Defesa de Delcídio pede revogação de prisão ao Supremo

A defesa do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) pediu hoje (3) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a revogação da prisão do parlamentar, que está preso desde a semana passada na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Ele é acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de tentar obstruir as investigações da Operação Lava Jato.
Delcídio é investigado em três inquéritos na Corte. De acordo com as investigações do MPF, o senador tentou dissuadir o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró de aceitar o acordo de colaboração premiada, ou que, se isso acontecesse, que evitasse delatar o parlamentar e também ex-controlador do Banco BTG André Esteves, que também está preso.
Em um trecho do processo, a Procuradoria-Geral da República (PGR) afirma que Delcídio ofereceu dinheiro para evitar a citação de seu nome nas investigações. “O senador Delcídio do Amaral ofereceu a Bernardo Cerveró auxílio financeiro, no importe mínimo de R$ 50 mil mensais, destinado à família de Nestor Cerveró, bem como prometeu intercessão política junto ao Poder Judiciário em favor de sua liberdade, para que ele não entabulasse acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal”, diz a PGR.
No STF, 68 pessoas são investigadas na Lava Jato, entre elas, 23 deputados federais, 14 senadores, um ministro de Estado e um ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). As demais não têm foro por prerrogativa de função, mas são processados pela Corte, por ter ligações diretas com parlamentares.

Confira a charge do cartunista Jarbas para o Diario desta sexta-feira


Foto de Diario de Pernambuco.

Governo editará novo decreto para descontingenciar recursos bloqueados

O governo terá de editar novo decreto para descontingenciar os R$ 10,7 bilhões em despesas discricionárias (não obrigatórias) e R$ 0,5 bilhão em emendas impositivas que foram bloqueados no início desta semana. Ontem (2) o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, já havia adiantado que a edição ocorrerá após o projeto de lei que altera a meta fiscal de 2015 ser enviado para sanção presidencial. Hoje (3), a assessoria de comunicação do Planejamento disse que o novo decreto sairá “muito em breve”.

O decreto de contingenciamento da última segunda-feira (30) suspendeu as despesas do governo, com exceção das obrigatórias e das discricionárias não contingenciáveis. Entre os gastos preservados ficaram os salários de servidores, os benefícios previdenciários e sociais, os pagamentos do Programa Bolsa Família e as despesas com o mínimo da saúde e educação, seguro-desemprego e abono salarial. O motivo é que, como o Congresso Nacional ainda não havia votado a mudança da meta fiscal, a União estava obrigada a fazer superávit de R$ 55,3 bilhões.
Com a aprovação da nova meta nesta quarta-feira, o governo passa a ter permissão para encerrar o ano com déficit de R$ 119,9 bilhões e já não precisa fazer o contingenciamento. O economista José Matias-Pereira, especialista em finanças públicas e professor da Universidade de Brasília (UnB), explica, no entanto, que é necessário formalizar o desbloqueio dos recursos contingenciados.

"Você tem uma nova legislação [após a aprovação da nova meta fiscal]. Aquele contingenciamento foi feito em cima de um quadro fiscal e, com a aprovação, você tem um cenário novo. O governo precisa fazer outro decreto porque o escopo, as bases, já estarão apoiadas na nova situação fiscal", esclareceu o economista.
Para Matias-Pereira, a aprovação da nova meta foi "uma anistia" concedida pelo Congresso ao governo. Ele disse que os gastos elevados no âmbito federal e o endividamento dos estados revelam "uma crise no federalismo fiscal".

"O que estamos assistindo no Brasil é um ciclo que está se encerrando e caminha para inviabilizar o país. Quando os estados descumprem a Lei de Responsabilidade Fiscal, o governo federal tranca recursos para eles. A diferença é que o governo federal, pelo seu poder, busca uma anistia", afirmou Matias-Pereira. O economista ressaltou que a irresponsabilidade fiscal é danosa para o país e para a sua imagem. "É algo danoso, porque o governante passa, mas o país permanece."

Aumente a sua produtividade como um blogueira

Posted: 03 Dec 2015 11:00 PM PST
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Impacto humano na perda de água doce é superior em 20% ao estimado

Da Agência Lusa
O impacto humano na perda de água doce, com atividades como rega ou construção de barragens, excede em 20% o calculado, mostra estudo divulgado hoje (4) pela revista Science.
O trabalho concluiu que o aumento na perda de água doce para a atmosfera, por evaporação, é 4.370 quilômetros cúbicos anuais, o que equivale a dois terços do fluxo anual do Rio Amazonas, o mais caudaloso do mundo.
“As pequenas coisas que fazemos na superfície da terra podem ter grandes efeitos globais. Antes, os efeitos das atividades humanas, como as barragens, eram subestimados. O estudo mostra que os efeitos até agora têm sido inclusive superiores aos das alterações climáticas”, afirmou Fernando Jaramillo, do Departamento de Geografia Física da Universidade de Estocolmo.
A tese do estudo é que atividades como a rega e as barragens aumentaram consideravelmente o consumo total de água doce, ao intensificar a evaporação e transpiração, ou seja, a perda de umidade  e de água por transpiração da vegetação.
“O aumento dessa perda por causas humanas é como um grande rio de água doce da Terra para a atmosfera. Mudamos muito o sistema da água doce sem saber”, observou Gia Destouni, professora da Universidade de Estocolmo. “Já superamos os limites do consumo de água doce do planeta. Isso é sério”, acrescentou.
Para fazer o estudo, os cientistas analisaram dados sobre clima, hidrologia e uso da água em uma centena de grandes bacias hidrológicas do mundo entre 1901 e 2008.

Dólar tem maior queda diária em um mês e Bolsa dispara

O dólar teve a maior queda em um mês e o Ibovespa, índice da Bolsa de Valores de São Paulo, subiu fortemente no dia seguinte à aprovação da meta fiscal do governo para 2015 e ao anúncio de abertura do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. O dólar comercial caiu 2,26% (R$ 0,087) e fechou esta quinta-feira (3) vendido a R$ 3,748, na menor cotação desde o último dia 24 (R$ 3,704).
A moeda norte-americana operou em queda durante toda a sessão. Na mínima do dia, por volta das 15h30, o dólar chegou a ser vendido a R$ 3,738. A divisa acumula queda de 3,54% em dezembro, mas subiu 41% no ano.
O dia também foi positivo na Bolsa de Valores de São Paulo. O Ibovespa subiu 3,29% e fechou aos 46.393,26 pontos, interrompendo uma sequência de quatro quedas. Foi a maior alta percentual diária desde 3 de novembro, quando o índice havia subido 4,76%. As ações preferenciais da Petrobras, as mais negociadas, subiram 6,12%. As ações do BB Seguridade, subsidiária de seguros do Banco do Brasil, saltaram 8,43%.
O mercado financeiro vê o impeachment como uma possível solução para a crise política, que gera repercussões na economia. Para o professor do Departamento de Economia da Universidade de São Paulo (USP) Fabio Kanczuk, se o processo for aprovado e o vice-presidente Michel Temer assumir a Presidência, terá melhores condições políticas para governar e promover reformas macroeconômicas.
Já o economista Luciano D'Agostini, pós-doutorando em macroeconomia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, classifica de "imprudente" um possível processo dessa natureza e diz que as consequências vão "respingar no cidadão". Para o economista, devido às incertezas quanto ao futuro, a volatilidade (forte oscilação) da cotação do dólar deve aumentar, assim como o risco país (que mede o grau do risco que um país representa para o investidor estrangeiro).

STF nega recurso contra o impeachment


STF nega recurso contra o impeachment
VEJA.ABRIL.COM.BR

Síria: jatos russos continuam realizando missões da base aérea de Hmeymim

Publicado em 3 de dez de 2015
Jatos da Força Aérea russa continuaram decolando para surtidas contra alvos do Estado islâmico chamado (IS, anteriormente ISIS / ISIL) do Hmeymim Airbase na Síria na quinta-feira. Um número de Sukhoi Su-24s e Sukhoi Su-34s foram vistos decolando e pousando na pista de ar, enquanto helicópteros patrulhavam os céus em torno da base.

ID do vídeo: 20151203-095
Video on Demand: http://www.ruptly.tv
Contato: cd@ruptly.tv


EN:
Syria: Russian jets continue to conduct sorties from Hmeymim Airbase

Russian Air Force jets continued taking off for sorties against targets of the so-called Islamic State (IS, formerly ISIS/ISIL) from the Hmeymim Airbase in Syria on Thursday. A number of Sukhoi Su-24s and Sukhoi Su-34s were seen taking off and landing at the air strip while helicopter gunships patrolled the skies around the base.

Video ID: 20151203-095
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Contact: cd@ruptly.tv

Cunha cria comissão especial para apreciar processo de impeachment

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), determinou hoje a criação  da comissão especial da Câmara que vai analisar o pedido de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff. A criação da comissão, que será composta por 65 deputados, se deu após Cunha ler no plenário sua decisão de aceitar o inicio de processo de impeachment. 
Cunha deu prazo até 14h de segunda-feira (7) para que os partidos indiquem seus representantes na comissão, que terá representantes de todas as legendas. A comissão será composta de acordo com a proporcionalidade das bancadas. Com isso, PT e PMDB – as duas maiores bancadas – terão oito deputados cada; PSDB, seis; PP, PSD, PR e PSB, quatro cada um; PTB, três.
Com dois representes na comissão, cada partido, estão DEM, PRB, SD, PSC, PDT e PROS. Com um representante na comissão, cada um estão PHS, PTN, PMN, PEN, PCdoB, PPS, PV, PSOL, PTC, PTdoB, REDE e PMB.
Além dos 65 deputados titulares, a comissão terá 65 deputados suplentes, na mesma proporção dos titulares por cada partido. A eleição dos membros da comissão será em chapa única pelo plenário da Câmara, em sessão marcada para as 18h de segunda-feira.
A eleição do presidente e do relator da comissão será na terça-feira pela manhã. Também poderá haver eleição de vice-presidentes para o colegiado. Caberá ao presidente eleito comandar os trabalhos da comissão e ao relator elaborar parecer sobre as denúncias para ser votado pela comissão e depois pelo plenário da Câmara. 

Comissão Mista de Orçamento aprova relatório preliminar

A Comissão Mista de Orçamento (CMO) aprovou nesta quinta-feira (3) o relatório preliminar do Orçamento Geral da União de 2016. O texto estabelece as regras para o atendimento das emendas parlamentares ao Orçamento e a elaboração dos 16 relatórios setoriais e do relatório final.
A presidente da comissão, senadora Rose de Freitas (PMDB-ES), deu prazo até segunda-feira (7) para que todos os 16 pareceres setoriais sejam apresentados para votação. Eles cuidam dos orçamentos dos ministérios e dos outros Poderes e dependiam da aprovação do relatório preliminar para serem concluídos. Os relatores setoriais terão à disposição R$ 5 bilhões para atenderem a emendas coletivas.
Conforme já anunciado pelo relator, deputado Ricardo Barros (PP-PR), o relatório preliminar prevê que serão necessários cortes que resultem em R$ 17,4 bilhões para que a meta de superavit primário, de R$ 34,4 bilhões, seja alcançada.
O líder do governo na comissão, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), chegou a apresentar emenda para estabelecer a proibição de cortes no Programa Bolsa Família, mas o relator rejeitou a proposta. Barros já declarou que pretende cortar R$ 10 bilhões do programa para ajudar a atingir a meta de superavit. O valor corresponde a cerca de 35% do orçamento do Bolsa Família.