Ancelotti elogia evolução do Brasil após vitória sobre o Haiti, mas cobra mais intensidade
Treinador destaca desempenho ofensivo da Seleção e Lucas Paquetá atribui melhora ao controle da ansiedade após a estreia
A vitória por 3 a 0 sobre o Haiti, na noite desta sexta-feira, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, deixou Carlo Ancelotti satisfeito com a evolução apresentada pela Seleção Brasileira. Após o empate diante do Marrocos na estreia da Copa do Mundo, o treinador viu sua equipe atuar com mais confiança, criar diversas oportunidades e assumir a liderança do Grupo C.
Ainda no gramado, o técnico destacou principalmente o desempenho da equipe na etapa inicial, quando o Brasil construiu a vantagem que definiu a partida. Apesar da boa atuação, Ancelotti entende que ainda há espaço para crescimento antes do confronto decisivo contra a Escócia. “A equipe jogou melhor na primeira parte, com mais intensidade e mais combinações. Depois, diminuiu um pouco. Agora, temos que melhorar para o próximo jogo”, avaliou.
O treinador também valorizou a produção ofensiva da Seleção. Além dos três gols confirmados, o Brasil teve outros dois anulados por impedimento e criou oportunidades durante praticamente toda a partida. Para Ancelotti, o entrosamento dos jogadores de frente foi um dos pontos altos da atuação. “Na frente, o time combinou bem. Marcamos cinco gols, mas dois foram anulados. Acho que a equipe se portou muito bem, principalmente no ataque”, afirmou.
Autor de uma assistência, Lucas Paquetá também celebrou a resposta dada pelo grupo após a estreia. Segundo o meio-campista, a ansiedade prejudicou o desempenho diante do Marrocos, situação que foi corrigida para o duelo contra os haitianos. “Estou feliz pela vitória. No primeiro jogo, a gente estava ansioso. Normal, pois estamos em uma Copa do Mundo. Mas a gente soube reconhecer isso e corrigir. Agora, colocamos mais energia, conseguimos jogar melhor e garantimos a vitória”, destacou.
Paquetá também comentou a situação de Raphinha, que precisou ser substituído ainda no primeiro tempo após sentir dores musculares. O jogador admitiu preocupação com o companheiro, mas ressaltou que ainda não há um diagnóstico sobre a gravidade da lesão. “A gente ficou preocupado, mas vamos torcer para que não seja nada grave. A gente ainda não sabe o que houve ao certo, pois não foram feitos exames”, explicou.
Correio do Povo

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