Qual o papel estratégico do Rio Grande do Sul na transição energética
Estado gaúcho se consolida como polo para energia limpa com articulação público-privada e potencial natural
O Brasil vive uma revolução energética sem precedentes. O que há 20 anos era visto apenas como "cataventos gigantes" no litoral gaúcho, hoje é o pilar de uma indústria do setor eólico. No 6º Fórum de Energias Renováveis, em Porto Alegre, especialistas debateram como o país transformou seu potencial natural em um dos mercados mais promissores do mundo.
Em entrevista exclusiva ao podcast do Correio do Povo durante o 6º Fórum de Energias Renováveis, com patrocínio de Biometano Sul e Biotérmica Energia, o CEO da Soitec Brasil, Rafael Valverde, destaca que o sucesso de uma usina começa muito antes das turbinas girarem.
Empresas como a Soitec atuam como a "ponta de lança", identificando os melhores recursos de vento e sol, dialogando com comunidades e realizando estudos ambientais rigorosos para transformar recursos dispersos em ativos palpáveis para grandes investidores.
Enquanto a Alemanha iniciou suas pesquisas nos anos 70 e popularizou o uso de painéis solares com incentivos governamentais, o Brasil trilhou um caminho de aprendizado acelerado. Desde o programa Proinfa em 2004 até os grandes leilões de energia, a evolução foi rápida, exigindo uma curva de aprendizado em mão de obra e tecnologia para acompanhar a demanda.
Por que o Rio Grande do Sul é o foco dos investidores?
Para Valverde, o Rio Grande do Sul é um "celeiro" estratégico. Além do potencial natural, o Estado se destaca pela articulação entre os setores público e privado, oferecendo segurança jurídica e competitividade frente ao Mercosul. Com uma população que já compreende os benefícios das renováveis, o Estado se consolida como um porto seguro para a nova era da energia limpa.
Correio do Povo
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