AS FAVAS JÁ ESTÃO CONTADAS

 CAPITAL POLÍTICO

Quanto mais leio e ouço a respeito do projeto de lei do GOVERNO LULA, que -ACABA COM A ESCALA 6x1 e DIMINUI A JORNADA DE TRABALHO PARA 40 HORAS SEM REDUÇÃO DE SALÁRIO-, mais me impressionam os FALSOS ARGUMENTOS utilizados pela turma da esquerda em defesa da ESTUPIDEZ ECONÔMICA. 

CUSTO ELEVADO

Mais ainda ao perceber que a maioria dos deputados e senadores não pretende arriscar o seu -CAPITAL POLÍTICO- ainda mais em ano de eleição. - Assim, tudo leva a crer que AS FAVAS JÁ ESTÃO CONTADAS, ou seja, pouco ou nada importa mostrar e explicar o ELEVADO CUSTO QUE CARREGA A ESTÚPIDA MEDIDA, COM SÉRIAS, GRAVES E EVIDENTES CONSEQUÊNCIAS. 

ARGUMENTOS LÓGICOS / MATEMÁTICOS

Pois, mesmo sabendo que os meus ARGUMENTOS LÓGICOS E/OU MATEMÁTICOS batem de frente com as pretensões dos políticos que almejam ganhar votos dos eleitores cujos cérebros se abrem apenas para MEDIDAS POPULISTAS, volto a me manifestar por puro DEVER DE CONSCIÊNCIA. 


Como tal, pela enésima vez volto a afirmar que -MATEMATICAMENTE- a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais significa uma DIMINUIÇÃO de 9% da CARGA DE TRABALHO. Para compensar essa perda e manter o mesmo nível de produção, a PRODUTIVIDADE deveria subir próximo de 10%. Simples assim. 


PRODUTIVIDADE PÍFIA

A propósito, como bem assevera o economista Alan Ghani, de acordo com um ESTUDO RECENTE DA FGV, a PRODUTIVIDADE DA INDÚSTRIA CAIU 23% EM 30 ANOS. Já a PRODUTIVIDADE POR HORA TRABALHADA APRESENTOU QUEDA MÉDIA DE 0,9%, enquanto a CONSTRUÇÃO CIVIL apresentou redução de 0,4% a.a. Mais: numa comparação entre países, o Brasil ocupa a 94ª posição no ranking mundial de PRODUTIVIDADE da Organização Internacional do Trabalho (OIT), num total de 184 nações. Que tal?

Pontocritico.com

Pai de Daniel Vorcaro é preso em nova fase da Compliance Zero

 Henrique Vorcaro, pai do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi alvo de um dos sete mandados de prisão da operação nesta quinta


A Polícia Federal (PF) prendeu, nesta quinta-feira (14/5), o empresário Henrique Vorcaro, pai do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, no âmbito da sexta fase da Operação Compliance Zero, que investiga esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.


Henrique foi alvo de um dos sete mandados de prisão da operação, que teve aval da Procuradoria-Geral da República (PGR) e foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça.

Informações preliminares relatam que o empresário viajaria nesta quinta para Brasília, onde visitaria o filho, preso na Superintendência da PF em Brasília. Henrique também foi alvo de busca e apreensão. Ele foi preso em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e levado para a sede da PF na capital mineira.

Policiais federais cumprem os mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo, nos estados de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. Ainda foram determinadas ordens de afastamento de cargos públicos e de sequestro e de bloqueio de bens.


Segundo informações da PF, uma delegada foi afastada de suas funções e um agente da corporação foi preso. Eles são suspeitos de repassar informações da corporação para Daniel Vorcaro.

A ação mira integrantes da chamada “A Turma”, grupo descrito pelos investigadores como uma estrutura de coerção comandada por Daniel Vorcaro usada para intimidar críticos, monitorar autoridades e obter informações sigilosas em favor do banqueiro.


A Turma

Daniel Vorcaro — apontado como líder do grupo investigado e responsável pelas ordens estratégicas ligadas à estrutura clandestina de monitoramento e intimidação.

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão (“Sicário”) — descrito como coordenador operacional da estrutura. Segundo a PF, comandava ações de vigilância, monitoramento de alvos, obtenção de dados sigilosos e intimidação. Foi preso em fase anterior e morreu posteriormente na prisão.

Fabiano Zettel — cunhado de Daniel Vorcaro e apontado como operador financeiro do esquema. De acordo com a investigação, fazia pagamentos aos integrantes da estrutura e ajudava a operacionalizar contratos simulados e movimentações financeiras.

Marilson Roseno da Silva — policial federal aposentado apontado como operador do núcleo de inteligência paralela. Segundo a PF, utilizava experiência e contatos da carreira policial para acessar dados e acompanhar alvos de interesse do grupo.

Henrique Moura Vorcaro — pai de Daniel Vorcaro e alvo da nova fase da operação. A PF aponta suspeitas de participação em esquema de ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro ligado às movimentações bilionárias investigadas.

Estão sendo investigados os crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, invasão de dispositivos informáticos e violação de sigilo funcional.

Quem é Henrique Vorcaro

Preso em Belo Horizonte, Henrique Vorcaro é um empresário mineiro do setor de infraestrutura e construção pesada em Minas Gerais. Ele é o fundador e líder do Grupo Multipar, um conglomerado que atua em diversos segmentos, incluindo engenharia, energia, agronegócio e setor imobiliário.

Segundo as diligências da PF, Henrique Vorcaro já aparecia desde o início do caso como peça ligada às movimentações financeiras suspeitas do grupo investigado, como informou o Metrópoles, na coluna da Mirelle Pinheiro.

Ele presidia a Multipar, empresa que, de acordo com relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), movimentou mais de R$ 1 bilhão entre 2020 e 2025 exclusivamente entre contas ligadas ao núcleo de Daniel Vorcaro.


O nome do pai do banqueiro ganhou ainda mais relevância dentro da investigação após a Polícia Federal afirmar ao STF que Daniel Vorcaro teria ocultado mais de R$ 2,2 bilhões em uma conta atribuída a ele, depois de ter sido colocado em liberdade no fim de 2025.

Segundo a PF, os valores foram identificados durante medidas de bloqueio financeiro realizadas na segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em janeiro deste ano.

A PF afirmou que o montante, localizado junto à CBSF DTVM, conhecida no mercado financeiro como REAG, só foi descoberto graças às medidas executadas na nova etapa da apuração.

No documento enviado ao STF, os investigadores classificaram o valor como uma “quantia impressionante” e sustentaram que a ocultação patrimonial continuou mesmo após a soltura do banqueiro.


“Enquanto o Fundo Garantidor de Crédito sangrava para cobrir o rombo bilionário deixado pelo Banco Master no mercado financeiro, montante que alcança quase 40 bilhões de reais, Daniel Vorcaro ocultava de seus credores e vítimas mais de 2 bilhões de reais”, escreveu a PF.

Segundo a corporação, o esquema investigado envolve crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro, invasão de dispositivos informáticos, violação de sigilo funcional e organização criminosa.


Fraudes financeiras

A Compliance Zero investiga um complexo esquema de fraudes no sistema financeiro nacional, com foco inicial em transações irregulares envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB).

Como um de seus resultados, houve um bloqueio judicial de R$ 12,2 bilhões dos investigados, valor referente a operações fraudulentas de compra de ativos “podres” do Banco Master, de Daniel Vorcaro, pelo BRB.


A investigação aponta que a instituição financeira de Vorcaro teria criado carteiras de crédito sem lastro (títulos fictícios) para inflar balanços e gerar liquidez artificial, contando com a omissão ou conivência de agentes internos e órgãos reguladores para movimentar esses ativos no mercado.

Metrópoles

Investigação aponta que Vorcaro repassou R$ 61 milhões a Flávio Bolsonaro; acordo era de R$ 134 milhões

 Áudios e mensagens divulgados pelo Intercept Brasil mostram o senador cobrando parcelas atrasadas um dia antes da prisão do banqueiro


O veículo The Intercept Brasil divulgou nesta quarta-feira, 13, áudios e mensagens em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, aparece pedindo dinheiro ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para bancar o filme Dark Horse, longa que conta a história de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.


Segundo a apuração, o banqueiro chegou a repassar R$ 61 milhões para a produção, mas o valor total negociado com o senador era de R$ 134 milhões. Não há, até o momento, evidências de que toda a quantia tenha sido transferida.


O que diz o áudio

A gravação, enviada por Flávio a Vorcaro em 16 de novembro de 2025, foi obtida pela Polícia Federal a partir do celular do banqueiro, apreendido na primeira fase da Operação Compliance Zero. No áudio, o senador afirma estar constrangido em cobrar e pede uma posição sobre os pagamentos.


"Fico sem graça de ficar te cobrando, mas é que está em um momento muito decisivo do filme e como tem muita parcela para trás, está todo mundo tenso, preocupado", diz o parlamentar. Em outro trecho, menciona o risco de "dar calote em uns caras renomadíssimos lá no cinema americano, mundial" e cita possíveis prejuízos: "perde contrato, perde ator, perde diretor, perde equipe, perde tudo".


Nas mensagens de texto, Flávio também escreve ao dono do Master: "Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs."

Contato seguiu mesmo após investigações virem a público

O diálogo ocorreu um dia antes da prisão de Vorcaro pela Polícia Federal. O banqueiro tentava fugir do país em um jatinho quando foi detido no aeroporto. O Banco Master foi liquidado em 18 de novembro de 2025.


Segundo a apuração, a cobrança aconteceu três meses depois de as suspeitas contra a instituição virem a público. Em 20 de agosto de 2025, uma investigação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) já apontava indícios de crimes financeiros na gestão do Master, com aportes fraudulentos que teriam inflado o patrimônio da instituição. No fim de setembro, a PF abriu inquérito para apurar a tentativa de venda do banco ao Banco de Brasília (BRB), operação rejeitada pelo Banco Central.


A reportagem do Estadão confirmou a autenticidade dos diálogos com fontes ligadas à investigação. As tratativas iniciais previam uma contribuição equivalente a US$ 24 milhões, dos quais cerca de US$ 10 milhões já teriam sido pagos até 2025. As negociações teriam contado com intermediários como o deputado federal Mário Frias (PL-SP) e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro.


Pagamentos de Vorcaro ao filme de Bolsonaro superam orçamento de indicados ao Oscar

Os R$ 56 milhões supostamente repassados por Vorcaro a pedido de Flávio Bolsonaro para “patrocinar” a produção do filme Dark Horse superam o orçamento total de Ainda Estou Aqui (R$ 45 milhões) e O Agente Secreto (R$ 28 milhões), dois sucessos brasileiros que chegaram inclusive ao Oscar, maior premiação do cinema mundial.


Segundo a apuração do The Intercept Brasil, ficou acordado que o banqueiro iria repassar o equivalente a US$ 24 milhões (cerca de R$ 134,4 milhões na conversão do câmbio da época) e que já teriam sido feitos pagamentos até 2025 no valor de US$ 10 milhões (R$ 56 milhões).


Da negativa à admissão

Antes da publicação da reportagem, Flávio foi questionado por um repórter do Intercept ao deixar o Supremo Tribunal Federal (STF), onde se reuniu com o presidente da Corte, Edson Fachin. O senador deu uma gargalhada, afirmou que era “mentira” e se afastou dos jornalistas. “É mentira, pelo amor de Deus, de onde você tirou isso? É dinheiro privado, dinheiro privado, dinheiro privado”, repetiu.


Após a divulgação dos áudios, o parlamentar seguiu para a residência onde funciona o comitê de sua pré-campanha à Presidência, no Lago Sul, em Brasília. Reuniram-se com ele o coordenador da campanha, o senador Rogério Marinho (PL-RN), o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e a advogada da equipe, Maria Claudia Bucchianeri.

Em nota e em vídeo nas redes sociais, Flávio mudou a versão e admitiu ter procurado Vorcaro, mas negou ter recebido ou oferecido vantagens. “Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca”, escreveu.

O parlamentar defendeu que o acerto envolvia recursos privados e não verba pública. “O que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet”, declarou. Disse ainda ter procurado outros investidores e que o longa está pronto.


Críticas a Lula e pedido de CPI

Na mesma nota, Flávio direcionou ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu adversário na corrida presidencial, e cobrou a abertura de uma comissão parlamentar de inquérito sobre o Master. “Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero, CPI do MASTER JÁ”, afirmou.


*Com informações dos jornais Folha de S. Paulo e Estadão

Correio do Povo

Tamanho do estrago para a campanha de Flávio Bolsonaro será conhecido em breve

 Troca de mensagens com Vorcaro garante artilharia pesada para o PT

Taline Oppitz


A divulgação de áudio e a troca de mensagens entre o presidenciável do PL, Flávio Bolsonaro, e Daniel Vorcaro, ex-poderoso do Banco Master, pelo Intercept Brasil, além de fôlego à CPI do Master no Congresso, tem potencial explosivo para a campanha de Flávio e garante artilharia pesada para o PT, que entrou em campo imediatamente.


Em função do tamanho da repercussão, Flávio gravou um vídeo explicando o episódio. O clima nos bastidores da campanha, no entanto, é de apreensão e de incerteza com o que virá pela frente e o tamanho do estrago.


Segundo o Intercept, Vorcaro financiou R$ 61 milhões do filme "Dark Horse", sobre Jair Bolsonaro (PL), volume que não chegou ao montante de R$ 134 milhões pois algumas parcelas não foram repassadas.

Correio do Povo

Flávio Bolsonaro admite que procurou Vorcaro para recursos de filme e nega ter oferecido vantagens

 Em áudio divulgado pelo The Intercept Brasil, senador apareceu conversando com banqueiro sobre recursos para filme de Jair Bolsonaro



O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, admitiu nesta quarta-feira ter procurado o dono do Master, Daniel Vorcaro, para pedir financiamento para o filme sobre o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ). Flávio nega, porém, ter recebido ou oferecido vantagens ao banqueiro. "Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca", declarou o senador, em nota publicada.



O senador também publicou o conteúdo em vídeo nas redes sociais. O senador usou o argumento de que o patrocínio envolvia recursos privados, e não públicos. "O que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet", falou. Nas redes sociais, Flávio disse também ter procurado outros investidores e que o filme está pronto.

O senador repetiu a estratégia de usar o caso Master para criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu adversário na campanha. "Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero, CPI do MASTER JÁ", continuou.

Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Produtora e Mário Frias dizem que Vorcaro não deu dinheiro para filme e contradizem Flávio Bolsonaro

 Eles negam que o banqueiro tenha contribuído com recursos para a produção cinematográfica do ex-presidente


O deputado Mário Frias (PL-SP) e a produtora responsável pelo filme que retrata a carreira política de Jair Bolsonaro divulgaram nota para negar que o banqueiro Daniel Vorcaro tenha contribuído com recursos para a produção cinematográfica. As explicações de Frias, que é produtor executivo do filme, e da Goup Entertainment contradizem o conteúdo da nota divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).


Flagrado em conversa com Vorcaro, o senador aparece pedindo dinheiro ao banqueiro no final do ano passado, como noticiado pelo site Intercept Brasil e confirmado pelo Estadão. Na nota, Flávio Bolsonaro confirma que pediu dinheiro e que o pleito foi feito porque havia "atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme". Ou seja, o senador dá a entender que Vorcaro já tinha feito contribuições e que parte dos compromissos financeiros estavam atrasados.


Já Frias e a produtora Goup asseguram que não há recursos do banqueiro na produção. Em nota, o deputado bolsonarista diz que "não há um único centavo do sr. Daniel Vorcaro em Dark Horse", título do filme sobre Jair Bolsonaro que será lançado em setembro deste ano. "E, ainda que houvesse (dinheiro de Vorcaro), não haveria problema algum: trata-se de relação estritamente privada, entre adultos capazes, sem um único real de dinheiro público envolvido. E, na época, não havia qualquer suspeita a ele e seu banco", sustenta o deputado.


A empresa que responsável pela produção do filme "Dark Horse" repetiu o mesmo argumento de que não recebeu dinheiro de Vorcaro. "A Goup Entertainment afirma categoricamente que, dentre os mais de uma dezena de investidores que compõem o quadro de financiadores do longa-metragem Dark Horse, não consta um único centavo proveniente do sr. Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de qualquer outra empresa sob o seu controle societário".


As notas divulgadas nesta quarta-feira, 13, ainda revelam uma outra contradição. Apesar de Flávio e Frias sustentarem que na época do pedido de recursos não havia nada contra o dono do Banco Master, já era de conhecimento público que a PF investigava o banqueiro. Em áudio divulgado pelo site Intercept Brasil de mensagem enviada a Vorcaro, o próprio Flávio Bolsonaro menciona o fato de o banqueiro estar passando por dificuldades naqueles momento. O áudio é do final de 2025.


Veja a íntegra da nota do senador Flávio Bolsonaro

Mais do que nunca é fundamental a instalação da CPI do Banco Master. É preciso separar os inocentes, dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de Lei Rouanet. Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero, CPI do MASTER JÁ.


Veja a íntegra da nota do deputado Mário Frias

Na condição de produtor executivo do longa-metragem Dark Horse, sobre a trajetória do presidente Jair Bolsonaro, esclareço:


1. O senador Flávio Bolsonaro não tem qualquer sociedade no filme ou na produtora. Seu papel limitou-se à cessão dos direitos de imagem da família e, naturalmente, ao peso que seu sobrenome agrega na hora de atrair investidores interessados em financiar um projeto desse porte - o que é legítimo, esperado e não configura, em si, nada além do óbvio.


2. Como já esclareceu a produtora GOUP Entertainment, não há um único centavo do sr. Daniel Vorcaro em Dark Horse. E, ainda que houvesse, não haveria problema algum: trata-se de relação estritamente privada, entre adultos capazes, sem um único real de dinheiro público envolvido. E, na época, não havia qualquer suspeita a ele e seu banco.


3. Dark Horse é uma superprodução em padrão hollywoodiano, com 100% de capital privado, ator de primeira linha, além de diretor e roteirista de renome internacional - com qualidade inédita para retratar o maior líder político brasileiro do século XXI. O projeto é real, será lançado nos próximos meses e, para quem investiu, será um negócio bem-sucedido.


4. Desde o anúncio do projeto, Dark Horse vem sendo alvo reiterado de ataques direcionados não apenas à produção do filme, mas também à sua própria viabilidade e futura exibição. Há uma tentativa permanente de descredibilizar a obra perante a opinião pública, investidores e parceiros do setor audiovisual, muitas vezes por motivações claramente políticas e ideológicas. Ainda assim, o projeto segue firme, estruturado e respaldado por profissionais experientes da indústria cinematográfica internacional.


5. Por fim, um lembrete pessoal: geri bilhões da Lei Rouanet à frente da Secretaria Especial da Cultura e saí do governo com as mãos limpas. Quem não se enriqueceu com bilhões certamente não iria se sujar pelos R$ 2 milhões que a imprensa agora tenta atribuir.


Veja a íntegra da nota da produtora do filme

A GOUP Entertainment esclarece, preliminarmente, que a legislação norte-americana aplicável a operações privadas de captação no setor audiovisual veda a divulgação da identidade de investidores cujos aportes encontrem-se resguardados por acordos de confidencialidade (Non-Disclosure Agreements). Trata-se de prerrogativa contratual e regulatória legítima, assegurada aos financiadores de projetos estruturados sob o regime de investimento privado, e que esta produtora é obrigada a observar.

Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Vídeo: ouça conversa de Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro sobre financiamento de filme

 




CONVERSA COM VORCARO | Em conteúdo divulgado pelo site The Intercept Brasil, na tarde desta quarta-feira, o senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), aparece conversando com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, sobre as despesas e o financiamento para o filme Dark Horse, que contará a história de seu pai, o ex-presidente da República Jair Bolsonaro.

📌Conforme a reportagem, o diálogo teria acontecido no dia 16 de novembro de 2025. No dia seguinte, Vorcaro foi preso por suspeita de operações fraudulentas envolvendo o banco. Dono do Master tentou fugir para exterior em jatinho e foi preso pela PF no aeroporto. O Master foi liquidado no dia 18 de novembro de 2025.

💬 Ouça o áudio na íntegra.
📸 Saulo Cruz / Agência Senado / CP/ Divulgação/Banco Master

Postagem de Correio do Povo

Fonte: https://www.instagram.com/reels/DYSzJX8jw2p/

Áudio: ouça conversa de Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro sobre financiamento de filme

 Conteúdo foi divulgado pelo site The Intercept Brasil



Em conteúdo divulgado pelo site The Intercept Brasil, na tarde desta quarta-feira, o senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece conversando com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, sobre as despesas e o financiamento para o filme Dark Horse, que contará a história de seu pai, o ex-presidente da República Jair Bolsonaro.


Conforme a reportagem, o diálogo teria acontecido no dia 16 de novembro de 2025. No dia seguinte, Vorcaro foi preso por suspeita de operações fraudulentas envolvendo o banco. Dono do Master tentou fugir para exterior em jatinho e foi preso pela PF no aeroporto. O Master foi liquidado no dia 18 de novembro de 2025. Mais cedo, perguntado sobre a existência de um possível áudio, Flávio Bolsonaro disse que é "mentira" que tenha tido o financiamento do banqueiro Daniel Vorcaro.


Ouça o áudio:


Flávio Bolsonaro nega troca de vantagens

Flávio admitiu nesta quarta-feira ter procurado Vorcaro para pedir financiamento para o filme sobre o pai.


Flávio nega, porém, ter recebido ou oferecido vantagens ao banqueiro. 'Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca', declarou o senador, em nota publicada.

Correio do Povo

Câmara de Porto Alegre aprova Lei de Uso e Ocupação do Solo

 O projeto de lei, que dividiu opiniões no Legislativo, detalha pontos centrais do novo Plano Diretor


A Câmara de Porto Alegre aprova, nesta quarta-feira (13), a Lei de Uso e Ocupação do Solo (Luos), documento que detalha pontos centrais do novo Plano Diretor. A matéria, que dividiu opiniões no Legislativo, recebeu 23 votos favoráveis e 10 contrários. Além do projeto final, a Casa aprovou nove emendas e uma subemenda. Todas são assinadas por vereadores da base, e tratam, em sua maioria, de flexibilizações dos parâmetros urbanísticos empregados na construção civil.


Em plenário, foram aprovadas aprovadas as emendas n°85, 88, 91, 92, 93, 96, 101, 120 e 121, assim como a subemenda n°1 à emenda n°93. Por outro lado, nove propostas foram rejeitadas, sendo elas as emendas n°80, 83, 84, 105, 106, 107, 109, 116 e 118. Dessas, oito eram de autoria de vereadores da oposição. O processo foi agilizado por conta de um acordo entre os dois pólos da Casa, que adiantou a votação de 11 destaques. Confira o detalhamento das aprovações e rejeições desta quarta-feira:


Aprovadas

Emenda n°85, de autoria de José Freitas (Republicanos), que determina que deverá ser dada a prioridade na análise das contrapartidas mitigatórias e compensatórias para a região impactada no Estudo de Impacto de Vizinhança.

Emenda n°88, de autoria de Jessé Sangalli (PL), que permite a aplicação do padrão de 15% de afastamentos laterais e de fundos, calculado sobre a altura da edificação quando algum trecho do lote mantenha distância máxima de 20 metros entre as divisas laterais.

Emenda n°91, de autoria de Jessé Sangalli (PL), que eleva o Coeficiente de Aproveitamento Básico (CA básico) das edificações para 3,0, mantendo-se inalterados os demais parâmetros urbanísticos nas Zonas de Ordenamento Territorial 8.3-A, 8.3-B e 8.3-C, 12, 13.

Emenda n°92, de autoria de Jessé Sangalli (PL), que transfere o trecho ao sul da Auto Estrada Marechal Osório – Freeway e Av. Severo Dullius da Zona de Ordenamento Territorial (ZOT) 15, onde serão permitidos prédios de até 9 metros de altura, para a ZOT 13, que possibilita edificações com, no máximo, 60 metros.

Subemenda n°1 a emenda n°93, de autoria de Marcos Felipi (PP), que aumenta o Coeficiente de Aproveitamento Básico (CA básico) das edificações, que será 3,6, nos bairros Bom Fim e Cidade Baixa.

Emenda n°93, de autoria de Jessé Sangalli (PL), também trata do aumento do Coeficiente de Aproveitamento Básico (CA básico) das edificações nos bairros Bom Fim e Cidade Baixa.

Emenda n°96, de autoria de Jessé Sangalli (PL), que flexibiliza o atendimento da taxa de permeabilidade para atividades com alta demanda de vagas de estacionamento (tais como supermercados, shopping centers, hospitais, centros comerciais, centros de eventos), mediante a adoção de alternativas, como a construção de reservatórios de amortecimento de águas pluviais ou outras. A faixa de recuo de jardim, contudo, deverá ser predominantemente vegetada.

Emenda n°101, de autoria de Jessé Sangalli (PL), que determina, que quando o aumento da área construída ocorrer sobre um terreno já ocupado, o cálculo da taxa de permeabilidade será realizado apenas levando em consideração à ampliação realizada, desconsiderando a área já impermeabilizada.

Emenda n°120, de autoria da dos vereadores da base, que veda instalação de estabelecimentos de comércio de alimentos ou congêneres, como supermercados, hipermercados, atacados e atacarejos com área superior a 3.500m² nas Zonas de Ordenamento Territorial 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 8.1, 8.3, 9, 10, 11, 12, 14, 15 e 16. A proposta também veda a instalação de estabelecimentos de atacados com área superior a 1.500m² nas ZOTs 9, 10, 11 e 12.

Emenda n°121, de autoria dos vereadores da base, que permite a edificação de estabelecimentos de comércio de alimentos ou congêneres, como supermercados, hipermercados, atacados e atacarejos sem limite de área sob parte da ZOT 12. Segundo o texto, o trecho “inicia na esquina da Av. Manoel Elias com a Av. Protásio Alves e se desenvolve na direção Oeste pela Av. Protásio Alves até encontrar a Av. Antônio de Carvalho. Neste ponto torna a direção Sul pela Av. Antônio de Carvalho até a Av. Bento Gonçalves, de onde toma direção Leste, seguindo até a divisa de Viamão, permitindo edificações nos dois lados destas avenidas.”


Rejeitadas

Emenda n°80, de autoria de Juliana de Souza (PT), que alteraria o artigo n°37 para “as áreas de relevante interesse ambiental presentes no imóvel não poderão ser descontadas para fins de cálculo da destinação de áreas públicas.”

Emenda n°83, de autoria de Jonas Reis (PT), que definiria que, no mínimo, 50% dos recursos destinados ao Fundo Municipal de Gestão de Território (FMGT) deverão ser aplicados na Região de Planejamento onde está localizado o empreendimento licenciado.

Emenda n°84, de autoria de José Freitas (Republicanos), que determinaria que no Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) de equipamentos urbanos e comunitários “deverá ser observado os equipamentos de saúde e educação”.

Emenda n°105, de autoria de Juliana de Souza (PT), determinaria que o coeficiente de aproveitamento básico seria de 1,00 em todo o território do Município, ressalvadas as Zonas de Ordenamento Territorial 14, 15 e 16.


Emenda n°106, de autoria de Juliana de Souza (PT), que determinaria que “a LUOS engloba o conjunto de instrumentos e procedimentos de natureza urbanística, edilícia e administrativa voltados à regulação da propriedade urbana, assegurando sua função social, ao planejamento territorial e à execução da política urbana integrada, de modo a garantir a função social da cidade e um desenvolvimento sustentável, inclusivo e com justiça climática.”

Emenda n°107, de autoria de Juliana de Souza (PT), que condicionaria a alteração dos padrões e parâmetros urbanísticos definidos na Lei de Uso e Ocupação do Solo à revisão conjunta com o Plano Diretor Urbano Sustentável, “assegurando a compatibilidade e a coerência entre os instrumentos de planejamento urbano do Município.”


Emenda n°109, de autoria de Juliana de Souza (PT), determinaria que, quando o imóvel estiver inserido em mais de uma ZOT, o regime urbanístico aplicável será determinado proporcionalmente à área correspondente a cada ZOT, conforme disposto no Anexo 2 desta Lei Complementar, devendo ser adotados os padrões de regime de atividades e altura da ZOT mais restritiva e distribuídos sobre a totalidade do terreno.”

Emenda n°116, de autoria de Juliana de Souza (PT), que estabeleceria limitações para a instituição de condomínio por unidades autônomas a partir da exigência, por exemplo, “de parecer técnico prévio da Equipe do Patrimônio Histórico e Cultural – EPAHC e dos demais órgãos municipais competentes pela tutela do patrimônio cultural, quando se tratar de áreas ou imóveis situados em contextos urbanos de valor histórico, paisagístico ou simbólico.” Caso aprovada, a proposta exigiria apresentação de Estudo de Impacto Cultural e Paisagístico (EICP), que deveria avaliar os efeitos da intervenção sobre o entorno, a ambiência, a escala e os elementos de identidade urbana.

Emenda n°118, de autoria de Juliana de Souza (PT), que vedaria a aprovação de condomínios edilícios ou conjuntos habitacionais nas ZOTs 14, 15 e 16, acima de 1500m², salvo mediante lei complementar específica, precedida de estudos de capacidade urbana, ambiental e viária. O texto também vedaria a implantação de condomínios por unidades autônomas em terrenos localizados nas Zonas de Ocupação Territorial 14, 15 e 16 acima de 5000 m².

Correio do Povo

Xi Jinping recebe Trump para tratar de suas múltiplas divergências

 A cúpula entre os dois dirigentes começará às 10h locais (23h desta quarta-feira em Brasília)



O presidente da China, Xi Jinping, recebe nesta quinta-feira (14) em Pequim seu par americano, Donald Trump, para abordar as múltiplas divergências entre as duas potências, como as relações comerciais, o Irã e Taiwan.


A cúpula entre os dois dirigentes começará às 10h locais (23h de quarta em Brasília) no Grande Salão do Povo, na praça Praça da Paz Celestial, centro nevrálgico do poder comunista na capital chinesa.


Apesar das relações tensas, o presidente chinês oferecerá à noite um banquete em homenagem a Trump e, na sexta-feira, compartilhará chá e almoço com ele.


Mas esses gestos em direção ao convidado, conhecido por seu gosto pelo ostensivo e pelas atenções, dificilmente farão desaparecer os múltiplos pontos de desacordo entre os dois mandatários.


Esta visita, prevista para o fim de março mas adiada pela guerra no Oriente Médio, é a primeira à China de um presidente americano desde que o próprio Trump viajou ao país em 2017.


Naquela ocasião, acompanhado da esposa Melania Trump, que desta vez não viaja, ele recebeu uma acolhida suntuosa, com uma recepção privada na majestosa Cidade Proibida.


Mas apenas algumas semanas depois, o presidente americano lançou uma onda de tarifas e restrições sobre os produtos chineses.


Ao retornar à Casa Branca em 2025, Trump retomou sua ofensiva tarifária e provocou uma guerra comercial que repercutiu na economia mundial, antes de fechar uma trégua com Xi em outubro.


"Genial"

O futuro das trocas entre as duas maiores economias do mundo será um dos principais temas da cúpula, precedida na quarta-feira por negociações comerciais e econômicas entre delegações dos dois países na Coreia do Sul.


"Será genial", disse Trump ao partir dos Estados Unidos. Em meados de abril, o republicano afirmou que Xi, pouco dado a demonstrações públicas de afeto, o receberia com "um grande abraço" em Pequim.


Na terça-feira, ele manteve seu otimismo em relação à visita e ao relacionamento pessoal com o líder chinês. "Ele foi um amigo meu. Foi alguém com quem nos entendemos", afirmou.


Entre as prioridades de Washington está alcançar acordos na área agrícola e, se possível, a confirmação de um pedido maciço de aviões à fabricante americana Boeing.


Trump levou em sua delegação o diretor-executivo da companhia aeronáutica, Kelly Ortberg, mas também empresários americanos de destaque, como Elon Musk (Tesla), Tim Cook (Apple) e Jensen Huang (Nvidia).


Durante o longo voo rumo à China, Trump afirmou nas redes sociais que pressionaria Xi para "abrir" o gigante asiático às empresas americanas.


Os Estados Unidos, assim como outros países ocidentais, acusam Pequim de se beneficiar de um superávit comercial e de praticar concorrência desleal ou violações de propriedade intelectual.


Mas existem muitos outros pontos de atrito, como o fornecimento de terras raras ou semicondutores, a situação de Taiwan e, desde fevereiro, o conflito com o Irã.

China pede "estabilidade"

Segundo o governo americano, Trump quer convencer a China, principal importadora de petróleo e parceira estratégica do Irã, a usar sua influência para encontrar uma saída para a crise no Golfo.


O presidente americano já tentou interromper as compras chinesas de petróleo iraniano por meio de sanções. Uma manobra condenada por Pequim, que, no entanto, não provocou uma crise diplomática aberta.


"Vamos ter uma longa conversa" sobre o Irã, disse Trump antes da viagem, embora tenha insistido que não precisa de "nenhuma ajuda" de Pequim no assunto.


Seu secretário de Estado, Marco Rubio, adotou um tom um pouco diferente: "Esperamos convencê-los a desempenhar um papel mais ativo para fazer com que o Irã abandone o que está fazendo agora", disse à Fox News nesta quarta-feira.


O fechamento quase total do Estreito de Ormuz em consequência dos bloqueios iraniano e americano afeta diretamente a China.


Na véspera da cúpula, a China insistiu que espera "mais estabilidade" no cenário internacional.


Além dos possíveis anúncios comerciais, especialistas demonstram pouca esperança de que a cúpula atenue significativamente a rivalidade em todas as frentes entre as duas potências.


Outro foco de atenção serão as declarações de ambas as partes sobre Taiwan, uma ilha com governo e Exército próprios que a China considera parte integrante de seu território.


Embora não reconheça oficialmente suas autoridades, os Estados Unidos são seu principal aliado e fornecedor de armamentos.

AFP e Correio do Povo