Ministro nega irregularidades no Mais Médicos e fala em teoria da conspiração

Mais Médicos
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, disse hoje (8) que não há nenhum tipo de ilegalidade na celebração do termo de cooperação da pasta com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e o governo cubano no âmbito do Programa Mais Médicos. Durante audiência pública no Senado, ele se referiu a uma teoria da conspiração ao falar sobre denúncias de irregularidades no programa.
"As informações são alardeadas como se fossem um escândalo. Parece que há uma confabulação internacional", afirmou.
De acordo com o ministro, o governo brasileiro tentou estabelecer parcerias com diversos países, incluindo a Espanha, a Argentina e Portugal, mas não foi possível celebrar termos de cooperação com nenhum deles. Segundo ele, a seleção foi feita com base na proximidade dos idiomas falados e com base no índice de médicos por mil habitantes. Dados da pasta indicam que Cuba tem 6,9 médicos por mil habitantes enquanto no Brasil a taxa é 1,8.
"Tínhamos, sim, fundamentação legal quando estabelecemos todo o processo de negociação", disse Chioro, ao se referir ao termo de cooperação com o governo cubano. "Não há nenhuma tentativa de escamotear. Temos uma fundamentação jurídica muito segura em relação ao programa", concluiu.

Agência Brasil

Manifestantes cobram voto de Gilmar Mendes sobre financiamento de campanhas

Um grupo de manifestantes fez hoje (8) um protesto bem-humorado contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, que, há umais de um ano, pediu vista no julgamento da ação direta de inconstitucionalidade (Adin) sobre financiamento privado de campanhas eleitorais.
Ativistas da Avaaz realiza ato em frente ao STF pelo fim das doações empresariais para candidatos e partidos políticos, com foco na devolução da ação direta de inconstitucionalidade n 4.650 (Antonio Cruz/Agência Brasil)
Manifestantes pedem fim das doações empresariais a candidatos e partidos políticos  Antonio Cruz/Agência Brasil
Os manifestantes depositaram um grande bolo em frente ao Supremo e simularam o aniversário do pedido de vista de Gilmar Mendes, feito no dia 2 de abril do ano passado. Seis ministros do Supremo votaram a favor da proibição de doações de empresas privadas para campanhas políticas. Já era, portanto, matéria vencida, uma vez que o STF tem, no momento, apenas dez ministros. A vaga de Joaquim Barbosa, que se aposentou no ano passado, continua em aberto.
Segundo um dos organizadores da manifestação, Michael Freitas, o bolo era para lembrar que o ministro "deu um bolo na democracia", ao atrasar a mudança da regra atual, que permite às empresas doar até 2% do faturamento bruto do ano anterior ao da eleição aos candidatos que apoia.
Michael argumenta que o pedido de vista "é sempre uma obstrução porque, no Supremo, não existe poder de veto. É ainda mais grave porque a maioria – seis ministros – já disse que essa é a interpretação da Constituição, que não aceita doação de empresas a políticos".
O movimento foi feito por meio da plataforma digital Avaaz.org, que organiza e mobiliza campanhas em torno de temas de interesse da sociedade. Atores foram convidados a participar do ato e encenaram uma festa de aniversário enquanto o bolo era cortado. Eles usavam paletó e gravata, como se fossem políticos, e tinham os bolsos cheios de notas falsas de R$ 100.
"A função do artista é tentar mudar a realidade por meio de uma brincadeira séria, como esta que estamos fazendo aqui hoje. É uma obrigação séria", disse o ator Marcelo de Bittencourt, de 41 anos.

Agência Brasil



 

Obama é mais popular que os Castro em Cuba, afirma pesquisa

Greve de funcionários fecha Torre Eiffel em Paris

Operações da PF evitaram perdas de R$ 2,8 bilhões


O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, em reunião no Palácio Guanabara com o governador Luiz Fernando Pezão para discutir o Programa Minha Casa, Minha Vida (Fernando Frazão/Agência Brasil)
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse que a PF apreendeu R$ 3,3 bilhões em bens e valores.Fernando Frazão/Agência Brasil
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, apresentou hoje (8), em Brasília, os números das operações da Polícia Federal (PF) ao longo do ano passado. A PF calculou um prejuízo ao Erário de R$ 6,8 bilhões com os crimes praticados. Os prejuízos, no entanto, poderiam ser maiores. Os dados revelam que o trabalho da polícia evitou a perda de R$ 2,8 bilhões. Além disso, foram apreendidos R$ 3,3 bilhões em bens e valores.
Foram deflagradas 390 operações, 87 a mais do que em 2013. Os números tratam de todas as operações da PF, com foco no combate ao desvio de recursos públicos, na repressão às drogas e ao crime financeiro. A Operação Lava Jato, por exemplo, se enquadra nesse último grupo.
O ministro elogiou os números alcançados e defendeu a autonomia da PF. “Os números mostram a determinação da nossa polícia, que vem tendo papel decisivo no combate à corrupção e ao narcotráfico. Isso decorre de uma garantia que o governo vem dando à Polícia Federal de autonomia constitucional. A polícia deve ter autonomia e o ministro deve garantir isso”, disse Cardozo.
Segundo o diretor de Combate ao Crime Organizado, Oslaim Santana, os resultados obtidos refletem a prioridade das investigações nas áreas de desvio de recursos públicos; de crimes financeiros; de fronteiras, para combate ao tráfico de armas e drogas, além da capacitação dos policiais.
Santana ressaltou a importância da criação do Serviço de Repressão a Desvios de Recursos Públicos, em 2011, que aprimorou a atuação da PF no combate a esse tipo de crime. “É importante frisar que foi criado esse serviço em 2011, atendendo a um compromisso assumido pelo Brasil na Convenção da ONU de combate à corrupção. Foi criado esse serviço dentro do departamento e suas respectivas delegacias nas superintendências regionais”.
Apenas em relação aos crimes financeiros, foram 31 operações. Os desvios de recursos públicos motivaram a deflagração de 54 operações. Santana informou ainda que, atualmente, estão sob investigação contratos que somam R$ 19 bilhões. Esses contratos, explicou, podem ou não vir a ser caracterizados como desvio de recurso público. O montante não considera, no entanto, a Lava Jato, que é considerada operação de combate a crimes financeiros.
O diretor-geral da PF, Leandro Coimbra, também exaltou os números apresentados e reiterou a linha de trabalho adotada. “A Polícia Federal continuará no combate ao crime organizado, em especial à corrupção, aos crimes financeiros e ao tráfico de drogas. Não vamos parar, nós melhoraremos, ampliaremos nossos armamentos e teremos a sequência desse trabalho com muita seriedade”.

Agência Brasil



 

Unesco: Brasil cumpriu duas das seis metas da Educação estabelecidas em 2000

O Brasil cumpriu duas das seis metas do Marco de Ação de Dakar, Educação para Todos: Cumprindo nossos Compromissos Coletivos, firmado em 2000 por 164 países. De acordo com o último relatório de monitoramento divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), apenas um terço dos países cumpriu as metas.
Coordenadora de Educação da Unesco no Brasil, Maria Rebeca Otero (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Coordenadora de Educação da Unesco no Brasil, Maria Rebeca Otero apresenta relatório sobre metas para a EducaçãoFabio Pozzebom/Agência Brasil
Das seis metas da agenda, o Brasil conseguiu universalizar o acesso à educação primária, do 1º ao 5º ano do ensino fundamental, e incluir meninos e meninas na escola, independentemente do gênero. Reduzir o analfabetismo dos adultos, garantir educação de qualidade aos jovens e as crianças com menos de 5 anos de idade continuam sendo desafios para o país.
“O Brasil avançou muito em todas as metas, no entanto, não conseguiu alcançar em sua totalidade algumas delas. Há um grande desafio para o Brasil, sabemos que o país tem um tamanho continental, são milhares de escolas, professores, alunos, tem uma grande complexidade, mas tem todo o potencial para alcançar as metas”, avaliou a coordenadora de Educação da Unesco no Brasil, Rebeca Otero.
O Brasil precisa vencer o analfabetismo, que atinge ainda 8,3% da população com mais de 15 anos, segundo os últimos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios. Precisa melhorar o ensino médio, em termos de atratividade e da oferta do ensino técnico público. Além disso, por lei, até 2016, terá que colocar todas as crianças de 4 e 5 anos, cerca de 700 mil, no ensino infantil.
No relatório, o país é citado como o que “teve os ganhos mais substanciais entre as crianças das famílias mais pobres comparados com os de famílias menos pobres”. Um dos fatores para isso ter ocorrido são os programas de inclusão de renda como o Bolsa Família, que é citado mais de uma vez no documento. O texto, no entanto, ressalta que o programa não possibilita resolver a questão da inclusão: “Mesmo programas relativamente bem orientados como o Bolsa Família não chegam aos extremamente pobres e não resolvem os seus desafios”, diz.
Rebeca ressalta que, apesar de vencida a meta da universalização do ensino fundamental, o Brasil, que chegou a uma taxa de 97% de inclusão, ainda não atende plenamente a populações mais vulneráveis como a indígena, quilombola e de pessoas com deficiência. Em relação à questão de gênero, a coordenadora diz que faltam políticas nacionais orientadas para tal. Para Rebeca, a suspensão do chamado kit anti-homofobia, que seria distribuído nas escolas para a abordar, a homossexualidade e questões de gênero foi um retrocesso. A questão gerou polêmica principalemente entre grupos religiosos e a presidenta Dilma Rousseff acabou suspendendo a distribuição do kit em 2011.
“O Brasil tem passado nesse âmbito um certo retrocesso, tem tido algumas restrições nesse sentido. É importante buscar trabalhar isso [questões de gênero e sexualidade] com os nossos jovens para que não haja retrocesso”, disse Rebeca.
O Marco de Ação de Dakar, Educação para Todos: Cumprindo nossos Compromissos Coletivos foi firmado em 2000 por 164 países. A Unesco acompanha o progresso das metas que deveriam ser cumpridas até 2015. O resultados estão no Relatório de Monitoramento Global de Educação para Todos 2015 “Educação para Todos 2000-2015: progressos e desafios”, a última edição do monitoramento, produzido por uma equipe independente da Unesco. Uma nova agenda deverá ser definida pelos estados-membros até setembro deste ano.

Info Relatório Unesco 3




Agência Brasil

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Homem abre fogo em tribunal de Milão e mata duas pessoas

 

Dólar cai 2,48% e fecha no menor valor em mais de um mês


Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil* Edição: Aécio Amado
No dia seguinte ao anúncio de um acordo para o Congresso Nacional apoiar o ajuste fiscal, o dólar caiu mais de 2% e fechou na menor cotação em mais de um mês. O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (8) vendido a R$ 3,056, com queda de R$ 0,078 (2,48%).
A moeda norte-americana operou em baixa durante todo o dia, mas a queda se intensificou depois das 12h30. Apenas em abril, o dólar caiu 4,22%, mas a valorização acumulada em 2015 chega a 14,95%.
Além de fatores políticos no Brasil, a cotação do dólar caiu influenciada pelo cenário internacional. A divulgação da ata da reunião do Federal Reserve (Fed), revelou que os diretores do Banco Central norte-americano estão divididos em relação ao desempenho da maior economia do planeta. No documento, os membros do Comitê Federal de Mercado Aberto do Fed consideraram fraco o início de ano nos Estados Unidos.
A recuperação econômica mais lenta que o esperado aumenta as chances de que o Federal Reserve adie o início da elevação dos juros nos Estados Unidos. A demora no reajuste torna os países emergentes, como o Brasil, mais atraente para os capitais estrangeiros, impedindo a fuga de recursos financeiros do país e pressionando a cotação do dólar para baixo.

Agência Lusa e Agência Brasil


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Câmara aprova texto principal da lei que regulamenta terceirização


A Câmara dos Deputados acaba de aprovar, por 324 votos a favor, 137 contra e duas abstenções, o texto principal do projeto de lei que trata da regulamentação do trabalho terceirizado no Brasil. Os destaques e sugestões de alterações serão discutidos na próxima semana.


Agência Brasil



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Risco de faltar energia no Sudeste e Centro-Oeste caiu para 4,9%, informa comitê


Sabrina Craide - Repórter da Agência Brasil Edição: Juliana Andrade
O risco de falta de energia nas regiões Sudeste e Centro-Oeste caiu de 6,1% em março para 4,9% neste mês. O dado foi divulgado hoje (8) pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), grupo técnico do governo que estuda o setor. O índice está bem próximo da margem de 5% de risco, considerada tolerável pelo Conselho Nacional de Política Energética. No Nordeste, o índice manteve-se em 1,2%.
O grupo reiterou que, mesmo com o sistema em equilíbrio estrutural, ações conjunturais específicas podem ser necessárias, mas garantiu que não há indicação de falta de energia neste ano. “Além das análises apresentadas, outras avaliações de desempenho do sistema, utilizando-se o valor esperado das afluências e anos semelhantes de afluências obtidas do histórico, não indicam, no momento, insuficiência de suprimento energético neste ano”, diz o estudo do comitê.
O relatório diz que a avaliação sobre os riscos de déficit deve ser feita de forma cuidadosa, porque o período úmido de 2015 ainda não terminou. Apesar de ter havido melhora nas chuvas nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, continua havendo necessidade de monitoramento permanente das condições de suprimento. Segundo o comitê, as chuvas de março ficaram em 78%, 36%, 114% e 69% da média histórica nas regiões Sudeste/Centro-Oeste, Nordeste, Sul e Norte, respectivamente.
De acordo com o comitê, o Sistema Interligado Nacional tem condições estruturais para o abastecimento do país, embora as principais bacias hidrográficas onde se situam os reservatórios das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste tenham enfrentado situação climática desfavorável. Considerando o risco de déficit de 5%, conforme critério estabelecido pelo Conselho Nacional de Política Energética, há sobra estrutural de cerca de 7,3 mil megawatts médios para atender à carga prevista.
O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico foi criado em 2004 com a função de acompanhar a continuidade e a segurança do suprimento de energia no país. Participam do grupo representantes de órgãos como o Ministério de Minas e Energia, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Agência Brasil


 



Publicadas regras sobre apuração de responsabilidades de empresas envolvidas com corrupção

Publicado em 8 de abr de 2015
ÚLTIMAS - 08.04.15: A Controladoria-Geral da União (CGU), publicou no Diário Oficial da União (DOU) regras que detalham os procedimentos para apuração das responsabilidades de empresas que supostamente cometeram atos de corrupção, e também para a celebração de acordos de leniência no âmbito do poder Executivo federal. Os acordos de leniência podem diminuir sanções e multas à empresas acusadas de cometerem atos de corrupção mas que colaboram com investigações. As normas complementam o decreto deste ano que regulamentou a chamada Lei Anticorrupção. Para mais informações acesse: cgu.gov.br.


Maior caverna do mundo tem selva e rio próprios

Publicado em 7 de abr de 2015
Com o auxílio de um drone, fotógrafo passou oito dias em Hang Song Doong, no Vietnã, filmando seu interior.