Saiba como viajar com milhas aéreas

Ferramenta da PROTESTE ajuda você a calcular as milhas aéreas necessárias para viajar.

Para conseguir viajar usando as suas milhas, a nossa dica de ouro é ficar de olho nas promoções de passagens com pontuações baixas divulgadas pelas companhias aéreas de tempos em tempos e já ter planos definidos sobre os locais que gostaria de visitar ou conhecer.

Para isto você pode contar com as milhas acumuladas em viagens nos programas das companhias aéreas e pode também acumular pontos usando o seu cartão de crédito, se ele tiver essa função habilitada.

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Pontos dos cartões viram milhas

Para acumular pontos no cartão de crédito, certifique-se com a administradora das regras vigentes. Em geral, o valor total das compras mensais é convertido em dólar e, a cada dólar gasto, você ganha uma quantidade de pontos preestabelecida pela operadora do cartão de crédito.

Com o dólar alto como tem estado, o acúmulo de pontos no cartão está enfraquecido. Mas, ainda assim, se você consegue pagar a sua fatura em dia, fazer todas as suas compras no cartão de crédito é uma boa chance de juntar pontos, que poderão ser trocados por milhas futuramente. Mas essa dica só vale para quem realmente está com as finanças em dia.

Aliás, se você pensa em adquirir um cartão de crédito com foco nas milhagens, leve em conta quais são as companhias parceiras do cartão, a taxa de conversão de pontos, as regras para transferências de pontos para viajar, o valor da anuidade do cartão e a validade dos pontos.

Nos cartões do Itaú, por exemplo, para conquistar uma milha é necessário acumular 1,25 pontos, diferentemente dos cartões de outros bancos, onde um ponto equivale a uma milha. Em outras palavras, 20 mil pontos no Itaú equivalem a apenas 16 mil milhas.

Direto com as companhias aéreas

Toda vez que for viajar, você deve informar o número do programa fidelidade no check-in ou na hora da compra da passagem, para que os pontos sejam computados.

Temos duas dicas para você aproveitar ao máximo a validade das suas milhas ou pontos em programas de fidelidade.

A primeira é só transferir muitos pontos do seu cartão de crédito para os programas de milhas das companhias aéreas quando estiver com uma passagem em vista. Assim, você evita que pontos "novos" do cartão de crédito, por exemplo, fiquem presos no programa da companhia aérea, podendo aproveitá-los com mais liberdade.

Os pontos acumulados no cartão de crédito podem ser trocados por outros produtos além de passagens aéreas, como eletrodomésticos, cupons de descontos, eletrônicos, cursos, etc.

Lembre-se de transferir seus pontos

A segunda dica é: transfira os pontos que estão perto de vencer de seu cartão de crédito para o programa da companhia aérea que você mais usa. Assim, conseguirá dar sobrevida aos pontos que estavam quase morrendo, estendendo-os no programa da companhia aérea.

Por fim, saiba que ainda há outras formas de conseguir acumular milhas. Muitos postos de gasolina, farmácias, lojas on-line, livrarias e supermercados possuem programas de fidelidade em parceria com alguns programas de milhagem.

Se você costuma comprar com frequência em estabelecimentos que oferecem essa permuta com programas de fidelidade, pergunte se há a possibilidade de usar seus pontos em compras de passagens aéreas e faça parte dos programas oferecidos para ter acesso a descontos, caso não haja custo de adesão.
Fonte: Proteste.org - 09/03/2015 e Endividado

Imagens mostram choque entre helicópteros que matou atletas olímpicos na Argentina

Acidente aéreo na Argentina: http://glo.bo/1Adm7BI
 
Os atletas participavam das filmagens de um "reality show", produzido para uma emissora de TV da França. Dez pessoas morreram.
g1.globo.com
 
 

Estado Islâmico decapita três homens em público

Mulheres ligadas ao MST invadem duas fábricas

Caminhoneiros discutem valor do frete em Brasília

Com alta da inflação é necessário planejar orçamento e quitar as dívidas

Especialista esplica que, em momentos de crise, nada melhor do que implementar a educação financeira

Rio - O ano de 2015 iniciou sob a égide de uma série de aumentos de preços e ajustes em produtos, serviços e impostos, elevando os índices inflacionários e diminuindo o poder de compra do brasileiro. Para complementar, os percentuais de desemprego e de inadimplência também estão com tendência de alta (ver quadro acima).

Com a perspectiva de retração econômica ao longo do ano é hora de rever conceitos de consumo e apertar o cinto para evitar o desequilíbrio do orçamento dentro de casa. “As projeções para os próximos meses são no mínimo preocupantes, uma vez que é esperada uma alta inflacionária, proporcionando o agravamento da crise, da qual já sentimos os efeitos. Isso é reflexo tanto do mercado interno, com clara estagnação e grande índice de inadimplência da população, como externo, no qual as grandes economias já se mostram recessivas há tempos, e países em ascensão, como a China, vêm reduzindo seu crescimento”, destaca o educador financeiro Reinaldo Domingos.



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Foto:  Arte O Dia

Para minimizar os efeitos negativos da economia, Domingos recomenda organizar as contas pessoais e manter a saúde financeira do orçamento familiar. Segundo o especialista, em momentos de crise, nada melhor do que implementar a educação financeira, processo educativo que permite o desenvolvimento dos valores e das competências necessárias para melhorar as decisões financeiras.

Em comemoração ao Dia do Consumidor, celebrado em 15 de março, essa semana haverá uma série de atividades em todo o país, dentro da 2ª Semana Nacional de Educação Financeira. Estão previstas mais 300 ações educacionais, com a finalidade de promover a educação financeira e previdenciária da população, bem como contribuir para o fortalecimento da cidadania, a eficiência e solidez do sistema financeiro nacional e a tomada de decisões conscientes por parte dos consumidores,informam os organizadores.

De acordo com Reinaldo Domingos, a educação financeira hoje é um tema que deve ser discutido com toda a família e que vai muito além se de fazer cálculos matemáticos de quanto se gasta no mês. “Educação financeira é comportamento. Com o cenário incerto atual, é necessário compor uma proteção para a família para os próximos anos. Mas para isso é preciso pensar num projeto de vida a curto, médio e longo prazos, o que, geralmente, o brasileiro não está acostumado a fazer”, alerta o educador financeiro.

Consumidora muda de hábitos para adaptar o orçamento familiar

A enfermeira Isabel Lucas, 49 anos, diz que tem sentido no bolso a alta dos preços. Segundo ela, alguns hábitos de consumo estão sendo adaptados para caberem no orçamento. “Venho ao mercado toda semana para repor perecíveis, e carne, por exemplo, tenho comprado muito pouco. Mesmo assim, queria comprar uma carne de primeira e estou levando uma de segunda”, diz.

A Segunda Semana de Educação Financeira ocorre em todo o país de amanhã até o próximo domingo, 15, quando é comemorado o Dia do Consumidor. Haverá uma série de atividades educacionais gratuitas, desde seminários até quiz online e games.

O interessado poderá ver a programação completa www.semanaenef.gov.br/agenda.

Mais informações nos seguintes sites:www.edufinanceiranaescola.gov.br, www.bmfbovespa.com.br, www.sebraerj.com.br e www.serasaconsumidor.com.br.

DEZ DICAS 

1 - PLANEJAMENTO
Faça um bom planejamento, anotando todos os compromissos financeiros existentes. Coloque, inclusive, os pequenos gastos do dia a dia. Eles têm grande participação nas contas no fim do mês. Use uma planilha de orçamento doméstico. Veja em www.serasaconsumidor.com.br ou em www.bmfbovespa.com.br/pt-br/educacional/orcamento-pessoal.

2 - FAMÍLIA

Tenha uma conversa franca em família e compartilhe com todos da casa a atual situação econômica. O apoio e a conscientização são fundamentais para encarar as dificuldades.

3 - ENCARE A HORA

Crie uma sintonia entre a atividade econômica do país e o orçamento doméstico.

4 - DESPESAS

Analise o que pode ser cortado neste momento sem que haja grandes prejuízos no dia a dia. Fuja dos gastos desnecessários, centralizando o dinheiro apenas no que for essencial.

5 - RENDA

Evite comprometer ainda mais a renda com financiamentos e parcelas longas. Com os juros mais altos, já está difícil de pagar todas as dívidas assumidas e o caminho para a inadimplência pode ficar cada vez mais curto.

6 - CARTÃO

Controle os gastos com o cartão de crédito. Ao receber a fatura com as despesas, faça o pagamento integral, evitando o uso do crédito rotativo.

7 - CHEQUE ESPECIAL

Esta deve ser a última alternativa. Evite usa-lo como complemento do salário. Se precisar de dinheiro, procure outras possibilidades, como o crédito consignado que tem menores taxas de juros.

8 - ALIMENTOS
Tente substituir o que está mais caro por um produto que esteja com melhores condições. Muitos supermercados escolhem um dia da semana para fazer promoções dos produtos de feira. Aproveite.

9 - ECONOMIZE

Economize o quanto puder no dia a dia. Faça comparações e veja se é mais vantajoso fazer refeições dentro ou fora de casa. A economia também vale para o consumo de água e luz. Reaproveite a água para a limpeza da casa. Desligue os aparelhos eletrônicos da tomada quando não estiver usando.

10 - DÍVIDAS

Se já estiver inadimplente, a orientação é renegociar a dívida. Explique ao credor a situação e proponha valores e condições que caibam no bolso.
Fonte: O Dia Online - 08/03/2015 e Endividado

PP diz que vai "provar inocência" dos deputados

Contas da campanha de Dilma serão investigadas

(Bruno Alencastro/Agencia RBS)

Em alta

Dólar dispara na abertura do mercado e bate R$ 3,16

 

Governo deve apresentar alternativa à revisão da tabela do IR

por MARIANA HAUBERT

O ministro Pepe Vargas (Relações Institucionais) sinalizou nesta segunda-feira (9) que o governo deverá encaminhar ao Congresso uma nova proposta de reajuste para a tabela do Imposto de Renda até quarta-feira (11). Segundo o ministro, o novo valor ainda está sendo negociado com os partidos da base aliada e deve ser discutido nesta terça (10) com os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

"Vai se construir uma proposta alternativa para o Imposto de Renda. Ainda é um processo a ser construído que está sendo tratado com diálogo", afirmou. O ministro, porém, não quis dar detalhes da negociação. O governo deverá chegar a um valor entre 4,5% e 6,5% de reajuste.

Em fevereiro, a presidente Dilma Rousseff afirmou que iria insistir no reajuste de 4,5% porque o governo não poderia abrir mão de arrecadação em um momento em que enfrenta uma crise econômica. Ela chegou a dizer que qualquer valor acima disso seria vetado.

No entanto, o governo foi obrigado a ceder diante de uma crise política intensificada com o Congresso nas últimas semanas. O presidente do Senado, Renan Calheiros, marcou para a próxima quarta-feira (11) a sessão conjunta do Congresso que irá analisar vetos presidenciais e o Orçamento da União para 2015.

Parlamentares insatisfeitos com o governo dão como certo a derrubada do veto de Dilma a uma proposta aprovada pelo Congresso no ano passado que determina um reajuste de 6,5%.

A intenção do governo é enviar uma nova proposta e, com isso, negociar a manutenção do veto presidencial. Questionado sobre se o plano dar errado e o veto ser derrubado, Pepe não respondeu.

Na semana passada, líderes da base aliada cobraram mais rapidez do governo no envio da proposta. Eles cobraram a presidente pessoalmente em uma reunião com os parlamentares no Palácio do Planalto. Nesta segunda, a presidente se reuniu com os líderes do Senado no Planalto. Novamente, ela ouviu cobranças neste sentido.

No ano passado, o Congresso aprovou um reajuste maior, de 6,5%, valor mais compatível com a inflação calculada em 2014, de 6,41%. No entanto, Dilma vetou a medida em 20 de janeiro com o argumento de que a proposta levaria à renúncia fiscal na ordem de R$ 7 bilhões.

Na época, o governo sinalizou que enviaria uma nova proposta de correção de 4,5% da tabela, o que corresponde à meta oficial de inflação, descumprida desde 2010.
Fonte: Folha Online - 09/03/2015 e Endividado

 

Mercado espera maior inflação em 12 anos e PIB 0,66% menor em 2015

As previsões do mercado para a inflação no fechamento de 2015 pioraram novamente. Agora, o centro das apostas –ou mediana– é de que o IPCA (índice de inflação oficial usado pelo governo para aumentar ou não os juros), chegará a 7,77% em 2015. Se confirmada, essa seria a pior inflação desde 2003, quando o IPCA chegou a 9,3% no fechamento do ano.

A avaliação é de economistas e instituições financeiras ouvidas pela pesquisa Focus do Banco Central. Há uma semana, esperava-se inflação de 7,47% para o ano, o que seria a pior elevação desde 2004.

Para 2016, a expectativa também ficou levemente pior, e foi para 5,51% de inflação –há uma semana esperava-se 5,50% de inflação.

A expectativa do mercado quanto à retração do PIB em 2015 também piorou. Há uma semana, esperava-se queda de 0,58% no PIB. Agora, o centro das apostas do mercado é de 0,66%. Se confirmada, essa seria a pior retração desde 1990, quanto houve encolhimento de 4,35% no PIB.

O pessimismo também aumentou para 2016. A aposta de crescimento ao redor de 1,50% para o ano que vem, que se mantinha desde o final de janeiro, foi revisada para 1,40%.

SELIC E DÓLAR

Apesar da piora nas previsões quanto à inflação, a projeção da taxa Selic (uma das principais ferramentas do governo para controlar a alta de preços) se mantém em 13,0% ao ano, o mesmo valor da semana passada.

Em sua última reunião, o Copom (Comitê de Política Monetária) elevou a taxa a 12,75% e indicou que haverá novos ajustes para cima.

Para 2016, mantém-se a previsão da Selic em 11,50%.

A taxa de câmbio deve fechar o ano em R$ 2,95, segundo a pesquisa –na semana passada, esperava-se que fechasse a R$ 2,91. A expectativa é, portanto que o ritmo de aumento da moeda, que vem batendo a casa dos R$ 3,00, diminua. Para 2016, a expectativa para o dólar se mantém em R$ 3,00.
Fonte: Folha Online - 09/03/2015 e Endividado
 

Viagem de ônibus acumula pontos de milhagem em 84 destinos de São Paulo

por MARIANA BARBOSA

Os programas de fidelidade chegaram à rodoviária. A Netpoints, empresa de fidelidade que tem o Smiles e a Marisa como acionistas, fez parcerias com empresas de ônibus para que clientes possam trocar pontos acumulados no varejo por passagem.

O programa começou com Breda, Litorânea, Pássaro Marrom e Piracicabana, abrangendo 84 destinos no Estado de São Paulo. Até julho serão mais 13 empresas, ampliando o alcance para o resto do país.

"Quem não tem renda para acumular 10 mil pontos com 2.000 consegue viajar de ônibus", diz o presidente da Netpoits, Carlos Formigari.

Na semana passada, a empresa também lançou um cartão pré-pago com programa de fidelidade, o primeiro do mercado.

Presente em 15 Estados, a Dotz aposta em um mercado de maior renda e deve anunciar em breve uma plataforma de entretenimento que permitirá trocar pontos por ingressos de shows e teatros. A parceria com uma grande empresa de shows deve ser anunciada nas próximas semanas.

"Além de ingressos, os clientes poderão trocar pontos por experiências exclusivas, como acesso a camarotes e ensaios", diz o presidente do Dotz, Roberto Chade. O programa também estreia neste mês no evento Restaurant Week, em seis cidades, incluindo Brasília e BH.
Fonte: Folha Online - 09/03/2015 e Endividado


 
(Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)

Depoimento em Brasília

AO VIVO: ex-gerente que delatou propina fala à CPI da Petrobras

 

Tensão política leva dólar a atingir valor de R$ 3,13 e faz Bolsa recuar 1,6%

A crise política levou o dólar comercial, usado no comércio exterior, a fechar próximo ao patamar de R$ 3,13 e a Bolsa a recuar 1,6% nesta segunda-feira (9).

O mercado foi influenciado pela divulgação, na última sexta (6), de nomes de investigados na Operação Lava Jato da Polícia Federal, que figuram na "lista de Janot", e pelas manifestações contrárias ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT), durante pronunciamento realizado neste domingo (8) em várias cidades do país.

O dólar à vista, referência no mercado financeiro, subiu 2,17% e fechou a R$ 3,116, maior valor desde 28 de junho de 2004. O dólar comercial, usado em transações no comércio exterior, encerrou o dia com valorização de 2,35%, a R$ 3,129, após atingir a máxima de R$ 3,134 durante o pregão. É o maior patamar de fechamento desde 22 de junho de 2004, quando encerrou a R$ 3,134.

A Bolsa e o dólar também foram afetados pelo pessimismo no mercado financeiro, em particular após o relatório da agência Moody′s afirmando que os desdobramentos da Operação Lava Jato devem afetar os setores público e privado, especialmentes os bancos estatais.

O Ibovespa, principal índice do mercado acionário, fechou com queda de 1,6%, a 49.181 pontos. Das 68 ações negociadas, 53 caíram, 12 subiram e três fecharam estáveis.

LAVA JATO

Dos políticos com foro privilegiado mencionados, 22 são deputados -18 do PP, dois do PMDB e dois do PT- e 12 são senadores -quatro do PMDB, três do PT, três do PP, um do PSDB e um do PTB.

"Há uma crise institucional. Já era difícil o país se recuperar sem crise, só com o movimento de uma oposição mais branda. Mas agora com os problemas junto à própria base, fica mais pesado", avalia Sidnei Nehme, economista e presidente da NGO Corretora.

Com o relacionamento tenso, fica mais difícil para o governo conseguir a aprovação das medidas de ajuste fiscal e, com isso, de alcançar sua meta proposta de superavit primário, de 1,2% do PIB (Produto Interno Bruto). "Isso pode causar uma mudança de opinião nas agências de classificação de risco, no sentido de achar que o governo não tem apoio. É um problema relevante politicamente", ressalta.

O Brasil atualmente recebe grau de investimento das agências de classificação de risco –uma espécie de selo de bom pagador. Um rebaixamento significaria dizer que o país ficou mais arriscado para se investir.

PANELAÇO

As manifestações observadas durante o discurso da presidente Dilma no domingo (8) intensificaram a tensão política. Dilma defendeu os ajustes fiscais e culpou a crise internacional pela situação econômica ruim do país.

Durante a fala, houve buzinaço, panelaço e vaias em ao menos 12 capitais -São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Vitória, Curitiba, Porto Alegre, Goiânia, Belém, Recife, Maceió e Fortaleza. Nas janelas dos prédios, moradores batiam panelas, xingavam a presidente, enquanto piscavam as luzes dos apartamentos.

"É uma questão preocupante. É a primeira vez em muitos anos que um presidente não usufrui daquela popularidade que carrega nos primeiros 100 dias de governo. Costuma haver uma lua de mel que este ano não teve", afirma Marco Aurélio Barbosa, analista da CM Capital Markets.

"Um ambiente ruim como esse traz mais insegurança ao mercado financeiro. É preciso lembrar que a eleição foi 51% [para Dilma] a 49% [para Aécio Neves, candidato do PSDB], o que mostra um país bastante dividido. Com os ajustes fiscais, a inflação em um patamar elevado, os juros subindo, o desemprego aumentando, a conjuntura se deteriora nos últimos meses", afirma Roberto Indech, analista da corretora Rico.

PROJEÇÕES ECONÔMICAS

Nesta manhã, o Banco Central deu sequência ao seu programa de intervenções no mercado de câmbio, negociando contratos de swap cambial (equivalentes a uma venda futura de dólares).

O mau humor dos investidores foi agravado pela pesquisa semanal do Banco Central com economistas, o chamado boletim Focus, divulgado nesta segunda (9). As projeções apontam para uma inflação maior neste ano, a mais alta desde 2003, e retração do PIB em 2015, a mais intensa desde 1990.

"O mercado enxerga um IPCA [índice oficial de inflação] na casa de 8% em 2015 em função do aumento dos preços administrados", diz Roberto Indech, da Rico.

EXTERIOR

Além da crise interna, fatores externos continuam pressionando a moeda americana, em especial a recuperação da economia dos Estados Unidos, que poderia levar o banco central americano a elevar os juros no país em breve.

Um aumento dos juros deixa os títulos americanos -considerados de baixo risco e cuja taxa de remuneração acompanha a oscilação do juro básico- mais atraentes aos investidores internacionais, que preferem aplicar seus dólares lá a levar os recursos para países de maior risco -como emergentes, incluindo o Brasil.

Diante da perspectiva de entrada menor de dólares no Brasil, o preço da moeda americana sobe.

O real registrou a maior desvalorização das 24 principais moedas emergentes moedas. Desse total, metade conseguiu ter valorização ante a divisa americana.
Fonte: Folha Online - 09/03/2015 e Endividado


 



Lula quer nova reformulação ministerial

Publicado em 10 de mar de 2015
Lauro Jardim, no Radar On-Line, fala sobre o encontro entre Lula e Dilma que ocorrerá hoje em São Paulo e a provável tentativa do ex-presidente em convencer a sua sucessora a reformular de modo vigoroso o ministério. Reinaldo Azevedo faz um apelo ao manifestante que pretende ir às ruas neste final semana: "vá com alegria e bom humor". Rodrigo Constantino avalia o discurso da presidente Dilma Rousseff no dia da mulher como uma tentativa de jogar uma cortina de fumaça sobre a crise econômica estabelecida pelos erros de sua gestão.