90% defendem redução da maioridade penal para 16 anos

 Levantamento ouviu 2 mil pessoas em todo o país entre os dias 2 e 4 de maio


A maioria dos brasileiros são favoráveis à redução da maioridade penal para 16 anos, segundo pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (5).

De acordo com o levantamento, 90% dos entrevistados apoiam a medida, enquanto 8% são contrários e 2% não souberam responder.

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O tema tem amplo apoio entre eleitores de diferentes espectros políticos, tanto da direita quanto da esquerda.

Entre os eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 81% apoiam a redução, enquanto 16% são contrários e 3% não souberam responder.

Entre os eleitores do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), 96% são favoráveis à proposta, enquanto 2% são contrários e outros 2% não souberam responder.

O apoio é ainda maior entre eleitores de Ronaldo Caiado (PSD), com 98% favoráveis e apenas 1% de contrários. Já os eleitores de Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) registraram 97% de aprovação cada.

Entre os eleitores de Ciro Gomes (PSDB), 84% apoiam a medida, 14% são contrários e 2% não souberam responder.

Metodologia

Foram ouvidas 2.000 pessoas em todo o país entre os dias 2 e 4 de maio de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-03627/2026.

CNN Brasil

Sancionado aumento de penas para furto, roubo e receptação

 



O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou com veto a lei que endurece as penas para os crimes de furto, roubo, estelionato, receptação de produtos e roubo seguido de morte. A norma também trata de crimes virtuais, como golpe pela internet, fraude bancária, furto de celular e de animal doméstico.

Publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (4), a Lei 15.397, de 2026, tem origem no PL 3.780/2023, do deputado Kim Kataguiri (Missão-SP). O projeto foi aprovado em março no Plenário do Senado, com relatoria do senador Efraim Filho (União-PB), e retornou à Câmara para nova análise dos deputados.  

— Esse projeto abrange crimes que aterrorizam a família brasileira no tempo de hoje. E o nosso intuito é disponibilizar ao juiz uma legislação que possibilite punição adequada. Por isso, o projeto impõe penas mais rigorosas, por exemplo, para o furto e o roubo de celulares — disse Efraim no Plenário.

Furto

De acordo com a lei, a pena geral de furto passa de reclusão de um a quatro anos para de um a seis anos. Se o crime for praticado no período noturno, a pena é aumentada pela metade.  

Em caso de furto de um bem que comprometa o funcionamento de órgão público ou de estabelecimento público ou particular de prestação de serviço essencial, como distribuição de água, a pena será de reclusão de dois a oito anos.

A mesma pena será aplicada nos casos de furto de fios, cabos ou equipamentos utilizados para fornecimento ou transmissão de energia elétrica ou de telefonia ou para transferência de dados, bem como equipamentos ou materiais ferroviários ou metroviários.

Já o furto por meio de fraude com o uso de dispositivo eletrônico (golpe virtual) tem a pena aumentada de reclusão de quatro a oito anos para de quatro a dez anos.

A norma também aumenta as penas de reclusão para de quatro a dez anos em outros furtos específicos já tipificados:

  • veículo transportado a outro estado ou para o exterior;
  • gado e outros animais de produção;
  • aparelho de telefonia celular, de computador, notebook ou tablet, ou de qualquer dispositivo eletrônico ou de informática semelhante;
  • arma de fogo;
  • substância explosiva ou acessório que possibilitem sua fabricação.

O texto cria ainda agravante para o furto de animais domésticos, com pena de quatro a dez anos de reclusão.

Roubo

Para o crime de roubo, a pena geral de quatro a dez anos passa para de seis a dez anos, com aumento de um terço à metade para duas novas situações semelhantes às de furto: celulares, computadores, notebooks, tablets e arma de fogo.

No caso do latrocínio (roubo seguido de morte da vítima), o condenado poderá ser punido com pena de 24 a 30 anos de prisão. Antes a pena era de 20 a 30 anos.

Receptação

O crime de receptação de material obtido por meio de um crime — quando alguém compra algo roubado, por exemplo — passa de um a quatro anos para de dois a seis anos.

Quando a receptação for de animal de produção ou de carne, a pena passa de dois a cinco anos de reclusão para de três a oito  anos. A mesma pena é atribuída à condenação por receptação de animal doméstico.

Fios de telefone

A pena por interromper serviço telefônico, telegráfico ou radiotelegráfico, atualmente de detenção de um a três anos, será de reclusão de dois a quatro anos.

A pena será aplicada em dobro se o crime for cometido durante período de calamidade pública ou roubo ou destruição de equipamento instalado em torres de telecomunicação.

Estelionato

No crime de estelionato, com pena de um a cinco anos de reclusão, a nova lei cria a tipificação específica de “cessão de conta laranja”, definida como empréstimo gratuito ou com pagamento de conta bancária para a movimentação de recursos destinados à atividade criminosa.

A norma ainda cria a tipificação de estelionato qualificado por fraude eletrônica para golpes aplicados por meio da clonagem de dispositivo eletrônico, como celular ou computador. O condenado pode ser punido com prisão de quatro a oito anos. 

A lei ainda autoriza o Ministério Público a fazer a representação para o início da ação penal, sem a necessidade de delegação da vítima, em caso de estelionato. 

Veto

Foi vetado o aumento da pena de roubo de 7 a 18 anos para de 16 a 24 anos quando o crime ocorresse com violência e resultasse em lesão grave. Na justificativa, o presidente explica que o trecho torna a pena mínima do roubo qualificado pelo resultado de lesão corporal grave superior à pena mínima prevista para o homicídio qualificado.

Senadores e deputados deverão analisar, em sessão conjunta do Congresso Nacional, se mantêm ou não o veto presidencial.

Lei 15.397, de 2026 

Crime / Situação

Pena anterior

Pena atual

Furto (regra geral)

1 a 4 anos + multa

1 a 6 anos + multa

Furto (à noite)

aumento de 1/3

aumento de metade

Furto de bens que afetam serviços essenciais 

2 a 8 anos

Furto de fios/cabos/energia/telecomunicações 

2 a 8 anos

Furto mediante fraude eletrônica (golpes virtuais)

4 a 8 anos + multa

4 a 10 anos + multa

Furtos qualificados (veículo, gado, eletrônicos, arma, explosivos)

4 a 10 anos + multa

Furto de animal doméstico

4 a 10 anos + multa

Roubo (regra geral)

4 a 10 anos + multa

6 a 10 anos + multa

Roubo de eletrônicos (celular, notebook e tablet) e de arma de fogo

pode aumentar a pena de roubo

Roubo de bens que afetam serviços essenciais

6 a 12 anos + multa

Latrocínio (roubo seguido de morte)

20 a 30 anos + multa

24 a 30 anos + multa

Receptação (regra geral)

1 a 4 anos + multa

2 a 6 anos + multa

Receptação de animal de produção/carne

2 a 5 anos + multa

3 a 8 anos + multa

Receptação de animal doméstico

3 a 8 anos + multa

Interrupção de serviço de telecomunicação

1 a 3 anos (detenção) + multa

2 a 4 anos (reclusão) + multa

Estelionato (fraude eletrônica qualificada)

4 a 8 anos

4 a 8 anos (pena mantida, com ampliação de hipóteses)

Cessão de 'conta laranja' 

1 a 5 anos + multa (mesma pena de estelionato)

Com Agência Câmara  

Fonte: Agência Senado


Agência Senado

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Fonte: https://www.rsnoticias.top/2026/05/guia-de-monetizacao-2025-como.html

GARGANTILHA FOLHEADA A OURO E PINGENTE EM FORMA DE CORAÇÃO ESCRITO MÃE

 


Gargantilha e pingente folheados a ouro. Pingente em forma de um coração escrito a palavra Mãe com a estampa de dois pezinhos.


Código: G1814


Unid.: pç


Garantia: 1 ano após a data da compra


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-comprimento do pingente: 2,3 cm

-largura do pingente: 1,5 cm

-comprimento da corrente: 44 cm

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Lula diz que defendeu em reunião com Trump grupo de trabalho global contra crime organizado

 Lula questionou a estratégia dos EUA de combater o crime organizado com bases militares e defendeu a criação de alternativas econômicas ao crime


O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disse nesta quinta-feira, 7, que defendeu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a criação de um grupo de trabalho (GT) com todos os países da América Latina, ou até do mundo para o combate ao crime. "Eu disse a ele que estamos dispostos a construir um grupo de trabalho com todos os países da América Latina e quiçá, com todos os países do mundo, para criarmos um grupo forte de combate ao crime organizado", comentou, em entrevista a jornalistas, após reunião realizada com Trump em Washington.


Lula disse ainda que questionou a estratégia dos EUA de combater o crime organizado com bases militares e defendeu a criação de alternativas econômicas ao crime. "Como você vai fazer um país deixar de produzir coca se você não oferece uma alternativa de algum produto que alguém possa plantar e ganhar dinheiro?", questionou.


Na entrevista, o presidente brasileiro também destacou que parte das armas que chega no Brasil sai dos EUA. "É importante saber que tem lavagem de dinheiro que é feita em Estados americanos. Se a gente colocar a verdade na mesa e criarmos um grupo de trabalho para trabalharmos juntos, poderemos resolver em décadas aquilo que não resolveu em séculos", afirmou.


Lula ainda defendeu o multilateralismo em contraste ao "unilateralismo das taxações do presidente Trump" e disse que nenhum País tem a hegemonia de combater o crime organizado. "É uma coisa que tem que ser compartilhada com todos, e o Brasil tem expertise, tem uma extraordinária Polícia Federal (PF)", disse.


Minerais críticos

O presidente da República afirmou também que o Brasil não tem preferência nas parcerias com outros países para a exploração de minerais críticos. O petista citou países como China e Estados Unidos, adversários na corrida pelos elementos.


"Não temos preferência. O que queremos é fazer parceria, compartilhar com as empresas americanas, chinesas, alemãs, japonesas, francesas, ou seja, quem quiser participar conosco, para ajudar a gente a fazer a mineração, para fazer a separação e para produzir a riqueza que essa riqueza rara nos oferece, estão sendo convidados", declarou Lula.


Ele reafirmou que o Brasil tratará os minerais críticos como "uma questão de soberania nacional" e chamou como "extraordinária" a aprovação pela Câmara do projeto para regularizar o setor.


Tarifas

O presidente brasileiro afirmou ainda ter discutido a sobretaxação norte-americana a produtos brasileiros durante reunião com Trump. Segundo Lula, Trump "teimou" haver produtos norte-americanos com taxa maior do que a praticada.


"Ele Trump sempre acha que nós cobramos muito imposto. Argumentei para ele: "Não, a média do imposto que nós cobramos de vocês é 2,7%, apenas 2,7%". Mas ele continua teimando", declarou Lula. "Trump teimou e disse que tem produtos americanos que são taxados em 12% no Brasil", enfatizou.

Reunião das áreas comerciais

Lula afirmou ter sugerido a Trump uma reunião entre as áreas comerciais dos dois países daqui um mês e disse que o Brasil estaria disposto a ceder caso seja constatada uma sobretaxação brasileira. O petista defendeu ainda um "plano de metas" para as reuniões.


"Quem estiver errado vai ceder. Se a gente tiver que ceder, vamos ceder. Se eles tiverem que ceder, vão ter que ceder", disse Lula. "Tem divergência que ficou explicitada na reunião, o ministro dele falou uma coisa, os nossos, outras", completou.


Copa do Mundo e sorrisos

Lula afirmou também ter pedido a Trump que sorrisse mais e brincou ter solicitado ao presidente norte-americano para que não cancele os vistos dos jogadores da seleção masculina de futebol às vésperas da Copa do Mundo, que terá, neste ano, os Estados Unidos como uma das sedes.


"Espero que você não venha anular o visto dos jogadores brasileiros para a seleção. Por favor, não faça isso porque nós vamos vir aqui para ganhar a Copa do Mundo. Ele riu", contou Lula.


A reunião

A reunião entre Lula e Trump começou por volta das 12h40 (11h40 no horário de Washington D.C) desta quinta-feira, na Casa Branca, e durou três horas. Esse foi o primeiro encontro dos dois na sede do governo norte-americano.


Na reunião, Lula esteve acompanhado pelos ministros Alexandre Silveira (Minas e Energia), Dario Durigan (Fazenda), Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria e Comércio), Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Wellington César (Justiça e Segurança Pública).


Já a equipe de Trump foi composta pelo vice-presidente dos Estados Unidos, J.D Vance, pela chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, pelo representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, pelo secretário de Comércio, Howard Lutnick, e pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent.


A relação Lula-Trump

Lula e Trump tiveram um primeiro contato na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em setembro passado. Depois, se encontraram na cúpula da Asean, em outubro de 2025.


Desde o início do mandato de Trump, em janeiro passado, a relação entre Brasil e Estados Unidos é marcada por crises. O governo norte-americano impôs uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, depois derrubada pela Suprema Corte do país, sancionou autoridades com a Lei Magnitsky, além de começar a investigar supostas práticas comerciais desleais por parte do Brasil.


Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Narrativas de Lula e de Trump não indicam tensionamento ou embates

 Presidentes do Brasil e dos EUA se reuniram em Washington, nesta quinta-feira, sob forte expectativa


O tom em que ocorreu o encontro entre os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos e supostos avanços em pautas estrategicamente abordadas foram divulgados por manifestações individuais e restritas, diante do cancelamento da coletiva conjunta, originalmente prevista, mas que acabou cancelada.


O americano Donald Trump, como de praxe, usou a Truth Social para se manifestar. “Acabo de concluir minha reunião com Luiz Inácio Lula da Silva, o muito dinâmico presidente do Brasil. Discutimos muitos temas, incluindo comércio e, especificamente, tarifas. A reunião transcorreu muito bem. Nossos representantes estão programados para se reunir e discutir certos elementos-chave. Reuniões adicionais serão agendadas nos próximos meses, conforme necessário”, escreveu o americano.

Considerando o perfil incontrolável de Trump, nas redes sociais e fora delas, a publicação pode ser interpretada como um indicativo de que, se eventualmente não houve avanços efetivos no encontro, pelo menos por ora, também não há indícios de que ocorreram tensionamentos ou embates, que não raro marcam encontros do americano com líderes mundiais. Muitas vezes em frente às câmeras, em uma espécie de espetáculo de mau gosto, para dizer o mínimo.


Pelo lado brasileiro, após brevíssimas falas de ministros, Lula narrou a conversa e respondeu às perguntas de jornalistas. Lula estava descontraído e brincalhão. Classificou a reunião “de muito boa”, disse ter razões para acreditar que “Trump gosta do Brasil”. “A nossa relação é boa, muito boa. Uma relação que muitos não acreditavam. O negócio do amor à primeira vista, da química, foi isso que aconteceu”, disse Lula.


Correio do Povo

Ex-ministros da China são condenados a pena de morte por corrupção

 Wei Fenghe e Li Shangfu receberam suspensão condicional por dois anos, que pode ser comutada para prisão perpétua se o condenado não cometer nenhum crime durante o período de suspensão


Os ex-ministros da Defesa da China Wei Fenghe e Li Shangfu foram ambos condenados à morte, com suspensão condicional da pena por dois anos, por acusações de corrupção, informou a agência de notícias estatal Xinhua nesta quinta-feira (7).


As Forças Armadas têm sido um dos principais alvos de uma ampla campanha anticorrupção ordenada pelo presidente Xi Jinping após sua ascensão ao poder em 2012.


Os expurgos atingiram a elite da Força de Foguetes, responsável por armas nucleares e mísseis convencionais, em 2023.

No início deste ano, a campanha se intensificou ainda mais, resultando na destituição do general Zhang Youxia, chefe do Exército de Libertação Popular, membro do Politburo e considerado um aliado de Xi.


Reportagens anteriores da Xinhua afirmavam que Li era suspeito de receber "grandes somas de dinheiro" em subornos, além de subornar outras pessoas, e uma investigação concluiu que ele "não cumpriu com suas responsabilidades políticas" e "buscou benefícios pessoais para si e para outros".


Uma investigação iniciada contra Wei em 2023 concluiu que ele havia aceitado "uma enorme quantia de dinheiro e bens valiosos" em subornos e "ajudado outros a obterem benefícios indevidos em negociações de pessoal", informou a agência Xinhua em 2024, acrescentando que suas ações foram "extremamente graves, com um impacto altamente prejudicial e danos tremendos".


Na China, uma sentença de morte com possibilidade de suspensão condicional da pena é geralmente comutada para prisão perpétua se o condenado não cometer nenhum crime durante o período de suspensão.


Após a comutação, ele será preso perpétuamente, sem possibilidade de nova comutação ou liberdade condicional, afirmou a Xinhua.


Os expurgos em curso nas Forças Armadas da China por corrupção estão deixando sérias deficiências em sua estrutura de comando e provavelmente prejudicaram a prontidão de suas Forças Armadas, que estão se modernizando rapidamente, afirmou o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos neste ano.


CNN Brasil

Lula: “Demos um passo importante na consolidação da relação democrática histórica que o Brasil tem com os EUA”

 Presidente brasileiro, chanceler e ministros fizeram pronunciamento à imprensa após encontro com Trump



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um pronunciamento à imprensa após a reunião com Donald Trump na Casa Branca. Os mandatários estiveram reunidos durante cerca de três horas nesta quinta-feira, 7. “Eu saio daqui com a ideia de que nós demos um passo importante na consolidação da relação democrática histórica que o Brasil tem com os Estados Unidos”, afirmou.


Lula destacou que já havia dito a Trump que a boa relação entre os dois países é “uma demonstração ao mundo de que as duas maiores democracias do continente podem servir de exemplo para o mundo”. O presidente brasileiro defendeu ainda o multilateralismo e os esforços no combate ao crime organizado transnacional.


“O Brasil está preparado para discutir com qualquer país do mundo qualquer assunto. Não temos veto, não temos assunto proibido. Nós não abrimos mão da nossa democracia e da nossa soberania. O resto, é tudo discutível”, concluiu Lula.


O presidente encerrou sua fala citando uma brincadeira que fez com Trump: “Você não venha a anular os vistos dos jogadores brasileiros da Seleção. Por favor, não faça isso, porque nós vamos vir aqui para ganhar a Copa do Mundo. Ele riu, porque agora ele vai rir sempre”.

Tarifas, combate ao crime e minerais críticos

Antes da fala de Lula, se manifestaram o chanceler Mauro Vieira e ministros. Vieira detalhou as etapas do encontro e destacou que a reunião durou cerca de 3h, quando o tempo previsto era de 1h10. Vieira classificou a reunião como “muito produtiva” e destacou que os “presidentes estabeleceram missões para cada uma das áreas”.


O primeiro tema discutido, segundo Vieira, foi o comércio bilateral, mais especificamente as tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos a produtos importados do Brasil. Em seguida, foi abordada a cooperação entre os dois países no combate ao crime organizado transnacional. Em seguida, os minerais críticos foram pautados pelos presidentes.


“Tudo isso se desenvolveu em um clima muito positivo, muito amistoso”, avaliou Vieira. Também se manifestaram os ministros presentes no encontro: Marcos Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; Wellington Silva, da Justiça e Segurança Pública; Dário Durigan, da Fazenda; Alexandre Silveira, de Minas e Energia.

Correio do Povo

Após reunião, Lula e Trump orientam ministros a resolverem tarifas em 30 dias

 Líderes de Brasil e EUA se reuniram na Casa Branca por mais de 3h em Washington


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (7), após reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, em Washington, que equipes dos dois governos deverão fechar uma proposta para resolver o impasse sobre tarifas de exportação e de uma investigação comercial aberta pelos norte-americanos contra o Brasil desde o ano passado, fortalecendo o diálogo com os EUA.


O objetivo é que uma proposta seja levada aos dois líderes em cerca de 30 dias. O Brasil voltou a defender o encerramento da apuração aberta com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA.


"Eu falei assim: "Vamos colocar um grupo de trabalho e vamos permitir que esse moço [do Ministério] da Indústria e Comércio do Brasil, junto com o teu ministro do Comércio, sentem em 30 dias e apresentem para nós uma proposta para a gente poder bater o martelo". Quem estiver errado vai ceder. Se a gente tiver que ceder, nós vamos ceder", disse Lula a jornalistas na sede da Embaixada do Brasil em Washington.


No procedimento, os EUA acusam o Brasil de concorrência desleal, mencionando o Pix, tarifas sobre etanol, desmatamento ilegal e proteção de propriedade intelectual. Em abril deste ano, técnicos brasileiros reuniram-se nos EUA para esclarecimentos, defendendo o país contra a alegação de práticas desleais.


O governo brasileiro não reconhece a legitimidade de instrumentos unilaterais como a Seção 301, argumentando inconsistência com as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). Segundo Lula, o tema do Pix não foi mencionado durante a reunião entre os presidentes.


Encontro prolongado

Lula e Trump se reuniram por mais de 3 horas na Casa Branca, em Washington, incluindo um almoço oferecido pelo norte-americano. A expectativa era que ambos atendessem à imprensa no Salão Oval antes da reunião, mas o presidente brasileiro pediu para que a conversa com a imprensa ocorresse após o encontro.


Em postagem nas redes sociais, Trump informou que discutiu "muitos tópicos" com Lula, incluindo questões comerciais e de tarifas, e chamou Lula de "um presidente muito dinâmico". "A reunião foi muito produtiva. Nossos representantes têm reuniões agendadas para discutir alguns pontos-chave. Outras reuniões serão agendadas nos próximos meses, conforme necessário", escreveu o norte-americano.


Lula chegou à Casa Branca pouco depois do meio-dia (horário de Brasília). O encontro foi previamente negociado pelas equipes dos dois países, com a expectativa de tratar diversos temas, como comércio, combate ao crime organizado, além de questões geopolíticas e de minerais críticos.


A jornalistas, Lula disse ter saído muito otimista da reunião bilateral. "Eu acho que o Brasil está preparado para discutir com qualquer país do mundo, qualquer assunto. Não tem assunto proibido. A única coisa que não abrimos mão é da nossa democracia e da nossa soberania. O resto é tudo discutido", afirmou o presidente.

Crime organizado

Durante a coletiva de imprensa, Lula anunciou que o governo brasileiro vai lançar um plano de combate ao crime organizado "na semana que vem" e que, na conversa com Trump, ficou acertado que uma das frentes de trabalho entre dos dois governos será a cooperação para asfixiar financeiramente as organizações criminosas transnacionais que atuam no Brasil e nos EUA.


"Precisamos destruir o potencial financeiro do crime organizado e das facções", defendeu.


Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, equipes da Receita Federal brasileira e a contraparte norte-americana deverão fazer operações conjuntas para bloquear o contrabando de armas e outros produtos, incluindo o tráfico ilegal de drogas sintéticas provenientes dos EUA.


Ainda segundo Lula, eles não trataram sobre facções criminosas que atuam no Brasil. O governo dos EUA estuda mudar a designação de facções brasileiras como grupo terroristas, o que na avaliação do Brasil e de especialistas é um risco à soberania e não ajuda no combate ao crime


Em abril, Brasil e Estados Unidos já haviam anunciado um acordo de cooperação mútua visando combater o tráfico internacional de armas e drogas.


A parceria prevê o compartilhamento de informações sobre apreensões feitas nas aduanas dos dois países, de forma a viabilizar uma investigação célere de padrões, rotas e vínculos entre remetentes e destinatários de produtos ilícitos.


Terras raras

Outro ponto abordado na reunião entre Lula e Trump foi os investimentos na exploração dos minerais críticos e das terras raras, que são fundamentais na fabricação de componentes eletrônicos de equipamentos de alta tecnologia.


Na coletiva de imprensa, Lula disse ter informado a Trump da aprovação, nesta quarta-feira (6), da lei que institui Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE). O projeto prevê, entre outros pontos, a criação de um comitê ou conselho responsável por definir quais são os minerais críticos e estratégicos do País.


Com cerca de 21 milhões de toneladas, a reserva brasileira de terras raras é a segunda maior já mapeada no mundo, ficando atrás apenas da China, que detém aproximadamente 44 milhões de toneladas. Porém, apenas cerca de 25% do território nacional foi mapeado, o que indica um enorme potencial ainda desconhecido.


"Qualquer um que quiser, o Brasil estará aberto a construir parceria. O que nós não queremos é ser meros exportadores dessas coisas. Não queremos repetir o que aconteceu com a prata na América Latina, com o ouro no Brasil, com o minério de ferro que a gente manda muito para fora e a gente poderia fazer um processo de transformação interna que a gente não fez. Então, com as terras raras, a gente vai mudar de comportamento", garantiu o presidente.


Vistos revogados

Lula disse ter entregue a Trump uma lista de autoridades e seus familiares brasileiros que ainda estão sofrendo com restrição de vistos norte-americanos como retaliação por conta do julgamento da tentativa de golpe de Estado no Brasil.


Parte da suspensão de vistos teria sido interrompida, mas algumas pessoas seguem sancionadas, incluindo, segundo Lula, a filha de 10 anos de idade do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e alguns ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).


Fazem parte da comitiva presidencial os ministros das Relações Exteriores, Mauro Vieira; da Justiça e Segurança Pública, Wellington César; da Fazenda, Dario Durigan; do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa; de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.


Histórico

A relação comercial entre Brasil e Estados Unidos atravessa, desde 2025, uma fase de tensões decorrentes da política tarifária adotada pelo presidente Donald Trump, que retomou medidas protecionistas já observadas em seu primeiro mandato.


O ciclo de disputas começou com a imposição de tarifas de 25% sobre as importações de aço e alumínio, afetando diretamente o Brasil, um dos principais fornecedores desses produtos ao mercado norte-americano. As justificativas apresentadas pelos EUA para tais medidas combinavam argumentações econômicas e políticas.


Houve também críticas à Suprema Corte brasileira, no contexto das decisões do Judiciário brasileiro relacionadas ao processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, envolvido com os atos golpistas que culminaram com o 8 de janeiro de 2023.


Em abril, os Estados Unidos adotaram tarifas adicionais sobre diversos produtos brasileiros, sob o argumento de falta de reciprocidade comercial. O governo brasileiro intensificou algumas tratativas diplomáticas e, mais adiante, levou o tema à Organização Mundial do Comércio (OMC).


Além disso, o Brasil fortaleceu alguns de seus instrumentos legais, como medidas de reciprocidade e retaliação, na tentativa de evitar uma escalada ainda maior por parte do governo dos EUA. No fim de 2025 e no início deste ano, houve recuo parcial dos Estados Unidos, com exclusões de produtos e substituição do tarifaço por uma tarifa global temporária de cerca de 10%. Setores como aço e alumínio, porém, seguem com taxas elevadas. A comitiva brasileira retorna a Brasília ainda esta noite com previsão de chegada nesta sexta-feira (8).

Agência Brasil e Correio do Povo

Planalto pede que ministros não se posicionem sobre operação contra Ciro Nogueira

 Ação da PF mira senador e governo busca evitar interpretação de retaliação política



Logo após a Polícia Federal (PF) cumprir nesta quinta-feira, 7, um mandado de busca e apreensão contra o senador e presidente nacional do PP Ciro Nogueira (PP-PI), o Palácio do Planalto começou a orientar ministros a não se posicionarem sobre o caso.


A ordem do Planalto busca evitar que a operação contra o ex-ministro da Casa Civil no governo de Jair Bolsonaro (PL) e uma das principais lideranças do Centrão seja interpretada como uma retaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por causa da rejeição, pelo Senado Federal, da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF).


Com isso, ministros e auxiliares próximos do governo não devem fazer publicações nas redes sociais sobre o caso, além de evitar considerações à imprensa.


A derrota histórica na indicação de Messias, primeira em 132 anos, ocorreu devido aos votos dados pelo Centrão, do qual Ciro Nogueira é um dos principais articuladores no Senado. Publicamente, o piauiense declarou voto em Messias, mas o Planalto acredita que ele ajudou a derrotar o governo.


A indicação de Lula foi rejeitada por um placar de 34 votos favoráveis e 42 contrários. Era necessário o aval de 41 parlamentares para a indicação se concretizar na nomeação para a Corte.

A PF diz ter indícios de que o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, encomendou à assessoria da entidade um texto de uma emenda, posteriormente apresentada por Ciro Nogueira em uma proposta de emenda para favorecer Master em tramitação na Casa. A mudança constitucional buscava atender a interesses do banco.


Em diálogos, Vorcaro chegou a comentar que a emenda apresentada pelo parlamentar "saiu exatamente como mandei". O trecho, na PEC que tratava sobre o regime jurídico do Banco Central, propunha aumentar o limite de cobertura individual do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), dos atuais R$ 250 mil para R$ 1 milhão. A emenda acabou não sendo aprovada.


A defesa de Ciro Nogueira afirmou que "repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar".

"Medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, podem se mostrar precipitadas e merecem a devida reflexão e controle severo de legalidade, tema que deverá ser enfrentado tecnicamente pelas Cortes Superiores muito em breve, assim como ocorreu com o uso indiscriminado de delações premiadas", diz a nota da defesa.

Estadão Conteúdo e Correio do Povo