Polícia atira bombas em manifestação do MTST na Avenida Paulista

Ao todo, oito pessoas foram presas.
Depois, ato contra estupro foi iniciado também na avenida.

Lívia MachadoDo G1 São Paulo
A Polícia Militar atirou bombas durante o protesto de integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) que ocuparam o prédio da Presidência da República em São Paulo, na Avenida Paulista, na tarde desta quarta-feira (1º). Segundo os manifestantes, o ato é contra o governo do presidente em exercício, Michel Temer (PMDB). Depois do ato, um protesto que já havia sido convocado contra o estupro foi iniciado na avenida.
Ao todo, oito pessoas foram detidas, entre eles uma mulher. A confusão começou por volta de 16h30 na esquina da Avenida Paulista com a Rua Haddock Lobo, quando a polícia foi prender um manifestante. O homem, que faz parte doMTST, foi abordado após soltar rojões.
Outros manifestantes foram atrás para tentar evitar a detenção. Houve tumulto e a polícia usou bombas de gás e spray de pimenta para dispersar a multidão. Uma guarita móvel da PM foi derrubada. "Os manifestantes não atenderam às ordens policiais e reagiram. Foram detidas seis pessoas por dano, desacato e periclitação da vida", disse a Secretaria da Segurança Pública (SSP) em nota. Depois, durante ato contra estupros, outras duas pessoas foram detidas por desacato, segundo reportagem da Globo News. Além dos detidos, a PM também apreendeu uma mochila com rojões.
1º/6 - Policial chuta uma bomba de gás lacrimogêneo na direção de manifestantes durante confronto após protesto contra o governo interino de Michel Temer na Avenida Paulista, em São Paulo (Foto: Miguel Schincariol/AFP)Policial chuta uma bomba de gás lacrimogêneo na direção de manifestantes durante confronto após protesto contra o governo interino de Michel Temer na Avenida Paulista, em São Paulo (Foto: Miguel Schincariol/AFP)
Em nota, o MTST disse que a “Polícia Militar do estado de São Paulo reprime com violência ocupação realizada agora a pouco pela Frente Povo Sem Medo e o MTST no escritório regional da Presidência da República”.
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Deitada no asfalto, mulher é detida por um policial durante protesto que acabou com violência na Avenida Paulista, em São Paulo (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)Deitada no asfalto, mulher é detida por um policial durante protesto que acabou com violência na Avenida Paulista, em São Paulo (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)
Ocupação
O ato começou pacífico. O grupo estava com bandeiras vermelhas e prometia acampar em frente ao edifício da Presidência, que fica na esquina com a Rua Augusta. Lá também funciona uma agência do Banco do Brasil. A fachada foi pichada.
G1 procurou a assessoria de imprensa da Presidência, mas não obteve retorno.
PM solta bombas de gás durante manifestação na Avenida Paulista (Foto: GloboNews/Reprodução)PM solta bombas de gás durante manifestação na Avenida Paulista (Foto: GloboNews/Reprodução)
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Manifestante é detido por policiais militares na Avenida Paulista (Foto: GloboNews/Reprodução)Manifestante é detido por policiais militares na Avenida Paulista (Foto: GloboNews/Reprodução)
PM mantém manifestantes detidos após confusão em ato na Avenida Paulista (Foto: Lívia Machado/G1)PM mantém manifestantes detidos após confusão em ato na Avenida Paulista (Foto: Lívia Machado/G1)
Policial militar prende uma mulher durante a manifestação na Avenida Paulista (Foto: TV Globo/Reprodução)Policial militar prende uma mulher durante a manifestação na Avenida Paulista (Foto: TV Globo/Reprodução)
PM usa bomba de efeito moral em manifestação do MTST, na Avenida Paulista (Foto: Lívia Machado/G1)PM usa bomba de efeito moral em manifestação do MTST, na Avenida Paulista (Foto: Lívia Machado/G1)
Policiais prendem manifestante durante ato do MTST na Avenida Paulista, em SP (Foto: Lívia Machado/G1)Policiais prendem manifestante durante ato do MTST na Avenida Paulista, em SP (Foto: Lívia Machado/G1)
Segundo Guilherme Boulos, coordenador do MTST, a ocupação não tem prazo para ser encerrada. "Ocupamos o escritório da Presidência da República, o prédio, por tempo indeterminado até que o governo recue nesse corte irresponsável", disse.
Ele afirma esperar que a mobilização tenha o mesmo direito que tem sido dado aos manifestantes que ocupam a calçada em frente ao prédio da Fiesp, também na Paulista, há mais de 70 dias.

"Seria uma hiprocrisia sem tamanho a policia querer nos tirar daqui. Ha três meses tem gente acampada na Fiesp, nas mesmas calçadas da Avenida Paulista, sendo tratadas com filé mignon e selfie", afirmou.
Na Marcha, o MTST estima mais de 7 mil pessoas. No acampamento, entretanto, ainda não há número definido. Eles pretendem fazer um esquema de revezamento para manter a ocupação. A Polícia Militar não informou número de manifestantes.
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Homem é detido por policial na Avenida Paulista, durante ato do MTST (Foto: Lívia Machado/G1)Homem é detido por policial na Avenida Paulista, durante ato do MTST (Foto: Lívia Machado/G1)
Tropa do Braço da PM acompanha movimentação na Avenida Paulista após confusão (Foto: Lívia Machado/G1)Tropa do Braço da PM acompanha movimentação na Avenida Paulista após confusão (Foto: Lívia Machado/G1)
Ocupação segue no prédio da Presidência da República, após confusão em ato (Foto: Lívia Machado/G1)Ocupação segue no prédio da Presidência da República, após confusão em ato (Foto: Lívia Machado/G1)
Guarita da PM é derrubada durante confusão em ato do MTST na Paulista (Foto: Reprodução/TV Globo)Guarita da PM é derrubada durante confusão em ato do MTST na Paulista (Foto: Reprodução/TV Globo)
Manifestantes são detidos por policiais durante ato do MTST na Avenida Paulista (Foto: Lívia Machado/G1)Manifestantes são detidos por policiais durante ato do MTST na Avenida Paulista (Foto: Lívia Machado/G1)
Manifestantes em frente ao prédio da Presidência em SP (Foto: Carolina Freitas/Arquivo Pessoal)Manifestantes em frente ao prédio da Presidência em SP (Foto: Carolina Freitas/Arquivo Pessoal)
Frente do prédio foi pichada por manifestantes do MTST (Foto: Carolina Freitas/Arquivo Pessoal)Frente do prédio foi pichada por manifestantes do MTST (Foto: Carolina Freitas/Arquivo Pessoal)
Policiais acompanham protesto em frente ao prédio da Presidência em SP (Foto: Carolina Freitas/Arquivo Pessoal)Policiais acompanham protesto em frente ao prédio da Presidência em SP (Foto: Carolina Freitas/Arquivo Pessoal)
G1

Dilma não é inocente

A repórter chapa branca da Folha de S. Paulo reproduziu aquilo que O Antagonista publicou no domingo, só que com menos detalhes:

- “A Odebrecht se comprometeu a dar informações sobre conversas que teve com o governo de Dilma Rousseff para que ele a ajudasse na Justiça”.

- “Outro personagem, além de ex-ministros de Estado, que pode emergir da delação da Odebrecht é Giles Azevedo”.

Se você traiu O Antagonista no domingo (envergonhe-se!), releia o que publicamos sobre o assunto:

Dilma Rousseff agiu para melar a Lava Jato.

Foi o que disse Marcelo Odebrecht em sua delação.

O Antagonista soube que o empreiteiro confirmou os relatos de Delcídio Amaral de que Dilma Rousseff nomeou Navarro Dantas ao STJ com o propósito de tirá-lo da cadeia.

E:

Marcelo Odebrecht, em sua delação, disse que se encontrou mais de uma vez com Giles Azevedo - o principal assessor de Dilma Rousseff - para discutir uma maneira de melar a Lava Jato.

O Antagonista soube que um dos caminhos acertados foi a troca de comando da PF.

 

O Antagonista

OAS vai entregar Lula

Se há uma estratégia para beneficiar um acordo com a Odebrecht em detrimento da OAS, tudo fica muito evidente nas manchetes da Folha de S. Paulo.

A primeira:

A segunda:

O Antagonista soube que os procuradores da Lava Jato estão muito irritados, porque esses vazamentos impossibilitam um acordo com a OAS.

 

O Antagonista

Pela primeira vez, STJ será presidido por uma mulher


Ministra Laurita Vaz
Ministra Laurita Vaz será a primeira a presidir o Superior Tribunal de Justiça Divulgação
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) elegeu hoje (1º), simbolicamente, a ministra Laurita Vaz para ocupar a presidência da Corte pelos próximos dois anos. Laurita será a primeira mulher a ocupar a cadeira desde 1989, quando o tribunal foi criado. A posse está prevista para a primeira semana de setembro.
O critério para ocupar a presidência do tribunal é a ordem de antiguidade. Atualmente, a ministra é vice-presidente do tribunal. Ela nasceu em Anicuns (GO) e começou sua carreira jurídica no Ministério Público do estado na década de 1980. Laurita é especialista em Direito Penal e foi nomeada em 2001 pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.



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Uber: taxistas que agrediram família podem responder por tentativa de homicídio

Os taxistas acusados de agredir uma família que deixava o Aeroporto Internacional de Brasília na noite de ontem (31) podem responder por tentativa de homicídio, segundo o delegado Gustavo Farias Gomes, da 10ª Delegacia de Polícia do Distrito Federal. As vítimas haviam chegado de viagem e deixavam o terminal 2 do aeroporto quando o veículo foi confundido por taxistas como sendo da empresa do aplicativo Uber. O grupo foi obrigado a parar o carro e um dos irmãos chegou a perder um dente durante as agressões.
Delegado de Polícia Civil,Gustavo Farias Gomes, fala sobre a confusão entre os taxistas com Uber no Distrito Federal
Delegado da Polícia Civil, Gustavo Farias Gomes, fala sobre investigação de agressão envolvendo taxistas e uma família confundida como integrantes do aplicativo Uber no Distrito FederalAntonio Cruz/Agência Brasil
O delegado disse que as agressões praticadas contra os quatro irmãos se classificam como contundentes e, caso configurem perigo de morte, podem agravar a pena dos envolvidos. “Eles acharam que o carro estava ali pegando passageiros na área externa do terminal”, disse Gomes à Agência Brasil. “Vamos investigar para ver o enquadramento legal do que aconteceu”.
A expectativa da Polícia Civil é que as quatro vítimas compareçam à delegacia para prestar depoimento ainda esta semana. Serão analisadas imagens de câmeras de segurança instaladas nos arredores do aeroporto. “Se for verificado que houve excesso, o caso pode sim ser enquadrado como tentativa de homicídio”, adiantou o delegado. “Esse embate entre taxistas e motoristas do Uber tem que ser tratado na Justiça e não no braço”.
Confusão anterior
Pouco antes da agressão à família, cerca de 60 taxistas se envolveram em outra confusão em um posto de gasolina também nas proximidades do Aeroporto Internacional de Brasília. Durante o incidente, seis motoristas do Uber foram agredidos e tiveram os veículos danificados. Eles prestam depoimento nesta tarde na 10ª Delegacia de Polícia do Distrito Federal.
Um dos motoristas do aplicativo, que preferiu não se identificar, mostrou à reportagem os estragos causados ao veículo, incluindo um para-brisa trincado, um vidro lateral danificado e um capô amassado. O prejuízo estimado é de R$ 10 mil. “No início, houve provocação, bate-boca. Depois, os taxistas desceram em bando, a pé. Um colega chegou a levar uma cadeirada nas costas. Só nos salvamos porque os donos de uma loja de conveniência nos acolheram e trancaram as portas”.
As vítimas foram encaminhadas ao Instituto Médico Legal e os veículos danificados vão passar por perícia no Instituto de Criminalística.
Sindicato
A presidente do Sindicato dos Taxistas do Distrito Federal, Maria do Bonfim, disse não compactuar com a violência e classificou o caso como lamentável. “Não compactuo e nem concordo com o fato. Havia muitas pessoas envolvidas e eu não consegui ver de onde partiram as agressões”.
Maria do Bonfim relatou que esteve no local para tentar conter os taxistas, mas teve que pedir apoio à polícia quando a confusão tomou grandes proporções. “Virou um grande tumulto, não dava para saber quem eram os motoristas do aplicativo e os taxistas. Fiquei preocupada, pois eram muitos homens. Tive que chamar a polícia e pedir ajuda, não conseguia conter as pessoas. Eu pedia calma e pedia para que não houvessem agressões”, disse.



Mulheres fazem caminhada em SP contra a cultura do estupro


Centenas de mulheres se reuniram hoje (31) no vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp) para protestar contra casos de estupro no país. As manifestantes fazem uma caminhada pela Avenida Paulista até a Praça Roosevelt, onde o ato será encerrado. O número de manifestantes não foi informado pela organização e pela polícia.
O ato, chamado Por todas Elas, foi convocado pelas redes sociais e ocorre em diversas cidades do país.
Durante a concentração no vão-livre do Masp, algumas mulheres subiram nas pilastras instaladas no local, deram-se as mãos e seguraram, com as bocas, papéis com a mensagem de “Estupro Nunca Mais”. Um grupo sentou no chão do museu para escrever faixas e um outro grupo se reuniu para estampar camisetas com mensagens contra o estupro. Diversos homens e crianças também participaram do ato.
Algumas manifestantes gritaram “Machistas, golpistas, não passarão” e “O corpo é da mulher e ela dá para quem quiser”.
A estudante Maiara Martins, 18 anos, que participa da manifestação, disse que é preciso acabar com a cultura de que a vítima é culpada por sofrer estupro. “Todos ficamos horrorizados com o que aconteceu esta semana e vim lutar pelos nossos direitos, pelo fim dessa cultura que diz que a culpa é sempre da vítima, principalmente em caso de estupro”, disse à Agência Brasil. A jovem fez referência ao caso da adolescente, de 16 anos, que sofreu estupro coletivo no Rio de Janeiro.
Maiara Martins contou que já sofreu assédio. “Posso dizer, com firmeza, que toda mulher já sofreu algum tipo de assédio ou vai sofrer algum tipo de assédio na vida. É horrível passarmos por essas coisas e ver que acontece com tanta frequência na vida de toda mulher”.
A jornalista Mayara Toni, 24 anos, disse que amigas próximas já sofreram algum tipo de abuso. “Eu já sofri assédio, nunca fui abusada sexualmente, mas tenho muito medo de andar sozinha à noite. Aliás, acho impossível todas as mulheres não se sentirem assim. Hoje estou aqui para lutar. Precisamos estar nas ruas para mostrar que precisamos de segurança e que não deveríamos ter medo de sair nas ruas”, disse.
Para ela, se as mulheres não se manifestarem "vão continuar achando que é normal" a violência sexual contra a mulher. "Tem muita gente tentando justificar dizendo que ela [a adolescente que sofreu estupro coletivo] estava em um baile funk, que ela tinha bebido e que ela era amiga dos traficantes. Mas tem um vídeo mostrando que a menina estava desacordada, sangrando e as pessoas ainda querem justificar que isso não é estupro. Isso é cultura de estupro. A cultura de estupro precisa ser quebrada na raiz e falar que isso não é normal e precisa ser mudado”.


Jungmann nega que haja informação sobre plano de ataque terrorista na Olimpíada


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O ministro da Defesa, Raul Jungmann, descartou a existência de qualquer informação sobre um suposto plano de ataque terrorista durante os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, de 5 a 21 de agosto deste ano, que poderia ser realizado pelo Estado Islâmico. Segundo Jungmann, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) garantiu que não há este tipo de previsão.
“Peguntei diretamente ao ministro do GSI, Sérgio Etchegoyen, se ele confirmava isso, e ele negou. Ele disse que não tem essa informação”, revelou Jungmann, após participar da transmissão de cargo da presidência do BNDES, do professor Luciano Coutinho para a economista Maria Sílvia Bastos. A cerimônia foi na sede do banco, no centro do Rio de Janeiro.
Jungmann afirmou que este tipo de monitoramento vem sendo feito por órgãos de inteligência das forças brasileiras em parceria com os órgãos de inteligência de diversos países, como Estados Unidos, Inglaterra, França, Israel e Rússia: “No nosso radar não existe nenhuma ameaça. Claro que essa é uma área em que você tem que contar com a imprevisibilidade, mas, até aqui, nós não temos nenhum alerta, nenhum risco de que esteja ocorrendo alguma operação externa, fruto de alguma entidade ou de algum grupo terrorista”.
O ministro destacou ainda que ,além do monitoramento prévio, será a primeira vez que os Jogos Olímpicos e Paralímpicos vão dispor de um centro de inteligência com representação de inteligência de aproximadamente 60 países. “Eles vão estar todos aqui. Nós já temos este centro montado, além do Centro Integrado de Comando e controle. Eu vou estar aqui na maior parte das Olimpíadas”, garantiu.
Jungmann revelou que já se dedica, há algum tempo, a este assunto e foi o primeiro parlamentar a fazer duas audiências públicas sobre terrorismo: “No caso, evidentemente, se pudesse prevê-lo [ataque terrorista] não teria Munique [em 1972, ataque a atletas israelenses], o que aconteceu em Paris [em 2015, atentado contra o jornal Charlie Hebdo]. O que tem hoje, em contrainformação, é que não se captou e não se percebeu um movimento no sentido de promover, até porque, o Brasil é um país sem grandes conflitos étnicos, sem conflitos religiosos, sem conflitos de fronteira”.
O ministro comentou a preocupação do secretário de estado de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, com algum atentado conhecido como Lobo Solitário, quando um terrorista age individualmente, e reconheceu que esta é uma preocupação, “Não só para nós, para o mundo inteiro, porque é difícil a detecção”. Mas repetiu que até agora não existe informação sobre essa possibilidade.
Jungmann adiantou que o esquema de segurança das áreas olímpicas do Maracanã e de Copacabana contará com uma reserva para atuação, se necessário, de quatro batalhões de Fuzileiros Navais, além do contingente já definido.
Com relação à área de Deodoro, na zona oeste, onde serão disputadas as provas de hipismo, o ministro disse que não recebeu nenhum pedido adicional para o efetivo. Segundo ele, por ser uma área militar, os contingentes das Forças Armadas terão poder de polícia.



Após troca de ministro, Planalto recebe servidores que pedem volta da CGU

Para negociar com aos servidores da antiga Controladoria-Geral da União (CGU) e evitar a continuidade de protestos contra o governo, o Palácio do Planalto agendou uma reunião para esta quinta-feira (2) com os representantes do Sindicato Nacional dos Analistas e Técnicos de Finanças e Controle (Unacon Sindical).
Os servidores do novo Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle, que protestaram novamente nessa quarta-feira (1º) em frente ao Planalto, alegam que, em princípio, não vão se opor ao nome de Torquato Jardim, indicado pelo presidente interino Michel Temer para comandar a pasta. Eles serão recebidos pelo ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, no mesmo dia em que está marcada a posse de Jardim, que é ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral.
Depois de 18 dias à frente da pasta, o ex-ministro Fabiano Silveira deixou o cargo após a divulgação de conversas gravadas em que ele aparece criticando a Operação Lava Jato e dando orientações para a defesa de investigados em esquema de desvios de recursos na Petrobras, como o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Para Rudinei Marques, presidente da Unacon, a categoria pretende dar um “voto de confiança” a Torquato desde que ele atue para atender às reivindicações dos servidores.

Segundo Marques, não se deve perder a identidade institucional da marca CGU, sob o risco de destruir o reconhecimento que o órgão ganhou nos últimos anos, inclusive internacional. Além disso, acrescentou, a desvinculação do órgão da Presidência da República a deslegitima perante as outras instituições da administração federal.
“Se antes, por exemplo, estivéssemos auditando um programa no Ministério da Saúde, podíamos mandar o ministro corrigir os problemas. Agora, o ministro [da Transparência] tem o mesmo poder que os outros colegas”, afirmou.
Na manifestação de terça-feira (31), os servidores voltaram a fazer barulho em frente ao Planalto e a exibir faixas contra o que consideram a extinção do órgão de controle. "Combate à corrupção já tem nome. Audonomia e independência à CGU. A extinção da CGU só interessa aos corruptos", diziam alguns dos cartazes.



Temer deveria interferir na Lava Jato

Por Diogo Mainardi
Depois de 19 dias, Michel Temer iniciou seu governo.
E iniciou nomeando os presidentes da Petrobras e do BNDES, os dois maiores desfalques do PT.
Em seu discurso, Michel Temer repetiu:
"Pela enésima vez: ninguém vai interferir na Lava Jato".
Está errado. Ele deveria interferir na Lava Jato. De que maneira? Fazendo uma devassa na Petrobras e no BNDES e entregando todas as provas aos procuradores federais.
Michel Temer deve seu governo à Lava Jato. Ele deveria retribuir chamando a Lava Jato para governar junto com ele.
Em particular, nos acordos com as empreiteiras.
Dilma Rousseff tentou aprovar uma lei pilantra que atropelava o Ministério Público e anistiava todos os criminosos.
Michel Temer pode fazer o oposto, convocando o juiz Sergio Moro e os procuradores da Lava Jato para discutir abertamente uma nova lei. Ninguém entende mais do assunto do que eles.
Assim como a Petrobras e o BNDES, a Lava Jato é um patrimônio nacional. Se Michel Temer souber valorizá-la, poderá construir uma saída para o capítulo mais vergonhoso de nossa história.
 

OAS vai entregar Lula

A Folha de S. Paulo diz que os procuradores não querem fechar um acordo com Léo Pinheiro, da OAS, porque ele insiste em inocentar Lula. Mentira. O Antagonista foi informado de que a chance de Léo Pinheiro não entregar Lula é igual a zero.

Ninguém inocenta Lula
 

Quem quer calar Léo Pinheiro?

O Globo, ontem, disse que Léo Pinheiro, da OAS, havia fechado um acordo com a Lava Jato. Falso. A Folha de S. Paulo, hoje, disse o contrário: a Lava Jato se recusa a assinar um acordo com Léo Pinheiro porque ele insiste em inocentar Lula... [veja na íntegra]
 

"O que tem lá mata o Lula"

Como explicou O Antagonista, desmentindo a manchete da Folha de S. Paulo, a chance de Léo Pinheiro não entregar Lula é igual a zero. A coluna Radar, da Veja, foi ainda mais longe: "Quem teve acesso às tratativas para a delação premiada de Leo Pinheiro, da OAS, assegura que ela é um “tiro fatal” no ex-presidente Lula... [leia mais]
 

O porcentual mínimo de Luleco

Lula é inocente? A coluna do Estadão informa que Luís Cláudio Lula da Silva, conhecido como Luleco, destinou para o patrocínio do futebol americano “apenas um porcentual mínimo dos quase R$ 10 milhões que recebeu”... [veja o texto completo]
 

Indicação de Carlos Velloso

O Antagonista sabe que o novo ministro da Transparência, Torquato Jardim, foi uma indicação do ex-ministro do STF Carlos Velloso, ainda quando Michel Temer nem havia assumido a Presidência... [leia mais]

Paulo Rabello de Castro no IBGE 

Contas no vermelho

Os petistas juravam ter 200 votos contra o impeachment na Câmara. Deu no que deu. Agora eles espalham que houve uma reviravolta no Senado. “Senadores do PT calculam que Temer teria hoje cerca de 50 votos para tirar Dilma definitivamente do cargo - quatro a menos do que o necessário”, diz o Valor... [veja o texto completo]
 

TCU reprova Dilma mais uma vez

O TCU vai rejeitar as contas de Dilma Rousseff pelo segundo ano consecutivo. Trata-se das mesmas contas que levaram ao seu impeachment. A área técnica do TCU, segundo o Valor, “encontrou uma série de irregularidades nas contas de 2015 do governo Dilma Rousseff...” [leia mais]

Obrigado Dilma; Obrigado, Lula
 

Dilma não é inocente

A repórter chapa branca da Folha de S. Paulo reproduziu aquilo que O Antagonista publicou no domingo, só que com menos detalhes: “A Odebrecht se comprometeu a dar informações sobre conversas que teve com o governo de Dilma Rousseff para que ele a ajudasse na Justiça”...  [veja na íntegra]
 

Corrêa: FHC comprou votos para emenda da reeleição

Na sua delação premiada, Pedro Corrêa diz que Fernando Henrique Cardoso comprou mais de 50 deputados, em 1997, para aprovar a emenda que implantou a reeleição presidencial. Pedro Corrêa estava no balcão oposto, tentando comprar votos contra a emenda... [leia mais]
 

Os Arapongas da Petrobras

Aldemir Bendine, quando assumiu a Petrobras, criou uma gerência de inteligência que passou a concentrar todas as informações estratégicas da companhia. Ele nomeou para o comando desse setor o coronel José Olavo Coimbra de Castro, ex-diretor da Abin e seu homem de confiança desde o Banco do Brasil... [veja mais]


Ato reúne milhares de mulheres no Rio contra cultura do estupro



Rio de Janeiro - Mulheres fazem ato contra cultura do estupro, na Igreja da Candelária, centro da cidade (Tomaz Silva/Agência Brasil)
Mulheres fazem ato contra cultura do estupro, da Igreja da Candelária à Central do Brasil, no centro do Rio  Tomaz Silva/Agência Brasil
Um ato contra a cultura do estupro reuniu pelo menos 5 mil pessoas no início da noite de hoje (1º), no centro do Rio de Janeiro. A concentração ocorreu na Igreja da Candelária e seguiu em passeata pela Avenida Presidente Vargas até a Central do Brasil. A estimativa de público é da organização do ato. A Polícia Militar (PM) ressaltou apenas que “o metro quadrado está muito denso”.
Com muitas faixas, cartazes, instrumentos musicais e gritos de ordem, as mulheres diziam: “Eu não me dou ao respeito porque ele é meu por direito”, “Meu corpo, minhas regras”, “A culpa não é da vítima”, “Não é o tamanho da nossa saia que envergonha a sociedade, mas o tamanho do seu machismo”, “O estuprador não é doente mental, ele é filho saudável do patriarcado” e “O feminismo nunca matou ninguém, o machismo mata todos os dias”, entre outros.
Integrante do coletivo Mães e Crias na Luta e uma das organizadoras do evento, Tatiani Araújo explica que vários movimentos e coletivos se uniram para combater o machismo que ainda impera na sociedade. Também militante da Nova Organização Socialista (NOS), ela lembra que o ato marca a questão da violência e do estupro coletivo que a jovem de 16 anos sofreu na semana passada, além de denunciar a violência cotidiana que as mulheres passam pelo simples fato de serem mulheres.
“A gente está denunciando esse crime perverso, uma menina vitimada por mais de 30 homens, e que a sociedade segue vitimando, quando perguntam onde é que ela estava, com quem ela estava, com que roupas, a que horas e se ela é do tráfico ou não. Nada justifica a violência, nada pode culpabilizar a vítima. A gente quer mostrar que a violência é cotidiana, ela está nas escolas, nos nossos locais de trabalho, no transporte, na falta de política que nós passamos no país. Ela [violência] está no governo golpista, que coloca uma mulher que é contra o aborto, mesmo em casos de estupro, o que vai na contramão do que nós estamos passando”, acrescentou Tatiani.

Rio de Janeiro - Mulheres fazem ato contra cultura do estupro, na Igreja da Candelária, centro da cidade (Tomaz Silva/Agência Brasil)
Milhares de mulheres cantam palavras de ordem contra cultura do estupro e o machismo social ao longo da Avenida Presidente Vargas, no Rio              Tomaz Silva/Agência Brasil
Na concentração, ocorreram várias falas e intervenções. Uma delas foi uma performance músico-teatral do coletivo artístico Mulheres de Buço, que fizeram paródias de funk, com mensagens feministas de desconstrução de posturas machistas. Integrante do grupo, Beatriz Morgana explica que o objetivo é lutar pela libertação dos corpos e pelo espaço das mulheres aonde elas quiserem.
Segundo Beatriz, “a gente está vivendo um momento muito importante de união das mulheres. A gente sempre ouviu funk, e essas mulheres que vieram com o funk – Valesca, Ludmila, MC Carol – são referências para o que a gente faz. A gente faz letras originais, e vocês nunca vão ouvir a gente cantar uma mulher contra outra, 'ah, ela roubou meu namorado', que ainda tem muito no funk. A gente acredita na sonoridade”.
Em outra intervenção, o coletivo Deixa Ela em Paz incentivou as participantes do ato a escreverem cartas e mensagens de apoio para a adolescente vítima de estupro coletivo, que repercute na imprensa desde a semana passada. Manuela Galindo, integrante do coletivo, diz que as mensagens estão sendo recolhidas por todo o país e chegarão às mãos da jovem.
Ela disse que o grupo faz colagem de lambe-lambe, stencil e outras formas, que são transformadas pelas mulheres em panfletos com mensagens educativas sobre assédio em transporte público, por exemplo, bem como para chamamento do grupo a discussões no Facebook. Segundo ela, o grupo participou de diversas ações desde o ano passado, quando foi criado, e "resolvemos fazer essa porque a gente percebeu que existe solidariedade das mulheres, e queríamos encontrar uma forma desse apoio e carinho chegar a ela [vítima de estupro], para que ela se sinta acolhida”.
Na passeata pela Presidente Vargas, houve chuva de papel picado em apoio ao ato, e as manifestantes gritavam palavras de ordem como “Mexeu com uma, mexeu com todas”, “Segura seu machista, a América latina vai ser toda feminista”, “Fora Temer”, “Fora Cunha” e “Fora Bolsonaro”.



Câmara aprova em primeiro turno PEC que prorroga DRU até 2023


Câmara aprova reajuste para 16 categorias de servidores Wilson Dias Agência Brasil
Câmara aprova, em primeiro turno, prorrogação da DRU até 2023.Wilson Dias/Agência Brasil
O plenário da Câmara dos Deputados aprovou em primeiro turno, na madrugada de hoje (2), a proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prorroga a Desvinculação de Receitas da União (DRU) até 31 de dezembro de 2023. Foram 334 votos a favor, 90 contrários e duas abstenções. A PEC eleva de 20% para 30% o percentual que pode ser remanejado da receita de todos os impostos e contribuições sociais federais. Também cria mecanismo semelhante para estados, municípios e o Distrito Federal.
A DRU dá ao governo o direito de usar livremente receitas obtidas com impostos e contribuições que, obrigatoriamente, deveriam ser alocados em determinadas áreas. Essa autorização do Congresso para remanejamento de receitas venceu em 31 de dezembro de 2015.
Na votação desta madrugada, os deputados aprovaram o texto do relator, Laudivio Carvalho (SD-MG), em substituição à proposta encaminhada pela presidenta afastada Dilma Rousseff. O substitutivo do relator aumenta o percentual de desvinculação para 30% e estende o prazo da DRU de 2019 para 2023. A medida também retroage a validade das mudanças para o dia 1º de janeiro.
As alterações na proposta original do governo sofreram críticas de parlamentares da base aliada e da oposição. O líder do PSOL, Ivan Valente (SP), disse que a desvinculação seria passar um cheque em branco ao governo do presidente interino Michel Temer. “Estamos dando um cheque em branco para se operar o Orçamento, definir prioridades, deslocar recursos e, principalmente, nessa proposta o objetivo número um é fazer superávit primario para pagar juros da dívida pública”, disse Valente.
O deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) criticou o aumento de percentual para 30% e disse que a medida vai retirar recursos da Seguridade Social. “O que estão fazendo na calada da noite é surrupiar os recursos da seguridade. Eram 20% da DRU e agora vão levar 30%, um aumento de 50% e depois vão dizer que não tem dinheiro prara pagar aposentado e pensionista. Era para justificar a reforma da Previdência. Vai comprometer de morte a seguridade social", afirmou.
O deputado André Figueiredo (PDT-CE) afirmou que, se o percentual for aprovado definitivamente, vai representar uma perda de R$ 120 bilhões para a seguridade. “Além de aumentar o precentual para 30%, ainda aumentamos o prazo para 2023. Já demos um cheque em branco ao aprovar um déficit fiscal de R$ 170 bilhões e agora querem dar outro cheque com essa proposta”, disse.
Com a aprovação em primeiro turno, a ideia do governo agora é levar o texto à análise do plenário da Câmara já na semana que vem, para votação em segundo turno.



Cunha reafirma que não mentiu na CPI e pode recorrer à CCJ sobre cassação

Mesmo após o relator Marcos Rogério (DEM-RO) ter recomendado a cassação de mandato no Conselho de Ética, o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), voltou a afirmar hoje (1º) que não mentiu durante depoimento que prestou à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, quando disse que não tinha contas no exterior.
Brasília - Presidente da Câmara, Eduardo Cunha, põe em votação MP sobre renegociação de dívidas de produtores rurais e de caminhoneiros (Wilson Dias/Agência Brasil)
Eduardo Cunha disse pode recorrer à CCJ para evitar cassação do mandato Wilson Dias/Agência Brasil
“O relator fez a sua pirotecnia buscando os cinco minutos de holofote. Reitero que não menti à CPI, não sou titular de conta no exterior e isso ficou comprovado na instrução do processo no conselho. Logo, confio na absolvição seja no Conselho de Ética, seja do Plenário da Câmara dos Deputados”, disse Cunha à Agência Brasil, após a leitura do parecer que pede a cassação do mandato dele.
O deputado afastado Eduardo Cunha disse que, embora, ainda não tinha lido o relatório de Rogério, o documento tem “diversos absurdos”. Cunha espera que o parecer seja rejeitado pelo Conselho de Ética. Segundo ele, se o parecer não for derrotado, irá recorrer à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.
“Ainda não li o relatório, mas acredito que ele não tenha novidades. Há três dias, foi anunciado pela imprensa e possui diversos absurdos, recheado de nulidades que iremos contestar e que espero ver derrotado no Conselho de Ética. Caso contrário, recorrerei à CCJ e espero obter decisão favorável”, afirmou Cunha.
Cunha responde a processo disciplina no Conselho de Ética da Câmara por suposta quebra de decoro parlamentar. O processo foi aberto em função de representação feita pelo PSOL e pela Rede após Cunha ter dito em depoimento na CPI da Petrobras que não era titular de contas no exterior.
Pedido de vista
Hoje, o relator Marcos Rogério leu seu parecer no Conselho de Ética e votou a favor da cassação do mandato de Cunha. Como houve pedido de vista, as normas regimentais estabelecem um prazo de duas sessões da Câmara para que a matéria volte à pauta de votações do colegiado. Com isso, a discussão e votação do parecer do relator deverá ser iniciada na terça-feira (7) da semana que vem.

Para que o parecer do relator seja aprovado no Conselho de Ética são necessários os votos de metade mais um dos conselheiros, ou seja, 11 dos 21 votos. Se o parecer não conseguir esses votos, será nomeado um relator do voto vencedor, que deverá apresentar um novo parecer para ser votado pelo colegiado.



Senado vota indicação de Goldfajn para Banco Central na próxima terça-feira

O plenário do Senado vai votar na próxima terça-feira (7) a indicação do economista Ilan Goldfajn para a presidência do Banco Central (BC). A votação no plenário ocorrerá no mesmo dia em que a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) fará a sabatina e a votação de Goldfajn para o BC. A decisão foi anunciada hoje (1º) pelo presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL). Goldfajn foi indicado pelo presidente interino Michel Temer para ocupar a presidência do banco. 

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 Ilan Goldfajn foi indicado para assumir presidência do Banco Central Wilson Dias/Agência Brasil
Renan Calheiros disse que vai acolher uma questão de ordem para que o prazo de análise das indicações de autoridade  nas comissões seja contado a partir da leitura na Mesa do Senado,  e não mais a partir da leitura nas comissões, como é feito atualmente.
“É o mesmo comportamento que tivemos [na apreciação] de ministros do Supremo Tribunal Federal, na indicação do procurador-geral da República, que votamos no mesmo dia [da comissão]. Vou fazer o mesmo com o presidente do Banco Central. Essa é uma necessidade que o Senado acelere essa indicação”, disse Renan.
Na manhã de ontem (31), o presidente da CAE, o senador Raimundo Lira (PMDB-PB). leu o parecer favorável à indicação de Goldfajn. Lira solicitou a quebra de interstício de cinco dias, previsto no Regimento Interno do Senado, para antecipar a sabatina para hoje, mas não houve acordo. Com isso, a sessão para sabatina e votação foram marcadas para a próxima terça-feira.
O presidente do Senado ressaltou que a decisão de acelerar a votação do nome do futuro presidente da autoridade monetária do país faz parte da contribuição do Senado para superação do momento de “conturbação” no Brasil.
“Em toda crise, em toda conturbação o Senado tem deliberado e tem, sobretudo, mantido a normalidade. O Senado é fator de estabilização”, disse Renan Calheiros.