Cavalo visita idosos e resgata memórias afetivas em ação de pet terapia em Porto Alegre

 Atividade foi inspirada na reação de uma moradora de 91 anos e emocionou residentes de lar


Uma experiência individual deu origem a uma ação coletiva de cuidado em Porto Alegre. A emoção da idosa Lenira Uriartt, de 91 anos, ao ver imagens de cavalos durante uma atividade com óculos de realidade virtual motivou a realização de uma visita especial no São Pietro Sênior, no bairro Três Figueiras. Na tarde de quinta-feira, residentes participaram de uma sessão de pet terapia com a presença de um cavalo, em uma proposta voltada ao estímulo emocional e à memória afetiva.


A iniciativa surgiu após a reação da idosa, que tem dificuldades de comunicação. Ao retirar os óculos, ela se emocionou ao relembrar vivências do passado ligadas ao ambiente rural. “Ela estava chorando e, da forma que conseguiu se expressar, contou que lembrou muito do que viveu, de quando morava em uma fazenda”, relata a gestora operacional do Sênior Living São Pietro, Carolina Boligon.


A partir desse episódio, a equipe decidiu incorporar o cavalo às atividades já realizadas com animais. “A gente conseguiu trazer isso para a pet terapia. E quando divulgamos, todos quiseram participar, inclusive familiares. Isso mostra o quanto essas memórias são importantes”, afirma.


A prática de terapias assistidas por animais já faz parte da rotina dos moradores, com atividades quinzenais que incluem a presença de cães, coelhos, calopsitas e outros animais. Segundo Carolina, o foco está na valorização das histórias de vida e dos vínculos afetivos. “A gente cultiva muito isso aqui. Respeitar as memórias e trazer o que eles querem reviver. As ações não são impostas, elas partem deles”, destaca.


Embora a presença de um cavalo seja inédita no local, os efeitos da pet terapia já são percebidos no dia a dia. “O que a gente mais vê é encantamento, resgate emocional e lembranças. É um trabalho muito voltado ao sentimento”, resume a gestora.


Do ponto de vista clínico, os benefícios vão além da emoção. A psicóloga e especialista em serviços assistidos por animais, Karina Schutz, explica que a interação provoca alterações fisiológicas positivas. “O simples fato de tocar no animal já reduz o cortisol, que é o hormônio do estresse, e aumenta hormônios ligados ao prazer. Também há diminuição da frequência cardíaca, o que contribui para o bem-estar”, explica.


Ela ressalta ainda o impacto no ambiente coletivo. “Só a presença do animal já quebra a rotina. Hoje, por exemplo, eles estavam prontos muito antes do horário, ansiosos pela atividade. Isso gera expectativa, vínculo e engajamento”, completa.


Correio do Povo

Senadores pedem que Nunes Marques deixe relatoria de ação da CPI do Master por relação com Ciro

 Ciro Nogueira foi um dos alvos da ação de busca e apreensão da PF dentro da 5ª fase da Operação Compliance Zero



O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) informou nesta quinta-feira, 7, que fez uma representação no Supremo Tribunal Federal (STF), junto do senador Eduardo Girão (Novo-CE), para que o ministro Kassio Nunes Marques deixe a relatoria da ação para a abertura de uma CPI para investigar o caso do Banco Master. Vieira argumenta que o magistrado tem proximidade com senador Ciro Nogueira (PP-PI), alvo nesta quinta-feira, 7, da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal que apura crimes envolvendo as fraudes no banco.


"Considerando a relação íntima e notória entre o ministro Kassio e o senador Ciro Nogueira, que hoje {quinta-feira] passou a ser oficialmente alvo das investigações referentes ao caso Master, estou apresentando, juntamente com o senador Girão, pedido de suspeição, para que o mandado de segurança sobre a instalação da CPI do Master seja distribuído para outro ministro do STF", escreveu Vieira em suas redes sociais.


Ciro foi um dos principais articuladores e apoiadores da indicação de Kassio Nunes Marques ao STF em 2020, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). Na época, o senador elogiou publicamente o magistrado e atuou nos bastidores para viabilizar apoio no Senado. Além disso, os dois são do Piauí e têm relação antiga no meio político e jurídico local.


Ciro Nogueira foi um dos alvos da ação de busca e apreensão da Polícia Federal, dentro da 5ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga o escândalo do banco Master. Segundo a investigação, o senador "instrumentalizou o exercício do mandato parlamentar" em favor dos interesses do Banco Master no Congresso Nacional.


A operação foi autorizada pelo ministro André Mendonça do STF. Os investigadores apontam que o senador recebia uma mesada de R$ 300 mil do banqueiro. Segundo a apuração, "há relatos de que o montante teria evoluído para R$ 500 mil".


Os investigadores também dizem que Vorcaro teria disponibilizado gratuitamente ao senador, por tempo indeterminado, um imóvel de alto padrão, além de custear hospedagens, deslocamentos e outras despesas ligadas a viagens internacionais de luxo.


Entre os gastos mencionados, estão estadias no Park Hyatt New York, restaurantes de alto padrão e despesas atribuídas ao parlamentar e à sua acompanhante. A investigação cita ainda a disponibilização de um cartão para cobertura de gastos pessoais.

Como revelou o Estadão, a PF encontrou no celular do banqueiro diálogos com o senador e ordens de pagamento destinadas a uma pessoa identificada apenas como "Ciro". Na ocasião, o parlamentar afirmou conhecer Vorcaro, mas negou proximidade e recebimento de pagamentos.


"A narrativa policial enfatiza que os elementos colhidos demonstrariam a existência de um arranjo funcional e instrumental orientado por benefício mútuo, extrapolando relações de mera amizade", esclarece a PF.


O senador nega as irregularidades. Em nota, a defesa de Ciro Nogueira "repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar."

"Medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, podem se mostrar precipitadas e merecem a devida reflexão e controle severo de legalidade, tema que deverá ser enfrentado tecnicamente pelas Cortes Superiores muito em breve, assim como ocorreu com o uso indiscriminado de delações premiadas", escreve a defesa em nota.

Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Dólar fecha perto da estabilidade apesar de aumento da aversão ao risco

 Moeda americana ainda apresenta baixa nos quatro primeiros pregões de maio (0,59%), após recuo de 4,36% em abril



Após rondar a estabilidade ao longo da tarde, o dólar encerrou a sessão desta quinta-feira, 7, cotado a R$ 4,9234 (+0,05%). Mais uma vez, a dinâmica no mercado de moedas esteve atrelada às expectativas em torno das negociações de paz no Oriente Médio, que têm como termômetro os preços do petróleo. Principal evento do ponto de vista doméstico, o encontro entre o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi monitorado, mas não teve impacto na formação da taxa de câmbio.


Pela manhã, o sinal de baixa predominou no exterior, com o dólar perdendo força em relação a moedas fortes e emergentes, diante do otimismo com a possibilidade de fim iminente da guerra. O real chegou a destoar do comportamento positivo dos pares em certos momentos, abalado pela queda do petróleo, que ensejava ajustes para realização de lucros com a moeda brasileira, e por certa cautela após a intervenção da quarta-feira do Banco Central.


A piora da percepção de risco geopolítico na segunda etapa de negócios, na esteira das notícias relacionadas ao Estreito de Ormuz, afastou o petróleo das mínimas e impulsionou as taxas dos Treasuries e a moeda americana.


Por aqui, o dólar tocou máxima de R$ 4,9314 no início da tarde para depois se acomodar na casa de R$ 4,92. A mínima pela manhã foi de R$ 4,8960.


O mercado começou a azedar quando circulou a informação de que o Irã pretende adotar novas regras para o tráfego em Ormuz. Além disso, Arábia Saudita e Kuwait suspenderam restrições ao uso de suas bases militares e espaço aéreo pelos EUA, dando margem para que Trump retome o Projeto Liberdade, que abrange a escolta de embarcações pelo Estreito. As cotações do petróleo até recuaram, mas o contrato do Brent se manteve acima da marca de US$ 100 o barril.


Apesar da falta de fôlego exibida na quarta e nesta quinta, a divisa ainda apresenta baixa nos quatro primeiros pregões de maio (0,59%), após recuo de 4,36% em abril. As perdas acumuladas no ano permanecem em dois dígitos (10,30%). O real segue como a moeda com melhor desempenho em 2026.


Para Andres Abadia, economista-chefe para a América Latina da Pantheon Macroeconomics, a manutenção da política monetária restritiva, com a perspectiva de cortes moderados da taxa Selic, é o principal ponto de suporte ao real. A melhoria dos termos de troca proporcionada pela valorização do petróleo, em razão do conflito no Oriente Médio, deu um fôlego adicional à moeda brasileira nas últimas semanas, levando a taxa de câmbio ao menor nível em mais de dois anos.


"Uma apreciação adicional é possível se a fraqueza global da moeda americana persistir, mas uma taxa de câmbio abaixo de R$ 5,00 já me parece exagerada", afirma Abadia. "O Banco Central já começou a se contrapor ao rali com a oferta de swaps cambiais reversos, que são usados em momentos de forte movimento de apreciação."


A avaliação da maioria dos analistas ouvidos pelo Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) é a de que o BC aproveitou a maré positiva para o real para testar, com a oferta isolada de swaps cambiais reversos, a reação do mercado a uma eventual estratégia de redução mais acelerada do estoque de swaps cambiais tradicionais, que está acima de US$ 95 bilhões. O BC já vinha diminuindo sua posição em swaps, deixando parte das posições vencer nas operações mensais de rolagem e com a oferta de swaps cambiais reversos em conjunto com a oferta de venda de dólar à vista - operação conhecida como "casadão".


Lá fora, o índice DXY - termômetro do comportamento do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes - operava em alta de cerca de 0,10% às 17 horas, ao redor dos 98,120 pontos, após máxima de 98,204 registrada pouco antes. Pela manhã, com apetite ao risco, rompeu o piso de 98,000 pontos, com mínima de 97,815 pontos.


Para o economista Eduardo Levy, sócio da LB Endow, uma solução mais duradoura para o conflito no Oriente Médio tende a jogar o dólar para baixo, sobretudo na comparação com divisas emergentes Ele identifica um forte apetite por risco por parte de investidores, sobretudo os institucionais.


"A entrada de recursos para o Brasil pode aumentar significativamente se houver uma melhora do cenário externo, com diminuição do risco geopolítico. Se o petróleo cair, os juros nos EUA podem ceder também por conta da inflação mais baixa. Isso aumenta ainda mais o diferencial de juros", afirma Levy.


Bolsa

Com a retomada da aversão a risco geopolítico, o Ibovespa teve hoje a sua maior perda diária desde 12 de março (-2,55%), ao ceder 2,38%, aos 183.218,26 pontos, agora no menor nível de fechamento desde 30 de março. O giro financeiro foi a R$ 32,1 bilhões na sessão. Na semana e no mês, o índice da B3 recua 2,19%, limitando o avanço do ano a 13,71%.


Uma análise confidencial da CIA entregue a autoridades do governo Trump esta semana conclui que o Irã pode sobreviver ao bloqueio naval dos EUA por pelo menos três a quatro meses antes de enfrentar dificuldades econômicas mais severas. A análise também descobriu que Teerã mantém mísseis balísticos, com cerca de 75% de seus inventários de lançadores móveis de antes da guerra e cerca de 70% de seus estoques de mísseis anteriores ao conflito. E, segundo a imprensa americana, Teerã emitiu novas regras para navegação no Estreito de Ormuz.


Com os últimos desdobramentos na região, o petróleo voltou a mostrar volatilidade ao longo do dia. A commodity reduziu o ritmo de perdas ainda no início da tarde e os juros dos Treasuries passaram a subir, batendo máximas intradia, ante a persistência de incertezas sobre um acordo entre EUA e Irã. Segundo a imprensa americana, Teerã emitiu novas regras para navegação no Estreito de Ormuz.


O petróleo WTI para junho, negociado em Nova York, fechou em baixa de 0,28% (US$ 0,27), a US$ 94,81 o barril, enquanto o Brent para o mesmo mês, em Londres, caiu 1,19% (US$ 1,21), a US$ 100,06 o barril.


A commodity chegou a virar para o positivo depois que o jornal The Wall Street Journal informou que Arábia Saudita e Kuwait suspenderam as restrições impostas ao uso pelos EUA de suas bases e espaço aéreo, levando o governo Trump a buscar a retomada da operação de escolta de navios comerciais no Estreito de Ormuz. Pouco depois, entretanto, circularam no mercado informações atribuídas à Al Jazeera, a partir de uma fonte militar americana, dando conta de que a notícia veiculada pelo Wall Street Jornal estaria incorreta.


Em Nova York, os principais índices de ações fecharam o dia em baixa de 0,63% (Dow Jones), 0,38% (S&P 500) e 0,13% (Nasdaq), após tanto o amplo S&P 500 como o tecnológico Nasdaq terem renovado recordes de fechamento no dia anterior.


Na B3, a correção desta quinta-feira se espalhou pelas principais blue chips, com destaque para Petrobras (ON -1,88%, PN -2,22%), que superaram o ajuste do petróleo na sessão. Principal ação do Ibovespa, Vale ON caiu 1,43% e, entre os maiores bancos, as perdas chegaram a 3,25% em Bradesco ON e a 3,89% na PN, após o balanço do primeiro trimestre, divulgado na noite da quarta-feira.


"Certa frustração com os números do Bradesco, um dos pesos-pesados do Ibovespa, derrubou não apenas os papéis do banco, como também impactou as ações do setor como um todo, que tem relevância enorme no índice", resume Bruno Perri, economista-chefe, estrategista e sócio-fundador da Forum Investimentos. "Isso posto, apesar de operar com o mesmo sinal do exterior, podemos dizer que o desempenho da bolsa brasileira hoje esteve mais ligado a eventos corporativos domésticos e ao impacto da queda do petróleo nos preços das ações do setor."


Na ponta ganhadora do Ibovespa, Smart Fit (+11,66%), Totvs (+9,46%) e Minerva (+3,78%). No lado oposto, Vamos (-7,48%), Axia (-6,48%) e Rede D'Or (-6,47%).


Juros

Os juros futuros deixaram para trás a dinâmica benigna observada até o início da tarde e fecharam a sessão desta quinta-feira, 7, em firme alta. O determinante de ambos os movimentos, mais uma vez, foi o fluxo de notícias sobre a guerra, que piorou rumo ao final do pregão. O otimismo observado até perto de 13h, quando ainda havia expectativa de que um acordo entre EUA e Irã fosse alcançado em breve, deu lugar à aversão ao risco com relatos de que Teerã impôs condições para reabrir o Estreito de Ormuz, ao mesmo tempo em que Washington estuda retomar o "Projeto Liberdade", que escolta embarcações comerciais na rota.


Encerrados os negócios, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 subiu de 14,045% no ajuste de quarta a 14,115%. O DI para janeiro de 2029 fechou negociado a 13,635%, vindo de 13,499% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2031 aumentou de 13,584% no ajuste a 13,725%.


As taxas passaram a abrir cerca de 5 pontos-base na ponta curta e ao redor de 10 pontos nos trechos intermediários em diante, por volta das 14h30, em sintonia com a virada de humor nos mercados globais. O estopim para a deterioração foi a guerra. Até cerca de 13h, ainda havia esperança de que um acordo entre os dois lados seria atingido, ainda refletindo declarações de quarta do presidente dos EUA, Donald Trump, de que a ofensiva vai acabar rapidamente e os países caminham para uma tratativa.


A aversão ao risco voltou ao cenário, no entanto, com relatos sobre negativas do Irã a respeito de condições para a reabertura do Estreito de Ormuz e de que Washington avalia retomar a escolta de embarcações comerciais na rota - o "Projeto Liberdade". Isso porque, a partir de agora, os militares americanos passaram a ter permissão para usar as bases e o espaço aéreo da Arábia Saudita e do Kuwait.


Segundo Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil, além da liberação do uso de bases pelos EUA pelos dois países do Golfo e relatos de que o Irã não vai desbloquear o fluxo de navegação em Ormuz enquanto os americanos não realizarem reparações de danos na rota, um terceiro fator fez com que os ânimos dos investidores esfriassem: um relatório da CIA obtido pelo Washington Post aponta que o país persa pode sobreviver ao bloqueio naval americano por cerca de três a quatro meses sem enfrentar dificuldades econômicas severas.


A análise ainda indicou que Teerã mantém capacidades elevadas de mísseis balísticos, com cerca de 75% de seus inventários de lançadores móveis de antes da guerra e cerca de 70% de seus estoques de mísseis anteriores ao conflito, de acordo com um oficial dos EUA.


"É um 'morde e assopra' diário", diz Praça. "Aparentemente, o confronto está bem mais longe de terminar do que se esperava no início do pregão, e por isso houve estresse na curva ao longo do dia", afirmou. Ele também destaca que tanto Washington quanto Teerã parecem irredutíveis sobre a questão das armas nucleares - Trump quer que o Irã pare de enriquecer urânio, enquanto o país não quer abrir mão de seu programa nuclear. "Este é um ponto de fricção que aparentemente não será resolvido tão rápido", aponta o diretor.


Do lado da oferta, o Tesouro Nacional colocou em leilão 13 milhões de títulos prefixados pela manhã, adicionando alguma pressão à ponta longa da curva. Nos cálculos de Luis Felipe Vital, estrategista de Macro e Dívida Pública da Warren Investimentos, o risco adicionado ao mercado (DV01) foi 366% maior do que o certame da semana passada. Isso não significa, no entanto, que o Tesouro tenha colocado o pé no acelerador novamente, pondera Vital, uma vez que a oferta anterior foi diminuta.

Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Tribunal dos EUA decide contra tarifa global de 10% imposta por Trump

 A sobretaxa permanecerá em vigor até o fim de julho, salvo se o Congresso prorrogá-la



Um tribunal de comércio dos Estados Unidos decidiu nesta quinta-feira (7) contra a tarifa global de 10% imposta pelo governo de Donald Trump, ao considerar que ela não estava justificada sob uma lei da década de 1970 que foi invocada para sua aplicação.


Trump impôs a sobretaxa temporária em fevereiro, depois que a Suprema Corte anulou uma parte importante de suas novas tarifas.


O Tribunal de Comércio Internacional dos Estados Unidos decidiu por dois votos a um contra a tarifa global, e sua decisão se aplica às partes que processaram o governo Trump.


Segundo o governo, a tarifa de 10% tinha como objetivo enfrentar os déficits na balança de pagamentos.


A sobretaxa permanecerá em vigor até o fim de julho, salvo se o Congresso prorrogá-la, enquanto a Casa Branca busca mecanismos mais duradouros para reconstruir sua agenda comercial.


Para isso, as autoridades americanas abriram investigações sobre dezenas de parceiros comerciais por preocupações relacionadas ao trabalho forçado e ao excesso de capacidade, o que poderia resultar em novas tarifas.

O Tribunal de Comércio Internacional ordenou nesta quinta-feira que os réus implementem sua decisão em um prazo de cinco dias, assim como determinou reembolsos aos importadores que apresentaram a ação judicial.


Embora a sentença, que pode ser alvo de recurso, esteja limitada por enquanto aos autores da ação, ela estabelece um precedente jurídico que permite que outras empresas também contestem as sobretaxas.


As tarifas setoriais de Trump sobre produtos como aço, alumínio e automóveis não são afetadas pela decisão anteriormente tomada pela Suprema Corte.

AFP e Correio do Povo

Governo do RS lança pedra fundamental de centro integrado da Defesa Civil contra desastres climáticos

 Nova sede receberá investimento de R$ 70 milhões e tem previsão de um ano para ser concluída



O governo do Estado lançou na tarde desta quinta-feira, a pedra fundamental do Centro Estadual de Gestão Integrada de Riscos e Desastres (Cegird), em Porto Alegre. A estrutura será construída no bairro Jardim Carvalho e integra a programação do Plano Rio Grande, voltado à reconstrução e à ampliação da resiliência após eventos climáticos extremos.


O investimento previsto é de R$ 70 milhões apenas na sede principal, com prazo de 12 meses para conclusão. O espaço deve concentrar as operações da Defesa Civil estadual e ampliar a capacidade de resposta a situações de emergência. “Vai ser uma especial referência para a proteção e o gerenciamento de riscos e desastres no Estado”, afirmou o governador Eduardo Leite.


Segundo ele, o projeto prevê uma estrutura moderna, já entregue equipada e com tecnologia integrada. “A empresa vai entregar não apenas a obra pronta, mas também equipada. Em 12 meses teremos condições de instalar aqui a Defesa Civil e um centro de comando para atuação em situações de desastres e também de prevenção”, destacou.


Além da sede, o complexo contará com um centro logístico ao lado, com investimento adicional de cerca de R$ 40 milhões, totalizando R$ 110 milhões. A estrutura busca enfrentar um dos principais desafios identificados em eventos de dois anos atrás, que é a gestão logística durante crises.


O novo centro também vai integrar estudos técnicos e científicos. No local, funcionará uma unidade articuladora de pesquisas climáticas, que vai reunir dados como monitoramento hidrometeorológico, modelagens e levantamentos técnicos. “Tudo isso será gerenciado a partir dessa unidade qualificada, o que vai dar um salto na capacidade técnica do Estado, de administrar situações extremas como nós enfrentamos em 2024”, afirmou Leite.


Para o chefe da Casa Militar e coordenador da Defesa Civil estadual, coronel Luciano Boeira, a nova estrutura representa uma mudança no dia a dia das operações. “Hoje temos uma estrutura acanhada, que não acompanha o crescimento da Defesa Civil. Esse prédio vai permitir integrar equipes e ampliar a capacidade de resposta”, disse.


Ele destacou que o órgão recebeu investimentos e passou por uma expansão após as enchentes, com a incorporação de especialistas como hidrólogos, meteorologistas, geólogos e engenheiros. “Hoje temos condições de chegar com mais fôlego aos municípios e dar suporte mais qualificado, especialmente em situações de desastre”, afirmou.


A proposta também prevê a criação de uma rede de centros regionais no Estado. Inicialmente, quatro unidades devem ser implantadas em Santa Maria, Caxias do Sul, Pelotas e Lajeado, com projeção de chegar a nove estruturas distribuídas pelo território gaúcho.


De acordo com o governo, a iniciativa busca fortalecer a integração entre diferentes órgãos e melhorar a coordenação das ações. “Gestão de crise não se faz sozinho. É preciso integrar todas as estruturas, e esse centro vai permitir exatamente isso”, concluiu Boeira.

Correio do Povo

Brigada Militar utiliza algoritmos durante operações contra o crime

 Operação Convergência otimiza a forma de atuar no Rio Grande do Sul



A Brigada Militar aprimora o modelo tradicional de operações com uma ação estratégica que utiliza algoritmos preditivos para análise e roteirização inteligente, potencializando a prevenção. É a Operação Convergência, que integra ao policiamento ordinário todas as estruturas especializadas da corporação — Choque, Ambiental, Aéreo e Rodoviário — de forma coordenada, assim como todo efetivo administrativo. A ação é permanente e pode acontecer a qualquer momento, durante vários dias, de forma ininterrupta e intensa.


Todos os comandos regionais também farão parte. A intenção é que o Estado inteiro opere de forma sincronizada. Neste mês de maio começa com a Operação Convergência Dia das Mães em todo o Rio Grande do Sul. Foi lançada nesta quinta-feira, na avenida Senador Salgado Filho, 8064, Jardim Krahe, bairro Querência, em Viamão. Na fase piloto (entre 15 e 21 de abril), a Operação Convergência já mostrou excelentes resultados com a parceria de algoritmos em Porto Alegre.


No período, 418 suspeitos foram presos, média de 60 por dia, e 4.288 veículos foram fiscalizado, com média de 612 por dia ou 25 por hora. A operação mobilizou 6.562 policiais militares. A iniciativa representa um avanço institucional. "É uma convergência de esforços que direciona todo o conjunto de policiamento para um mesmo objetivo. A Operação Convergência fará com que as tropas tragam mais sensação de segurança e, principalmente, combatam os crimes que geram outros crimes, como o furto de veículos e o roubo de pessoas", enfatizou o comandante-geral da Brigada Militar, coronel Luigi Gustavo Soares Pereira.


Segundo ele, o modelo é orientado por dados, potencializando ações de prevenção e presença qualificada por meio do policiamento de proximidade. "A Operação Convergência promete ampliar significativamente a capacidade de resposta da corporação. As ações deverão ser desenvolvidas de forma descentralizada e coordenada e orientadas pelos vetores operacionais de presença, mobilidade e prevenção", frisou Luigi. O sistema permite que cada Organização Policial Militar (OPM) crie rotas otimizadas de acordo com sua realidade local e com o máximo de efetivo disponível.


Forma sincronizada

"A Operação Convergência é a lapidação do nosso emprego operacional. Estamos unindo a expertise de todos os nossos comandos regionais e especializados para entregar um serviço ainda mais preciso, garantindo que a força da nossa integração seja, verdadeiramente, a força da comunidade", garante o subcomandante-geral da Brigada Militar, coronel Jorge Dirceu Abreu Silva Filho. Segundo ele, todos os comandos regionais vão se agregar à Operação Convergência até que o Estado inteiro esteja operando de forma sincronizada, no mesmo momento, com toda capacidade operacional. “A Operação Ônibus pode também fazer parte da Convergência nas linhas mais problemáticas".


A Operação Convergência foi planejada com base em roteirização inteligente e análise por algoritmos, o que permite mais assertividade na alocação do efetivo e dos recursos. "A iniciativa reforça a viabilidade de um modelo de atuação orientado por dados, potencializando ações de prevenção e presença qualificada por meio do policiamento de proximidade”, enfatiza o coronel Dirceu. "O objetivo é ampliar a capacidade de resposta da Brigada Militar, garantindo maior segurança à população por meio de uma atuação integrada, dinâmica, estratégica e inédita utilizando algoritmos", acrescentou.


Ações em números

Dados da Operação Convergência (fase piloto — 15 a 21 de abril de 2026):

Veículos fiscalizados: o total chegou a 4.288 durante a semana de operação, com média de 612 por dia ou 25 por hora

Foram recuperados 23 veículos durante o período

Prisões: a BM realizou 418 prisões no total, média de 60 por dia

Drogas apreendidas: a apreensão totalizou 35,29 quilos, com média de 5,04 quilos por dia

Armas apreendidas: 27 armas de fogo foram apreendidas no período

Correio do Povo

Deputados da oposição são suspensos por ocupar o plenário em protesto

 



🚨ABSURDO TOTAL!
- Deputados da oposição são suspensos por ocupar o plenário em protesto, algo que a esquerda fez dezenas de vezes sem nunca sofrer punição séria.
- A “ética” da Câmara só acorda quando o alvo é de direita.
- Falta de equidade pura: duas medidas, um regimento.
- Iremos reverter essa decisão na CCJ.
HIPOCRISIA INSTITUCIONAL!

Vídeo de Bia Kicis

Fonte: https://web.facebook.com/watch/?v=955081647364354

Juventude vira sobre o Tombense e se despede da Copa Sul-Sudeste com vitória no Estádio do Vale

 


O Juventude encerrou sua trajetória na Copa Sul-Sudeste na noite desta quarta-feira (6) com um resultado positivo ao vencer o Tombense-MG por 2 a 1. Em partida válida pela 6ª rodada da competição, disputada no Estádio do Vale, em Novo Hamburgo, a equipe gaúcha demonstrou poder de reação após sair atrás no placar logo nos minutos iniciais. Além dos gols marcados por Ray Breno e Kauã Costa, o triunfo alviverde foi garantido por uma atuação decisiva do goleiro Léo Agliardi, que defendeu um pênalti na etapa complementar.

O confronto começou desfavorável para o Juventude, que viu o Tombense abrir o marcador aos quatro minutos com um gol de cabeça de Luiz Felipe. O time de Caxias do Sul, no entanto, não se abateu e passou a pressionar, parando em boas intervenções do goleiro mineiro Alan Costa. A insistência resultou no empate aos 44 minutos do primeiro tempo, quando Carlinhos sofreu pênalti e Ray Breno converteu com precisão.

No segundo tempo, o equilíbrio deu o tom da partida, com chances claras para ambos os lados e um gol anulado do Juventude por impedimento. A virada definitiva veio aos 33 minutos, após Kauã Costa aproveitar um cruzamento de LH e cabecear para o fundo das redes. O Tombense ainda teve a oportunidade de igualar o placar em uma nova penalidade máxima, mas Léo Agliardi brilhou ao defender a cobrança de João Vitor Oliveira, selando a despedida vitoriosa do time comandado por Gerson Ramos na competição nacional.

Câmara aprova marco legal para minerais críticos com criação de fundo de R$ 5 bilhões e incentivos fiscais

 


A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta-feira (6), o projeto de lei que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, enviando a proposta para análise do Senado. O novo marco regulatório, relatado pelo deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), visa estimular a pesquisa, extração e industrialização de minérios essenciais para setores de alta tecnologia, como a fabricação de semicondutores, veículos elétricos e equipamentos de defesa. O texto define como "críticos" os recursos com risco de desabastecimento e como "estratégicos" aqueles fundamentais para a balança comercial e a transição energética do país.

Um dos pilares da proposta é a criação de um Conselho Nacional (Cimce), composto por 15 representantes do Executivo, além de membros dos estados e do setor privado, que terá o poder de homologar operações societárias e acordos internacionais que envolvam esses minerais sob a justificativa de preservação da soberania nacional. O texto final removeu a exigência de "anuência prévia" para mudanças de controle societário, substituindo-a pelo termo "homologação" para evitar litígios comerciais. O colegiado também supervisionará o acesso de empresas estrangeiras a dados geológicos estratégicos e parcerias que possam impactar a segurança econômica do Brasil.

O projeto estabelece ainda mecanismos robustos de financiamento, incluindo um Fundo Garantidor estimado em R$ 5 bilhões, com aporte da União limitado a R$ 2 bilhões e contribuições obrigatórias das empresas do setor. As mineradoras deverão destinar anualmente uma parcela de sua receita operacional bruta para o fundo e para projetos de inovação tecnológica. Em contrapartida, o governo oferecerá incentivos fiscais de R$ 1 bilhão por ano entre 2030 e 2034, por meio de créditos que podem chegar a 20% dos gastos com beneficiamento e transformação mineral, além da ampliação do regime especial Reidi para infraestrutura do setor.

A tramitação na Câmara foi marcada por debates sobre o papel do Estado na gestão dessas reservas. Enquanto a ala governista tentou, sem sucesso, criar uma nova estatal ("Terrabras") para administrar as riquezas minerais, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), reafirmou sua posição contrária à criação de empresas públicas, prevalecendo a estrutura de gestão via conselho. O marco legal também determina que a Agência Nacional de Mineração (ANM) dê prioridade a leilões de áreas com potencial para minerais críticos, visando acelerar o desenvolvimento de uma cadeia produtiva nacional ainda incipiente.

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