sexta-feira, 23 de outubro de 2020

Bolsonaro garante que não há pressão da ala militar sobre Pazuello

 Presidente enfatizou compromisso com o Brasil do Ministro da Saúde



O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira que não há pressão da ala militar do governo para que o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, vá para a reserva. O general da ativa foi alvo de críticas após anunciar a compra de 46 milhões de doses da vacina chinesa, contrariando o discurso de Bolsonaro, que depois mandou cancelar o protocolo.

"Não tem ala militar (no governo)", afirmou o mandatário em transmissão ao vivo. "Todos os ministros que trabalham comigo são pessoas que têm um compromisso com Brasil. Algum desentendimento acontece."

Mais cedo, em entrevista à rádio Jovem Pan, o mandatário disse que, por serem militares, ele e Pazuello sabem que "quando o chefe decide, o subordinado cumpre". Ele apontou "precipitação" do ministro em assinar o protocolo e falou da necessidade de ser informado sobre uma decisão "tão importante". Apesar disso, o presidente garantiu a continuidade do ministro no cargo.

Na live desta quinta, Bolsonaro justificou que a vacina ainda não foi reconhecida pelo Ministério da Saúde e nem certificada pela Anvisa. "Queriam que comprasse 100 milhões de doses da vacina da China e a vacina não está pronta ainda."

Desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantã, a Coronavac contrapôs Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que anunciou a obrigatoriedade da vacinação no Estado. Segundo o instituto, a Coronavac demonstrou ser o imunizante em desenvolvimento no mundo com o menor índice de efeitos colaterais. Os resultados de eficácia devem sair no fim do ano.


R7 e Correio do Povo

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