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As manifestações do dia 12/04, e o que nos motiva a irmos as ruas!! Dia 12/04 eu vou, e você?!!
Publicado em 4 de abr de 2015
Não
é o momento de recuarmos, é o momento de avançarmos contra o inimigo
número um do Brasil, o PT e toda sua quadrilha!!! Vamos pra ruas
pessoal, não temos mais a quem recorrer, pois o estado esta
completamente aparelhado, o Brasil só conta agora com a garra e a fibra
de seu povo!!! Dia 12/04 EU VOU !!! E você?
Dilma determina que órgãos federais auxiliem combate a incêndio em Santos
A
presidenta Dilma Rousseff colocou o governo federal à disposição do
estado de São Paulo e da prefeitura de Santos para auxiliar no combate
ao incêndio que atinge, desde quinta-feira (2), tanques de combustíveis
da empresa Ultracargo, no Terminal da Alemoa, na Baixada Santista.
Dilma determinou que a Aeronáutica e a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) destaquem homens e equipamentos para apoiar o controle do incêndio, que completa hoje (6) quatro dias. De acordo com a Secretaria de Imprensa da Presidência da República, o vice-presidente Michel Temer conversou no último sábado (4) com o prefeito de Santos, Paulo Alexandre, e com o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Alexandre Moraes.
O incêndio atingiu seis tanques. Cerca de 75 mil litros de água por minuto estão sendo jogados sobre os tanques com auxílio das bombas de três rebocadores e do navio do Corpo de Bombeiros, que estão a uma distância de 650 metros do local do incêndio. O vento, no entanto, prejudica o trabalho dos bombeiros.
Agência Brasil
Dilma determinou que a Aeronáutica e a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) destaquem homens e equipamentos para apoiar o controle do incêndio, que completa hoje (6) quatro dias. De acordo com a Secretaria de Imprensa da Presidência da República, o vice-presidente Michel Temer conversou no último sábado (4) com o prefeito de Santos, Paulo Alexandre, e com o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Alexandre Moraes.
O incêndio atingiu seis tanques. Cerca de 75 mil litros de água por minuto estão sendo jogados sobre os tanques com auxílio das bombas de três rebocadores e do navio do Corpo de Bombeiros, que estão a uma distância de 650 metros do local do incêndio. O vento, no entanto, prejudica o trabalho dos bombeiros.
Agência Brasil
Ex-juiz do caso Eike é denunciado pela Procuradoria Regional do Rio
O juiz Flávio Roberto de Souza, titular afastado da 3ª Vara Federal
Criminal do Rio de Janeiro, foi denunciado à Justiça pela Procuradoria
Regional da República da 2ª Região. De acordo com as investigações do
Ministério Público Federal (MPF), o juiz cometeu os crimes de peculato,
falsidade ideológica e extravio e inutilização de documentos da Operação
Monte Perdido.
A denúncia foi apresentada no último dia 31 e divulgada hoje (6). Cabe ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região a decisão de abrir o processo penal.
A Operação Monte Perdido foi deflagrada pela Polícia Federal em junho de 2013, quando foi preso um traficante de drogas espanhol que agia na América do Sul, Oceania e Europa. Na ocasião, também foram apreendidos mais de R$ 22 milhões em imóveis, veículos e dinheiro em espécie.
Flávio Roberto de Souza foi investigado em dois inquéritos: judicial e policial. Com base neles, os procuradores regionais Flávio Paixão e José Augusto Vagos relatam que o magistrado proferiu “decisões que lhe permitiram desviar recursos públicos” nos valores de R$ 290,5 mil, US$ 105,6 mil e EUR 108,1 mil. O juiz é acusado de ter usado esses recursos para comprar um veículo Land Rover Discovery e um apartamento na Barra da Tijuca. O carro foi apreendido pela Polícia Federal na quinta-feira (2), a pedido do MPF.
A acusação de extravio e inutilização de documentos refere-se à destruição, em janeiro, de autos do processo sobre a alienação antecipada de bens da Operação Monte Perdido, que, segundo o MPF, tiveram o intuito de “facilitar a ocultação e a impunidade dos desvios de valores, pois várias decisões falsas que fez inserir no sistema Apolo – usado na Justiça Federal – contêm alusão a documentos que nunca existiram”.
Souza foi flagrado dirigindo um dos carros apreendidos de Eike Batista e também havia determinado que um piano do empresário ficasse sob a guarda de um vizinho seu. No início de março, o Tribunal Regional Federal declarou suspeição de Souza para o julgamento dos processos relativos a Eike, em julgamento de exceção de suspeição apresentada pela defesa do empresário.
Agência Brasil
A denúncia foi apresentada no último dia 31 e divulgada hoje (6). Cabe ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região a decisão de abrir o processo penal.
A Operação Monte Perdido foi deflagrada pela Polícia Federal em junho de 2013, quando foi preso um traficante de drogas espanhol que agia na América do Sul, Oceania e Europa. Na ocasião, também foram apreendidos mais de R$ 22 milhões em imóveis, veículos e dinheiro em espécie.
Flávio Roberto de Souza foi investigado em dois inquéritos: judicial e policial. Com base neles, os procuradores regionais Flávio Paixão e José Augusto Vagos relatam que o magistrado proferiu “decisões que lhe permitiram desviar recursos públicos” nos valores de R$ 290,5 mil, US$ 105,6 mil e EUR 108,1 mil. O juiz é acusado de ter usado esses recursos para comprar um veículo Land Rover Discovery e um apartamento na Barra da Tijuca. O carro foi apreendido pela Polícia Federal na quinta-feira (2), a pedido do MPF.
A acusação de extravio e inutilização de documentos refere-se à destruição, em janeiro, de autos do processo sobre a alienação antecipada de bens da Operação Monte Perdido, que, segundo o MPF, tiveram o intuito de “facilitar a ocultação e a impunidade dos desvios de valores, pois várias decisões falsas que fez inserir no sistema Apolo – usado na Justiça Federal – contêm alusão a documentos que nunca existiram”.
Souza foi flagrado dirigindo um dos carros apreendidos de Eike Batista e também havia determinado que um piano do empresário ficasse sob a guarda de um vizinho seu. No início de março, o Tribunal Regional Federal declarou suspeição de Souza para o julgamento dos processos relativos a Eike, em julgamento de exceção de suspeição apresentada pela defesa do empresário.
Agência Brasil
Governo do Rio vai construir bases de UPP em regime de urgência
A construção de bases das unidades de Polícia Pacificadora (UPP) será
feita em regime de urgência, sem licença ambiental ou título de
propriedade dos terrenos. A medida foi anunciada hoje (6) pelo
governador Luiz Fernando Pezão e publicada na página oficial do governo
do estado, como resposta ao aumento dos conflitos entre criminosos e
policiais militares lotados nas áreas pacificadas.
Pezão disse que vai arcar com a responsabilidade de reformar as bases das UPPs, a maior parte delas instalada em contêineres precários e sem oferecer segurança aos policiais, e criticou a burocracia necessária para a construção das novas instalações. "Há uma burocracia muito grande, que precisa ser vencida. Se ficarmos esperando título de propriedade, registro de imóveis, licença, vamos aguardar pelo resto da vida, e o policial continuará trabalhando em condições precárias."
O governador disse que, por isso, decidiu construir as bases definitivas em caráter emergencial. "Se precisar responder a processo, responderei. As obras da Maré já começaram. A Assembleia Legislativa do Rio nos doou R$ 70 milhões para construirmos essas bases e o prefeito Eduardo Paes vai ajudar com a construção de pelo menos oito unidades."
Pezão adiantou que convocará mais 6 mil policiais militares (PMs), assim que terminarem o curso de preparação, e destacou que só nos três primeiros meses do ano foram incorporados 1.100. Nas 38 comunidades ocupadas, são quase 10 mil PMs. O governador também destacou que os policiais que trabalham em UPPs estão sendo recapacitados, por meio de um programa de treinamento.
O corpo do menino Eduardo de Jesus, de 10 anos, morto na última quinta-feira (2), durante enfrentamento entre PMs e traficantes, no Complexo do Alemão, foi sepultado hoje, na cidade natal de sua família, Corrente, no interior do Piauí. Os parentes acusam um policial militar de ter dado o tiro que atingiu a criança, quando ela estava na porta de casa. Os gastos com a viagem da família e com o enterro foram custeados pelo governo do estado. Os policiais que participaram dessa ação foram afastados das ruas e tiveram as armas apreendidas.
A morte de Eduardo foi a quarta, em dois dias, no Complexo do Alemão, conjunto de favelas na zona norte da cidade com aproximadamente 70 mil moradores, ocupada pelas forças de segurança em 2010. As mortes são resultado dos frequentes confrontos entre traficantes e policiais, que inclusive tiveram bases de UPPs e até a delegacia de polícia atacadas a tiros e depredadas. Para pacificar a região, o governador Pezão prometeu reocupar o Complexo do Alemão.
Agência Brasil
Pezão disse que vai arcar com a responsabilidade de reformar as bases das UPPs, a maior parte delas instalada em contêineres precários e sem oferecer segurança aos policiais, e criticou a burocracia necessária para a construção das novas instalações. "Há uma burocracia muito grande, que precisa ser vencida. Se ficarmos esperando título de propriedade, registro de imóveis, licença, vamos aguardar pelo resto da vida, e o policial continuará trabalhando em condições precárias."
O governador disse que, por isso, decidiu construir as bases definitivas em caráter emergencial. "Se precisar responder a processo, responderei. As obras da Maré já começaram. A Assembleia Legislativa do Rio nos doou R$ 70 milhões para construirmos essas bases e o prefeito Eduardo Paes vai ajudar com a construção de pelo menos oito unidades."
Pezão adiantou que convocará mais 6 mil policiais militares (PMs), assim que terminarem o curso de preparação, e destacou que só nos três primeiros meses do ano foram incorporados 1.100. Nas 38 comunidades ocupadas, são quase 10 mil PMs. O governador também destacou que os policiais que trabalham em UPPs estão sendo recapacitados, por meio de um programa de treinamento.
O corpo do menino Eduardo de Jesus, de 10 anos, morto na última quinta-feira (2), durante enfrentamento entre PMs e traficantes, no Complexo do Alemão, foi sepultado hoje, na cidade natal de sua família, Corrente, no interior do Piauí. Os parentes acusam um policial militar de ter dado o tiro que atingiu a criança, quando ela estava na porta de casa. Os gastos com a viagem da família e com o enterro foram custeados pelo governo do estado. Os policiais que participaram dessa ação foram afastados das ruas e tiveram as armas apreendidas.
A morte de Eduardo foi a quarta, em dois dias, no Complexo do Alemão, conjunto de favelas na zona norte da cidade com aproximadamente 70 mil moradores, ocupada pelas forças de segurança em 2010. As mortes são resultado dos frequentes confrontos entre traficantes e policiais, que inclusive tiveram bases de UPPs e até a delegacia de polícia atacadas a tiros e depredadas. Para pacificar a região, o governador Pezão prometeu reocupar o Complexo do Alemão.
Agência Brasil
Supermercados começam a cobrar por sacolinhas em São Paulo
A nova regulamentação impõe que as sacolas sejam 40% maiores que as usadas atualmente, renováveis, mais resistentes (capacidade para 10 quilos) e com função extra de ajudar na reciclagem do lixo. Sacolinhas verdes serão usadas para descarte de lixo reciclável. As de cor cinza destinam-se a produtos não recicláveis. A sacolinha branca comum está proibida na capital paulista.
Segundo a prefeitura, essa solução foi negociada com os setores envolvidos para garantir os empregos dos trabalhadores da indústria plástica e a preservação do meio ambiente. É também uma forma de a população ter como transportar suas compras. São Paulo recicla, atualmente, 3% do lixo e tem como meta aumentar o percentual para 10%.
A prefeitura vai fiscalizar a população: esta deverá separar o lixo corretamente, sob pena de advertência. Em caso de reincidência, haverá multa de R$ 50 a R$ 500. Ainda não está claro como será feita essa fiscalização. Se for comerciante, a lei estabelece multa de R$ 500 a R$ 2 milhões.
A Lei Municipal 15.374 (Lei das Sacolinhas) foi regulamentada pelo prefeito Fernando Haddad no dia 7 de janeiro deste ano, após a Justiça considerá-la constitucional. Quando a lei foi sancionada, em maio de 2011, o Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado entrou na Justiça com pedido para suspender sua aplicação. Uma liminar suspendeu a lei no mês seguinte; a prefeitura recorreu e a liminar foi cassada.
Em nota, a Associação Paulista de Supermercados (Apas) diz que ficou a cargo dos estabelecimentos definir o preço das sacolinhas que serão comercializadas. “A Apas sugere que os valores dessas sacolas sejam comunicados ao consumidor, que poderá optar pela compra ou pelo uso de outros meios, como uso de embalagens reutilizáveis.”
Agência Brasil
Trens e metrôs transportaram 2,9 bilhões de passageiros no país em 2014
Apesar do aumento, o número representa uma queda no ritmo de avanço: a taxa média anual de crescimento para o setor era 10% desde 2010. Para 2015, estima-se que 3 bilhões de pessoas serão transportadas por veículos sobre trilhos – aumento de pouco mais de 2%.
Segundo a superintendente da ANPtrilhos, Roberta Marchesi, o número evidencia as dificuldades atuais do setor. "Esse número mostra exatamente que o setor vem passando por um congestionamento. Os sistemas que estão implantados não crescem de acordo com a demanda da população. Isso vai levando esses sistemas à saturação. Esse pequeno crescimento mostra exatamente isso."
Em 2014, a malha ferroviária foi ampliada em 30 quilômetros, o que significa crescimento em extensão de 3%. Para a ampliação do sistema, até 2020. são esperados 20 projetos, já contratados ou em execução, e uma carteira com mais de 18 projetos a serem avaliados. A taxa, todavia, não deve ser suficiente para suprir a demanda, como aponta o documento do ANPtrilhos. Das 63 médias e grandes regiões metropolitanas do país, apenas 12 têm algum tipo de sistema de transporte de passageiros sobre trilhos.
Os dois sistemas fecharam o ano de 2014 com 1.002 quilômetros de extensão, divididos em 40 linhas, com frota 4,3 mil veículos e 521 estações operacionais. Para Roberta, se comparado com o de outros países, o sistema metroferroviário brasileiro ainda não é o ideal. Considerando os padrões de outros modais de transporte, o sistemas sobre trilhos chega a emitir até 60% menos poluentes do que os automóveis e 40% menos do que os ônibus. Em termos de capacidade de transporte, trens e metrôs ultrapassam carros em 58,2 mil passageiros por hora.
"Se formos comparar, por exemplo, com [o metrô da] Cidade do México, que tem a mesma idade do metrô de São Paulo, a capital mexicana tem uma rede, hoje, superior a 200 quilômetros [de extensão], enquanto o metrô de São Paulo tem uma rede de 75 quilômetros. Isso mostra a prioridade que outros países vêm dando ao desenvolvimento da mobilidade urbana e também o quanto o Brasil ainda tem a crescer", afirmou Roberta.
Agência Brasil
Musical sobre Cazuza vai passar por Porto Alegre e NH
Montagem é inspirada no livro "Só as mães são felizes"Tessaro diz desconhecer suposto conflito no gabinete de Jardel
Exército treina militares para integrar em maio missão de paz no Haiti
Da Agência Brasil
Edição: Stênio Ribeiro
De acordo com o comandante do batalhão, coronel Gustavo Henrique Dutra de Menezes, a participação é uma oportunidade para o aprimoramento técnico e operacional de parte da força terrestre, além de contribuir para a manutenção de um ambiente seguro e estável no Haiti e nas atividades de assistência humanitária e de fortalecimento das instituições nacionais.
“O Haiti necessita de ajuda das nações amigas para restabelecer a segurança e, com isso, encontrar as condições ideais para atrair investimentos e desenvolver sua economia, beneficiando toda a população”, acrescentou Menezes.
Até domingo (12), a tropa receberá instruções e nivelará conhecimentos que permitam pôr em prática o potencial técnico e profissional de cada futuro integrante do batalhão. Do dia 13 ao dia 24 próximos, os militares participarão de diversas atividades nos bairros de Sulacap, Valqueire, Bento Ribeiro e Oswaldo Cruz, bem como na Vila Militar.
Entre as atividades ao ar livre, estão o emprego de tropas e a circulação de viaturas militares em manobras. Segundo o Exército, serão envolvidos figurantes e cenários que darão ao exercício grau de realismo, composto por simulações e incidentes que poderão ocorrer durante a missão no Haiti. A instituição ressalta que vai controlar as atividades com o apoio de órgãos de segurança pública.
Nos dez anos de atuação em território haitiano, as Forças Armadas brasileiras já enviaram 20 mil militares para a missão. A seleção e o treinamento são reconhecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), informou o Exército.
Agência Brasil
Falta de água e más condições de trabalho afetam palestinos no Vale do Jordão
Eliane Gonçalves - Enviada Especial da EBC
Edição: Juliana Andrade e Talita Cavalcante
A Missão Humanitária a Gaza começou a ser organizada em novembro de 2014 pelos integrantes brasileiros do Conselho Internacional do Fórum Social Mundial. O objetivo do grupo é levar apoio aos palestinos que vivem na Faixa de Gaza, região que teve cerca de 96 mil casas e edifícios destruídos e 2.272 mortos depois dos bombardeios de junho de 2014.
A partir do Acordo de Oslo, assinado em 1993 entre a Palestina e Israel, o território palestino foi dividido em três áreas de controle. A região A é de controle exclusivo da Autoridade Nacional Palestina. A área B ficou sob administração palestina e controle militar israelense. E a C é totalmente controlada pelo governo de Israel. Na prática, Israel exerce controle total de quem entra em cada um desses territórios, assim como de quem sai. Os assentamentos ilegais, que na prática significam a expansão da colonização israelense no território palestino, continuam crescendo.
Saiba Mais
Por não terem acesso à água potável, as famílias palestinas dependem de empresas israelenses para o abastecimento. Elas recebem água de duas a três vezes por semana. Já para os fazendeiros e famílias israelenses, essa realidade é completamente distinta, uma vez que o fornecimento de água é contínuo. Segundo dados do Palestine Monitor, enquanto o consumo de água de um cidadão israelense é cerca de 2,4 mil metros cúbicos por ano, o de um palestino é cerca de 50 metros cúbicos anuais.
Além da restrição de acesso a água, os palestinos que vivem na região enfrentam outras dificuldades. Na Vila de Faisayl, última comunidade a resistir aos assentamentos de colonos israelenses no Vale do Jordão, a maioria da população trabalha nas fazendas israelenses, recebendo entre US$ 10 e US$ 17 por dia de trabalho e sem qualquer outro direito, como descanso semanal remunerado, assistência médica ou hora extra. Segundo Sireen Khudairi, que integra o grupo Solidariedade ao Vale do Jordão, é possível encontrar até mesmo crianças trabalhando na colheita de tâmaras nas fazendas.
A demolição de casas e prédios públicos, como a escola local, também faz parte do cotidiano do vilarejo. Na semana que antecedeu a visita da missão, os moradores de Faisayl testemunharam a demolição ilegal de mais uma casa na região. Segundo Rashed Swafty, que coordena o grupo, os soldados israelenses chegam dias antes da ação para avisar às famílias que a casa será derrubada, sem dar justificativas.
Há cerca de dois anos, a escola da vila foi demolida. Os moradores palestinos resistem reconstruindo suas casas em regime de mutirão e com a fabricação dos próprios tijolos, uma vez que a chegada de material de construção no vilarejo palestino é proibida. Apesar do clima pacífico e amistoso com que a missão brasileira foi recebida, uma placa em inglês e hebraico, no começo da estrada que dá acesso ao vilarejo, avisa: "a entrada é perigosa para israelenses".
O governo de Israel foi procurado pela reportagem, mas, devido aos feriados da Páscoa Hebraica, não pode atender à equipe.
Agência Brasil
Vendas na Páscoa têm pior resultado desde 2007, diz Serasa Experian
O índice mediu o movimento dos consumidores em 16 mil empresas comerciais de todo o Brasil, e os resultados mostraram movimentação equivalente à do ano anterior, sem registro de aumento.
Segundo o economista Luiz Rabi, da Serasa Experian, o movimento concentrou-se foi no fim de semana, de sexta-feira (3) a domingo (5). "Até quinta-feira, [o indicador] estava negativo [em relação a 2014]., Então, as compras de última hora fizeram o indicador fechar no 0 a 0”, explicou.
Houve crescimento de 3,2% nos últimos três dias, o que anulou a queda acumulada nos quatro primeiros dias da semana. As vendas de última hora impediram que o indicador registrasse um percentual negativo.
Na cidade de São Paulo, os resultados foram piores na comparação com o restante do país. As vendas na semana da Páscoa caíram 3,7% em relação às do ano passado. No fim de semana, houve queda de 3,1%. Para o economista, esse é um indício de que o mercado consumidor do restante do Brasil está crescendo mais rapidamente do que na capital paulista.
O resultado de vendas no país este ano foi o pior desde 2007, quando começou a pesquisa. Rabi afirmou que o resultado é ruim para a economia como um todo, porque o varejo é um segmento que normalmente cresce, mesmo na recessão, por causa do próprio crescimento populacional.
“Um crescimento nulo varejista é uma situação bastante preocupante para o varejo e para a economia brasileira, porque o varejo sempre foi um setor mais dinâmico. Se o varejo está estagnado, imagine o resto”, acrescentou o economista.
Agência Brasil
Confiança do consumidor para de cair em março, revela CNI
Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil*
Edição: José Romildo
Apesar da interrupção da trajetória de queda, o índice continua no menor nível desde junho de 2001. No acumulado em 12 meses, o indicador continua a apontar pessimismo. O Inec está 8,1% abaixo do nível de março do ano passado.
Para o economista da CNI Marcelo Azevedo, é cedo para dizer se a interrupção de queda do índice mostra uma tendência de alta. “O resultado deu uma estabilizada e isso é realmente importante, mas não garante uma alta daqui para frente. Ainda fica difícil apontar uma recuperação. É preciso aguardar os resultados dos próximos meses.”
Dos seis componentes analisados pela pesquisa, três tiveram piora em março. O índice de renda pessoal, que mede a perspectiva de aumento da renda nos próximos seis meses, recuou 11% em relação a fevereiro. O índice de situação financeira caiu 10,6%, e o de endividamento, 4,3%, na mesma base de comparação, mostrando pessimismo em relação à situação financeira e aumento do número de dívidas.
Os três demais indicadores do Inec, no entanto, tiveram melhora. O índice que mede a expectativa de queda da inflação nos próximos meses aumentou 10,6% em março em relação a fevereiro. O número de consumidores que pretendem comprar bens de alto valor subiu 9,9%, e o índice de desemprego, que indica a confiança das pessoas na manutenção das vagas de trabalho, subiu 5% no mês passado.
Feita em parceria com o Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), a pesquisa ouviu 2.002 pessoas em 142 municípios de todo o país de 21 a 25 de março.
Agência Brasil
Projeto educa pescadores para preservação de leões e lobos-marinhos
Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil
Edição: Stênio Ribeiro
O coordenador do projeto, o oceanólogo Kleber Grübel da Silva, informou hoje (6) à Agência Brasil que está sendo produzido material específico para distribuição aos pescadores. A ação é fruto de visitas de prospecção já feitas pelos organizadores do projeto, visando a conscientizar a categoria sobre sua corresponsabilidade no esforço de preservação desses animais.
O projeto é recorte de um programa maior de conservação de mamíferos marinhos do litoral sul, iniciado em 1988. Implantado em abril do ano passado, o Projeto Pinípedes tem patrocínio da Petrobras, dentro do Programa Socioambiental da estatal. O cronograma engloba três frentes de trabalho: monitoramento dos refúgios de pinípedes nos dois estados da Região Sul; monitoramento mensal de 360 quilômetros de praias para análise da mortalidade e dinâmica de ocupação das espécies de pinípedes; e educação ambiental.
“Estamos trabalhando já com a questão das palestras para as comunidades costeiras. Já fizemos 75 palestras nos cinco municípios e distribuímos cerca de 5 mil cadernos do material programado”, disse Silva. Mensalmente, é feito o manejo de animais encalhados nas praias e eles são reintroduzidos no ecossistema. Expedições científicas foram feitas aos principais locais de reprodução dos pinípedes na Argentina e no Uruguai.
Silva vê avanços na conscientização da população sobre a necessidade de preservar a vida e a segurança desses mamíferos. “A população, ao longo dos anos, evoluiu, aprendendo [a ter] uma relação muito importante, tema da nossa campanha de educação ambiental, que é Nossa Vida, Nossos Mares. A ideia não é só valorizar as espécies de pinípedes, como leões e lobos-marinhos, mas dos ecossistemas costeiros. Para isso, trabalhamos a questão da valorização das unidades de conservação e da biodiversidade”, disse ele. Para Silva, é importante também respeitar os mares, os ciclos e os processos envolvidos, que englobam a relação com pescadores e o problema do lixo, porque não adianta trabalhar só na unidade de conservação, se não trabalhar no entorno.
A ação tem de ser integrada para que se obtenha resultados na conservação de pinípedes de maneira mais abrangente, buscando a qualidade de vida. O oceanólogo chamou atenção para o fato de os estoques pesqueiros da região estarem cada vez menores, em contraposição ao poder de pesca do homem, que se elevou, com o uso de embarcações maiores e tecnologia avançada, com sonares e redes de monofilamento. “Isso gera escassez, e essa escassez provoca conflitos”, enfatizou.
Os leões-marinhos são competidores naturais pelos mesmos pescados e áreas de pesca do homem. Com isso, muitos animais morrem afogados ou são agredidos pelos pescadores dentro do processo de escassez. “Anualmente, entre 80 e 100 animais acabam morrendo na costa brasileira”, informou Silva. Daí a importância de levar a mensagem de preservação ambiental aos pescadores. “Os mares têm que ser protegidos como um todo para evitar escassez e ter peixes, tanto para o pescador quanto para a biodiversidade. Não só para os leões e lobos-marinhos, mas também para outras espécies de mamíferos marinhos que dependem do pescado.”
Kleber Grübel da Silva salientou que a situação de escassez do pescado não é um problema apenas local e disse que 75% dos estoques mundiais estão sendo superexplorados. Ele adiantou que o Projeto Pinípedes terá continuidade, mesmo após a conclusão do patrocínio da Petrobras, em abril de 2016.
Agência Brasil
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