CRISTINA KIRCHNER: CHINA E RÚSSIA SÃO PARCEIROS ESTRATÉGICOS! “O TAMANHO DE SUAS AMBIÇÕES SEMPRE FOI PROPORCIONAL AO DE SEUS FRACASSOS”!

(Joaquim Morales Sola - La Nacion, 05) 1. Um diplomata europeu saiu do ministério de relações exteriores (Argentina) aturdido por uma revelação. Seu interlocutor, um alto funcionário argentino, lhe havia notificado formalmente de uma novidade: "Os aliados estratégicos da Argentina são China e Rússia", lhe disse. O diplomata sabia dessas proximidades, mas nunca imaginou que explicitariam de maneira tão clara e franca.
          
2. O realinhamento da Argentina cristinista não é só retórico. China se encarregará de construir no país duas centrais nucleares e a Rússia levantará uma terceira. Convênios assinados com a China são semelhantes aos que assinou na África. São quase coloniais. Cristina os aceitou porque os chineses a ajudam a recompor as reservas do Banco Central.
          
3. Rússia é mais inexplicável. Não é uma potência econômica, ainda que seja protagonista militar. Os 2 países estratégicos para a Argentina têm uma só coisa em comum: não são democracias clássicas, perseguem os opositores, negam a liberdade de expressão e ameaçam as minorias políticas e sociais dissidentes.
        
4. Com Chávez morto e Fidel Castro no final de sua vida, a presidenta argentina se imagina como a próxima referência da esquerda latino-americana. O tamanho de suas ambições foi sempre proporcional ao de seus fracassos.


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Mercado prevê inflação de 8,2% em 2015. Confira outras expectativas para a economia brasileira

A INCRÍVEL DÍVIDA PÚBLICA E OS INCRÍVEIS JUROS PAGOS PELO GOVERNO FEDERAL!

(Vinicius Mota - Folha de SP, 06) 1. Nos 12 meses compreendidos entre março de 2014 e fevereiro de 2015, o setor público brasileiro pagou R$ 344 bilhões de juros aos credores de sua dívida, ou R$ 1 bilhão a cada 25 horas e meia. Nos 365 dias até o fim de setembro do ano passado, o repasse de dinheiro de empresas e trabalhadores, que pagam os impostos, para os financiadores da despesa estatal havia sido 18% menor.
          
2. A taxa média de juros embutida na dívida do governo em fevereiro de 2015 era de 20,9% ao ano, alta de 4,7 pontos percentuais sobre agosto de 2014. A escalada na remuneração deveria atrair investidores para operações mais longas, no entanto mais de 1/4 (quase R$ 900 bilhões) de tudo o que o setor público devia tinha prazo de vencimento de 24 horas.


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Como começar a ter uma educação financeira?

por SAMY DANA

Saber administrar bem as nossas finanças faz toda a diferença para que possamos ter uma situação financeira estável e controlada.

Conversar sobre dinheiro desde a infância não é hábito entre os brasileiros, por isso a educação financeira, ainda nos tempos de escola, ganha ainda mais importância, já que pode tornar mais fácil a aplicação prática desse conhecimento na vida adulta.

Mas e quando você já saiu da escola há tempos e se vê já adulto, sem ter tido ao menos a oportunidade de aprender o "be-á-bá" das finanças pessoais? É exatamente sobre educação financeira a pergunta de um professor de 38 anos, que mora em Ilhéus na Bahia.

A pergunta enviada à Folha foi a seguinte: "Se eu realmente quiser ser educado financeiramente, é melhor fazer uma curso ou contratar um consultor? Se sua resposta for um curso, qual o mais indicado aqui no Brasil, considerando que atualmente há uma febre de cursos prometendo educação financeira? Se sua resposta for consultoria, qual a melhor, considerando o custo-benefício?"

Muito legal o fato de você perceber a importância de buscar informações sobre educação financeira. Gostando ou não, querendo ou não. Se você trabalha, necessariamente faz parte da economia e precisa tomar decisões financeiras.

Existem, hoje em dia, inúmeros materiais disponíveis na internet onde você pode encontrar informações muito interessantes, além das colunas –como a nossa– que podem servir para instruir e tirar suas dúvidas. Independentemente se o canal que você vai optar é gratuito ou pago, o que mais vai valer é a sua busca pelo conhecimento e a determinação de colocá-lo em prática.

Depois que você tiver adquirido um conhecimento básico, pode pensar em se especializar e aprofundar seus conhecimentos.

Existem livros que tratam de assuntos diversos e temas como o Tesouro Direto, investimentos, ações, entre outros. Mas, entendemos que este deve ser um segundo passo. Neste primeiro momento, um curso formal não é necessário.

Vá por conta própria. Porém, claro, toda vez que precisar, mande perguntas para nós e responderemos com todo prazer.

E lembre-se sempre: tão ou mais importante do que ler a opinião de alguém que trabalha na área de finanças ou na econômica, é aplicar as mudanças aprendidas na sua vida cotidiana.

A educação financeira pode mudar para melhor nossas vidas.
Fonte: Folha Online - 04/04/2015 e Endividado

PONTOS A DESTACAR NO ÚLTIMO IBOPE DE 25/03!

1. Entre os que votaram na Dilma no segundo turno:  Ruim+Péssimo 45%  / Desaprovam 62%  / Não Confiam 54%.
          
2. Áreas de atuação do governo avaliadas na pesquisa. Desaprovam. Saúde 85% /  Combate à inflação 84% /  Segurança pública 81% / Combate ao desemprego 79% /  Educação 73% / Meio ambiente 66% / Combate à fome e à pobreza 64%.
          
3. Lembranças do noticiário da imprensa. 24% lava jato e corrupção em geral / 26% Notícias sobre manifestações pedindo impeachment de Dilma, contra a corrupção e contra o governo.  Soma: 50%.


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DESGASTE DE DILMA CHEGOU A LULA: 16,4% e 17,9%!

1. Como era de se esperar, o desgaste de Dilma teria que chegar e chegou a Lula, seu criador. Agora, criatura e criador fazem parte do mesmo inferno astral. Lula se movimenta recebendo políticos, realizando reuniões políticas como a recente no Rio com PMDB, e vaza informações das reuniões para colunistas e matérias nos jornais e rádios.
            
2. As linhas dos vazamentos são sempre as mesmas: críticas ao governo Dilma, sugestões de mudanças no governo e na política de comunicação. Cinicamente ressalva sua proximidade com Dilma.
          
3. O que Lula pretende é se descolar do desgaste de Dilma e passar como conselheiro e salvador, como se não tivesse nada com isso.  A cada dia as relações do governo Lula com os desmandos na Petrobrás, na Receita/Carf, no setor Elétrico, no setor Externo..., ficam mais expostas. Queimaduras que já são de segundo grau.
             
4. Em 2018, o PT não tem alternativa fora de Lula, a menos que queira passar um vexame de depois de 16 anos ter um candidato para não chegar a 5%. E aí estaria carimbada a memória do ciclo Lula/Dilma. O PT exigirá a presença de Lula, mesmo que para perder, mas fazer uma bancada federal razoável.
              
5. As pesquisas de opinião para as presidenciais de 2015 podem estar muito longe das eleições. Mas servem para medir a avaliação –comparada- dos candidatos potenciais. Nesse sentido devem incluir Lula além de Marina e Aécio.
              
6. O Instituto Paraná Pesquisas, que vem realizando pesquisas presidenciais além das locais, foi a campo entre os dias 26 e 31 de março 2015 entrevistando 2002 eleitores, padrão das pesquisas similares. Aécio obteve 37,1% das intenções de voto e Marina 24,3%. Em 2014, no primeiro turno, Aécio chegou a 33,5% e Marina 21,3%, crescendo mais ou menos 3 pontos cada um. O que se pode dizer é que ambos não perderam nem ganharam nada nessa crise pós-eleitoral.
          
7. Mas o fundamental é avaliar como anda Dilma nessa pesquisa e o que aconteceria com Lula –candidato em 2018- em seu lugar. Dilma alcançou 16,4%, mostrando o desgaste que enfrenta. Mas Lula obteve porcentagem semelhante, com 17,9%. Fica claro que o desgaste de Dilma é hoje o mesmo desgaste de Lula. Lula e Dilma são, hoje, um mesmo personagem eleitoral. E a primeira pergunta foi feita com Lula e não com Dilma, portanto, sem que Dilma contaminasse Lula.
             
8. Lula tem esses e outros números. Sabe que chegou nele. Finge que atua para proteger Dilma. Mas, na verdade, atua para se proteger e ver se se salva desse incêndio de grandes proporções.

9. Conheça as tabelas


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Procon RJ autua sites das Casas Bahia e Shoptime por falsas promoções

Agentes do Procon Estadual monitoraram durante semanas os sites participantes do Dia Consumidor Brasil, também chamado de Black Friday Fora de Época

Agentes do Procon Estadual monitararam durante semanas os sites participantes do Dia Consumidor Brasil, também chamado de Black Friday Fora de Época, que ocorreu pelos segundo ano consecutivo no dia 18 de março. O objetivo era registrar os preços dos produtos à venda para compará-los com os preços ofertados no dia da promoção, verificando se os descontos oferecidos durante o evento eram verdadeiros. Diferentemente de monitoramentos anteriores realizados em eventos deste tipo, apenas dois dos 44 sites acompanhados pelos agentes apresentaram ofertas irregulares e foram alvos de processos da autarquia: os sites da Shoptime e das Casas Bahia.

No dia das promoções, o site das Casas Bahia vendia smartphones da Sony com falsas ofertas. Um deles estava até mais caro do que em dias anteriores no mesmo site. Situação semelhante aconteceu no site Shoptime: aparelhos de ar condicionado e batedeiras eram vendidos como se fossem ofertas de ocasião, mas seus preços estavam mais caros do que em dias anteriores.

De acordo com o Procon Estadual, as ofertas irregulares dos dois sites contrariam o que é estabelecido no Código de Defesa do Consumidor (CDC) pelo art. 18, que determina clareza e precisão nas informações das ofertas, e pelo art. 37, que proíbe publicidade enganosa que induza o consumidor ao erro. As duas empresas foram alvos de processos administrativos do Procon Estadual e deverão pagar multas. Elas possuem 15 dias para apresentarem suas defesas.

PRODUTOS QUE APRESENTARAM IRREGULARIDADES NOS PREÇOS:

CASAS BAHIA:


- Smartphone Sony Xperia Z3

- Preço promocional em 10/03/15: De R$ 2.199,00 por R$ 1.699,00

- Preço promocional em 18/03/15: De R$ 2.700,00 por R$ 1.798,99

- Smartphone Sony Xperia C

- Preço promocional em 10/03/15: De R$ 799,00 por R$ 999,00

- Preço promocional em 18/03/15: De R$ 599,00 por R$ 589,89

- Smartphone Sony Xperia E3

- Preço promocional em 10/03/15: De R$ 799,00 por R$ 799,00

- Preço promocional em 18/03/15: De R$ 469,69 por R$ 469,69

SHOPTIME:


- Ar Condicionado de Janela Eletrolux EC07F

- Preço promocional em 05/03/15: De R$ 769,90 por R$ 731,40

- Preço promocional em 18/03/15: De R$ 1.199,00 por R$ 737,50

- Ar Condicionado Split Comfee Hi Wall

- Preço promocional em 05/03/15: De R$ 794,32 por R$ 754,60

- Preço promocional em 18/03/15: R$ 794,32

- Batedeira Oster 2601

- Preço promocional em 05/03/15: De R$ 349,00 por R$ 169,90

- Preço promocional em 18/03/15: De R$ 270,96 por R$ 170,34

- Aparelho de Pressão Digital Automático de Pulso LP200 Premium

- Preço em 05/03/15: R$ 56,90

- Promoção em 18/03/15: R$ 64,90

- Câmara Digital Semiprofissional Canon SX520HS

- Preço em 05/03/15: R$ 1.399,00

- Promoção em 18/03/15: R$ 1.399,00


Fonte: Procon - RJ - 02/04/2015 e Endividado

Cancelar plano de saúde durante tratamento de câncer gera dano moral

por Jomar Martins

Se a operadora do plano de saúde não comprova fato extraordinário que torne o contrato com o cliente oneroso demais, nos termos dos artigos 478 e 479 do Código Civil, a rescisão unilateral do acordo ofende o princípio da boa-fé objetiva. Por consequência, a falta de cobertura dos serviços médicos em meio ao tratamento de doença grave dá ao paciente o direito de ser ressarcido por danos morais.

O entendimento foi firmado pela 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, ao aceitar Apelação de uma mulher que teve o pedido de reparação moral indeferido depois de correr o risco de ter seu tratamento de câncer interrompido, por conta do cancelamento abrupto do contrato do plano de saúde. Em reforma à decisão, o colegiado arbitrou em R$ 12 mil a indenização.

O relator do recurso, desembargador Jorge Luiz Lopes do Canto, disse que, no caso do plano de saúde, a parte contratante espera contar com pronto atendimento, juntamente com os seus beneficiários, exatamente no momento em que está mais fragilizada, devido ao seu estado de saúde.

"Assim, a demandada [operadora do plano de saúde] deve ressarcir os danos morais reconhecidos, na forma do artigo 186 do novo Código Civil, cuja incidência decorre da prática de conduta ilícita, a qual se configurou no caso em tela em virtude da rescisão do contrato, atitude abusiva na qual a ré assumiu o risco de causar lesão à parte autora, mesmo de ordem extrapatrimonial, daí ensejando o dever de indenizar", anotou no acórdão, lavrado na sessão de 15 de março.

O caso
Beneficiária de um plano de saúde empresarial, a autora foi surpreendida com a rescisão contratual dos serviços por parte da  Golden Cross, justamente quando se encontrava na fase final do tratamento de um câncer. Ela resolveu, então, ir à Justiça pedir provimento liminar para manter o plano de saúde nos moldes originalmente contratados, além de reparação por danos na esfera moral.

Citada pela 13ª Vara Cível do Foro Central de Porto Alegre, a operadora argumentou "ilegitimidade ativa", pois a autora não seria titular do plano. No mérito, disse haver previsão contratual para o desfazimento unilateral do contrato firmado. Após discorrer sobre a legislação que rege a matéria, reafirmando a inexistência de danos de ordem moral, pediu a extinção ou a improcedência da ação.

Parcial procedência

O juiz Alexandre Kreutz escreveu na sentença, proferida no dia 23 de abril de 2014, que a relação entre os litigantes é de consumo, citando os artigos 2º e 3º do Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90). Também derrubou a preliminar de ‘‘ilegitimidade ativa’’. Como a parte autora é beneficiária do plano, observou, esta possui relação de direito material, podendo pleitear em juízo sem a necessidade da presença da empresa estipulante do plano.

No mérito, entretanto, o julgador deu parcial procedência à demanda, tão somente para confirmar a liminar que determinou a manutenção da autora e seus dependentes no plano originalmente contratado com a Golden Cross. "Embora o contrato firmado entre as partes preveja a possibilidade de rescisão contratual, é entendimento deste juízo que tal rompimento deva ser devidamente fundamentado, com justificativa plausível, o que não ocorreu no caso em tela", sustentou. A previsão consta nas disposições do artigo 51 do CDC.

O juiz complementou que seria possível a exclusão da cliente desde que a empresa oferecesse para ela as mesmas condições de cobertura e preço em outro plano semelhante. Isso, no entanto, não foi feito.

Por fim, o titular da 13ª Vara Cível entendeu que a cláusula que prevê a rescisão unilateral do contrato por qualquer uma das partes não é abusiva. ‘‘Assim, inexistindo ilegalidade stricto sensu praticada pela requerida, resta ausente um dos requisitos da responsabilidade civil, desautorizando o arbitramento de indenização por danos morais. Ainda, a situação exposta não é capaz, por si só, de gerar dano grave à personalidade da parte, a ponto de exigir indenização", justificou, fulminando a pretensão da autora.

Clique aqui para ler a sentença.

Clique aqui para ler o acórdão.

Fonte: Conjur - Consultor Jurídico - 03/04/2015 e Endividado

Órgão nega 99% dos pedidos por dados públicos feitos pela Lei de Acesso

por RUBENS VALENTE

Última instância para quem busca um dado do governo pela Lei de Acesso à Informação, a CMRI (Comissão Mista de Reavaliação de Informações) aceitou só 1,1% dos recursos analisados entre novembro de 2012, quando foi inaugurada, e fevereiro de 2015.

Dos 628 recursos protocolados no período, apenas 7 tiveram sucesso –5 dos quais tratavam do mesmo assunto.

A CMRI é presidida pelo ministro da Casa Civil e formada por mais nove pastas.

Conforme a Lei de Acesso, a comissão pode ser acionada quando um pedido foi indeferido antes por órgãos públicos e pela primeira instância de recurso, a CGU (Controladoria Geral da União).

Editoria de arte/Folhapress
 
Porém, quase todas as decisões da CMRI meramente seguiram a instância anterior.

Um dos casos negados pela comissão é o de um cidadão que pediu cópias dos e-mails enviados e recebidos por Dilma Rousseff entre janeiro e junho de 2012.

A Casa Civil alegou que o e-mail envolve sigilo de informações "relativas à intimidade, vida privada, honra e imagem". O cidadão recorreu, frisando que pedia acesso ao e-mail institucional, mantido pelo serviço público, mas a CMRI manteve a negativa.

LAVA JATO

Em fevereiro de 2013 –portanto, antes da Operação Lava Jato–, um cidadão pediu acesso ao estudo de viabilidade técnica e econômica entre a Petrobras e a Astra Oil Trading que levou à compra da refinaria de Pasadena.

A Petrobras recusou-se a fornecer as informações, alegando que sua divulgação iria "comprometer a sua governança corporativa e a competitividade de setores específicos". A CGU apoiou a petroleira, assim como a CMRI.

Há também alguns pedidos julgados desarrazoados, como um a respeito de documentos sobre o avistamento de discos voadores, o que o governo disse não possuir.

Entre os recursos que a CMRI aprovou está o de uma ONG que queria cópias das notas fiscais de compra de carros pelo Ministério do Desenvolvimento de 2011 a 2013.
Fonte: Folha Online - 04/04/2015 e Endividado


Desistência da compra do imóvel cresceu 14% no ano passado

por ANAÏS FERNANDES e DOUGLAS GAVRAS

O volume de contratos de compra de imóvel cancelados no ano passado cresceu 14% em relação a 2013 nas principais construtoras de capital aberto do país.

Desemprego, inadimplência, atraso na entrega ou recusa de financiamento bancário são alguns motivos para os distratos, como são chamadas as desistências.

Dados divulgados nos balanços financeiros de construtoras e compilados pela consultoria Concordia indicam distratos no valor de R$ 5,14 bilhões em 2014. Esse movimento ocorre em um cenário de desaceleração da economia, com queda nas vendas e estoque de unidades –aquelas que não são vendidas até três anos após o lançamento– já elevado.

Em construtoras como a MRV, forte no segmento de habitação popular e a única das sete empresas que aumentou o número de lançamentos no ano passado, o total de distratos passou de R$ 1,4 bilhão, alta de 33% na comparação com 2013.

Na Rossi, a quantia chegou a R$ 1,04 bilhão e na Gafisa, a R$ 959 milhões –em parte, pelo fraco desempenho da Tenda, braço da construtora na habitação de baixa renda.

O resultado é um problema para as empresas, que passam a ter uma baixa de recurso previsto no caixa e uma unidade a mais para engrossar a oferta, e para o comprador, que interrompe planos e, muitas vezes, acumula dívidas. O desfecho nem sempre é fácil.

  Editoria de arte/Folhapress  
 
A enfermeira Keila Alves de Melo, 37, desfez a compra de um apartamento em Osasco (SP) em julho do ano passado. O atraso na obra foi decisivo para o recuo.

Ela conta que a construtora se comprometeu a devolver 33% do que ela já havia pago, sem incluir valores da taxa de corretagem, por exemplo, pagos em cheques.

"A construtora disse que eram valores para os corretores envolvidos e que não era problema deles", diz Keila. O caso corre na Justiça.

A dificuldade de assumir as prestações do financiamento bancário ao tomar posse das chaves (até então os pagamentos eram feitos à construtora) levou o analista Marcelo Barreto, 41, a abandonar o projeto da casa nova.

"Há três anos, quando comprei, parecia um bom negócio. Quando a obra acabou, eu estava sem emprego e os juros do financiamento ficaram muito pesados", conta.

Para o economista-chefe do Secovi-SP (sindicato do mercado imobiliário), Celso Petrucci, o consumidor está menos confiante em relação à sua condição financeira e deve encontrar os bancos mais seletivos na concessão do crédito.
Fonte: Folha Online - 05/04/2015 e Endividado