O Brasil nos tempos da cólera‏ (E-mail recebido aqui no RS Notícias)

MATÉRIA MUITO IMPORTANTE! REPASSEM!



Artigo de hoje de Marco Antonio Villa em O Globo.

DEPOIMENTO NA CPI -Renato Duque

OLHA ISSO GENTE,ACABOU COM O CARA E O ADVOGADO DO CARA.

Renegociar dívida é alternativa para consumidor sair do vermelho

Se contrair uma dívida relativamente fácil, reorganizar as finanças pode ser uma tarefa das mais difíceis.

Além de ser um esforço que envolve equilibrar gastos, receitas e dívidas, renegociar os débitos com os credores exige uma dose de paciência e flexibilidade para aceitar condições que não eram as desejadas inicialmente, avalia o planejador financeiro Jansen Costa Silva.

"É preciso colocar os juros na ponta do lápis e saber se a oferta é vantajosa ou não."

"Há uma desinformação generalizada por parte do consumidor de como funcionam os produtos de juros, qual o impacto da taxa na dívida que ele tem", afirma Diógenes Donizete, coordenador do Programa de Apoio ao Superendividado do Procon-SP.

De acordo com ele, o cartão de crédito é uma das principais portas de entrada para o endividamento.

"É o consumidor que estoura o limite do cartão de crédito, pega um empréstimo do banco para cobrir a dívida e começa a gastar de novo", afirma.

A renegociação, nessas situações, aparece como solução para trocar uma dívida cara por uma barata, como no crédito pessoal e no consignado –modalidade em que o desconto é feito diretamente na folha de pagamento do trabalhador.

MIGRAÇÃO

Se o banco não oferecer condições vantajosas, afirma o planejador Jansen Costa, vale a pena tentar migrar a dívida para outra instituição financeira.

Alguns cuidados devem ser tomados pelo consumidor, no entanto. O primeiro é olhar o custo efetivo total do crédito, e não apenas os juros oferecidos ou a parcela.

Além disso, os bancos não podem condicionar a portabilidade à contratação de algum produto ou serviço, ressalta o planejador.

Além de trocar a dívida por uma mais barata, o consumidor deve ajustar seu orçamento doméstico de maneira que não volte a cair em dívidas no futuro.

"O cartão de crédito e o cheque especial não fazem parte da renda. Se for preciso, reduza o limite, para evitar dívidas", diz Costa.
Fonte: Folha Online - 06/04/2015 e Endividado

Vivo não pode cortar internet de cliente que contratou serviço ilimitado

Plano contratado previa apenas a redução de velocidade ao fim de franquia.

A operadora Vivo terá que restabelecer serviço de internet ilimitada de cliente, apenas com redução da velocidade após atingido o limite contratado. Liminar foi deferida pelo juiz de Direito Augusto Cesar Allet Aguiar, do 1º Juizado Especial Cível da comarca de Joinville/SC.

Após ter a navegação interrompida pela operadora, o cliente precisou adquirir mais crédito para voltar a utilizar a rede. As faturas demonstram que ele estava em dia com os pagamentos.

Para o juiz, tornou-se evidente que o plano foi modificado sem a anuência do cliente. Assim, ficou determinado o restabelecimento do serviço sob pena de multa diária de R$ 50, limitada a R$ 10 mil. A decisão vale apenas para o autor do pedido.

Processo: 0304201-77.2015.8.24.0038

Confira a liminar.

Fonte: migalhas.com.br - 06/04/2015 e Endividado

Consumidor receoso ganha novas soluções para comprar pela internet

por YOLANDA FORDELONE

Varejo passa a adotar a compra pós-paga, em que o pagamento ocorre depois da entrega, e, no caso de cartões, com autenticação no site do banco

A fim de atrair consumidores sem acesso ao cartão de crédito ou que têm receio de fazer uma transação online, o varejo vem investindo em novidades no e-commerce. Agora, já é possível realizar compras pós-pagas, nas quais o consumidor só paga pela mercadoria depois de recebê-la. Além disso, para aumentar a confiança do comprador na transação, lojas têm adotado pagamentos autenticados em que a finalização da compra ocorre no ambiente virtual do banco do consumidor.

Atualmente, mais de 120 milhões de brasileiros têm acesso à internet. Porém, menos da metade (51,5 milhões) fez compras online em 2014. "Milhões de pessoas usam a internet de forma cotidiana, mas não compram nada. Um dos entraves é a questão da segurança", diz Marcos Cavagnoli, CEO da Koin, empresa que está implantando o pagamento pós-pago no Brasil com base no que ocorre na Europa, onde o modelo representa 40% dos pagamentos no e-commerce.

A ideia é trazer lógica para um negócio feito pelo ponto de vista do comerciante. "É intrínseco ao ser humano pagar depois que consumiu algo. Na loja física é assim, mas a venda online nasceu na lógica inversa ao pensar ′como vou enviar o produto se eu não conheço quem está comprando′", diz o executivo.

O trabalho de verificação do risco de fraude fica com a Koin. Em lojas virtuais que oferecem o pagamento pós-pago, o consumidor preenche o cadastro básico com os dados e a Koin faz uma pesquisa em mais de 30 bancos de informação para checar o risco de aprovar a transação. Se aprovada, o consumidor recebe o produto e pode optar por pagar à vista ou via boleto.

"Não é só uma experiência pós-paga na compra online. É uma espécie de crédito, pois autorizamos a realização do negócio até um limite financeiro e o pagamento só ocorrerá no futuro", diz Cavagnoli. A empresa não revela a taxa de inadimplência, mas garante que ela fica próxima à do varejo comum.

A solução começou a ser implantada em maio de 2014 e conta com 200 lojas, mas a previsão é encerrar o ano com 10 mil comércios. Como parte da estratégia para alcançar a meta, em março foi fechada uma parceria com a VTEX, plataforma de e-commerce que possui mais de 1,2 mil lojistas. "A expectativa é de que 15% a 20% da base de clientes passem a utilizar a ferramenta", diz Mariano Gomide, co-CEO da VTEX. "Ela não dá acesso só à pessoa que desconfia da internet, mas a quem não tem cartão."

Autenticação. Outro modelo que começou a ser usado mais fortemente a partir da virada do ano é a compra por débito com autenticação no site do banco. "O consumidor coloca os dados do cartão e aparece uma tela do banco para ele pôr a senha e comprovar que está realizando a transação. É uma etapa a mais, mas diminui significativamente a ocorrência de fraude", explica o diretor da Lyra Network, Jerome Pays. Por meio da solução PayZen, a Lyra faz a segurança de dados nesta operação.

Na indústria, o processo é chamado de 3d Secure (três domínios seguros), pois conta com a atuação do banco, da empresa adquirente (como a Cielo) e da bandeira (Visa ou Mastercard). Por serem fortes, as marcas das bandeiras trazem uma imagem de segurança para o consumidor, segundo Pays.

Assim como o pagamento pós-pago, a ideia da solução autenticada é trazer algo do mundo físico para o virtual. "Na loja, para o cartão de débito ser aceito é preciso colocar uma senha do banco. O cruzamento desta com os dados do chip diminui o risco de fraude", diz Pays. Já no caso das vendas online, a maioria das compras é feita no crédito. "Não requer autenticação. Por isso tem tanta fraude."

A loja que utiliza o pagamento autenticado pode optar por também implantá-lo no cartão de crédito, mas no débito ele é obrigatório. Em países como França e Inglaterra, cerca de um terço das compras já são autenticadas. No Brasil, o pagamento é muito utilizado por companhias aéreas e agora os grandes varejistas estão em fase de implantação. "Não digo que o consumidor hoje consiga comprar só em lojas com autenticação porque assim ele vai se restringir a 50 estabelecimentos, digamos. Mas certamente quando mais varejistas adotarem a solução, ela pode ser um filtro para garantir uma compra mais segura", diz Pays.

Melhora do serviço. Para a Fundação Procon-SP, a desconfiança do consumidor nas compras online passa pelo risco de fraude, mas também é uma mazela do próprio setor. "O comércio eletrônico sofre problemas que ele mesmo causou. O consumidor tem receio de comprar porque não tem certeza que vai receber o produto e se haverá atraso", afirma a assessora técnica Fátima Lemos. No último balanço da fundação, 35% das reclamações foram de problemas de falta de entrega ou atraso.

O Procon-SP afirma que, mesmo que procedimentos de maior segurança e facilidade sejam adotados, cuidados básicos não podem faltar. "Sempre devemos checar a página de navegação e não clicar em links recebidos no e-mail", recomenda Fátima. A técnica também lembra da necessidade de guardar os e-mails das ofertas e cópias de toda a compra.

O Código de Defesa do Consumidor prevê um prazo de até sete dias após o recebimento do produto para o consumidor desistir da compra. Fraudes são analisadas caso a caso, mas se o golpe tiver sido realizado no site da loja, a responsabilidade é do comerciante.



Taxa de fraudes é maior no Nordeste

Enquanto no Brasil, de cada R$ 100 em compras online em 2014, R$ 3,98 foram tentativas de fraude, no Nordeste o número sobe para R$ 7,18, segundo o Mapa ClearSale de Fraudes, “A penetração do crédito pegou um público que não está acostumado com o cartão. Talvez por isso eles possam perder mais o cartão, prestar menos atenção, e o fraudador usa isso para cometer o crime”, diz o gerente de Inteligência Estatística da ClearSale, Omar Jarouche. A empresa especializada em solução antifraude afirma que o fraudador procura dar golpes em produtos que tenham liquidez, pois o objetivo é vendê-los rapidamente no mercado. No Sudeste, por exemplo, a maior parte das fraudes ocorre na compra de games e celulares.
Fonte: Estadão - 06/04/2015 e Endividado

Cliente compra sapato da Arezzo, mas encontra marca da Via Uno

Palmilha de sapato se descolou e revelou marca concorrente.
Arezzo disse que está revendo os processos internos de produção.


Cliente compra sapato da Arezzo, mas encontra marca da Via Uno (Foto: Reprodução/Cynthia Cabral/|Facebook)

Uma cliente da Arezzo descobriu um carimbo da concorrente Via Uno dentro de uma sandália da marca e publicou um desabafo indignado no Facebook.

Segundo a consumidora, a descoberta foi feita após a palmilha do sapato se descolar. "Fiz uso apenas duas vezes da sandália e a mesma descolou a palmilha. Até aí tudo certo, pois isso pode acontecer sem nenhum problema. Porém, o fato é que, ao levantar a palmilha para colar, vi que havia embaixo da marca Arezzo a marca de uma outra loja", postou a cliente, que afirma ter feito a compra em um shopping no Recife.

"Fiquei extremamente indignada e me sentir mais do que lesada por se tratar de marcas com valores bem diferentes", acrescentou.

O caso repercutiu nas redes socais. Por volta das 19h desta segunda (6), o post já tinha mais de 70 mil compartilhamentos.

Em sua página no Fazebook, a Arezzo respondeu a indagações de outros clientes e informou que já entrou em contato com a consumidora. "O produto é Arezzo; o que ocorreu foi que durante a produção desse modelo, um componente – que é, originalmente, um recorte de couro liso, usado como camada extra de proteção entre a pregação do salto e a palmilha - continha a carimbação de outra marca, o que acabou gerando a relação equivocada. A Arezzo reafirma seu compromisso com a qualidade de seus produtos, bem como o respeito às demais empresas e marcas do setor calçadista, e está trabalhando para solucionar a questão", escreveu a marca.

Procurada pelo G1, a Arezzo não deu explicações sobre a razão de ter sido usado um recorte de couro com carimbação de outra marca.

A empresa divulgou apenas o seguinte comunicado: "A Arezzo informa que identificou, e já trabalha para corrigir, o equívoco na produção de um de seus modelos.  A companhia lamenta o ocorrido, está revendo processos internos para eliminar eventuais novas falhas e reafirma o compromisso com a autenticidade de seus produtos".

O G1 procurou a Via Uno, mas não localizou representantes da empresa para comentar o caso.
Fonte: G1 notícias - 06/04/2015 e Endividado

Tradicionais, investimentos em poupança e imóveis não são indicados neste ano

por Bárbara Libório

A alta da taxa básica de juros (Selic) tornou a rentabilidade da poupança pouco atrativa; já o mercado imobiliário desacelera no País e pode desvalorizar imóveis

É comum entre os brasileiros que a poupança e os imóveis sejam as primeiras opções que vêm a mente quando se pensa em investimentos. Bastante tradicionais na cultura dos investidores do País, eles não são investimentos recomendados para 2015, no entanto.

A alta da taxa básica de juros (Selic) tornou a rentabilidade da poupança pouco atrativa. Com um rendimento de 0,5% ao mês (fixado quando a Selic passa dos 8,5%), ou seja, 6% ao ano, a rentabilidade da poupança é bem baixa em relação aos CDBs pós-fixados, fundos DI e Letras Financeiras do Tesouro (LFT), títulos do Tesouro Direto que, atrelado à Selic (que hoje está em 12,75%), podem render cerca de 10% ao ano quando descontadas as taxas do investimento.

"Com uma Selic a quase 13%, qualquer investimento se torna mais atrativo que a poupança, mas os brasileiros não sabem disso e acabam perdendo recursos", afirma Reinaldo Domingos, presidente do instituto DSOP de Educação Financeira.

A exceção, segundo Reinaldo Domingos, ocorre com investimentos a curto prazo, de até seis meses. "A poupança é atrativa para investimentos de menos de um ano, já que, quando se investe em títulos públicos, o investidor tem de pagar o Imposto de Renda a 22%, além de IOF, o que inviabiliza a rentabilidade. Para investimentos a longo prazo, essa alíquiota diminui", explica.

Segundo Leandro Martins, analista-chefe da Walpires Corretora, esse cenário não deve mudar a curto prazo. "As mudanças do Copom em relação a Selic não devem ser menores que 0,75%. Demoraria pelo menos um ano para termos uma taxa baixa que faça a poupança valer a pena. E com a inflação batendo na porta, o governo não tem manobra fiscal pra derrubar os juros", diz.

Desaceleração do mercado imobiliário torna investimento menos atrativo

Depois do aquecimento do mercado imobiliário nos últimos anos, o setor começa a dar sinais de desaceleração. Dados do Secovi-SP mostram que, em 2014, o número de lançamentos superou o número de vendas em 10 mil unidades. Ou seja: a oferta foi maior que a demanda.

Para Martins, isso significa que o investimento no setor não é a melhor opção neste momento. "Esse mercado tem ciclos, passa alguns anos estagnado e outros na alta. A alta já aconteceu e agora estamos vendo construtoras querendo vender os imóveis em estoque. Com o excesso de oferta, os imóveis deixam de ser um bom investimento", afirma.

Segundo Domingos, haverá desvalorização no valor dos imóveis. "Nos próximos cinco anos, pode não haver o repasse da inflação oficial para o valor do imóvel. Se ele vale R$ 100 mil hoje, há uma tendência dele valer R$ 100 mil nos próximos quatro anos. Ou seja, os imóveis perderão de 30% a 40% do valor. Investir em imóveis agora só é bom para quem quer morar."

Quem pensa em investir pela renda do aluguel também pode pensar em outras opções. "A locação perde para as principais aplicações. O aluguel não tem boa rentabilidade e ainda tem os riscos de inadimplência e destruição do patrimônio", afirma Domingos.

"A maioria dos imóveis para aluguel estão desocupados e o proprietário precisa arcar com o prejuízo do condomínio e taxas manutenção. Passou a hora de investir em imóveis. Eles têm um ponto favorável que é o baixo risco, mas tem o ponto ruim que é a liquidez. É difícil liquidar um imóvel, ainda mais quando há excesso de oferta", concorda Martins.

No que investir, então?

Com a atual conjuntura econômica, os dois especialistas afirmam que o melhor investimento é em títulos do Tesouro Direto.

"É o melhor investimento, paga quase o dobro da poupança e, em investimentos acima de um ano é bastante interessante, porque o IR tem a alíquota reduzida. Em ações, dependendo da empresa, vale a pena apostar. Como é uma visão a longo prazo, eu recomendo um investimento de 10% do patrimônio", diz Domingos.

Já Martins lembra que o mercado é cíclico, mas que, no momento, o Tesouro Direto é a melhor opção. "Na bolsa de valores também sempre há oportunidades. Para ter diversificação, eu recomendaria uma carteira com Tesouro Direto e ações que sigam critérios técnicos. O mercado está sinalizando uma forte melhora."
Fonte: IG Economia - 06/04/2015 e Endividado

Presidente da Câmara diz que vai colocar em pauta a votação do projeto de lei que regulamenta terceirização

Teste avalia sofrimento com inadimplência

Cerca de 54 milhões de pessoas começaram 2015 inadimplentes, o que representa aproximadamente 40% da população adulta, segundo a Serasa Experian, empresa de informações financeiras.

Nem toda dívida é descontrolada, mas é preciso ficar atento e se fazer algumas perguntas: você gasta mais do que ganha? Já ficou nervoso e começou brigas em casas por saber que não conseguirá pagar?

O teste acima foi criado para avaliar o sofrimento psicológico provocado pelo endividamento excessivo e ajudar as pessoas a identificá-lo.

Desenvolvido pela Serasa em parceria com o Ambulatório de Transtornos do Impulso, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, apresenta perguntas que causam reflexão sobre os danos gerados pela falta de controle nas finanças.

As questões foram criadas a partir de estudo da Organização Mundial da Saúde adaptado ao Brasil.

*

AVALIE SUA SAÚDE FINANCEIRA
Superendividamento afeta saúde física e psicológica; veja se a sua pode estar comprometida no teste da Serasa

PARTE 1

Responda SIM ou NÃO:

1. Você gasta mais de 30% da sua renda com o pagamento de prestações como da casa, carro, carnês, crédito pessoal, consignado ou cartão?

2. Da sua renda, mais de 15% está comprometida com financiamentos sem garantias (como casa ou crédito consignado)?

3. Acha que não consegue pagar todas as dívidas sem comprometer o sustento da família?

Caso tenha respondido SIM para uma dessas perguntas, faça o teste seguinte para ver se as suas dívidas interferem no estado emocional

PARTE 2

Responda SIM ou NÃO:

1. Tem dores de cabeça frequentes?
2. Tem falta de apetite?
3. Dorme mal?
4. Assusta-se com facilidade?
5. Tem tremores na mão?
6. Sente-se nervoso(a), tenso(a) ou preocupado(a)?
7. Tem má digestão?
8. Tem dificuldade de pensar com clareza?
9. Tem se sentido triste ultimamente?
10. Tem chorado mais do que de costume?
11. Encontra dificuldades para realizar com satisfação suas atividades diárias?
12. Tem dificuldades para tomar decisões?
13. Tem dificuldades no serviço (seu trabalho é penoso, causa sofrimento)?
14. É incapaz de desempenhar um papel útil em sua vida?
15. Tem perdido o interesse pelas coisas?
16. Você se sente uma pessoa inútil, sem préstimo?
17. Tem pensado em acabar com a própria vida?
18. Sente-se cansado(a) o tempo todo?
19. Tem sensações desagradáveis no estômago?
20. Você se cansa com facilidade?

  Editoria de Arte/Folhapress  
 
AVALIAÇÃO

Se respondeu de 1 a 5 vezes SIM: sinal verde
Apesar das suas dívidas, seu estado emocional não está comprometido.

Se respondeu de 6 a 20 SIM: sinal vermelho
É possível que suas dívidas estejam interferindo no seu estado emocional. Recomenda-se a ajuda de um psicólogo ou profissional de saúde e aconselhamento financeiro
Fonte: Folha Online - 06/04/2015 e Endividado

Dívida faz mal à saúde e pode causar até depressão; teste avalia sofrimento

por THAIS FASCINA e DANIELLE BRANT

No dia em que o microempresário notou um zumbido insistente no ouvido a caminho do banco para tentar negociar parte de uma dívida de R$ 40 mil, decidiu procurar um médico.

"Achei que fosse o motor do ônibus em que estava. Desde então, o barulho não sai da minha cabeça."

O empresário, que não quis ser identificado, ficou surpreso com o diagnóstico: estresse causado pelos débitos aparentemente sem solução.

Casos assim são mais comuns do que se imagina e tendem a aumentar em cenário de preocupação com inflação e desemprego.

No ambulatório do Hospital das Clínicas, em São Paulo, a psicóloga Tatiana Filomensky, coordenadora do grupo de compradores compulsivos, afirma que, hoje, três novas pessoas procuram o consultório por semana com queixas de ansiedade, angústia e depressão relacionadas a problemas financeiros.

Nos últimos cinco anos, afirma, o número de atendimentos mais que dobrou.

"Quase todos os meus pacientes estão com dívidas que não conseguem pagar, e a consequência é o impacto na vida pessoal."

SEPARAÇÃO

Entre os efeitos comuns, estão brigas em casa, separações, descontrole emocional e problemas no trabalho.

"Com o estímulo ao consumo e a oferta de crédito dos últimos anos, o cenário se tornou propício ao endividamento, sem que houvesse uma educação financeira da população", diz Hermano Tavares, professor do Departamento de Psiquiatria da USP.

O consultor financeiro Mauro Calil diz que os mecanismos de cobrança também estão mais pesados: ligações no trabalho e em casa diariamente, e-mails e mensagens no celular, além do antigo hábito dos cobradores na porta. "E parcelas de dívidas que até poderiam ser pequenas ficaram mais pesadas pela inflação e pelo desemprego."

Para Hermano, da USP, as pessoas que desenvolvem problemas de saúde estão "em uma situação-limite".

DESINTOXICAÇÃO

O consultório médico não é o único caminho para consumidores superendividados em busca de ajuda.

Há grupos de ajuda no estilo do A.A. (Alcoólicos Anônimios), como o D.A. (Devedores Anônimos), nas cidades de São Paulo, do Rio, de Londrina, no Paraná, de Fortaleza, no Ceará, e de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
Fonte: Folha Online - 06/04/2015 e Endividado