A Justiça Federal em Brasília condenou o ex-deputado João Paulo Cunha e o publicitário Marcos Valério em uma ação de improbidade administrativa oriunda das investigações da Ação Penal 470, o processo do mensalão. Com a decisão, Cunha e Valério terão que devolver aos cofres públicos valores que foram considerados como desvios, deverão pagar multa e ficarão com os direitos políticos suspensos por dez anos.
A sentença foi proferida pelo juiz Renato Borelli, da Justiça Federal no Distrito Federal. De acordo com o magistrado, houve irregularidades em um contrato da Câmara dos Deputados com a agência da publicidade SMP&B, em 2004, quando Cunha era presidente da Casa. O juiz estipulou que o ex-deputado faça o ressarcimento de R$ 10 milhões, valor total do contato entre a empresa de publicidade e a Câmara. Valério terá de devolver R$ 536 mil.
No processo, a defesa de João Paulo Cunha sustentou que não houve irregularidades no contrato e que os serviços foram devidamente prestados. Cunha também afirmou que não tinha amizade com Marcos Valério. A defesa do publicitário não foi localizada. Atualmente, Marcos Valério está preso e cumpre pena de mais de 30 anos, definida na Ação Penal 470, o processo do mensalão.
Agência Brasil
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Proposta de adiar Olimpíada não tem base científica, diz Itamaraty
Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil
Manifestações recentes que defendem o adiamento ou a transferência dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, por causa do surto de infecções pelo vírus Zika no Brasil, não estão baseadas em dados científicos, de acordo com nota divulgada hoje (7) pelo Ministério das Relações Exteriores.
“Medidas que viessem a recomendar o cancelamento dos Jogos Olímpicos implicariam igualmente a recomendação de interrupção de viagens aéreas e de comércio para e entre todos os 60 países que apresentam transmissão local do vírus Zika”, avaliou a pasta.
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O Itamaraty garante que o governo brasileiro mantém cooperação permanente e informa de maneira regular o Comitê Olímpico Internacional (COI) sobre a resposta à ocorrência de infecções e sobre ações específicas de prevenção em curso no Rio de Janeiro, cidade-sede da competição este ano.
No comunicado Resposta ao vírus Zika no contexto dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, a pasta destaca ainda que a Organização Mundial da Saúde (OMS) tem reiterado o entendimento de que a situação de incidência do Zika no país não é motivo para recomendações que possam sugerir a transferência ou o cancelamento das competições.
“O Brasil segue colocando prontamente à disposição da OMS todos os dados brasileiros que comprovam que as taxas de incidência de dengue e de outras doenças transmitidas pelo Aedes aegypti são historicamente reduzidas nos meses de julho e agosto, redução que será ainda mais acentuada pelas ações preventivas tomadas pelos três níveis de governo.”
Ainda segundo o Itamaraty, o país tem fornecido informações atualizadas sobre medidas adicionais de controle de vetores implementadas no Rio de Janeiro e na Vila Olímpica: “O governo brasileiro mantém cooperação permanente e informa de maneira regular o COI sobre a resposta à ocorrência do vírus Zika e as ações específicas de prevenção em curso na Cidade-Sede”.
“O governo brasileiro segue divulgando dados e informações sobre medidas de precaução já tomadas, com o objetivo de contrarrestar [contrariar, combater] o alarme resultante de ações que produzem fatos midiáticos sem base científica”, concluiu a nota.
Agência Brasil
Conselho de Ética adia decisão sobre cassação de Cunha
Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil*
A decisão do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados sobre o pedido de cassação do mandato do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) ganhou mais um capítulo hoje (7), com novo adiamento da votação. A reunião estava prevista para amanhã (8), mas foi cancelada e remarcada pelo presidente do colegiado, José Carlos Araújo (PR-BA), para quinta-feira (9). No entanto, o próprio Araújo reconhece que o mais provável é que o conselho só volte a se reunir na terça-feira (14).
O presidente do Conselho de Ética da Câmara, José Carlos Araújo, durante reunião para apreciar e votar o parecer do deputado Marcos Rogério sobre o processo de cassação do deputado afastado Eduardo Cunha Marcelo Camargo/Agência Brasil
O reagendamento da reunião ocorreu em meio ao debate da votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 4/15, que prorroga até 2023 a Desvinculação de Receitas da União (DRU). Aprovada em primeiro turno na semana passada, o texto será votado em segundo turno amanhã (8) após acordo negociado por líderes da base aliada.
Antes do acordo, no entanto, a oposição prometeu obstruir os trabalhos se não houvesse suspensão dos trabalhos no plenário para realização da reunião do Conselho de Ética, até então marcada para as 14h de amanhã. Diante do impasse, Araújo decidiu cancelar o encontro do colegiado.
Segundo o parlamentar, o adiamento também dará mais prazo para que o relator do processo contra Cunha no Conselho, Marcos Rogério (DEM-RO), possa responder aos questionamentos do voto em separado apresentado pelo deputado João Carlos Bacelar (PR-BA), que propôs a suspensão do mandato por 90 dias e não a cassação. “O voto em separado acabou retomando matéria que eu já tinha enfrentado. Ele coloca uma situação que quase exige um novo voto”, disse Rogério.
Em nota, Eduardo Cunha diz que considera o adiamento da votação “mais uma manobra espúria” do presidente do Conselho de Ética para postergar a decisão sobre seu mandato.
“Inúmeras vezes o presidente do conselho me acusou de protelação, inclusive com representação ao MPF [Ministério Público Federal], citando adiamentos das sessões. Agora, ficou claro que estas manobras são de autoria do próprio presidente, que age para manter o processo indefinido e assim continuar na mídia. Além de buscar ter o resultado que almeja”, criticou o parlamentar afastado.
Manobras
Aliado de Cunha, o deputado Carlos Marun (PMDB-RS) também considera o adiamento da votação “um golpe” contra Cunha. “Caiu o pano, nós sempre dissemos que quem atrapalhava o andamento dos trabalhos era o grupo que sempre quis a rapidez da cassação do mandato do Eduardo Cunha e quando surge a dúvida nós não conseguimos realizar a reunião”, disse.
Para Marun, a decisão de adiar a reunião só tem mérito se resultar na mudança do parecer. “O relatório é bonito, mas inconsistente. Se foi simplesmente para procrastinar, é a revelação dessa trama que aqui aconteceu contra o presidente Eduardo Cunha”, reclamou.
Na tarde desta terça-feira, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) também adiou a decisão sobre consulta elaborada pelo presidente interino da Casa, Waldir Maranhão (PP-MA), sobre o rito de cassação de deputados no plenário da Casa e também encarada por integrantes do colegiado como uma manobra de Cunha para atrapalhar o andamento do processo.
Ontem (6), o relator da consulta, deputado Arthur Lira, apresentou um parecer em que defende que seja submetido ao plenário um projeto de resolução, em vez do relatório elaborado pelo Conselho de Ética com o resultado da votação no colegiado. Além disso, Lira também defendeu que o texto só possa receber emendas que não prejudiquem o representado.
Para o deputado Ivan Valente (PSOL-SP), a consulta busca tirar do plenário a possibilidade de votar a cassação de Cunha, caso a medida seja barrada no Conselho de Ética.“Se passar no conselho uma pena menor para o Cunha eles querem que ela venha para o plenário e eles querem tirar do plenário o direito de votar a representação original pela cassação”, criticou.
Valente disse ainda que o clima de instabilidade política pode ter pesado na decisão de Araújo. “Eles estão em um momento de bastante instabilidade, de crise total no governo, inclusive com o pedido de prisão dos líderes do PMDB, então vale a pena aguardar”, disse.
Agência Brasil
Governo aumenta despesas não obrigatórias em R$ 38,5 bilhões
Wellton Máximo e Ivan Richard – Repórteres da Agência Brasil
O governo federal pretende aumentar as despesas discricionárias (não obrigatórias) deste ano em R$ 38,5 bilhões, disse hoje (7) o ministro interino do Planejamento, Dyogo Oliveira. A liberação ocorre duas semanas depois de o Congresso Nacional aprovar a meta de déficit primário de R$ 170,5 bilhões para este ano. O decreto com a reprogramação orçamentária será publicado ainda hoje (7) em edição extraordinária do Diário Oficial da União.
Do total de recursos liberados, R$ 28,2 bilhões virão da recomposição de limites orçamentários que estavam contingenciados (bloqueados), R$ 8,8 bilhões dependerão de créditos adicionais no Orçamento, que precisam ser aprovados pelo Congresso, e R$ 1,5 bilhão virão da liberação de recursos para emendas parlamentares impositivas e para outros Poderes (Legislativo e Judiciário, além do Ministério Público).
O governo deixará ainda uma reserva de R$ 18,1 bilhões para cobrir riscos fiscais de recursos que podem não entrar no caixa do governo, como a repatriação de recursos do exterior, a renegociação da dívida dos estados e a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).
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Segundo Oliveira, o dinheiro dessa reserva não será distribuído a nenhum ministério. “A princípio, o déficit primário em 2016 está em R$ 152,4 bilhões. Caso esses riscos fiscais se realizem, o déficit ficará em R$ 170,5 bilhões”, explicou.
Dentro da recomposição dos limites orçamentários, o governo liberou R$ 21,2 bilhões contingenciados em março e R$ 7 bilhões de verbas bloqueadas em fevereiro, sendo R$ 3 bilhões da saúde, R$ 2,5 bilhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e R$ 1,5 bilhão para outras programações.
“Estamos reafirmando a nossa ação de uma execução fiscal comedida e estamos fazendo um amplo trabalho de revisão das despesas, programas e discussão com todos os ministérios para ter uma alocação mais eficiente possível”, disse o ministro interino.
De acordo com Oliveira, o governo terá de pedir ao Congresso os créditos adicionais de R$ 8,8 bilhões porque identificou passivos (obrigações) que não constavam do Orçamento. Desse total, R$ 3 bilhões dizem respeito ao pagamento a organismos internacionais, R$ 2,7 bilhões de tarifas bancárias, R$ 2,5 bilhões de obras do PAC em andamento e R$ 580 milhões de gastos de custeio do Ministério das Relações Exteriores.
Em relação aos recursos para outros Poderes, o governo liberou R$ 1,4 bilhão para emendas parlamentares individuais impositivas e R$ 100 milhões para o funcionamento do Legislativo, do Judiciário, do Ministério Público Federal e da Defensoria Pública da União.
Caso o Congresso aprove os créditos adicionais, o volume de despesas discricionárias previsto para 2016 subirá de R$ 212,2 bilhões para R$ 250,6 bilhões. O montante é maior que os R$ 235,2 bilhões gastos em 2015, mas é menor que os R$ 256,2 bilhões desembolsados em 2014.
Agência Brasil
Passou no teste
O Senado aprovou o nome de Ilan Goldfajn, indicado pelo presidente interino, Michel Temer, para ocupar a presidência do Banco Central. Mais cedo, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) já havia aprovado a nomeação.
Goldfajn foi sabatinado hoje pela comissão em sessão que durou mais de quatro horas. Durante a sabatina, ele afirmou que o objetivo da gestão será 'cumprir plenamente o centro da meta de inflação'. Leia mais
Cunha ganha tempo
Os deputados do Conselho de Ética adiaram a análise do parecer que pedia a cassação do mandato do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
O presidente do conselho, José Carlos Araújo (PR-BA), deixou a votação do parecer para amanhã. Leia mais
Peemedebistas na mira
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ao STF um pedido de prisão de Renan Calheiros, Romero Jucá, José Sarney e Eduardo Cunha, todos do PMDB, por tentarem atrapalhar a operação Lava Jato.
No caso de Renan, Jucá e Sarney, o pedido é baseado nas gravações feitas pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado. No caso de Cunha, o motivo é o deputado continuar atuando contra a investigação, mesmo com mandato suspenso. Leia mais
Mais acusações
Dois executivos da Andrade Gutierrez, delatores da operação Lava Jato, apontaram o repasse de propina aos senadores Romero Jucá (PMDB-RR) e Edison Lobão (PMDB-MA).
Um deles, o ex-diretor da empreiteira Clóvis Primo, disse que dentro do pagamento de propina ao PMDB foram feitos repasses de 0,5% dos valores das obras da Usina de Angra 3 a Jucá e outros 0,5% a Lobão.
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Diretas Já?
A convocação de novas eleições até o final do ano poderia render pelo menos quatro votos no Senado contra o impeachment definitivo de Dilma Rousseff, de acordo com cálculos de parlamentares do PT.
A proposta faz parte de um acordo para que a presidente afastada volte ao cargo. Mas, segundo a colunista Mônica Bergamo, a negociação não avança por falta de empenho do ex-presidente Lula para que a ideia dê certo. Leia mais
'Cedo' para pensar em 2018
O ex-presidente Lula disse que ainda é 'cedo' para pensar na eleição presidencial de 2018, despistando se vai ou não se candidatar ao cargo que ocupou entre 2003 e 2010. O petista tocou no assunto depois que o público de um evento no Rio de Janeiro pediu a volta dele.
Lula ainda afirmou que há pessoas 'boas' e 'novas', e que está com idade para 'se aposentar'. Leia mais
Operação Bota-Fora
A Polícia Federal fez uma operação no canteiro de obras do Parque de Deodoro, uma das maiores áreas de competições das Olimpíadas do Rio, para investigar uma fraude contratual que pode ter causado prejuízos de R$ 85 milhões.
A obra, avaliada em R$ 646,5 milhões, é feita por um grupo de empresas do qual fazem parte as construtoras Queiroz Galvão e OAS. Leia mais
Mercado em movimento
O Ibovespa fechou hoje em alta de 0,11%, com 50.487,86 pontos. O avanço foi puxado, principalmente, pelo desempenho positivo das ações da Petrobras, que subiram 3%, do Itaú e do Bradesco.
Já no mercado de câmbio, o dólar comercial teve queda de 1,2%, cotado em R$ 3,449 na venda. A moeda norte-americana caiu pela terceira vez seguida. Com isso, o dólar acumula baixa de 4,53% no mês e desvalorização de 12,65% no ano. Leia mais
Crescimento menor
O Banco Mundial reduziu a projeção de crescimento global para 2,4% em 2016. Os motivos principais são o ritmo menor das economias avançadas, os baixos preços das matérias-primas e os menores fluxos de capital.
O relatório estima ainda que Brasil e Rússia vão seguir como principais lastros das economias emergentes, com forte dependência das exportações de matérias-primas, e vão se aprofundar nas recessões ao longo de 2016, com contrações de 4% e 1,2%, respectivamente. Já a China deve crescer 6,7%, e a Índia, 7,6%. Leia mais
Cadê Kaká?
O treinador da seleção brasileira, Dunga, disse que as lesões de Kaká nas duas últimas convocações aconteceram porque os treinos da seleção brasileira são mais puxados do que os do Orlando City, clube onde joga o meia.
O jogador foi cortado da Copa América e foi substituído por Paulo Henrique Ganso.
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'Não estou morrendo'
Jô Soares deu pistas de que não deve parar de trabalhar no ano que vem. Ele disse que "não está morrendo" e descartou se aposentar.
A Globo já anunciou que o talk-show de Jô está na última temporada. Mas o apresentador pode levar o programa para o GNT.
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Para Renan e Jucá, pedido de prisão é "absurdo, desproporcional e abusivo"
Karine Melo – Repórter da Agência Brasil
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e o senador Romero Jucá (PMDB-RR) consideraram nesta terça-feira (7) "absurdo" e "desproporcional" o pedido de prisão deles feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Teori Zavascki.
Em nota divulgada hoje, Renan considerou a iniciativa “desarrazoada, desproporcional e abusiva". “O presidente do Senado está sereno e seguro de que a Nação pode seguir confiando nos Poderes da República. O presidente reafirma que não praticou nenhum ato concreto que pudesse ser interpretado como suposta tentativa de obstrução à Justiça, já que nunca agiu, nem agiria, para evitar a aplicação da lei. O senador relembra que já prestou os esclarecimentos que lhe foram demandados e continua com a postura colaborativa para quaisquer novas informações”, diz o documento divulgado pela assessoria de imprensa do senador.
Ainda na nota, Renan reitera seu respeito à dignidade e à autoridade do Supremo Tribunal Federal e a todas às instituições democráticas do país. "Todas as instituições estão sujeitas ao sistema de freios e contrapesos e, portanto, ao controle de legalidade. O Senado Federal tem se comportado com a isenção que a crise exige e atento à estabilidade institucional do país”, acrescentou o senador.
Por fim, Renan Calheiros disse que a nação passa por um período delicado de sua história que impõe a todos, especialmente aos homens públicos, serenidade, equilíbrio, bom-senso, responsabilidade e, sobretudo, respeito à Constituição Federal. "Valores absolutos e sagrados do Estado Democrático de Direito, como a independência dos poderes, as garantias individuais e coletivas, a liberdade de expressão e a presunção da inocência, conquistados tão dolorosamente, mais do que nunca, precisam ser reiterados”.
Romero Jucá
Também por meio de nota, Jucá classificou de “absurdo o pedido”. “Em nenhum momento agi ou atuei no sentido de propor legislação ou qualquer tipo de ação que pudesse ser interpretada como tentativa de confundir as investigações. Defendo que investigados presos possam utilizar-se do mecanismo da delação premiada. Defendo a prisão, com julgamento em segunda instância, em caso que a justiça entenda que seja necessária”, afirmou.
Romero Jucá lembrou que, desde que foi vítima da gravação de Sérgio Machado, pediu afastamento do Ministério do Planejamento e, no mesmo dia, solicitou cópia do conteúdo à PGR para que pudesse se defender. “Solicitei também à PGR e ao STF cópia da delação do senhor Sérgio Machado na parte que envolve meu nome. Até a data de hoje, venho sendo acusado e agredido por adversários políticos e não tenho conhecimento do material a que tenho direito de ter acesso para que eu possa me defender”.
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O peemedebista lamentou o que chamou de “vazamento seletivo” que, afirmou, expõe as pessoas sem nenhum tipo de contraditório. “Esta prática não se coaduna com o regime democrático e de direito em que estamos vivendo. Volto a reafirmar que estou à disposição da justiça para qualquer informação ou investigação e já coloquei à disposição meu sigilos fiscal, bancário e telefônico; e que nada temo e apoio qualquer tipo de investigação. Reafirmo minha confiança na Justiça brasileira”
Prisão
Segundo matéria do jornal O Globo publicada hoje, além de Renan, os pedidos de prisão que estão com Zavascki há, pelo menos, uma semana incluiriam também o senador Romero Jucá (RR), o ex-senador José Sarney (AP) e o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (RJ), todos do PMDB. Ainda segundo o jornal, o procurador-geral pede a prisão dos quatro por suspeita de obstrução das investigações da Operação Lava Jato. Apesar da repercussão do caso, as assessorias do Supremo Tribunal Federal e da Procuradoria-Geral da República não confirmam os pedidos de prisão.
Repercussão
Pelos corredores do Senado, o assunto é o mais comentado na manhã desta terça-feira. O líder do PSDB na Casa, Cássio Cunha Lima (PB) minimizou a situação. “Existe um clamor público que termina pressionando as instituições, mas nós não podemos – em nome desse clamor público – transformar o país em um estado policialesco, onde até mesmo a emissão de uma opinião em uma conversa privada possa justificar um pedido de prisão. É preciso ir com calma, devagar com o andor, porque o santo é de barro, senão esse país não aguenta”, disse.
Para o tucano, a Procuradoria-Geral da República precisa apresentar de forma nítida e irrefutável os requisitos para o pedido de prisão.
Outro senador, Álvaro Dias (PV-PR) defendeu um pedido coletivo de renúncia da presidente da República, do vice-presidente e Congresso Nacional e a convocações de eleições gerais. “Zeramos tudo e começamos novamente porque o envolvimento nos escândalos é amplo demais e esta difícil para a população separar o joio do trigo. “Sei que até essa proposta soa sem credibilidade porque é difícil acreditar que muitos renunciem”, disse.
Dias também avaliou que cabe aos que estão sendo acusados, denunciados e até com prisão decretadas se afastar das funções que exercem para que outros possam assumi-las e dar continuidade aos trabalhos do Legislativo. “Os que estão nesse nível de acusação deviam se afastar por iniciativa própria, até para preservar a instituição [Senado]".
Já o petista Humberto Costa (PE) foi cauteloso sobre a discussão de necessidade de afastamento do presidente do Senado. “Tudo isso vai depender de qual será a decisão que o Supremo vai tomar. O Supremo pode considerar que as razões não sejam consistentes e, dependendo dessas razões, pode não haver impedimento para que ele continue a presidir, mas creio que o próprio presidente [Renan] deverá chamar ao líderes para fazer uma reflexão. Enquanto isso, aguardamos uma posiçãodo Supremo”, afirmou.
Agência Brasil
Sarney se diz revoltado com pedido de prisão contra ele
Karine Melo – Repórter da Agência Brasil
O ex-presidente da República e ex-senador José Sarney (PMDB-AP) disse hoje (7), por meio de nota, que está "perplexo, indignado e revoltado" com a informação de que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, teria pedido a prisão dele ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, relator dos processos da Operação Lava Jato na Corte.
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"Dediquei sessenta anos da minha vida pública ao país e à defesa do Estado de Direito. Julguei que tivesse o respeito de autoridades do porte do Procurador-Geral da República. Jamais agi para obstruir a justiça. Sempre a prestigiei e a fortaleci. Prestei serviços ao país, o maior deles, conduzir a transição para a democracia e a elaboração da Constituição da República", destacou Sarney no documento. Ele acrescentou ainda que o Brasil conhece a trajetória dele e o cuidado que sempre teve no trato da coisa pública.
A solicitação do procurador-geral da República foi divulgada hoje pelo jornal O Globo. Segundo o jornal, o caso deve ser analisado pelo ministro do Supremo, Teori Zavascki. Os pedidos que também atingem o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o senador Romero Jucá (PMDB-RR) e o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) estão com o ministro há pelo menos uma semana.
Apesar da repercussão do caso, as assessorias do Supremo Tribunal Federal e da Procuradoria-Geral da República não confirmam a informação.
Agência Brasil
Janot não confirma pedido de prisão de Renan, Jucá, Sarney e Cunha
Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil
Rodrigo Janot não confirmou pedido de prisão de Renan, Cunha, Sarney e Jucá José Cruz/Agência Brasil
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O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não quis comentar hoje (7) o pedido de prisão – que teria sido feito ao Supremo Tribunal Federal (STF) - do presidente do Senado, Renan Calheiros, do senador Romero Jucá (PMDB-RR), do ex-senador José Sarney (PMDB-AP) e do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha, por tentativa de obstrução das investigações da Operação Lava Jato.
Ao sair de uma reunião do Conselho Superior do Ministério Público Federal, Janot afirmou: “não confirmo nada”.
A informação sobre o pedido de prisão foi divulgada hoje (7) pelo jornal O Globo. Segundo o jornal, o caso deve ser analisado pelo ministro do Supremo Teori Zavascki. Os pedidos estão com o ministro há pelo menos uma semana. Apesar da repercussão do caso, as assessorias do Supremo Tribunal Federal e da Procuradoria-Geral da República não confirmam os pedidos de prisão.
Agência Brasil
Senado aprova indicação de Ilan Goldfajn para o Banco Central
Mariana Jungmann - Repórter da Agência Brasil
Ilan Goldfajn vai substituir Alexandre Tombini no comando do Banco CentralMarcelo Camargo/Agência Brasil
O plenário do Senado aprovou hoje (7) o nome do economista Ilan Goldfajn para a presidência do Banco Central. A indicação recebeu 56 votos favoráveis e 13 contrários, a maior parte deles dos senadores de oposição que compunham a base do governo de Dilma Rousseff. Foi registrada uma abstenção. A votação foi secreta.
Entre o que votaram contra a indicação está o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), que se queixou da iniciativa do presidente interino Michel Temer de mudar o comando do Banco Central antes que o processo de impeachment seja concluído.
Saiba Mais
“Eu quero manifestar nosso voto contra a indicação. Para nós está muito claro, é um absurdo haver a modificação do presidente do Banco Central em um governo interino. Daqui a dois ou três meses, nós vamos ter o julgamento [do processo de impeachment] no Senado. Imagina a presidenta Dilma voltando, nós vamos ter a alteração do presidente do BC novamente?”, questionou.
Entre os defensores de Goldfajn, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) lembrou que o nome do economista foi um dos pouco com alta convergência entre as indicações feitas por Michel Temer para seu governo. “A aprovação do seu nome por este Senado Federal, a meu ver, é uma sinalização extremamente positiva no caminho daquilo que é essencial na nossa política econômica e que havíamos perdido ao longo dos últimos anos: previsibilidade, clareza de qual é o rumo, qual o caminho que deveremos percorrer na condução do guardião da nossa moeda, na condução do Banco Central”, afirmou. O economista vai substituir Alexandre Tombini no comando do Banco Central.
Sabatina
Ilan Goldfajn foi sabatinado hoje mais cedo na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, onde teve o nome aprovado, com 19 votos a favor e 8 contra. Na oportunidade, o economista destacou que a política monetária, conduzida pelo Banco Central, é complementar à política fiscal. Goldfajn sinalizou o comprometimento do governo com a estabilidade fiscal para permitir a volta da confiança.
Ao fim da sabatina, ele reafirmou que pretende atingir o centro da meta de inflação, hoje em 4,5%, em um horizonte não distante. O economista indicado para a presidência do Banco Central destacou também que a estratégia para fazer a dívida se estabilizar tem a ver com vários componentes. Um deles é “enfatizar” as despesas, que têm subido nos últimos anos. Deve-se considerar ainda, segundo ele, as receitas, as taxas de juros e o estoque da dívida, entre outras.
Agência Brasil