ficha Limpa, de fato, acaba sendo omissa em relação a crime de responsabilidade do presidente

                          Por: Reinaldo Azevedo

                           

                           

                          Vamos tentar botar um pouco de ordem na confusão que foi criada no Senado, por decisão original de Ricardo Lewandowski, que se comportou bem durante todo o julgamento, mas disse a que veio e lembrou quem é no último ato. Vamos ver. O presidente do Supremo, no comando da votação do Senado, tomou uma decisão inconstitucional. O que diz o Parágrafo Único do Artigo 52 da Constituição?
                          “Nos casos previstos nos incisos I (processo contra presidente da República) e II (processo contra STF), funcionará como Presidente o do Supremo Tribunal Federal, limitando-se a condenação, que somente será proferida por dois terços dos votos do Senado Federal, à perda do cargo, com inabilitação, por oito anos, para o exercício de função pública, sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis.”

                          Atenção: a Constituição não separa a inabilitação da perda do cargo. Lewandowski tomou tal decisão por conta própria. E, tudo indica, já havia entendimentos subterrâneos para que assim fosse. O destaque é descabido.

                          Mais do que isso: trata-se de uma decisão absurda em essência: então, pelo crime cometido (e foi), Dilma não pode continuar com o mandato que ela já tem, mas poderia disputar um outro?

                          Eu gostaria muito que Lewandowski explicasse que trecho do Parágrafo Único do Artigo 52, que palavra, que ordenamento de vocábulos lhe conferiu licença para fazer a votação em separado.

                          O que se está usando como fiapo legal para justificar a decisão é o Artigo 33 da Lei 1.079, onde se lê o seguinte sobre o presidente da República:
                          “Art. 33. No caso de condenação, o Senado por iniciativa do presidente fixará o prazo de inabilitação do condenado para o exercício de qualquer função pública; e no caso de haver crime comum deliberará ainda sobre se o Presidente o deverá submeter à justiça ordinária, independentemente da ação de qualquer interessado.”

                          Pois é… Mas aí o princípio “Massinha I” do Direito: a Constituição é a Lei Maior. O que nela está claro, explícito, determinado — como é o caso — não pode deixar de ser aplicado por algum dispositivo de leis menores.

                          E a Lei da Ficha Limpa?
                          Dia desses, Gilmar Mendes, ministro do Supremo, disse que essa lei era de tal sorte confusa que parecia ter sido feita por bêbados. Os tolos saíram atacando Gilmar. Então vamos ver.

                          A íntegra do texto está aqui. Trata-se de uma confusão dos diabos. Para começo de conversa, a lei é explícita em tornar inelegível quem renuncia em meio a um processo. Mas não é clara sobre a inelegibilidade de um presidente da República no caso de condenação por crime de responsabilidade. Parece ter sido feita por bêbados.

                          A Lei da Ficha Limpa teria tornado Dilma inelegível se ela tivesse renunciado. Mas não a torna inelegível depois de condenada.

                          É uma aberração? É claro que é. Um sujeito que tenha sido expulso, por qualquer razão, de um conselho profissional — de contadores, por exemplo — está inelegível. Mas não o chefe do Executivo Federal que tenha cometido crime de responsabilidade. Coisa de bêbados. Ainda bem que a memória existe. Ainda bem que o arquivo existe. Sempre afirmei aqui que essa lei era estúpida, ainda que tenha algumas qualidades.

                          Gente como Lewandowski e Renan Calheiros se aproveita dessas ambiguidades e rombos para fazer peraltices institucionais.

                          De volta à Constituição
                          Mas, reitero, esse não é o ponto. O que foi fraudado nesta quarta-feira foi a Constituição. A perda da função pública, segundo a Carta, é inseparável da condenação por crime de responsabilidade.

                          É claro que uma articulação como essa não se deu no vazio e quer dizer alguma coisa. Também traz consequências Tratarei o assunto em outro texto.

                          E agora?
                          Bem, agora entendo que cabe recorrer ao Supremo contra a decisão tomada por Lewandowski. Será uma saia-justa? Ah, será. Quero ver como irão se pronunciar os demais ministros.

                          O que Lewandowski fez foi tornar ainda mais complexa a batalha jurídica. A defesa de Dilma já disse que irá recorrer ao Supremo contra a condenação. Não terá sucesso, claro!, mas terá um argumento moral a mais: tanto o Senado acha Dilma honesta que não a inabilitou para a função pública.

                          E os favoráveis à cassação, entendo, têm de apelar à Corte. Lewandowski tomou uma decisão absolutamente arbitrária, ao arrepio da Constituição.

                           

                          Blog do Reinaldo Azevedo

                          Lewandowski rasgou a Constituição juntando feitiçarias do passado e do presente

                          image001

                           

                          O Senado sob a presidência do Presidente do STF rasgou a Constituição de 1988 que em seu Art 52, parágrafo

                          Único, determina:

                             “Nos casos previstos nos incisos I (processo contra presidente da República) e II (processo contra STF), funcionará como Presidente o do Supremo Tribunal Federal, limitando-se a condenação, que somente será proferida por dois terços dos votos do Senado Federal, à perda do cargo, com inabilitação,

                          por oito anos, para o exercício de função pública, sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis. ”

                          (Constituição Federal –Art 52-Parágrafo Único)

                          Dilma tranquiliza a nação sobre Temer - Vídeo





                          Pessoal, a "Dilmãe" trata de tranquilizar a nação em relação a Michel Temer. Ela diz:

                          "Eu tenho um vice que é uma pessoa experiente, séria, que tem uma tradição política, que eu tenho certeza que saberá honrar e E ME SUBSTITUIR À ALTURA".

                          Fonte: https://www.facebook.com/NordesteLibertario/videos/612678025563699/

                          Nadar como um golfinho. Tão divertido! (Vídeo)

                          Frase do dia–2.9.2016

                          “O comunista é um ser tão contraditório que se for daltônico, é capaz de enxergar as cores certas”. Autor desconhecido