Vice do Grêmio explica saída de Arthur: “As contratações não inviabilizaram a permanência”
Ao lado do presidente Odorico Roman, Rafael Lima concedeu entrevista coletiva nesta quarta-feira
Lucas Mello
Nesta quarta-feira, o Grêmio se manifestou publicamente pela primeira vez sobre a saída de Arthur. Em entrevista coletiva, o presidente Odorico Roman afirmou que o Tricolor foi ao limite financeiro, mas não houve acordo com o volante para a permanência em Porto Alegre.
“O Arthur fez história no Grêmio, não tivemos a condição financeira de mantê-lo, fizemos o esforço possível e não conseguimos chegar a uma possibilidade. Não quero precificar aqui, não estamos precificando a qualidade do Arthur. Foi o possível que entendemos que o Grêmio poderia suportar nas atuais condições. Agradeço muito o Arthur, a qualidade, o empenho e digo que as portas estão abertas, o Grêmio é a casa do Arthur. O Grêmio está à disposição para no futuro talvez haver um novo ciclo”, disse.
Ao lado de Odorico, Rafael Lima, o novo vice de futebol, também falou sobre o assunto. Segundo o dirigente, as contratações feitas no início do ano, quando o clube gastou mais de R$ 100 milhões em Enamorado, Tetê, Nardoni e Leonel Pérez, não influenciaram na saída de Arthur.
“As contratações não inviabilizaram a permanência do Arthur. Foram investimentos que o clube achou por bem fazer. Buscamos um acordo com o Arthur, mas não chegamos em um termo para os dois lados. Mas o Grêmio fez um esforço, sim. Nos ajudaria muito se ficasse. Mas as contratações de janeiro e fevereiro não atrapalharam a negociação com Arthur deste momento”, explicou.
“Não é um entendimento do Grêmio de que o Arthur não vale o valor. O Grêmio chegou no limite que podia, dentro das condições financeiras. A gente foi até o nosso limite. Passou um pouco, considerando a importância que o Arthur tinha para o elenco, mas infelizmente a gente não teve esse acordo financeiro”, acrescentou.
Correio do Povo

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