Presidente destacou a busca por novas receitas nessa parceria com a plataforma de sorteios
Em entrevista exclusiva ao CP, Alberto Guerra admitiu erro na comunicação na campanha de marketing que envolveu uma plataforma de sorteios na última semana. O presidente do Grêmio pediu desculpas aos torcedores que se sentiram lesados e ressaltou que o jogador “prometido” sempre foi o meia Willian.
“Realmente, a comunicação e a campanha foram equivocadas. A gente já se manifestou publicamente, inclusive o próprio parceiro devolvendo dinheiro e, por isso, a gente até, mais uma vez aqui, peço desculpas ao torcedor que se sentiu lesado, enganado, não era a nossa intenção. O jogador sempre foi o Willian, os membros da empresa foram ao CT conversar com o Departamento de Futebol. Era esse o atleta, eles ajudariam se viesse”, explicou.
Por outro lado, Guerra destacou a parceria construída, principalmente por gerar novas receitas ao clube. Nesta janela de transferências, o patrocinador ajudou nas contratações de Arthur e Willian: “O Grêmio errou, eu vou chegar ali, mas assim: a gente sabe das dificuldades financeiras dos clubes, todo mundo fala em correr atrás de receitas novas, o Grêmio fez isso. Achou um parceiro, um novo patrocinador, e que nos ajudou financeiramente, não só com o Willian, quanto com o Arthur”.
Internamente, essa campanha malsucedida foi bastante debatida, com cobranças sendo feitas de parte a parte. Mesmo com a tensão gerada, a rescisão de contrato com o patrocinador está fora de cogitação. “Esses são assuntos que a gente trata internamente. Mas de novo, a gente achou um parceiro que aportasse dinheiro no clube, que ajudasse os jogadores. Eu prefiro olhar esse lado cheio do copo. É claro que houve erros, a gente avalia internamente, a gente cobra não só dos nossos, mas dos parceiros (26:52) que também (26:55) se equivocaram. Então assim, é uma análise que a gente vai fazer, que a gente faz diariamente internamente, mas por enquanto nunca se falou nisso (rescisão de contrato)”, finalizou.
Interessados podem comparecer na unidade mais próxima
A partir desta segunda-feira as Agências FGTAS/Sine do RS disponibilizam 8.477 oportunidades de emprego. Desse total 7.578 são permanentes, 833 temporárias, 25 para Jovem Aprendiz e 41 para estágio. Das ocupações disponibilizadas, 372 são exclusivas para pessoas com deficiência e 6.499 aceitam pessoas com deficiência.
As vagas são atualizadas diariamente. Trabalhadores interessados em se candidatar às oportunidades podem comparecer na unidade mais próxima com documento de identificação com CPF e foto. As vagas também podem ser consultadas pelo portal Emprega Brasil e pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital (CTPS Digital). A relação de endereços das unidades está disponível em fgtas.rs.gov.br/agencias-fgtas-sine. Do total das 8.477 postos de trabalho, o setor com mais vagas é a indústria com 41%, seguido por serviços com 24% e comércio com 22% das ofertas. Das vagas, 84% não exigem experiência e 38% não exigem escolaridade. Ainda em relação à escolaridade, 19% das vagas pedem Ensino Fundamental completo e 19%, Fundamental incompleto. Com relação à remuneração, 58% variam de 1 até um salário mínimo e meio. O valor do piso nacional atualmente é de R$ 1.518.
As Agências FGTAS/Sine com mais oportunidades abertas no RS são Erechim (393), Butiá (383), Pelotas (334), Porto Alegre (290) e Caxias do Sul (265). (332). As ocupações com mais vagas abertas são alimentador de linha de produção (2.001), operador de caixa (327), faxineiro (271), vendedor de comércio varejista (243), auxiliar no processamento de fumo (200), repositor de mercadorias (167), auxiliar nos serviços de alimentação (146), trabalhador polivalente na confecção de calça (125) e abatedor (117).
Porto Alegre e Região Metropolitana
Em Porto Alegre e Região Metropolitana as agências são 2.297 vagas de trabalho, sendo 2.245 permanentes e 21 temporárias, 19 para Jovem Aprendiz e 12 estágios. Das ocupações disponibilizadas, 116 são exclusivas para pessoas com deficiência e 1.172 aceitam pessoas com deficiência.
O setor da indústria é o destaque com 31% das oportunidades, serviços com 34% e comércio com 23%. Com relação à experiência na função, 77% das vagas não exigem experiência. Sobre a remuneração das oportunidades, 55% variam de um até um salários mínimo e meio.
As Agências com maior número de vagas são Porto Alegre (290), Nova Santa Rita (4207), São Leopoldo (165), Dois Irmãos (151) e Novo Hamburgo (148).
As ocupações com as maiores quantidades de vagas abertas são alimentador de linha de produção (399), vendedor de comércio varejista (78), operador de caixa (75), atendente de lojas e mercados (62), técnico de vendas (60), auxiliar nos serviços de alimentação (58), faxineiro (56), auxiliar de logística (51), pedreiro (46) e instalador de linhas elétricas (45). Nas entrevistas agendadas com empregadores nas agências, para participar é preciso apresentar documento de identificação com foto e CPF.
O smartphone Motorola Moto g05 Cinza vai te surpreender com tanta tecnologia envolvida para proporcionar a melhor experiência de uso. A câmera traseira é de 50MP com IA, Night Vision automático e a frontal, de 8MP. A tela IPS de 6,7" com proteção Gorilla Glass 3 oferece oferecendo clareza até sob a luz direta do sol. Ele é equipado com 128GB de armazenamento interno, memória RAM de 4GB (Expansível em + 8GB com RAM Boost) e processador Helio G81 (2,0GHz Octa-Core). A performance é fluida e sem travar. A bateria de 5200mAh garante até 40 horas de uso. O design elegante em Vegan Leather, a proteção contra respingos d'água e o vidro Corning Gorilla Glass 3 garantem resistência e estilo. RAM Boost (Otimização da RAM): É um recurso que visa expandir a memória RAM utilizando parte do armazenamento interno, ajudando na performance do smartphone durante o uso de vários aplicativos ao mesmo tempo, otimizando multitarefas. Requer o uso de armazenamento interno como memória virtual, diminuindo o espaço disponível, em troca da expansão da memória RAM. Função ativada por padrão. Modelo com RAM física de 12GB + RAM Boost de até 12GB. A memória RAM física disponível é menor devido ao sistema operacional, software e outras funções, e pode mudar com atualizações de software.
Tarifaço dos EUA pressiona exportadores e faz preços subirem no Brasil. Café, açúcar e pescados ficam mais caros, e consumidores pagam a conta da guerra comercial.
O tarifaço de 50% anunciado pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros já deixou claro que a disputa comercial não ficará restrita às fronteiras. Segundo análise publicada pelo portal especializado Farmdoc Daily, da Universidade de Illinois, os impactos das medidas vão além da queda nas exportações: parte do custo está sendo transferido para dentro do Brasil.
O resultado é um cenário em que exportadores perdem competitividade lá fora e, ao mesmo tempo, consumidores brasileiros enfrentam preços mais altos em itens essenciais como café, açúcar e pescados. A guerra comercial se converte, portanto, em uma pressão dupla sobre a economia nacional.
Como o tarifaço de 50% atinge o agro e a indústria
Os Estados Unidos são um dos maiores mercados consumidores de commodities agrícolas brasileiras. Café, açúcar, carnes e pescados formam parte essencial da balança comercial.
Ao impor uma tarifa de 50%, Washington encarece esses produtos de origem brasileira e abre espaço para concorrentes como Colômbia, Vietnã, Índia e Chile.
Isso significa que o Brasil vende menos e recebe menos nos contratos internacionais. Para compensar, parte da produção que antes ia para exportação é redirecionada ao mercado interno.
Mas, em vez de resultar em preços menores para o consumidor, a dinâmica é outra: os produtores preferem manter margens, ajustando preços para cima, já que precisam lidar com custos mais altos e incertezas comerciais. É aí que o tarifaço americano passa a ser sentido diretamente nos supermercados brasileiros.
O café é um dos casos mais emblemáticos. O Brasil é líder global e envia milhões de sacas por ano para os EUA. Com a sobretaxa, o fluxo recuou, e torrefadores americanos estão buscando outros fornecedores.
No Brasil, o setor cafeeiro enfrenta custos crescentes de produção — desde insumos importados mais caros até a dificuldade de crédito agrícola, que continua caro por causa dos juros altos.
O resultado é que, mesmo com parte da produção ficando no país, o preço da saca não cai. Consumidores já relatam aumento no valor do café torrado nas gôndolas, em alguns casos superior a 15% em comparação com o mesmo período de 2024.
Açúcar: mercado interno sente o impacto
O açúcar é outro produto estratégico que ficou fora da lista de exceções americanas. O Brasil é o maior exportador do mundo, mas agora enfrenta barreiras que reduzem a competitividade.
Produtores que perderam espaço no mercado externo tentam recuperar margens dentro do Brasil, elevando preços.
Além disso, como parte da safra de cana é direcionada para etanol, existe uma competição direta entre combustíveis e alimentação.
Com os EUA fora do radar e margens pressionadas, o repasse ao consumidor interno se intensifica. Estudo citado pelo Farmdoc aponta que a tendência é de inflação setorial em cadeias ligadas ao açúcar e seus derivados.
Pescados: setor vulnerável
Um dos setores mais vulneráveis é o de pescados e frutos do mar. Tradicionalmente exportados para os EUA, agora enfrentam tarifas que inviabilizam a venda. Isso levou a uma inundação do mercado interno com parte da produção.
O que poderia reduzir preços, na prática não ocorre: a cadeia enfrenta custos elevados de logística, armazenagem e distribuição, que acabam sendo repassados ao consumidor.
Além disso, o setor teme desemprego em massa caso o governo não mantenha programas emergenciais de compra pública — anunciados recentemente para açaí, castanhas, frutas e pescados. A medida funciona como colchão, mas é paliativa, e não resolve o problema de fundo da perda de competitividade.
Consumidor paga a conta
O que a análise do Farmdoc destaca é a ironia do processo: tarifas impostas por um governo estrangeiro, supostamente voltadas a proteger sua própria indústria, acabam gerando reflexos no bolso do consumidor brasileiro.
Isso acontece porque a cadeia de exportação e produção está interligada. Menos competitividade no mercado internacional leva à necessidade de recompor margens internamente, seja por aumento de preços, seja por cortes de produção.
No fim, quem paga a conta é o cidadão comum, que encontra café, açúcar e pescados mais caros no supermercado.
Governo tenta conter danos
Diante desse cenário, o governo brasileiro lançou medidas emergenciais para proteger setores mais atingidos, como a compra direta de produtos para evitar colapso no mercado interno. Além disso, linhas de crédito especiais estão sendo avaliadas, com juros menores, para permitir que produtores continuem ativos mesmo sem acesso pleno ao mercado americano.
Na diplomacia, o Itamaraty trabalha para incluir o Brasil na lista de “parceiros alinhados” dos EUA, o que abriria portas para isenções tarifárias semelhantes às concedidas a outros países. Porém, até agora, as negociações seguem em ritmo lento, e o prejuízo se acumula.
Especialistas alertam que o impacto do tarifaço pode ser ainda maior porque se soma a outros fatores da economia brasileira, como custos de energia, combustíveis e crédito.
Mesmo que a inflação oficial siga controlada, a percepção da população é de que alimentos básicos, como café e açúcar, estão pesando mais no orçamento. Essa inflação silenciosa, difusa e setorial, pode corroer renda e gerar insatisfação social.
Um jogo de perde-perde
O tarifaço americano inaugura um jogo de perde-perde: os exportadores brasileiros perdem mercado, os consumidores americanos pagam mais caro e, agora, também o consumidor brasileiro sente no bolso. Para o Brasil, a disputa expõe a vulnerabilidade de depender de poucos mercados e reforça a necessidade de diversificar parceiros comerciais.
A mensagem final do Farmdoc é clara: se o Brasil não reagir rapidamente com políticas estruturais, acordos internacionais e estratégias de mercado, pode enfrentar anos de perdas bilionárias e um impacto social direto sobre milhões de consumidores.